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Góes e Alcolumbre são parceiros em esquemas de corrupção
Paulo Cappelli e Petrônio Viana
Metrópoles
O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu processo para apurar os gastos sem licitação no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional em 2023. Como revelou a coluna, a pasta comandada por Waldez Góes somou R$ 527,3 milhões em despesas entre janeiro e junho deste ano.
Desse total, R$ 510,8 milhões (o equivalente a 97%) foram nas modalidades dispensa ou inexigibilidade de licitação. A relatoria do processo ficou com o ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado que assumiu o posto no TCU em março deste ano.
INSPEÇÕES E AUDITORIAS – A decisão do tribunal de abrir o processo de fiscalização atendeu a duas representações enviadas à Corte após a reportagem. Uma delas foi feita pela deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), da ala bolsonarista.
No ofício, a parlamentar requereu “inspeções ou mesmo auditorias a fim de se apurar a legalidade e a economicidade das referidas contratações”.
Os gastos sem licitação do ministério em 2023 superam a soma dos valores contratados pela pasta, na mesma modalidade, nos últimos quatro anos. Em todo o governo anterior, as despesas sem licitação somaram R$ 99 milhões, cinco vezes menos do que em apenas cinco meses de governo Lula.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Trata-se de uma tragédia anunciada. O presidente Lula deu esse importante ministério de presente ao senador Davi Alcolumbre (União-AP), cuja família está fazendo vestibular para dominar o Amapá e começou logo pelo tráfico de drogas, onde atua com desenvoltura um irmão do senador.
Para comandar o Ministério da Infraestrutura e Desenvolvimento Regional, Alcolumbre indicou Waldez Góes, que está cumprindo fielmente a missão recebida. Aliás, como diz o sempre atento comentarista José Antonio Perez, quando Alcolumbre entra numa jogada é porque já sabe que terá retorno garantido. Mas desta vez não há dúvida de que Góes está ultrapassando todos os limites, porque não precisava fazer negociatas com tamanha sofreguidão... (C.N.)