Um intenso roteiro de viagens, marcado por audiências com ministros, governadores e congressistas. Essa agenda —típica de autoridades políticas— é a do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu (SP). De fevereiro para cá, Dirceu já visitou 18 Estados, além do Distrito Federal e de São Paulo. Em todas as viagens, foi recebido por autoridades regionais e líderes petistas. As mais recentes incursões incluíram audiências com os governadores de Santa Catarina, Luiz Henrique Silveira, Paraná, Roberto Requião, Espírito Santo, Paulo Hartung, e Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho. Todos peemedebistas. Para a costura em Minas, Dirceu se reuniu, por exemplo, com os ministros Hélio Costa (Comunicações) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). A conversa com Patrus aconteceu em El Salvador, onde assistiu à posse do presidente Maurício Funes. Com Hélio Costa, foi em Brasília, antes do embarque para San Salvador. Nesta semana, Dirceu se reúne com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Em Minas, o desafio é a montagem de um palanque PMDB-PT, ainda que —em suas palavras— seja necessário “apertar a porca” petista. Oficialmente afastado da cena política desde 2005 —quando teve seu mandato cassado em meio ao escândalo do mensalão—, Dirceu começa a exercer, na prática, o papel que desempenhou em 2002: a consolidação de ampla aliança para a campanha presidencial. A exemplo de 2002, ano em que coordenou a campanha do hoje presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, Dirceu articula a composição de palanque para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). A tarefa é tentar reproduzir a base de apoio do governo federal, mesmo que nos Estados o PT seja oferecido em sacrifício. Seus passos não são ignorados pelo comando do PT. Dirceu visita os diretórios do partido onde quer que vá. O ex-ministro chega a atuar como fiador de acordos, comprometendo-se a trabalhar pelo arremate de alianças: “A maioria do PT está com o apoio à minha reeleição”, desconversou Sérgio Cabral Filho, ao responder sobre as negociações com Dirceu acerca de uma composição no Rio. No Espírito Santo, Dirceu esteve com Hartung e com o prefeito de Vitória, João Coser (PT). Nas conversas, a hipótese de Coser abrir mão de sua candidatura ao governo do Estado em favor do vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB). Com Roberto Requião, Dirceu discutiu a edição de uma chapa encabeçada pelo senador Osmar Dias (PDT), com quem conversou por telefone. Para o Senado, Requião e a petista Gleice Hoffman.
Fonte: Tribuna da Bahia
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