Eles fizeram a maldade e saíram de férias. O presidente da República, além do aumento de impostos anunciado dia 2, deixou avisado que vêm outras por aí, com os cortes no Orçamento da União. Mas isso fica para depois do período de relax. Descanso para Lula e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, noites sem dormir para quem fica. Os servidores públicos já sabem que não vão mais ter o aumento prometido, até porque promessa, na era Lula, é só brincadeirinha de Pinóquio. Parlamentares torcem as mãos no desespero do ano eleitoral em que emendas paroquiais boas de voto podem ir para o espaço, apesar da promessa, de novo, de que serão preservadas. As de bancada, que geralmente importam aos Estados, contudo, nem juras de permanência receberam. Serão ceifadas. E isso apesar do aparente esforço dos mandatários estaduais, em dezembro, para manter a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, mandada para as calendas pelos senadores.
Haverá menos dinheiro para publicidade, custeio e até investimento, mais uma vez, apesar da garantia de que os últimos serão mantidos. Os remendos criticados pelo vice-presidente José Alencar foram tão mal tecidos que escancararam o quão roto é o cobertor governamental. Tão desgastado que, de novo, o caso tende a parar na interpretação dos ministros do Supremo Tribunal Federal, a quem os Democratas recorreram na tentativa de barrar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.
O descanso dos bravos guerreiros, comandante à frente, abre espaço para os coadjuvantes relegados a meros intendentes até agora. O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, soube dos reajustes de impostos no mesmo momento de todos os brasileiros. Os líderes partidários também. Agora, tentam recuperar-se do descaso com trabalho. Querem ver se é possível pelo menos saber antes o que será cortado e a extensão da tesourada. Não saberão. Fazenda e Planejamento vão decidir, o presidente baterá o martelo, e aos políticos sobrará a missão de tentar salvar um pouco a pele na hora da queima total.
Eudes Moraes, que se assina cidadão brasileiro, enviou carta ao presidente Lula, com cópia para os jornais, recomendando que o Planalto corte despesas e diminua os custos do governo, "ao invés de aumentar impostos". Lembra ainda: "Há um sistema de drenagem de recursos públicos denominados 'cargos em comissão'. Acabe com eles".
Taí, é o caminho das pedras. Tão óbvio, tão permanente, tão relegado por estes e outros governantes que dá raiva. Não é o que se fará. Ninguém gosta de cortar na própria carne se pode dilacerar a do outro. Curta as férias, presidente.
Fonte: JB Online
terça-feira, janeiro 08, 2008
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Gol de placa da revista "Piauí"
Por: Helio Fernandes
Quem diria, Dirceu acabou lobista e milionário
Um membro importante do PT-PT gaúcho me diz: "Helio, não vamos processar José Dirceu nem pedir sua expulsão". E ele mesmo explica as razões.
1 - "Por que processar se ele política e eleitoralmente não representa mais nada?".
2 - "Expulsá-lo seria retirá-lo do ostracismo milionário e esbanjador que é a sua predileção". Foi ainda mais duro com o ex-chefe da Casa Civil, mas pediu que mantivesse sigilo sobre seu nome.
Já um personagem do PT-PT do Rio (que tem todos os motivos para não gostar de Dirceu, que arruinou sua carreira no auge) diz num grupo: "Não queremos processar Dirceu, ele não vale a iniciativa".
Uma deputada estadual de SP, ligadíssima à Dona Marta (não devia falar em nome dela), diz com uma certa originalidade, embora não seja importante publicar: "Nem processo nem expulsão. Queremos exame psiquiátrico para ele".
Dirceu se atemorizou, que verbo, e fez como fazem todos, desmentiu, jogou a culpa em cima da revista "Piauí", usando as palavras de sempre: "Fui mal interpretado, o que eu disse foi deturpado".
Por aí, não dá, Dirceu. Falou, está falado. Disse, quis dizer, assuma, é do jogo político e eleitoral, embora você esteja fora dos dois. Por que a revista "Piauí" iria deturpar o que você disse, se a grande atração da reportagem era você?
Foi o primeiro destaque da revista, que saiu do anonimato e esconderijo para ganhar, em 24 horas, uma repercussão que não teve desde que surgiu. E olhe que a revista está no número 16. No caso, nenhuma restrição à "Piauí". (Só nesse caso). Com o nome espalhado por rádios, jornais, televisões, é possível até que venda mais do que os habituais 20 por cento da tiragem.
Em vez de desmentir, Dirceu devia fazer análise. Da entrevista, do comportamento depois da cassação, e o ódio e até repulsa que hoje o PT-PT sente por ele. Isso acontece com quem, como ele, acumulou muitos Poderes e tratou a todos com desprezo e arrogância. Dirceu deve se lembrar do depoimento na Câmara, quando alguém disse que ele era arrogante. A pergunta de Dirceu, "arrogante, eu?", provocou a maior gargalhada daqueles tempos. E Dirceu não entendeu nada.
Dois fatos, apenas dois, que mostram a distância do Dirceu de hoje do Dirceu de antes e durante o primeiro governo Lula. E que representantes (até credenciados) do partido trouxeram à discussão. Mostrando que ele está submerso para sempre.
1 - O estilo de vida milionário de Dirceu, gastando voluptuosamente. Pode e deve ter receio da Receita Federal. Quem financia tudo isso? Até Eike Batista diz que "Dirceu foi demitido, não obteve nada na Bolívia". E a revista "Piauí", para acompanhar Dirceu, teve que segui-lo em Portugal, República Dominicana, Espanha, por aí. Para a revista, nada demais. E para Dirceu?
2 - Personagens das guerrilhas e dos movimentos de resistência colocam em dúvida até mesmo a participação de Dirceu nesses episódios históricos. Dirceu tem que se questionar: por que a entrevista? Para não ficar mais longa (Dirceu se autodestruiu), vejamos os dois pontos mais baixos do que disse.
O ataque sórdido a Heloisa Helena, contando um "fato" que se falava nos bastidores sem nenhuma confirmação. E que credibilidade pode ter um homem que fez operação plástica e não contou nem à mulher?
Gozou e se divertiu com o Lulinha, filho do presidente, tentou comprometer e envolver o próprio presidente. Apanhado em flagrante, desmentiu: "Não me referi ao filho do presidente e sim a um assessor do presidente da Câmara, também Lula".
PS - Mau caráter, até compreensível. Burrice, não, Dirceu.
(Para a "Piauí", o número 16, que maravilha viver. O 15 foi o recorde do encalhe, ainda está nas bancas junto com o 16. Chegaram a pensar em trocar de nome. Passaria a se chamar "Pombo Correio", a revista que vai, mas volta).
Hillary Clinton
Barack Obama
A mulher traída e satisfeita. O negro conformado e satisfeito.
Se houvesse um ministro do Disparate, sem dúvida teria que ser Tarso Genro. Mas da Justiça? Vejam as medidas que ele "sugere" para evitar acidentes de trânsito. 1 - Limite de álcool no sangue. Já existe, claro, a punição. 2 - Transformar o excesso de velocidade em crime. 3 - Absurdo e inconstitucionalidade das maiores: transferir as multas ou punições do motorista (ativo) para o carro. (Passivo).
O ministro, que por vaidade e ambição tirou do então PT (do Rio Grande do Sul) a prefeitura de Porto Alegre e o governo do Estado, só esqueceu de uma ordem fundamental: "Fica proibido acidente de carro".
Numa explosão de sinceridade burra e multinacionalizada, o ministro da Fazenda afirmou: "Tudo será feito para que o superávit primário não seja atingido. Precisamos atingir a meta que existia com a CPMF".
Para esclarecimento do leitor mais distraído ou desinformado. Esse superávit primário, que só existe no Brasil, tem sido de 90 BILHÕES, usados para AMORTIZAR uma parte dos juros da DÍVIDA-CATÁSTROFE.
O secretário do Tesouro (homem correto e que ocupa cargo chave) afirmou textual e publicamente: "Neste 2007 pagaremos de juros 165 bilhões". Como a "economia" será de 90 BILHÕES, o resto será jogado em cima do total. Todo ano é assim, PAGAMOS e DEVEMOS. Que República.
"O Globo" revelou ontem, na Primeira: "No Rio um carro é roubado a cada 12 minutos". Impressionante, 5 carros por hora e não sai no ex-blog do prefeito Cesar Maia, alcaide-factóide-debilóide.
Só que os grandes traficantes que comandam tudo estão sofisticados. Passam aos bandidos a instrução. Perguntam se tem GPS. Se o motorista diz que sim, é morto e o carro explodido. Não, ele vai embora, levam o carro.
Chávez fez declarações tão engraçadas, que devem ter sido precedidas por conversas com o Millor, Jaguar, Ziraldo, Chico Caruso, por aí. O mínimo que disse num máximo de gargalhadas: "Estou reformando o ministério para incorporar a oposição".
E logo a seguir: "Sete ministérios já estão à disposição, não queremos passar a imagem de radicais. Precisamos do apoio da burguesia". Ha! Ha! Ha!
Jaime Lerner DOOU a Copel, importante. Veio o governador Requião, retomou a empresa para o povo. Nos escombros, DNA de jornalistas.
O presidente do PFL, Rodrigo Maia, praticamente não sabe onde fica São Paulo. Mas se arrisca: "Kassab será candidato à reeleição". É quase certo. Mas Serra não gostou da intromissão desse "niteroiense".
Candidato a prefeito de Niterói, Maia complica o governador de SP. Este quer Kassab, mas não ostensivamente. O que dizer ao PSDB?
FHC está em plena atividade. Seu objetivo? 2010. Pretende voltar à presidência, completa 79 anos em junho de 2010. A idade não o preocupa e sim o adversário. Com Lula candidato, desiste e desaparece.
Não estou garantindo nem sequer insinuando que Lula disputará em 2010. Mas o terceiro mandato, para ele, igual ao segundo de FHC, comprado em 1996/97. Tudo pode acontecer nestes 3 anos.
Quem quiser chamar o senador Mão Santa de governador, não tenha dúvida. Ele já foi governador e voltará em 2010, triunfante.
O ministro da Fazenda, Corrêa e Castro, foi demitido do cargo quando falava na Câmara, convocado. Mentiu. Guido Mantega poderia ser dispensado pelo mesmo motivo. Quem garante esse ministro que veio do frio?
É natural que a oposição e o governo, perdão, base partidária, briguem. É do jogo, da prática, da tradição. Mas duas potências como Sarney e Dilma Rousseff se hostilizarem a cada ameaça, é inacreditável.
Sarney já foi presidente da República, está no quinto mandato de senador, vem no primeiro plano desde 1956. Dona Dilma, que pretende ser a Hillary cabocla (a primeira mulher presidente), tem que mudar de tática.
Na sexta-feira, Joel Renó almoçava num restaurante com um amigo. Dizia: "Vou ganhar muito dinheiro com etanol". Um benemérito. Como a tarde ia adiantada, calor, falava muito alto, todos olhavam, não notava.
Quando presidiu a Petrobras, foi também um benemérito. Orlando Galvão, então presidente da poderosa BR, saiu com ele, fundaram uma empresa. Dois beneméritos. Galvão ganhará muito dinheiro com etanol?
Temos estimulado a população do Rio, de todo os bairros, a se revoltar contra a ditadura do prefeito incompetente.
Há 15 dias fizemos a sugestão do pagamento do IPTU em juízo, a partir de conversas com moradores dos mais diversos locais.
Os pioneiros (que tiveram o justíssimo crédito) surgiram das ruas Timoteo da Costa, Sambaíba, Visconde de Albuquerque, do Méier (várias ruas), Andaraí, Vila Ramos, cansados da exploração.
O movimento foi crescendo movido pelo combustível da insatisfação, convencidos de que só têm mesmo o desprezo das autoridades. Principalmente desse Cesar Maia, enriquecido e não pelo urânio. E sim pelo p-r-o-p-i-n-o-d-u-t-o.
Revelei que muitos grandes escritórios de advocacia estavam dispostos a patrocinar essa causa cívica, sem despesas. Outros escritórios, menos importantes financeiramente, se apresentam.
As associações de bairros têm que ter e terão participação importante, até como conselheiros. É a hora do cidadão.
XXX
Continuo ouvindo, examinando e comparando os candidatos (ou pré-candidatos) a prefeito do Rio. Por enquanto são 10, incluindo partidos em que existem disputas pela legenda. O PDT tem 2 candidatos muito amigos e sem divergências. O PSDB tem um candiato fortíssimo e outro nem tanto, mas sem a cordialidade do PDT.
Existem partidos com candidatos garantidos, basta decidirem se lançar. Como a eleição é importante, surgem efeitos complicadores, que aparentemente não se resolverão com conversas, acordos, convergências ou concessões.
Dos partidos sem chances de elegerem o prefeito, os mais incompreensíveis são o PSB e o PT-PT. Dispõem de nomes respeitáveis mas desgastados, política ou eleitoralmente.
Sem dúvida alguma, a grande incógnita é o PMDB. Tradicionalmente, o governador é o chefe e líder do partido, daí a denominação histórica de "política de governadores".
Não está acontecendo isso no Rio capital. Esse "adventício" é repudiado, na verdade não ganhará. E outro mistério: a aliança entre um ex-governador e um prefeito, mas sem candidatos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Quem diria, Dirceu acabou lobista e milionário
Um membro importante do PT-PT gaúcho me diz: "Helio, não vamos processar José Dirceu nem pedir sua expulsão". E ele mesmo explica as razões.
1 - "Por que processar se ele política e eleitoralmente não representa mais nada?".
2 - "Expulsá-lo seria retirá-lo do ostracismo milionário e esbanjador que é a sua predileção". Foi ainda mais duro com o ex-chefe da Casa Civil, mas pediu que mantivesse sigilo sobre seu nome.
Já um personagem do PT-PT do Rio (que tem todos os motivos para não gostar de Dirceu, que arruinou sua carreira no auge) diz num grupo: "Não queremos processar Dirceu, ele não vale a iniciativa".
Uma deputada estadual de SP, ligadíssima à Dona Marta (não devia falar em nome dela), diz com uma certa originalidade, embora não seja importante publicar: "Nem processo nem expulsão. Queremos exame psiquiátrico para ele".
Dirceu se atemorizou, que verbo, e fez como fazem todos, desmentiu, jogou a culpa em cima da revista "Piauí", usando as palavras de sempre: "Fui mal interpretado, o que eu disse foi deturpado".
Por aí, não dá, Dirceu. Falou, está falado. Disse, quis dizer, assuma, é do jogo político e eleitoral, embora você esteja fora dos dois. Por que a revista "Piauí" iria deturpar o que você disse, se a grande atração da reportagem era você?
Foi o primeiro destaque da revista, que saiu do anonimato e esconderijo para ganhar, em 24 horas, uma repercussão que não teve desde que surgiu. E olhe que a revista está no número 16. No caso, nenhuma restrição à "Piauí". (Só nesse caso). Com o nome espalhado por rádios, jornais, televisões, é possível até que venda mais do que os habituais 20 por cento da tiragem.
Em vez de desmentir, Dirceu devia fazer análise. Da entrevista, do comportamento depois da cassação, e o ódio e até repulsa que hoje o PT-PT sente por ele. Isso acontece com quem, como ele, acumulou muitos Poderes e tratou a todos com desprezo e arrogância. Dirceu deve se lembrar do depoimento na Câmara, quando alguém disse que ele era arrogante. A pergunta de Dirceu, "arrogante, eu?", provocou a maior gargalhada daqueles tempos. E Dirceu não entendeu nada.
Dois fatos, apenas dois, que mostram a distância do Dirceu de hoje do Dirceu de antes e durante o primeiro governo Lula. E que representantes (até credenciados) do partido trouxeram à discussão. Mostrando que ele está submerso para sempre.
1 - O estilo de vida milionário de Dirceu, gastando voluptuosamente. Pode e deve ter receio da Receita Federal. Quem financia tudo isso? Até Eike Batista diz que "Dirceu foi demitido, não obteve nada na Bolívia". E a revista "Piauí", para acompanhar Dirceu, teve que segui-lo em Portugal, República Dominicana, Espanha, por aí. Para a revista, nada demais. E para Dirceu?
2 - Personagens das guerrilhas e dos movimentos de resistência colocam em dúvida até mesmo a participação de Dirceu nesses episódios históricos. Dirceu tem que se questionar: por que a entrevista? Para não ficar mais longa (Dirceu se autodestruiu), vejamos os dois pontos mais baixos do que disse.
O ataque sórdido a Heloisa Helena, contando um "fato" que se falava nos bastidores sem nenhuma confirmação. E que credibilidade pode ter um homem que fez operação plástica e não contou nem à mulher?
Gozou e se divertiu com o Lulinha, filho do presidente, tentou comprometer e envolver o próprio presidente. Apanhado em flagrante, desmentiu: "Não me referi ao filho do presidente e sim a um assessor do presidente da Câmara, também Lula".
PS - Mau caráter, até compreensível. Burrice, não, Dirceu.
(Para a "Piauí", o número 16, que maravilha viver. O 15 foi o recorde do encalhe, ainda está nas bancas junto com o 16. Chegaram a pensar em trocar de nome. Passaria a se chamar "Pombo Correio", a revista que vai, mas volta).
Hillary Clinton
Barack Obama
A mulher traída e satisfeita. O negro conformado e satisfeito.
Se houvesse um ministro do Disparate, sem dúvida teria que ser Tarso Genro. Mas da Justiça? Vejam as medidas que ele "sugere" para evitar acidentes de trânsito. 1 - Limite de álcool no sangue. Já existe, claro, a punição. 2 - Transformar o excesso de velocidade em crime. 3 - Absurdo e inconstitucionalidade das maiores: transferir as multas ou punições do motorista (ativo) para o carro. (Passivo).
O ministro, que por vaidade e ambição tirou do então PT (do Rio Grande do Sul) a prefeitura de Porto Alegre e o governo do Estado, só esqueceu de uma ordem fundamental: "Fica proibido acidente de carro".
Numa explosão de sinceridade burra e multinacionalizada, o ministro da Fazenda afirmou: "Tudo será feito para que o superávit primário não seja atingido. Precisamos atingir a meta que existia com a CPMF".
Para esclarecimento do leitor mais distraído ou desinformado. Esse superávit primário, que só existe no Brasil, tem sido de 90 BILHÕES, usados para AMORTIZAR uma parte dos juros da DÍVIDA-CATÁSTROFE.
O secretário do Tesouro (homem correto e que ocupa cargo chave) afirmou textual e publicamente: "Neste 2007 pagaremos de juros 165 bilhões". Como a "economia" será de 90 BILHÕES, o resto será jogado em cima do total. Todo ano é assim, PAGAMOS e DEVEMOS. Que República.
"O Globo" revelou ontem, na Primeira: "No Rio um carro é roubado a cada 12 minutos". Impressionante, 5 carros por hora e não sai no ex-blog do prefeito Cesar Maia, alcaide-factóide-debilóide.
Só que os grandes traficantes que comandam tudo estão sofisticados. Passam aos bandidos a instrução. Perguntam se tem GPS. Se o motorista diz que sim, é morto e o carro explodido. Não, ele vai embora, levam o carro.
Chávez fez declarações tão engraçadas, que devem ter sido precedidas por conversas com o Millor, Jaguar, Ziraldo, Chico Caruso, por aí. O mínimo que disse num máximo de gargalhadas: "Estou reformando o ministério para incorporar a oposição".
E logo a seguir: "Sete ministérios já estão à disposição, não queremos passar a imagem de radicais. Precisamos do apoio da burguesia". Ha! Ha! Ha!
Jaime Lerner DOOU a Copel, importante. Veio o governador Requião, retomou a empresa para o povo. Nos escombros, DNA de jornalistas.
O presidente do PFL, Rodrigo Maia, praticamente não sabe onde fica São Paulo. Mas se arrisca: "Kassab será candidato à reeleição". É quase certo. Mas Serra não gostou da intromissão desse "niteroiense".
Candidato a prefeito de Niterói, Maia complica o governador de SP. Este quer Kassab, mas não ostensivamente. O que dizer ao PSDB?
FHC está em plena atividade. Seu objetivo? 2010. Pretende voltar à presidência, completa 79 anos em junho de 2010. A idade não o preocupa e sim o adversário. Com Lula candidato, desiste e desaparece.
Não estou garantindo nem sequer insinuando que Lula disputará em 2010. Mas o terceiro mandato, para ele, igual ao segundo de FHC, comprado em 1996/97. Tudo pode acontecer nestes 3 anos.
Quem quiser chamar o senador Mão Santa de governador, não tenha dúvida. Ele já foi governador e voltará em 2010, triunfante.
O ministro da Fazenda, Corrêa e Castro, foi demitido do cargo quando falava na Câmara, convocado. Mentiu. Guido Mantega poderia ser dispensado pelo mesmo motivo. Quem garante esse ministro que veio do frio?
É natural que a oposição e o governo, perdão, base partidária, briguem. É do jogo, da prática, da tradição. Mas duas potências como Sarney e Dilma Rousseff se hostilizarem a cada ameaça, é inacreditável.
Sarney já foi presidente da República, está no quinto mandato de senador, vem no primeiro plano desde 1956. Dona Dilma, que pretende ser a Hillary cabocla (a primeira mulher presidente), tem que mudar de tática.
Na sexta-feira, Joel Renó almoçava num restaurante com um amigo. Dizia: "Vou ganhar muito dinheiro com etanol". Um benemérito. Como a tarde ia adiantada, calor, falava muito alto, todos olhavam, não notava.
Quando presidiu a Petrobras, foi também um benemérito. Orlando Galvão, então presidente da poderosa BR, saiu com ele, fundaram uma empresa. Dois beneméritos. Galvão ganhará muito dinheiro com etanol?
Temos estimulado a população do Rio, de todo os bairros, a se revoltar contra a ditadura do prefeito incompetente.
Há 15 dias fizemos a sugestão do pagamento do IPTU em juízo, a partir de conversas com moradores dos mais diversos locais.
Os pioneiros (que tiveram o justíssimo crédito) surgiram das ruas Timoteo da Costa, Sambaíba, Visconde de Albuquerque, do Méier (várias ruas), Andaraí, Vila Ramos, cansados da exploração.
O movimento foi crescendo movido pelo combustível da insatisfação, convencidos de que só têm mesmo o desprezo das autoridades. Principalmente desse Cesar Maia, enriquecido e não pelo urânio. E sim pelo p-r-o-p-i-n-o-d-u-t-o.
Revelei que muitos grandes escritórios de advocacia estavam dispostos a patrocinar essa causa cívica, sem despesas. Outros escritórios, menos importantes financeiramente, se apresentam.
As associações de bairros têm que ter e terão participação importante, até como conselheiros. É a hora do cidadão.
XXX
Continuo ouvindo, examinando e comparando os candidatos (ou pré-candidatos) a prefeito do Rio. Por enquanto são 10, incluindo partidos em que existem disputas pela legenda. O PDT tem 2 candidatos muito amigos e sem divergências. O PSDB tem um candiato fortíssimo e outro nem tanto, mas sem a cordialidade do PDT.
Existem partidos com candidatos garantidos, basta decidirem se lançar. Como a eleição é importante, surgem efeitos complicadores, que aparentemente não se resolverão com conversas, acordos, convergências ou concessões.
Dos partidos sem chances de elegerem o prefeito, os mais incompreensíveis são o PSB e o PT-PT. Dispõem de nomes respeitáveis mas desgastados, política ou eleitoralmente.
Sem dúvida alguma, a grande incógnita é o PMDB. Tradicionalmente, o governador é o chefe e líder do partido, daí a denominação histórica de "política de governadores".
Não está acontecendo isso no Rio capital. Esse "adventício" é repudiado, na verdade não ganhará. E outro mistério: a aliança entre um ex-governador e um prefeito, mas sem candidatos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Pau neles!
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Tivemos, na primeira semana do ano, mais um exemplo de como é inócuo, perigoso e até vergonhoso dialogar com bandidos. Voltaram aos países de origem representantes internacionais de governos democraticamente constituídos, dada a fracassada tentativa de libertação de três reféns das Farcs. Não cumpriram sequer a metade do prometido, esses ditos integrantes do exército de libertação da Colômbia, na verdade um bando de trapaceiros e traficantes de drogas.
Alegando pretextos pouco claros, as Farcs enganaram e humilharam governos como os da França, Argentina, Brasil e Venezuela. Até o assessor internacional do Lula, Marco Aurélio Garcia, sacrificou a passagem do ano com a família para instalar-se numa tapera no meio da selva amazônica, entre mosquitos de toda ordem, à espera do resgate que não se completou.
As Farcs não soltaram sequer três reféns, das muitas dezenas que mantém em cativeiro há anos. Mostraram, como já sabíamos, que em bandidos não se pode confiar. A tal Operação Emmanuel resultou numa lambança sem par, onde sobrou vergonha até para a Cruz Vermelha Internacional, também presente e exposta ao ridículo.
Aguardam-se novos capítulos dessa novela de horror. Pode ser que os seqüestradores venham a propor novos entendimentos, quase com toda certeza para frustrá-los mais uma vez. Mesmo que soltem os reféns no meio da floresta, serão inconfiáveis, pois pretenderam e estão conseguindo o único objetivo real a que se propuseram: ganhar a mídia internacional.
Aqui para nós, com esse tipo de rebelião mesclada ao crime hediondo de traficar drogas, só existe uma solução: pau neles!
Remando contra a maré
Remar contra a maré geralmente não leva a lugar nenhum, nem à praia nem a alto-mar. De vez em quando essa prática nos carrega para as profundezas, mas trata-se de uma compulsão, da qual sempre emergimos sem mudar de opinião.
A maioria dos países celebrou o fim de 2007 como tendo sido, aquele ano, excepcional. Assim, disse o presidente Lula. As massas estão felizes com o bolsa família e penduricalhos. As elites exultam com os ganhos estratosféricos da outra bolsa, a de valores, dos bancos e da especulação financeira. A classe média, envolta pela propaganda pública e privada, prefere acreditar nas vendas a prazo e no sonho de uma ascensão tornada impossível pelos abomináveis e enrustidos juros que acompanham essas operações.
Mesmo assim, fica difícil sustentar, mas sustentamos, que não é nada disso. Um ano desses a sociedade acabará percebendo o quanto foi enganada por ela mesma, cada segmento sendo iludido pelos demais. As massas acabarão despertando para o horror de não lhes restar outra opção a não ser continuar morando em favelas e mocambos, eternizando-se nas filas de abomináveis hospitais públicos, recebendo miseráveis salários.
Para as elites, sempre de goela aberta, restará a frustração de perceber haver caminhado para um beco sem saída, desfazendo-se no ar as suas ambições.
Quanto à classe média, a mais iludida, concluirá não ser nem média nem classe, acabando nivelada por baixo. Será o momento em que nós também lamentaremos haver remado contra a maré.
Conhecimento e sabedoria
A certas pessoas, por mais conhecimento que detenham, falta sabedoria. Com outras é o contrário: carentes de conhecimento, sobra-lhes sabedoria.
Enquanto não se puder conscientizar os alunos, nas escolas, de que não basta conhecer aritmética, gramática, geografia, história e filosofia, mas é preciso saber utilizar esse cabedal em prol de objetivos humanitários, continuaremos como estamos, ou seja, com elites egoístas e massas impotentes.
Fazer o quê, já que sabedoria não se ensina na escola, sequer nas universidades?
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Tivemos, na primeira semana do ano, mais um exemplo de como é inócuo, perigoso e até vergonhoso dialogar com bandidos. Voltaram aos países de origem representantes internacionais de governos democraticamente constituídos, dada a fracassada tentativa de libertação de três reféns das Farcs. Não cumpriram sequer a metade do prometido, esses ditos integrantes do exército de libertação da Colômbia, na verdade um bando de trapaceiros e traficantes de drogas.
Alegando pretextos pouco claros, as Farcs enganaram e humilharam governos como os da França, Argentina, Brasil e Venezuela. Até o assessor internacional do Lula, Marco Aurélio Garcia, sacrificou a passagem do ano com a família para instalar-se numa tapera no meio da selva amazônica, entre mosquitos de toda ordem, à espera do resgate que não se completou.
As Farcs não soltaram sequer três reféns, das muitas dezenas que mantém em cativeiro há anos. Mostraram, como já sabíamos, que em bandidos não se pode confiar. A tal Operação Emmanuel resultou numa lambança sem par, onde sobrou vergonha até para a Cruz Vermelha Internacional, também presente e exposta ao ridículo.
Aguardam-se novos capítulos dessa novela de horror. Pode ser que os seqüestradores venham a propor novos entendimentos, quase com toda certeza para frustrá-los mais uma vez. Mesmo que soltem os reféns no meio da floresta, serão inconfiáveis, pois pretenderam e estão conseguindo o único objetivo real a que se propuseram: ganhar a mídia internacional.
Aqui para nós, com esse tipo de rebelião mesclada ao crime hediondo de traficar drogas, só existe uma solução: pau neles!
Remando contra a maré
Remar contra a maré geralmente não leva a lugar nenhum, nem à praia nem a alto-mar. De vez em quando essa prática nos carrega para as profundezas, mas trata-se de uma compulsão, da qual sempre emergimos sem mudar de opinião.
A maioria dos países celebrou o fim de 2007 como tendo sido, aquele ano, excepcional. Assim, disse o presidente Lula. As massas estão felizes com o bolsa família e penduricalhos. As elites exultam com os ganhos estratosféricos da outra bolsa, a de valores, dos bancos e da especulação financeira. A classe média, envolta pela propaganda pública e privada, prefere acreditar nas vendas a prazo e no sonho de uma ascensão tornada impossível pelos abomináveis e enrustidos juros que acompanham essas operações.
Mesmo assim, fica difícil sustentar, mas sustentamos, que não é nada disso. Um ano desses a sociedade acabará percebendo o quanto foi enganada por ela mesma, cada segmento sendo iludido pelos demais. As massas acabarão despertando para o horror de não lhes restar outra opção a não ser continuar morando em favelas e mocambos, eternizando-se nas filas de abomináveis hospitais públicos, recebendo miseráveis salários.
Para as elites, sempre de goela aberta, restará a frustração de perceber haver caminhado para um beco sem saída, desfazendo-se no ar as suas ambições.
Quanto à classe média, a mais iludida, concluirá não ser nem média nem classe, acabando nivelada por baixo. Será o momento em que nós também lamentaremos haver remado contra a maré.
Conhecimento e sabedoria
A certas pessoas, por mais conhecimento que detenham, falta sabedoria. Com outras é o contrário: carentes de conhecimento, sobra-lhes sabedoria.
Enquanto não se puder conscientizar os alunos, nas escolas, de que não basta conhecer aritmética, gramática, geografia, história e filosofia, mas é preciso saber utilizar esse cabedal em prol de objetivos humanitários, continuaremos como estamos, ou seja, com elites egoístas e massas impotentes.
Fazer o quê, já que sabedoria não se ensina na escola, sequer nas universidades?
Fonte: Tribuna da Imprensa
Para Lessa, Nordeste será a Califórnia brasileira
Economista diz que transposição do São Francisco mudará de vez a vida na região
Carlos Newton
O economista Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), defende o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, afirmando que a intransigente posição do bispo Luiz Flávio Cappio, de Barra (BA), é injustificável e prejudicial à população mais carente do Nordeste.
"A posição de dom Cappio, que já fez duas greves de fome, está baseada em premissas falsas, porque ele entende que, ao invés da transposição das águas, o governo deveria fazer as pequenas obras previstas no chamado Atlas Nordeste, de construção de pequenos açudes e perfuração de poços", assinala Lessa, lamentando que importantes instituições da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também incorram no mesmo erro do bispo de Barra.
Segundo o economista, o bispo está equivocado por não levar em conta que grande parte dos poços perfurados nas regiões mais pobres do Nordeste tem resultado em água insalubre, com alto teor de salitre e imprestável para consumo humano, por ser cancerígena e causar cardiopatias, doenças renais e anomalias fetais.
"Justamente por isso, é preciso apoiar a transposição das águas do São Francisco, que vai resolver também os problemas de abastecimento de água em importantes cidades, como Fortaleza, Natal e Campina Grande", destaca Lessa, que é um dos combativos críticos da política econômica, mas reconhece o acerto do governo na questão do São Francisco.
Motivos
Em sua gestão à frente do BNDES, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lessa teve oportunidade de estudar profundamente o assunto e está convencido de que a transposição representará a redenção econômica e social do Nordeste.
"Sob o ponto de vista econômico-social, o Nordeste sempre foi considerado um problema praticamente insolúvel. A omissão de sucessivos governos indicava que a chamada indústria da seca estaria destinada a se perpetuar, motivando uma permanente situação de êxodo em direção aos grandes centros urbanos, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro. Mas essa realidade vai começar a mudar, e de forma radical", diz Lessa.
A seu ver, para garantir um crescimento sustentado à produção agrícola no Brasil, já está comprovado que a alternativa mais viável é o investimento no Nordeste, cujo potencial em termos de agricultura de exportação é espantoso, só comparável ao chamado Vale Imperial da Califórnia, o hectare rural mais valorizado dos Estados Unidos.
Localização
Lessa afirma que essa surpreendente Califórnia brasileira vai surgir no chamado Eixo Norte nordestino - uma vasta região cruzada pelos rios Jaguaribe (Ceará) e Apodi (Rio Grande do Norte), englobando também parte da Paraíba e de Pernambuco. São terras planas, com solos calcários altamente férteis, bem mais propícios à agricultura do que o cerrado. Além disso, há condições ideais de luminosidade, com 320 dias de sol por ano. Só falta a irrigação.
"Dependendo do volume das águas a serem disponibilizadas no projeto de transposição do Rio São Francisco, poderá ser irrigada uma extensão de até um milhão de hectares - ou seja, uma área cerca de 25 vezes maior do que o famoso pólo frutícola de Petrolina, em Pernambuco. Detalhe: na Califórnia brasileira, será de apenas R$ 0,05 o custo do metro cúbico de água para os produtores rurais usarem em irrigação. Fica mais barato do que a água extraída hoje de poços artesianos, que quase sempre é salinizada demais", acentua.
O ex-presidente do BNDES explica que outra vantagem fundamental é que o Eixo Norte nordestino tem localização estratégica, situado próximo ao litoral, podendo exportar sua produção pelos portos de Natal (RN), Suape (PE), Cabedelo (PB) ou Pecém (CE), para abastecer os mercados da América do Norte, da Europa/Oriente Médio e da Ásia (através do Canal do Panamá), com fretes muito competitivos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Carlos Newton
O economista Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), defende o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, afirmando que a intransigente posição do bispo Luiz Flávio Cappio, de Barra (BA), é injustificável e prejudicial à população mais carente do Nordeste.
"A posição de dom Cappio, que já fez duas greves de fome, está baseada em premissas falsas, porque ele entende que, ao invés da transposição das águas, o governo deveria fazer as pequenas obras previstas no chamado Atlas Nordeste, de construção de pequenos açudes e perfuração de poços", assinala Lessa, lamentando que importantes instituições da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também incorram no mesmo erro do bispo de Barra.
Segundo o economista, o bispo está equivocado por não levar em conta que grande parte dos poços perfurados nas regiões mais pobres do Nordeste tem resultado em água insalubre, com alto teor de salitre e imprestável para consumo humano, por ser cancerígena e causar cardiopatias, doenças renais e anomalias fetais.
"Justamente por isso, é preciso apoiar a transposição das águas do São Francisco, que vai resolver também os problemas de abastecimento de água em importantes cidades, como Fortaleza, Natal e Campina Grande", destaca Lessa, que é um dos combativos críticos da política econômica, mas reconhece o acerto do governo na questão do São Francisco.
Motivos
Em sua gestão à frente do BNDES, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lessa teve oportunidade de estudar profundamente o assunto e está convencido de que a transposição representará a redenção econômica e social do Nordeste.
"Sob o ponto de vista econômico-social, o Nordeste sempre foi considerado um problema praticamente insolúvel. A omissão de sucessivos governos indicava que a chamada indústria da seca estaria destinada a se perpetuar, motivando uma permanente situação de êxodo em direção aos grandes centros urbanos, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro. Mas essa realidade vai começar a mudar, e de forma radical", diz Lessa.
A seu ver, para garantir um crescimento sustentado à produção agrícola no Brasil, já está comprovado que a alternativa mais viável é o investimento no Nordeste, cujo potencial em termos de agricultura de exportação é espantoso, só comparável ao chamado Vale Imperial da Califórnia, o hectare rural mais valorizado dos Estados Unidos.
Localização
Lessa afirma que essa surpreendente Califórnia brasileira vai surgir no chamado Eixo Norte nordestino - uma vasta região cruzada pelos rios Jaguaribe (Ceará) e Apodi (Rio Grande do Norte), englobando também parte da Paraíba e de Pernambuco. São terras planas, com solos calcários altamente férteis, bem mais propícios à agricultura do que o cerrado. Além disso, há condições ideais de luminosidade, com 320 dias de sol por ano. Só falta a irrigação.
"Dependendo do volume das águas a serem disponibilizadas no projeto de transposição do Rio São Francisco, poderá ser irrigada uma extensão de até um milhão de hectares - ou seja, uma área cerca de 25 vezes maior do que o famoso pólo frutícola de Petrolina, em Pernambuco. Detalhe: na Califórnia brasileira, será de apenas R$ 0,05 o custo do metro cúbico de água para os produtores rurais usarem em irrigação. Fica mais barato do que a água extraída hoje de poços artesianos, que quase sempre é salinizada demais", acentua.
O ex-presidente do BNDES explica que outra vantagem fundamental é que o Eixo Norte nordestino tem localização estratégica, situado próximo ao litoral, podendo exportar sua produção pelos portos de Natal (RN), Suape (PE), Cabedelo (PB) ou Pecém (CE), para abastecer os mercados da América do Norte, da Europa/Oriente Médio e da Ásia (através do Canal do Panamá), com fretes muito competitivos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Segue a festa com o dinheiro público
CGU aponta fraudes de R$ 661 milhões em repasses de verbas federais
BRASÍLIA - Em 2007, a Controladoria Geral da União (CGU) remeteu ao Tribunal de Contas da União (TCU) 1.459 processos identificando suspeitas de irregularidades na aplicação de verbas públicas. Os processos - classificados como Tomadas de Contas Especiais (TCEs) no jargão do serviço público - apontam prejuízos de R$ 661,7 milhões na aplicação de recursos federais.
Os problemas estão localizados nas transferências de dinheiro feitas pelos ministérios a estados, prefeituras, hospitais, santas casas e entidades sem fins lucrativos, como organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) e sindicatos.
Do total, indícios de irregularidades como o superfaturamento de serviços ou obras, pagamento irregular de despesas, apresentação de comprovantes fraudados nas prestações de contas, licitações viciadas, não comprovação de aplicação dos recursos repassados ou aplicação do dinheiro em outro tipo de ação, diferente da prevista no convênio e retenção de recursos não aplicados (quando sobra dinheiro, ele deve ser devolvido ao Executivo) somam R$ 157,2 milhões.
A execução de obras ou serviços pela metade responde por outros R$ 110,5 milhões em prejuízos ao erário. Falta de documentos, divergências entre as informações prestadas ou entre os documentos apresentados e as fiscalizações nos locais dos projetos somam outros R$ 123,6 milhões sob suspeita.
Casos de omissão da prestação de contas - prefeituras e entidades recebem os recursos, mas não remetem nenhum documento comprovando a execução das obras ou serviços contratados - somam R$ 125,6 milhões do total. Prejuízos causados por servidor ou empregado somam R$ 77,7 milhões e cobrança irregular de serviços hospitalares totaliza R$ 61,7 milhões.
A maior parte dos processos refere-se a repasses realizados nos últimos dez anos. Os valores identificados são preliminares e ainda serão submetidos à análise e votação do TCU.
O Ministério da Saúde, dono do maior orçamento do Executivo, figura no topo da lista em quantidade de processos e volume de repasses com indícios de irregularidades. Em 2007, foram remetidos ao TCU 469 processos relatando problemas nas aplicações feitas por prefeituras e entidades privadas, como hospitais, de verbas transferidas pela Saúde. Nesse caso, o prejuízo aos cofres públicos apontado chega a R$ 235,8 milhões.
É o dobro do volume identificado em 2006, quando a CGU remeteu ao tribunal processos que relatavam prejuízos de R$ 115 milhões. Em segundo lugar está o Ministério do Planejamento: 118 processos apontam suspeitas de irregularidades na aplicação de R$ 69,1 milhões. A maioria dos casos envolve repasses antigos realizados por órgãos federais liquidados, como a Legião Brasileira de Assistência e o Ministério do Bem-Estar Social, extintos em 1995, cuja administração é de responsabilidade da pasta.
Passividade e avanços - "Esses números retratam uma passividade histórica no trato das prestações de contas de aplicações de recursos públicos em todas as esferas", avalia o ministro do TCU Ubiratan Aguiar. Mas, segundo ele, há avanços na melhoria dos controles. "O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao MEC, é um exemplo.
Com investimento em tecnologia, que permitiu o processamento eletrônico das prestações de contas dos convênios, o órgão conseguiu colocar em dia o acompanhamento dos repasses. Resta apenas um pequeno passivo", diz. "É preciso aumentar o número de exemplos como esse no Executivo", ressalva.
O procurador-geral do tribunal, Lucas Furtado, aponta que o Ministério da Saúde tem dificuldades extras para fiscalizar as transferências que faz pela natureza dos seus gastos. Os repasses, destinados em boa parte à compra de material de consumo, medicamentos e ao pagamento pela prestação de serviços, são difíceis de monitorar.
A isso, soma-se o volume de recursos da pasta - foram R$ 19,4 bilhões no ano passado para financiar a rede de saúde e outros R$ 12 bilhões para obras como construção e reforma de postos de saúde e saneamento. E todo o dinheiro é distribuído de forma pulverizada. "Há um problema de gestão no sistema, que, somado à natureza dos gastos e à descentralização da administração, amplia a possibilidade de fraudes e desvios na Saúde", avalia.
Fonte: JB Online
BRASÍLIA - Em 2007, a Controladoria Geral da União (CGU) remeteu ao Tribunal de Contas da União (TCU) 1.459 processos identificando suspeitas de irregularidades na aplicação de verbas públicas. Os processos - classificados como Tomadas de Contas Especiais (TCEs) no jargão do serviço público - apontam prejuízos de R$ 661,7 milhões na aplicação de recursos federais.
Os problemas estão localizados nas transferências de dinheiro feitas pelos ministérios a estados, prefeituras, hospitais, santas casas e entidades sem fins lucrativos, como organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) e sindicatos.
Do total, indícios de irregularidades como o superfaturamento de serviços ou obras, pagamento irregular de despesas, apresentação de comprovantes fraudados nas prestações de contas, licitações viciadas, não comprovação de aplicação dos recursos repassados ou aplicação do dinheiro em outro tipo de ação, diferente da prevista no convênio e retenção de recursos não aplicados (quando sobra dinheiro, ele deve ser devolvido ao Executivo) somam R$ 157,2 milhões.
A execução de obras ou serviços pela metade responde por outros R$ 110,5 milhões em prejuízos ao erário. Falta de documentos, divergências entre as informações prestadas ou entre os documentos apresentados e as fiscalizações nos locais dos projetos somam outros R$ 123,6 milhões sob suspeita.
Casos de omissão da prestação de contas - prefeituras e entidades recebem os recursos, mas não remetem nenhum documento comprovando a execução das obras ou serviços contratados - somam R$ 125,6 milhões do total. Prejuízos causados por servidor ou empregado somam R$ 77,7 milhões e cobrança irregular de serviços hospitalares totaliza R$ 61,7 milhões.
A maior parte dos processos refere-se a repasses realizados nos últimos dez anos. Os valores identificados são preliminares e ainda serão submetidos à análise e votação do TCU.
O Ministério da Saúde, dono do maior orçamento do Executivo, figura no topo da lista em quantidade de processos e volume de repasses com indícios de irregularidades. Em 2007, foram remetidos ao TCU 469 processos relatando problemas nas aplicações feitas por prefeituras e entidades privadas, como hospitais, de verbas transferidas pela Saúde. Nesse caso, o prejuízo aos cofres públicos apontado chega a R$ 235,8 milhões.
É o dobro do volume identificado em 2006, quando a CGU remeteu ao tribunal processos que relatavam prejuízos de R$ 115 milhões. Em segundo lugar está o Ministério do Planejamento: 118 processos apontam suspeitas de irregularidades na aplicação de R$ 69,1 milhões. A maioria dos casos envolve repasses antigos realizados por órgãos federais liquidados, como a Legião Brasileira de Assistência e o Ministério do Bem-Estar Social, extintos em 1995, cuja administração é de responsabilidade da pasta.
Passividade e avanços - "Esses números retratam uma passividade histórica no trato das prestações de contas de aplicações de recursos públicos em todas as esferas", avalia o ministro do TCU Ubiratan Aguiar. Mas, segundo ele, há avanços na melhoria dos controles. "O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao MEC, é um exemplo.
Com investimento em tecnologia, que permitiu o processamento eletrônico das prestações de contas dos convênios, o órgão conseguiu colocar em dia o acompanhamento dos repasses. Resta apenas um pequeno passivo", diz. "É preciso aumentar o número de exemplos como esse no Executivo", ressalva.
O procurador-geral do tribunal, Lucas Furtado, aponta que o Ministério da Saúde tem dificuldades extras para fiscalizar as transferências que faz pela natureza dos seus gastos. Os repasses, destinados em boa parte à compra de material de consumo, medicamentos e ao pagamento pela prestação de serviços, são difíceis de monitorar.
A isso, soma-se o volume de recursos da pasta - foram R$ 19,4 bilhões no ano passado para financiar a rede de saúde e outros R$ 12 bilhões para obras como construção e reforma de postos de saúde e saneamento. E todo o dinheiro é distribuído de forma pulverizada. "Há um problema de gestão no sistema, que, somado à natureza dos gastos e à descentralização da administração, amplia a possibilidade de fraudes e desvios na Saúde", avalia.
Fonte: JB Online
Internet banda larga em todo o País ainda é sonho distante
BRASÍLIA - A proposta do governo federal de expandir o serviço de internet banda larga a todos os municípios brasileiros até 2010 ainda é uma realidade distante. A avaliação é do diretor de tecnologia e projetos do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (Ipso), Carlos Seabra. "Para se ter uma idéia, nós pagamos por uma mesma conexão cerca de 1300% mais caro do que paga alguém numa conexão na Europa, porque isso ainda não está difundido", diz ele.
Seabra explica que, no Brasil, as empresas que oferecem o serviço de banda larga cobram da população todo o investimento feito em um setor ainda pouco desenvolvido. Para este ano, a proposta do Ministério das Comunicações é levar a internet banda larga a 20% dos municípios até junho, construindo uma rede pública de alta velocidade para atender escolas, hospitais, delegacias, postos de saúde e associações comunitárias.
"As condições no nosso País ainda estão muito longe do ideal, não só porque a maior parte dos municípios ainda não possui banda larga como porque o que é chamado de banda larga, na verdade, ainda é uma banda muito estreita". Seabra garante que todas as grandes capitais do País, hoje, possuem o serviço por telefonia ou por cabo, mas lembra que, mesmo nos grandes centros, a tecnologia deixa a desejar. "São velocidades infinitamente inferiores às oferecidas em países europeus ou nos Estados Unidos".
Ele destaca, entretanto, o interesse e a facilidade da população brasileira no acesso à internet como pontos positivos para o processo de expansão do serviço. "A gente vê um morador de periferia de uma cidade pobre e cheia de carências. Na hora em que ele senta na frente de um computador e aprende a manusear, vira um usuário como poucos no mundo. Parece que está no sangue do brasileiro".
Seabra reforça que, apesar da série de iniciativas propostas pelo governo federal, as medidas ainda são insuficientes para permitir o acesso a todos. Uma questão importante e positiva para a expansão, segundo ele, é o baixo preço cobrado pelos computadores diante da política de redução de impostos no País.
"Acho que tem sido desenvolvida uma política no sentido de popularizar e viabilizar o acesso da cidadania à tecnologia. Ainda estamos longe disso, mas o caminho está dado. Até porque as forças de mercado também vão nesse sentido. Toda a lógica capitalista de mercado vai nessa direção, do acesso à tecnologia como uma das garantias da moderna cidadania".
Fonte: Tribuna da Imprensa
Seabra explica que, no Brasil, as empresas que oferecem o serviço de banda larga cobram da população todo o investimento feito em um setor ainda pouco desenvolvido. Para este ano, a proposta do Ministério das Comunicações é levar a internet banda larga a 20% dos municípios até junho, construindo uma rede pública de alta velocidade para atender escolas, hospitais, delegacias, postos de saúde e associações comunitárias.
"As condições no nosso País ainda estão muito longe do ideal, não só porque a maior parte dos municípios ainda não possui banda larga como porque o que é chamado de banda larga, na verdade, ainda é uma banda muito estreita". Seabra garante que todas as grandes capitais do País, hoje, possuem o serviço por telefonia ou por cabo, mas lembra que, mesmo nos grandes centros, a tecnologia deixa a desejar. "São velocidades infinitamente inferiores às oferecidas em países europeus ou nos Estados Unidos".
Ele destaca, entretanto, o interesse e a facilidade da população brasileira no acesso à internet como pontos positivos para o processo de expansão do serviço. "A gente vê um morador de periferia de uma cidade pobre e cheia de carências. Na hora em que ele senta na frente de um computador e aprende a manusear, vira um usuário como poucos no mundo. Parece que está no sangue do brasileiro".
Seabra reforça que, apesar da série de iniciativas propostas pelo governo federal, as medidas ainda são insuficientes para permitir o acesso a todos. Uma questão importante e positiva para a expansão, segundo ele, é o baixo preço cobrado pelos computadores diante da política de redução de impostos no País.
"Acho que tem sido desenvolvida uma política no sentido de popularizar e viabilizar o acesso da cidadania à tecnologia. Ainda estamos longe disso, mas o caminho está dado. Até porque as forças de mercado também vão nesse sentido. Toda a lógica capitalista de mercado vai nessa direção, do acesso à tecnologia como uma das garantias da moderna cidadania".
Fonte: Tribuna da Imprensa
DEM vai ao Supremo contra aumento de impostos
Vice-presidente também critica o pacote ao classificá-lo de ‘remendo’ e defende reforma tributária
BRASÍLIA - O DEM vai entrar hoje com duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins), no Supremo Tribunal Federal, contra o aumento de tributos anunciado na última semana pelo governo para compensar o fim da CPMF. A equipe econômica prevê arrecadar R$10 bilhões com a elevação das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), pago por pessoas físicas, mas que passará a incidir também sobre empréstimos bancários para as empresas, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), paga por instituições financeiras.
Em relação à CSLL, os advogados do DEM alegam que o governo viola o princípio de irretroatividade tributária: como anunciou a elevação da contribuição em 2008, só poderia cobrá-la em 2009. Argumenta ainda que há ausência de relevância e urgência no aumento. Quanto ao IOF, o DEM afirma que o aumento representa dupla incidência do imposto nos financiamentos. Isto porque o consumidor vai pagar 0,38% do valor do empréstimo quando contratar a operação de crédito e mais 0,0082% ao dia – 3% ao ano.
O DEM evocou ainda o princípio da isonomia tributária, em que todos deveriam pagar a mesma alíquota de cada imposto, já que as alíquotas passaram a ser diferentes para pessoas físicas e bancos. A volta ao trabalho, nesta semana, de ministros, parlamentares e militares deve intensificar a negociação em torno dos cortes de R$20 bilhões no Orçamento, para compensar as perdas com o fim da CPMF.
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), quer reunir os líderes para acertar a pauta de votações, inclusive a do Orçamento. Mas pelo menos o líder do DEM, José Agripino (RN), acha que o momento é “inoportuno”. “É muito cedo para tomar decisões”.
Vice - Ontem, após receber alta do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, o vice-presidente da República fez críticas ao pacote do governo. Ele classificou de remendo o pacote tributário anunciado na semana passada, que elevou as alíquotas do IOF sobre crédito e da CSLL para bancos. “A questão tributária não será resolvida com esse tipo de remendo”.
O vice-presidente voltou a defender uma reforma tributária que simplifique a arrecadação de tributos no Brasil. Ele afirmou, no entanto, que o governo está compromissado com a reforma e, na sua opinião, deveria negociá-la com os governadores. Quanto às declarações de partidos da oposição de que o governo teria traído o Congresso ao aumentar a alíquota dos dois tributos, Alencar apenas disse que o governo é democrático e que não cabe a ele achincalhar a oposição.
Ao mesmo tempo, o vice-presidente ressaltou a importância do equilíbrio fiscal. “Não se pode brincar com o orçamento, a inflação sempre foi uma preocupação do presidente. Não queremos mais a inflação e, por isso, temos que ter equilíbrio orçamentário”. José Alencar estava internado desde a última quinta-feira para tratamento de quimioterapia, para combate de um câncer no abdome. Alencar mostrou-se pouco otimista com o tratamento. “Rezem para mim, que o negócio está feio. Estou saindo satisfeito porque eu sou assim mesmo, mas que a coisa é preta é”. O vice-presidente volta hoje para Brasília, por volta das 10h da manhã, e retorna a São Paulo daqui a três semanas para uma nova sessão de três dias de quimioterapia no mesmo hospital.
***
Sigla quer CPI para investigar caixa dois
BRASÍLIA - O DEM deve pedir, no início de fevereiro, quando o Congresso volta do recesso, a criação de uma CPI para investigar as declarações do ex-ministro José Dirceu sobre a utilização de caixa dois para a compra da sede do PT gaúcho. “A entrevista de Dirceu fala por si só. O assunto está inacabado e precisa ser reaberto”, disse o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), que defende ainda a instalação de outra comissão parlamentar no Rio Grande do Sul.
O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) engrossou o coro, mas admite a dificuldade de conseguir votos suficientes. “Quando tentamos criar a CPI do Apagão Aéreo, no ano passado, foi muito difícil. Tivemos, inclusive, que ir ao Supremo (Tribunal Federal). Essa seria muito mais difícil”, afirmou. “Mas vamos fazer uma indicação para que a Polícia Federal investigue as declarações e pedir informações ao ministro da Justiça (Tarso Genro)”.
Segundo Fruet, “muita informação chegou mesmo após o término da CPI dos Correios, em 2006”. “Esse material pode ser reutilizado”, disse. À revista Piauí, Dirceu diz que recursos de caixa dois financiaram a compra da sede estadual do partido em Porto Alegre. O ex-ministro também defende o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, um dos pivôs do mensalão, e chamou o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), de “gaiato”. Ontem, em Teresina (PI), Garibaldi respondeu: “Existem pessoas que, como José Dirceu, estão tão possuídas pelo ódio e pelo ressentimento que confundem humor com gaiatice”.
Enfrentamento - “Não podemos ficar impassíveis diante disso. A entrevista (de Dirceu) com certeza será um tema de enfrentamento. Soma-se isso ao pacote do governo (lançado para substituir as perdas com o fim da CPMF) e podemos prever que não será um bom início de ano legislativo. Os trabalhos vão começar acirrados”, avaliou o líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Carlos Pannunzio (SP).
O ministro Tarso Genro já disse que não tem informações sobre a compra da sede do PT gaúcho porque, à época, não integrava a direção estadual do partido.
Segundo ele, o “contencioso” estabelecido é entre Dirceu e o diretório do partido à época. Questionado se é histórica a rixa entre paulistas e gaúchos do PT, ele respondeu: “É residual. Não tenho informação sobre isso (se a sede foi comprada com caixa dois) porque eu não era da direção estadual”.
Fonte: Correio da Bahia
BRASÍLIA - O DEM vai entrar hoje com duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins), no Supremo Tribunal Federal, contra o aumento de tributos anunciado na última semana pelo governo para compensar o fim da CPMF. A equipe econômica prevê arrecadar R$10 bilhões com a elevação das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), pago por pessoas físicas, mas que passará a incidir também sobre empréstimos bancários para as empresas, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), paga por instituições financeiras.
Em relação à CSLL, os advogados do DEM alegam que o governo viola o princípio de irretroatividade tributária: como anunciou a elevação da contribuição em 2008, só poderia cobrá-la em 2009. Argumenta ainda que há ausência de relevância e urgência no aumento. Quanto ao IOF, o DEM afirma que o aumento representa dupla incidência do imposto nos financiamentos. Isto porque o consumidor vai pagar 0,38% do valor do empréstimo quando contratar a operação de crédito e mais 0,0082% ao dia – 3% ao ano.
O DEM evocou ainda o princípio da isonomia tributária, em que todos deveriam pagar a mesma alíquota de cada imposto, já que as alíquotas passaram a ser diferentes para pessoas físicas e bancos. A volta ao trabalho, nesta semana, de ministros, parlamentares e militares deve intensificar a negociação em torno dos cortes de R$20 bilhões no Orçamento, para compensar as perdas com o fim da CPMF.
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), quer reunir os líderes para acertar a pauta de votações, inclusive a do Orçamento. Mas pelo menos o líder do DEM, José Agripino (RN), acha que o momento é “inoportuno”. “É muito cedo para tomar decisões”.
Vice - Ontem, após receber alta do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, o vice-presidente da República fez críticas ao pacote do governo. Ele classificou de remendo o pacote tributário anunciado na semana passada, que elevou as alíquotas do IOF sobre crédito e da CSLL para bancos. “A questão tributária não será resolvida com esse tipo de remendo”.
O vice-presidente voltou a defender uma reforma tributária que simplifique a arrecadação de tributos no Brasil. Ele afirmou, no entanto, que o governo está compromissado com a reforma e, na sua opinião, deveria negociá-la com os governadores. Quanto às declarações de partidos da oposição de que o governo teria traído o Congresso ao aumentar a alíquota dos dois tributos, Alencar apenas disse que o governo é democrático e que não cabe a ele achincalhar a oposição.
Ao mesmo tempo, o vice-presidente ressaltou a importância do equilíbrio fiscal. “Não se pode brincar com o orçamento, a inflação sempre foi uma preocupação do presidente. Não queremos mais a inflação e, por isso, temos que ter equilíbrio orçamentário”. José Alencar estava internado desde a última quinta-feira para tratamento de quimioterapia, para combate de um câncer no abdome. Alencar mostrou-se pouco otimista com o tratamento. “Rezem para mim, que o negócio está feio. Estou saindo satisfeito porque eu sou assim mesmo, mas que a coisa é preta é”. O vice-presidente volta hoje para Brasília, por volta das 10h da manhã, e retorna a São Paulo daqui a três semanas para uma nova sessão de três dias de quimioterapia no mesmo hospital.
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Sigla quer CPI para investigar caixa dois
BRASÍLIA - O DEM deve pedir, no início de fevereiro, quando o Congresso volta do recesso, a criação de uma CPI para investigar as declarações do ex-ministro José Dirceu sobre a utilização de caixa dois para a compra da sede do PT gaúcho. “A entrevista de Dirceu fala por si só. O assunto está inacabado e precisa ser reaberto”, disse o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), que defende ainda a instalação de outra comissão parlamentar no Rio Grande do Sul.
O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) engrossou o coro, mas admite a dificuldade de conseguir votos suficientes. “Quando tentamos criar a CPI do Apagão Aéreo, no ano passado, foi muito difícil. Tivemos, inclusive, que ir ao Supremo (Tribunal Federal). Essa seria muito mais difícil”, afirmou. “Mas vamos fazer uma indicação para que a Polícia Federal investigue as declarações e pedir informações ao ministro da Justiça (Tarso Genro)”.
Segundo Fruet, “muita informação chegou mesmo após o término da CPI dos Correios, em 2006”. “Esse material pode ser reutilizado”, disse. À revista Piauí, Dirceu diz que recursos de caixa dois financiaram a compra da sede estadual do partido em Porto Alegre. O ex-ministro também defende o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, um dos pivôs do mensalão, e chamou o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), de “gaiato”. Ontem, em Teresina (PI), Garibaldi respondeu: “Existem pessoas que, como José Dirceu, estão tão possuídas pelo ódio e pelo ressentimento que confundem humor com gaiatice”.
Enfrentamento - “Não podemos ficar impassíveis diante disso. A entrevista (de Dirceu) com certeza será um tema de enfrentamento. Soma-se isso ao pacote do governo (lançado para substituir as perdas com o fim da CPMF) e podemos prever que não será um bom início de ano legislativo. Os trabalhos vão começar acirrados”, avaliou o líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Carlos Pannunzio (SP).
O ministro Tarso Genro já disse que não tem informações sobre a compra da sede do PT gaúcho porque, à época, não integrava a direção estadual do partido.
Segundo ele, o “contencioso” estabelecido é entre Dirceu e o diretório do partido à época. Questionado se é histórica a rixa entre paulistas e gaúchos do PT, ele respondeu: “É residual. Não tenho informação sobre isso (se a sede foi comprada com caixa dois) porque eu não era da direção estadual”.
Fonte: Correio da Bahia
Barbárie no trânsito
Sr redator,Hoje, sábado (5/01/2001), aproximadamente às 9h, me deslocava com a família pela avenida Paralela, quando meu carro foi fechado por um Ford Fusion Preto, fato que foi contornado utilizando os freios de meu veículo. Mas, para a minha surpresa, imediatamente atrás vinha um Ford Escort azul marinho, que, não tendo espaço para a manobra, o condutor jogou o carro para a direita. Só não colidiu com meu carro, pois por reflexo dei um golpe na direção para a direita (se viesse um veículo à direita eu teria colidido).
Devido às características do trânsito, voltei a emparelhar com a comitiva (o que demonstra que além de imprudentes e desprovidos de habilidades os indivíduos que conduziam os veículos Ford eram lentos). Aproveitando o ensejo, novamente protestei contra a forma que os ditos cujos se portavam no trânsito. Para a minha surpresa, o condutor do Escort ligou uma sirene e arremessou o carro novamente contra meu veículo, de novo pondo em risco eu e minha família.
Após o ocorrido, pude observar que atrás destes dois veículos vinha mais um Ford Escort azul marinho e um veículo com placa preta da Secretária da Fazenda. Este comboio entrou no viaduto do CAB. Neste momento, percebi que à frente do comboio se deslocavam duas motocicletas da Polícia Militar. Pelas características do comboio conclui que se não era o governador do estado deveria ser um integrante do primeiro escalão, o que amplificou a minha revolta.
Nesta semana vimos a imprensa noticiar o alto índice de acidentes no trânsito do fim de ano e pude observar veículos oficiais, transportando o alto escalão do estado, sendo conduzidos de forma criminosa e irresponsável. E, para completar, quando um cidadão protesta contra o absurdo que estava sendo executado por aquele comboio, seus integrantes utilizam o poder de polícia para intimidar e ameaçar continuando a executar aquele absurdo.
Eles têm condições de se deslocarem de forma oficial e responsável, com os batedores alertando a população, fato que avisa os motoristas que abrem caminho, mas este comboio optou por deslocamento de forma anônima e temerária (nada identificava os veículos como oficiais).
Fico impressionado como “George Orwell” foi preciso quando escreveu A revolução dos bichos, pois pude comprovar que eles que estiveram do lado de cá do cassetete assim que o empunharam não vacilam em utilizar contra a população, que apenas se deslocava ao supermercado com a família. Hoje, pude comprovar que, aqui na Bahia, a barbárie do trânsito começa com exemplos do primeiro escalão do estado.
Augusto VelosoSalvador - BA
Sr. redator,Venho ao jornal fazer uma reclamação contra a Embasa. Moro em Stella Mares e todo verão é a mesma coisa: falta água todos os dias para os moradores. Tem exatamente três semanas e quatro dias que só tem água em minha casa pela manhã, pois por volta do meio-dia, a Embasa fecha a transmissão no bairro e ninguém mais tem direito à água que paga!
Espero que depois das incansáveis reclamações e ligações que eu e minha mãe de 63 anos fazemos até hoje, seja tomada uma providência, pois isso é uma falta de respeito com o consumidor que paga a água em dia no débito em conta. Aposto que na casa do presidente da empresa tem água à vontade a qualquer hora, por que lá em casa só temos direito a tomar um banho pela manhã.
Juliana Dias Salvador - BA
Sr redator,Quero mais uma vez chamar a atenção da prefeitura para a situação da falta de segurança em Brotas. Estudo em escola pública, à noite, e não me sinto segura para voltar para casa. Uma colega minha já foi vítima de quatro assaltos ao sair da escola. Além disso, falta ônibus no bairro, o que é outro problema.
O prefeito desse jeito não vai se reeleger mesmo. A revolta é geral e ele vai sofrer na Lavagem do Bonfim. Os moradores de Brotas serão os primeiros a vaiá-lo.
Sandra FerrazSalvador - BA
Fonte: Correio da Bahia
Devido às características do trânsito, voltei a emparelhar com a comitiva (o que demonstra que além de imprudentes e desprovidos de habilidades os indivíduos que conduziam os veículos Ford eram lentos). Aproveitando o ensejo, novamente protestei contra a forma que os ditos cujos se portavam no trânsito. Para a minha surpresa, o condutor do Escort ligou uma sirene e arremessou o carro novamente contra meu veículo, de novo pondo em risco eu e minha família.
Após o ocorrido, pude observar que atrás destes dois veículos vinha mais um Ford Escort azul marinho e um veículo com placa preta da Secretária da Fazenda. Este comboio entrou no viaduto do CAB. Neste momento, percebi que à frente do comboio se deslocavam duas motocicletas da Polícia Militar. Pelas características do comboio conclui que se não era o governador do estado deveria ser um integrante do primeiro escalão, o que amplificou a minha revolta.
Nesta semana vimos a imprensa noticiar o alto índice de acidentes no trânsito do fim de ano e pude observar veículos oficiais, transportando o alto escalão do estado, sendo conduzidos de forma criminosa e irresponsável. E, para completar, quando um cidadão protesta contra o absurdo que estava sendo executado por aquele comboio, seus integrantes utilizam o poder de polícia para intimidar e ameaçar continuando a executar aquele absurdo.
Eles têm condições de se deslocarem de forma oficial e responsável, com os batedores alertando a população, fato que avisa os motoristas que abrem caminho, mas este comboio optou por deslocamento de forma anônima e temerária (nada identificava os veículos como oficiais).
Fico impressionado como “George Orwell” foi preciso quando escreveu A revolução dos bichos, pois pude comprovar que eles que estiveram do lado de cá do cassetete assim que o empunharam não vacilam em utilizar contra a população, que apenas se deslocava ao supermercado com a família. Hoje, pude comprovar que, aqui na Bahia, a barbárie do trânsito começa com exemplos do primeiro escalão do estado.
Augusto VelosoSalvador - BA
Sr. redator,Venho ao jornal fazer uma reclamação contra a Embasa. Moro em Stella Mares e todo verão é a mesma coisa: falta água todos os dias para os moradores. Tem exatamente três semanas e quatro dias que só tem água em minha casa pela manhã, pois por volta do meio-dia, a Embasa fecha a transmissão no bairro e ninguém mais tem direito à água que paga!
Espero que depois das incansáveis reclamações e ligações que eu e minha mãe de 63 anos fazemos até hoje, seja tomada uma providência, pois isso é uma falta de respeito com o consumidor que paga a água em dia no débito em conta. Aposto que na casa do presidente da empresa tem água à vontade a qualquer hora, por que lá em casa só temos direito a tomar um banho pela manhã.
Juliana Dias Salvador - BA
Sr redator,Quero mais uma vez chamar a atenção da prefeitura para a situação da falta de segurança em Brotas. Estudo em escola pública, à noite, e não me sinto segura para voltar para casa. Uma colega minha já foi vítima de quatro assaltos ao sair da escola. Além disso, falta ônibus no bairro, o que é outro problema.
O prefeito desse jeito não vai se reeleger mesmo. A revolta é geral e ele vai sofrer na Lavagem do Bonfim. Os moradores de Brotas serão os primeiros a vaiá-lo.
Sandra FerrazSalvador - BA
Fonte: Correio da Bahia
CGU aponta prejuízo de R$661,7 mi na aplicação de recursos federais
São indícios de irregularidades como superfaturamento de serviços e obras
BRASÍLIA - Em 2007, a Controladoria Geral da União (CGU) remeteu ao Tribunal de Contas da União (TCU) 1.459 processos identificando suspeitas de irregularidades na aplicação de verbas públicas. Os processos _ classificados como Tomadas de Contas Especiais (TCEs) no jargão do serviço público _ apontam prejuízos de R$661,7 milhões na aplicação de recursos federais. Os problemas estão localizados nas transferências de dinheiro feitas pelos ministérios a estados, prefeituras, hospitais, santas casas e entidades sem fins lucrativos, como organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) e sindicatos.
Do total, indícios de irregularidades como o superfaturamento de serviços ou obras, pagamento irregular de despesas, apresentação de comprovantes fraudados nas prestações de contas, licitações viciadas, não-comprovação de aplicação dos recursos repassados ou aplicação do dinheiro em outro tipo de ação, diferente da prevista no convênio e retenção de recursos não aplicados (quando sobra dinheiro, ele deve ser devolvido ao Executivo) somam R$157,2 milhões.
A execução de obras ou serviços pela metade responde por outros R$110,5 milhões em prejuízos ao erário. Falta de documentos, divergências entre as informações prestadas ou entre os documentos apresentados e as fiscalizações nos locais dos projetos somam outros R$123,6 milhões sob suspeita. Casos de omissão da prestação de contas _ prefeituras e entidades recebem os recursos, mas não remetem nenhum documento comprovando a execução das obras ou serviços contratados _ somam R$125,6 milhões.
Prejuízos causados por servidor ou empregado somam R$77,7 milhões e cobrança irregular de serviços hospitalares totaliza R$61,7 milhões. A maior parte dos processos refere-se a repasses realizados nos últimos dez anos. Os valores identificados são preliminares e ainda serão submetidos a análise e votação do TCU.
O Ministério da Saúde, dono do maior orçamento do Executivo, figura no topo da lista em quantidade de processos e volume de repasses com indícios de irregularidades. Em 2007, foram remetidos ao TCU 469 processos relatando problemas nas aplicações feitas por prefeituras e entidades privadas, como hospitais, de verbas transferidas pela Saúde. Nesse caso, o prejuízo aos cofres públicos apontado chega a R$235,8 milhões.
É o dobro do volume identificado em 2006, quando a CGU remeteu ao tribunal processos que relatavam prejuízos de R$115 milhões. Em segundo lugar está o Ministério do Planejamento: 118 processos apontam suspeitas de irregularidades na aplicação de R$69,1 milhões. A maioria dos casos envolve repasses antigos realizados por órgãos federais liquidados, como a Legião Brasileira de Assistência e o Ministério do Bem-Estar Social, extintos em 1995.
Passividade - “Esses números retratam uma passividade histórica no trato das prestações de contas de aplicações de recursos públicos em todas as esferas”, avalia o ministro do TCU Ubiratan Aguiar. Mas, segundo ele, há avanços na melhoria dos controles. “O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao MEC, é um exemplo. Com investimento em tecnologia, que permitiu o processamento eletrônico das prestações de contas dos convênios, o órgão conseguiu colocar em dia o acompanhamento dos repasses. Resta apenas um pequeno passivo”, diz.
“É preciso aumentar o número de exemplos como esse no Executivo”, ressalva. O procurador geral do tribunal, Lucas Furtado, aponta que o Ministério da Saúde tem dificuldades extras para fiscalizar as transferências que faz pela natureza dos seus gastos. Os repasses, destinados em boa parte à compra de material de consumo, medicamentos e ao pagamento pela prestação de serviços, são difíceis de monitorar.A isso, soma-se o volume de recursos da pasta _ foram R$19,4 bilhões no ano passado para financiar a rede de saúde e outros R$12 bilhões para obras como construção e reforma de postos de saúde e saneamento.
***
Atraso no envio de relatórios
BRASÍLIA - Dos 1.459 processos com suspeitas de irregularidades remetidos pelo governo ao Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado, 38% referem-se a repasses de verbas realizados há pelo menos sete anos. São 553 processos que apontam, em valores atualizados, um possível dano ao erário de R$293 milhões. “Este é um problema sério. Quanto mais antigo o processo, mais remota a chance de recuperar prejuízos e penalizar os responsáveis”, avalia o ministro do TCU Ubiratan Aguiar.
O atraso na remessa dos relatos de irregularidades ao tribunal, responsável pelo julgamento final dos processos e pela definição de multas e ressarcimentos, atinge a maioria dos ministérios. “Se a suspeita de desvio chega a nós após anos, fica difícil localizar os responsáveis, que muitas vezes transferiram seus bens. No caso de obras, fica difícil identificar irregularidades por causa do desgaste causado pelo tempo”, explica o ministro.
Há prazos, mas segundo o TCU, freqüentemente não são cumpridos pelo beneficiário do repasse nem pelo Executivo, a quem cabe cobrar contas atrasadas, analisá-las, identificar problemas e registrar como inadimplentes instituições em situação irregular, impedindo que recebam mais recursos. O cálculo mais recente do TCU mostra que, ao final de 2006, existia um estoque de 2.700 convênios encerrados há mais de um ano cuja prestação de contas sequer havia sido apresentada pelos beneficiários aos ministérios que transferiram os recursos. O atraso médio identificado era de quase quatro anos.
O tribunal também contabilizou 38.800 prestações de contas entregues por estados, municípios e entidades ainda pendentes de análise por parte do Executivo. Quase metade referia-se a convênios expirados há mais de quatro anos e 73% envolviam repasses pulverizados em pequenos valores, abaixo de R$100 mil, mais difíceis de controlar. Na média, o atraso no exame das prestações era de cinco anos. O Ministério da Educação concentrava a maior fatia: 14 mil processos. Mas, ressalva o próprio ministro, a situação melhorou.
Segundo o MEC, o estoque, em queda, está em dez mil. Em segundo lugar figurava o Ministério do Desenvolvimento Social, com 6.900 prestações pendentes em média há quatro anos. O ministério informa que está diminuindo as pendências. Também reduziu o número de novos convênios firmados e reforçou o acompanhamento dos projetos para evitar acúmulos futuros. Ao examinar as contas do governo referentes a 2007, o TCU checará o impacto das medidas.
“A solução é agir preventivamente. Cada vez mais o TCU tem insistido nisso”, diz Aguiar. Segundo ele, o ideal é acompanhar o convênio durante a sua execução. “Os problemas são detectados e resolvidos na vigência do contrato, evitando que as prestações de contas venham com problemas”.
Fonte: Correio da Bahia
BRASÍLIA - Em 2007, a Controladoria Geral da União (CGU) remeteu ao Tribunal de Contas da União (TCU) 1.459 processos identificando suspeitas de irregularidades na aplicação de verbas públicas. Os processos _ classificados como Tomadas de Contas Especiais (TCEs) no jargão do serviço público _ apontam prejuízos de R$661,7 milhões na aplicação de recursos federais. Os problemas estão localizados nas transferências de dinheiro feitas pelos ministérios a estados, prefeituras, hospitais, santas casas e entidades sem fins lucrativos, como organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) e sindicatos.
Do total, indícios de irregularidades como o superfaturamento de serviços ou obras, pagamento irregular de despesas, apresentação de comprovantes fraudados nas prestações de contas, licitações viciadas, não-comprovação de aplicação dos recursos repassados ou aplicação do dinheiro em outro tipo de ação, diferente da prevista no convênio e retenção de recursos não aplicados (quando sobra dinheiro, ele deve ser devolvido ao Executivo) somam R$157,2 milhões.
A execução de obras ou serviços pela metade responde por outros R$110,5 milhões em prejuízos ao erário. Falta de documentos, divergências entre as informações prestadas ou entre os documentos apresentados e as fiscalizações nos locais dos projetos somam outros R$123,6 milhões sob suspeita. Casos de omissão da prestação de contas _ prefeituras e entidades recebem os recursos, mas não remetem nenhum documento comprovando a execução das obras ou serviços contratados _ somam R$125,6 milhões.
Prejuízos causados por servidor ou empregado somam R$77,7 milhões e cobrança irregular de serviços hospitalares totaliza R$61,7 milhões. A maior parte dos processos refere-se a repasses realizados nos últimos dez anos. Os valores identificados são preliminares e ainda serão submetidos a análise e votação do TCU.
O Ministério da Saúde, dono do maior orçamento do Executivo, figura no topo da lista em quantidade de processos e volume de repasses com indícios de irregularidades. Em 2007, foram remetidos ao TCU 469 processos relatando problemas nas aplicações feitas por prefeituras e entidades privadas, como hospitais, de verbas transferidas pela Saúde. Nesse caso, o prejuízo aos cofres públicos apontado chega a R$235,8 milhões.
É o dobro do volume identificado em 2006, quando a CGU remeteu ao tribunal processos que relatavam prejuízos de R$115 milhões. Em segundo lugar está o Ministério do Planejamento: 118 processos apontam suspeitas de irregularidades na aplicação de R$69,1 milhões. A maioria dos casos envolve repasses antigos realizados por órgãos federais liquidados, como a Legião Brasileira de Assistência e o Ministério do Bem-Estar Social, extintos em 1995.
Passividade - “Esses números retratam uma passividade histórica no trato das prestações de contas de aplicações de recursos públicos em todas as esferas”, avalia o ministro do TCU Ubiratan Aguiar. Mas, segundo ele, há avanços na melhoria dos controles. “O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao MEC, é um exemplo. Com investimento em tecnologia, que permitiu o processamento eletrônico das prestações de contas dos convênios, o órgão conseguiu colocar em dia o acompanhamento dos repasses. Resta apenas um pequeno passivo”, diz.
“É preciso aumentar o número de exemplos como esse no Executivo”, ressalva. O procurador geral do tribunal, Lucas Furtado, aponta que o Ministério da Saúde tem dificuldades extras para fiscalizar as transferências que faz pela natureza dos seus gastos. Os repasses, destinados em boa parte à compra de material de consumo, medicamentos e ao pagamento pela prestação de serviços, são difíceis de monitorar.A isso, soma-se o volume de recursos da pasta _ foram R$19,4 bilhões no ano passado para financiar a rede de saúde e outros R$12 bilhões para obras como construção e reforma de postos de saúde e saneamento.
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Atraso no envio de relatórios
BRASÍLIA - Dos 1.459 processos com suspeitas de irregularidades remetidos pelo governo ao Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado, 38% referem-se a repasses de verbas realizados há pelo menos sete anos. São 553 processos que apontam, em valores atualizados, um possível dano ao erário de R$293 milhões. “Este é um problema sério. Quanto mais antigo o processo, mais remota a chance de recuperar prejuízos e penalizar os responsáveis”, avalia o ministro do TCU Ubiratan Aguiar.
O atraso na remessa dos relatos de irregularidades ao tribunal, responsável pelo julgamento final dos processos e pela definição de multas e ressarcimentos, atinge a maioria dos ministérios. “Se a suspeita de desvio chega a nós após anos, fica difícil localizar os responsáveis, que muitas vezes transferiram seus bens. No caso de obras, fica difícil identificar irregularidades por causa do desgaste causado pelo tempo”, explica o ministro.
Há prazos, mas segundo o TCU, freqüentemente não são cumpridos pelo beneficiário do repasse nem pelo Executivo, a quem cabe cobrar contas atrasadas, analisá-las, identificar problemas e registrar como inadimplentes instituições em situação irregular, impedindo que recebam mais recursos. O cálculo mais recente do TCU mostra que, ao final de 2006, existia um estoque de 2.700 convênios encerrados há mais de um ano cuja prestação de contas sequer havia sido apresentada pelos beneficiários aos ministérios que transferiram os recursos. O atraso médio identificado era de quase quatro anos.
O tribunal também contabilizou 38.800 prestações de contas entregues por estados, municípios e entidades ainda pendentes de análise por parte do Executivo. Quase metade referia-se a convênios expirados há mais de quatro anos e 73% envolviam repasses pulverizados em pequenos valores, abaixo de R$100 mil, mais difíceis de controlar. Na média, o atraso no exame das prestações era de cinco anos. O Ministério da Educação concentrava a maior fatia: 14 mil processos. Mas, ressalva o próprio ministro, a situação melhorou.
Segundo o MEC, o estoque, em queda, está em dez mil. Em segundo lugar figurava o Ministério do Desenvolvimento Social, com 6.900 prestações pendentes em média há quatro anos. O ministério informa que está diminuindo as pendências. Também reduziu o número de novos convênios firmados e reforçou o acompanhamento dos projetos para evitar acúmulos futuros. Ao examinar as contas do governo referentes a 2007, o TCU checará o impacto das medidas.
“A solução é agir preventivamente. Cada vez mais o TCU tem insistido nisso”, diz Aguiar. Segundo ele, o ideal é acompanhar o convênio durante a sua execução. “Os problemas são detectados e resolvidos na vigência do contrato, evitando que as prestações de contas venham com problemas”.
Fonte: Correio da Bahia
Violência - Em estado grave, Lídio Toledo fará nova cirurgia
O ortopedista Lídio Toledo Filho permanece internado em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Samaritano, em Botafogo. O quadro do médico, que está paralítico por causa de um tiro que o atingiu na coluna dorsal no dia 31, piorou durante a manhã de ontem.
- A febre e a pressão arterial baixa podem ser decorrentes de alguma alergia. O estado dele continua preocupante - afirmou Lídio Toledo, pai da vítima e ex-médico da seleção brasileira de futebol.
Hoje, médicos farão nova cirurgia em Lídio Toledo Filho. Desta vez, para reconstituição de parte da face. É preciso ainda realizar outra operação no antebraço, mas até ontem o procedimento não havia sido marcado em conseqüência do estado de saúde de Lídio. A esposa do médico, Silene Trajano, que também foi baleada, deve ter alta médica durante a semana.
Fonte: JB Online
- A febre e a pressão arterial baixa podem ser decorrentes de alguma alergia. O estado dele continua preocupante - afirmou Lídio Toledo, pai da vítima e ex-médico da seleção brasileira de futebol.
Hoje, médicos farão nova cirurgia em Lídio Toledo Filho. Desta vez, para reconstituição de parte da face. É preciso ainda realizar outra operação no antebraço, mas até ontem o procedimento não havia sido marcado em conseqüência do estado de saúde de Lídio. A esposa do médico, Silene Trajano, que também foi baleada, deve ter alta médica durante a semana.
Fonte: JB Online
Crime - Promotor mata motoqueiro
São Paulo
O promotor de Justiça Pedro Bacarat Guimarães Pereira, 42 anos, matou a tiros o motoqueiro Firmino Barbosa, 30 anos, na noite de sábado, na avenida República do Líbano com a praça Doutor Francisco Cintra Godinho, Zona Sul de São Paulo, na altura do Parque Ibirapuera. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o promotor teria alegado se tratar de um assalto.
Em depoimento ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o promotor afirmou que estava parado no semáforo, aproximadamente às 22h30, quando foi abordado pelo motoqueiro, que anunciou o assalto. Barbosa teria pedido o relógio e levado a mão à cintura. Em reação, o promotor atirou e abandonou o local com medo de ser atingido por ele ou por um possível comparsa.
O motoqueiro, Firmino Barbosa, de 30 anos, chegou a ser socorrido pela Polícia Militar e levado ao Hospital São Paulo, mas morreu no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) por volta das 9h30. A perícia no local do crime e a análise do corpo foram concluídas. A polícia levanta informações sobre a ficha criminal de Barbosa.
O promotor se apresentou ao Deic de madrugada. Duas testemunhas confirmaram a versão de Pereira. De acordo com a SSP, foram encontrados cinco relógios e alguns documentos com o motoqueiro. O caso foi encaminhado ao Ministério Público.
No IML, familiares de Firmino contaram que ele era casado, tinha um filho de sete anos e que sua mulher está grávida de nove meses. De acordo com um dos parentes, no momento do crime, Barbosa estava com a moto de um cunhado, para quem faria uma entrega. (Com agências)
Fonte: JB Online
O promotor de Justiça Pedro Bacarat Guimarães Pereira, 42 anos, matou a tiros o motoqueiro Firmino Barbosa, 30 anos, na noite de sábado, na avenida República do Líbano com a praça Doutor Francisco Cintra Godinho, Zona Sul de São Paulo, na altura do Parque Ibirapuera. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o promotor teria alegado se tratar de um assalto.
Em depoimento ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o promotor afirmou que estava parado no semáforo, aproximadamente às 22h30, quando foi abordado pelo motoqueiro, que anunciou o assalto. Barbosa teria pedido o relógio e levado a mão à cintura. Em reação, o promotor atirou e abandonou o local com medo de ser atingido por ele ou por um possível comparsa.
O motoqueiro, Firmino Barbosa, de 30 anos, chegou a ser socorrido pela Polícia Militar e levado ao Hospital São Paulo, mas morreu no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) por volta das 9h30. A perícia no local do crime e a análise do corpo foram concluídas. A polícia levanta informações sobre a ficha criminal de Barbosa.
O promotor se apresentou ao Deic de madrugada. Duas testemunhas confirmaram a versão de Pereira. De acordo com a SSP, foram encontrados cinco relógios e alguns documentos com o motoqueiro. O caso foi encaminhado ao Ministério Público.
No IML, familiares de Firmino contaram que ele era casado, tinha um filho de sete anos e que sua mulher está grávida de nove meses. De acordo com um dos parentes, no momento do crime, Barbosa estava com a moto de um cunhado, para quem faria uma entrega. (Com agências)
Fonte: JB Online
ENERGIA - Só chuvas salvam Brasil do apagão
A produção de energia brasileira está nas mãos de Deus. Ou de São Pedro, a julgar pelos prognósticos e temores de especialistas, como atesta reportagem de Rivadavia Severo publicada ontem no Jornal do Brasil. Com os reservatórios a níveis alarmantes, o país corre o risco de ficar sem gás e de colocar por terra, com a escassez na geração de energia, quase a totalidade de projetos de infra-estrutura prometidos pelo governo no Plano de Aceleração do Crescimento.
Sem quedas d'água freqüentes até abril, indústria e veículos movidos a gás natural terão de parar, repetindo cenas como a de outubro do ano passado no Rio e em São Paulo. O nível dos reservatórios não atinge nem 46% hoje e, para evitar o fantasma da paralisia nacional, terão de chegar a 68% até o fim no verão nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Os dados comprovam que nem sempre o avanço da economia, festejado pelo governo no apagar das luzes de 2007, embute apenas boas notícias. Até seriam para soltar rojões se viessem acompanhadas de crescimento na geração de energia. Faltaram investimentos para a exploração do gás existente no país, um abandono que não cai apenas sobre o colo da administração Lula. Desde a gestão de Fernando Henrique Cardoso, o Brasil apostou dinheiro e esperanças na produção do combustível boliviano. Deu no que deu, Evo Morales nacionalizou o produto e os brasileiros agora estão nas mãos dos humores do boliviano para escapar da ameaça do apagão imediato.
A situação só não é mais dramática porque ainda há a possibilidade de se suprir a carência de curto prazo com a importação de GNL. Paralelamente, a energia contratada nos últimos leilões ajudará a reduzir o temor mais próximo. A longo prazo, o recente leilão da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, fez despencar o preço do megawatt/hora e estabeleceu um novo marco de exploração de energia limpa a custo baixo na região.
Tal conjunto de fatores, contudo, não alivia a previsão inicial de corte de fornecimento de gás a partir do início do segundo trimestre do ano. Um dado preocupante que ganha componente político. O Ministério de Minas e Energia está sob o comando de um interino e pode cair nos braços do senador maranhense Edison Lobão, apoiado pelo grupo de José Sarney, ainda este mês. A troca tende a afetar a linha de comando de todas as subsidiárias da Eletrobrás e se intrometer no poder exercido, até agora, pela ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no setor.
As mudanças, seguramente, vão interferir na condução da política energética nacional e aumentar o quadro de incerteza que ronda os investidores. Indústria, proprietários de veículos e lares brasileiros não podem pagar mais esta conta.
Fonte: JB Online
Sem quedas d'água freqüentes até abril, indústria e veículos movidos a gás natural terão de parar, repetindo cenas como a de outubro do ano passado no Rio e em São Paulo. O nível dos reservatórios não atinge nem 46% hoje e, para evitar o fantasma da paralisia nacional, terão de chegar a 68% até o fim no verão nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Os dados comprovam que nem sempre o avanço da economia, festejado pelo governo no apagar das luzes de 2007, embute apenas boas notícias. Até seriam para soltar rojões se viessem acompanhadas de crescimento na geração de energia. Faltaram investimentos para a exploração do gás existente no país, um abandono que não cai apenas sobre o colo da administração Lula. Desde a gestão de Fernando Henrique Cardoso, o Brasil apostou dinheiro e esperanças na produção do combustível boliviano. Deu no que deu, Evo Morales nacionalizou o produto e os brasileiros agora estão nas mãos dos humores do boliviano para escapar da ameaça do apagão imediato.
A situação só não é mais dramática porque ainda há a possibilidade de se suprir a carência de curto prazo com a importação de GNL. Paralelamente, a energia contratada nos últimos leilões ajudará a reduzir o temor mais próximo. A longo prazo, o recente leilão da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, fez despencar o preço do megawatt/hora e estabeleceu um novo marco de exploração de energia limpa a custo baixo na região.
Tal conjunto de fatores, contudo, não alivia a previsão inicial de corte de fornecimento de gás a partir do início do segundo trimestre do ano. Um dado preocupante que ganha componente político. O Ministério de Minas e Energia está sob o comando de um interino e pode cair nos braços do senador maranhense Edison Lobão, apoiado pelo grupo de José Sarney, ainda este mês. A troca tende a afetar a linha de comando de todas as subsidiárias da Eletrobrás e se intrometer no poder exercido, até agora, pela ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no setor.
As mudanças, seguramente, vão interferir na condução da política energética nacional e aumentar o quadro de incerteza que ronda os investidores. Indústria, proprietários de veículos e lares brasileiros não podem pagar mais esta conta.
Fonte: JB Online
O dia em que a fé perdeu para a Justiça
Brasília
Protagonista de uma greve de fome que ganhou os holofotes da mídia, o bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, teve alta no dia 22 de dezembro no Hospital Memorial de Petrolina, em Pernambuco, onde estava internado. Depois de ficar 24 dias sem comer em protesto contra a continuidade das obras de transposição do Rio São Francisco - que classifica de ineficazes para acabar com a seca - o bispo desmaiou ao saber da decisão do Supremo Tribunal Federal, que concedeu liminar à União para a continuidade do projeto.
A greve de fome de Cappio ganhou aliados de peso, como a atriz Letícia Sabatella, que viajou para Brasília a fim de acompanhar a decisão. O protesto dos dois foi chamativo, mas em vão..
Cappio anuncio o fim da greve de fome no dia seguinte ao receber alta do hospital. Ele fez o anúncio por carta lida por um amigo, ao fim de uma missa em Juazeiro (BA). No documento, exaltou seu "desalento" com a decisão do Poder Judiciário de suspender a liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal que proibia a continuidade das obras de transposição do rio São Francisco.
Não foi a primeira vez que Cappio fez greve de fome. Pelo mesmo motivo, ele entrou em jejum em 2005 e foi destaque no noticiário nacional. À época, também desistiu ao ser convencido pela Igreja de que não teria apoio.
Fonte: JB Online
Protagonista de uma greve de fome que ganhou os holofotes da mídia, o bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, teve alta no dia 22 de dezembro no Hospital Memorial de Petrolina, em Pernambuco, onde estava internado. Depois de ficar 24 dias sem comer em protesto contra a continuidade das obras de transposição do Rio São Francisco - que classifica de ineficazes para acabar com a seca - o bispo desmaiou ao saber da decisão do Supremo Tribunal Federal, que concedeu liminar à União para a continuidade do projeto.
A greve de fome de Cappio ganhou aliados de peso, como a atriz Letícia Sabatella, que viajou para Brasília a fim de acompanhar a decisão. O protesto dos dois foi chamativo, mas em vão..
Cappio anuncio o fim da greve de fome no dia seguinte ao receber alta do hospital. Ele fez o anúncio por carta lida por um amigo, ao fim de uma missa em Juazeiro (BA). No documento, exaltou seu "desalento" com a decisão do Poder Judiciário de suspender a liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal que proibia a continuidade das obras de transposição do rio São Francisco.
Não foi a primeira vez que Cappio fez greve de fome. Pelo mesmo motivo, ele entrou em jejum em 2005 e foi destaque no noticiário nacional. À época, também desistiu ao ser convencido pela Igreja de que não teria apoio.
Fonte: JB Online
Romero Jucá e o Dia do Fico
Leandro Mazzini
A História é curiosa. Muda personagens, as épocas, mas se repete em circunstâncias diferentes que remetem a fatos passados, com maior ou menor repercussão, de acordo com os envolvidos. No dia 9 de janeiro de 1822, dom Pedro de Alcântara peitou a convocação da corte portuguesa e ficou no Brasil. Mês que vem, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), também pode ter seu Dia do Fico. A curiosidade, dessa vez, é que ele anda de bem com a corte brasileira. Entre os plebeus, circula a versão de que são os ascetas do PT no Senado que irão ao presidente da República pedir sua saída do comando, de olho na vaga.
A decisão começou a ser tramada entre um gole e outro do café no Senado naquela madrugada de vitória da oposição, minutos depois da malsucedida operação política para salvar a CPMF. O PT, entreouvidos, bota na conta de Jucá o fracasso. E pede a substituição. Por outro do PMDB, não. Do próprio PT, e as opções circulam entre Aloizio Mercadante (SP) e Tião Viana (AC). Um dos que não joga com a bancada nesses cenários já avisou: "Comigo nem tocaram nesse assunto", disse Eduardo Suplicy (SP).
O que surge como artimanha política da turma do "sai Jucá" pode resultar num tiro no pé dos governistas. Para a oposição, Jucá foi traído por Lula ao se fazer porta-voz de que não haveria aumento de impostos caso a massa ali aprovasse a CPMF. "Isso tem de ser cobrado do José Múcio Monteiro (Relações Institucionais)", grita o líder do DEM, José Agripino Maia (RN). O senador foi taxativo: para a oposição, Jucá fica. E como nesses tempos de vacas magras para o Planalto quem manda no Senado é a oposição, não será novidade se o PMDB conquistar um inusitado apoio do DEM e do PSDB contra os petistas. E Jucá, que não abre mão do cargo, poderá ser aclamado. Há quem veja, porém, um delírio dos petistas. "Jucá está muito bem articulado com Lula", disse Geraldo Mesquita (PMDB-AC).
Fogo inimigo
O fogo amigo do ex-ministro José Dirceu contra o PT do Rio Grande do Sul, criticado por ele na entrevista a uma revista, deu corda para os inimigos do petista. O ex-deputado Roberto Jefferson aproveitou o mote para atacar, em seu blog, a ociosidade política de Dirceu, e de quebra mandou esta para os gaúchos: "Quem não deve ter gostado da nova performance foram as donzelas furadas do PT gaúcho...".
Caserna sem bóia
Soldados da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), estão sendo liberados mais cedo nos fins de semana. Por falta de refeição, a famosa bóia, denunciam alguns.
Missão Jobim 1
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fará uma visita ao Suriname e à Guiana ainda neste mês. É o início de um périplo pela América do Sul a fim de convencer os países a formarem um conselho de defesa regional. Idéia que o presidente Lula teve, depois de uma reunião com os três comandantes das forças militares do país.
Missão Jobim 2
Não é mero capricho do poder. É questão de soberania sul-americana. Notícias que correm entre os oficiais dão conta de que o Suriname pretende ceder aos Estados Unidos uma grande área para instalação de uma base militar americana. A Guiana está negociando com o Reino Unido a concessão de 25 milhões de hectares para o mesmo fim.
A volta do casal
Anthony Garotinho passou o o réveillon tentando convencer a mulher, Rosinha Matheus, a disputar a prefeitura de Campos (RJ), reduto do casal de ex-governadores. Ela, apresentadora de TV, balança. Ele, radialista, quer o governo em 2010.
Encrenca à vista
O senador Marcelo Crivella (PRB), que aparece bem nas pesquisas para a prefeitura do Rio, quer ampliar o apoio. Foi a Volta Redonda (RJ) e conversou com o vereador Washington Granato (PDT). Prometeu apoio lá em troca de um lobby dele para que o partido feche com o PRB na capital. Acontece que Wagner Montes (PDT), o ex-jurado de Sílvio Santos, também é candidato no Rio. E prometeu o mesmo a Granato.
Mala do Ano
O Clube dos Malas de Rio Novo (MG) vai fazer sua tradicional eleição dia 12. Antes, vão enviar ofício a Hugo Chávez e à nadadora Rebeca Gusmão, avisando que eles foram escolhidos os presidentes de honra do ano de 2007.
Fonte: JB Online
A História é curiosa. Muda personagens, as épocas, mas se repete em circunstâncias diferentes que remetem a fatos passados, com maior ou menor repercussão, de acordo com os envolvidos. No dia 9 de janeiro de 1822, dom Pedro de Alcântara peitou a convocação da corte portuguesa e ficou no Brasil. Mês que vem, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), também pode ter seu Dia do Fico. A curiosidade, dessa vez, é que ele anda de bem com a corte brasileira. Entre os plebeus, circula a versão de que são os ascetas do PT no Senado que irão ao presidente da República pedir sua saída do comando, de olho na vaga.
A decisão começou a ser tramada entre um gole e outro do café no Senado naquela madrugada de vitória da oposição, minutos depois da malsucedida operação política para salvar a CPMF. O PT, entreouvidos, bota na conta de Jucá o fracasso. E pede a substituição. Por outro do PMDB, não. Do próprio PT, e as opções circulam entre Aloizio Mercadante (SP) e Tião Viana (AC). Um dos que não joga com a bancada nesses cenários já avisou: "Comigo nem tocaram nesse assunto", disse Eduardo Suplicy (SP).
O que surge como artimanha política da turma do "sai Jucá" pode resultar num tiro no pé dos governistas. Para a oposição, Jucá foi traído por Lula ao se fazer porta-voz de que não haveria aumento de impostos caso a massa ali aprovasse a CPMF. "Isso tem de ser cobrado do José Múcio Monteiro (Relações Institucionais)", grita o líder do DEM, José Agripino Maia (RN). O senador foi taxativo: para a oposição, Jucá fica. E como nesses tempos de vacas magras para o Planalto quem manda no Senado é a oposição, não será novidade se o PMDB conquistar um inusitado apoio do DEM e do PSDB contra os petistas. E Jucá, que não abre mão do cargo, poderá ser aclamado. Há quem veja, porém, um delírio dos petistas. "Jucá está muito bem articulado com Lula", disse Geraldo Mesquita (PMDB-AC).
Fogo inimigo
O fogo amigo do ex-ministro José Dirceu contra o PT do Rio Grande do Sul, criticado por ele na entrevista a uma revista, deu corda para os inimigos do petista. O ex-deputado Roberto Jefferson aproveitou o mote para atacar, em seu blog, a ociosidade política de Dirceu, e de quebra mandou esta para os gaúchos: "Quem não deve ter gostado da nova performance foram as donzelas furadas do PT gaúcho...".
Caserna sem bóia
Soldados da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), estão sendo liberados mais cedo nos fins de semana. Por falta de refeição, a famosa bóia, denunciam alguns.
Missão Jobim 1
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fará uma visita ao Suriname e à Guiana ainda neste mês. É o início de um périplo pela América do Sul a fim de convencer os países a formarem um conselho de defesa regional. Idéia que o presidente Lula teve, depois de uma reunião com os três comandantes das forças militares do país.
Missão Jobim 2
Não é mero capricho do poder. É questão de soberania sul-americana. Notícias que correm entre os oficiais dão conta de que o Suriname pretende ceder aos Estados Unidos uma grande área para instalação de uma base militar americana. A Guiana está negociando com o Reino Unido a concessão de 25 milhões de hectares para o mesmo fim.
A volta do casal
Anthony Garotinho passou o o réveillon tentando convencer a mulher, Rosinha Matheus, a disputar a prefeitura de Campos (RJ), reduto do casal de ex-governadores. Ela, apresentadora de TV, balança. Ele, radialista, quer o governo em 2010.
Encrenca à vista
O senador Marcelo Crivella (PRB), que aparece bem nas pesquisas para a prefeitura do Rio, quer ampliar o apoio. Foi a Volta Redonda (RJ) e conversou com o vereador Washington Granato (PDT). Prometeu apoio lá em troca de um lobby dele para que o partido feche com o PRB na capital. Acontece que Wagner Montes (PDT), o ex-jurado de Sílvio Santos, também é candidato no Rio. E prometeu o mesmo a Granato.
Mala do Ano
O Clube dos Malas de Rio Novo (MG) vai fazer sua tradicional eleição dia 12. Antes, vão enviar ofício a Hugo Chávez e à nadadora Rebeca Gusmão, avisando que eles foram escolhidos os presidentes de honra do ano de 2007.
Fonte: JB Online
domingo, janeiro 06, 2008
PAULO AFONSO 2008

Hoje, 01.01, como sempre faço, pela manhã, acesso as páginas dos principais jornais do Brasil, do Estado e os locais. Dos locais, verifico que tudo se concentra na figura do Prefeito Municipal, Raimundo Caires. Ele tem sido diariamente atacado por parte da imprensa falada. Da página de Ozildo Alves, transcrevo: "Em 2008, será a hora de tirar do papel. O ano de 2008 será duro para o prefeito. Terá uma disputa difícil pela frente. Tem chances de ser reeleito, claro. Mas, pelo que até agora foi mostrado, caso tenha sucesso na eleição, será menos pelas ações e mais pela sustentação política que poderá armar. "
Já do Forquilha retiro: “Degola. Pelo menos metade dos vereadores pauloafonsinos (sic) dá como certo o afastamento do prefeito Raimundo Caires, até fevereiro chegar. Eles acreditam que o cerco tem se fechado cada vez mais em torno do alcaide. Por conta disso, Chico já começa a dar as caras na rua novamente.”
Voltemos ao passado recente.
Em novembro de 2006 houve uma tentativa golpista da Câmara Municipal de afastar o Prefeito, mera ópera bufa. Proclamou-se um afastamento que não aconteceu. Agora, Val , ex-Secretário municipal, é autor de um expediente reproduzido no site de Ozildo, atirando para todos os lados, sem ofertamento de um dado concreto, lançando suposições. Sabe-se que representações outras foram oferecidas e tramita pedido de instauração de CPI na Câmara Municipal. A Rádio Bahia, diga-se, Ozildo, Gildásio e Tico, em dois horários, pela manhã e no Ronda, batem diariamente o Prefeito, com pretensão de boxeador, bater no fígado e minar as forças do adversário. O resultado está sendo o inverso. Raimundo vem reagindo bolo, quanto mais é batido mais cresce. Repete-se a campanha da Globo contra a Igreja universal do Bispo Macedo, se bateu tanto que a igreja e seu segmento, a TV Record, cresceram mais ainda.
A pergunta é: Quem tem medo de Raimundo? A resposta está no próprio site de Ozildo, na enquête. Lá a pergunta é a seguinte: Raimundo Caires conseguirá se reeleger em 2008? O resultado até agora é o seguinte: Sim. 58%. Não. 41%. Total de pessoas ouvidas: 532. Eis a questão. Os percentuais assustam qualquer um. A tendência é de crescimento e não há discurso mais novo do que o do próprio Raimundo. A opção dele é pelos pobres, os menos favorecidos e isso incomoda.
Em julho de 2006, em matéria publicada no Forquilha, sob o título O QUE SE PASSA EM PAULO AFONSO, indiquei erros cometidos na Administração Raimundo Caires e dei alguns palpites como corrigi-los. Depois da tentativa de golpe em novembro de 2006, quando se declarou um afastamento inexistente de Raimundo, a administração foi redirecionada e Raimundo emplacou e consolidou-se.
As oposições políticas de Paulo Afonso têm que entender o que são regras democráticas. O Prefeito Municipal é eleito para um mandato de 04 anos, por voto direto e secreto. Ao final do mandato, é dada a oportunidade ao povo de mantê-lo ou rejeitá-lo. As críticas ao prefeito, os ataques pessoais e o denuncismo barato cansou o povo. Ninguém suporta mais o lengalenga e nem o discurso cansado diariamente repetido.
Não disponho de dados específicos. Pelo que se sabe, Raimundo expandiu os serviços e investimentos na zona rural, priorizou os bairros populares, democratizou a Administração com o Governo Itinerante, o acesso fácil a sua pessoa na Prefeitura e com diálogos permanentes com segmentos da sociedade. Os investimentos trazidos são de alcance social expressivo para os mais carentes e o Restaurante Popular com refeições a R$ 1,00 e R$ 0,50, é sua expressão maior na opção pelos pobres. Outra face de sua política é na área da saúde.
Aqui, eu me lembro de Tadeu, pedreiro residente em bairro periférico que presta serviços para mim. “Doutor, agora está bom demais. Se temos doente em casa e ele não pode sair para ser atendido, basta chamar a Prefeitura que vem uma ambulância pegá-lo. Antes pobre arrancava dente e hoje temos até tratamento de canal de graça.”
A guerra de guerrilha contra Raimundo tem sua razão de ser. Ele é a bola da vez. É o candidato a ser batido. Como não há lugar para a 3ª via, salvo para alguns idealistas, em outubro a batalha será entre Raimundo e os derrotados de 2004, em eleição de caráter plesbicitário, o que vale dizer, ou se estará com Raimundo ou com Dr. Anilton (se for efetivamente o escolhido para concorrer). Mesmo que haja uma pulverização de candidatos, o caráter será o mesmo e logo a indagação que passa a ser feita é a seguinte: Quem será o vice de Raimundo?
As oposições precisam trazer para si o espírito republicano. Aceitar as regras do jogo democrático e construir um discurso que as ponha em pé de igualdade com o discurso social de Raimundo, declinando do denuncismo inconseqüente e dos ataques pessoais. Bem, tentar desqualificar pessoas foi sempre uma prática usada pelos nazi-fascistas da Alemanha de Hitler da Itália de Mussolini. Creio que em Paulo Afonso não há mais lugar para tal prática. O que o povo não mais suporta é balelas repetidas.
Quanto a Câmara Municipal, Vereadores oposicionistas e de espírito democrático já demonstram repúdio a tentativas despropositadas.
Paulo Afonso, 01 de janeiro de 2008.
Montalvão, Fernando. PAULO AFONSO 2008. Montalvao Advogados Associados. Paulo Afonso – BA, em 07 de janeiro de 2008. Disponível em: http://www.montalvao.adv.br/plexus/artigos_conxoespoliticas.asp
Em julho de 2006, em matéria publicada no Forquilha, sob o título O QUE SE PASSA EM PAULO AFONSO, indiquei erros cometidos na Administração Raimundo Caires e dei alguns palpites como corrigi-los. Depois da tentativa de golpe em novembro de 2006, quando se declarou um afastamento inexistente de Raimundo, a administração foi redirecionada e Raimundo emplacou e consolidou-se.
As oposições políticas de Paulo Afonso têm que entender o que são regras democráticas. O Prefeito Municipal é eleito para um mandato de 04 anos, por voto direto e secreto. Ao final do mandato, é dada a oportunidade ao povo de mantê-lo ou rejeitá-lo. As críticas ao prefeito, os ataques pessoais e o denuncismo barato cansou o povo. Ninguém suporta mais o lengalenga e nem o discurso cansado diariamente repetido.
Não disponho de dados específicos. Pelo que se sabe, Raimundo expandiu os serviços e investimentos na zona rural, priorizou os bairros populares, democratizou a Administração com o Governo Itinerante, o acesso fácil a sua pessoa na Prefeitura e com diálogos permanentes com segmentos da sociedade. Os investimentos trazidos são de alcance social expressivo para os mais carentes e o Restaurante Popular com refeições a R$ 1,00 e R$ 0,50, é sua expressão maior na opção pelos pobres. Outra face de sua política é na área da saúde.
Aqui, eu me lembro de Tadeu, pedreiro residente em bairro periférico que presta serviços para mim. “Doutor, agora está bom demais. Se temos doente em casa e ele não pode sair para ser atendido, basta chamar a Prefeitura que vem uma ambulância pegá-lo. Antes pobre arrancava dente e hoje temos até tratamento de canal de graça.”
A guerra de guerrilha contra Raimundo tem sua razão de ser. Ele é a bola da vez. É o candidato a ser batido. Como não há lugar para a 3ª via, salvo para alguns idealistas, em outubro a batalha será entre Raimundo e os derrotados de 2004, em eleição de caráter plesbicitário, o que vale dizer, ou se estará com Raimundo ou com Dr. Anilton (se for efetivamente o escolhido para concorrer). Mesmo que haja uma pulverização de candidatos, o caráter será o mesmo e logo a indagação que passa a ser feita é a seguinte: Quem será o vice de Raimundo?
As oposições precisam trazer para si o espírito republicano. Aceitar as regras do jogo democrático e construir um discurso que as ponha em pé de igualdade com o discurso social de Raimundo, declinando do denuncismo inconseqüente e dos ataques pessoais. Bem, tentar desqualificar pessoas foi sempre uma prática usada pelos nazi-fascistas da Alemanha de Hitler da Itália de Mussolini. Creio que em Paulo Afonso não há mais lugar para tal prática. O que o povo não mais suporta é balelas repetidas.
Quanto a Câmara Municipal, Vereadores oposicionistas e de espírito democrático já demonstram repúdio a tentativas despropositadas.
Paulo Afonso, 01 de janeiro de 2008.
Montalvão, Fernando. PAULO AFONSO 2008. Montalvao Advogados Associados. Paulo Afonso – BA, em 07 de janeiro de 2008. Disponível em: http://www.montalvao.adv.br/plexus/artigos_conxoespoliticas.asp
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