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Livro Mensalão O Julgamento do Maior Caso de Corrupção da História Política Brasileira 2012 Marco A Villa
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A silenciosa transformação do poder em Brasília, que é presidencialista, mas nem tanto


Tarifaço de Trump reacende tensão com o Brasil e oferece a Lula uma nova frente


Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento

 

Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento

Por Laura Intrieri/Folhapress

04/06/2026 às 07:13

Foto: Ton Molina/Arquivo/Agência Senado

Imagem de Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento

Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) é apontado como culpado por ameaças ao Pix ou pelo novo tarifaço anunciado pelos EUA em 8 de cada 10 mensagens opinativas sobre o assunto trocadas nos mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram monitorados pela empresa de análise de dados Palver.

A responsabilização do pré-candidato do PL à Presidência, direta ou indiretamente, corresponde a 81% das publicações opinativas desses grupos.

A Palver retira dessa análise mensagens consideradas neutras, como links compartilhados sem comentário e disparos automáticos de clipping, que apenas replicam notícias sobre determinado assunto.

O monitoramento se refere ao período de 27 de maio a 2 de junho e está atrelado à viagem de Flávio aos Estados Unidos e à reunião com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 26 de maio.

Desde então, aliados de Lula (PT) passaram a defender em grupos de mensageria e em redes sociais a tese de que essa aproximação representava uma ameaça ao sistema de pagamentos Pix, conteúdo reforçado a partir de segunda (1º), quando houve a nova ameaça de tarifa contra produtos brasileiros —a decisão final depende do aval de Trump.

Apoiadores de Lula tentam emplacar nas redes sociais o termo "Tariflávio" para associar o senador à crise. Políticos do centrão e mesmo aliados de Flávio avaliam que a imposição das novas tarifas é um revés para a campanha presidencial do senador.

Flávio disse que enviou na terça-feira (2) uma carta ao governo Trump para pedir que os Estados Unidos não imponham tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano.

Na carta, endereçada ao secretário de Estado Marco Rubio, Flávio afirma que o Brasil "atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica" e que a imposição de novas tarifas "causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro".

Como mostrou a Folha, o governo brasileiro pretende manter negociações com os EUA e vê chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) enquanto tentará potencializar ao máximo possível o desgaste de Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro.

A decisão negativa para o Brasil acontece na esteira da decisão dos EUA de designar CV e PCC como terroristas e reforça a pressão do governo republicano sobre o governo Lula.

Segundo o relatório da Palver, as publicações predominantes acusam o senador e a família Bolsonaro de "traição à pátria" e de alinhamento a interesses estrangeiros, além de descrever a ofensiva americana como ataque a uma conquista da população brasileira. Esse discurso repetido nas mensagens é semelhante ao que tem sido adotado por Lula em suas manifestações públicas.

Entre as mensagens que isentam Flávio, três linhas de argumentação se destacam: a classificação das acusações como desinformação ou manobra política da esquerda; a negação de risco concreto ao Pix, com publicações afirmando que o sistema não será bloqueado nem afetado; e a defesa de que a atuação do senador nos EUA mirava o combate ao crime organizado.

Essa última vertente também critica o governo Lula por reagir às medidas americanas e usar o tema para desgastar o pré-candidato do PL.

"Bolsonarismo se consolida como principal movimento de traição à pátria da história", diz uma das mensagens. "Fake news", diz outro registro, desta vez defendendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): "Lula acusa Flávio de pedir tarifa aos EUA. Sem prova. Motivo da mentira? Medo".

O recorte do levantamento reuniu publicações que citam o Pix combinadas a menções a Bolsonaro, Flávio, Trump ou Estados Unidos.

O levantamento da Palver mede o teor das mensagens que circulam em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, não a opinião da população. Diferentemente de uma pesquisa eleitoral, não há amostra representativa do eleitorado nem margem de erro, e os números não servem de prognóstico.

Politica Livre

Cadê os R$ 60 bilhões que Vorcaro disse que devolveria? Perguntar não ofende…


Tribuna da Internet | Líderes políticos e autoridades podem estar  envolvidos com o Banco Master

Charge do J.Caesar (Veja)

Duarte Bertolini

Muitas coisas mudam e, velozmente, no Brasil. Mas outras continuam imutáveis e guiando nossos dias. Por exemplo, o bordão de que “o Brasil não é para amadores”. Sempre que deparo com essa citação, fico tomado pela sensação de minha absoluta ignorância.

Agora, tomo conhecimento de que “a PF está pressionando Vorcaro a devolver 60 bilhões de reais aos fundos…”. Diante disso, sou tomado pelo estilo Eremildo, o eterno idiota do Elio Gaspari, e pergunto: Onde estão estes bilhões?

DÚVIDAS – Surgem, então, muitas dúvidas. Estes bilhões estariam no bolso interno da vestimenta de presidiário do banqueiro Vorcaro? Enterrados em lugar ermo com um mapa preciosíssimo que indicaria onde estão? Deveríamos ressuscitar Indiana Jones para achá-los? Ou estariam em alguma conta secreta, em nome de laranjas no Brasil?

É difícil saber… E há outras questões para que a gente possa entender. Como sabem que são R$ 60 milhões? Se estão no patrimônio pessoal ou de outras empresas ligadas à família Vorcaro, não estariam sob a guarda do Banco Central Se essa fortuna está à disposição do Vorcaro, como a PF ainda não achou?

Se o dinheiro está em paraíso fiscal, contas de laranjas, imóveis em nome de terceiros, bitcoins ou similares, os famosos rastreamentos da PF, TCU, AGU, BC, Coaf, Receita etc. não encontraram nenhum rastro?

E O INTERCEPT? – O sempre útil e necessário site Intercept, oráculo de todos os segredos favoráveis à esquerda, não poderia ajudar neste caso? Como o assunto está em toda mídia há sete meses, com atuação exemplar da PF, será que realmente precisamos negociar com o criminoso para que se digne a devolver essa parte do saque?

E o restante? As pesquisas e apreensões seriam somente para animar o telejornal amigo do dia? Se não concordar em devolver, o que vai acontecer com Vorcaro e com os bilhões?

E aí? Vamos ficar aguardando a libertação próxima e inevitável desse chefe de quadrilha, recompensa obvia por sua caridade e espírito cívico?

SISTEMA FALIDO – Poderíamos fazer muitas outras perguntas, mas fiquemos por aqui. Essa situação não pode ser explicada, porque é a demonstração cabal da falência, do servilismo, da incompetência e da corrupção de todo um sistema, seja de justiça, de polícia, de administração e de concepção moral da sociedade, como um todo?

Devemos esperar o próximo escândalo, para ir encobrindo os anteriores? Afinal, ninguém fala mais no resort luxuoso com um cassino embutido. A usurpação de dinheiro dos aposentados também está sendo esquecida. E por aí vamos.

Triste Brasil, sempre fomos uma nação suis generis, mas como chegamos a isto? Tenho algumas teorias, mas desenvolvê-las pode ser perigoso para nosso amor próprio e para nosso amor a esse país.


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