segunda-feira, janeiro 24, 2011

Nos jornais: Governo vai negociar IR em troca do salário mínimo

O Globo

Governo vai negociar IR em troca do salário mínimo

A presidente Dilma Rousseff decidiu reajustar a tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física em 2011 pelo índice da inflação de 2010 (6,46%), desde que essa concessão faça parte de um acordo com os partidos e as centrais sindicais para estabelecer o salário mínimo em R$ 545. No máximo, admite-se internamente no governo que o mínimo chegue a R$ 550. Nunca os R$ 580 defendidos pelas centrais. E também não seria atendida, neste acordo, a terceira reivindicação da pauta dos sindicatos, que é o aumento de 10% das aposentadorias acima do mínimo - esses benefícios foram reajustados apenas pela inflação.

Essa posição será apresentada nesta segunda-feira por Dilma em reunião com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, responsável pela negociação com os movimentos sociais. Na quarta-feira à tarde, ele receberá representantes das seis centrais sindicais no Palácio do Planalto, quando será aberta oficialmente a negociação do governo Dilma com os representantes dos trabalhadores.

Cidades serranas serão remodeladas

O vice-governador Luiz Fernando Pezão já está articulando, com autoridades, novos planos diretores para as cidades castigadas pelas enxurradas na Região Serrana. Os projetos determinarão as áreas a serem ocupadas e as que não poderão mais ser habitadas. Esta semana, o estado começa a instalar agências de fomento na região, para agilizar a concessão de empréstimos a empresas. Doações de roupas estão sendo recusadas: a prioridade agora são alimentos.

MEC antecipa lista do Sisu

Com um dia de antecedência, o MEC divulgou ontem o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O sistema, marcado por falhas e reclamações de estudantes, selecionou 82.949 candidatos, para 83 instituições públicas de nível superior.

Documento expõe crise em Furnas

Na agenda de Dilma Rousseff, outra negociação difícil à vista: mudança total em Furnas, joia do setor elétrico e considerada feudo do PMDB fluminense. Sob o risco de fechar o segundo ano consecutivo no vermelho, Furnas é cenário de uma queda de braço entre peemedebistas e petistas pelo controle da empresa sediada no Rio. A crise foi exposta em documento recente, elaborado por engenheiros da estatal, que vinculam o aparelhamento político da direção aos recentes prejuízos financeiros.

O texto, já entregue a autoridades federais e parlamentares, irritou o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), citado nominalmente pelos engenheiros como líder da ala peemedebista em Furnas. Ele acusou os petistas de estarem por trás das denúncias.

De acordo com fontes do governo, o atual presidente de Furnas, Carlos Nadalutti Filho, não ficará no cargo. O PMDB mineiro disputa a indicação com dois nomes: o deputado Marcos Lima e o senador Hélio Costa. Mas Dilma já avisou que deseja um nome técnico.

Desde 2007, quando o ex-prefeito Luiz Paulo Conde assumiu a presidência de Furnas, é conhecida a influência do PMDB em áreas estratégicas da empresa. Doente, Conde foi substituído por Carlos Nadalutti, também indicado pelos peemedebistas liderados por Cunha. O partido controlaria ainda as diretorias Financeira e de Construções.

FHC: Dilma deve estar preocupada com ministério

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou o sarcasmo ao comentar neste domingo as primeiras semanas do governo de Dilma Rousseff. Sobre o novo Ministério da presidente, ele afirmou:

- Eu acho que ela deve estar preocupada.

Rindo, o ex-presidente tucano afirmou que já vê uma diferença da administração de Dilma Rousseff em relação ao governo do ex-presidente Lula:

- Eu vejo: não tenho que ouvir o Lula todo dia na televisão. Já é alguma coisa. É cedo para julgar, mas acho que o estilo é mais tecnocrático, mais discreto, menos de showman exagerado - disse o presidente.

Mas o importante, segundo o tucano Fernando Henrique, não é o estilo, mas sim quais as políticas que Dilma vai adotar.

Haddad ainda em débito

Depois de uma semana de intenso desgaste por causa das falhas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o ministro da Educação, Fernando Haddad, saiu da “frigideira” do Palácio do Planalto, mas sua situação política ainda não é confortável no núcleo do governo. Segundo fontes do Planalto, o ministro continua na coluna de débitos da presidente Dilma Rousseff.

No momento há o reconhecimento que, mesmo com problemas na gestão, ele cumpriu integralmente as determinações de Dilma ao demitir o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim José Soares Neto, após a sequência de falhas na divulgação das notas do Enem 2010 e no sistema que seleciona alunos para instituições de ensino superior. E também adiou as férias por ordem da presidente.

Mas ainda na sexta-feira, depois de sua audiência com Dilma no Planalto, o ministro voltou a escorregar. Não agradou à presidente e a seus auxiliares o fato de Haddad ter dito, na entrevista coletiva que deu no mesmo dia à noite, que gostaria de passar o aniversário com a família, no dia 25 de janeiro: “Tenho família, como vocês”.


Folha de S. Paulo

Acesso a superpassaporte será limitado pelo governo

O Itamaraty finalizou a proposta para restringir a emissão de passaportes diplomáticos em caráter excepcional. Entre as medidas está a exigência de publicação no "Diário Oficial" da União de cada novo documento especial emitido, além de restrições no período de validade. A decisão de reformular as regras de emissão, avalizada pela presidente Dilma Rousseff, foi tomada pelo Itamaraty após a Folha revelar que a pasta concedeu o benefício a filhos e netos do ex-presidente Lula.

Em alguns casos, os documentos foram emitidos a dois dias do final de seu mandato. Diante da repercussão negativa, o governo resolveu limitar a concessão desses superpassaportes por meio de uma nova regulamentação, elaborada pelo Itamaraty. A proposta final, que deve ser apresentada hoje à presidente pelo ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores), prevê a emissão do passaporte especial para pessoas a serviço do governo brasileiro em viagens ao exterior, mas restrita ao período de duração da missão.

Após caças, Dilma revê compra de navios

Depois da compra de caças da FAB, agora é a vez de um grande programa da Marinha entrar em reavaliação pelo governo Dilma Rousseff por conta da situação fiscal do país. Trata-se da aquisição de 11 navios para patrulha oceânica, um negócio estimado em R$ 10 bilhões. Dilma pediu para reavaliar o programa, que vinha sendo tocado pelos almirantes desde o meio do ano passado. São cinco navios-patrulha oceânica de 1.800 toneladas, mais cinco fragatas de escolta e um navio de apoio logístico. No foco, a proteção das áreas do pré-sal.

Conforme a Folha adiantou na semana passada, Dilma pediu para deixar gastos com a compra de pelo menos R$ 10 bilhões em caças pela Aeronáutica para 2012. Ela está preocupada com a sinalização de mais gastos em momento de contenção de despesas, e na questão de imagem -tal anúncio logo após a mortandade no Rio poderia soar mal. Assim, Nelson Jobim passa pelo segundo revés seguido após ficar na Defesa.

Filha de governador do século 19 recebe pensão de R$ 15 mil

Hercília Catharina da Luz, 89, filha de Hercílio Luz, que governou Santa Catarina por três mandatos na República Velha (1889-1930), recebe atualmente R$ 15 mil por mês dos cofres públicos. Desde 1992, ela é beneficiada por uma lei complementar do Estado que concede a pensão para viúvas e filhos de ex-governadores. Hercília é a última filha de Hercílio Luz ainda viva. O governador, que morreu em 1924, teve 19 filhos. Até 2010 ela foi dona de um cartório em Florianópolis.

A lei que garante os pagamentos prevê uma pensão para filhos de ex-governadores com menos de 18 anos ou que sejam inválidos. O governo de Santa Catarina não informou se Hercília recebe a pensão por se enquadrar no último caso. A reportagem procurou Hercília para falar sobre o benefício, mas uma funcionária sua afirmou que a filha do governador não falaria por estar bastante debilitada devido à idade avançada. O governador dá nome a um dos principais pontos turísticos de SC, a ponte Hercílio Luz, em Florianópolis.

Filho de ministro atuou em repasses a SP

O deputado estadual de São Paulo Baleia Rossi (PMDB) intermediou a liberação de alimentos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para prefeituras do interior paulista entre 2008 e 2010. Na época, seu pai, o atual ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB-SP), era o presidente da estatal. Três prefeitos ouvidos pela Folha confirmaram a atuação do parlamentar.

Notícias em páginas na internet de pelo menos 12 prefeituras do interior de São Paulo também atribuem a Baleia um papel fundamental no repasse dos alimentos. Baleia passou de 64 mil votos, em 2006, para 176 mil em 2010, e se reelegeu deputado estadual. Ele agora é cotado para ser o presidente do diretório estadual do PMDB, em substituição a Orestes Quércia, morto em dezembro.

Petrobras quer diminuir meta de conteúdo nacional

Diante da incapacidade da indústria brasileira de atender a demanda por equipamentos e dos altos preços praticados no país, a Petrobras quer reduzir de 65% para 35% a meta de utilização de itens e serviços nacionais na exploração das novas reservas do pré-sal. Segundo a Folha apurou, a estatal já pediu ao governo para rever as chamadas metas de nacionalização, um compromisso de campanha de Dilma Rousseff.

O tema da nacionalização no setor de petróleo é recorrente desde a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Programa de televisão do então candidato criticava a Petrobras por encomendar plataformas em Cingapura durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

WikiLeaks revela concessões palestinas

Negociadores palestinos concordaram em segredo em permitir que Israel anexasse quase todos os assentamentos construídos na Jerusalém Oriental ocupada, em uma das concessões mais amplas já feitas em relação à cidade. Os termos foram revelados em documentos do site WikiLeaks. Eles acabaram rejeitados pela então chanceler israelense, Tzipi Livni, que os julgou insuficientes.

Essas negociações, segundo os documentos, ocorreram em maio de 2008, meses antes do início da megaofensiva de Israel a Gaza que acabaria em 2009. Na ocasião, Ahmed Qureia, o principal negociador palestino, propôs que Israel anexasse todos os assentamentos judaicos em Jerusalém à exceção de Har Homa e fez questão de destacar o significado da concessão.


O Estado de S. Paulo

Por superávit, Dilma terá de economizar R$ 60 bilhões

O governo Dilma Rousseff vai precisar economizar cerca de R$ 60 bilhões para cumprir a promessa de fazer um superávit primário de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), informa a repórter Raquel Landim. A estimativa de economistas ouvidos pelo Estado é superior as apostas do mercado, que variam de R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões. O superávit primário é obtido quando o governo gasta menos que arrecada, descontado o pagamento dos juros da dívida. Um superávit "cheio e limpo” - como prometido por Dilma - significa cumprir a meta, sem descontar os investimentos ou utilizar “manobras criativas". “O esforço fiscal do governo Dilma precisa ser monstruoso. Como 2010 foi um ano muito ruim para as contas públicas, o arrasto para 2011 é excepcional", diz o economista Fernando Montero.

Articulação de Temer aumenta decibéis da vice

Expoente do PMDB, em quase um mês de trabalho Michel Temer mudou o cenário, as funções, o público e até os decibéis nos 1.200 metros quadrados que compõem a Vice-Presidência. A nova rotina transformou o corredor silencioso, onde visitantes eram proibidos de circular falando ao telefone, numa pista movimentada pelo entra e sai das 17 portas da vice. A jornada na vice têm se estendido por 12, 13 horas. Os longos expedientes se explicam sobretudo pela intensa

articulação política do vice nos bastidores, sobretudo para intermediar interesses do PMDB no governo. As visitas não param e os chamados do Palácio do Planalto também não. "Temer tem força política porque costurou a unidade interna do PMDB antes de aportar na Vice", diz o ministro Wellington Moreira Franco, que só assumiu a Secretaria de Assuntos Estratégicos graças a Temer. Tem sido tão intenso o movimento de ministros, prefeitos, magistrados, empresários e parlamentares no gabinete de Temer que o garçom Abimael Andrade diz que só está "aguentando o rojão" porque é maratonista, com 110 troféus.

Dilma faz nova estreia em palanques

Depois de passar as primeiras semanas praticamente trancada em seu gabinete, no terceiro andar do Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff faz sua reestreia em palanques após as eleições de 2010.

Amanhã, Dilma estará em terreno oposicionista, para a comemoração do aniversário da cidade de São Paulo, organizada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), que homenageará o ex-vice presidente José Alencar.

Decisão da AGU pode restringir novos genéricos

Parecer da Advocacia-Geral da União restringe o poder da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na análise dos pedidos de direito de propriedade intelectual sobre remédios. Integrantes de ONGs veem na medida uma ameaça à aprovação de novos medicamentos genéricos. Com a decisão, ganha autoridade o Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

Fundo de quintal: Espião por conta própria

Afastado da CIA há quatro anos, Duane R. Clarridge continua controlando uma rede de espiões de sua casa, perto de San Diego. Já enviou agentes para o Paquistão e o Afeganistão. Aos 78 anos, Clarridge é descrito como alguém convencido de que Washington está inchado de diplomatas e advogados que impedem as tropas de combater os inimigos.

FAO vira questão de honra para Brasil

A primeira batalha diplomática do governo Dilma Rousseff será aberta, oficialmente, hoje. Depois de protocolar a candidatura do ex-ministro José Graziano à direção-geral do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) na sexta-feira, a briga pelo cargo estará aberta. Questão de honra para o país, a campanha de Graziano deixa de lado o tom diplomático e critica abertamente a possível indicação de um europeu, antecipando o que deve ser a maior disputa pelo cargo.

O principal rival do ex-ministro brasileiro deverá ser Miguel Ángel Moratinos, ex-chanceler espanhol. Apesar de as candidaturas só serem confirmadas na primeira semana de fevereiro, Moratinos já declarou que disputará. A munição brasileira será esta: como ele, um representante da região que mais investe em subsídios para o setor agrícola, pode querer dirigir um órgão que tem como meta promover a agricultura dos países mais pobres? O fim dos subsídios para setores agrícolas de exportação tem sido uma das maiores batalhas da FAO.

Correio Braziliense

Após a humilhação, o abandono

Moradores que formalizaram denúncias de abusos policiais durante ocupação do Complexo do Alemão, no Rio, continuam sem receber resposta do Estado. Ronai de Almeida, que teve mais de R$ 31 mil roubados, conta à repórter Renata Mariz que fez rifa para recuperar a perda.

Vestibular: MEC antecipa divulgação de aprovados no Sisu

Lista de selecionados no vestibular unificado está disponível no site do ministério desde ontem. Foram aprovados 82.949 candidatos em 83 instituições de ensino superior. Quem não conseguiu uma vaga pode se inscrever até amanhã no Prouni, que distribuirá 123 mil bolsas em universidades privadas.

O grande salto das pequenas empresas

Para aproveitar o bom momento da economia e crescer, micro e médios empresários planejam investimentos em seus negócios para 2011. Construção civil, comércio e serviços são os setores mais otimistas.

Haiti

Sem perspectivas, haitianos fazem do comércio informal meio de sobrevivência. Nas ruas de Porto Príncipe, são vendidos desde roupas usadas até remédios.

Fonte: Congessoemfoco

Nas revistas: Emenda de senador valoriza terras do filho

Época

Ajuda de pai para filho

Ao ser escalado para relatar o Orçamento da União de 2011, o senador Gim Argello (PTB-DF) chegou ao topo da carreira política iniciada em 1998, quando se elegeu deputado distrital em Brasília. Em 2007, ele assumiu no lugar de Joaquim Roriz, que renunciou ao Senado para fugir de um processo de cassação. Presidente do PTB do Distrito Federal, Gim era suplente de Roriz e ganhou sete anos e seis meses de mandato. Desde o começo, ele se aproximou de caciques do Congresso, como José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL), e se tornou um interlocutor do Palácio do Planalto. No mês passado, Gim sofreu um revés ao ser acusado de destinar dinheiro do Ministério do Turismo para entidades de fachada. Em consequência, perdeu o cargo de relator. Depois do escândalo, Gim sumiu do Senado. Antes, porém, apresentou as emendas a que tinha direito no Orçamento. Uma delas destina R$ 3 milhões do Ministério das Cidades para obras de infraestrutura na Cidade Ocidental, município goiano de 55 mil habitantes que fica a 50 quilômetros de Brasília.

A família Argello tem importantes investimentos imobiliários na Cidade Ocidental. ÉPOCA descobriu uma ação judicial apresentada com o objetivo de definir os limites de uma propriedade rural de 151 hectares no município (1 hectare equivale aproximadamente a um campo de futebol). O filho mais velho de Gim, Jorge Argello Júnior, de 20 anos, é um dos autores do processo. Em junho de 2008, então com 17 anos, o rapaz comprou parte do terreno em parceria com Tarik Faraj Vieira, empresário filiado ao PTB em Brasília. De acordo com os registros do cartório, o negócio foi de R$ 330 mil. Atualmente, existe uma plantação de soja na propriedade, usada por um produtor rural. Sejam quais forem os planos de seus donos para o imóvel, a definição dos limites do terreno é o primeiro passo para qualquer empreendimento. A região onde até há pouco tempo havia apenas fazendas e chácaras vive acelerada expansão urbana, impulsionada pelo boom imobiliário que ocorre em áreas dentro do Distrito Federal. A eventual construção de obras de infraestrutura terá como efeito direto uma valorização ainda maior da área. Proprietários de terras na Cidade Ocidental ouvidos por ÉPOCA afirmam que o assédio imobiliário no local é intenso e que a atividade agropecuária tem os dias contados. O lugar parece estar em preparação para uma era de grandes condomínios. “Tudo valorizou exageradamente”, diz o produtor rural Fábio Corrêa de Oliveira, morador há 20 anos da região. Gim tem papel importante na transformação sofrida pelo município. Em companhia do aliado político e prefeito da Cidade Ocidental, Alex Batista (PR-GO), Gim anunciou recentemente projetos de habitação para construir por lá 30 mil casas e apartamentos com recursos do programa federal Minha Casa Minha Vida.

Salvador ladeira abaixo

Sem o apoio político do governador Jaques Wagner, do PT, abandonado pelo próprio partido, o PMDB, isolado na Câmara Municipal e sem dinheiro nem para pagar os prestadores de serviço, o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, começou o ano mergulhado na mais grave crise de sua administração. Não bastasse ter de preparar a cidade para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 e colocar nos trilhos um metrô de 6 quilômetros, cuja obra se arrasta há quase 12 anos, Carneiro corre o risco de enfrentar um impeachment. Na quinta-feira, durante a tradicional Lavagem do Bonfim, Jaques Wagner perguntou ao líder do PT na Câmara, Henrique Carballal, se havia clima para o impedimento do prefeito. “Clima se cria”, disse Carballal. “Se a gente não apoiar, ele cai.” Carneiro não foi à festa do Bonfim. Aparentemente, não havia clima para ele por lá.

Carneiro chegou à atual situação depois de firmar e dissolver sucessivas alianças e romper com praticamente todas as lideranças políticas baianas importantes. “Ele é o principal fator de instabilidade de seu governo”, afirma o cientista político Paulo Fábio, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Carneiro se elegeu em 2004 pelo PDT. Rompeu com o partido e, em 2007, filiou-se ao PMDB. Aproximou-se do então ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), opositor do governador Jaques Wagner no Estado. Geddel foi fundamental para a reeleição de Carneiro à prefeitura, em 2008, e esperava que o prefeito retribuísse o apoio político na disputa ao governo do Estado, em 2010. No entanto, a adesão do prefeito à campanha de Geddel não aconteceu. O mal-estar tornou-se crise partidária depois que Carneiro anunciou uma inesperada reforma de secretariado e demitiu os últimos apadrinhados de Geddel da administração. Em seu blog, Geddel comparou Carneiro ao “menino maluquinho” e chamou a prefeitura de “manicômio”. “O modo de agir do senhor prefeito é uma coisa errática, sem rumo definido. Hoje é uma coisa, amanhã é outra. Isso não é administração coisa nenhuma. É coisa de doido”, escreveu Geddel.

Por que somos solidários

Era dia de sol no feriado de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro. Mal a quinta-feira amanheceu, a estudante de enfermagem Caroline Martins, de 21 anos, acordou e saiu de casa. Seu destino não era a praia. Uma hora e meia depois, ela estava entre os mais de 100 voluntários que trabalhavam no Ginásio Poliesportivo Pedro Jahara, no centro de Teresópolis, uma das cidades com mais mortos e desabrigados pela tragédia das chuvas no Estado. Munida de cuidado e paciência, ela fazia a triagem de toneladas de roupas que chegaram ali por meio de doações. As arquibancadas, que têm capacidade para 5 mil pessoas, estavam lotadas. Seu primeiro trabalho era separar o que servia. Muita coisa chegava rasgada ou mofada. Depois, dividia entre masculino, feminino, infantil e ainda calçados e acessórios. O material era enviado a outro grupo, que, na quadra central, o separava por tamanho e tornava tudo disponível para as famílias que procuravam o local. “Nessas horas, ajudar dá mais prazer do que se divertir”, diz Caroline. Ela subiu a serra para integrar alguma equipe de saúde, já que está no 6º período da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Minha vida após a tragédia

As chuvas do verão passado provocaram centenas de mortes e deixaram marcas profundas na vida de milhares de moradores do Rio de Janeiro. Há um ano, as águas arrasaram Angra dos Reis. O desmoronamento da pousada Sankay, em Ilha Grande, tornou-se símbolo da catástrofe. Em abril, foi a vez da capital e de Niterói sofrerem com a fúria das águas. Elas deixaram um rastro de destruição e expuseram as falhas dos poderes públicos na tomada de ações preventivas para impedir a ocupação de áreas de risco. O resultado do balanço das três grandes tragédias do Rio em 2010 foi mais de 250 mortes e milhares de desabrigados.

O que aconteceu com as famílias sobreviventes? Para onde foram? Que tipo de ajuda receberam? Estão mais seguras agora? ÉPOCA foi atrás de algumas vítimas das tragédias passadas para tentar responder a cada uma dessas perguntas. O resultado é desalentador.

É hora de afrouxar?

A maior tragédia natural da história do Brasil virou munição para os ambientalistas que se opõem à alteração da lei de florestas. O chamado Código Florestal, criado em 1965, mas nem sempre cumprido à risca, é o conjunto de normas que trata da ocupação do solo. Entre outras coisas, ele proíbe o uso de topo de morros, restringe obras em terrenos em declive e estabelece a distância mínima de 30 metros para edificações perto de rios. No ano passado, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) começou a liderar um movimento para mudar essa lei. Sua proposta, em trâmite na Câmara, propõe anistiar quem derrubou floresta e afrouxar as regras para ocupação e novos desmatamentos. O objetivo, diz, é regularizar milhares de agricultores que, antes de 1965, já produziam em áreas agora vetadas.

Os ambientalistas consideram a proposta de Rebelo, apoiada pela bancada de ruralistas do Congresso, uma afronta à manutenção das florestas. Com a catástrofe do Rio de Janeiro, essa turma aumentou a carga contra a revisão do Código. O argumento é que o poder público ficaria sem o aparato legal para reivindicar a desocupação de áreas irregulares. Os ambientalistas dizem ainda que o abrandamento da lei incentivaria mais ocupações perigosas.

Dilma se afasta do Irã

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou o Irã numa espécie de símbolo de como sua política externa era mesmo independente. Enquanto a comunidade internacional condenava o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad por violar direitos humanos, financiar terroristas e conduzir um programa nuclear de intenções para lá de suspeitas, Lula resolveu se aproximar do Irã. Seu argumento era que isso teria efeitos positivos no comércio do Brasil com os países do Oriente Médio. Ele recebeu Ahmadinejad no Brasil e chegou a se engajar numa negociação para tentar evitar novas sanções contra o Irã, acusado de tentar fabricar uma bomba atômica. Em maio de 2010, Lula viajou para Teerã com líderes turcos para negociar um acordo – que fracassou. Agora, a presidenta Dilma Rousseff dá os primeiros sinais de afastamento do Irã.

Cadê a universidade anunciada aqui?

O governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o que mais expandiu o acesso às universidades federais na história do país. Em oito anos, foram anunciadas 14 universidades e 125 campi novos. Juscelino Kubitschek foi o único presidente a se aproximar dessa marca, com 11 universidades em cinco anos. Lula ampliou também o alcance das unidades já existentes no mais ambicioso programa de crescimento do setor: criou mais de 80 mil vagas, 70% de aumento em relação a 2003. Lula foi pessoalmente lançar e inaugurar grande parte dessas universidades, ocasiões em que se vangloriava sobre como o presidente sem diploma foi o que mais trabalhou pelo ensino superior. “De todos os presidentes que o Brasil teve, uma parte foi advogado, outra foi professor. Eu, torneiro mecânico, já sou o presidente que mais fiz universidades”, disse na inauguração da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais. Os números e as imagens foram largamente propagandeados na campanha eleitoral da presidenta Dilma Rousseff, em 2010. Foram citados também no último pronunciamento à nação, quando Lula se despediu em cadeia nacional no rádio e na TV com um discurso de balanço do governo. Nem Dilma nem Lula, porém, revelaram como as universidades conseguiram operar o milagre da multiplicação.

O retorno do ditador

Quando alguém diz que as coisas podem sempre piorar um pouco mais no Haiti, não duvide. Depois de um terremoto e de um surto de cólera no ano passado, o mais novo capítulo da trágica sina do país mais pobre das Américas foi o regresso do ex-ditador Jean-Claude Duvalier, de 59 anos. Exilado na França desde 1986, quando um levante popular encerrou seu governo ditatorial de 15 anos, ele causou espanto na maioria dos haitianos ao desembarcar no aeroporto de Porto Príncipe no dia 9. Vinte e cinco anos depois, voltava à mente dos haitianos o brutal “reinado” dos Duvaliers (leia no quadro abaixo) , iniciado em 1957 com o pai dele, o médico François, chamado Papa Doc, e herdado pelo filho, apelidado Baby Doc. “Vim para ajudar meu país”, disse o ex-ditador. No momento em que o Haiti vive um impasse por conta do adiamento do segundo turno das eleições presidenciais, é difícil imaginar como uma figura que traz à memória tempos sombrios poderia contribuir para tirar o país do caos. Trouxe, sim, ainda mais incertezas.

Carta Capital

O discreto estilo de Dilma Rousseff

Primeira mulher a comandar o País, a presidenta se veste de forma sóbria. Um pouco conservadora, há quem diga. Nas roupas, opta pelos tons café, terracota e bege. A maquiagem é discreta e as joias, pouco chamativas. “Ser mulher presidenta não é fácil. Para os homens é mais simples, basta sair com uma camisa e uma gravata. O que fiz foi me adaptar às agendas, porque era complexo ter sempre comigo um par de sapatos diferentes se saía a campo ou um vestido, se tinha de comparecer a algo mais formal”, declarou a presidenta. Não, não foi Dilma Rousseff quem disse isso, mas sua colega Laura Chinchilla, que tomou posse em maio do ano passado na Costa Rica.

Uma coisa é se eleger presidenta. Outra é livrar-se da abordagem “feminina” (alguns diriam fútil) do fato de uma mulher ter chegado lá. Nem Ângela Merkel, a dama de ferro alemã, se livrou de ter a maneira de vestir discutida, o que talvez desminta a ideia de que seria provincianismo nosso explorar batons, marcas de roupa, bolsas e sapatos da mulher que chegou à Presidência. Ora a imprensa alemã caçoava da imagem da candidata pescando ao lado do marido, metida em uma calça de agasalho e camisa masculina, ora fazia troça do inusitado decote da já primeira-ministra em uma noite na ópera de Oslo, em 2008. E que, diga-se de passagem, deixava à mostra um belo colo de mulher aos então 53 anos de idade.

Dilma propõe corte de impostos em folha de pagamento

Com o objetivo de incentivar o aumento dos empregos formais no País a presidenta Dilma Rousseff vai propor redução de contribuição à previdência na folha de pagamento das empresas. De acordo com a reportagem publicada nesta sexta-feira 21, no jornal Folha de S.Paulo, a proposta será enviada ao Congresso em fevereiro.

Inicialmente seria feito um corte de dois pontos percentuais na taxa de contribuição e, ao longo dos próximos anos, haveria um total de 14% de redução na taxa.

A estimativa da proposta, além de beneficiar as empresas, é de que a longo prazo aumente o número de funcionários com registro em carteira.

Os males do serrismo

Não há partidos ou movimentos políticos exclusivamente bons ou unicamente ruins, se os considerarmos em seu tempo e lugar. Na vida real das sociedades, eles são uma mistura de coisas boas e más, de acertos e erros (salvo, é claro, exceções como o nazismo).

Tudo é uma questão de proporção, do peso que o lado ruim tem em relação ao bom. São bons os movimentos políticos e os partidos (bem como as tendências que existem no interior de alguns), cuja atuação tende a ser mais positiva para o País, seus cidadãos e instituições. São os opostos aqueles que fazem o inverso, que agem, na maior parte das vezes, de maneira negativa.

Tome-se o serrismo, um fenômeno pequeno, do ponto de vista de sua inserção popular, mas relevante no plano político. Afinal, não se pode subestimar uma tendência tucana que conseguiu aprisionar o conjunto de seus correligionários, mesmo aqueles que não concordavam com ela (e que eram maioria), e os levou a uma aventura tão fadada ao insucesso quanto a recente candidatura presidencial do ex-governador José Serra. E que tem, além disso, tamanha super-representação na mídia, com simpatizantes espalhados nas redações de nossos maiores veículos.
Por menor que seja sua base social e inexpressiva sua bancada parlamentar, o serrismo existe. E atrapalha. Muito mais atrapalha que ajuda.

Neste começo de governo Dilma, recém-completada sua primeira quinzena, o serrismo já mostra o que é e como se comportará nos próximos anos. Os sinais são de que será um problema para todos, seja no governo, seja na própria oposição.

Vem da grande imprensa paulista (uma insuspeita fonte na matéria), a informação de que seus integrantes estão revoltados com a trégua que outras correntes do PSDB estariam dispostas a oferecer à presidenta. Em vez da “colaboração federativa” buscada pelos governadores tucanos e as bancadas afinadas com eles, os serristas querem “partir para o pau”.

Deploráveis distorções

Da imprensa nativa há quem faça diariamente, em meu exclusivo proveito, algo assim como um clipping oral: seleciona o que é indispensável averiguar. Janeiro é, porém, impiedoso comigo. Reparem: CartaCapital é produzida por 11 profissionais, incluídos dois sediados em Brasília, um no Rio e um em Paris. Neste momento, quatro estão de férias, a começar pelo redator-chefe que também desempenha o papel de clipeiro. Donde a súbita obrigação de ler os jornais antes de partir para a faina costumeira.

Na primeira página do Estadão de terça 18 leio a chamada de primeira página: “O fiasco do economista-cartola”. Não me permiti ler o texto correspondente na seção de esportes. Conheço a história e me bastou o título. Luiz Gonzaga Belluzzo, protagonista do enredo, é meu eterno companheiro de mil aventuras, inclusive CartaCapital. Não é somente professor de economia, um mestre em matéria e mais algumas, mas também ousado sonhador. Imaginem que pretendeu demonstrar a possibilidade de se dirigir um clube de futebol sem ser cartola.

IstoÉ

Toque de recolher

O capitão paraquedista Luiz Fernando Ribeiro de Sousa está há quase dois meses proibido de sair de sua residência em uma vila militar na pacata cidade de General Câmara, a 80 quilômetros de Porto Alegre. Militar da ativa e oficial do Arsenal de Armas do Rio Grande do Sul, capitão Fernando, como é conhecido, está preso e sentará no banco dos réus nos próximos dias diante de um Tribunal Militar que poderá afastá-lo dos quartéis. Considerado inimigo do Exército brasileiro, ele fundou há dois anos um movimento, junto com outros capitães, batizado de Capitanismo – que defende a adequação das normas da caserna à Constituição Federal. Na prática, Fernando advoga pela reformulação do Estatuto e do Código Penal Militar, ambos anteriores à Carta Magna de 1988. “Defendemos a manutenção da hierarquia e da disciplina militar, mas as coisas mudaram nas últimas quatro décadas”, escreveu ele à presidente da República, Dilma Rousseff, ainda durante a campanha eleitoral.

Os fantasmas do Araguaia

Queria vê-lo uma única vez antes de morrer, meu filho.” Foi com esse apelo emocionado que Carmem Navarro, 80 anos, encerrou a carta que escreveu no final do ano passado a Hélio Luiz Navarro Magalhães. O ex-militante do PCdoB, codinome Edinho, é dado como morto desde março de 1974, um mês depois de ter sido preso por militares. A carta de Carmem foi entregue, por intermediários, a um oficial reformado da Marinha, que garante manter contato com o ex-guerrilheiro, que estaria vivendo há 40 anos com nova identidade. Dona Carmem não quis dar entrevista, mas o conteúdo da carta foi confirmado por seu advogado, Márcio Donnici. Magalhães não seria o único dos desaparecidos da guerrilha do Araguaia a desfrutar de uma vida clandestina. Luís René da Silveira, Antônio de Pádua Costa, Áurea Elisa Valadão e Dinalva Oliveira Teixeira também são apontados como “mortos-vivos” em relatório do Grupo de Trabalho Tocantins (GTT), formado por militares, pesquisadores e familiares de desaparecidos políticos. O núcleo foi criado pelo Ministério da Defesa para tentar encontrar as ossadas de 69 guerrilheiros mortos pelo Exército nos anos 70, na região de Xambioá (TO).

Dilma de ferro

A três dias da posse, sem fazer alarde, a presidente Dilma Rousseff sacou o telefone celular da bolsa e ligou para o presidente do PCdoB, Renato Rabelo. Na pauta da conversa, a candidatura do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) à presidência da Câmara. “Vocês não podem insistir com o nome do Aldo. Precisamos de consenso neste momento. Querem que isso seja interpretado como um movimento de oposição?”, questionou a presidente. Começava ali a operação comandada com mãos de ferro por Dilma destinada a mudar os rumos da eleição da Câmara, que prenunciava uma disputa fratricida de consequências imprevisíveis entre integrantes de partidos da base aliada ao governo. Desde então, os candidatos avulsos saíram, um a um, do páreo. Os resultados práticos da ação direta da presidente foram colhidos na última semana. Na quinta-feira 20, o candidato do PT e do governo ao comando da Câmara, deputado Marco Maia (RS), recebeu o apoio de dez partidos, entre eles o PCdoB, de Aldo e Renato Rabelo. Pela primeira vez, desde 2003, a eleição na Casa caminha para uma candidatura única. Para se ter uma ideia da dificuldade de consenso na Câmara, nem o peemedebista histórico, ex-deputado Ulysses Guimarães, expoente da redemocratização no Brasil, conseguiu ser aclamado pelos colegas. “Dilma teve um papel fundamental para a unidade na Câmara. A opinião dela pesou e as bancadas foram naturalmente convergindo para o consenso”, atesta Rabelo.

Sorriso da presidente

Enquanto o Rolls-Royce presidencial atravessava a Esplanada dos Ministérios em Brasília, no dia da posse da presidente Dilma Rousseff, uma cena curiosa chamou a atenção daqueles que acompanhavam a solenidade de perto. De repente, Dilma tirou os olhos da multidão, mirou para o lado oposto da pista e sorriu para um fotógrafo solitário que estava com os olhos inundados de lágrimas. Não era apenas mais um brasileiro emocionado com a ascensão da primeira mulher à Presidência da República. Tratava-se de Edison Castêncio, um ex-flanelinha que foi retirado das ruas de Porto Alegre por Dilma e seu ex-marido Carlos Araújo, no início da década de 80. Órfão de pai e mãe, Castêncio tinha 24 anos e dormia sob viadutos e sobre os bancos da rodoviária da capital gaúcha quando Araújo e Dilma, então assessora da bancada do PDT no Estado, mudaram o seu destino. Os dois simpatizaram com Castêncio, que sempre perambulava em volta da Assembleia, de extremo bom humor, mesmo com toda a adversidade. O casal deu-lhe um emprego informal de office-boy no gabinete de Carlos Araújo, na época deputado estadual. “Eu passava fome, tinha dia que eu comia só pão com água. Devo tudo à Dilma”, diz ele, que passou a ser chamado de “Sorriso”.

A dura vida numa região devastada

O movimento das nuvens ainda é acompanhado com apreensão. Em Nova Friburgo, a cidade mais afetada pelas enchentes que varreram casas e vidas na região serrana do Rio de Janeiro, olhar para o céu em busca de sinais de chuva virou coisa automática. No lugar, antes conhecido pelo ar puro, tornou-se comum o uso de máscaras que ajudam os moradores a respirar melhor, a se proteger do mau cheiro e da poeira que há poucos dias era lama e matou muita gente. Até a sexta-feira 21, tinham sido contados 762 mortos e mais de 400 desaparecidos. Em todos os sete municípios castigados pelo aguaceiro, entre os quais Teresópolis e Petrópolis, sumiram casas, lavouras, fazendas, pontes e ruas. Ainda há lugares sem luz e água, indústrias operam precariamente, hotéis estão fechados e comerciantes tentam recuperar suas instalações para voltar a funcionar. “Mesmo para quem não teve mortes na família a vida depois da enchente vai ser muito dura”, diz Elcio Machado, enquanto tira lama de sua loja de baterias de automóvel, que foi tomada pelas águas. Como recomeçar? Muita gente não consegue imaginar resposta para essa pergunta. “Minha casa foi arrasada, a lavoura onde meu marido trabalhava não existe mais. Não sabemos o que fazer”, diz Tatiana Janício, 19 anos. Por enquanto, Tatiana se concentra em embalar o sono da filha Giovana, de um ano e três meses, alojada numa escola que acolhe desabrigados. Em meio a um cenário desolador, a população ainda está longe de conseguir retomar sua rotina.

"A Maria da Penha me transformou num monstro"

O economista colombiano Marco Antonio Heredia Viveros chega sorrateiro. Pele bronzeada. Sorriso discreto. Testa alongada pela calvície. Puxa uma pequena mala preta de rodinhas apinhada de papéis. Na outra mão, traz uma pasta surrada estilo 007. Caminha de maneira altiva. Sem olhar para o chão. De camisa azul-clara – mangas compridas, poída, quase colada ao corpo – e calça bege, parece em forma. Declara ter 57 anos, apesar de documentos antigos apontarem sete anos a mais. Com sotaque carregado e depois de me dar um forte e inesperado abraço, Heredia pergunta: “Fez uma boa viagem?”. Durante as nove horas de entrevistas – somadas a uma sessão de fotos e a uma extensa troca de e-mails – ele tenta se mostrar cortês e inofensivo. Pensa em cada frase. Quando foge do script e escorrega nas palavras, respira demoradamente e sorri. Me chama de “meu anjo” e “querida amiga”. “Não sou o que as pessoas pensam”, afirma. “A Maria da Penha me transformou num monstro. Não tentei matá-la. O único erro que cometi foi ter sido infiel. Por isso, ela armou toda essa farsa. Essa mulher é um demônio.”

Nota da redação: a nova edição da revista Veja ainda não está disponível na internet.

Fonte: Congressoemfoco

Sites de compra coletiva têm até corretoras

Oferecendo descontos de até 90% em produtos e serviços, os sites de compras coletivas já se tornaram um caso de sucesso no mercado brasileiro. Com tamanha expansão, as promoções deste novo recurso da internet chegou ao mercado financeiro, por meio de parcerias entre esses sites e corretoras. É o caso da Ativa Corretora, que na última semana ofereceu por intermédio do site Peixe Urbano um desconto de 85% no curso para novos investidores no Rio de Janeiro.

Assim, quem aderiu à oferta pagou R$ 45 pelo curso, ao invés do preço normal de R$ 300. A corretora também concedeu aos compradores da oferta que virassem clientes da Ativa 30 dias de corretagem grátis via homebroker. A Ativa também já ofereceu essa promoção em Brasília, Belo Horizonte e Curitiba, onde foram vendidos ao todo mais de 2,3 mil cupons.

Outra instituição que tem utilizado esses sites para promover seus cursos é a Link Investimentos. “Já participamos com ofertas de cursos e corretagem gratuita nos sites Clube do Desconto, Groupon e Regateio”, disse Mônica Saccarelli, diretora do Link Trade, homebroker da corretora. Ao todo, 3 mil pessoas já usufruíram dos cursos da Link ofertados por esses sites.

O superintendente comercial da Ativa, Cássio Correa, se surpreendeu com a diversidade do público que aderiu à oferta.”Pelo tipo de site, eu achei que haveria uma prospecção maior de clientes jovens”, disse Correa. Contudo, além da forte procura de jovens 18 e 20, ele destacou o interesse de pessoas com idade entre 30 e 60 anos.

Correa não só ressaltou a diferença de idades entre as pessoas que aderiram à oferta, como também o interesse de cada uma delas no curso.”Atendemos desde o investidor que estava ali por curiosidade mesmo até aquele que queria realmente entender o mercado pra começar a investir através de uma corretora”, comenta o superintendente, que pretende lançar novas promoções para atrair investidores por meio deste canal.

Novo Lançamento - Hoje, o Peixe Urbano lançará uma nova promoção envolvendo mais uma corretora: a Um Investimentos. O curso “Desvendando a Bolsa de Valores - Bovespa sem medo” será realizado em São Paulo e terá seu preço normal de R$ 300 reduzido em 76%, para R$ 72. O curso terá duração de dez horas, sendo oito horas de teoria e duas horas de prática.

“Uma das ferramentas que podemos utilizar hoje em dia para ficarmos conhecidos no mercado são as mídias sociais”, acredita Antonio Montiel, que chegou na Um em setembro de 2010 e também destacou os sites de compras coletivas.

Fonte: Tribuna da Bahia

Prazo para pedir ressarcimento das perdas do Plano Collor 2 acaba no fim do mês

Em 31 de janeiro, o Plano Collor 2 completa 20 anos

| Agência Brasil

Os correntistas que tinham caderneta de poupança em janeiro e fevereiro de 1991 e foram prejudicados pelo Plano Collor 2 têm alguns dias para entrar na Justiça. Acaba no fim do mês o prazo para pedir a correção de quase 22% do saldo da época.

Em 31 de janeiro, dia em que o Plano Collor 2 completa 20 anos, prescreve o prazo para dar entrada em ações individuais. Na ocasião, o governo substituiu como indexador da poupança o Bônus do Tesouro Nacional Fiscal (BTN-F), que pagava 21,87%, pela Taxa Referencial Diária (TRD), que pagava 7,76%. A diferença – 14,11 pontos percentuais – representa a perda dos poupadores.

Para entrar com ação individual, os correntistas precisam de cópias da carteira de identidade, do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e dos extratos da caderneta de poupança em janeiro e fevereiro de 1991. Os bancos costumam cobrar pelo extrato, que pode demorar alguns dias para ser emitido. Caso a instituição financeira não envie o documento antes do dia 31, o poupador pode iniciar o processo apenas com o protocolo do pedido de emissão do extrato.

Para tentar reaver o dinheiro, o correntista deve processar o banco onde tinha caderneta de poupança na época. Se o valor da perda for de até 40 salários mínimos, é possível ingressar no Juizado Especial Cível. Caso a perda seja menor que 20 salários mínimos, o correntista nem precisa contratar advogado.

Quem tinha poupança na Caixa Econômica Federal pode ingressar com a ação no Juizado Especial Federal. Nesse caso, o correntista só deverá contratar advogado se a perda for maior que 60 salários mínimos.

Em agosto do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou os bancos a pagar a correção de todos os planos econômicos, mas reduziu de 20 para cinco anos o prazo para que os poupadores entrassem com ações coletivas, o que derrubou 1.015 das 1.030 ações coletivas que ocorrem na Justiça. Para as ações individuais, foi mantido o prazo de 20 anos.

Dias depois da decisão do STJ, o ministro José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a tramitação de todas as ações de poupadores que pedem o ressarcimento da correção da poupança nos Planos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 1 (1990). Até que o plenário tome uma decisão final sobre o assunto, os recursos estão parados na Justiça. As perdas do Plano Collor 2 ficaram fora da decisão de Toffoli.

No Plano Collor 1, os poupadores também sofreram perdas porque o governo não corrigiu o saldo da caderneta de poupança em março, abril e maio de 1990. No entanto, o prazo para entrar com ações individuais acabou em maio do ano passado.

FONTE; GAZETA DO pOVO

Incra tem gasto suspeito de R$ 31,4 mi

Agência Estado

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), sob o comando do PT há oito anos, teve gastos de R$ 31,4 milhões qualificados de irregulares pela CGU de 2007 para cá. A disputa pela direção da autarquia ocorre dentro do PT. Rolf Hackbart, o atual presidente, é aliado da tendência esquerdista Democracia Socialista (DS) no Rio Grande do Sul. Mas Dilma Rousseff tirou os gaúchos do comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário, entregando-o à mesma ala do PT baiano. E esta quer mudar o comando do Incra.

Já a Embratur, mais um motivo de briga entre PT e PMDB, teve repasses R$ 14,4 milhões suspeitos de irregularidades, de acordo com as auditorias da CGU. Ela sempre foi administrada pelo PT e continua sob o comando do partido, por imposição do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

Em relação à Conab - que, segundo o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, tem de parar de desviar recursos -, a CGU concluiu que R$ 13,6 milhões de seus gastos tiveram suspeição de irregularidades nos últimos quatro anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde

Dilmismo não é maior que petismo: apenas, diferente

Carlos Chagas
¼br /> Sem ser monumental, muito menos cercada de confetes e lantejoulas, parece de singular importância a festa dos 31 anos de criação do PT, no próximo 10 de fevereiro, em Brasília. Menos porque Dilma Rousseff e o Lula se encontrarão formalmente, já que de forma reservada eles vem conversando, mais porque a presidente da República terá oportunidade de fazer denso pronunciamento, o primeiro em seguida a seu discurso de posse.
¼br /> Dilma poderá definir os limites do seu relacionamento com o partido, já que apesar da lua-de-mel vivida até hoje, são quantidades distintas. O PT tem consciência de que, sendo governo, não é o governo. Procura ampliar seus espaços, até obtendo sucesso, mas estará em plena temporada de preenchimento dos cargos de segundo escalão, se a presidente não a tiver prorrogado para mais tarde.

Espera-se dela, na ocasião, uma palavra de carinho para os companheiros, mas, no reverso da medalha, e com ternura, uma espécie de “chega para lá”. Sabe que para o sucesso de seu mandato precisará evitar a impressão de que o PT tomou o poder, impressão que alguns líderes mais açodados procuram transmitir. Em especial a bancada de deputados federais, agora a maior na Câmara, e alguns senadores recém-eleitos, imaginam-se condôminos do governo, coisa que não é verdade.
¼br /> Ciosa de sua obrigação de ser “a presidente de todos os brasileiros”, Dilma jamais ignorou a necessidade de evitar a impressão de estar sendo manipulada pelos companheiros. Não há nem haverá partido único em sua gestão, mesmo enfrentando dificuldades muito superiores às que o Lula enfrentou, por conta da popularidade dele.

O lulismo sempre foi maior do que o petismo, e o dilmismo precisa, ao menos, ser diferente. Traduzindo: quem manda é ela, ou assim pretende que seja. De olho nessa operação complicada estão o PMDB, o PSB e penduricalhos, para os quais tudo se resume no número de cargos postos à disposição do conjunto.
¼br /> ANJOS DA GUARDA?
¼br /> De Belo Horizonte chegam informes referentes ao encontro de Antônio Anastasia com Dilma Rousseff, semana passada. Talvez nem precisassem ter falado, mas a verdade é que vivem situação parecida. O governador mineiro deve seu passado, seu presente e até seu futuro ao hoje senador Aécio Neves. Sua fidelidade é infinita. Vale o mesmo para a presidente da República com relação ao Lula.
¼br /> No entanto… No entanto, são os atuais detentores do poder federal e estadual. Possuem visão clara do relacionamento umbelical com seus criadores, mas jamais dispostos a abrir mão de sua autoridade e de seu comando. Complicada a equação, também na dependência da postura de Aécio e do Lula. Eles não podem passar de, no máximo, mostrar as asas de anjos da guarda, mesmo assim deixando o livre arbítrio por conta de seus protegidos.

Até agora, diga-se, ex-governador e ex-presidente tem-se comportado exemplarmente, sem exteriorizações ou sequer comentários a respeito da performance de seus sucessores.
¼br /> ESTICANDO A CORDA
¼br /> O ministro da Fazenda, o general chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o ministro da Defesa, o ministro da Educação… Até agora eles receberam reprimendas tornadas públicas e foram contrariados em declarações e diretrizes, pela presidente Dilma Rousseff, mas permaneceram em seus cargos. Já o indigitado Pedro Abramovay viu-se catapultado do segundo escalão, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas.

A chefe do governo não hesita em esticar a corda, nesse cabo de guerra com seu próprio ministério. Aguarda-se quando acabará dispensado o primeiro ministro da equipe, se dispuser de pavio curto ou se seu pecado tiver sido mortal, não venial.
¼br /> MENTIRAS
¼br /> Em política externa todos mentem, fora raras exceções. O problema é que uns mentem para esconder suas deficiências e seus defeitos, enquanto outros mentem para acobertar suas virtudes e qualidades.
¼br /> O Brasil, desde a Nova República, tem sido exemplar na salvaguarda dos direitos humanos, no respeito pela liberdade do indivíduo, no culto às diversidades ideológicas. Já o Irã prima por exaltar a censura, a imposição do pensamento único e a dominação das massas por uma só diretriz.
¼br /> Por que precisamos, então, ignorar as mazelas daquele regime e omitir, no relacionamento com Teerã, as qualidades do nosso, aqui vigentes? O princípio da autodeterminação dos povos é sagrado, mas o respeito à verdade, mais ainda…

Fonte: Tribuna da Imprensa

Portugal reelege presidente no primeiro turno

Agências

LISBOA -- O presidente português de centro-direita Anibal Cavaco Silva foi reeleito ontem no primeiro turno com 53,1% dos votos válidos. Ele ficou logo à frente do poeta socialista Manuel Alegre (19,6%) em eleições marcadas por abstenção alta, segundo resultados oficiais com base em 98% das zonas de votação.

Com a vitória, o líder conservador ganha novo mandato, que se estende por mais cinco anos. Houve registro de alta abstenção no país: entre 49% e 54%, segundo informações da Comissão Nacional de Eleições (CNE). A votação se encerrou às 19h locais (por volta de 15h de Brasília).

A reeleição do atual presidente, cujo partido é minoria no Parlamento, deve fortalecer a oposição ao primeiro-ministro José Sócrates, que é socialista. Atualmente, o premiê português luta para evitar a necessidade de ajuda econômica internacional.

Ex-professor de Economia e ex-primeiro-ministro português de 1985 a 1995, Cavaco Silva deverá reforçar as políticas de Sócrates para cortar o deficit orçamentário de Portugal, por meio de medidas de austeridade.

"Liderar o país está nas mãos do próximo presidente e ele precisa ter uma voz forte. Eu acredito que aquele em que votei tem essa força", afirmou ontem Magda Cardoso, 60 anos, que foi às urnas no bairro de Campo Pequeno, na capital Lisboa. Ela manteve segredo sobre a sua escolha.

Antes do fechamento das urnas, Cavaco Silva incentivou os portugueses a votarem, lembrando que, na eleição de 2001 , a abstenção chegou a cerca de 50%.

Fonte: Agora

Fotos do dia

A baiana Nane Nunes, 22 anos, é modelo A gata mantém seu corpaço malhando 2h por dia Quando não está no trabalho ou se exercitando, a fofa joga vôlei na praia
Paulistanos aproveitam dia de calor no Parque do Povo Corinthians só empata em 1 a 1 com o Noroeste Árvore cai na rua Bela Cintra, nos Jardins. A energia elétrica foi cortada na região

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Otto Alencar pisa na bola e desconhece caso da TWB na "Operação Expresso"

Por Redação do Jornal da Mídia Sexta-feira, 21/01/2011 - 17:18
Descrição da Foto
Otto Alencar, sobre a venda de carros do Estado na "Ilha do Rato": "Isto é uma inverdade. É mentira". Será que o secretário não acompanhou nada sobre a "Operação Expresso"?
Se foi por falta de assessoramento, ninguém sabe. Mas o vice-governador Otto Alencar, atual secretário de Infra Estrtura (Seinfra), pisou literalmente na bola em sua primeira entrevista depois de empossado. E pisou feio.

Em entrevista ao apresentador Armando Mariani, da Rádio Sociedade da Bahia, nesta sexta-feira (21), o secretário demostrou desconhecimento total sobre a realidade do sistema ferry boat e sobre as ações da TWB na Bahia.

Quando perguntado por Mariani, sobre os carros que tinham sido repassados pela Agerba à TWB e vendidos pela concessionária na "Ilha dos Ratos", Otto Alencar reagiu e saiu em defesa da concessionária das três letrinhas.

Confira o o que ele disse:

"Isso é uma inverdade, é uma mentira. Onde já se viu se vender carros do Estado. Não tem fundamento".

Secretário, por favor, CLIQUE AQUI e leia esta matéria do Jornal A TARDE. Onde está sua assessoria, secretário? Sua assessoria é toda TWB? É toda de Paulo Souto? Veja o título de A TARDE, secretário: ''Diretores da TWB são investigados na Operação Expresso''.

Pois é secretário, o senhor, que ainda não estava no governo Wagner, podia até ter inventado outra desculpa, mas não esta. Era mais elegante o senhor ter dito, por exemplo, que não acompanhou o processo e que iria se inteirar.

Porque esse fato, secretário, foi amplamente divulgado pela imprensa. Foi manchete do jornal A Tarde, inclusive. E quem denunciou foi a a "Operação Expresso" desencadeada pela Polícia Civil. Saiu até em telejornais de todo o país, secretário!

E mais, secretário Otto: a Agerba, a "agência de fiscalização" de sua pasta, chegou a publicar no Diário Oficial do Estado um parecer de sua Procuradoria Jurídica responsabilizando a TWB por tudo. E mais ainda: a TWB divulgou que os carros haviam sido "recomprados" e devolvidos. Só que não foram. Dispomos aqui em nossos arquivos gravações de tudo, secretário Otto.

Secretário, esperamos que não seja assim que o senhor esteja querendo SOERGUER a Agerba. E a TWB não é nada daquilo que o senhor falou na entrevista.

O senhor disse que tinha apenas cinco dias na Seinfra. Mas a TWB, Otto Alencar, tem cinco anos na Bahia. Cinco anos servindo e tratando mal os baianos.

Vamos seguir segunda-feira (24) comentando a entrevista de Otto Alencar à Rádio Sociedade, inclusive com o áudio.
Fonte: Jornal da Mídia

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