terça-feira, julho 11, 2023

Se Moro for cassado, a vaga no Senado será ocupada pelo ex-deputado Deltan Dallagnol

Publicado em 11 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Perguntas e respostas sobre as conversas vazadas entre Moro e Dallagnol -  Estadão

Dallagnol foi cassado, mas não perdeu os direitos políticos

Carlos Newton

A política brasileira exibe momentos patéticos, porque seus principais protagonistas não têm medo do ridículo e entram nas maiores enrascadas, seja por não resistirem às atrações da corrupção ou simplesmente por total falta de ética. Em todos os aspectos, essa situação ocorre devido à promiscuidade entre os três Poderes da República, propiciada pelas condições específicas de Brasília, onde as elites dos Poderes se misturem e se amoldam.

Certas coisas, como a cassação do deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR), somente se explicam pela conivência entre os Poderes. Sua condenação foi flagrantemente inconstitucional. Como explicar que tenha sido absolvido por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral e depois tenha sido condenado, também por unanimidade, pelo Tribunal Superior Eleitoral?

POSSIBILIDADE MÍNIMA – Com toda certeza, trata-se de uma aberração jurídica. Na história do Direito Universal, não se conhece exemplo semelhante. Quer dizer que todos os integrantes do TRE (seis votos) erraram num julgamento em que nenhum deles teve opinião divergente?

E no TSE (sete votos) todos acertaram, ao considerarem equivocado o julgamento da instância inferior, sem um só voto a favor da decisão do TRE paranaense?

Desculpem, amigos, mas a diferença só tem uma explicação: o julgamento do TRE foi jurídico, mas a revisão pelo TSE foi meramente política, através de interpretação da lei, com uso de um precedente que não se adaptava ao caso e com a inversão do sentido da jurisprudência do próprio TRE, ao julgar Sérgio Moro em 15 de dezembro último.

A VEZ DE MORO – Agora, chegou a vez do senador Sérgio Moro (União-PR). A campanha contra ele é massacrante, movida na imprensa pelo Lobby da Corrupção, comandado pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, que querem melar o que resta da Lava Jato para não pagar mais de R$ 10 bilhões que devem à União e à Petrobras, enquanto as empreiteiras (sócias no lobby) devem mais de R$ 6 bilhões, fora a correção monetária.

A campanha é protagonizada pelo doleiro Rodrigo Tacla Duran e pelo empresário Tony Garcia. Apesar de serem dois criminosos altamente desclassificados, suas acusações são aceitas e difundidas pela mídia amestrada, como dizia Helio Fernandes.

Moro ainda será julgado pelo TRE paranaense e depois pelo TSE, mas a imprensa antecipadamente já o considera condenado e cassado, apenas se interessando agora em prever quem ocupará sua vaga quando houver a eleição suplementar, vejam a que ponto chegamos.

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P.S.
 – A mídia amestrada especula que, entre os prováveis candidatos, estarão Gleisi Hoffmann (PT),  Alvaro Dias (Podemos), Paulo Martins (PL) – ambos derrotados por Moro na disputa pelo Senado em 2022 – e Ricardo Barros (PP), atual secretário de Indústria, Comércio e Serviços do Paraná. E nem mencionam o favorito, que seria Deltan Dallagnol, que teve cassado pelo TSE seu registro de candidato em 2022, mas manteve seus direitos políticos e pode disputar a eleição suplementar, caso Moro perca o mandato, vejam como os jornalistas amestrados fazem apenas o que lhes mandam, sem raciocinar sobre as bobagens que estão escrevendo. E vida que segue, diria João Saldanha, um jornalista de verdade. (C.N.).  

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