sexta-feira, abril 08, 2022

Meio Ambiente em foco na Fundaj em abril

 

Blog da Noelia Brito


Meio Ambiente em foco na Fundaj em abril

Posted: 07 Apr 2022 10:45 AM PDT

  

Foto: Divulgação 

Uma série de ações importantes nas áreas de pesquisa e preservação serão realizadas neste período, dentre elas, uma parceria com a UFAL, para estudos sobre o Rio São Francisco, com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para a reedição de publicação sobre o bioma e a implantação da Usina Solar Massangana.

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), que possui uma série de ações importantes nas áreas de pesquisa e preservação ambiental, realizará neste mês de abril uma série de atividades voltadas ao meio ambiente. A assinatura do Termo de Execução Descentralizada (TED) com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a celebração do Dia Nacional da Caatinga, além de uma parceria com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB)  para a reedição de uma publicação sobre o bioma e da implantação  da Usina Solar Massangana.

“A Fundaj tem em seu alicerce a pesquisa e a educação. Com essas ações voltadas ao meio ambiente, estamos pensando no futuro. Educar hoje para preservar o amanhã. Desde 1949, ano em que foi criada, a Fundação elegeu como prioridade as pesquisas no Semiárido do Nordeste. Muitos trabalhos foram desenvolvidos, principalmente em parceria com a Sudene, o Banco do Nordeste e outras instituições”, comenta o presidente da Fundaj, Antônio Campos. Ele destaca como uma das ações a reedição da coleção dos “Estudos sobre as Secas no Nordeste”, dentro de uma visão contemporânea, a ser lançada nos 70 anos do BNB, em 17 de julho próximo. 

A parceria com a Ufal, que será assinada no dia 20 deste mês, às 14h, na sede da reitoria da universidade, em Maceió, Alagoas, estabelece estudos e pesquisas sobre o Rio São Francisco. O termo foi assinado e publicado no Diário Oficial da União, em 2021. “O intuito deste projeto em parceria com a Ufal é ampliar o conhecimento acerca dos povos que habitaram e habitam a região do Baixo São Francisco, por meio da análise de doze sítios arqueológicos do sertão sanfranciscano”, explica o diretor de Planejamento e Administração (Diplad), Allan Araújo. Serão realizados estudos em seis comunidades indígenas e quatro comunidades quilombolas.


Nos dias 27 e 28 de abril, o auditório Calouste Gulbenkian, no campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte, a Diretoria de Pesquisas Sociais da Instituição promoverá o seminário “Vivenciando a Caatinga”. Debates com palestrantes renomados abordarão o potencial da caatinga sob os aspectos da economia, saúde, cultura e educação. “Neste seminário traremos o potencial deste bioma, explorando alternativas relevantes para a Caatinga, como o uso sustentável dos ativos ambientais estratégicos, a valorização sociocultural e a organização política e institucional da região”, esclarece coordenadora-geral do Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist), da Dipes, Alexandrina Sobreira.


A Fundaj, destaca a coordenadora, sedia o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), um espaço que congrega diversas políticas para esse bioma exclusivamente brasileiro. A Instituição também publicou, em 2018, o “Atlas das Caatinga”, livro fruto de uma extensa pesquisa de quatro anos conduzida pela Fundação e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A publicação oferece uma abordagem inovadora, com vários mapas, imagens de satélite, gráficos, fotografias e levantamentos florísticos das áreas pesquisadas em 14 unidades de conservação de proteção integral da Administração Federal no Bioma Caatinga. 



Energia 

O projeto da Usina Solar Massangana faz parte da iniciativa Fundaj Sustentável. Lançado em agosto do ano passado, na presença do atual ministro da Educação, Victor Godoy, a unidade será instalada no Engenho Massangana, campus da Fundaj no município do Cabo de Santo Agostinho. A Fundação já firmou o contrato com a empresa que será responsável pela elaboração do projeto, que tem como objetivo principal reduzir os gastos da instituição e contribuir com a sustentabilidade através da energia limpa e renovável.


“A usina é um gesto nosso com a sustentabilidade, do nosso objetivo de tornar a Fundaj uma instituição símbolo da mudança de paradigma na produção de energia”, destacou o presidente da Fundaj, Antônio Campos. Inicialmente, a usina  atenderá ao Engenho Massangana, no Cabo de Santo Agostinho, e posteriormente, as outras fases do projeto vão contemplar também os demais campi da Fundaj. Após aprovado os projetos de engenharia junto à concessionária, a próxima etapa será realizar a licitação da obra. A expectativa é que a usina represente uma economia de R$ 1 milhão por ano, que devem ser reinvestidos em ações finalísticas da Fundaj.

Em artigo, Leo Salazar propõe a construção do Plano de Salvaguarda do Forró

Posted: 07 Apr 2022 10:13 AM PDT

Foto: Divulgação 

Por Leo Salazar*

O plano de salvaguarda é um instrumento de gestão que deve ser implementado com o objetivo de alcançar a autonomia e a sustentabilidade do bem cultural registrado, neste caso, das Matrizes Tradicionais do Forró.

A pesquisa que fundamenta o pedido de registro das Matrizes Tradicionais do Forró como patrimônio cultural brasileiro, aprovado em 2021 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), apresenta um diagnóstico de riscos e ameaças à continuidade deste bem cultural.

“Particularmente preocupantes neste sentido, e tema de repetidas queixas por parte dos interlocutores da pesquisa, são as transformações pelas quais vêm passando as comemorações públicas das festas juninas em cidades da região Nordeste, em especial aquelas que mais ostentam sua suposta reverência a estes festejos: Caruaru-PE e Campina Grande-PB. Desde meados dos anos 1990, as prefeituras destas cidades assumiram a centralização dos festejos, assumindo investimentos de infra-estrutura (pátios de eventos com capacidade para abrigar públicos de dezenas de milhares de pessoas, etc.), e buscando patrocínios vultosos de empresas privadas para bancar festas que funcionam como megaeventos de apelo turístico. Neste quadro, tem havido tendência a buscar a atração de um grande público, cujo interesse pelos festejos não parece buscar mais do que uma evasão por assim dizer genérica, em nada relacionada a concepções tradicionais e específicas do que sejam as festas de São João”, alerta o relatório do Iphan.

Na minha opinião, após a patrimonialização do Forró, a festa de São João não deve mais ser tratada pelas prefeituras como um evento isolado, mas sim como um processo integrado ao Plano de Salvaguarda das Matrizes Tradicionais do Forró, que incluem não só os gêneros musicais, mas também as danças e os instrumentos emblemáticos (como sanfona, pífano e rabeca).

Posto isso, encaminho uma proposta concreta a essas prefeituras que investem na festa de São João como atrativo turístico: que elas celebrem uma parceria com as associações culturais Balaio Nordeste e Respeita Januário - entidades sem fins lucrativos responsáveis pela elaboração do Dossiê do Forró entregue ao Iphan -, para que seja dada continuidade à pesquisa, principalmente para expandir as visitas de campo de base etnográfica, e para realizar a construção do Plano de Salvaguarda do Forró.

A patrimonialização do Forró foi uma etapa importante, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Sem a construção do Plano de Salvaguarda do Forró, sua patrimonialização não produzirá efeito prático algum.

*Leo Salazar é pré-candidato a deputado estadual pelo Cidadania-PE e aluno do mestrado em Hotelaria e Turismo da UFPE

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