domingo, março 01, 2020

Eleitores e Bolsonaro sofrem “bullying” da imprensa, do Congresso e do Supremo


Resultado de imagem para impeachment de bolsonaro charges
Charge do Luscar (Arquivo Google)
Percival Puggina
Os eleitores que venceram o pleito presidencial de 2018 vêm sofrendo um bullying dos poderes de Estado e da grande imprensa. Esta última, especialmente, não se conformou em momento algum com o resultado das urnas. Dezenas de milhões de brasileiros são acusados então, cotidianamente, pelos grandes meios de comunicação, de fanatismo e irresponsabilidade política.
Em tais imputações, essa mídia tem parceria de ministros do STF e de parcela que já se revelou majoritária no Congresso Nacional. Num surto de asnice, qualificam como antidemocrática a manifestação agendada para o dia 15 março.
FORA DAS RUAS – Têm saudade do ancien régime. Não querem que o povo vá à rua. Que aguente calado o bullying a que está submetida sua esperança de um país renovado e melhor.
Cabe bem a pergunta: a tão reverenciada liberdade de opinião não alcança o povo quando ele se manifesta, ordenadamente, em espaço público?
Se o bullying midiático incomoda o cidadão, que dizer-se do próprio presidente, atacado em três turnos, sete dias por semana, pelos protagonistas da cena política? Ora é a grande imprensa cuja tarefa, “around the clock”, consiste em atingir o governo com todas as suas forças.
OS AGRESSORES – Ora são ministros do STF que, indignados com as prisões dos endinheirados corruptos e corruptores, réus confessos que causaram terríveis danos ao país e que ainda estão a devolver bilhões em dinheiro roubado, abrem-lhes as portas da liberdade e esbofeteiam a roubada nação.
Ora, são os congressistas, a fazer pirraça e a dar “lições” ao governo, derrubando seus vetos, deixando vencer medidas provisórias, deturpando projetos do Executivo para fazer com que seus efeitos sejam o oposto do pretendido pelo governo.
Esses revides legislativos ocuparam muito da pauta do Congresso no ano de 2019!
REDES SOCIAIS – De um modo bem seletivo, essa engrenagem e o respectivo bullying vão direcionados, também, aos membros do governo que, por suas responsabilidades de gestão, expressam convicções com palavras e atos.
Porém, – “Ah, porém!” – existem as redes sociais. Graças a elas, democratizou-se o direito à informação e a liberdade de expressão se tornou efetiva para 127 milhões de brasileiros com acesso à Internet. Foi assim que, dentre eles, milhões se descobriram conservadores, que outros milhões se reconheceram liberais e passaram, todos, a ter vida intelectual e política inteligente e independente. Foi assim, também, que a grande mídia, tornada militante, passou a afundar no descrédito.
Deliberadamente, confunde com “ataque ao Congresso e às instituições democráticas” a crítica aos congressistas. Deliberadamente, silencia diante de parlamentares corruptos, protetores de corruptos e vendilhões dos próprios votos. Deliberadamente, contradiz seu próprio discurso de décadas contra emendas parlamentares e compra de apoio no parlamento. E se torna importante incentivadora da mobilização para o dia 15 de março.
NOVAS PEDALADAS – Nesse clima cada vez mais azedo entre Bolsonaro e o Congresso, por conta do apoio que ele sinalizou para a manifestação contra os demais poderes, a equipe econômica ficará sem argumentos para pedir justamente um crédito para salvar o presidente de um processo de impeachment por um crime tão grave quanto as pedaladas fiscais que derrubaram Dilma Rousseff.
O governo não pode gastar mais do que arrecadada e, muito menos, emitir dívida pública para cobrir o pagamento de despesa corrente, como salários, aposentadorias, de acordo com a Constituição.
IMPEACHMENT– A regra de ouro, curiosamente, vem sendo criticada atualmente. Antes, ela não aparecia porque esse problema não era tão evidente. Começou a ser mais explícita quando o desequilíbrio das contas públicas beirou a insustentabilidade. Alguns tentam acabar com ela, mas não adianta atacar o remédio.
O melhor é focar na causa: cortar gasto público de um Estado gigante e ineficiente. Mas, pelo andar da carruagem, nem mesmo a reforma administrativa, que poderia ajustar um pouco esse quadro, deve 

Em destaque

Financial Times diz que crise no Supremo será fator decisivo nesta eleição

Publicado em 15 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Jornal britânico ressalta ‘crise sem precedentes...

Mais visitadas