quinta-feira, novembro 10, 2022

Possibilidade de fraude na urna eletrônica não foi afastada, diz o Ministério da Defesa


Charge do Zé Dassilva: O exército e as urnas | NSC Total

Charge do Ze Dassilva (NSC Total)

José Carlos Werneck

O Ministério da Defesa divulgou, na manhã desta quinta-feira uma nota oficial a respeito do relatório de sua equipe especializada em informática sobre as urnas eletrônicas e a apuração dos votos.

 “Com a finalidade de evitar distorções do conteúdo do relatório enviado, ontem (9.11), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Ministério da Defesa esclarece que o acurado trabalho da equipe de técnicos militares na fiscalização do sistema eletrônico de votação, embora não tenha apontado, também não excluiu a possibilidade da existência de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022. Ademais, o relatório indicou importantes aspectos que demandam esclarecimentos. Entre eles:

– houve possível risco à segurança na geração dos programas das urnas eletrônicas devido à ocorrência de acesso dos computadores à rede do TSE durante a compilação do código-fonte;

– os testes de funcionalidade das urnas (Teste de Integridade e Projeto-Piloto com Biometria), da forma como foram realizados, não foram suficientes para afastar a possibilidade da influência de um eventual código malicioso capaz de alterar o funcionamento do sistema de votação; e

– houve restrições ao acesso adequado dos técnicos ao código-fonte e às bibliotecas de software desenvolvidas por terceiros, inviabilizando o completo entendimento da execução do código, que abrange mais de 17 milhões de linhas de programação.

Em consequência dessas constatações e de outros óbices elencados no relatório, não é possível assegurar que os programas que foram executados nas urnas eletrônicas estão livres de inserções maliciosas que alterem o seu funcionamento.

Por isso, o Ministério da Defesa solicitou ao TSE, com urgência, a realização de uma investigação técnica sobre o ocorrido na compilação do código-fonte e de uma análise minuciosa dos códigos que efetivamente foram executados nas urnas eletrônicas, criando-se, para esses fins, uma comissão específica de técnicos renomados da sociedade e de técnicos representantes das entidades fiscalizadoras.

Por fim, o Ministério da Defesa reafirma o compromisso permanente da Pasta e das Forças Armadas com o Povo brasileiro, a democracia, a liberdade, a defesa da Pátria e a garantia dos Poderes Constitucionais, da lei e da ordem.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Em tradução simultânea, pode-se dizer que chega a ser comovente o esforço dos militares para colocar dúvidas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e a apuração dos votos. Dá para imaginar o que fariam se tivessem vislumbrado uma mínima possibilidade de fraude, por insignificante que fosse. Realmente, com esse comportamento altamente parcial das Forças Armadas, a democracia no Brasil pode mesmo ser considerada sob ameaça de quem não tem medo do ridículo. (C.N.)

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