MACEIÓ - O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Coaracy Fonseca, disse ontem que "as provas apresentadas pela Polícia Federal (PF) contra os deputados estaduais envolvidos no desvio de R$ 200 milhões da Assembléia Legislativa do estado são cabais".
A afirmação foi feita durante entrevista coletiva à imprensa. Coaracy explicou os motivos que levaram o MP de Alagoas a pedir o afastamento de dez deputados estaduais acusados de envolvimento no golpe e já indiciados pela PF no inquérito que investiga os envolvidos na Operação Taturana.
Segundo Coaracy, o Ministério Público vem atuando no caso desde o início - por meio dos promotores do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) - e em nenhum momento esteve inerte diante das denúncias e das provas já coletadas sobre o caso.
"Primeiro, instalamos procedimento investigatório, colhemos as provas e demos entrada na Justiça", afirmou. "O MP de Alagoas jamais iria se omitir diante de um escândalo desse". Questionado sobre a possibilidade de pedir intervenção na Assembléia, Coaracy disse que não está descartada, mas irá aguardar uma posição do Judiciário.
"Estamos no aguardo do parecer do Tribunal de Justiça quanto ao pedido de afastamento dos dez deputados. Só então poderemos nos posicionar e verificar quais as novas providências a serem adotadas", afirmou. Durante a Operação Taturana, a PF indiciou como integrantes do esquema fraudulento os deputados Antônio Albuquerque, Cícero Amélio, Manoel Gomes de Barros Filho (Nelito), Edval Gaia, Maurício Tavares, Dudu Albuquerque, Arthur Lira, Antônio Hollanda Júnior, Cícero Ferro e Isnaldo Bulhões Júnior.
Fonte: Tribuna da Imprensa
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Eletrobrás: indicações dividem o próprio PMDB
BRASÍLIA - Foi tensa a reunião realizada na noite de segunda-feira entre o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, com dirigentes do PMDB. Depois que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vetou a indicação do engenheiro Evandro Coura para a presidência da Eletrobrás - gesto agravado por várias pendências relativas ao preenchimento de cargos do setor elétrico -, parlamentares do partido escancararam sua insatisfação.
Articulador político do governo, Múcio pediu serenidade e disse que os grupos do PMDB precisavam se entender. Motivo: o bombardeio aos nomes apresentados para compor a diretoria das estatais também parte de parlamentares do próprio PMDB, ainda dividido entre as bancadas da Câmara e do Senado.
Dilma quer um perfil mais técnico para compor a diretoria das empresas ligadas ao Ministério de Minas e Energia, há dez dias comandado por Edison Lobão. Executivo do Grupo Rede, um dos maiores na distribuição de energia, Coura também comanda a Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE).
Foi indicado pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), a pedido do senador José Sarney (PMDB-AP), mas a Casa Civil avalia que sua entrada no governo provocaria conflito de interesses. Diante do impasse, o mais cotado para assumir a presidência da Eletrobrás, agora, é Flávio Decat, ex-presidente da Eletronuclear.
Na reunião de segunda-feira, o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), também deixou claro que o partido não está gostando da queda-de-braço com o PT, que tenta agora derrubar a indicação de Jorge Zelada para a Diretoria Internacional da Petrobras.
Tudo porque o senador Delcídio Amaral (PT-MS) quer preservar no cargo seu afilhado Nestor Cerveró. Na prática, o freio de arrumação imposto por Dilma fez com que a discussão do assunto fosse empurrada para depois do Carnaval. O presidente do Senado disse ontem que se limitou apenas a endossar a posição das bancadas do PMDB, ao indicar Evandro Coura, não se tratando, portanto, de uma escolha pessoal.
Garibaldi afirmou que só conheceu Coura quando ele próprio o procurou após ter sido indicado. "Eu não tenha relação de amizade com ele", explicou. "Fui procurado até por ele e conversamos depois que a bancada resolveu indicá-lo. Estou é convalidando esta indicação", explicou.
O senador disse ter recebido informações dos que estão "mais na linha de frente" das indicações, como os líderes do PMDB,Valdir Raupp (RO), e do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), que Coura "é uma pessoa capaz e tem plenas condições de exercer o cargo".
Garibaldi negou que Coura seja mais um dos nomes indicados pelo senador José Sarney para a área energética. Segundo ele, os líderes é que patrocinaram a indicação do presidente da ABCE para a Eletrobrás. Sobre o fato de não ter nenhuma proximidade com o candidato para um cargo tão cobiçado, disse que não há o que estranhar.
"Este não é o primeiro nem o último caso", alegou. "Eu diria que é até curioso, mas na maioria das vezes se critica porque se é amigo demais, daí se diz que você está indicando um amigo. E já quando você faz a indicação de uma pessoa que não é amiga, aí se diz que você não conhece o candidato", comparou.
"Quer dizer que para se chegar ao candidato ideal, não é um caminho fácil". O presidente do Senado discorda da tese predominante nos bastidores da Casa Civil da Presidência de que a "fatura" do PMDB em troca do apoio político no Congresso esteja muito cara.
Argumentou que, no começo do governo, todos os partidos aliados fizeram suas indicações. "Por que só o PMDB não pode?", questionou. O senador atribuiu a visibilidade recebida agora pelo partido no loteamento de cargo subordinados ao Ministério de Minas e Energia à nomeação de um peemedebista para comandar a pasta.
Ele disse desconhecer a existência de confronto entre as aspirações da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para o setor e o seu partido. "Eu não sei se isso existe, imagine se eu vou dizer que a ministra está se chocando com o PMDB...Eu não sei, pode até ser que esteja, mas eu não sei", desconversou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Articulador político do governo, Múcio pediu serenidade e disse que os grupos do PMDB precisavam se entender. Motivo: o bombardeio aos nomes apresentados para compor a diretoria das estatais também parte de parlamentares do próprio PMDB, ainda dividido entre as bancadas da Câmara e do Senado.
Dilma quer um perfil mais técnico para compor a diretoria das empresas ligadas ao Ministério de Minas e Energia, há dez dias comandado por Edison Lobão. Executivo do Grupo Rede, um dos maiores na distribuição de energia, Coura também comanda a Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE).
Foi indicado pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), a pedido do senador José Sarney (PMDB-AP), mas a Casa Civil avalia que sua entrada no governo provocaria conflito de interesses. Diante do impasse, o mais cotado para assumir a presidência da Eletrobrás, agora, é Flávio Decat, ex-presidente da Eletronuclear.
Na reunião de segunda-feira, o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), também deixou claro que o partido não está gostando da queda-de-braço com o PT, que tenta agora derrubar a indicação de Jorge Zelada para a Diretoria Internacional da Petrobras.
Tudo porque o senador Delcídio Amaral (PT-MS) quer preservar no cargo seu afilhado Nestor Cerveró. Na prática, o freio de arrumação imposto por Dilma fez com que a discussão do assunto fosse empurrada para depois do Carnaval. O presidente do Senado disse ontem que se limitou apenas a endossar a posição das bancadas do PMDB, ao indicar Evandro Coura, não se tratando, portanto, de uma escolha pessoal.
Garibaldi afirmou que só conheceu Coura quando ele próprio o procurou após ter sido indicado. "Eu não tenha relação de amizade com ele", explicou. "Fui procurado até por ele e conversamos depois que a bancada resolveu indicá-lo. Estou é convalidando esta indicação", explicou.
O senador disse ter recebido informações dos que estão "mais na linha de frente" das indicações, como os líderes do PMDB,Valdir Raupp (RO), e do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), que Coura "é uma pessoa capaz e tem plenas condições de exercer o cargo".
Garibaldi negou que Coura seja mais um dos nomes indicados pelo senador José Sarney para a área energética. Segundo ele, os líderes é que patrocinaram a indicação do presidente da ABCE para a Eletrobrás. Sobre o fato de não ter nenhuma proximidade com o candidato para um cargo tão cobiçado, disse que não há o que estranhar.
"Este não é o primeiro nem o último caso", alegou. "Eu diria que é até curioso, mas na maioria das vezes se critica porque se é amigo demais, daí se diz que você está indicando um amigo. E já quando você faz a indicação de uma pessoa que não é amiga, aí se diz que você não conhece o candidato", comparou.
"Quer dizer que para se chegar ao candidato ideal, não é um caminho fácil". O presidente do Senado discorda da tese predominante nos bastidores da Casa Civil da Presidência de que a "fatura" do PMDB em troca do apoio político no Congresso esteja muito cara.
Argumentou que, no começo do governo, todos os partidos aliados fizeram suas indicações. "Por que só o PMDB não pode?", questionou. O senador atribuiu a visibilidade recebida agora pelo partido no loteamento de cargo subordinados ao Ministério de Minas e Energia à nomeação de um peemedebista para comandar a pasta.
Ele disse desconhecer a existência de confronto entre as aspirações da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para o setor e o seu partido. "Eu não sei se isso existe, imagine se eu vou dizer que a ministra está se chocando com o PMDB...Eu não sei, pode até ser que esteja, mas eu não sei", desconversou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
terça-feira, janeiro 29, 2008
Escolas públicas: a nova zona de prostituição?
Por Escolas públicas: a nova zona de prostituição 29/01/2008 às 07:43
As iniciativas de recrutamento ativo até oferecem incentivos financeiros aos estudantes. Vários grupos homossexuais estão dando prêmios de 3.500 dólares ao ganhador de um concurso de vídeo sobre educação sexual
Olivia St. John Se você já passou de carro em qualquer cidade grande (e em muitas menores), provavelmente você já se expôs ao que é chamado de ?zona de prostituição?. É uma área pobre e precária da cidade com lojas pornográficas, bares e clubes de strip-tease ? um lugar em que ocorre tudo. Poucas pessoas quereriam ter uma dessas áreas desoladas em sua própria vizinhança ou gostariam que seus filhos fossem expostos à sujeira e perversão dali. Mas a maioria de nós não percebe que temos uma zona de prostituição bem perto de nossos lares. E nossos filhos não só têm permissão de estar ali, mas a lei realmente obriga a presença deles ali. Graças à apatia pública e aos esforços de legisladores estaduais e federais mal-informados, juízes ativistas e sindicatos liberais de professores, as escolas de nossa nação se tornaram a nova zona de prostituição do século 21. A prova: As Alianças de Heteros e Gays (AHG) servem como fomentadores de sexo ilícito em mais de 3.000 escolas públicas nos Estados Unidos. O site Notícias da Rede AHG leva os estudantes para links de eventos sociais, seminários, conferências e outros eventos possibilitando que homossexuais adultos desenvolvam relacionamentos com jovens. Um anúncio recente busca ?modelos jovens gays? que sejam rapazes de 15 a 18 anos ?ou tenham a aparência de menos de 18?. Outro anúncio ainda convida os jovens para assistir gratuitamente filmes ?sexualmente excitantes com prazer sensorial?. Informação de outubro desse site retratava um ?Retiro Lésbico para Garotas? grátis para moças abaixo de 24 anos para ?dois dias de educação lésbica radical sobre comunidade, corpo e prazer?. Os ativistas da AHG dentro das escolas públicas introduzem materiais obscenos dignos de zonas de prostituição nas bibliotecas e debates de sala de aula. Considerados como ?alfabetismo sexual?, os livros designados exploram as perversões sexuais, inclusive sexo adolescente com adultos. Um livro intitulado ?A Caixa de Deus? questiona a ?interpretação? de passagens da Bíblia acerca da homossexualidade. O jurista de direito constitucional Matt Barber descreve a irresponsabilidade como nada menos do que ?negligência educacional?. Esse material sexual explícito está agora no centro dos principais debates. A Rede AHG está oferecendo um ?Novo Guia de Campanha?, com o título de ?Compartilhando Nossas Estórias?, para seus clubes de escolas de ensino fundamental e colegial, planejado para injetar o ?currículo GLBT nas aulas de história, ciência social e literatura?. As iniciativas de recrutamento ativo até oferecem incentivos financeiros aos estudantes. Vários grupos homossexuais estão dando prêmios de 3.500 dólares ao ganhador de um concurso de vídeo sobre educação sexual. Participantes até de 15 anos têm dois temas para escolher. Eles podem compartilhar sua ?experiência de educação sexual? e ?redesenhar o modo como a educação sexual deve ser dada e imaginar que tudo é possível?. O abuso sexual perpetrado por professores ou funcionários de escolas públicas é revelado por alguns estudos, que apontam um chocante número elevado de 5 por cento, com índices de assédio sexual subindo até 82 por cento. Um relatório de pesquisa de 1995 das professoras Charol Shakeshaft e Audrey Cohan, intitulado ?Abuso Sexual de Estudantes Cometidos por Funcionários de Escola?, determinou que os professores que abusam sexualmente de seus estudantes são muitas vezes ?considerados entre os melhores professores e são populares com estudantes e pais?. Em situações em que o abuso sexual havia claramente ocorrido, ?os diretores raramente entravam em contato com a polícia ou a promotoria pública, e geralmente não relatavam as alegações para os disque-denúncias?? Aliás, aproximadamente 37 por cento dos professores acusados continuavam em seus distritos, apesar de que seus diretores acreditavam que eles haviam abusado sexualmente de um estudante?. Lamentavelmente, até mesmo as maiores associações de educação estão no mesmo barco do abuso contra as crianças. A Coalizão de Escolas Seguras da Califórnia promove mudanças pró-homossexualismo nos livros escolares e recebe apoio da Associação dos Professores da Califórnia (APC) e da Associação de Enfermeiras Escolares da Califórnia. A APC representa mais de 340.000 professores de escolas públicas e outras profissões relacionadas. Em maio de 2007, um palestrante de escola pública no Colorado entendeu melhor a mensagem que permeia a cultura das escolas públicas de hoje ao dizer aos estudantes que ?façam sexo, usem drogas, homens com homens, mulheres com mulheres, e qualquer combinação que quiserem?. Talvez Walter Williams, o distinto professor de economia da Universidade George Mason, tenha feito a melhor declaração: ??o problema é a qualidade geral das pessoas que estão ensinando nossos filhos?. Ele pode estar fazendo referência aos déficits acadêmicos, mas certamente parece que a maioria dos professores de escolas públicas da nação também tem falta de caráter moral para se levantarem e denunciarem as zonas de prostituição exatamente pelo que são. Praticamente sem forças, alguns pais (uma fração minúscula) gastam quantidades enormes de tempo abordando diretorias escolares, entrando com processos, avaliando livros escolares, fazendo trabalho voluntário nas escolas, etc. Muitos na Califórnia estão trabalhando em referendos que afetam a legislação que, de acordo com a Campanha em prol das Crianças e das Famílias, infelizmente traz apenas uma vitória temporária, já que logo ?mais projetos de leis de doutrinação sexual? retornarão. Mas será que esses grandes gastos de tempo e energia estão obtendo resultados positivos e permanentes? Considere isto: Se você estivesse preocupado com uma zona de prostituição afetando seus filhos em sua vizinhança, você perderia seu tempo avaliando revistas pornográficas das bancas da rua e dizendo aos fornecedores que você se opõe à pornografia? Você trabalharia para aprovar referendos legislativos sabendo que os cafetões retornariam? Você esperaria que a indústria inteira da pornografia se consertasse por causa de um processo? Você estaria disposto a trabalhar como voluntário em alguma sex shop na esperança de transmitir alguma influência positiva? Ou você faria tudo o que pudesse para que a zona de prostituição fosse fechada por falta de clientes? Olivia St. John é escritora free-lance com experiência de quase 20 anos como educadora do lar. Ela está agora escrevendo um livro que promove a educação escolar em casa. Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com Fonte: WND Leitura recomendada: O risco do ativismo gay nas escolas
Visite o Blog ESCOLA EM CASA
Fonte: CMI Brasil
As iniciativas de recrutamento ativo até oferecem incentivos financeiros aos estudantes. Vários grupos homossexuais estão dando prêmios de 3.500 dólares ao ganhador de um concurso de vídeo sobre educação sexual
Olivia St. John Se você já passou de carro em qualquer cidade grande (e em muitas menores), provavelmente você já se expôs ao que é chamado de ?zona de prostituição?. É uma área pobre e precária da cidade com lojas pornográficas, bares e clubes de strip-tease ? um lugar em que ocorre tudo. Poucas pessoas quereriam ter uma dessas áreas desoladas em sua própria vizinhança ou gostariam que seus filhos fossem expostos à sujeira e perversão dali. Mas a maioria de nós não percebe que temos uma zona de prostituição bem perto de nossos lares. E nossos filhos não só têm permissão de estar ali, mas a lei realmente obriga a presença deles ali. Graças à apatia pública e aos esforços de legisladores estaduais e federais mal-informados, juízes ativistas e sindicatos liberais de professores, as escolas de nossa nação se tornaram a nova zona de prostituição do século 21. A prova: As Alianças de Heteros e Gays (AHG) servem como fomentadores de sexo ilícito em mais de 3.000 escolas públicas nos Estados Unidos. O site Notícias da Rede AHG leva os estudantes para links de eventos sociais, seminários, conferências e outros eventos possibilitando que homossexuais adultos desenvolvam relacionamentos com jovens. Um anúncio recente busca ?modelos jovens gays? que sejam rapazes de 15 a 18 anos ?ou tenham a aparência de menos de 18?. Outro anúncio ainda convida os jovens para assistir gratuitamente filmes ?sexualmente excitantes com prazer sensorial?. Informação de outubro desse site retratava um ?Retiro Lésbico para Garotas? grátis para moças abaixo de 24 anos para ?dois dias de educação lésbica radical sobre comunidade, corpo e prazer?. Os ativistas da AHG dentro das escolas públicas introduzem materiais obscenos dignos de zonas de prostituição nas bibliotecas e debates de sala de aula. Considerados como ?alfabetismo sexual?, os livros designados exploram as perversões sexuais, inclusive sexo adolescente com adultos. Um livro intitulado ?A Caixa de Deus? questiona a ?interpretação? de passagens da Bíblia acerca da homossexualidade. O jurista de direito constitucional Matt Barber descreve a irresponsabilidade como nada menos do que ?negligência educacional?. Esse material sexual explícito está agora no centro dos principais debates. A Rede AHG está oferecendo um ?Novo Guia de Campanha?, com o título de ?Compartilhando Nossas Estórias?, para seus clubes de escolas de ensino fundamental e colegial, planejado para injetar o ?currículo GLBT nas aulas de história, ciência social e literatura?. As iniciativas de recrutamento ativo até oferecem incentivos financeiros aos estudantes. Vários grupos homossexuais estão dando prêmios de 3.500 dólares ao ganhador de um concurso de vídeo sobre educação sexual. Participantes até de 15 anos têm dois temas para escolher. Eles podem compartilhar sua ?experiência de educação sexual? e ?redesenhar o modo como a educação sexual deve ser dada e imaginar que tudo é possível?. O abuso sexual perpetrado por professores ou funcionários de escolas públicas é revelado por alguns estudos, que apontam um chocante número elevado de 5 por cento, com índices de assédio sexual subindo até 82 por cento. Um relatório de pesquisa de 1995 das professoras Charol Shakeshaft e Audrey Cohan, intitulado ?Abuso Sexual de Estudantes Cometidos por Funcionários de Escola?, determinou que os professores que abusam sexualmente de seus estudantes são muitas vezes ?considerados entre os melhores professores e são populares com estudantes e pais?. Em situações em que o abuso sexual havia claramente ocorrido, ?os diretores raramente entravam em contato com a polícia ou a promotoria pública, e geralmente não relatavam as alegações para os disque-denúncias?? Aliás, aproximadamente 37 por cento dos professores acusados continuavam em seus distritos, apesar de que seus diretores acreditavam que eles haviam abusado sexualmente de um estudante?. Lamentavelmente, até mesmo as maiores associações de educação estão no mesmo barco do abuso contra as crianças. A Coalizão de Escolas Seguras da Califórnia promove mudanças pró-homossexualismo nos livros escolares e recebe apoio da Associação dos Professores da Califórnia (APC) e da Associação de Enfermeiras Escolares da Califórnia. A APC representa mais de 340.000 professores de escolas públicas e outras profissões relacionadas. Em maio de 2007, um palestrante de escola pública no Colorado entendeu melhor a mensagem que permeia a cultura das escolas públicas de hoje ao dizer aos estudantes que ?façam sexo, usem drogas, homens com homens, mulheres com mulheres, e qualquer combinação que quiserem?. Talvez Walter Williams, o distinto professor de economia da Universidade George Mason, tenha feito a melhor declaração: ??o problema é a qualidade geral das pessoas que estão ensinando nossos filhos?. Ele pode estar fazendo referência aos déficits acadêmicos, mas certamente parece que a maioria dos professores de escolas públicas da nação também tem falta de caráter moral para se levantarem e denunciarem as zonas de prostituição exatamente pelo que são. Praticamente sem forças, alguns pais (uma fração minúscula) gastam quantidades enormes de tempo abordando diretorias escolares, entrando com processos, avaliando livros escolares, fazendo trabalho voluntário nas escolas, etc. Muitos na Califórnia estão trabalhando em referendos que afetam a legislação que, de acordo com a Campanha em prol das Crianças e das Famílias, infelizmente traz apenas uma vitória temporária, já que logo ?mais projetos de leis de doutrinação sexual? retornarão. Mas será que esses grandes gastos de tempo e energia estão obtendo resultados positivos e permanentes? Considere isto: Se você estivesse preocupado com uma zona de prostituição afetando seus filhos em sua vizinhança, você perderia seu tempo avaliando revistas pornográficas das bancas da rua e dizendo aos fornecedores que você se opõe à pornografia? Você trabalharia para aprovar referendos legislativos sabendo que os cafetões retornariam? Você esperaria que a indústria inteira da pornografia se consertasse por causa de um processo? Você estaria disposto a trabalhar como voluntário em alguma sex shop na esperança de transmitir alguma influência positiva? Ou você faria tudo o que pudesse para que a zona de prostituição fosse fechada por falta de clientes? Olivia St. John é escritora free-lance com experiência de quase 20 anos como educadora do lar. Ela está agora escrevendo um livro que promove a educação escolar em casa. Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com Fonte: WND Leitura recomendada: O risco do ativismo gay nas escolas
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Fonte: CMI Brasil
Vira-latas são mais inteligentes
Um estudo realizado na Universidade de Aberdeen e de Napier, na Escócia, sugere que cachorros vira-latas são mais inteligentes do que os cães de raça com pedigree. A pesquisa aplicou sete testes, inclusive de QI, em 80 cachorros. Os animais foram avaliados pelo desempenho nos testes e recebiam nota de até 30 pontos.
A média entre os vira-latas foi de 20 pontos, contra 18 dos cães de raça pura. De acordo com os cientistas, os vira-latas apresentam melhor noção de espaço e resolvem problemas com mais facilidade do que os cachorros com pedigree.
O estudo indica ainda que dos 10 cachorros que apresentaram melhor desempenho nos testes, sete eram vira-latas.
- Ser um cachorro de raça pura não melhora a inteligência - diz David Smith, que liderou o estudo. - O risco de ter problemas médicos também diminui para os vira-latas - completa.
Em um dos testes, os cientistas escondiam um osso embaixo de uma lata para observar se os cães conseguiam identificar que o objeto ainda existia. Em outro teste, os cachorros tiveram que encontrar a saída de um labirinto.
O cachorro mais inteligente foi uma mistura das raças collie e spaniel, que atingiu nota máxima em todos os testes. O segundo lugar foi ocupado por quatro cães com raças misturadas: uma mistura de labrador com spaniel, outra de terrierr Jack Russell com cocker spaniel, um pastor alemão com labrador e uma lhasa apso com poodle.
Smith aponta ainda que, na média, os filhotes que tinham a raça collie na mistura eram mais inteligentes que outros cachorros vira-latas. Segundo Smith, os resultados demonstram que a polícia deveria treinar cães vira-latas e não confiar apenas nos pastores alemães de raça pura.
Fonte: JB Online
A média entre os vira-latas foi de 20 pontos, contra 18 dos cães de raça pura. De acordo com os cientistas, os vira-latas apresentam melhor noção de espaço e resolvem problemas com mais facilidade do que os cachorros com pedigree.
O estudo indica ainda que dos 10 cachorros que apresentaram melhor desempenho nos testes, sete eram vira-latas.
- Ser um cachorro de raça pura não melhora a inteligência - diz David Smith, que liderou o estudo. - O risco de ter problemas médicos também diminui para os vira-latas - completa.
Em um dos testes, os cientistas escondiam um osso embaixo de uma lata para observar se os cães conseguiam identificar que o objeto ainda existia. Em outro teste, os cachorros tiveram que encontrar a saída de um labirinto.
O cachorro mais inteligente foi uma mistura das raças collie e spaniel, que atingiu nota máxima em todos os testes. O segundo lugar foi ocupado por quatro cães com raças misturadas: uma mistura de labrador com spaniel, outra de terrierr Jack Russell com cocker spaniel, um pastor alemão com labrador e uma lhasa apso com poodle.
Smith aponta ainda que, na média, os filhotes que tinham a raça collie na mistura eram mais inteligentes que outros cachorros vira-latas. Segundo Smith, os resultados demonstram que a polícia deveria treinar cães vira-latas e não confiar apenas nos pastores alemães de raça pura.
Fonte: JB Online
Café pode prejudicar quem tem diabetes
Um estudo realizado por cientistas americanos sugere que o consumo de cafeína entre pacientes de diabetes tipo 2 pode aumentar o nível de açúcar no sangue. Publicada na revista Diabetes Care, a pesquisa, realizada na Duke University, nos EUA, monitorou o nível de açúcar em 14 pacientes diabéticos e sugere: o estimulante pode aumentar o nível de glicose diário em até 8%.
Para realizar o estudo, os cientistas deram dois tipos de comprimidos para os participantes: um placebo e uma cápsula de cafeína, equivalente a quatro xícaras de café. Os participantes alternaram a ingestão das pílulas diariamente e tiveram os níveis de açúcar monitorados através de um sensor de glicose subcutâneo capaz de monitorar os níveis por até 72 horas.
Segundo James Lane, autor do estudo, o próximo passo será analisar se uma dieta sem cafeína pode ajudar a controlar o nível de açúcar em pacientes de diabetes 2. Para ele, uma das causas do aumento no nível de glicose pode ser a interferência da cafeína no processo que transporta a glicose do sangue para o músculo e outras células. Além disso, a cafeína pode também ativar a liberação de adrenalina, o que contribui para o aumento no nível de açúcar. Lane suspeita que a sensibilidade dos pacientes pode influenciar nos resultados da redução no nível.
- Meu conselho para os pacientes que estão tentando controlar o nível de glicose e tomam café com freqüência, é tentar parar para ver se alguma diferença é observada - disse.
Fonte: JB Online
Para realizar o estudo, os cientistas deram dois tipos de comprimidos para os participantes: um placebo e uma cápsula de cafeína, equivalente a quatro xícaras de café. Os participantes alternaram a ingestão das pílulas diariamente e tiveram os níveis de açúcar monitorados através de um sensor de glicose subcutâneo capaz de monitorar os níveis por até 72 horas.
Segundo James Lane, autor do estudo, o próximo passo será analisar se uma dieta sem cafeína pode ajudar a controlar o nível de açúcar em pacientes de diabetes 2. Para ele, uma das causas do aumento no nível de glicose pode ser a interferência da cafeína no processo que transporta a glicose do sangue para o músculo e outras células. Além disso, a cafeína pode também ativar a liberação de adrenalina, o que contribui para o aumento no nível de açúcar. Lane suspeita que a sensibilidade dos pacientes pode influenciar nos resultados da redução no nível.
- Meu conselho para os pacientes que estão tentando controlar o nível de glicose e tomam café com freqüência, é tentar parar para ver se alguma diferença é observada - disse.
Fonte: JB Online
Site continua no ar mantendo promessas de download grátis
Mesmo depois de todo o imbróglio com as gravadoras, o site oficial da Qtrax (www.qtrax.com) permanecia no ar até o fim da noite de ontem, fazendo promessas de downloads "gratuitos e legais" de músicas. Porém, o link que deveria servir para o internauta baixar o programa responsável pelo serviço não estava habilitado.
Segundo o Times, a empresa teria gasto cerca de U$ 500 mil (R$ 885 mil) no lançamento do site, anunciado no Midam, uma grande feira internacional de música, que acontece desde domingo, até a quinta-faira, em Cannes. A estratégia de lançamento incluiu a contratação de grandes nomes da música, como LL Cool J. e James Blunt.
No site da Qtrax há ofertas de músicas de bandas como Foo Fighters e cantores como Lenny Kravitz e Alicia Keys. Ao clicar no ícone de um dos álbuns do Foo Figuters, o internauta é conduzido para a página de download - porém, nenhum link está ativado.
O download gratuito de músicas pela internet continua polêmico. Bandas importantes como o U2 deixam claro sua aversão à prática por meio de seu manager, Paul McGuinness, que chegou a dizer ao Times que empresas com Yahoo e AOL - dois dos maiores provedores de internet do mundo - "deveriam ser processadas por falharem em prevenir o compartilhamento ilegal de músicas".
Meio-termo
Um meio-termo entre o download e a total impossibilidade de se ouvir música gratuita em sites na internet tem sido o streaming, já utilizado por algumas gravadoras. O serviço é similar ao que o Qtrax promete oferecer, mas com uma importante diferença: ao invés de ficar com a música para si, o internauta a ouve direto no site, enquanto assiste a propagandas.
Fonte: JB Online
Segundo o Times, a empresa teria gasto cerca de U$ 500 mil (R$ 885 mil) no lançamento do site, anunciado no Midam, uma grande feira internacional de música, que acontece desde domingo, até a quinta-faira, em Cannes. A estratégia de lançamento incluiu a contratação de grandes nomes da música, como LL Cool J. e James Blunt.
No site da Qtrax há ofertas de músicas de bandas como Foo Fighters e cantores como Lenny Kravitz e Alicia Keys. Ao clicar no ícone de um dos álbuns do Foo Figuters, o internauta é conduzido para a página de download - porém, nenhum link está ativado.
O download gratuito de músicas pela internet continua polêmico. Bandas importantes como o U2 deixam claro sua aversão à prática por meio de seu manager, Paul McGuinness, que chegou a dizer ao Times que empresas com Yahoo e AOL - dois dos maiores provedores de internet do mundo - "deveriam ser processadas por falharem em prevenir o compartilhamento ilegal de músicas".
Meio-termo
Um meio-termo entre o download e a total impossibilidade de se ouvir música gratuita em sites na internet tem sido o streaming, já utilizado por algumas gravadoras. O serviço é similar ao que o Qtrax promete oferecer, mas com uma importante diferença: ao invés de ficar com a música para si, o internauta a ouve direto no site, enquanto assiste a propagandas.
Fonte: JB Online
Apenas PMDB e PTB aceitam Lobão Filho
Márcio Falcão Brasília
As portas dos partidos aliados no Senado não estão completamente abertas para o suplente Edison Lobão Filho (MA), que foi convidado a deixar o DEM. Das oito legendas da base, apenas duas, PMDB e PTB, já sinalizaram disposição para acolher Edinho, como é conhecido o filho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O futuro senador, que ontem ensaiou assumir o cargo, sustenta que toma posse nesta semana, mas ainda não definiu nem a data nem o horário. A estratégia, segundo confidenciou a aliados, é "esfriar e reduzir a pressão" por conta das denúncias que pesam contra ele.
O ingresso de Edinho no PMDB é o caminho mais natural, mas o partido está dividido. Há peemedebistas resistentes porque avaliam como negativo para a imagem do partido o fato dele deixar outra legenda sob acusações de utilizar "laranja" para ocultar dívidas de uma distribuidora de bebidas. Temem, ainda, que o caso respingue no governo e desestabilize o ministro.
Mas, entre alguns líderes do PMDB, como o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), a chegada do suplente é considerada "interessante". A justificativa é que Edinho reforçaria a bancada diante da fragilidade demonstrada em votações importantes, como a que determinou o fim da CPMF. Dentro do partido, alguns senadores trabalham para emplacar um acordo no qual Lobão Filho pediria licença para que o segundo suplente, Remi Ribeiro (PMDB-MA), também com problemas na Justiça, fique com a cadeira.
- O assunto está sendo debatido - desconversa o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO).
Bem-vindo
Junto aos petebistas, o suplente é considerado "bem-vindo". O presidente regional do PTB no Maranhão, deputado federal Pedro Fernandes, fez um convite informal de filiação.
- Estamos de portas abertas - avisa.
Na noite de ontem, Edinho telefonou ao deputado para agradecer o convite, mas não quis fechar nenhuma questão. O líder da bancada no Senado, Epitácio Cafeteira (MA), diz não ser contrário à filiação e teria pedido autorização para o presidente nacional do partido Roberto Jefferson para negociar.
- Vamos conversar nos próximos dias - assegurou o líder.
Na avaliação de parlamentares ligados a Lobão Filho, a decisão sobre seu novo partido só deve sair depois da posse. A expectativa é de que ele deixe o DEM antes de assumir o cargo. Na briga entre PMDB e PTB, a maioria aposta que o PMDB deve ganhar um novo integrante. O motivo seria a política local. Se optar pelo partido, teria o apoio da família Sarney para traçar seu plano político e ganhar destaque no Senado.
A situação do suplente nos outros partidos aliados ainda é tratada com discrição. Com uma parte da bancada viajando, os integrantes do PT ainda não discutiram oficialmente a possibilidade de aceitar o futuro senador, mas ao que tudo indica não haverá resistência. O vice-líder do partido, Eduardo Suplicy (SP), destaca que está disposto a ouvi-lo.
- Não tive informação de que o PT considerasse a hipótese de receber o Lobão Filho. Mas, se ele se comprometer com os idéias de nosso partido, não vejo motivos para não conversamos com ele - observa Suplicy.
Em outras legendas, como PDT, PSB e PR, os líderes afirmam que o acolhimento depende de uma articulação dos diretórios dos partidos no Maranhão.
- Neste debate, a primeira ação é ouvir o Estado. Até porque o PDT tem sido muito seleto na aceitação de parlamentares - diz o líder Jefferson Péres (AM). - Eu, pessoalmente, prefiro um partido pequeno, mas com hegemonia de identidade.
Fonte: JB Online
As portas dos partidos aliados no Senado não estão completamente abertas para o suplente Edison Lobão Filho (MA), que foi convidado a deixar o DEM. Das oito legendas da base, apenas duas, PMDB e PTB, já sinalizaram disposição para acolher Edinho, como é conhecido o filho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O futuro senador, que ontem ensaiou assumir o cargo, sustenta que toma posse nesta semana, mas ainda não definiu nem a data nem o horário. A estratégia, segundo confidenciou a aliados, é "esfriar e reduzir a pressão" por conta das denúncias que pesam contra ele.
O ingresso de Edinho no PMDB é o caminho mais natural, mas o partido está dividido. Há peemedebistas resistentes porque avaliam como negativo para a imagem do partido o fato dele deixar outra legenda sob acusações de utilizar "laranja" para ocultar dívidas de uma distribuidora de bebidas. Temem, ainda, que o caso respingue no governo e desestabilize o ministro.
Mas, entre alguns líderes do PMDB, como o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), a chegada do suplente é considerada "interessante". A justificativa é que Edinho reforçaria a bancada diante da fragilidade demonstrada em votações importantes, como a que determinou o fim da CPMF. Dentro do partido, alguns senadores trabalham para emplacar um acordo no qual Lobão Filho pediria licença para que o segundo suplente, Remi Ribeiro (PMDB-MA), também com problemas na Justiça, fique com a cadeira.
- O assunto está sendo debatido - desconversa o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO).
Bem-vindo
Junto aos petebistas, o suplente é considerado "bem-vindo". O presidente regional do PTB no Maranhão, deputado federal Pedro Fernandes, fez um convite informal de filiação.
- Estamos de portas abertas - avisa.
Na noite de ontem, Edinho telefonou ao deputado para agradecer o convite, mas não quis fechar nenhuma questão. O líder da bancada no Senado, Epitácio Cafeteira (MA), diz não ser contrário à filiação e teria pedido autorização para o presidente nacional do partido Roberto Jefferson para negociar.
- Vamos conversar nos próximos dias - assegurou o líder.
Na avaliação de parlamentares ligados a Lobão Filho, a decisão sobre seu novo partido só deve sair depois da posse. A expectativa é de que ele deixe o DEM antes de assumir o cargo. Na briga entre PMDB e PTB, a maioria aposta que o PMDB deve ganhar um novo integrante. O motivo seria a política local. Se optar pelo partido, teria o apoio da família Sarney para traçar seu plano político e ganhar destaque no Senado.
A situação do suplente nos outros partidos aliados ainda é tratada com discrição. Com uma parte da bancada viajando, os integrantes do PT ainda não discutiram oficialmente a possibilidade de aceitar o futuro senador, mas ao que tudo indica não haverá resistência. O vice-líder do partido, Eduardo Suplicy (SP), destaca que está disposto a ouvi-lo.
- Não tive informação de que o PT considerasse a hipótese de receber o Lobão Filho. Mas, se ele se comprometer com os idéias de nosso partido, não vejo motivos para não conversamos com ele - observa Suplicy.
Em outras legendas, como PDT, PSB e PR, os líderes afirmam que o acolhimento depende de uma articulação dos diretórios dos partidos no Maranhão.
- Neste debate, a primeira ação é ouvir o Estado. Até porque o PDT tem sido muito seleto na aceitação de parlamentares - diz o líder Jefferson Péres (AM). - Eu, pessoalmente, prefiro um partido pequeno, mas com hegemonia de identidade.
Fonte: JB Online
Jogo eleitoral de paciência
O ano eleitoral ainda está mal embaralhado nas principais capitais do país. É do jogo. Os nomes vão sendo jogados nos meios de comunicação para testar popularidade e medir chances. Aparecem em pesquisas de encomenda, com os resultados convenientemente "vazados". Surpresas iniciais acabam se perdendo quando os profissionais entram em campo ou chegam ao fim, aos trancos e barrancos.
Com reticências anotadas por precaução, os palanques serão múltiplos, tanto para governistas quanto para a oposição. Com as ambições políticas elevadas ao quadrado em ano eleitoral, aliados de hoje se tornarão os adversários de amanhã e a amizade de ocasião sai de cena para entrar o interesse do momento.
Nada mais exemplar do que as sucessões paulistana e carioca. No Rio, o PDT não sabe o que fazer com o deputado Wagner Montes, até agora líder nas pesquisas ou, na pior das hipóteses, disputando a primazia com a ex-deputada Denisse Frossard e o senador Marcelo Crivella. O preferido do governador Sérgio Cabral, o secretário de Esportes, Eduardo Paes, um ex-tucano, aparece melhor que a preferida da dupla Cesar Maia/Anthony Garotinho, a deputada Solange Amaral. O PT está sem eira nem beira, mas não tem por que chorar: o PSDB, seu grande opositor no Congresso instalado na distante Brasília, também procura um candidato e não enxerga luz no fim do túnel.
Em São Paulo, os petistas se fixam cada dia mais na pele clara, no cabelo louro e nos olhos azuis da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que ainda faz suspense, mas já monta a equipe para mergulhar, sem relaxar, na campanha. O PCdoB, tradicional aliado do PT, ameaça romper o casamento e bailar com o deputado Aldo Rebello, o que não quer dizer que a festa vá acontecer exatamente assim. O PDT amarrou-se no deputado e sindicalista Paulo Pereira da Silva a tal ponto que o ministro do Trabalho e presidente do partido, Carlos Lupi, deixou de lado compromissos federais para festejar o anúncio oficial da entrada do presidente da Força Sindical na corrida.
O drama virtual mais saboroso, contudo, é encenado pelos bicudos tucanos. E haja bico! O mais avantajado, do governador José Serra, cutuca o prefeito democrata Gilberto Kassab (que era seu vice e herdou seus secretários municipais sem abanar penas) e empurra pra longe a proeminência de Geraldo Alckmin, companheiro de ninho e concorrente no poder local. A tucanada, atiçada pela querela, banca Alckmin, e soma resultados projetadas para 2010, quando novamente vão se depenar na revoada pelo Planalto. O DEM, doido para inverter a chapa (coisa que nunca conseguiu) está eufórico e achando que tem chance.
Como se observa em ambas as capitais, o melhor da eleição é o antes. O depois vira sempre uma decepção.
Fonte: JB Online
Com reticências anotadas por precaução, os palanques serão múltiplos, tanto para governistas quanto para a oposição. Com as ambições políticas elevadas ao quadrado em ano eleitoral, aliados de hoje se tornarão os adversários de amanhã e a amizade de ocasião sai de cena para entrar o interesse do momento.
Nada mais exemplar do que as sucessões paulistana e carioca. No Rio, o PDT não sabe o que fazer com o deputado Wagner Montes, até agora líder nas pesquisas ou, na pior das hipóteses, disputando a primazia com a ex-deputada Denisse Frossard e o senador Marcelo Crivella. O preferido do governador Sérgio Cabral, o secretário de Esportes, Eduardo Paes, um ex-tucano, aparece melhor que a preferida da dupla Cesar Maia/Anthony Garotinho, a deputada Solange Amaral. O PT está sem eira nem beira, mas não tem por que chorar: o PSDB, seu grande opositor no Congresso instalado na distante Brasília, também procura um candidato e não enxerga luz no fim do túnel.
Em São Paulo, os petistas se fixam cada dia mais na pele clara, no cabelo louro e nos olhos azuis da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que ainda faz suspense, mas já monta a equipe para mergulhar, sem relaxar, na campanha. O PCdoB, tradicional aliado do PT, ameaça romper o casamento e bailar com o deputado Aldo Rebello, o que não quer dizer que a festa vá acontecer exatamente assim. O PDT amarrou-se no deputado e sindicalista Paulo Pereira da Silva a tal ponto que o ministro do Trabalho e presidente do partido, Carlos Lupi, deixou de lado compromissos federais para festejar o anúncio oficial da entrada do presidente da Força Sindical na corrida.
O drama virtual mais saboroso, contudo, é encenado pelos bicudos tucanos. E haja bico! O mais avantajado, do governador José Serra, cutuca o prefeito democrata Gilberto Kassab (que era seu vice e herdou seus secretários municipais sem abanar penas) e empurra pra longe a proeminência de Geraldo Alckmin, companheiro de ninho e concorrente no poder local. A tucanada, atiçada pela querela, banca Alckmin, e soma resultados projetadas para 2010, quando novamente vão se depenar na revoada pelo Planalto. O DEM, doido para inverter a chapa (coisa que nunca conseguiu) está eufórico e achando que tem chance.
Como se observa em ambas as capitais, o melhor da eleição é o antes. O depois vira sempre uma decepção.
Fonte: JB Online
Governo dispensa licitação e gasta R$314,3 milhões
Somente a Secretaria de Saúde destinou R$125,1 milhões a empresas sem concorrência pública
Apenas no primeiro ano de gestão, segundo dados do Diário Oficial, o governo Jaques Wagner, eleito pregando a transparência com o dinheiro público, gastou R$314,3 milhões sem licitação pública. A título de emergência, a pasta que mais gastou sem fazer concorrência foi a Secretaria de Saúde – R$125,1 milhões no total. Na área, há dispensa de licitação para contratação de médicos, compra e manutenção de equipamentos e até aquisição de frango congelado. Apenas para o pagamento de médicos, a secretaria destinou R$46,5 milhões para entidades como Obras Sociais Irmã Dulce e Fundação José Silveira.
Na Secretaria de Infra-Estrutura, a segunda da lista, foram gastos R$50,9 milhões sem concorrência pública na compra de materiais diversos e realizações de obras, como recuperação de trechos de estradas estaduais. Na Secretaria da Educação, foram R$45,6 milhões. Somente para a Fundação de Assistência Socioeducativa e Cultura (Fasec), foram pagos, sem licitação, recursos da ordem de R$11,3 milhões, destinados a programas como o Universidade para Todos, Brasil Alfabetizado e processo seletivo através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).
Na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, foram gastos R$21,8 milhões, com compras e serviços contratados junto a empresas de construção e engenharia. Apenas para a construção de um presídio, obra que o governo do estado considerou emergencial para justificar a concorrência pública, a Construtora Pablo Ltda. vai receber R$9 milhões, através da Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (Sucab).
Outros R$13,4 milhões foram gastos na pasta da Administração. Apenas em um contrato – com a Shelt Service Ltda. – a secretaria gastou R$6,1 milhões sem fazer concorrência pública para verificar se conseguiria oferta menor para a prestação do mesmo serviço. A empresa foi contratada para prestar serviços de recepção, seleção e entrada de dados nos postos de atendimento do SAC.
Valor - Há casos em que, além de dispensar a licitação, o governo sequer divulga, através do Diário Oficial, o valor dos contratos. No dia 19 de dezembro do ano passado, a Secretaria de Segurança Pública divulgou inexigibilidade de licitação para a compra, junto à empresa Forjas Taurus S/A, de cem carabinas e 200 metralhadoras para a Polícia Militar (PM). No total, a pasta gastou R$6,3 milhões sem concorrência pública.
O mesmo fez a empresa Bahia Pesca, órgão da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, no dia 8 de dezembro. A empresa publicou inexigibilidade de licitação para a aquisição de redes junto à Sansuy S/A Indústria de Plásticos sem o valor do contrato.
***
Oposicionistas criticam falta de transparência
Para o líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado Gildásio Penedo (DEM), o montante que o governo do estado gastou sem concorrência pública demonstra “a falta de compromisso com a transparência”. “A transparência deste governo fica só no discurso”, declarou o democrata. “Todas as secretarias fizeram isso. Escolheram as empresas que queriam contratar. Isso impede a disputa e, com a disputa, preços mais baratos para os contratos e economia de recursos públicos”, acrescentou.
Ele disse ainda que os contratos sem licitação, que só podem ser firmados em casos de emergência e com parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), ferem os princípios da impessoalidade. “Se escolhe uma empresa em detrimento de outra. Além do mais, há vários casos em que o governo não pode comprovar a emergência do contrato. E tem áreas, como na saúde, em que se gastou tanto sem concorrência pública, principalmente para contratar médicos, e os serviços prestados são péssimos”, salientou. “Talvez se houvesse uma disputa, uma concorrência pública para a contratação de médicos, a realidade fosse outra e o estado não estaria vivendo uma crise grave no setor”, complementou.
O vice-líder da oposição, deputado João Carlos Bacelar (PTN), lembrou que o governo começa o ano de 2008 adotando a mesma prática da contratação de obras e serviços sem concorrência pública. Ele citou como exemplo o caso da reforma do Estádio Metropolitano de Pituaçu, cujas obras começaram sem concorrência. “Essa prática virou corriqueira no atual governo, e em todas as áreas. A dispensa deve ser sempre encarada como uma exceção, mas está virando regra neste governo, algo extraordinariamente comum”.
***
Governista alega urgência e emergência
O líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Waldenor Pereira (PT), rebateu as críticas da oposição. Ele lembrou que a Lei 8.666 prevê a inexegibilidade e dispensa de licitação em casos emergenciais. “Todas as despesas que foram realizadas em 2007 com dispensa de licitação foram feitas amparadas pela lei. Foram realizadas porque eram urgentes e havia a emergência do serviço a ser realizado”, assegurou o petista.
Ele disse ainda que o montante gasto sem licitação – R$314,3 milhões – é “perfeitamente compatível com o orçamento executado em 2007 pelo governo”. “O orçamento realizado foi de cerca de R$15 bilhões. Portanto, o que foi gasto sem licitação correspondeu a apenas 2% do total, o que é perfeitamente compatível”, enfatizou. “A área em que mais foi aplicado sem licitação foi a da Saúde, justamente porque havia uma urgência maior de contemplar o setor”, acrescentou o parlamentar.
Fonte: Correio da Bahia
Apenas no primeiro ano de gestão, segundo dados do Diário Oficial, o governo Jaques Wagner, eleito pregando a transparência com o dinheiro público, gastou R$314,3 milhões sem licitação pública. A título de emergência, a pasta que mais gastou sem fazer concorrência foi a Secretaria de Saúde – R$125,1 milhões no total. Na área, há dispensa de licitação para contratação de médicos, compra e manutenção de equipamentos e até aquisição de frango congelado. Apenas para o pagamento de médicos, a secretaria destinou R$46,5 milhões para entidades como Obras Sociais Irmã Dulce e Fundação José Silveira.
Na Secretaria de Infra-Estrutura, a segunda da lista, foram gastos R$50,9 milhões sem concorrência pública na compra de materiais diversos e realizações de obras, como recuperação de trechos de estradas estaduais. Na Secretaria da Educação, foram R$45,6 milhões. Somente para a Fundação de Assistência Socioeducativa e Cultura (Fasec), foram pagos, sem licitação, recursos da ordem de R$11,3 milhões, destinados a programas como o Universidade para Todos, Brasil Alfabetizado e processo seletivo através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).
Na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, foram gastos R$21,8 milhões, com compras e serviços contratados junto a empresas de construção e engenharia. Apenas para a construção de um presídio, obra que o governo do estado considerou emergencial para justificar a concorrência pública, a Construtora Pablo Ltda. vai receber R$9 milhões, através da Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (Sucab).
Outros R$13,4 milhões foram gastos na pasta da Administração. Apenas em um contrato – com a Shelt Service Ltda. – a secretaria gastou R$6,1 milhões sem fazer concorrência pública para verificar se conseguiria oferta menor para a prestação do mesmo serviço. A empresa foi contratada para prestar serviços de recepção, seleção e entrada de dados nos postos de atendimento do SAC.
Valor - Há casos em que, além de dispensar a licitação, o governo sequer divulga, através do Diário Oficial, o valor dos contratos. No dia 19 de dezembro do ano passado, a Secretaria de Segurança Pública divulgou inexigibilidade de licitação para a compra, junto à empresa Forjas Taurus S/A, de cem carabinas e 200 metralhadoras para a Polícia Militar (PM). No total, a pasta gastou R$6,3 milhões sem concorrência pública.
O mesmo fez a empresa Bahia Pesca, órgão da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, no dia 8 de dezembro. A empresa publicou inexigibilidade de licitação para a aquisição de redes junto à Sansuy S/A Indústria de Plásticos sem o valor do contrato.
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Oposicionistas criticam falta de transparência
Para o líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado Gildásio Penedo (DEM), o montante que o governo do estado gastou sem concorrência pública demonstra “a falta de compromisso com a transparência”. “A transparência deste governo fica só no discurso”, declarou o democrata. “Todas as secretarias fizeram isso. Escolheram as empresas que queriam contratar. Isso impede a disputa e, com a disputa, preços mais baratos para os contratos e economia de recursos públicos”, acrescentou.
Ele disse ainda que os contratos sem licitação, que só podem ser firmados em casos de emergência e com parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), ferem os princípios da impessoalidade. “Se escolhe uma empresa em detrimento de outra. Além do mais, há vários casos em que o governo não pode comprovar a emergência do contrato. E tem áreas, como na saúde, em que se gastou tanto sem concorrência pública, principalmente para contratar médicos, e os serviços prestados são péssimos”, salientou. “Talvez se houvesse uma disputa, uma concorrência pública para a contratação de médicos, a realidade fosse outra e o estado não estaria vivendo uma crise grave no setor”, complementou.
O vice-líder da oposição, deputado João Carlos Bacelar (PTN), lembrou que o governo começa o ano de 2008 adotando a mesma prática da contratação de obras e serviços sem concorrência pública. Ele citou como exemplo o caso da reforma do Estádio Metropolitano de Pituaçu, cujas obras começaram sem concorrência. “Essa prática virou corriqueira no atual governo, e em todas as áreas. A dispensa deve ser sempre encarada como uma exceção, mas está virando regra neste governo, algo extraordinariamente comum”.
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Governista alega urgência e emergência
O líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Waldenor Pereira (PT), rebateu as críticas da oposição. Ele lembrou que a Lei 8.666 prevê a inexegibilidade e dispensa de licitação em casos emergenciais. “Todas as despesas que foram realizadas em 2007 com dispensa de licitação foram feitas amparadas pela lei. Foram realizadas porque eram urgentes e havia a emergência do serviço a ser realizado”, assegurou o petista.
Ele disse ainda que o montante gasto sem licitação – R$314,3 milhões – é “perfeitamente compatível com o orçamento executado em 2007 pelo governo”. “O orçamento realizado foi de cerca de R$15 bilhões. Portanto, o que foi gasto sem licitação correspondeu a apenas 2% do total, o que é perfeitamente compatível”, enfatizou. “A área em que mais foi aplicado sem licitação foi a da Saúde, justamente porque havia uma urgência maior de contemplar o setor”, acrescentou o parlamentar.
Fonte: Correio da Bahia
CGU deve investigar gastos de Matilde com cartão corporativo
BRASÍLIA - A Comissão de Ética Pública (CEP), vinculada ao Palácio do Planalto, pediu à Controladoria Geral da União (CGU) que investigue indícios de crime supostamente cometido pela ministra da Promoção e Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, por uso do cartão de crédito corporativo do governo em restaurantes e free shop, à véspera do Natal. Os cinco membros do grupo ainda cobraram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como pediram há um mês, a demissão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que acumula a função com o cargo de presidente do PDT.
Após uma reunião que durou cerca de cinco horas, o presidente da Comissão, Marcílio Marques Moreira, criticou Matilde Ribeiro, disse esperar de Lula uma decisão "ética" no caso de Lupi e ainda advertiu o primeiro escalão do governo que esteja atento às benesses oferecidas pelas empresas privadas durante o Carnaval da Bahia e do Rio.
Marcílio afirmou que os cinco membros da Comissão - duas cadeiras estão vagas - decidiram enviar à CGU o caso de Matilde Ribeiro por considerarem que as compras da ministra podem ser um problema mais grave do que uma transgressão ética.
O presidente da Comissão disse que "pode haver" indício de crime. "Pode vir a ser mais grave (do que a questão ética)", disse ele. A uma pergunta se recomendaria a um funcionário público usar cartão corporativo em compras em free shop, ele respondeu: "Evidentemente que não, é claro que não".
Segundo Marcílio, a CEP, agora, espera que a CGU investigue o caso e diga se houve crime. Se disser que não, eles, então, voltarão à análise da questão ética. "Se no futuro a CGU entender que não há implicância legal, o assunto pode retornar à comissão", disse o ministro, insistindo que "há uma zona cinzenta entre o que legal e o que é ético".
Lupi
O presidente da Comissão disse esperar que Lula tome uma decisão ética em relação ao pedido de afastamento do ministro do Trabalho. "Está nas mãos do presidente. Esperamos que seja uma decisão que se inspire na ética da administração pública", disse o ex-ministro da Fazenda do governo Fernando Collor.
A uma pergunta sobre fato de Lupi ter participado, em horário de expediente, e como presidente de partido, do lançamento da pré-candidatura do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, à prefeitura de São Paulo, Marcílio respondeu: "O assunto não está mais nas nossas mãos. Agora temos de esperar. O fato maior é que solicitamos que ele deve deixar uma coisa ou outra e estamos aguardando a decisão do presidente. Este é um fato gravíssimo".
Marcílio defendeu o trabalho da comissão e criticou a falta de zelo de ministros envolvidos em casos polêmicos. "É preciso dar um basta neste argumento de que sempre se fez, e daí?", afirmou. "Temos de acabar com estas práticas de aceitar coisas", completou. "É preciso melhorar e aprimorar os padrões éticos da administração federal, em todos os níveis, o que está escrito na Constituição".
Carnaval
Marcílio Marques Moreira avisou ainda que os integrantes do primeiro escalão não devem aceitar passagens, hospedagem nem camisetas com propagandas de empresas no carnaval. Ele disse que, a princípio, não há problemas de uma autoridade ir a um camarote, mas ressalvou que é preciso muita cautela, especialmente porque não há como separar facilmente o que é e o que não é ético.
Sobre as afirmações do ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, de vai freqüentar camarotes patrocinados por cervejarias, sim, o ministro comentou: "Na Bahia, está tudo um pouco misturado". Avisou ainda que, em caso de camarotes institucionais, não há problema de ir à festa.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Após uma reunião que durou cerca de cinco horas, o presidente da Comissão, Marcílio Marques Moreira, criticou Matilde Ribeiro, disse esperar de Lula uma decisão "ética" no caso de Lupi e ainda advertiu o primeiro escalão do governo que esteja atento às benesses oferecidas pelas empresas privadas durante o Carnaval da Bahia e do Rio.
Marcílio afirmou que os cinco membros da Comissão - duas cadeiras estão vagas - decidiram enviar à CGU o caso de Matilde Ribeiro por considerarem que as compras da ministra podem ser um problema mais grave do que uma transgressão ética.
O presidente da Comissão disse que "pode haver" indício de crime. "Pode vir a ser mais grave (do que a questão ética)", disse ele. A uma pergunta se recomendaria a um funcionário público usar cartão corporativo em compras em free shop, ele respondeu: "Evidentemente que não, é claro que não".
Segundo Marcílio, a CEP, agora, espera que a CGU investigue o caso e diga se houve crime. Se disser que não, eles, então, voltarão à análise da questão ética. "Se no futuro a CGU entender que não há implicância legal, o assunto pode retornar à comissão", disse o ministro, insistindo que "há uma zona cinzenta entre o que legal e o que é ético".
Lupi
O presidente da Comissão disse esperar que Lula tome uma decisão ética em relação ao pedido de afastamento do ministro do Trabalho. "Está nas mãos do presidente. Esperamos que seja uma decisão que se inspire na ética da administração pública", disse o ex-ministro da Fazenda do governo Fernando Collor.
A uma pergunta sobre fato de Lupi ter participado, em horário de expediente, e como presidente de partido, do lançamento da pré-candidatura do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, à prefeitura de São Paulo, Marcílio respondeu: "O assunto não está mais nas nossas mãos. Agora temos de esperar. O fato maior é que solicitamos que ele deve deixar uma coisa ou outra e estamos aguardando a decisão do presidente. Este é um fato gravíssimo".
Marcílio defendeu o trabalho da comissão e criticou a falta de zelo de ministros envolvidos em casos polêmicos. "É preciso dar um basta neste argumento de que sempre se fez, e daí?", afirmou. "Temos de acabar com estas práticas de aceitar coisas", completou. "É preciso melhorar e aprimorar os padrões éticos da administração federal, em todos os níveis, o que está escrito na Constituição".
Carnaval
Marcílio Marques Moreira avisou ainda que os integrantes do primeiro escalão não devem aceitar passagens, hospedagem nem camisetas com propagandas de empresas no carnaval. Ele disse que, a princípio, não há problemas de uma autoridade ir a um camarote, mas ressalvou que é preciso muita cautela, especialmente porque não há como separar facilmente o que é e o que não é ético.
Sobre as afirmações do ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, de vai freqüentar camarotes patrocinados por cervejarias, sim, o ministro comentou: "Na Bahia, está tudo um pouco misturado". Avisou ainda que, em caso de camarotes institucionais, não há problema de ir à festa.
Fonte: Tribuna da Imprensa
No fundo de tudo, a vontade política
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Formulada a teoria, haverá que esperar a prática. O presidente Lula determinou aos ministros que façam política, que troquem informações e, em especial, que recebam parlamentares, não se escondendo nem deixando de responder aos pedidos de audiência e telefonemas. Só depois do Carnaval haverá deputados e senadores em Brasília, mas muitos deles, experientes, já começaram a enviar solicitações de seus estados.
A pergunta que se faz é de que instrumentos disporá o presidente da República para fazer cumprir suas instruções, se um ou muitos ministros fizerem ouvidos moucos, mantendo a postura arrogante e desinteressada de sempre.
A resposta surge débil: poderá fazer tudo, mas, provavelmente, não fará nada. Porque descumprir uma ordem do comandante, no quartel, dá cadeia ou desligamento. No ministério, sempre haverá a possibilidade de o presidente demitir o auxiliar, mas nesses casos de relacionamento com o Congresso sempre há o reverso da medalha: "não é bem assim", "ninguém me deu o recado", "esse deputado ia pedir uma sinecura", "aquele senador vota sistematicamente contra o governo". Acresce a ausência provável de vontade política para fazer cumprir as próprias intenções.
Assim estamos, no limiar de uma nova postura política do governo, que na realidade é a mesma de sempre. O presidente não vai demitir ninguém por conta do pouco caso feito diante de parlamentares. Também, se a gente for analisar o que se passa com os pedidos que chegam ao Palácio do Planalto, a reação é quase a mesma...
A saída de Requião
Antes de embarcar para Cuba, Roberto Requião, do Paraná, passou por Brasília. Encontrou-se apenas com um amigo de longos anos, o ex-presidente da Câmara e ex-embaixador Paes de Andrade. A conversa foi, como sempre, até o fundo da realidade. Perguntado sobre seu futuro, o governador paranaense ficou sem resposta imediata. Já foi reeleito uma vez, em 2011 terá que deixar o cargo.
Não lhe apetece desincompatibilizar-se seis meses antes, para concorrer ao Senado. Afinal, já ocupou uma cadeira de senador, cumpriu seu dever, remou contra a maré do seu partido, o PMDB, sabendo que os obstáculos, hoje, não maiores do que antes, em termos de poder seguir suas inclinações. O partido transformou-se em linha auxiliar do poder, qualquer que seja ele.
Diante da evidência exposta por Paes, de que só lhe resta a alternativa de ir em frente, ou seja, disputar a indicação para presidente da República, Requião concluiu: "Vamos ver o que o comandante acha disso". O "comandante", no caso, é Fidel Castro, que deve ter recebido o governador nas últimas horas.
A nova Dilma
À medida que o tempo passa e o PT vai descobrindo a contragosto não dispor de um nome em condições de disputar a sucessão do presidente Lula, mais se apresentam duas vertentes para o partido. Uma, por enquanto semelhante a um plácido ribeirão, seria uma definição antecipada em torno da ministra Dilma Rousseff, par ver se em três anos as águas engrossam e se tornam navegáveis para a nau petista. A outra, semelhante ao rio Amazonas, chama-se terceiro mandato.
O problema é que levar o maior rio do mundo até o oceano eleitoral seria contrariar a Constituição, coisa tão difícil quanto canalizar o Amazonas para o Nordeste, sonho do ministro Mangabeira Unger.
O ano que mal começa oferece ao ribeirão pelo menos a chance teórica de transformar-se num rio caudaloso: seria necessário que a atual chefe do Gabinete Civil aceitasse bater de frente com a política neoliberal da equipe econômica, rompendo barragens e retornando à doutrina que o PT uma vez cultivou, do nacionalismo e da rejeição do modelo econômico a nós imposto pela comunidade internacional. Instrumental para isso ela possui. Coragem, talvez.
Bi-presidente
Michel Temer, presidente do PMDB, não pensa em outra coisa: tornar-se outra vez presidente da Câmara, no biênio 2009-2010, conquista que lhe permitiria o repeteco, ou seja, reeleger-se para 2011-2012. O problema é que, nas raras inconfidências, Temer também volta seus objetivos para a permanência na presidência do PMDB. Seria bi-presidente. Nada demais, já que o dr. Ulysses Guimarães foi tri-presidente, acumulando a presidência da Assembléia Nacional Constituinte.
Deve-se indagar, antes de tudo, o que pensam disso o presidente Lula e o PT. O chefe do governo e o deputado paulista chegaram a se compor, mas não morrem propriamente de amor um pelo outro. Acresce que a presidência do Senado, para 2009-2010, pertence desde já ao senador José Sarney, com as mesmas perspectivas da Câmara, ou seja, dois anos mais dois anos.
Como reagiria o PT, vendo o PMDB dirigir as duas casas do Congresso? As regras dispõem que as maiores bancadas indicam os presidentes das duas casas. Houve tempo em que o PMDB exerceu as duas, com Nelson Carneiro no Senado e Paes de Andrade na Câmara. Será que a História se repete?
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Formulada a teoria, haverá que esperar a prática. O presidente Lula determinou aos ministros que façam política, que troquem informações e, em especial, que recebam parlamentares, não se escondendo nem deixando de responder aos pedidos de audiência e telefonemas. Só depois do Carnaval haverá deputados e senadores em Brasília, mas muitos deles, experientes, já começaram a enviar solicitações de seus estados.
A pergunta que se faz é de que instrumentos disporá o presidente da República para fazer cumprir suas instruções, se um ou muitos ministros fizerem ouvidos moucos, mantendo a postura arrogante e desinteressada de sempre.
A resposta surge débil: poderá fazer tudo, mas, provavelmente, não fará nada. Porque descumprir uma ordem do comandante, no quartel, dá cadeia ou desligamento. No ministério, sempre haverá a possibilidade de o presidente demitir o auxiliar, mas nesses casos de relacionamento com o Congresso sempre há o reverso da medalha: "não é bem assim", "ninguém me deu o recado", "esse deputado ia pedir uma sinecura", "aquele senador vota sistematicamente contra o governo". Acresce a ausência provável de vontade política para fazer cumprir as próprias intenções.
Assim estamos, no limiar de uma nova postura política do governo, que na realidade é a mesma de sempre. O presidente não vai demitir ninguém por conta do pouco caso feito diante de parlamentares. Também, se a gente for analisar o que se passa com os pedidos que chegam ao Palácio do Planalto, a reação é quase a mesma...
A saída de Requião
Antes de embarcar para Cuba, Roberto Requião, do Paraná, passou por Brasília. Encontrou-se apenas com um amigo de longos anos, o ex-presidente da Câmara e ex-embaixador Paes de Andrade. A conversa foi, como sempre, até o fundo da realidade. Perguntado sobre seu futuro, o governador paranaense ficou sem resposta imediata. Já foi reeleito uma vez, em 2011 terá que deixar o cargo.
Não lhe apetece desincompatibilizar-se seis meses antes, para concorrer ao Senado. Afinal, já ocupou uma cadeira de senador, cumpriu seu dever, remou contra a maré do seu partido, o PMDB, sabendo que os obstáculos, hoje, não maiores do que antes, em termos de poder seguir suas inclinações. O partido transformou-se em linha auxiliar do poder, qualquer que seja ele.
Diante da evidência exposta por Paes, de que só lhe resta a alternativa de ir em frente, ou seja, disputar a indicação para presidente da República, Requião concluiu: "Vamos ver o que o comandante acha disso". O "comandante", no caso, é Fidel Castro, que deve ter recebido o governador nas últimas horas.
A nova Dilma
À medida que o tempo passa e o PT vai descobrindo a contragosto não dispor de um nome em condições de disputar a sucessão do presidente Lula, mais se apresentam duas vertentes para o partido. Uma, por enquanto semelhante a um plácido ribeirão, seria uma definição antecipada em torno da ministra Dilma Rousseff, par ver se em três anos as águas engrossam e se tornam navegáveis para a nau petista. A outra, semelhante ao rio Amazonas, chama-se terceiro mandato.
O problema é que levar o maior rio do mundo até o oceano eleitoral seria contrariar a Constituição, coisa tão difícil quanto canalizar o Amazonas para o Nordeste, sonho do ministro Mangabeira Unger.
O ano que mal começa oferece ao ribeirão pelo menos a chance teórica de transformar-se num rio caudaloso: seria necessário que a atual chefe do Gabinete Civil aceitasse bater de frente com a política neoliberal da equipe econômica, rompendo barragens e retornando à doutrina que o PT uma vez cultivou, do nacionalismo e da rejeição do modelo econômico a nós imposto pela comunidade internacional. Instrumental para isso ela possui. Coragem, talvez.
Bi-presidente
Michel Temer, presidente do PMDB, não pensa em outra coisa: tornar-se outra vez presidente da Câmara, no biênio 2009-2010, conquista que lhe permitiria o repeteco, ou seja, reeleger-se para 2011-2012. O problema é que, nas raras inconfidências, Temer também volta seus objetivos para a permanência na presidência do PMDB. Seria bi-presidente. Nada demais, já que o dr. Ulysses Guimarães foi tri-presidente, acumulando a presidência da Assembléia Nacional Constituinte.
Deve-se indagar, antes de tudo, o que pensam disso o presidente Lula e o PT. O chefe do governo e o deputado paulista chegaram a se compor, mas não morrem propriamente de amor um pelo outro. Acresce que a presidência do Senado, para 2009-2010, pertence desde já ao senador José Sarney, com as mesmas perspectivas da Câmara, ou seja, dois anos mais dois anos.
Como reagiria o PT, vendo o PMDB dirigir as duas casas do Congresso? As regras dispõem que as maiores bancadas indicam os presidentes das duas casas. Houve tempo em que o PMDB exerceu as duas, com Nelson Carneiro no Senado e Paes de Andrade na Câmara. Será que a História se repete?
Fonte: Tribuna da Imprensa
Dilma resiste à pressão do PMDB por nomeações
BRASÍLIA - Nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu ontem solucionar o impasse que move a disputa de cargos entre o PMDB e o PT. A crise ocorre agora na composição da Eletrobrás, menina dos olhos da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que não aceita a indicação do engenheiro Evandro Coura para o cargo. "Gerente" do governo, Dilma rejeita o loteamento político e insiste no perfil técnico para a montagem das diretorias de empresas subordinadas ao Ministério de Minas e Energia, que ela já comandou.
O PMDB esperneou diante da resistência da ministra, mas reapresentará hoje o nome de Flávio Decat de Moura para a presidência da Eletrobrás. Em mais uma tentativa de resolver o imbróglio, o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e os principais líderes do partido no Senado se reúnem, no fim da tarde, com os ministros José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) e Edison Lobão (Minas e Energia) no Palácio do Planalto.
Antes do almoço, ontem, Lula conversou com Lobão e Múcio e foi informado dos problemas, que também passam pela Petrobras, Eletronorte e até pela Sudene, fora do setor elétrico. Por causa das inúmeras divergências entre os dois maiores partidos da coalizão governista, principalmente nos estados, é provável que as nomeações sejam feitas somente depois do Carnaval.
Para completar a queda-de-braço, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) dedicou boa parte dos últimos dias fazendo articulações políticas para manter o afilhado Nestor Cerveró na diretoria Internacional da Petrobras. Seu gesto provocou a fúria da bancada do PMDB na Câmara, que assumiu a reivindicação dos deputados de Minas e tenta emplacar no cargo o engenheiro Jorge Zelada.
Dilma não esconde a irritação com o apetite do PMDB. A ministra gostaria de preservar Valter Cardeal na presidência da Eletrobrás, mas deu sinais de que aceitará a troca por Flávio Decat, ex-presidente da Eletronuclear. A indicação de Evandro Coura - assumida pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), depois da bênção de Sarney - começou a perder substância no fim da semana passada.
Seus adversários chegaram a dizer que ele não poderia dirigir a estatal por comandar a Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE). O argumento de petistas contrários à nomeação de Coura é de que, mesmo afastado da ABCE, ele enfrentaria conflito de interesses ao exercer o cargo.
Apesar das evidências, Múcio recorreu à diplomacia para negar o cabo-de-guerra entre o PMDB, Dilma e o PT. "Não há impasse nenhum", afirmou o coordenador político do governo. "Estamos apenas ouvindo mais para não criar ressentimentos. Queremos diminuir conflitos e homogeneizar os pleitos para não atendermos a um grupo desatendendo a outro".
Delcídio, por sua vez, disse que não desistirá de lutar pela manutenção de Cerveró na Petrobras. "Precisamos ter cuidado com o momento que o País está vivendo", comentou, numa referência à ameaça de apagão de energia. "Nessas horas, é necessário exigir predicados técnicos em vez de apenas políticos", emendou o petista.
Contrariado com a ação de Delcídio, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, se recusou a esticar a polêmica. "Nós confiamos na palavra do presidente Lula e consideramos esse assunto encerrado", desconversou. Até agora, porém, o PT já conseguiu vencer a queda-de-braço com o PMDB na Eletrosul, que será comandada por Jorge Boeira, indicado pela líder petista no Senado, Ideli Salvatti (SC).
Fonte: Tribuna da Imprensa
O PMDB esperneou diante da resistência da ministra, mas reapresentará hoje o nome de Flávio Decat de Moura para a presidência da Eletrobrás. Em mais uma tentativa de resolver o imbróglio, o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e os principais líderes do partido no Senado se reúnem, no fim da tarde, com os ministros José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) e Edison Lobão (Minas e Energia) no Palácio do Planalto.
Antes do almoço, ontem, Lula conversou com Lobão e Múcio e foi informado dos problemas, que também passam pela Petrobras, Eletronorte e até pela Sudene, fora do setor elétrico. Por causa das inúmeras divergências entre os dois maiores partidos da coalizão governista, principalmente nos estados, é provável que as nomeações sejam feitas somente depois do Carnaval.
Para completar a queda-de-braço, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) dedicou boa parte dos últimos dias fazendo articulações políticas para manter o afilhado Nestor Cerveró na diretoria Internacional da Petrobras. Seu gesto provocou a fúria da bancada do PMDB na Câmara, que assumiu a reivindicação dos deputados de Minas e tenta emplacar no cargo o engenheiro Jorge Zelada.
Dilma não esconde a irritação com o apetite do PMDB. A ministra gostaria de preservar Valter Cardeal na presidência da Eletrobrás, mas deu sinais de que aceitará a troca por Flávio Decat, ex-presidente da Eletronuclear. A indicação de Evandro Coura - assumida pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), depois da bênção de Sarney - começou a perder substância no fim da semana passada.
Seus adversários chegaram a dizer que ele não poderia dirigir a estatal por comandar a Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE). O argumento de petistas contrários à nomeação de Coura é de que, mesmo afastado da ABCE, ele enfrentaria conflito de interesses ao exercer o cargo.
Apesar das evidências, Múcio recorreu à diplomacia para negar o cabo-de-guerra entre o PMDB, Dilma e o PT. "Não há impasse nenhum", afirmou o coordenador político do governo. "Estamos apenas ouvindo mais para não criar ressentimentos. Queremos diminuir conflitos e homogeneizar os pleitos para não atendermos a um grupo desatendendo a outro".
Delcídio, por sua vez, disse que não desistirá de lutar pela manutenção de Cerveró na Petrobras. "Precisamos ter cuidado com o momento que o País está vivendo", comentou, numa referência à ameaça de apagão de energia. "Nessas horas, é necessário exigir predicados técnicos em vez de apenas políticos", emendou o petista.
Contrariado com a ação de Delcídio, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, se recusou a esticar a polêmica. "Nós confiamos na palavra do presidente Lula e consideramos esse assunto encerrado", desconversou. Até agora, porém, o PT já conseguiu vencer a queda-de-braço com o PMDB na Eletrosul, que será comandada por Jorge Boeira, indicado pela líder petista no Senado, Ideli Salvatti (SC).
Fonte: Tribuna da Imprensa
Mensalão: Valério marcou encontros com José Dirceu
BELO HORIZONTE - Em depoimento prestado ontem à Justiça Federal em Minas Gerais, Kátia Rabello, presidente do Banco Rural, afirmou ter conhecimento de três reuniões realizadas entre a instituição e o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu. O responsável pela verificação da disponibilidade de Dirceu era, segundo ela, o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o operador do mensalão.
Kátia foi interrogada em condição de ré pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta. De acordo com ela, o publicitário esteve presente a um desses encontros. Os assuntos tratados, disse, versavam sobre "generalidades, vida pregressa do ex-ministro e a suspensão do processo de liquidação do banco Mercantil do Brasil de Pernambuco".
Segundo ela, o interesse do Banco Rural no caso é "complexo". A instituição que dirige teria adquirido 20% do que ela chamou de "parte boa" do Mercantil. "O Valério foi quem intermediou essa negociação, pois achamos que seria interessante para o Rural, uma vez que ele já conhecia os procedimentos do Banco Central para a suspensão da liquidação", disse. Ainda segundo Kátia, o ex-ministro teria dito que não poderia tomar parte nesse tipo de discussão. Nenhum retorno teria sido dado ao Banco Rural após o encontro.
Empréstimos
Kátia disse que o responsável pelas operações financeiras do Banco Rural era o vice-presidente da instituição, José Augusto Dumont, até 2004, ano em que morreu. Ela alegou só ter tomado conhecimento das acusações após a deflagração da crise política, por meio da imprensa.
Afirmou também não ter nenhuma participação nos empréstimos concedidos ao PT e à SMP&B, extinta agência de Marcos Valério. Teria, contudo, votado pela renovação dos contratos com o PT.
A cifra desses empréstimos, segundo ela, era irrisória: R$ 29 milhões para a empresa de publicidade e R$ 2 milhões para o PT, pouco perto da linha de crédito de R$ 5 bilhões de que o banco dispunha. "Por isso esse total não chegava ao meu conhecimento. É realmente muito pouco perto do que detínhamos", afirmou.
O crédito concedido ao PT, segundo o depoimento, estaria lastreado pela contribuição paga pelos membros do partido. Não soube dizer, contudo, se tal garantia estava expressamente prevista no contrato de empréstimo. "Banco vive de emprestar dinheiro. Se você entende que o cliente pode pagar, não há por que negar".
Ela também refutou a acusação de lavagem de dinheiro. Todos os empréstimos, afirmou, são registrados em formulários próprios, contendo a origem do dinheiro e também quem o sacaria. Segundo Kátia, os saques poderiam ser feitos pela própria pessoa indicada ou por outra, desde que portasse os documentos necessários para identificação.
Aproximadamente R$ 40 milhões foram retirados ao longo de dois anos do Banco Rural. De acordo com a interrogada, o volume, se diluído pelo período de tempo apontado, não apresenta motivo para desconfiança dos gestores da instituição.
José Carlos Dias, advogado da acusada, disse que o depoimento foi tranqüilo e absolutamente normal. Afirmou que não há crime ou qualquer demérito no fato de o publicitário Marcos Valério supostamente facilitar o agendamento de encontros com José Dirceu.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Kátia foi interrogada em condição de ré pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta. De acordo com ela, o publicitário esteve presente a um desses encontros. Os assuntos tratados, disse, versavam sobre "generalidades, vida pregressa do ex-ministro e a suspensão do processo de liquidação do banco Mercantil do Brasil de Pernambuco".
Segundo ela, o interesse do Banco Rural no caso é "complexo". A instituição que dirige teria adquirido 20% do que ela chamou de "parte boa" do Mercantil. "O Valério foi quem intermediou essa negociação, pois achamos que seria interessante para o Rural, uma vez que ele já conhecia os procedimentos do Banco Central para a suspensão da liquidação", disse. Ainda segundo Kátia, o ex-ministro teria dito que não poderia tomar parte nesse tipo de discussão. Nenhum retorno teria sido dado ao Banco Rural após o encontro.
Empréstimos
Kátia disse que o responsável pelas operações financeiras do Banco Rural era o vice-presidente da instituição, José Augusto Dumont, até 2004, ano em que morreu. Ela alegou só ter tomado conhecimento das acusações após a deflagração da crise política, por meio da imprensa.
Afirmou também não ter nenhuma participação nos empréstimos concedidos ao PT e à SMP&B, extinta agência de Marcos Valério. Teria, contudo, votado pela renovação dos contratos com o PT.
A cifra desses empréstimos, segundo ela, era irrisória: R$ 29 milhões para a empresa de publicidade e R$ 2 milhões para o PT, pouco perto da linha de crédito de R$ 5 bilhões de que o banco dispunha. "Por isso esse total não chegava ao meu conhecimento. É realmente muito pouco perto do que detínhamos", afirmou.
O crédito concedido ao PT, segundo o depoimento, estaria lastreado pela contribuição paga pelos membros do partido. Não soube dizer, contudo, se tal garantia estava expressamente prevista no contrato de empréstimo. "Banco vive de emprestar dinheiro. Se você entende que o cliente pode pagar, não há por que negar".
Ela também refutou a acusação de lavagem de dinheiro. Todos os empréstimos, afirmou, são registrados em formulários próprios, contendo a origem do dinheiro e também quem o sacaria. Segundo Kátia, os saques poderiam ser feitos pela própria pessoa indicada ou por outra, desde que portasse os documentos necessários para identificação.
Aproximadamente R$ 40 milhões foram retirados ao longo de dois anos do Banco Rural. De acordo com a interrogada, o volume, se diluído pelo período de tempo apontado, não apresenta motivo para desconfiança dos gestores da instituição.
José Carlos Dias, advogado da acusada, disse que o depoimento foi tranqüilo e absolutamente normal. Afirmou que não há crime ou qualquer demérito no fato de o publicitário Marcos Valério supostamente facilitar o agendamento de encontros com José Dirceu.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Tarso admite investigar morte de Jango
PORTO ALEGRE - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que o governo federal poderá tomar alguma providência e "mobilizar uma investigação" se receber alguma informação concreta indicando que o Estado brasileiro tenha ordenado ou contribuído para um atentado contra o ex-presidente João Goulart, morto em 6 de dezembro de 1976, em Mercedes, na Argentina.
"Para isso, precisamos de um dado real, que até agora não existe, pelo menos sob controle do Ministério da Justiça", ressaltou ontem, em Porto Alegre, onde participou de um painel com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o senador Pedro Simon na sede do Grupo RBS.
A discussão sobre a morte de João Goulart, que governou o País de 1961 a 1964, foi retomada pelo filho do ex-presidente, João Vicente Goulart, que diz ter certeza de que uma investigação sobre a morte de seu pai comprovaria que ele foi envenenado por militares uruguaios a pedido da ditadura brasileira.
A tese tem sido fomentada por entrevistas que o uruguaio Mario Neira Barreiro, preso em Charqueadas (RS) por tráfico de armas, falsidade ideológica, roubo e formação de quadrilha, vem dando desde 2002, uma das quais ao próprio João Vicente, afirmando que participou da operação de assassinato de João Goulart e negando que a morte tenha ocorrido por um enfarte de causas naturais, conforme a versão oficial.
Para Tarso, não há nenhuma informação concreta ou consistente e nenhum dado técnico confirmando que o regime militar brasileiro tenha articulado um atentado contra João Goulart. "Se isso chegar ao Ministério, obviamente será investigado, vai ser verificado", reiterou. "Mas até agora não chegou e o que há é apenas uma informação desse cidadão (Barreiro), do qual não se tem nenhuma visão de confiabilidade".
Apesar de exigir informações concretas, Tarso não descarta a possibilidade de João Goulart ter sido assassinado. O ministro disse que, nos anos 70, passou um mês na fazenda do ex-presidente no Uruguai, quando também estava no exílio, e percebeu que ele tinha uma vida simples, sem nenhuma precaução com sua segurança, costumando receber muitos visitantes com quem negociava gado ou conversava sobre política.
Segundo Tarso, o panorama histórico daquela época também torna possível pensar que um presidente no exílio pudesse sofrer atentados de serviços de segurança de ditaduras. "Generais chilenos legalistas e parlamentares uruguaios foram mortos na Argentina", recordou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
"Para isso, precisamos de um dado real, que até agora não existe, pelo menos sob controle do Ministério da Justiça", ressaltou ontem, em Porto Alegre, onde participou de um painel com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o senador Pedro Simon na sede do Grupo RBS.
A discussão sobre a morte de João Goulart, que governou o País de 1961 a 1964, foi retomada pelo filho do ex-presidente, João Vicente Goulart, que diz ter certeza de que uma investigação sobre a morte de seu pai comprovaria que ele foi envenenado por militares uruguaios a pedido da ditadura brasileira.
A tese tem sido fomentada por entrevistas que o uruguaio Mario Neira Barreiro, preso em Charqueadas (RS) por tráfico de armas, falsidade ideológica, roubo e formação de quadrilha, vem dando desde 2002, uma das quais ao próprio João Vicente, afirmando que participou da operação de assassinato de João Goulart e negando que a morte tenha ocorrido por um enfarte de causas naturais, conforme a versão oficial.
Para Tarso, não há nenhuma informação concreta ou consistente e nenhum dado técnico confirmando que o regime militar brasileiro tenha articulado um atentado contra João Goulart. "Se isso chegar ao Ministério, obviamente será investigado, vai ser verificado", reiterou. "Mas até agora não chegou e o que há é apenas uma informação desse cidadão (Barreiro), do qual não se tem nenhuma visão de confiabilidade".
Apesar de exigir informações concretas, Tarso não descarta a possibilidade de João Goulart ter sido assassinado. O ministro disse que, nos anos 70, passou um mês na fazenda do ex-presidente no Uruguai, quando também estava no exílio, e percebeu que ele tinha uma vida simples, sem nenhuma precaução com sua segurança, costumando receber muitos visitantes com quem negociava gado ou conversava sobre política.
Segundo Tarso, o panorama histórico daquela época também torna possível pensar que um presidente no exílio pudesse sofrer atentados de serviços de segurança de ditaduras. "Generais chilenos legalistas e parlamentares uruguaios foram mortos na Argentina", recordou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Telefônicas terão que implantar conselhos de usuários
SÃO PAULO - As concessionárias de telefonia fixa Brasil Telecom, CTBC Telecom, Embratel, Oi (ex-Telemar), Sercomtel e Telefônica terão até 180 dias para implantar 46 conselhos de usuários, conforme determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicada ontem no "Diário Oficial" da União.
Segundo comunicado do órgão regulador, os conselhos terão a atribuição de avaliar os serviços e a qualidade do atendimento e propor soluções para conflitos entre prestadoras e usuários. Essa é mais uma providência da Anatel para reduzir as queixas dos usuários contra as empresas de telecomunicações, líderes de reclamação nos rankings dos órgãos de defesa do consumidor.
Como se tratam de órgãos consultivos, segundo a Anatel, a prestadora não terá a obrigação de acatar as sugestões. "Apesar disso, a Anatel acompanhará a ação das assembléias e poderá incorporar as contribuições aos regulamentos do setor", diz a agência, em nota publicada na sua página na internet.
Os conselhos serão compostos por seis usuários e seis associações ou entidades de defesa do consumidor. Com participação voluntária e não remunerada, os integrantes terão mandato de três anos sem recondução. É vedada a participação de qualquer empregado, dirigente ou representante da prestadora, exceto para o exercício do cargo de secretário.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Segundo comunicado do órgão regulador, os conselhos terão a atribuição de avaliar os serviços e a qualidade do atendimento e propor soluções para conflitos entre prestadoras e usuários. Essa é mais uma providência da Anatel para reduzir as queixas dos usuários contra as empresas de telecomunicações, líderes de reclamação nos rankings dos órgãos de defesa do consumidor.
Como se tratam de órgãos consultivos, segundo a Anatel, a prestadora não terá a obrigação de acatar as sugestões. "Apesar disso, a Anatel acompanhará a ação das assembléias e poderá incorporar as contribuições aos regulamentos do setor", diz a agência, em nota publicada na sua página na internet.
Os conselhos serão compostos por seis usuários e seis associações ou entidades de defesa do consumidor. Com participação voluntária e não remunerada, os integrantes terão mandato de três anos sem recondução. É vedada a participação de qualquer empregado, dirigente ou representante da prestadora, exceto para o exercício do cargo de secretário.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Cristina começa a mostrar suas "garras"
"Presidenta! Comecem a se acostumar. Presidentaaa...e não presidente!". Desta forma, esticando a letra "a" para destacar a feminilidade da palavra, a então candidata à presidência Cristina Fernández de Kirchner deixava claro, em seu comício de lançamento de campanha, em julho passado, que faria questão de ser chamada "presidenta", no feminino, e não na forma tradicional, se vencesse as eleições presidenciais.
Políticos e funcionários públicos consideraram, na época, que a insistência de Cristina Kirchner não passava de uma brincadeira de campanha eleitoral ou apenas um desejo sem maiores conseqüências.
Após sua vitória nas urnas em outubro e a posse em dezembro, esta firme decisão a ser chamada com o "a" final fez que a Casa Rosada - o palácio presidencial - rejeitasse mais de 300 documentos no último mês e meio, em cujo cabeçalho e texto aparecia a palavra "presidente" (com "e" final), e não sua versão feminina.
Os gramáticos indicam que "presidente" está correto, embora, por questões de costume, nos últimos anos, a palavra "presidenta" tenha se tornado totalmente aceitável. Analistas políticos afirmam que a insistência fora do normal de Cristina com a letra "a" final em seu título é uma amostra do autoritarismo do casal Kirchner, mais do que uma preocupação gramatical.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Políticos e funcionários públicos consideraram, na época, que a insistência de Cristina Kirchner não passava de uma brincadeira de campanha eleitoral ou apenas um desejo sem maiores conseqüências.
Após sua vitória nas urnas em outubro e a posse em dezembro, esta firme decisão a ser chamada com o "a" final fez que a Casa Rosada - o palácio presidencial - rejeitasse mais de 300 documentos no último mês e meio, em cujo cabeçalho e texto aparecia a palavra "presidente" (com "e" final), e não sua versão feminina.
Os gramáticos indicam que "presidente" está correto, embora, por questões de costume, nos últimos anos, a palavra "presidenta" tenha se tornado totalmente aceitável. Analistas políticos afirmam que a insistência fora do normal de Cristina com a letra "a" final em seu título é uma amostra do autoritarismo do casal Kirchner, mais do que uma preocupação gramatical.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Site oferece mais de 25 milhões de músicas gratuitas
Qtrax fez parceria com grandes gravadoras, que serão pagas conforme o número de acessos
CANNES - Após passar uma década tentando combater a pirataria de músicas pela internet, parte da indústria fonográfica decidiu liberar, desde ontem, o acesso gratuito a mais de 25 milhões de canções pela internet. O serviço de música online Qtrax anunciou, no domingo, uma parceria com grandes gravadoras, incluindo EMI, Sony BMG, Universal Music e Warner Music, que vai possibilitar que usuários baixem de graça títulos dos mais variados gêneros, desde grandes hits da atualidade até clássicos e raridades.
Como parte do acordo, artistas e gravadoras serão pagos conforme o número de acessos às suas músicas e ainda receberão uma fatia do que for arrecadado com os anúncios publicitários feitos na página da Qtrax. Empresas como Microsoft, Mc Donald's e Ford já revelaram que serão alguns dos anunciantes.
O anúncio foi feito pela empresa americana durante a abertura da 42ª edição do Midem (Mercado Internacional do Disco e da Edição Musical), a feira mundial da música, em Cannes, na França.
Para acessar as músicas, o usuário terá de ir ao site da Qtrax e baixar um software específico. Atrelada à nova ferramenta, está o software Digital Rights Management (gerenciamento de direitos digitais, em tradução livre), que permitirá às gravadoras checarem quantas vezes suas músicas foram baixadas e tocadas. O serviço será disponibilizado por meio de uma rede "peer-to-peer" (P2P) de compartilhamento de arquivos pela internet.
Ipod
As músicas que poderão ser baixadas pelo Qtrax não serão compatíveis - pelo menos em um primeiro momento - com o iPod. Mas a empresa, que passou os últimos cinco anos desenvolvendo a nova ferramenta, já anunciou que está estudando uma "solução para o iPod", a ser disponibilizada em 15 de abril. Cerca de US$ 30 milhões (R$ 53 milhões) foram investidos pela Qtrax na nova tecnologia.
O chefe-executivo da empresa, Allan Klepfisz, disse que os consumidores "agora poderão compartilhar música legalmente pela internet". "Nós queremos poder disponibilizar música de graça num ambiente de total legalidade que permitirá que os artistas sejam pagos".
Fonte: Tribuna da Imprensa
CANNES - Após passar uma década tentando combater a pirataria de músicas pela internet, parte da indústria fonográfica decidiu liberar, desde ontem, o acesso gratuito a mais de 25 milhões de canções pela internet. O serviço de música online Qtrax anunciou, no domingo, uma parceria com grandes gravadoras, incluindo EMI, Sony BMG, Universal Music e Warner Music, que vai possibilitar que usuários baixem de graça títulos dos mais variados gêneros, desde grandes hits da atualidade até clássicos e raridades.
Como parte do acordo, artistas e gravadoras serão pagos conforme o número de acessos às suas músicas e ainda receberão uma fatia do que for arrecadado com os anúncios publicitários feitos na página da Qtrax. Empresas como Microsoft, Mc Donald's e Ford já revelaram que serão alguns dos anunciantes.
O anúncio foi feito pela empresa americana durante a abertura da 42ª edição do Midem (Mercado Internacional do Disco e da Edição Musical), a feira mundial da música, em Cannes, na França.
Para acessar as músicas, o usuário terá de ir ao site da Qtrax e baixar um software específico. Atrelada à nova ferramenta, está o software Digital Rights Management (gerenciamento de direitos digitais, em tradução livre), que permitirá às gravadoras checarem quantas vezes suas músicas foram baixadas e tocadas. O serviço será disponibilizado por meio de uma rede "peer-to-peer" (P2P) de compartilhamento de arquivos pela internet.
Ipod
As músicas que poderão ser baixadas pelo Qtrax não serão compatíveis - pelo menos em um primeiro momento - com o iPod. Mas a empresa, que passou os últimos cinco anos desenvolvendo a nova ferramenta, já anunciou que está estudando uma "solução para o iPod", a ser disponibilizada em 15 de abril. Cerca de US$ 30 milhões (R$ 53 milhões) foram investidos pela Qtrax na nova tecnologia.
O chefe-executivo da empresa, Allan Klepfisz, disse que os consumidores "agora poderão compartilhar música legalmente pela internet". "Nós queremos poder disponibilizar música de graça num ambiente de total legalidade que permitirá que os artistas sejam pagos".
Fonte: Tribuna da Imprensa
segunda-feira, janeiro 28, 2008
JANGO FOI MORTO PELA DITADURA E CIA
Por FOLHA DE SÃO PAULO 27/01/2008 às 18:51
O TORTURADOR FLEURY NÃO PODERIA ESTAR LONGE DESTE CRIME.
27 DE JANEIRO DE 2008 - 14h26 Ex-agente diz que Jango foi morto a pedido do regime militar O regime militar (1964-1985) não só espionou João Goulart, o Jango, durante anos como também ordenou a morte do ex-presidente em 1976. É o que afirma Mario Neira Barreiro, um ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio, preso desde 2003 na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (RS). Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente de ataque cardíaco. Ele governou o Brasil de 1961 até ser deposto por um golpe militar em 31 de março de 1964, quando foi para o exílio. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Barreiro, de 54 anos, deu detalhes da operação da qual participou e declarou que ele próprio se encarregou da espionagem durante quatro anos. Segundo o ex-agente, Jango não morreu de ataque cardíaco ? mas envenenado ?, após ter sido vigiado 24 horas por dia de 1973 a 1976. Barreiro disse que Sérgio Paranhos Fleury (que morreu em 1979), à época delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, era a ligação entre a inteligência uruguaia e o governo brasileiro. A ordem para que Jango fosse morto partiu de Fleury, em reunião no Uruguai com dois comandantes que chefiavam a "equipe Centauro" ? grupo integrado por Barreiro que monitorava Jango. As escutas, feitas e transcritas por Barreiro, teriam servido de motivo para matar Jango. Mas, segundo o ex-agente (que tinha o codinome de tenente Tamúz), o conteúdo das conversas não era grave: tratavam da vontade de Jango de voltar ao Brasil, de críticas ao regime militar e de assuntos domésticos. Barreiro afirmou que interpretações "erradas e exageradas" do governo brasileiro levaram ao assassinato. Segundo o uruguaio, a autorização para que isso ocorresse partiu do então presidente Ernesto Geisel (1908-1996) e foi transmitida a Fleury,. A partir disso, o delegado acertou com o serviço de inteligência do Uruguai os detalhes da operação, chamada Escorpião ? que teria sido acompanhada e financiada pela CIA (agência de inteligência americana). O plano consistia em pôr comprimidos envenenados nos frascos dos medicamentos que Jango tomava para o coração: o efeito seria semelhante a um ataque cardíaco. As cápsulas envenenadas eram misturadas aos remédios no Hotel Liberty, em Buenos Aires, onde morava a família de Jango, na fazenda de Maldonado e no porta-luvas de seu carro. À Folha, Barreiro não exibiu provas e disse que o caso era discutido pessoalmente. Qual era o interesse do Uruguai em vigiar Jango? Após o golpe no Brasil, o serviço de inteligência do governo do Uruguai se viu obrigado a cooperar porque era totalmente dependente do Brasil. Goulart, para nós, era uma pessoa que não tinha nenhuma importância. Quando passou a vigiá-lo? Eu o monitorei de meados de 1973 até sua morte, em 6 de dezembro de 1976. Monitorei tudo o que falava através do telefone, de escuta ambiental e em lugares públicos. O sr. colocou microfones na casa? Como ouvia as conversas? Estive na fazenda de Maldonado para colocar uma estação repetidora que captava sinais dos microfones de dentro da casa e retransmitia para nós. Esta estação repetidora foi colocada numa caixa de força que havia na fazenda. Aproveitamos essa fonte de energia para alimentar os aparelhos eletrônicos e para ampliar as escutas. Isso possibilitava que ouvíssemos as conversas a 10, 12 km de distância. Ficávamos no hipódromo de Maldonado ouvindo o que Jango falava. Alguma vez falou com ele? Sim. Eu e um colega estávamos vigiando a fazenda, fingindo que um pneu da camionete estava furado. Ele nos viu e veio até nós caminhando e fumando. Perguntou se precisávamos de ajuda. Estava frio e ele nos convidou para tomar um café. Eu pensei: "Ou ele é muito burro ou muito bom". Ele me convidou para entrar na fazenda. Meu colega não quis ir. Depois que fiz um lanche e tomei o café, eu disse: "Desculpa, senhor, qual é o seu nome?". Ele me olhou e disse: "Mas como, rapaz, tu não sabes quem sou eu? Tu estás me vigiando. Acha que sou bobo? Fui presidente do Brasil porque sou burro? Estou te convidando para minha fazenda porque não tenho nada a esconder. Sei que estão me vigiando, mas não sou inimigo de vocês". Eu disse que ele estava enganado, me fiz de bobo, mas ele era inteligente. Como foi decidido que Jango deveria ser morto? O que levou à morte foram interpretações erradas, exageradas do que ele falava. Fleury foi quem deu a palavra final. Em uma reunião no Uruguai, disse que Jango era um conspirador e que falaria com Geisel para dar um ponto final no assunto. Depois, em outra reunião no Uruguai, disse ? não para mim, mas para um major e um general ? que tinha conversado com Geisel dizendo que Jango estava complicando e que ele sabia o que deveria ser feito. E ele (Geisel) disse: "Faça e não me diga mais nada sobre Goulart". A morte não foi decidida pelo governo uruguaio, mas pelo governo do Brasil, influenciado pela CIA. Qual foi o papel da CIA? A CIA pagou fortunas para saber o que Jango falava e foi responsável por muita coisa, mas não quero falar sobre isso porque tenho medo. Como Jango foi morto? Foi morto como resultado de uma troca proposital de medicamentos. Ele tomava Isordil, Adelfan e Nifodin, que eram para o coração. Havia um médico-legista que se chamava Carlos Milles. Ele era médico e capitão do serviço secreto. O primeiro ingrediente químico veio da CIA e foi testado com cachorros e doentes terminais. O doutor deu os remédios e eles morreram. Ele desidratava os compostos, tinha cloreto de potássio. Não posso dizer a fórmula química, porque não sei. Ele colocava dentro de um comprimido. Como as cápsulas eram colocadas nos remédios de Jango? Ele era desorganizado. Abria um frasco, tomava alguns, na fazenda abria outro. Tinha sete, oito frascos abertos. E colocávamos (referência ao grupo que monitorava Jango) um remédio em cada frasco. Colocamos os comprimidos em vários lugares: no escritório na fazenda, no porta-luvas do carro e no Hotel Liberty. O sr. concordava com a operação para matá-lo? Era contrário, mas era um simples serviçal. Passei a simpatizar com ele. Goulart era um homem bom. Mas se tivessem me pedido para eliminar Brizola, eu mataria: ele era um conspirador nato. Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo
Fonte: CMI Brasil
O TORTURADOR FLEURY NÃO PODERIA ESTAR LONGE DESTE CRIME.
27 DE JANEIRO DE 2008 - 14h26 Ex-agente diz que Jango foi morto a pedido do regime militar O regime militar (1964-1985) não só espionou João Goulart, o Jango, durante anos como também ordenou a morte do ex-presidente em 1976. É o que afirma Mario Neira Barreiro, um ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio, preso desde 2003 na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (RS). Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente de ataque cardíaco. Ele governou o Brasil de 1961 até ser deposto por um golpe militar em 31 de março de 1964, quando foi para o exílio. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Barreiro, de 54 anos, deu detalhes da operação da qual participou e declarou que ele próprio se encarregou da espionagem durante quatro anos. Segundo o ex-agente, Jango não morreu de ataque cardíaco ? mas envenenado ?, após ter sido vigiado 24 horas por dia de 1973 a 1976. Barreiro disse que Sérgio Paranhos Fleury (que morreu em 1979), à época delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, era a ligação entre a inteligência uruguaia e o governo brasileiro. A ordem para que Jango fosse morto partiu de Fleury, em reunião no Uruguai com dois comandantes que chefiavam a "equipe Centauro" ? grupo integrado por Barreiro que monitorava Jango. As escutas, feitas e transcritas por Barreiro, teriam servido de motivo para matar Jango. Mas, segundo o ex-agente (que tinha o codinome de tenente Tamúz), o conteúdo das conversas não era grave: tratavam da vontade de Jango de voltar ao Brasil, de críticas ao regime militar e de assuntos domésticos. Barreiro afirmou que interpretações "erradas e exageradas" do governo brasileiro levaram ao assassinato. Segundo o uruguaio, a autorização para que isso ocorresse partiu do então presidente Ernesto Geisel (1908-1996) e foi transmitida a Fleury,. A partir disso, o delegado acertou com o serviço de inteligência do Uruguai os detalhes da operação, chamada Escorpião ? que teria sido acompanhada e financiada pela CIA (agência de inteligência americana). O plano consistia em pôr comprimidos envenenados nos frascos dos medicamentos que Jango tomava para o coração: o efeito seria semelhante a um ataque cardíaco. As cápsulas envenenadas eram misturadas aos remédios no Hotel Liberty, em Buenos Aires, onde morava a família de Jango, na fazenda de Maldonado e no porta-luvas de seu carro. À Folha, Barreiro não exibiu provas e disse que o caso era discutido pessoalmente. Qual era o interesse do Uruguai em vigiar Jango? Após o golpe no Brasil, o serviço de inteligência do governo do Uruguai se viu obrigado a cooperar porque era totalmente dependente do Brasil. Goulart, para nós, era uma pessoa que não tinha nenhuma importância. Quando passou a vigiá-lo? Eu o monitorei de meados de 1973 até sua morte, em 6 de dezembro de 1976. Monitorei tudo o que falava através do telefone, de escuta ambiental e em lugares públicos. O sr. colocou microfones na casa? Como ouvia as conversas? Estive na fazenda de Maldonado para colocar uma estação repetidora que captava sinais dos microfones de dentro da casa e retransmitia para nós. Esta estação repetidora foi colocada numa caixa de força que havia na fazenda. Aproveitamos essa fonte de energia para alimentar os aparelhos eletrônicos e para ampliar as escutas. Isso possibilitava que ouvíssemos as conversas a 10, 12 km de distância. Ficávamos no hipódromo de Maldonado ouvindo o que Jango falava. Alguma vez falou com ele? Sim. Eu e um colega estávamos vigiando a fazenda, fingindo que um pneu da camionete estava furado. Ele nos viu e veio até nós caminhando e fumando. Perguntou se precisávamos de ajuda. Estava frio e ele nos convidou para tomar um café. Eu pensei: "Ou ele é muito burro ou muito bom". Ele me convidou para entrar na fazenda. Meu colega não quis ir. Depois que fiz um lanche e tomei o café, eu disse: "Desculpa, senhor, qual é o seu nome?". Ele me olhou e disse: "Mas como, rapaz, tu não sabes quem sou eu? Tu estás me vigiando. Acha que sou bobo? Fui presidente do Brasil porque sou burro? Estou te convidando para minha fazenda porque não tenho nada a esconder. Sei que estão me vigiando, mas não sou inimigo de vocês". Eu disse que ele estava enganado, me fiz de bobo, mas ele era inteligente. Como foi decidido que Jango deveria ser morto? O que levou à morte foram interpretações erradas, exageradas do que ele falava. Fleury foi quem deu a palavra final. Em uma reunião no Uruguai, disse que Jango era um conspirador e que falaria com Geisel para dar um ponto final no assunto. Depois, em outra reunião no Uruguai, disse ? não para mim, mas para um major e um general ? que tinha conversado com Geisel dizendo que Jango estava complicando e que ele sabia o que deveria ser feito. E ele (Geisel) disse: "Faça e não me diga mais nada sobre Goulart". A morte não foi decidida pelo governo uruguaio, mas pelo governo do Brasil, influenciado pela CIA. Qual foi o papel da CIA? A CIA pagou fortunas para saber o que Jango falava e foi responsável por muita coisa, mas não quero falar sobre isso porque tenho medo. Como Jango foi morto? Foi morto como resultado de uma troca proposital de medicamentos. Ele tomava Isordil, Adelfan e Nifodin, que eram para o coração. Havia um médico-legista que se chamava Carlos Milles. Ele era médico e capitão do serviço secreto. O primeiro ingrediente químico veio da CIA e foi testado com cachorros e doentes terminais. O doutor deu os remédios e eles morreram. Ele desidratava os compostos, tinha cloreto de potássio. Não posso dizer a fórmula química, porque não sei. Ele colocava dentro de um comprimido. Como as cápsulas eram colocadas nos remédios de Jango? Ele era desorganizado. Abria um frasco, tomava alguns, na fazenda abria outro. Tinha sete, oito frascos abertos. E colocávamos (referência ao grupo que monitorava Jango) um remédio em cada frasco. Colocamos os comprimidos em vários lugares: no escritório na fazenda, no porta-luvas do carro e no Hotel Liberty. O sr. concordava com a operação para matá-lo? Era contrário, mas era um simples serviçal. Passei a simpatizar com ele. Goulart era um homem bom. Mas se tivessem me pedido para eliminar Brizola, eu mataria: ele era um conspirador nato. Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo
Fonte: CMI Brasil
Outras páginas
José Aparecido Miguel
Corrupção e loteamento
A Veja desta semana traz na capa a emblemática fotografia do funcionário Maurício Marinho recebendo propina nos Correios, em maio de 2005, no episódio que detonou o esquema do mensalão. O Supremo Tribunal Federal processou 40 pessoas, entre as quais o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o deputado cassado e presidente do PTB, Roberto Jefferson. A reportagem Autópsia da corrupção mostra que os partidos usam os cargos públicos para desviar dinheiro e abastecer campanhas eleitorais, segundo relatório da Polícia Federal. A Veja Rio volta a tratar do boicote ao IPTU, tema de série de reportagens do JB desde o dia 4. Sua manchete é A revolta dos contribuintes, sobre a luta dos cariocas para exigir bons serviços públicos pelos altos impostos que pagam.
Riscos no ar
A Época tem a manchete Preocupe-se, revelando situações de alto risco no espaço aéreo brasileiro e mostrando que as falhas no controle aéreo permanecem acima do normal. Documentos da Aeronáutica mostram também que há falhas graves de equipamentos - caso de um radar que informa posição e velocidade erradas de avião. A revista recorda promessas não cumpridas, como o reembolso aos passageiros nos casos de atraso de vôos. E as derrubadas na Amazônia voltam à baila. Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), em menos de seis meses foram destruídos 7 mil quilômetros quadrados de floresta - o reaquecimento da agricultura impulsiona nova onda de destruição.
Desastroso governo
A IstoÉ tem o presidente dos Estados Unidos, George Bush, como "O culpado" pela recessão da economia americana - ele tomou as decisões mais temerárias de todos os tempos. As bolsas de valores perderam no mundo, na crise atual, US$ 9,1 trilhões. No Brasil, a sombra da crise divide o governo. "O presidente Lula oscila entre as idéias do ministro da Fazenda, Guido Mantega - que defende o Estado como promotor do desenvolvimento e o controle do fluxo de capitais - e as do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que quer cortar gastos do governo para indicar segurança aos investidores externos. "Estamos assistindo ao início do fim do Império Americano", avalia o economista Paulo Guedes.
Tormenta americana
Carta Capital, com capa de um gafanhoto simbolizando os Estados Unidos e uma nota de 100 reais, traz a manchete O Brasil e a crise. Recorda-se que o Banco Central americano baixou as taxas de juros, incendeia os mercados, "mas desta vez o Brasil pode resistir à tormenta". O único risco para o país, na opinião do economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castelo Branco, é o de o quadro de crise se prolongar por muito tempo. Os setores produtivos continuam sob o efeito do crescimento no ano passado. A revista considera que o conservadorismo na política monetária tende a se fortalecer. "O presidente Lula vai se fiar mais nas avaliações de Henrique Meirelles, que rouba a cena quando o assunto é estabilidade".
Fonte: JB Online
Corrupção e loteamento
A Veja desta semana traz na capa a emblemática fotografia do funcionário Maurício Marinho recebendo propina nos Correios, em maio de 2005, no episódio que detonou o esquema do mensalão. O Supremo Tribunal Federal processou 40 pessoas, entre as quais o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o deputado cassado e presidente do PTB, Roberto Jefferson. A reportagem Autópsia da corrupção mostra que os partidos usam os cargos públicos para desviar dinheiro e abastecer campanhas eleitorais, segundo relatório da Polícia Federal. A Veja Rio volta a tratar do boicote ao IPTU, tema de série de reportagens do JB desde o dia 4. Sua manchete é A revolta dos contribuintes, sobre a luta dos cariocas para exigir bons serviços públicos pelos altos impostos que pagam.
Riscos no ar
A Época tem a manchete Preocupe-se, revelando situações de alto risco no espaço aéreo brasileiro e mostrando que as falhas no controle aéreo permanecem acima do normal. Documentos da Aeronáutica mostram também que há falhas graves de equipamentos - caso de um radar que informa posição e velocidade erradas de avião. A revista recorda promessas não cumpridas, como o reembolso aos passageiros nos casos de atraso de vôos. E as derrubadas na Amazônia voltam à baila. Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), em menos de seis meses foram destruídos 7 mil quilômetros quadrados de floresta - o reaquecimento da agricultura impulsiona nova onda de destruição.
Desastroso governo
A IstoÉ tem o presidente dos Estados Unidos, George Bush, como "O culpado" pela recessão da economia americana - ele tomou as decisões mais temerárias de todos os tempos. As bolsas de valores perderam no mundo, na crise atual, US$ 9,1 trilhões. No Brasil, a sombra da crise divide o governo. "O presidente Lula oscila entre as idéias do ministro da Fazenda, Guido Mantega - que defende o Estado como promotor do desenvolvimento e o controle do fluxo de capitais - e as do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que quer cortar gastos do governo para indicar segurança aos investidores externos. "Estamos assistindo ao início do fim do Império Americano", avalia o economista Paulo Guedes.
Tormenta americana
Carta Capital, com capa de um gafanhoto simbolizando os Estados Unidos e uma nota de 100 reais, traz a manchete O Brasil e a crise. Recorda-se que o Banco Central americano baixou as taxas de juros, incendeia os mercados, "mas desta vez o Brasil pode resistir à tormenta". O único risco para o país, na opinião do economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castelo Branco, é o de o quadro de crise se prolongar por muito tempo. Os setores produtivos continuam sob o efeito do crescimento no ano passado. A revista considera que o conservadorismo na política monetária tende a se fortalecer. "O presidente Lula vai se fiar mais nas avaliações de Henrique Meirelles, que rouba a cena quando o assunto é estabilidade".
Fonte: JB Online
Informe JB - Governo prepara pacote para rodovias
Leandro Mazzini
O sangue derramado no asfalto das estradas chegou às portas do Palácio do Planalto. O governo federal está elaborando um grande projeto para a segurança das rodovias brasileiras. Nas entrelinhas, um trabalho interministerial envolvendo as pastas de Transportes, Cidades e Justiça. Um grupo de discussão para as ações vem se reunindo desde dezembro, e a Casa Civil espera o projeto para o mês que vem. O governo pretende anunciar o pacotão ainda no primeiro trimestre, com uma turma de peso nas rodovias.
A verdade é que o governo cansou de fazer campanhas milionárias na mídia pedindo precaução e quer partir para uma fiscalização mais rigorosa. Por mais recado que se mande pela imprensa, ano após ano, a imprudência atropela a sensatez. Os números da Polícia Rodoviária Federal (PRF) comprovam que a maioria dos acidentes são causados por excesso de velocidade, em estradas boas e à luz do dia. O carro-chefe é o Programa de Redução de Acidentes nas Estradas (Pare), que envolve ação direta de agentes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres e da PRF. Como? Ainda não se sabe. Quando? Depois do carnaval, um período sempre traumático para este tipo de estatística.
A herdeira
A advogada Juliana Brizola, neta do saudoso caudilho, tomou as rédeas do PDT no Rio Grande do Sul. Seguindo os passos do avô, não só entrou para a política como também estreou nas artimanhas das articulações. Recém-nomeada secretária municipal de Porto Alegre, aproxima-se do ex-governador Germano Rigotto (PMDB). Os dois tratam da reeleição do prefeito José Fogaça (PMDB) com o apoio do PDT.
Tasso manda
O líder do PR, deputado Luciano Castro, está furioso com o Planalto. Não se conforma com a atitude do ministro das Relações Institucionais, José Múcio, de declarar que o ex-governador Lúcio Alcântara não vai mais presidir a elétrica Chesf - foi vetado pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB) e por seu irmão, o governador Cid Gomes. A mágoa maior do PR é que a proibição para nomear Lúcio foi, na verdade, uma imposição do senador cearense Tasso Jereissati (PSDB), inimigo mortal do presidente Lula.
Meu garoto
Ao vetar Alcântara, Ciro faz o jogo de Tasso que, aparentemente, não teria força para impedir a nomeação do ex-governador. Mas, ao usar seu velho amigo Ciro, Tasso confirma as previsões de que Alcântara, desafeto desde a campanha eleitoral de 2006, não terá direito a cargo algum no governo Lula.
Meu garoto 2
O ex-governador Alcântara reagiu ao veto. Decidiu ser candidato a prefeito de Fortaleza, complicando e muito a reeleição da petista Luizianne Lins. Assim, Ciro, ao vetar o nome de Alcântara, acabou favorecendo Tasso e o PSDB nas suas brigas com Luizianne. Depois da repercussão negativa, Ciro tem dito que retirou o veto.
Cartão de trabalho
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prepara para 1º de maio o anúncio de um projeto inédito. Quer adotar, em alguns Estados, como teste, o cartão de trabalho magnético em lugar da tradicional carteira. O departamento de tecnologia do ministério faz o estudo.
Baixada ferve
O deputado federal Rogério Lisboa (DEM) e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), andam de beicinho. Os aliados brigaram depois que Lindberg ofereceu a vaga de vice na chapa à reeleição ao filho de Nelson Bornier (PMDB), Felipe. Assim, Lindberg tira do caminho o pai, seu adversário.
Baixada ferve 2
No contra-ataque, Lisboa articulou com o prefeito do Rio, Cesar Maia, e o presidente do DEM, Rodrigo Maia, a candidatura própria. Lisboa vai dividir as aparições nos programas de TV do DEM com Solange Amaral, a candidata na capital.
Apoio particular
O Consórcio Brasileiro de Acreditação vai iniciar a capacitação de 100 funcionários das unidades assistenciais da Fiocruz, como parte de um investimento de R$ 750 mil proveniente do Hospital Samaritano de São Paulo. A iniciativa segue a Lei 5.895, que prevê o apoio privado ao desenvolvimento institucional do SUS.
Fonte: JB Online
O sangue derramado no asfalto das estradas chegou às portas do Palácio do Planalto. O governo federal está elaborando um grande projeto para a segurança das rodovias brasileiras. Nas entrelinhas, um trabalho interministerial envolvendo as pastas de Transportes, Cidades e Justiça. Um grupo de discussão para as ações vem se reunindo desde dezembro, e a Casa Civil espera o projeto para o mês que vem. O governo pretende anunciar o pacotão ainda no primeiro trimestre, com uma turma de peso nas rodovias.
A verdade é que o governo cansou de fazer campanhas milionárias na mídia pedindo precaução e quer partir para uma fiscalização mais rigorosa. Por mais recado que se mande pela imprensa, ano após ano, a imprudência atropela a sensatez. Os números da Polícia Rodoviária Federal (PRF) comprovam que a maioria dos acidentes são causados por excesso de velocidade, em estradas boas e à luz do dia. O carro-chefe é o Programa de Redução de Acidentes nas Estradas (Pare), que envolve ação direta de agentes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres e da PRF. Como? Ainda não se sabe. Quando? Depois do carnaval, um período sempre traumático para este tipo de estatística.
A herdeira
A advogada Juliana Brizola, neta do saudoso caudilho, tomou as rédeas do PDT no Rio Grande do Sul. Seguindo os passos do avô, não só entrou para a política como também estreou nas artimanhas das articulações. Recém-nomeada secretária municipal de Porto Alegre, aproxima-se do ex-governador Germano Rigotto (PMDB). Os dois tratam da reeleição do prefeito José Fogaça (PMDB) com o apoio do PDT.
Tasso manda
O líder do PR, deputado Luciano Castro, está furioso com o Planalto. Não se conforma com a atitude do ministro das Relações Institucionais, José Múcio, de declarar que o ex-governador Lúcio Alcântara não vai mais presidir a elétrica Chesf - foi vetado pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB) e por seu irmão, o governador Cid Gomes. A mágoa maior do PR é que a proibição para nomear Lúcio foi, na verdade, uma imposição do senador cearense Tasso Jereissati (PSDB), inimigo mortal do presidente Lula.
Meu garoto
Ao vetar Alcântara, Ciro faz o jogo de Tasso que, aparentemente, não teria força para impedir a nomeação do ex-governador. Mas, ao usar seu velho amigo Ciro, Tasso confirma as previsões de que Alcântara, desafeto desde a campanha eleitoral de 2006, não terá direito a cargo algum no governo Lula.
Meu garoto 2
O ex-governador Alcântara reagiu ao veto. Decidiu ser candidato a prefeito de Fortaleza, complicando e muito a reeleição da petista Luizianne Lins. Assim, Ciro, ao vetar o nome de Alcântara, acabou favorecendo Tasso e o PSDB nas suas brigas com Luizianne. Depois da repercussão negativa, Ciro tem dito que retirou o veto.
Cartão de trabalho
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prepara para 1º de maio o anúncio de um projeto inédito. Quer adotar, em alguns Estados, como teste, o cartão de trabalho magnético em lugar da tradicional carteira. O departamento de tecnologia do ministério faz o estudo.
Baixada ferve
O deputado federal Rogério Lisboa (DEM) e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), andam de beicinho. Os aliados brigaram depois que Lindberg ofereceu a vaga de vice na chapa à reeleição ao filho de Nelson Bornier (PMDB), Felipe. Assim, Lindberg tira do caminho o pai, seu adversário.
Baixada ferve 2
No contra-ataque, Lisboa articulou com o prefeito do Rio, Cesar Maia, e o presidente do DEM, Rodrigo Maia, a candidatura própria. Lisboa vai dividir as aparições nos programas de TV do DEM com Solange Amaral, a candidata na capital.
Apoio particular
O Consórcio Brasileiro de Acreditação vai iniciar a capacitação de 100 funcionários das unidades assistenciais da Fiocruz, como parte de um investimento de R$ 750 mil proveniente do Hospital Samaritano de São Paulo. A iniciativa segue a Lei 5.895, que prevê o apoio privado ao desenvolvimento institucional do SUS.
Fonte: JB Online
Senado - A República dos sem-voto
Weiller Diniz Brasília
As denúncias de corrupção envolvendo o filho e primeiro suplente do ministro Edson Lobão (PMDB-MA), Edson Lobão Filho (MA), além da questão ética, ressuscitaram no Congresso Nacional o debate sobre a necessidade de eleição também para os reservas de senadores, proposta que se arrasta há uma década. Do time de 81 senadores, quase 20% do plenário - 15 senadores - alcançaram o paradisíaco salão azul do Congresso com a responsabilidade de decidir o futuro do país sem terem tido um voto sequer. Só para se ter uma idéia, cinco suplentes votaram contra a CPMF e foram decisivos no resultado da votação mais importante de 2007.
- Esta regra anômala expressa bem a indigência moral do sistema político brasileiro. São senadores clandestinos que precisam ser extintos na reforma política. São tão biônicos quanto àqueles criados pelo pacote de Abril da ditadura militar - criticou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Brito.
Morte ou renúncia
Pela lei, um candidato a senador só é registrado com dois suplentes que assumem em caso de impedimento definitivo ou temporário do titular mesmo sem serem votados. Há suplentes já efetivados no cargo porque o titular renunciou ou faleceu e há aqueles que são provisórios em função do afastamento temporário do dono da camisa como os suplentes de ministros. Nove já assumiram definitivamente - a maioria com quatro anos de mandato - e outros seis estão esquentando o banco. Normalmente os suplentes são parentes ou financiadores de campanha:
- O sistema atual desloca a fonte de legitimidade do voto do cidadão para as relações pessoais, de parentesco e, mais grave, às vezes, para o caixa da campanha - ressalta o professor de Ciências Políticas Paulo Kramer, da Universidade de Brasília e da Kramer e Ornelas Consultoria.
As deformações
O Rio tem o caso raro de um segundo suplente - espécie de regra três - Paulo Duque (PMDB), ser içado ao cargo depois da eleição do titular Sérgio Cabral (PMDB) ao governo do Estado e a nomeação do primeiro suplente, Regis Fichtner, como secretário de Estado. Os recordes de reservas no time principal estão no Distrito Federal e no Pará onde dois senadores - de um total de três por Estado - estão no exercício do mandato.
O microempresário Adelmir Santana (DEM) deixou o balcão da botica e vestiu a camisa de titular depois que o empreiteiro Paulo Octávio (DEM) foi eleito vice-governador de Brasília e renunciou ao Senado. O senador Gim Argello (PTB) é outro felizardo. Envolvido no mesmo rolo de corrupção que provocou a renúncia de Joaquim Roriz (PMDB-DF), escapou da ressaca da cassação e agora tem mais quatro anos pela frente sem ter obtido um voto. Exatamente como ocorreu com o ex-senador Valmir Amaral (DF) que herdou sete anos de mandato depois que o empresário Luis Estevão foi cassado por denúncias de irregularidades nas obras superfaturadas do TRT paulista.
No Pará, o empresário Flexa Ribeiro (PSDB) também ganhou o posto de senador por seis anos depois que Duciomar Costa (PTB) venceu a prefeitura de Belém. Mesma sorte teve José Nery (PSOL) que herdou um mandato longo depois da vitória da petista Ana Júlia Carepa ao governo do Pará.
Fonte: JB Online
As denúncias de corrupção envolvendo o filho e primeiro suplente do ministro Edson Lobão (PMDB-MA), Edson Lobão Filho (MA), além da questão ética, ressuscitaram no Congresso Nacional o debate sobre a necessidade de eleição também para os reservas de senadores, proposta que se arrasta há uma década. Do time de 81 senadores, quase 20% do plenário - 15 senadores - alcançaram o paradisíaco salão azul do Congresso com a responsabilidade de decidir o futuro do país sem terem tido um voto sequer. Só para se ter uma idéia, cinco suplentes votaram contra a CPMF e foram decisivos no resultado da votação mais importante de 2007.
- Esta regra anômala expressa bem a indigência moral do sistema político brasileiro. São senadores clandestinos que precisam ser extintos na reforma política. São tão biônicos quanto àqueles criados pelo pacote de Abril da ditadura militar - criticou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Brito.
Morte ou renúncia
Pela lei, um candidato a senador só é registrado com dois suplentes que assumem em caso de impedimento definitivo ou temporário do titular mesmo sem serem votados. Há suplentes já efetivados no cargo porque o titular renunciou ou faleceu e há aqueles que são provisórios em função do afastamento temporário do dono da camisa como os suplentes de ministros. Nove já assumiram definitivamente - a maioria com quatro anos de mandato - e outros seis estão esquentando o banco. Normalmente os suplentes são parentes ou financiadores de campanha:
- O sistema atual desloca a fonte de legitimidade do voto do cidadão para as relações pessoais, de parentesco e, mais grave, às vezes, para o caixa da campanha - ressalta o professor de Ciências Políticas Paulo Kramer, da Universidade de Brasília e da Kramer e Ornelas Consultoria.
As deformações
O Rio tem o caso raro de um segundo suplente - espécie de regra três - Paulo Duque (PMDB), ser içado ao cargo depois da eleição do titular Sérgio Cabral (PMDB) ao governo do Estado e a nomeação do primeiro suplente, Regis Fichtner, como secretário de Estado. Os recordes de reservas no time principal estão no Distrito Federal e no Pará onde dois senadores - de um total de três por Estado - estão no exercício do mandato.
O microempresário Adelmir Santana (DEM) deixou o balcão da botica e vestiu a camisa de titular depois que o empreiteiro Paulo Octávio (DEM) foi eleito vice-governador de Brasília e renunciou ao Senado. O senador Gim Argello (PTB) é outro felizardo. Envolvido no mesmo rolo de corrupção que provocou a renúncia de Joaquim Roriz (PMDB-DF), escapou da ressaca da cassação e agora tem mais quatro anos pela frente sem ter obtido um voto. Exatamente como ocorreu com o ex-senador Valmir Amaral (DF) que herdou sete anos de mandato depois que o empresário Luis Estevão foi cassado por denúncias de irregularidades nas obras superfaturadas do TRT paulista.
No Pará, o empresário Flexa Ribeiro (PSDB) também ganhou o posto de senador por seis anos depois que Duciomar Costa (PTB) venceu a prefeitura de Belém. Mesma sorte teve José Nery (PSOL) que herdou um mandato longo depois da vitória da petista Ana Júlia Carepa ao governo do Pará.
Fonte: JB Online
Geddel rebate acusações publicadas na ‘Isto É’
Ministro e secretário afirmam que não há licitação manipulada para coleta de lixo em Salvador
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), repudiou ontem o teor da matéria da revista Isto É desta semana em que o vereador Jorge Jambeiro (PSDB) o acusa de estar “por trás” de uma articulação que visa manipular a licitação que definirá os responsáveis pela coleta de lixo da capital pelos próximos 20 anos, renováveis por igual período, no valor estimado de R$4 bilhões. De acordo com o ministro, “estão querendo transformar questões políticas naquele lixo de matéria”. “Até porque, não existe licitação”, acrescentou. Geddel afirmou ainda que está “estudando as vias jurídicas cabíveis para acionar os verdadeiros culpados por ela”.
Apontado como o “mentor da proposta”, o secretário municipal de Serviços Públicos, Fábio Motta, disse que a reportagem “não passa de politicagem barata”. O gestor informou que o edital da licitação sequer foi publicado. “Portanto, as regras do jogo não foram colocadas”. De acordo com ele, foi desenvolvida uma minuta do edital – que está à disposição da população no site da Limpurb há 60 dias – que será submetido ao crivo do Ministério Público do Estado (MPE).
“Só assim, após manifestação do MP, é que publicaremos a licitação. Por isso, posso assegurar que está tudo dentro da maior transparência possível e com base na legislação em vigor, que é a Lei do Saneamento”. A estimativa do secretário é que o edital possa ser publicado ainda esta semana, mas que não existe essa confirmação. “Tudo depende do pronunciamento do Ministério Público”.
Segundo a reportagem da Isto É, intitulada de O ministro e o lixo, do repórter Sérgio Pardellas, até que o processo licitatório seja finalizado, através da concessão por meio de parceria público-privada (PPP), houve necessidade de firmar um contrato emergencial com as empresas responsáveis hoje pelo serviço (Vega, Jotagê e Torre) no valor anual de R$150 milhões. No entanto, o secretário Fábio Motta afirma que esse valor será de R$14 milhões por mês, por um período estimado de três meses. “O contrato vai expirar dia 2 de fevereiro, em pleno Carnaval. Por isso, vamos precisar estabelecer um, em caráter emergencial, por até 180 dias”. Ele descartou ainda que exista qualquer manobra “que privilegie quem quer que seja”.
Outro ponto rebatido pelo secretário da Sesp foi o fato de o processo licitatório prevê apenas um lote, que será executado por uma empresa-consórcio, pelo prazo de 20 anos. “São Paulo realmente teve que dividir a licitação em mais lotes porque tem uma população cinco vezes maior que a de Salvador. Além do mais, não vamos poder licitar o lote do aterro sanitário, já que foi licitado pela administração passada para o período de 20 anos e estamos apenas no quinto”.
Fonte: Correio da Bahia
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), repudiou ontem o teor da matéria da revista Isto É desta semana em que o vereador Jorge Jambeiro (PSDB) o acusa de estar “por trás” de uma articulação que visa manipular a licitação que definirá os responsáveis pela coleta de lixo da capital pelos próximos 20 anos, renováveis por igual período, no valor estimado de R$4 bilhões. De acordo com o ministro, “estão querendo transformar questões políticas naquele lixo de matéria”. “Até porque, não existe licitação”, acrescentou. Geddel afirmou ainda que está “estudando as vias jurídicas cabíveis para acionar os verdadeiros culpados por ela”.
Apontado como o “mentor da proposta”, o secretário municipal de Serviços Públicos, Fábio Motta, disse que a reportagem “não passa de politicagem barata”. O gestor informou que o edital da licitação sequer foi publicado. “Portanto, as regras do jogo não foram colocadas”. De acordo com ele, foi desenvolvida uma minuta do edital – que está à disposição da população no site da Limpurb há 60 dias – que será submetido ao crivo do Ministério Público do Estado (MPE).
“Só assim, após manifestação do MP, é que publicaremos a licitação. Por isso, posso assegurar que está tudo dentro da maior transparência possível e com base na legislação em vigor, que é a Lei do Saneamento”. A estimativa do secretário é que o edital possa ser publicado ainda esta semana, mas que não existe essa confirmação. “Tudo depende do pronunciamento do Ministério Público”.
Segundo a reportagem da Isto É, intitulada de O ministro e o lixo, do repórter Sérgio Pardellas, até que o processo licitatório seja finalizado, através da concessão por meio de parceria público-privada (PPP), houve necessidade de firmar um contrato emergencial com as empresas responsáveis hoje pelo serviço (Vega, Jotagê e Torre) no valor anual de R$150 milhões. No entanto, o secretário Fábio Motta afirma que esse valor será de R$14 milhões por mês, por um período estimado de três meses. “O contrato vai expirar dia 2 de fevereiro, em pleno Carnaval. Por isso, vamos precisar estabelecer um, em caráter emergencial, por até 180 dias”. Ele descartou ainda que exista qualquer manobra “que privilegie quem quer que seja”.
Outro ponto rebatido pelo secretário da Sesp foi o fato de o processo licitatório prevê apenas um lote, que será executado por uma empresa-consórcio, pelo prazo de 20 anos. “São Paulo realmente teve que dividir a licitação em mais lotes porque tem uma população cinco vezes maior que a de Salvador. Além do mais, não vamos poder licitar o lote do aterro sanitário, já que foi licitado pela administração passada para o período de 20 anos e estamos apenas no quinto”.
Fonte: Correio da Bahia
7 mil quilômetros quadrados de crime hediondo na
Por: Helio Fernandes
Amazônia desmatada e devastada
A Amazônia brasileira é sempre atração internacional, motivo de cobiça de todas as potências. Pelo que vale em riquezas inimagináveis e incalculáveis, e pela nossa displicência, imprudência, inconsciência. Pesquisadores e cientistas já garantiram há muito tempo e repetidamente: as maiores riquezas do mundo, ainda não exploradas, estão no fundo do mar, nas montanhas, na Antártida e na Amazônia.
Não ouvimos, não percebemos, não tomamos providências, embora três desses "territórios" de enriquecimento estejam no Brasil. Essa avalanche motivada pelas denúncias a respeito do colossal desmatamento provocou a natural reação, até mesmo dos insensíveis e insensatos. Alguma coisa tem que acontecer, deve acontecer, acredito que vai acontecer. (VAI?)
Durante dezenas de anos ("nos tempos de eu menino"), se retumbava que a Amazônia seria invadida por exércitos estrangeiros, dse aventureiros-mercenários, ou de potências se aproveitando desses mesmos chamados sempre de "soldados da fortuna". Não fizemos nada, ou melhor, fizemos o contrário do que deveria ser feito.
Todas as providências dos mais diversos governos foram desastrosas. Até mesmo os militares, quando tomaram o Poder, abandonaram a Amazônia, o que é surpreendente, pois as maiores denúncias a respeito da Amazônia vieram (e continuam vindo) dos generais de 4 Estrelas que comandaram a região. Desprezando a possibilidade de invasão militar, tomaram duas providências criminosas, que facilitaram a posse e o domínio por países ou grupos.
1 - A doação aos índios de regiões imensas, maiores do que muitos países da Europa. (Ou de todos eles.) Os índios não têm o que fazer com tanta terra, nem sabem como aproveitá-las. Então, vendem a quem oferecer mais. É um leilão permanente. Só na Amazônia existem 100 mil ONGs negociando essas terras, comprando de índios que já nem se lembram mais de suas origens. E já começam a querer até indenização na ONU, inacreditável.
2 - Estrangeiros falando todas as línguas compram terras na Amazônia, pagam com dinheiro vivo e recebem documentos de posse. No futuro (quando será esse futuro?), seremos acusados diante de tribunais internacionais por termos vendido terras e nos recusarmos a entregá-las. Os exércitos do pesadelo da nossa infância serão substituídos por donos de cartórios. (Deixamos para discutir depois a indenização colossal que os índios já começam a cobrar).
Agora, em boa hora surge a denúncia sobre o desmatamento. A visão aérea dessa vastíssima região completamente destroçada e vazia provoca medo, calafrio, a certeza de que uma das nossas maiores formas de nos transformarmos em potência está totalmente abandonada e desprezada. O governo tomou algumas providências apressadas, que não surtirão efeito.
Começou a guerra de interesses, três grupos se defendendo ou se atacando. Com a exceção do governo, esses três grupos são obrigatoriamente os grandes criminosos da exploração.Pecuaristas ou agropecuaristas.Plantadores e exportadores de soja.Madeireiros. Sem querer livrar ou salvar os outros dois grupos, todas as evidências recaem sobre os madeireiros.
Milhares (milhares mesmo) de caminhões transitam pela área, dia e noite, carregados de madeiras. Só eles têm serras gigantes, a televisão se farta de mostrar essas árvores caindo sobre os nossos corações, nossas mentes e nosso orgulho. É evidente que gozam de formidável proteção, têm cúmplices poderosíssimos, "corre dinheiro" de forma avassaladora.
PS - Esta é apenas uma "tomada" de posição, à espera de medidas eficientes, importantes, que contribuam para mostrar que a Amazônia é nossa, ao contrário da relação de personalidades que dizem que "A AMAZÔNIA PERTENCE AO MUNDO".
PS 2 - Pela forma como têm agido, os próprios governos brasileiros parecem acreditar nisso.
Marina Silva
5 anos perdidos num ministério importante. Agora que Lula resolveu que ele é que decidirá, por que não aproveita e troca de ministro?
O que está sussurrado mas não confirmado, embora comentado. A Vale pagaria dividendos de 2 BILHÕES e 500 MILHÕES aos acionistas. Não se sabe qual a moeda, ainda não foi oficialmente comunicado. Mas pelas potências que transitam pela Vale, deve ser em dólar. E os acionistas, serão muitos? O BNDES, que emprestou 243 milhões de dólares ao Bradesco-Bradespar, estará entre os felizardos dos dividendos?
Não deve estar, nem o BNDES nem o Bandespar. Empréstimo fabrica lucros fantásticos para uns poucos e recebe juros ainda menores. Mas receber dividendos fabulosos como esses que sussurram? Ha! Ha! Ha!
O BNDES emprestar para criar empresas, forjar riquezas, produzir empregos, estimular consumo, maravilha.
Mas tirar do contribuinte uma mineradora próspera e entregá-la a emrpesários espertíssimos não é nem devia ser o objetivo.
Além do mais, se alguns desses espertos vinham de um banquinho praticamente falido, que credencial é essa?
O senador Garibaldi-Garibaldi já se movimenta para ser candidato a governador do Rio Grande do Norte. Foi e não fez nada. Agora, precisa do apoio do filho de Aluizio Alves, líder.
Nada surpreendente que prévias dos EUA se travassem em torno do problema racial. Mas Obama está perdendo excelente oportunidade, pelo menos até agora não representa os negros. Terá que mudar muito.
Além de negro, realmente em ascensão nos EUA, Obama ainda teve a sorte de enfrentar uma representante da elite mais desapiedada com o destino dos pobres. Se tivesse 30 por cento da liderança de Luther King, Obama já estaria na Casa Branca.
O Fluminense perdia para o modesto Cardoso Moreira por 2 a 0, ganhou, 3 a 2. Perdia por 2 a 1 para o Macaé (rico em petróleo mas não em futebol), empatou penosamente por 2 a 2. Se não fosse gaúcho, o treinador Renato poderia até falar na "reação republicana" de Nilo Peçanha. Há 85 anos.
Manchete do Jornal do Commercio, que errou por uma letra: "Tensão derruba bolsa". O digitador poderia ter errado, saído tesão, mais certo.
Rodrigo Maia, filho de Cesar Maia (que só o chama de "meu garoto"), afirmou publicamente: "A culpa é do governo que não fez". Não devia falar assim do próprio pai, que lhe deu vida confortável.
Elogiei o presidente Bush por ter feito o tal "pacote" de 150 bilhões de dólares para estimular o consumo. Lamentei que gastasse 2 trilhões com a guerra do petróleo, perdão, do Iraque, e para o comsumo interno apenas uma parte mínima.
Agora, constatado que Bush é incapaz de andar em linha reta por algum (pouco) tempo, ele muda o trajeto e o projeto, vai distribuir esses 150 bilhões entre os ricos ou os que não precisam. Ficará longe do combate à recessão, nem 1 dólar irá para o consumo.
O corregedor da Polícia Militar, coronel Ricardo Paul, foi sincero, correto, atingiu o alvo, mesmo estando desarmado: "O policial mal pago fica imune e sensível à corrupção". Perfeito.
Por causa disso foi injustamente "demitido", passou ao serviço burocrático. Um só exemplo: em Nova Iorque, um policial fardado, que trabalha nas ruas, ganha 42 mil dólares-ano, lá tudo é assim.
Significa mais ou menos 3.500 dólares-mês. Mais plano de saúde, direitos vários, aposentadoria integral. O mesmo na França, Inglaterra, Alemanha. Quase 7 mil reais, razoável.
A confissão de Delúbio, "todo o partido sabia do que acontecia dentro do PT, incluindo Marta Suplicy, Jorge Bittar e Mercadante", não é surpreendente, mas explodiu o que restava do PT.
Diga-se a bem da verdade: no agora PT-PT, se sabia de "ciência certa" que isso aconteceria. É até "humano" que todos queiram se salvar. Por que alguns (poderosos) ficariam de fora?
Quanto ao Silvio (Silvinho) Pereira, que fez acordo com a Justiça, isso é obrigatório. Como a pena prevista para ele é de menos de 1 ano, a lei manda fazer acordo. Isso foi feito, houve economia de tempo e dinheiro. Não quero nem defendê-lo.
Hoje, em Brasília, o Tribunal Superior do Trabalho deve homologar o acordo entre Furnas e o Sindicato dos Empregados.
Com isso, vale a decisão do Tribunal de Contas da União, que mantém os funcionários até dezembro de 2009. Demolida a juíza substituta.
Enquanto isso, os funcionários do Tribunal de Justiça do Estado do Rio perderam mais uma vez. Não tiveram reajuste de salário.
Agora reivindicaram o auxílio-transporte, NEGARAM. Uma boa parte do que recebem vai para a condução, indispensável.
Como ninguém liga para o trabalhador-funcionário, o mesmo acontece na Alerj. Picciani fez a proposta: pagar em parcelas o que Supremo Tribunal, em 2002, mandou pagar IMEDIATAMENTE. Em assembléia geral o sindicato rejeitou o absurdo.
O presidente da Alerj foi fazendo outras propostas imorais. Norval Valerio, advogado do Sindalerj, considerou as propostas de Picciani "ofensas ao presidente Murta Ribeiro".
Essa questão começou em 1995 com Sérgio Cabral, presidente da Alerj. Perdeu em todas as instâncias e fez carreira. Que República.
XXX
Seria injustiça completa se Sharapova não ganhasse o primeiro Grand Slam, o Aberto da Austrália. Veio até a final sem perder um set sequer. Depois de meses parada por causa de contusão no ombro, jogou admiravelmente, fulminando as adversárias.
No primeiro set contra Ivanovic, só cometeu duas duplas faltas no mesmo game. A sérvia passou à frente, Sharapova reagiu, venceu. Nas 7 vitórias, indispensáveis para conquistar o título, não perdeu um set sequer, sempre 2 a 0. Deve aparecer hoje, no ranking, como a número 2 ou até mesmo número 1.
A final masculina foi monótona, irritante pelos erros,pela presunção de Djokovic, pelo quase desinteresse de Tsonga. O sérvio ganhou seu primeiro título, os 2 milhões correspondentes, imerecidos. Pela fragorosa derrota no tiebreak, Tsonga não merecia o milhão de dólares que recebeu.
XXX
Carol, grande realidade do vôlei de praia, 20 anos, a mais jovem a disputar o título de rainha da praia, não conseguiu. Filha da campeoníssima Isabel e do esportista Ruy Solberg, perdeu, a rainha é Talita. Mas a parceira da campeã, Maria Elisa, foi a melhor do jogo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Amazônia desmatada e devastada
A Amazônia brasileira é sempre atração internacional, motivo de cobiça de todas as potências. Pelo que vale em riquezas inimagináveis e incalculáveis, e pela nossa displicência, imprudência, inconsciência. Pesquisadores e cientistas já garantiram há muito tempo e repetidamente: as maiores riquezas do mundo, ainda não exploradas, estão no fundo do mar, nas montanhas, na Antártida e na Amazônia.
Não ouvimos, não percebemos, não tomamos providências, embora três desses "territórios" de enriquecimento estejam no Brasil. Essa avalanche motivada pelas denúncias a respeito do colossal desmatamento provocou a natural reação, até mesmo dos insensíveis e insensatos. Alguma coisa tem que acontecer, deve acontecer, acredito que vai acontecer. (VAI?)
Durante dezenas de anos ("nos tempos de eu menino"), se retumbava que a Amazônia seria invadida por exércitos estrangeiros, dse aventureiros-mercenários, ou de potências se aproveitando desses mesmos chamados sempre de "soldados da fortuna". Não fizemos nada, ou melhor, fizemos o contrário do que deveria ser feito.
Todas as providências dos mais diversos governos foram desastrosas. Até mesmo os militares, quando tomaram o Poder, abandonaram a Amazônia, o que é surpreendente, pois as maiores denúncias a respeito da Amazônia vieram (e continuam vindo) dos generais de 4 Estrelas que comandaram a região. Desprezando a possibilidade de invasão militar, tomaram duas providências criminosas, que facilitaram a posse e o domínio por países ou grupos.
1 - A doação aos índios de regiões imensas, maiores do que muitos países da Europa. (Ou de todos eles.) Os índios não têm o que fazer com tanta terra, nem sabem como aproveitá-las. Então, vendem a quem oferecer mais. É um leilão permanente. Só na Amazônia existem 100 mil ONGs negociando essas terras, comprando de índios que já nem se lembram mais de suas origens. E já começam a querer até indenização na ONU, inacreditável.
2 - Estrangeiros falando todas as línguas compram terras na Amazônia, pagam com dinheiro vivo e recebem documentos de posse. No futuro (quando será esse futuro?), seremos acusados diante de tribunais internacionais por termos vendido terras e nos recusarmos a entregá-las. Os exércitos do pesadelo da nossa infância serão substituídos por donos de cartórios. (Deixamos para discutir depois a indenização colossal que os índios já começam a cobrar).
Agora, em boa hora surge a denúncia sobre o desmatamento. A visão aérea dessa vastíssima região completamente destroçada e vazia provoca medo, calafrio, a certeza de que uma das nossas maiores formas de nos transformarmos em potência está totalmente abandonada e desprezada. O governo tomou algumas providências apressadas, que não surtirão efeito.
Começou a guerra de interesses, três grupos se defendendo ou se atacando. Com a exceção do governo, esses três grupos são obrigatoriamente os grandes criminosos da exploração.Pecuaristas ou agropecuaristas.Plantadores e exportadores de soja.Madeireiros. Sem querer livrar ou salvar os outros dois grupos, todas as evidências recaem sobre os madeireiros.
Milhares (milhares mesmo) de caminhões transitam pela área, dia e noite, carregados de madeiras. Só eles têm serras gigantes, a televisão se farta de mostrar essas árvores caindo sobre os nossos corações, nossas mentes e nosso orgulho. É evidente que gozam de formidável proteção, têm cúmplices poderosíssimos, "corre dinheiro" de forma avassaladora.
PS - Esta é apenas uma "tomada" de posição, à espera de medidas eficientes, importantes, que contribuam para mostrar que a Amazônia é nossa, ao contrário da relação de personalidades que dizem que "A AMAZÔNIA PERTENCE AO MUNDO".
PS 2 - Pela forma como têm agido, os próprios governos brasileiros parecem acreditar nisso.
Marina Silva
5 anos perdidos num ministério importante. Agora que Lula resolveu que ele é que decidirá, por que não aproveita e troca de ministro?
O que está sussurrado mas não confirmado, embora comentado. A Vale pagaria dividendos de 2 BILHÕES e 500 MILHÕES aos acionistas. Não se sabe qual a moeda, ainda não foi oficialmente comunicado. Mas pelas potências que transitam pela Vale, deve ser em dólar. E os acionistas, serão muitos? O BNDES, que emprestou 243 milhões de dólares ao Bradesco-Bradespar, estará entre os felizardos dos dividendos?
Não deve estar, nem o BNDES nem o Bandespar. Empréstimo fabrica lucros fantásticos para uns poucos e recebe juros ainda menores. Mas receber dividendos fabulosos como esses que sussurram? Ha! Ha! Ha!
O BNDES emprestar para criar empresas, forjar riquezas, produzir empregos, estimular consumo, maravilha.
Mas tirar do contribuinte uma mineradora próspera e entregá-la a emrpesários espertíssimos não é nem devia ser o objetivo.
Além do mais, se alguns desses espertos vinham de um banquinho praticamente falido, que credencial é essa?
O senador Garibaldi-Garibaldi já se movimenta para ser candidato a governador do Rio Grande do Norte. Foi e não fez nada. Agora, precisa do apoio do filho de Aluizio Alves, líder.
Nada surpreendente que prévias dos EUA se travassem em torno do problema racial. Mas Obama está perdendo excelente oportunidade, pelo menos até agora não representa os negros. Terá que mudar muito.
Além de negro, realmente em ascensão nos EUA, Obama ainda teve a sorte de enfrentar uma representante da elite mais desapiedada com o destino dos pobres. Se tivesse 30 por cento da liderança de Luther King, Obama já estaria na Casa Branca.
O Fluminense perdia para o modesto Cardoso Moreira por 2 a 0, ganhou, 3 a 2. Perdia por 2 a 1 para o Macaé (rico em petróleo mas não em futebol), empatou penosamente por 2 a 2. Se não fosse gaúcho, o treinador Renato poderia até falar na "reação republicana" de Nilo Peçanha. Há 85 anos.
Manchete do Jornal do Commercio, que errou por uma letra: "Tensão derruba bolsa". O digitador poderia ter errado, saído tesão, mais certo.
Rodrigo Maia, filho de Cesar Maia (que só o chama de "meu garoto"), afirmou publicamente: "A culpa é do governo que não fez". Não devia falar assim do próprio pai, que lhe deu vida confortável.
Elogiei o presidente Bush por ter feito o tal "pacote" de 150 bilhões de dólares para estimular o consumo. Lamentei que gastasse 2 trilhões com a guerra do petróleo, perdão, do Iraque, e para o comsumo interno apenas uma parte mínima.
Agora, constatado que Bush é incapaz de andar em linha reta por algum (pouco) tempo, ele muda o trajeto e o projeto, vai distribuir esses 150 bilhões entre os ricos ou os que não precisam. Ficará longe do combate à recessão, nem 1 dólar irá para o consumo.
O corregedor da Polícia Militar, coronel Ricardo Paul, foi sincero, correto, atingiu o alvo, mesmo estando desarmado: "O policial mal pago fica imune e sensível à corrupção". Perfeito.
Por causa disso foi injustamente "demitido", passou ao serviço burocrático. Um só exemplo: em Nova Iorque, um policial fardado, que trabalha nas ruas, ganha 42 mil dólares-ano, lá tudo é assim.
Significa mais ou menos 3.500 dólares-mês. Mais plano de saúde, direitos vários, aposentadoria integral. O mesmo na França, Inglaterra, Alemanha. Quase 7 mil reais, razoável.
A confissão de Delúbio, "todo o partido sabia do que acontecia dentro do PT, incluindo Marta Suplicy, Jorge Bittar e Mercadante", não é surpreendente, mas explodiu o que restava do PT.
Diga-se a bem da verdade: no agora PT-PT, se sabia de "ciência certa" que isso aconteceria. É até "humano" que todos queiram se salvar. Por que alguns (poderosos) ficariam de fora?
Quanto ao Silvio (Silvinho) Pereira, que fez acordo com a Justiça, isso é obrigatório. Como a pena prevista para ele é de menos de 1 ano, a lei manda fazer acordo. Isso foi feito, houve economia de tempo e dinheiro. Não quero nem defendê-lo.
Hoje, em Brasília, o Tribunal Superior do Trabalho deve homologar o acordo entre Furnas e o Sindicato dos Empregados.
Com isso, vale a decisão do Tribunal de Contas da União, que mantém os funcionários até dezembro de 2009. Demolida a juíza substituta.
Enquanto isso, os funcionários do Tribunal de Justiça do Estado do Rio perderam mais uma vez. Não tiveram reajuste de salário.
Agora reivindicaram o auxílio-transporte, NEGARAM. Uma boa parte do que recebem vai para a condução, indispensável.
Como ninguém liga para o trabalhador-funcionário, o mesmo acontece na Alerj. Picciani fez a proposta: pagar em parcelas o que Supremo Tribunal, em 2002, mandou pagar IMEDIATAMENTE. Em assembléia geral o sindicato rejeitou o absurdo.
O presidente da Alerj foi fazendo outras propostas imorais. Norval Valerio, advogado do Sindalerj, considerou as propostas de Picciani "ofensas ao presidente Murta Ribeiro".
Essa questão começou em 1995 com Sérgio Cabral, presidente da Alerj. Perdeu em todas as instâncias e fez carreira. Que República.
XXX
Seria injustiça completa se Sharapova não ganhasse o primeiro Grand Slam, o Aberto da Austrália. Veio até a final sem perder um set sequer. Depois de meses parada por causa de contusão no ombro, jogou admiravelmente, fulminando as adversárias.
No primeiro set contra Ivanovic, só cometeu duas duplas faltas no mesmo game. A sérvia passou à frente, Sharapova reagiu, venceu. Nas 7 vitórias, indispensáveis para conquistar o título, não perdeu um set sequer, sempre 2 a 0. Deve aparecer hoje, no ranking, como a número 2 ou até mesmo número 1.
A final masculina foi monótona, irritante pelos erros,pela presunção de Djokovic, pelo quase desinteresse de Tsonga. O sérvio ganhou seu primeiro título, os 2 milhões correspondentes, imerecidos. Pela fragorosa derrota no tiebreak, Tsonga não merecia o milhão de dólares que recebeu.
XXX
Carol, grande realidade do vôlei de praia, 20 anos, a mais jovem a disputar o título de rainha da praia, não conseguiu. Filha da campeoníssima Isabel e do esportista Ruy Solberg, perdeu, a rainha é Talita. Mas a parceira da campeã, Maria Elisa, foi a melhor do jogo.
Fonte: Tribuna da Imprensa
O Prêmio Pinóquio, lá e cá
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - Nos Estados Unidos, o Centro para a Integridade Pública acaba de divulgar que no espaço de dois anos o governo George W. Bush produziu 935 mentiras, entre elas a de que Saddam Hussein dispunha de armas de destruição em massa, além de estar construindo uma bomba atômica. No Brasil, felizmente sem concorrermos com números tão altos, o governo Lula também participa da disputa pelo Prêmio Pinóquio.
Realizou-se quinta-feira, no Palácio do Planalto, reunião de emergência convocada pelo presidente, com seis ministros debatendo fórmulas de estancar as crescentes queimadas na floresta amazônica. O diabo é que ao comparecer à Assembléia Geral das Nações Unidas, em agosto do ano passado, o presidente disse o contrário, ou seja, que as queimadas haviam diminuído consideravelmente. O mesmo sustentou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em Bali, em novembro, na Conferência Sobre o Aquecimento Global. Será que tudo mudou em poucos meses? Que os vândalos depredadores foram tão rápidos assim?
De repente, é o próprio governo a reconhecer contundentes índices de desmatamento verificados em 2007. Em vez de diminuir, aumentou a devastação da floresta.
Trata-se apenas do último exemplo de verdades não verdadeiras, mas quantos outros poderiam ser alinhados? "Não haverá aumento de impostos." "Não lotearemos cargos e funções públicas." "O PIB crescerá mais de 5%." "O mensalão não aconteceu." "A inflação encontra-se sob controle." "Não aumentaram os preços de gêneros de primeira necessidade." "Inexiste surto de febre amarela." "A hipótese de apagão energético está afastada."
É bom o presidente Lula tomar cuidado, porque tem sido levado por seus auxiliares a dizer coisas que depois acontecem ao contrário.
Missão impossível
Quando a situação aperta, o governo retira as Forças Armadas do fundo do baú, apesar de relegadas e desmanteladas desde os tempos do sociólogo. Os donos do poder apelam para Exército, Marinha e Aeronáutica sempre que se encontram em sinuca, como tentaram até na questão da insegurança pública.
Agora, defrontando-se com o desmatamento crescente da Amazônia, realidade faz pouco negada pelo próprio Lula, nas Nações Unidas, e pela ministra Marina Silva, em Bali, é hora de mais uma vez o governo voltar-se para os militares. Já que quem deveria fiscalizar e punir não pune nem fiscaliza, a solução parece esperar que soldados, marinheiros e aviadores realizem milagres.
O problema é que em terminologia castrense funciona regra fundamental: "Quem dá a missão, dá os meios". Se é para as Forças Armadas vigiarem a Amazônia, impedindo queimadas e dilapidação da floresta, que tal recuperar e ampliar o número de helicópteros do Exército, para não falar na preparação de contingentes capazes de agir?
Como a Aeronáutica conseguirá plotar as regiões onde maus empresários derrubam árvores para plantar soja e criar gado, se metade da frota aérea encontra-se no chão, por falta de peças de reposição? De que maneira a Marinha, sem navios, conseguirá patrulhar o litoral Norte e impedir a saída de milhares de toneladas de madeira para o exterior, responsabilizando não apenas os exportadores, mas os compradores?
Muitas vezes reuniões de emergência tornam-se necessárias, até imprescindíveis, mas se ficarem apenas na retórica, nada feito...
Por que as goelas estão abertas?
Recomeçou semana passada a canibalesca corrida dos partidos da base do governo atrás de presidências e diretorias de empresas estatais. A posse de Edison Lobão no Ministério de Minas e Energia parece haver assanhado apetites obscenos, que caberá ao senador tentar conter e controlar. Como não são apenas as empresas energéticas, apesar delas ocuparem a pole-position nessa abominável disputa, vale prospectarmos as razões de apetites tão virulentos.
E as razões intestinas revelam-se mais podres do que as goelas. Os partidos, ou melhor, certos caciques dos partidos, lançam-se na conquista desenfreada de funções que dispõem de verbas para investimentos e, em especial, para pagamento de empreiteiras.
Não é preciso dizer mais nada. Atrás de cada fatura que vai ser liberada pode estar uma "contribuição" da iniciativa privada para pagar dívidas de campanha ou, mais provável ainda, para preparar as próximas eleições. Isso, aqui para nós, para dizer o mínimo.
O pior nessa história é que a avenida possui mão e contramão. As empreiteiras também nadam de braçada em mar tranqüilo, superfaturando obras e garantindo o seu futuro...
A Santa Ceia
Continua motivo para comentários e especulações aqui em Brasília a referência alegre do presidente Lula, na recente reunião ministerial, a respeito dela assemelhar-se ao quadro da Santa Ceia, de Leonardo da Vinci.
Alguns supõem que o presidente andou lendo o maior best-seller do ano passado, de Dow Brown, o "Código da Vinci", mas alguns constrangimentos fluíram. Quem será o Judas, entre os 38 ministros presentes à reunião? Tomara que não seja o encarregado das finanças dos grupos dos apóstolos. Por outro lado, à direita de Jesus (perdão, do Luiz Ignácio) estava o vice-presidente José Alencar. Teria ele algo a ver com Maria Magdalena-João Evangelista? Ou, feito nas máquinas fotográficas, a imagem terá saído invertida, com a ministra Dilma Rousseff, à esquerda?
A ninguém será dado censurar o presidente por conta de uma jovial observação feita para desarmar espíritos temerosos da bronca que, apesar de tudo, acabaram levando. Fica, porém, uma sugestão para a próxima reunião ministerial: que tal o presidente compará-la ao quadro de Pedro Américo, da proclamação da Independência do Brasil? Quem será o carreiro que comboiava bois, no cantinho inferior da tela?
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Nos Estados Unidos, o Centro para a Integridade Pública acaba de divulgar que no espaço de dois anos o governo George W. Bush produziu 935 mentiras, entre elas a de que Saddam Hussein dispunha de armas de destruição em massa, além de estar construindo uma bomba atômica. No Brasil, felizmente sem concorrermos com números tão altos, o governo Lula também participa da disputa pelo Prêmio Pinóquio.
Realizou-se quinta-feira, no Palácio do Planalto, reunião de emergência convocada pelo presidente, com seis ministros debatendo fórmulas de estancar as crescentes queimadas na floresta amazônica. O diabo é que ao comparecer à Assembléia Geral das Nações Unidas, em agosto do ano passado, o presidente disse o contrário, ou seja, que as queimadas haviam diminuído consideravelmente. O mesmo sustentou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em Bali, em novembro, na Conferência Sobre o Aquecimento Global. Será que tudo mudou em poucos meses? Que os vândalos depredadores foram tão rápidos assim?
De repente, é o próprio governo a reconhecer contundentes índices de desmatamento verificados em 2007. Em vez de diminuir, aumentou a devastação da floresta.
Trata-se apenas do último exemplo de verdades não verdadeiras, mas quantos outros poderiam ser alinhados? "Não haverá aumento de impostos." "Não lotearemos cargos e funções públicas." "O PIB crescerá mais de 5%." "O mensalão não aconteceu." "A inflação encontra-se sob controle." "Não aumentaram os preços de gêneros de primeira necessidade." "Inexiste surto de febre amarela." "A hipótese de apagão energético está afastada."
É bom o presidente Lula tomar cuidado, porque tem sido levado por seus auxiliares a dizer coisas que depois acontecem ao contrário.
Missão impossível
Quando a situação aperta, o governo retira as Forças Armadas do fundo do baú, apesar de relegadas e desmanteladas desde os tempos do sociólogo. Os donos do poder apelam para Exército, Marinha e Aeronáutica sempre que se encontram em sinuca, como tentaram até na questão da insegurança pública.
Agora, defrontando-se com o desmatamento crescente da Amazônia, realidade faz pouco negada pelo próprio Lula, nas Nações Unidas, e pela ministra Marina Silva, em Bali, é hora de mais uma vez o governo voltar-se para os militares. Já que quem deveria fiscalizar e punir não pune nem fiscaliza, a solução parece esperar que soldados, marinheiros e aviadores realizem milagres.
O problema é que em terminologia castrense funciona regra fundamental: "Quem dá a missão, dá os meios". Se é para as Forças Armadas vigiarem a Amazônia, impedindo queimadas e dilapidação da floresta, que tal recuperar e ampliar o número de helicópteros do Exército, para não falar na preparação de contingentes capazes de agir?
Como a Aeronáutica conseguirá plotar as regiões onde maus empresários derrubam árvores para plantar soja e criar gado, se metade da frota aérea encontra-se no chão, por falta de peças de reposição? De que maneira a Marinha, sem navios, conseguirá patrulhar o litoral Norte e impedir a saída de milhares de toneladas de madeira para o exterior, responsabilizando não apenas os exportadores, mas os compradores?
Muitas vezes reuniões de emergência tornam-se necessárias, até imprescindíveis, mas se ficarem apenas na retórica, nada feito...
Por que as goelas estão abertas?
Recomeçou semana passada a canibalesca corrida dos partidos da base do governo atrás de presidências e diretorias de empresas estatais. A posse de Edison Lobão no Ministério de Minas e Energia parece haver assanhado apetites obscenos, que caberá ao senador tentar conter e controlar. Como não são apenas as empresas energéticas, apesar delas ocuparem a pole-position nessa abominável disputa, vale prospectarmos as razões de apetites tão virulentos.
E as razões intestinas revelam-se mais podres do que as goelas. Os partidos, ou melhor, certos caciques dos partidos, lançam-se na conquista desenfreada de funções que dispõem de verbas para investimentos e, em especial, para pagamento de empreiteiras.
Não é preciso dizer mais nada. Atrás de cada fatura que vai ser liberada pode estar uma "contribuição" da iniciativa privada para pagar dívidas de campanha ou, mais provável ainda, para preparar as próximas eleições. Isso, aqui para nós, para dizer o mínimo.
O pior nessa história é que a avenida possui mão e contramão. As empreiteiras também nadam de braçada em mar tranqüilo, superfaturando obras e garantindo o seu futuro...
A Santa Ceia
Continua motivo para comentários e especulações aqui em Brasília a referência alegre do presidente Lula, na recente reunião ministerial, a respeito dela assemelhar-se ao quadro da Santa Ceia, de Leonardo da Vinci.
Alguns supõem que o presidente andou lendo o maior best-seller do ano passado, de Dow Brown, o "Código da Vinci", mas alguns constrangimentos fluíram. Quem será o Judas, entre os 38 ministros presentes à reunião? Tomara que não seja o encarregado das finanças dos grupos dos apóstolos. Por outro lado, à direita de Jesus (perdão, do Luiz Ignácio) estava o vice-presidente José Alencar. Teria ele algo a ver com Maria Magdalena-João Evangelista? Ou, feito nas máquinas fotográficas, a imagem terá saído invertida, com a ministra Dilma Rousseff, à esquerda?
A ninguém será dado censurar o presidente por conta de uma jovial observação feita para desarmar espíritos temerosos da bronca que, apesar de tudo, acabaram levando. Fica, porém, uma sugestão para a próxima reunião ministerial: que tal o presidente compará-la ao quadro de Pedro Américo, da proclamação da Independência do Brasil? Quem será o carreiro que comboiava bois, no cantinho inferior da tela?
Fonte: Tribuna da Imprensa
Lobão: "Não vou fazer desordem"
PMDB e Planalto disputam cargos no setor elétrico
BRASÍLIA - Uma nova rodada de conversas para definir as nomeações do setor elétrico será feita hoje no Palácio do Planalto, com a participação dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e de Relações Institucionais, José Múcio (PTB), além dos líderes do PMDB na Câmara e Senado. A expectativa de Lobão é fechar esta semana os nomes, mas ele disse que não tomará nenhuma decisão precipitada.
"Não vou chegar ao setor e fazer uma desordem", afirmou, procurando não entrar em confronto com a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, que trabalha nos bastidores para manter sua influência no setor. A reunião servirá para "acertar as arestas" da área elétrica, como definiu o próprio Lobão.
O principal alvo da disputa travada entre o PMDB e o PT é a presidência da Eletrobrás, que vem sendo ocupada interinamente, há mais de um ano, pelo petista Valter Cardeal, homem da confiança de Dilma. A pedido do senador José Sarney (PMDB-AP), a bancada peemedebista do Senado indicou Evandro Coura, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE).
Apesar de Coura ter apoio do mercado, o sinal vermelho, como definiu um influente senador do PMDB, já foi acionado no gabinete de Dilma e seu nome estaria perdendo fôlego até mesmo dentro do PMDB. Um parlamentar ligado à chefe da Casa Civil disse que o próprio Sarney já não estaria tão empenhado na nomeação de Coura.
Mesmo assim, ficou irritado com a reação da ministra. Diante dessas divergências, o nome que voltou a ganhar força nos bastidores é o do ex-presidente da Eletronuclear Flávio Decat, que também é ligado ao PMDB. Segundo um interlocutor da ministra, ele teria a simpatia de Dilma para ocupar o cargo.
A ministra manifestou sua resistência a Coura e, segundo interlocutores do Planalto, discutiu longamente o assunto com José Múcio. Na avaliação de peemedebistas, Dilma Rousseff, estaria, na verdade, tentando articular a permanência de Cardeal à frente da principal estatal do setor elétrico, que controla importantes geradoras como Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul.
Depois de declarar, na semana passada, que Evandro Coura era o nome mais forte de sua lista, o ministro de Minas e Energia assumiu uma postura mais cautelosa ao dizer que o executivo ainda tem chance, mas fez suspense. "É um nome posto, mas pode ser ele ou não", afirmou, acrescentando que não recebera objeções de Dilma nem de setores do PMDB.
Petrobras
Frente às incertezas das cadeiras no setor elétrico, deverá ser adiada também a eleição, inicialmente prevista para hoje, do gerente-geral de engenharia da Petrobras, Jorge Zelada, para o cargo de diretor internacional da empresa.
O nome é um pleito da bancada federal do PMDB, mas também em relação a Zelada começam a pairar dúvidas. É que parte do PMDB do Senado apóia a manutenção do atual ocupante do cargo na Petrobras, Nestor Cerveró. Outro motivo para o adiamento dessa decisão: Edison Lobão ainda não assumiu seu lugar no Conselho de Administração da Petrobras, que é presidido por Dilma Rousseff.
Para a presidência da Eletronorte, o nome cogitado é de Lívio de Assis, ligado ao deputado Jader Barbalho (PMDB-PA). Sarney pediu também que seja nomeado para a diretoria financeira da Eletrobrás, o atual diretor financeiro da Eletronorte, Astrogildo Quental.
Em meio à essa disputa por cargos nas estatais, Quental é o único nome que, por enquanto, é dado como certo na troca de cadeiras. Já a definição da presidência da Eletronorte só deve sair depois que forem concluídas as negociações em torno do comando da Eletrobrás.
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - Uma nova rodada de conversas para definir as nomeações do setor elétrico será feita hoje no Palácio do Planalto, com a participação dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e de Relações Institucionais, José Múcio (PTB), além dos líderes do PMDB na Câmara e Senado. A expectativa de Lobão é fechar esta semana os nomes, mas ele disse que não tomará nenhuma decisão precipitada.
"Não vou chegar ao setor e fazer uma desordem", afirmou, procurando não entrar em confronto com a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, que trabalha nos bastidores para manter sua influência no setor. A reunião servirá para "acertar as arestas" da área elétrica, como definiu o próprio Lobão.
O principal alvo da disputa travada entre o PMDB e o PT é a presidência da Eletrobrás, que vem sendo ocupada interinamente, há mais de um ano, pelo petista Valter Cardeal, homem da confiança de Dilma. A pedido do senador José Sarney (PMDB-AP), a bancada peemedebista do Senado indicou Evandro Coura, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE).
Apesar de Coura ter apoio do mercado, o sinal vermelho, como definiu um influente senador do PMDB, já foi acionado no gabinete de Dilma e seu nome estaria perdendo fôlego até mesmo dentro do PMDB. Um parlamentar ligado à chefe da Casa Civil disse que o próprio Sarney já não estaria tão empenhado na nomeação de Coura.
Mesmo assim, ficou irritado com a reação da ministra. Diante dessas divergências, o nome que voltou a ganhar força nos bastidores é o do ex-presidente da Eletronuclear Flávio Decat, que também é ligado ao PMDB. Segundo um interlocutor da ministra, ele teria a simpatia de Dilma para ocupar o cargo.
A ministra manifestou sua resistência a Coura e, segundo interlocutores do Planalto, discutiu longamente o assunto com José Múcio. Na avaliação de peemedebistas, Dilma Rousseff, estaria, na verdade, tentando articular a permanência de Cardeal à frente da principal estatal do setor elétrico, que controla importantes geradoras como Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul.
Depois de declarar, na semana passada, que Evandro Coura era o nome mais forte de sua lista, o ministro de Minas e Energia assumiu uma postura mais cautelosa ao dizer que o executivo ainda tem chance, mas fez suspense. "É um nome posto, mas pode ser ele ou não", afirmou, acrescentando que não recebera objeções de Dilma nem de setores do PMDB.
Petrobras
Frente às incertezas das cadeiras no setor elétrico, deverá ser adiada também a eleição, inicialmente prevista para hoje, do gerente-geral de engenharia da Petrobras, Jorge Zelada, para o cargo de diretor internacional da empresa.
O nome é um pleito da bancada federal do PMDB, mas também em relação a Zelada começam a pairar dúvidas. É que parte do PMDB do Senado apóia a manutenção do atual ocupante do cargo na Petrobras, Nestor Cerveró. Outro motivo para o adiamento dessa decisão: Edison Lobão ainda não assumiu seu lugar no Conselho de Administração da Petrobras, que é presidido por Dilma Rousseff.
Para a presidência da Eletronorte, o nome cogitado é de Lívio de Assis, ligado ao deputado Jader Barbalho (PMDB-PA). Sarney pediu também que seja nomeado para a diretoria financeira da Eletrobrás, o atual diretor financeiro da Eletronorte, Astrogildo Quental.
Em meio à essa disputa por cargos nas estatais, Quental é o único nome que, por enquanto, é dado como certo na troca de cadeiras. Já a definição da presidência da Eletronorte só deve sair depois que forem concluídas as negociações em torno do comando da Eletrobrás.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Frente fria impede retorno de parlamentares da Antártica
SÃO PAULO - A chegada de frentes frias impede a volta ao Brasil de uma expedição oficial à Antártica com 13 parlamentares brasileiros desde a última sexta-feira. Se o tempo estiver bom hoje, o grupo, que chegou à Antártica na última quinta-feira, deve voltar ao Brasil apenas amanhã, ante uma previsão inicial de chegada na noite de ontem.
O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), um dos integrantes da Comissão Mista Oficial de Mudanças Climáticas, que viajou ao continente antártico à convite da Marinha, disse que o tempo fechado atrasou a volta da missão, mas acabou ajudando os parlamentares a conhecerem melhor o trabalho dos cientistas brasileiros que trabalham na Estação Comandante Ferraz.
Os parlamentares visitaram também a estação chilena Eduardo Frei. "Era para ficarmos apenas duas horas na Estação Comandante Ferraz, e já ficamos quase duas noites. Visitamos os laboratórios e conhecemos pesquisas nas áreas de meteorologia, ventos e marés, sobre a camada de ozônio, baleias aves e peixes", disse ele.
"Mesmo após um inverno bastante rigoroso, estudos dos cientistas brasileiros apontam que a temperatura tem aumentado nos últimos 50 anos na Antártica e comprovam o fenômeno do aquecimento global", acrescentou. Na manhã de ontem, mesmo com temperaturas próximas de zero e sensação térmica de - 2 ºC, os parlamentares caminharam nas proximidades da base chilena, conheceram a estação russa e visitaram as igrejas Católica e Ortodoxa no continente.
Os parlamentares não passam frio, pois receberam roupas especiais da base da Marinha em Pelotas (RS), mas, apesar disso, estão ansiosos para voltar, assegura Teixeira. "Todos nós temos uma agenda para cumprir nesta semana, e os compromissos de segunda e terça-feira já tiveram de ser cancelados", disse o deputado petista. Caso o tempo amanheça aberto hoje de manhã, os parlamentares viajarão de avião da estação chilena até Punta Arenas, no Extremo Sul do Chile. Somente depois disso é que eles poderão retornar em um vôo para o Brasil.
Além de Teixeira, fazem parte da missão os deputados Ricardo Trípoli (PSDB-SP), Moreira Mendes (PPS-RO), Wellington Coimbra (PMDB-ES), Colbert Martins (PMDB-BA), Edmilson Valentin (PCdoB-RJ), Jorge Maluly (DEM-SP), Maria Helena (PSB-RR), Fábio Ramalho (PV-MG), Luciano Pizzato (DEM-PR), Fernando Chucre (PSDB-SP) e Vinicius Carvalho (PTdoB-RJ) e o senador Renato Casagrande (PSB-ES). Acompanham também assessores parlamentares, membros do Ministério de Ciência e Tecnologia, CNPQ, Banco Central, Casa Civil, Aeronáutica e Marinha.
Fonte: Tribuna da Imprensa
O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), um dos integrantes da Comissão Mista Oficial de Mudanças Climáticas, que viajou ao continente antártico à convite da Marinha, disse que o tempo fechado atrasou a volta da missão, mas acabou ajudando os parlamentares a conhecerem melhor o trabalho dos cientistas brasileiros que trabalham na Estação Comandante Ferraz.
Os parlamentares visitaram também a estação chilena Eduardo Frei. "Era para ficarmos apenas duas horas na Estação Comandante Ferraz, e já ficamos quase duas noites. Visitamos os laboratórios e conhecemos pesquisas nas áreas de meteorologia, ventos e marés, sobre a camada de ozônio, baleias aves e peixes", disse ele.
"Mesmo após um inverno bastante rigoroso, estudos dos cientistas brasileiros apontam que a temperatura tem aumentado nos últimos 50 anos na Antártica e comprovam o fenômeno do aquecimento global", acrescentou. Na manhã de ontem, mesmo com temperaturas próximas de zero e sensação térmica de - 2 ºC, os parlamentares caminharam nas proximidades da base chilena, conheceram a estação russa e visitaram as igrejas Católica e Ortodoxa no continente.
Os parlamentares não passam frio, pois receberam roupas especiais da base da Marinha em Pelotas (RS), mas, apesar disso, estão ansiosos para voltar, assegura Teixeira. "Todos nós temos uma agenda para cumprir nesta semana, e os compromissos de segunda e terça-feira já tiveram de ser cancelados", disse o deputado petista. Caso o tempo amanheça aberto hoje de manhã, os parlamentares viajarão de avião da estação chilena até Punta Arenas, no Extremo Sul do Chile. Somente depois disso é que eles poderão retornar em um vôo para o Brasil.
Além de Teixeira, fazem parte da missão os deputados Ricardo Trípoli (PSDB-SP), Moreira Mendes (PPS-RO), Wellington Coimbra (PMDB-ES), Colbert Martins (PMDB-BA), Edmilson Valentin (PCdoB-RJ), Jorge Maluly (DEM-SP), Maria Helena (PSB-RR), Fábio Ramalho (PV-MG), Luciano Pizzato (DEM-PR), Fernando Chucre (PSDB-SP) e Vinicius Carvalho (PTdoB-RJ) e o senador Renato Casagrande (PSB-ES). Acompanham também assessores parlamentares, membros do Ministério de Ciência e Tecnologia, CNPQ, Banco Central, Casa Civil, Aeronáutica e Marinha.
Fonte: Tribuna da Imprensa
STF aplica lei que permite análise imediata de Adin
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso têm dez dias de prazo para prestarem informações ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o artigo 5º da Lei Complementar 105/2001, que dá ao Executivo o poder de disciplinar as situações em que os bancos devem repassar informações dos contribuintes à Receita Federal.
A decisão foi tomada pela presidente do STF, ministra Ellen Gracie, em despacho na ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou na última sexta-feira contra o assunto. Agora a Adin terá o mérito analisado diretamente pelo Plenário do STF.
No despacho assinado na sexta-feria e publicado na página do STF no sábado, Ellen Gracie aplicou procedimento estabelecido no artigo 12 da Lei 9.868, de 1999, que trata das Adins. A legislação permite que, dependendo da relevância da matéria, o julgamento de liminar seja suprimido e o STF analise diretamente o mérito.
No início do ano, a Receita Federal editou uma instrução normativa que estabelece o envio semestral de informações pelas instituições financeiras de pessoas físicas que movimentem mais de R$ 5 mil a cada seis meses - para pessoa jurídica, esse limite é de R$ 10 mil.
Segundo o governo, o objetivo da medida é fiscalizar a movimentação dos correntistas com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Na Adin, a OAB considera que qualquer quebra de sigilo, seja bancário, fiscal ou telefônico, sem prévia ordem judicial, é inconstitucional.
Para a entidade, o repasse de informações sobre as operações financeiras dos contribuintes, sem ordem judicial, desrespeita o processo legal e atinge a intimidade e a vida privada das pessoas, protegidas pelo artigo 5º da Constituição.
Fonte: Tribuna da Imprensa
A decisão foi tomada pela presidente do STF, ministra Ellen Gracie, em despacho na ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou na última sexta-feira contra o assunto. Agora a Adin terá o mérito analisado diretamente pelo Plenário do STF.
No despacho assinado na sexta-feria e publicado na página do STF no sábado, Ellen Gracie aplicou procedimento estabelecido no artigo 12 da Lei 9.868, de 1999, que trata das Adins. A legislação permite que, dependendo da relevância da matéria, o julgamento de liminar seja suprimido e o STF analise diretamente o mérito.
No início do ano, a Receita Federal editou uma instrução normativa que estabelece o envio semestral de informações pelas instituições financeiras de pessoas físicas que movimentem mais de R$ 5 mil a cada seis meses - para pessoa jurídica, esse limite é de R$ 10 mil.
Segundo o governo, o objetivo da medida é fiscalizar a movimentação dos correntistas com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Na Adin, a OAB considera que qualquer quebra de sigilo, seja bancário, fiscal ou telefônico, sem prévia ordem judicial, é inconstitucional.
Para a entidade, o repasse de informações sobre as operações financeiras dos contribuintes, sem ordem judicial, desrespeita o processo legal e atinge a intimidade e a vida privada das pessoas, protegidas pelo artigo 5º da Constituição.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Filho de Jango reafirma convicção de envenenamento
SÃO PAULO - João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, deposto em 1964 por um movimento militar, afirmou ter certeza que uma investigação sobre a morte de seu pai comprovaria que ele foi envenenado por substâncias colocadas nos medicamentos que tomava por militares uruguaios, a pedido da ditadura brasileira. Depois de muitas suspeitas, em novembro de 2006 João Vicente ouviu do uruguaio Mário Neira Barreiro, preso em Charqueadas (RS), a revelação de que participara da vigilância a Jango e do seu assassinato.
Esse depoimento foi o principal elemento para um pedido de reabertura das investigações da morte de Jango, através de uma Ação Civil Pública, entregue por João Vicente à Procuradoria Geral da República, em novembro de 2007. Até ele arrancar em primeira mão, há 14 meses, a revelação de Neira Barreiro, apenas se suspeitava do suposto assassinato de Jango.
Mas o pedido se ancorou, também, em documentos secretos liberados nos EUA, em uma entrevista do ex-embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, e no depoimento do ex-governador Leonel Brizola a uma CPI da Câmara, em 2000. Em sua ida à CPI, Brizola relatou suspeitas de que Jango tinha sido fulminado por substâncias letais colocadas nos remédios que habitualmente tomava para seus problemas cardíacos.
A João Vicente, Neira Barreiro confessou que fez parte de um grupo militar uruguaio montado para vigiar Jango em sua fazenda La Villa, no município de Mercedes. O pedido para assassinar Jango teria sido transmitido a militares uruguaios pelo delegado Sérgio Fleury, que teria atribuído a decisão ao então presidente Ernesto Geisel.
Infiltração
No depoimento gravado por João Vicente em novembro de 2006, Neira Barreiro disse: "Não me lembro se colocamos no Isordil, no Adelpan ou no Nifodin (medicamentos que Jango tomava à época)". A forma escolhida para matar Jango teria sido colocar uma drágea com cloreto desidratado num esterilizador em meio aos comprimidos dos remédios que Jango tomava,importados da França, que simularia um enfarte.
A substância letal, disse Neira Barreiro, teria sido preparada pelo médico legista uruguaio Carlos Milles, depois morto em Montevidéu como queima de arquivo. A operação de cerco a Jango tinha o nome de Escorpião, uma pequena fração da Operação Condor, revelou Neira Barreiro a João Vicente na época.
O ex-agente uruguaio relatou que, para ter acesso aos remédios de Jango, um agente foi infiltrado entre os funcionários do Hotel Liberty, onde o ex-presidente ficava quando estava em Buenos Aires. João Vicente contou que começou a acreditar na veracidade das informações passadas pelo uruguaio quando ele lhe perguntou: "Não te acordas, Vicente, 27-3321?"
Logo se deu conta de que este era o número do telefone de La Villa. Por último, o uruguaio contou que se o corpo de Jango fosse necropsiado nas primeiras 48 horas, o veneno seria detectado. Mas a necropsia foi proibida pelos militares brasileiros.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Esse depoimento foi o principal elemento para um pedido de reabertura das investigações da morte de Jango, através de uma Ação Civil Pública, entregue por João Vicente à Procuradoria Geral da República, em novembro de 2007. Até ele arrancar em primeira mão, há 14 meses, a revelação de Neira Barreiro, apenas se suspeitava do suposto assassinato de Jango.
Mas o pedido se ancorou, também, em documentos secretos liberados nos EUA, em uma entrevista do ex-embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, e no depoimento do ex-governador Leonel Brizola a uma CPI da Câmara, em 2000. Em sua ida à CPI, Brizola relatou suspeitas de que Jango tinha sido fulminado por substâncias letais colocadas nos remédios que habitualmente tomava para seus problemas cardíacos.
A João Vicente, Neira Barreiro confessou que fez parte de um grupo militar uruguaio montado para vigiar Jango em sua fazenda La Villa, no município de Mercedes. O pedido para assassinar Jango teria sido transmitido a militares uruguaios pelo delegado Sérgio Fleury, que teria atribuído a decisão ao então presidente Ernesto Geisel.
Infiltração
No depoimento gravado por João Vicente em novembro de 2006, Neira Barreiro disse: "Não me lembro se colocamos no Isordil, no Adelpan ou no Nifodin (medicamentos que Jango tomava à época)". A forma escolhida para matar Jango teria sido colocar uma drágea com cloreto desidratado num esterilizador em meio aos comprimidos dos remédios que Jango tomava,importados da França, que simularia um enfarte.
A substância letal, disse Neira Barreiro, teria sido preparada pelo médico legista uruguaio Carlos Milles, depois morto em Montevidéu como queima de arquivo. A operação de cerco a Jango tinha o nome de Escorpião, uma pequena fração da Operação Condor, revelou Neira Barreiro a João Vicente na época.
O ex-agente uruguaio relatou que, para ter acesso aos remédios de Jango, um agente foi infiltrado entre os funcionários do Hotel Liberty, onde o ex-presidente ficava quando estava em Buenos Aires. João Vicente contou que começou a acreditar na veracidade das informações passadas pelo uruguaio quando ele lhe perguntou: "Não te acordas, Vicente, 27-3321?"
Logo se deu conta de que este era o número do telefone de La Villa. Por último, o uruguaio contou que se o corpo de Jango fosse necropsiado nas primeiras 48 horas, o veneno seria detectado. Mas a necropsia foi proibida pelos militares brasileiros.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Pílula do dia seguinte: Temporão critica Igreja
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, criticou ontem a postura da Arquidiocese do Recife, que ameaça entrar na Justiça para proibir a distribuição de anticoncepcionais de emergência, conhecidos como pílulas do dia seguinte, pela prefeitura da capital pernambucana. "A prefeitura está certa e a Igreja está equivocada", afirmou o ministro, em entrevista após o lançamento da campanha de prevenção à Aids, que vai distribuir quase 20 milhões de preservativos durante o Carnaval.
"É uma questão de saúde pública, não uma questão religiosa. Lamentavelmente a Igreja, cada vez mais, se afasta dos jovens com esse tipo de postura", afirmou Temporão. Segundo o projeto da prefeitura de Recife, as pílulas serão entregues às mulheres que declararem, a médicos de plantão, que tiveram relações sexuais e que suspeitam de falhas nos métodos contraceptivos normais.
A Arquidiocese do Recife classificou a proposta como "aberração". "O Ministério da Saúde apóia e suporta a medida", reforçou o ministro. Este ano, o programa de prevenção à Aids terá foco em mulheres com idades entre 13 e 24 anos, grupo que é hoje mais suscetível às doenças sexualmente transmissíveis, segundo avaliação do ministério.
Segundo Temporão, pesquisa recente detectou que 80% dos homens nessa faixa etária declararam usar preservativo. Já no caso das mulheres, apenas 40% disseram exigir que o parceiro use camisinha. A campanha é estrelada pela rapper Negra Li, com filme publicitário que começou a ser veiculado ontem.
Temporão disse não concordar com pesquisa divulgada esta semana pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que põe em dúvida a eficácia de uma campanha restrita ao período do Carnaval. "Essa campanha é quase um paradigma, é um momento de conscientização, com importante papel pedagógico", opinou. Segundo ele, há hoje cerca de 600 mil pessoas infectadas com o vírus HIV no País.
Fonte: Tribuna da Imprensa
"É uma questão de saúde pública, não uma questão religiosa. Lamentavelmente a Igreja, cada vez mais, se afasta dos jovens com esse tipo de postura", afirmou Temporão. Segundo o projeto da prefeitura de Recife, as pílulas serão entregues às mulheres que declararem, a médicos de plantão, que tiveram relações sexuais e que suspeitam de falhas nos métodos contraceptivos normais.
A Arquidiocese do Recife classificou a proposta como "aberração". "O Ministério da Saúde apóia e suporta a medida", reforçou o ministro. Este ano, o programa de prevenção à Aids terá foco em mulheres com idades entre 13 e 24 anos, grupo que é hoje mais suscetível às doenças sexualmente transmissíveis, segundo avaliação do ministério.
Segundo Temporão, pesquisa recente detectou que 80% dos homens nessa faixa etária declararam usar preservativo. Já no caso das mulheres, apenas 40% disseram exigir que o parceiro use camisinha. A campanha é estrelada pela rapper Negra Li, com filme publicitário que começou a ser veiculado ontem.
Temporão disse não concordar com pesquisa divulgada esta semana pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que põe em dúvida a eficácia de uma campanha restrita ao período do Carnaval. "Essa campanha é quase um paradigma, é um momento de conscientização, com importante papel pedagógico", opinou. Segundo ele, há hoje cerca de 600 mil pessoas infectadas com o vírus HIV no País.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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