quarta-feira, junho 19, 2019

Escolha de Montezano para o BNDES é a pior notícia que poderia ser dada ao Brasil


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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Carlos Newton
Poucas pessoas têm a real noção do que significa, para o Brasil, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, criado por Getúlio Vargas em 1952. Se não contasse com uma instituição de fomento deste porte, que até recentemente era a maior do mundo, o Brasil jamais atingiria o grau de desenvolvimento socioeconômico de que desfruta hoje, com um parque fabril bastante diversificado, apesar da crise e do processo de desindustrialização que está ocorrendo.
O presidente Jair Bolsonaro costuma repetir que não entende de economia, mas o ministro Paulo Guedes e a equipe econômica deveriam ter um mínimo de conhecimento sobre a importância do BNDES para a retomada do crescimento econômico. A indicação de Montezano indica que o governo virou zona, como se dizia antigamente.
PIADA DO ANO – O ministro Paulo Guedes afirmou que estava procurando alguém com grande experiência no setor financeiro. Os jornais falaram em alguns nomes, como Gustavo Franco, Carlos Thadeu de Freitas, Solange Vieira e Salim Mattar. Mas o indicado foi justamente o ilustre desconhecido Gustavo Montezano, de 38 anos, secretário adjunto de Desestatização e Desinvestimento.
Grande piada! É preciso ser gênio do humorismo para colocar na presidência do Banco de Desenvolvimento justamente um especialista em Desinvestimento… A anedota é forte, pode até concorrer ao troféu Piada do Ano.
Infelizmente, porém, o assunto é sério e não cabe brincadeira, porque a economia só poderá ser reativada se houver financiamento aos setores estratégicos, e quem financia as empresas é o BNDES.
ESTRANHO NO NINHO – Com toda a certeza, Montezano não tem condições para conduzir o BNDES nesse momento de gravíssima crise econômica. Não tem a menor experiência e será um estranho no ninho. O destaque em seu currículo é a condenação recente por distúrbio e prejuízo no condomínio onde morava. Montezano foi processado e condenado por arrombar os portões do condomínio, para comemorar seu aniversário de 35 anos, em 2016,
O elemento não tem perfil nem experiência para cumprir a principal missão do BNDES, que é a retomada da economia. Por isso, a escolha de seu nome foi de uma irresponsabilidade atroz. E ninguém sabia a quem culpar.
De início, dizia-se que tinha sido convidado por  Paulo Guedes. Especulou-se também que teria sido indicado por Sami Mattar, que é secretário de Desestatização e, portanto, chefe de Montezano.
Mas a verdade mesmo é que ele foi escolhido pelos filhos de Bolsonaro, pois ele é amigo íntimo de Eduardo, o Zero Três, que estava na festa do arromba e convenceu a polícia a não interromper a tumultuada comemoração.
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P.S. 
– É preciso que algum ministro mais próximo diga a Bolsonaro que tudo tem limites. O BNDES não pode ser entregue a um executivo cujo feito mais importante do currículo foi a destruição do portão do condomínio onde morava com um amigo, ao forçar a entrada para dar prosseguimento à comemoração de seu 35º aniversário, por volta das três horas da madrugada.  (C.N.)

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