sábado, abril 22, 2017

 Palocci e Léo Pinheiro destroem a linha de defesa de Lula e do PT

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Charge do Jota A., reprodução do Portal O Dia/RJ
Pedro do Coutto








Fachin manda Janot justificar por que pediu que Temer não seja investigado

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Fachin está tocando o processo aberto pelo PSOL
Deu no Estadão
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O ministro Fachin agiu acertadamente, ao exigir justificativas a Janot, que fez uma interpretação livre da Constituição, digamos assim. No mesmo artigo, o parágrafo 1º diz que o presidente, em delitos criminais, será investigado pelo Supremo, desde que a Câmara dos Deputados assim autorize, da mesma forma que ocorre em processo de impeachment, e em caso criminal o presidente também é automaticamente afastado do cargo. O parágrafo 4º, citado por Janot, diz que “o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”. Bem, na língua portuguesa, “responsabilizado” não significa “investigado”. A investigação deve ocorrer, o que é discutível é a abertura do processo. Justamente por isso, a Polícia Federal desconsiderou o “parecer” de Janot e já está investigando Temer, de forma indireta, conforme noticiamos aqui na Tribuna da Internet, com exclusividade. (C.N.)

Para evitar a prisão de Lula, PT levará a Curitiba a Executiva e as bancadas federais

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Prédio da Justiça Federal será isolado pela PM
Carlos Newton
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PS – Petistas mais radicais propões que a concentração seja iniciada na madrugada do dia 3, para evitar que Lula e o próprio juiz Sérgio Moro consigam chegar ao prédio da Justiça Federal, vejam bem a que ponto as coisas estão chegando(C.N.)



Sozinho e abandonado

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Carlos Chagas







Governo não tem como aprovar a reforma da Previdência e adia a votação

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Maia reconhece que não há condições de aprovar
Bruno Boghossian e Paulo GamaFolha







Defesa de Lula diz que Léo Pinheiro combinou o depoimento com o MPF

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Pinheiro relatou até 0s diálogos com Marisa Letícia
Deu no Estadão
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A defesa de Lula, no desespero, acusa o Ministério Público Federal de ter combinado as declarações de Léo Pinheiro, já está concorrendo à Piada do Ano, é claro. (C.N.)




Era só o que faltava! Silvio Santos reclama com Temer da operação da Polícia Federal

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Charge do Nani (nanihumor.com)
José Carlos Werneck










Documentos provam que triplex é mesmo de Lula

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)
Merval PereiraO Globo








Restrição a foro privilegiado ainda divide os ministros do Supremo

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Charge do Sinovaldo (Charge Online)
Deu no Estadão
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Se o Supremo ficar aguardando a decisão do Congresso sobre o foro privilegiado, não vai resolver nunca a proposta do ministro Barroso, que é altamente acertada e oportuna. Será uma mitigação do foro privilegiado, que passará a só valer para crimes cometidos no decorrer do atual mandado. Um avanço extraordinário em relação à impunidade atual. (C.N.)



Fraude em licitação de Cabral/Côrtes causou perda de 300 toneladas de remédios

Os medicamentos estocados já estavam vencidos
Chico Otavio e Daniel Biasetto O Globo






Se abrir a boca, Palocci pode complicar a vida de André Esteves, do BTG Pactual

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André Esteves continua na mira da Polícia Federal
Vicente NunesCorreio Braziliense







Ministro do STF concede habeas corpus a Renato Duque, que continuará preso

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Duque agora não sabe se está solto ou está preso
Deu no Correio Braziliense(Agência Estado)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Nenhum advogado estrangeiro tem condições de entender a Justiça brasileira, onde a Suprema Corte, que parece não ter mais o que fazer, perde tempo julgando habeas corpus de réu condenado em primeira instância. O mais incrível é que o benefício foi conseguido. É como se a perna direita do réu tenha sido libertada, mas a esquerda continua na cadeia. Quando foi preso, Duque perguntou: “Que país é esse?”. Agora, está perguntando: “Que Justiça é essa?”. Realmente, não dá para entender essas maluquices. (C.N.)

Petistas minimizam acusação de Pinheiro e alegam que não há provas contra Lula

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Zarattini, o líder, teme que Palocci faça delação
Sérgio RoxoO Globo
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Na visão do PT, não há provas materiais contra Lula, apenas testemunhais. Ou seja, já não alegam inocência de Lula ou perseguição política, a defesa se resume à existência de provas materiais, que existem no caso do tríplex, que não foi comprado por Lula, mas era dele; no caso do sítio, que não era dele, mas lá não existem quartos nem pertences dos supostos donos, que serão condenados como cúmplices de lavagem de dinheiro, se não fizerem delação; e no caso da cobertura que Lula supostamente alugou, mas nunca houve pagamento ao locador, primo de seu amigo Bumlai(C.N.)

Advogado de Lula será interrogado pelo juiz Moro, como réu, no próximo dia 8

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Teixeira era o operador dos negócios imobiliários
Gustavo Schmitt e Cleide CarvalhoO Globo









Exército ataca corrupção, vê crise moral no país e condecora o juiz Moro

Ao que parece, Temer e Moro está em lados opostos
Pedro do Coutto







Reforma reduz
o valor da aposentadoria especial

Mudança dificulta o benefício integral
para segurado que trabalha em
atividades prejudiciais à saúde

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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