
Joia rara da aviação moderna, o KC-390 será “americanizado”
Paulo Roberto NettoEstadão
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou novo recurso contra a autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para venda do controle da divisão de aviação comercial da Embraer à Boeing. O acordo foi aprovado sem restrições pelo órgão antitruste do governo federal em janeiro, mas a Procuradoria afirma haver ‘obscuridade e contradição’ nos termos da decisão.
A operação Boeing-Embraer se trata de uma joint venture estimada em US$ 4,2 bilhões, incluindo a comercialização do cargueiro KC-390, desenvolvido pela Embraer. Apesar de ter iniciado em 2018, a parceria recebeu aval do governo Bolsonaro no final do ano passado.
LEGITIMIDADE? – O primeiro recurso foi negado pelo tribunal do Cade, que apontou falta de legitimidade do MPF para tratar de casos de concentração já aprovados pela superintendência-geral do Cade, destacando o papel do Conselho como responsável pela defesa da ordem econômica.
De acordo com o Ministério Público Federal, a decisão foi marcada por contradição, visto que o próprio MPF também citado como órgão que deve fazer a ‘execução judicial dos julgados do Cade’.
A subprocuradora-geral responsável pelo caso, Samantha Dobrowolski, pede ao Tribunal do Cade que reveja a decisão de negar o recurso inicial e anule a decisão proferida pelo conselho. Segundo o MPF, a operação econômica entre as duas empresas pode levar à ‘ampliação indevida do poder de portfólio da Boieng’ e atingir empresas de aviação de menor porte.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O acordo deveria ser desfeito porque a Boeing está com sua imagem empresarial seriamente atingida, desde que, em outubro passado, foi revelado que há três anos um piloto sênior da indústria americana levantou preocupações sobre o sistema de controle de voo do 737 MAX, mas a empresa não alertou os órgãos reguladores federais de transporte até 2019. Em uma troca de mensagens instantâneas em 2016, Mark Forkner, então piloto-técnico-chefe da Boeing para o MAX, e um colega chamado Patrik Gustavsson compararam notas sobre os problemas encontrados nos simuladores de voo 737 MAX, e Forkner descreveu alguns dos comportamentos simulados do MAX como “graves”… (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O acordo deveria ser desfeito porque a Boeing está com sua imagem empresarial seriamente atingida, desde que, em outubro passado, foi revelado que há três anos um piloto sênior da indústria americana levantou preocupações sobre o sistema de controle de voo do 737 MAX, mas a empresa não alertou os órgãos reguladores federais de transporte até 2019. Em uma troca de mensagens instantâneas em 2016, Mark Forkner, então piloto-técnico-chefe da Boeing para o MAX, e um colega chamado Patrik Gustavsson compararam notas sobre os problemas encontrados nos simuladores de voo 737 MAX, e Forkner descreveu alguns dos comportamentos simulados do MAX como “graves”… (C.N.)