terça-feira, março 24, 2026

Kassab aposta em Caiado para frear Flávio Bolsonaro e disputar o centro contra Lula


 

Pressão institucional, guerra global e disputa interna: o Brasil entra em uma semana decisiva


CPI do INSS entra em sua fase mais sensível

Pedro do Coutto

A semana que se inicia em Brasília carrega um peso que vai além da rotina política. A chamada CPI do INSS entra em sua fase mais sensível, não apenas pelos fatos que investiga, mas sobretudo pelo ambiente institucional que a cerca. O atrito crescente com o Supremo Tribunal Federal revela uma tensão que não é nova, mas que agora ganha contornos mais delicados: até onde pode ir uma comissão parlamentar de inquérito? E onde começam os limites impostos pelo Judiciário?

A disputa sobre quebras de sigilo e a obrigatoriedade de depoimentos expõe uma fricção clássica entre Poderes — mas, desta vez, com potencial de transbordar para o centro da estabilidade política.

PRORROGAÇÃO – Nos bastidores, já se considera praticamente inevitável a prorrogação dos trabalhos da comissão. E isso não é um detalhe técnico: é um indicativo de que há material sensível ainda por vir. A possibilidade de novos depoimentos, inclusive de figuras próximas ao poder, amplia o risco político para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Ainda que nomes centrais possam evitar comparecimentos diretos, o histórico recente da política brasileira mostra que, muitas vezes, o conteúdo revelado — e não apenas quem depõe — é o que produz maior impacto. O fantasma de delações e vazamentos paira sobre Brasília como um elemento imprevisível e potencialmente explosivo.

ESCALADA DE TENSÕES – Enquanto isso, fora do eixo institucional, o país sente os efeitos de uma conjuntura internacional cada vez mais instável. A escalada de tensões envolvendo Estados Unidos e Israel, somada a conflitos já em curso, pressiona cadeias logísticas e eleva custos globais.

No Brasil, esses reflexos deixam de ser abstrações geopolíticas e se traduzem em dificuldades concretas, como as registradas no Rio Grande do Sul, onde dezenas de municípios enfrentam problemas de abastecimento que afetam diretamente o transporte e a economia regional. A guerra, ainda que distante no mapa, começa a se manifestar no cotidiano.

DISPUTA POLÍTICA –  Esse cenário externo adverso se soma a uma reconfiguração interna da disputa política. O tabuleiro eleitoral de 2026 começa a ganhar forma com a multiplicação de candidaturas no campo da centro-direita. Nomes como Romeu Zema, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite se movimentam, ampliando a fragmentação de um espectro político que ainda busca unidade. Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro tenta consolidar seu espaço como herdeiro direto do capital político do bolsonarismo, o que adiciona uma camada extra de disputa dentro do próprio campo conservador.

O resultado é um ambiente político marcado por múltiplas pressões simultâneas. De um lado, uma CPI que pode se estender e produzir novos desgastes institucionais; de outro, um cenário internacional que impacta diretamente a economia e a percepção de estabilidade; e, ao fundo, uma eleição que, embora ainda distante no calendário, já se mostra inevitável no horizonte político. Em momentos assim, o risco não está apenas nos fatos isolados, mas na convergência deles.

A história recente ensina que crises raramente se desenvolvem de forma linear. Elas se acumulam, se cruzam e, em determinado momento, explodem em efeitos difíceis de conter. O Brasil, mais uma vez, parece caminhar sobre essa linha tênue — onde investigações, tensões institucionais e pressões externas deixam de ser episódios separados e passam a compor um mesmo quadro de incerteza.


Polícia Federal precisa evitar os excessos que marcaram a Lava Jato e o Supremo



Pesquisa mostra que Gilmar Mendes tem motivos para chorar no plenário do STF


Em nome do tribunal”, Gilmar chora e homenageia o advogado de Lula (veja o vídeo)

Gilmar chorou no plenário ao chamar Moraes de “herói”

Fabiano Lana
Estadão

Os olhos do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, encheram-se de lágrimas, na semana passada, ao se referir ao seu colega Alexandre de Moraes, “em virtude de sua irretocável, proba e sacrificante atuação”.

Gilmar tem razão em se lamentar, não exatamente por seu enrolado companheiro da bancada no Supremo, mas com a instituição na totalidade, vista com desconfiança pela maioria da sociedade, de acordo com a pesquisa AtlasIntel/Estadão.

PAPEL DO STF – É preciso fazer uma ponderação. Ser popular não é objetivo, papel ou tarefa do Judiciário. Em tese, cabe a esse Poder cumprir a lei e pronto. Mas aí que está o grande problema atual.

A queda da aprovação do Supremo e dos seus ministros tem a ver com a impressão popular de que não estão garantindo a Constituição, mas cuidando de interesses próprios. Pior, teriam relações para lá de perigosas com gente do mundo do crime.

Hoje, 60% dos brasileiros não confiam no STF. Em agosto do ano passado, eram 51%, segundo a pesquisa. O que isso significa? Que mesmo durante o auge do processo de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, a sociedade estava dividida entre os que apoiavam ou não a corte.

MENDONÇA CRESCE – Com o inacreditável caso Master, o endosso ao Supremo desaba. 77% dos brasileiros acham que há “muita influência externa” no julgamento do Banco Master no STF;  e 66% acreditam que os ministros estão envolvidos diretamente no caso.

Hoje, o brasileiro não acha que o Supremo defenda a democracia, não acha que obedeça à Constituição, não acha que respeite o Poder Legislativo, não acha que defenda os direitos individuais.

Quando se pergunta nome por nome, o relator do caso Master, André Mendonça, é o mais popular do Brasil. Cabe perguntar se há um risco de ele se tornar um novo Sérgio Moro. Outro que encontrou uma veia popular foi o ministro Flávio Dino, que, ao determinar o fim dos penduricalhos, encontrou o apoio de 72% da população.

OUTRAS INSTITUIÇÕES – Para não dizer que o STF está de mal a pior, existem as instituições avaliadas de maneira ainda mais negativa pela sociedade. Os governos estaduais, o Exército e as Forças Armadas e o Congresso. Por outro lado, para mostrar que o brasileiro não está para brincadeira e apresenta viés punitivista, a Polícia Federal, a Polícia Civil e a Polícia Militar são as instituições mais admiradas. Ou seja, o povo adora polícia, quem não gosta é intelectual (e, eventualmente, jornalistas).

Alexandre de Moraes ainda conserva algo de sua força com 37% de apoio. Não será nenhuma surpresa que o abono a Moraes coincida com o eleitorado de Lula. Afinal, Moraes é ainda o algoz de Bolsonaro – tornou-se uma espécie de ídolo da esquerda.

Mas Dias Toffoli está completamente na chuva, com avaliação positiva de apenas 9% da população. O penúltimo em popularidade, aliás, foi o opinioso Gilmar Mendes, com 20% de endosso. A depender da continuidade do caso Master, mais lágrimas vão rolar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente artigo, analisando uma pesquisa que está muito próxima à realidade dos fatos. Aliás, daqui para a frente o ministro André Mendonça vai dominar a cena. E já percebeu que, para ser amado pelo povo, basta cumprir a lei e fazer o que é certo, conforme é o lema da Tribuna da Internet. E não esqueçam: comprem muitas pipocas, porque o preço do milho vai aumentar, com a crise mundial. (C.N.)

EDITORIAL: Trinta Dias de Saudade – A Partida de Nando e o Vazio que o Tempo Não Cura




EDITORIAL: Trinta Dias de Saudade – A Partida de Nando e o Vazio que o Tempo Não Cura


Por José Mntalvão

O tempo, dizem, é o senhor da razão. Mas, para quem fica, o tempo é apenas o marcador de uma ausência que dói. No próximo dia 25 de março, completará exatamente um mês que meu irmão, Antonio Fernando Dantas Montalvão, partiu para a eternidade. Um mês desde que o mundo perdeu um homem íntegro e eu perdi uma parte de mim mesmo.

Somente Deus, em Sua infinita misericórdia, conhece a intensidade da dor que habita o interior de quem sofre essa perda. A verdade nua e crua é que a saudade não é algo que desaparece; ela apenas se acomoda, transformando-se em uma companhia silenciosa que nos visita a cada lembrança, a cada café, a cada pensamento.


O Irmão, o Mestre e o Amigo

Você, Nando, foi meu companheiro de jornada. Ao longo da vida, você me ensinou tantas coisas... Ensinou o valor da retidão, a importância da família e a força da resiliência. Foram lições preciosas que moldaram quem eu sou hoje. Mas, em meio a tantos ensinamentos, você esqueceu do principal: você não me ensinou a viver sem você.

A morte é uma mordaça definitiva no diálogo físico, mas não consegue calar o que foi construído em vida. O nome Montalvão carrega a sua história, e o meu coração carrega o seu legado.


Convite à Oração: Missa de Trigésimo Dia

Para aqueles que compartilharam da amizade e do convívio com Antonio Fernando Dantas Montalvão, convido para um momento de fé e de homenagem à sua memória. Vamos nos reunir para elevar nossas preces e pedir que o Pai Celestial o acolha em Seus braços de luz.

  • Data: 25 de março (Quarta-feira)

  • Local: Catedral Nossa Senhora de Fátima

  • Endereço: Rua Lindalva Cabral, Paulo Afonso – Bahia

  • Horário: 19:00


Conclusão: Um Até Breve

Não é uma despedida, pois quem vive no coração de quem fica, nunca morre de verdade. A dor de agora é o preço de termos amado alguém tão especial. Que a sua alma descanse em paz, meu irmão. Aqui, continuaremos honrando seu nome e sua trajetória, guardando com zelo cada ensinamento que você nos deixou — menos esse, o de viver sem a sua presença física, que continuaremos tentando aprender, um dia de cada vez.


Blog de Dede Montalvão: Em memória de um grande homem. Descance em paz, Nando.

segunda-feira, março 23, 2026

André Mendonça determina prorrogação da CPI do INSS após pedido de presidente do colegiado

 

André Mendonça determina prorrogação da CPI do INSS após pedido de presidente do colegiado

Ministro do STF não definiu um prazo para o fim do grupo

Por Isadora Albernaz/Folhapress

23/03/2026 às 19:15

Foto: Victor Piemonte/STF

Imagem de André Mendonça determina prorrogação da CPI do INSS após pedido de presidente do colegiado

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal)

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira (23) a prorrogação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista criada para apurar as fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), mas não definiu um prazo para o fim do grupo.

O magistrado atendeu a um pedido do presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG). O relatório final da CPI seria apresentado na quarta (25).

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