Segurança: o coronel Diógenes Dantas mostra quem controla drogas e milícias, e mostra como o Poder PÚBLICO pode derrotar o dito invencível Poder PARALELO
Um dos maiores, (talvez mesmo o maior) do Rio e Estado do Rio é o problema de segurança. Ninguém discute isso. Uma das maiores autoridades no assunto, é o coronel Diógenes Dantas. Ele tem livros e acaba de publicar, “Insegurança Pública e Privada”. É mais do que um livro, é uma aula magna sobre o que FAZER e o não FAZER, para acabar com esse crime.
Utiliza 25 páginas para localizar as regiões sob o controle das MILÍCIAS, do COMANDO VERMELHO, do TERCEIRO COMANDO PURO, tudo com fotografias e indicações mais do que precisas. Fica visível o crescimento das MILÍCIAS, que dominavam cidades quase insignificantes do interior, e agora vieram para centros urbanos importantes.
(Não esquecer que o governador Sérgio Cabral exaltou as MILÍCIAS, logo no início do seu governo, e não deu o menor combate a elas. No Panamericano, Cabral incentivou esses criminosos, dizendo publicamente: “AS MILÍCIAS poderão ajudar a segurança pública nesses jogos”. Só um incompetente como o governador seria capaz de uma declaração absurda e espantosa como essa).
O coronel Dantas destaca a importantíssima questão das armas, e o efeito contrário, o “plano de desarmamento, que NÃO ATINGIU OS MARGINAIS”. E comenta: “Com o desarmamento do cidadão, os traficantes e marginais se sentem mais tranquilos”. E dá números impressionantes e importantes.
Existem no Brasil, 10 milhões de armas de fogo, sendo 4 milhões e 700 mil em poder dos bandidos. O resto em casas de famílias, de cidadãos que não registram essas armas, com medo de perdê-las e diminuir a frágil segurança.
Acrescenta: 65 por cento dos crimes são praticados com armas de fogo, 45 mil pessoas morrem por ano vítimas dessas armas. (No Vietnã, a grande tragédia dos EUA, em anos e anos de combates, morreram 58 mil combatentes).
Ênfase do coronel Diógenes: “O Brasil diz não à violência”, lembrando a afirmação do Ministro da Justiça em 2001 quando aprovado o Plano de Desarmamento. Mas não aconteceu nada, piorou, os bandidos ficaram mais poderosos, os governos não planejam, não agem preventivamente, não se interessam em outra coisa a não ser no COMBATE DIÁRIO.
Diógenes Dantas dá exemplos da marginalidade derrotada, como em Chicago, a capital mundial do CRIME ORGANIZADO em 1929, o domínio de Al Capone, sua prisão e destruição. (Também em Nova Iorque, as famosas gangues que dominavam a cidade e os cidadãos, desapareceram com o aparelhamento para planejar e prevenir e não para o que acontece no Rio e no Brasil, QUE É O COMBATE DIÁRIO NAS RUAS).
Chama a atenção para a semelhança do CRIME ORGANIZADO, lá e aqui, baseado em drogas, (na época, centralizado nas bebidas alcoólicas), armas e dinheiro. Mas foram destruídos e destroçados, quando o Estado deixou de reconhecer o PODER PARALELO, mostrou que só pode existir o PODER REPRESENTATIVO E CONSTITUCIONAL.
São quase 190 páginas, simples, sumárias, sintetizadas, e que deveriam estar em cima da mesa de todos os responsáveis (?) pela Segurança Nacional, se é que eles sãos capazes de ler alguma coisa. Como não lerão mesmo, darei os títulos de Diógenes Dantas, além do maior de todos: a preocupação com a vida diária da coletividade.
Que tem o direito e a necessidade de viver em paz, sem susto, e sem medo de morrer por causa de uma bala perdida. Na verdade, não é a bala que é perdida e sim a busca pela tranquilidade, que os governos não se incomodam de perder para os marginais.
1- Coronel. 2- Bacharel Graduado em Ciências Militares. 3- Mestre em Aplicações Militares. 4- Doutor em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares. 5- Especialização em Política, Estratégia e Alta Administração. 6- MBA Executivo da Fundação Getúlio Vargas. 7- Paraquedista. 8- Assessor do Gabinete da Casa Militar da presidência da República, tendo como chefe o general Agenor de Carvalho. 9- Oficial de Operações do Comando Militar da Amazônia. 10- Atualmente Assessor de Análise Estratégica do Centro de Produção, Difusão e Segurança da Informação do Ministério Público Militar.
* * *
PS- Por que um homem como esse, moço, que passou a vida estudando e executando, não está na primeira linha dos que pretendem acabar com o que chamam de CRIME ORGANIZADO ou PODER PARALELO?
Helio Fernandes /Tribuna da Imprenas
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