sexta-feira, outubro 16, 2026

Senado deve votar PEC da Segurança na próxima semana, e governo quer adiar debate da maioridade

 

Senado deve votar PEC da Segurança na próxima semana, e governo quer adiar debate da maioridade

Lula muda discurso e defende redução da maioridade penal para 16 anos para crimes hediondos

Por Folhapress

16/10/2026 às 17:45

Foto: Ton Molina/Agência Senado/Arquivo

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Plenário do Senado

O Senado deve votar na próxima semana a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública a pedido do presidente Lula (PT), que pretende usar a aprovação para criar o Ministério da Segurança Pública às vésperas do segundo turno, mas ainda discute como será tratado o tema da redução da maioridade penal.

O governo passou a defender a redução da maioridade penal para 16 anos em caso de crimes hediondos, numa mudança histórica de posição do PT, mas quer adiar a discussão sobre esse tema para uma PEC à parte, para que o tema seja tratado com mais debate e cautela após as eleições. Já a oposição quer o debate conjunto, para desgastar a esquerda e impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na reta final da campanha.

Lula defendeu nesta quinta (15), em sabatina no Jornal Nacional, a redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos para crimes hediondos. A inflexão na posição que o PT costuma ter sobre esse assunto ocorreu em meio à cobrança da população por medidas mais duras no combate à criminalidade e críticas à falta de atuação do governo.

"Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que [para] todo e qualquer crime hediondo, eu sou a favor de reduzir a maioridade", disse o petista. "Agora qual era o problema? Era que a PEC não estava discutindo isso", afirmou.

O ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, que é responsável pela negociação do governo com o Congresso, afirmou nesta sexta (16) que a intenção é aprovar a PEC na próxima semana, mas sem tratar da maioridade penal, que não tem consenso na bancada do PT.

"Não tem problema em discutir [a redução da maioridade penal]. Tem divergência, só que ela não pode vir embutida numa PEC da Segurança que não tratou do tema. Ela tem que ir numa PEC paralela como a que está tramitando na Câmara", disse, ao participar da promulgação da Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 de trabalho.

A posição de outros partidos da base governista, como o MDB, também é tratar da maioridade penal numa proposta à parte, para que seja melhor debatida. O entendimento é de que o texto terá consequências sérias para a sociedade e que a alteração precisa ser bastante analisada para que o texto saia sem erros jurídicos.

O objetivo central da PEC é aumentar a integração e a coordenação entre União, estados, Distrito Federal e municípios no combate à criminalidade, dando ao governo federal um papel mais estruturado na formulação da política nacional de segurança. Lula prometeu, assim que a proposta for promulgada, criar um ministério específico para o tema.

O Senado tentou votar a PEC da Segurança nesta quinta (15), mas o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) adiou o debate por divergências em relação a maioridade penal. Após a sessão, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), se reuniu com ele para negociar a votação na próxima semana.

"O presidente suspendeu o debate porque tinha um conjunto de emendas que conflitavam com a própria PEC, emendas dos diferentes partidos, do PT, do PL e de outros partido. E aí suspendeu o debate no dia de hoje, mas a nossa previsão é retomar na terça-feira da semana que vem [...] para que o presidente da República, depois possa, como já anunciou anteriormente, criar o Ministério da Segurança Pública", afirmou Randolfe.

A emenda do líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), causou um racha na bancada do partido, que é historicamente contra qualquer redução da maioridade penal.

Randolfe admitiu que, como ela já foi apresentada, não deve ser retirada, e ainda afirmou que ela representa a opinião da sigla.

Mas reforçou que busca um acordo com a oposição ---que também pretende manter a sua emenda--- para que a tramitação do tema da maioridade penal aconteça em outra PEC.

"Se não for possível [o consenso], vamos enfrentar o debate como ele deve ser enfrentado. O PT ja manifestou sua posição, a partir do seu líder, sobre o tema da maioridade penal. Então não há controvérsia sobre isso", completou.

A oposição segue com a estratégia de desgastar a imagem de Lula e do PT ao propor que a PEC seja aprovada com uma emenda para redução da maioridade penal.

Líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) protocolou emenda para reduzir a maioridade penal de 18 anos para 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo, organização criminosa, associação criminosa e outros estabelecidos na lei. Nos demais casos, a idade seria de 16 anos.

O governo tenta convencer a oposição a deixar a questão da maioridade penal para uma PEC à parte, como ocorreu durante a votação na Câmara, mas os oposicionistas até agora não indicaram a possibilidade de retirar a emenda.

Com a divergência, parte da oposição aposta que isso pode adiar a votação da PEC da Segurança Pública para depois das eleições e tirar um trunfo de Lula. Já um senador da base do governo avalia que é possível, se necessário, aprovar a PEC, rejeitando a emenda bolsonarista com o discurso de que isso será tratado após o segundo turno.

Sob reserva, um senador da direita comemorou que a manobra para pautar a redução da maioridade penal deu, ao menos parcialmente, certo, já que o tema virou assunto —e ainda evitou a aprovação de uma PEC que poderia ser um trunfo político a Lula.

Segundo este parlamentar, ainda não há consenso entre a oposição sobre como votar a proposta, caso ela seja pautada na próxima semana.

Isso porque a PEC, sem a maioridade penal, pode viabilizar a criação do Ministério da Segurança Pública por Lula antes do segundo turno. Por outro lado, o tema da segurança pública costuma engajar a direita, e seria difícil se opor a uma eventual aprovação.

Politica Livre

Câmara atende decisão da Justiça e suspende entrega do Título de Cidadão a Flávio Bolsonaro na Barra

 

Câmara atende decisão da Justiça e suspende entrega do Título de Cidadão a Flávio Bolsonaro na Barra

Por Redação

16/10/2026 às 17:56

Foto: Antonio Queirós

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A Câmara Municipal de Salvador atendeu à determinação da Justiça e resolveu suspender a transferência da sede do Legislativo para a entrega do Título de Cidadão de Salvador ao senador Flávio Bolsonaro (PL), no Farol da Barra, neste sábado (17).

A liminar foi expedida pela juíza Carla Graziela Costantino de Araújo, da 5ª Vara da Fazenda Pública, que previu multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento. 

O presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB), afirmou que “decisão judicial é para ser cumprida”.

Vale ressaltar que a concessão do título não foi revogada, mas a entrega não acontecerá amanhã (17), no Farol da Barra.

Politica Livre

Para eleger Lula, PT quer manipular os votos nulos, brancos e abstenções

Publicado em 16 de outubro de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Billo (Arquivo Google)

Duarte Bertolini

Se mantivermos pelo menos dois neurônios funcionando e permanecermos distantes do circo tresloucado e irreal dos fanatizados de plantão (e de cores variadas) é sempre impressionante acompanhar as movimentações dos exércitos durantes as batalhas, especialmente as eleitorais.

Por isso os generais, desde a antiguidade, pouco se envolviam diretamente nas lutas. É claro que existiam generais guerreiros, que participavam  dos combates junto aos legionários, mas geralmente tinham de se manter em posições elevadas, para vislumbrar os cenários amplos e raciocinar sobre as melhores estratégias para derrotar o inimigo.

TENDÊNCIA – Logo após a votação do primeiro turno, ao ouvir as manifestações, quase em coro e numa só direção, contra Lula, seus acólitos do PT e a imprensa amestrada, cheguei a comentar esse fenômeno, 

Agora, nota-se o contrário: há um esforço descomunal dos petistas visando à conversão massiva dos que votaram em branco, anularam o voto ou sequer compareceram.

Os adeptos de Lula estão animados e confiam que algum Deus socialista, preocupado com o sofrimento de seu povo, possa descer dos céus. Diferentemente da Bíblia, porém, não será o Mar Vermelho que se abrirá; desta vez os mares brasileiros é que se tornarão vermelhos.

CASO PROCONSULT – Desde o escândalo Proconsult em 1982 ,denunciado pelo jornalista Pedro do Coutto no Jornal do Brasil, evitando o golpe eleitoral para derrotar Leonel Brizola no Estado do Rio, o caminho da roça para a vitória extra-eleitoral está bem definido – basta manipular abstenções, votos brancos e nulos.

Assim, mais de 40 anos depois, a História estaria se repetindo como farsa, e os petistas se dedicam à explorar o redirecionamento dos votos nulos, em branco e das abstenções, para inverter o resultado do primeiro turno e reeleger o ainda presidente Lula.

Mas uma manobra desse tipo não acontece de uma hora para outra. É preciso estratégia, adesão de grupos e entidades, controle das pesquisas, para aos aos poucos formar na opinião pública o sentimento de que a virada é possível.

ROLO COMPRESSOR – A estratégia petista foi bem delineada e o rolo compressor começou a se mover. Até mesmo a Tribuna da Internet, que opera sob o signo da liberdade e sempre busca a isenção, desta vez tem suas páginas tomadas por uma enxurrada de artigos da grande imprensa e de supostos juristas, economistas, malabaristas e vigaristas de sempre, para comprovar que estaria ocorrendo uma virada em favor do dilúvio petista.

Os autodenominados institutos de pesquisas nem precisam ser convocados. Estão em regime de plantão, sempre preparados para um faturamento extra.

E a cada momento nos deparamos com artigos de renomados jornalistas que tudo legitimam e tudo condenam ou avisam (como se alguém precisasse deles para o bem do Brasil). Por tudo isso,  vamos preparando o estômago e mantendo distanciamento para evitar  contaminação e preservar nossa mente. Vamos ganhar no voto, como estamos fazendo até agora, para conseguir uma desinfecção da política, limpando a imundície e eliminando as bactérias que hoje contaminam os três Poderes.

O que a Polícia Federal diz sobre a reunião de sua cúpula com Moraes no Supremo

Publicado em 16 de outubro de 2026 por Tribuna da Internet


Neto Coelho declara apoio a Lula: “Não posso ficar contra quem cuida bem dos brasileiros e dos baianos"

 

Neto Coelho declara apoio a Lula: “Não posso ficar contra quem cuida bem dos brasileiros e dos baianos"

Paulo Afonso - Bahia - 15/10/2026

Júnior Padão
Divulgação

Deputado estadual eleito pelo PDT afirma que o presidente tem feito muito pelo povo brasileiro e baiano; sobre o governo estadual, diz que discutirá o posicionamento com sua base após assumir o mandato.

Em entrevista ao Observatório da Cidade, do jornalista Ednaldo Junior (Padão), o deputado estadual eleito Neto Coelho (PDT) declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. Ao justificar sua decisão, afirmou que Lula tem feito muito pelo povo brasileiro e, particularmente, pelo povo baiano. Diante disso, segundo o parlamentar, não poderia ficar contra o seu próprio povo.

A declaração ganha relevância diante do posicionamento político adotado por Neto Coelho durante o primeiro turno, quando apoiou ACM Neto na disputa pelo governo da Bahia. Em um ato político realizado em Paulo Afonso, o deputado eleito manifestou apoio ao então candidato da oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). Apoio a Lula não define posição sobre Jerônimo

Na entrevista, Neto Coelho também falou sobre sua futura relação com o governo estadual. Segundo ele, a definição de seu posicionamento em relação ao governador Jerônimo Rodrigues será discutida com sua base política depois que assumir o mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

O deputado eleito, entretanto, deixou claro que não pretende votar contra projetos que beneficiem a Bahia e sua população. A declaração sinaliza que, independentemente da posição política que venha a assumir em relação ao governo estadual, ele pretende considerar os efeitos das propostas sobre o estado e seus habitantes.

A manifestação, contudo, não representa um anúncio de adesão à base governista. Neto Coelho deixou a definição para um momento posterior, quando deverá discutir o assunto com seu grupo político.

PDT integra aliança governista na Bahia

A posição do deputado eleito também chama atenção pelo contexto partidário. O PDT integra a aliança política do governador Jerônimo Rodrigues na Bahia, e os demais deputados estaduais eleitos pela legenda estão vinculados ao campo governista.

Neto Coelho, por sua vez, apoiou ACM Neto durante a disputa estadual, mas agora declara apoio a Lula no segundo turno presidencial. O cenário coloca em evidência a possibilidade de diferentes alinhamentos nas disputas nacional e estadual.

Por enquanto, o parlamentar não anunciou mudança de posição em relação ao governo baiano. Sua declaração indica que a definição será construída após a posse, em diálogo com sua base política.

O que já está explícito em sua fala é o compromisso de não se opor a projetos que, em sua avaliação, beneficiem a Bahia e os baianos. A forma como esse posicionamento se traduzirá em sua atuação parlamentar deverá ficar mais clara com o início dos trabalhos na Assembleia Legislativa.

https://www.bobcharles.com.br/internas/read/?id=29088


https://www.tribunapauloafonso.com.br/noticia/15759/paulo-afonso/politica/neto-coelho-declara-apoio-a-lula-ldquo-nao-posso-ficar-contra-quem-cuida-bem-dos-brasileiros-e-dos-baianos-quot.html

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