Publicado em 6 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Márcio Oliveira tem dez dias para responder ao Supremo
Aguirre Talento
O Globo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Márcio Nunes de Oliveira, apresente explicações sobre a substituição do diretor de investigação e combate ao crime organizado, Luís Flávio Zampronha, efetivada depois que Nunes assumiu o comando da PF, em fevereiro.
A determinação de Moraes foi feita dentro do inquérito que apura suspeitas de interferência indevida do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, após um pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O ministro deu dez dias para que Nunes se manifeste sobre o assunto.
A Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor) é considerada a principal área da cúpula da PF, por ser responsável pelas investigações contra políticos com foro privilegiado e outros grandes casos. A troca foi antecipada pelo GLOBO. Zampronha foi substituído pelo delegado Caio Rodrigo Pellim, que era superintendente da PF no Ceará.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Tudo mais parece um jogo de faz-de-conta. O inquérito não acaba nunca, embora a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal seja pública e notória, pois ele próprio a confessou, na reunião ministerial de 22 de abril de 2020, conforme a gravação que o Planalto tentou esconder.
Bolsonaro não interferiu apenas na Polícia Federal, mas também na Receita Federal e na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para blindar a família e os amigos, em suas próprias palavras. Tudo isso está mais do que provado, mas o inquérito não termina nunca. Isso é Brasil, minha gente. (C.N.)