terça-feira, abril 12, 2022

Senadores buscam assinaturas, mas já têm plano B se a CPI do MEC não for instalada

Publicado em 12 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Pastores não aparecem para explicar denúncias de propina ao Senado, que prepara CPI do MEC - Brasil 247

Pastores se recusam a ir ao Congresso (Ilustração do 247)

Ana Flor
G1 Brasília

A retirada de três assinaturas do requerimento de criação da CPI do MEC levou senadores que defendem a investigação dos supostos desvios no Ministério da Educação a trabalhar com um “plano B”: transferir a apuração para a Comissão de Educação, permanente e em funcionamento.

A ideia, segundo esses parlamentares, é centrar a agenda do colegiado nos depoimentos de supostos envolvidos nas denúncias – na prática, seria uma espécie de “miniCPI”.

TRÊS DESISTIRAM… – Até sexta-feira (8), o pedido de instalação da CPI, articulado por Randolfe Rodrigues (Rede-AP), já contava com 27 apoios – exatamente o mínimo necessário para validar o documento.

Ao longo do fim de semana, depois de Rose de Freitas (MDB-ES), retiraram as assinaturas os senadores Weverton Rocha (PDT-MA), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) e Styvenson Valentim (Podemos-AC).

Na última semana, o presidente do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação, Marcelo Lopes da Ponte, foi ouvido pela comissão e confirmou ter participado de quatro reuniões com os pastores apontados como pivô do suposto esquema.

SOMENTE AUTORIDADES – Os senadores que pensam nesse plano B reconhecem que uma comissão permanente tem “poder de fogo” menor que uma CPI – não pode, por exemplo, obrigar o comparecimento de testemunhas que não sejam ministros ou autoridades do Executivo federal.

Ainda assim, o grupo acredita que essa seria uma forma de manter na pauta o tema das denúncias, espinhoso para o governo.

Os senadores ainda apostam no plano A e, nos próximos dias, vão tentar recuperar as 27 assinaturas necessárias para protocolar o pedido de CPI e viabilizar a investigação. Nesta terça-feira (12), os parlamentares seguirão na tarefa de tentar novas adesões.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bloquear a CPI é tapar o Sol com uma peneira. A Polícia Federal, a Controladoria-Geral da República e o Tribunal de Contas da União já estão investigando, e as apurações sempre sofrem vazamentos, especialmente quando há prefeitos – Aleluia, irmão! – que denunciam abertamente o esquema dos pastores. E já aparecem outros escândalos pipocando, como as licitações direcionadas da Codevasf, a estatal que opera o orçamento secreto, embora não haja mais corrupção no governo, segundo o insuspeito Bolsonaro. (C.N.)

Em destaque

  Flávio Bolsonaro divulga nota sem citar Ciro Nogueira e diz que notícias sobre operação são graves Pré-candidato à Presidência afirma conf...

Mais visitadas