quarta-feira, setembro 23, 2026

Direita acha que a democracia acabou, mas a esquerda diz que ela ainda nem chegou

Publicado em 23 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Em novo vídeo, Caiado cobra explicações de Flávio sobre dinheiro de Vorcaro

 

Em novo vídeo, Caiado cobra explicações de Flávio sobre dinheiro de Vorcaro

Peça lembra pedido de recursos para financiar filme sobre Jair Bolsonaro

Por Redação

22/09/2026 às 22:10

Foto: Bruno Varani/PSD/Arquivo

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O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD)

A campanha do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) começará a veicular, nesta quarta-feira (23), um vídeo que recorda a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro preso Daniel Vorcaro.

Caiado pretende explorar as denúncias contra Flávio para se apresentar como candidato de menor rejeição e sem acusações contra si até o momento.

No vídeo, uma apresentadora diz que Flávio deve explicações após um áudio apontar que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu dinheiro a Vorcaro sob o argumento de quitar gastos com a produção do filme "Dark Horse".

"Ele [Flávio] tem muito que se explicar sobre o dinheiro do filme e as acusações de corrupção", diz a apresentadora.

"E na última eleição nem Bolsonaro deu conta de vencer Lula. Agora Caiado tem a menor rejeição. O Brasil merece um presidente assim, ficha limpa."

A campanha de candidato do PSD tem aumentado o tom contra senador do PL, em busca de vaga no segundo turno.

Politica Livre

Gilmar tenta levar ao plenário do STF caso de usinas que expõe relação de ministros com Vorcaro

 

Gilmar tenta levar ao plenário do STF caso de usinas que expõe relação de ministros com Vorcaro

Relator defende que corte deve uniformizar entendimento sobre indenização de empresa sucroalcooleira

Por Isadora Albernaz/Folhapress

22/09/2026 às 19:30

Atualizado em 22/09/2026 às 20:05

Foto: Alejandro Zambrana/STF/Arquivo

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes apresentou nesta terça-feira (22) um pedido para levar ao plenário o julgamento bilionário que envolve o setor sucroalcooleiro e opôs o decano a ministros que ocupam uma ala diferente, como Kassio Nunes Marques, em meio à crise da corte.

Na questão de ordem, levada à Segunda Turma, o relator do caso defende que os dez ministros analisem o recurso em que se discute se a União deve indenizar usina do setor sucroalcooleiro pela fixação de preços pelo extinto IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool).

O julgamento foi marcado no plenário virtual do colegiado –onde os magistrados depositam votos em sistema, sem discussão do tema. A análise começa na próxima sexta-feira (25) e vai até 2 de outubro.

Gilmar afirma que a análise é necessária para uniformizar o entendimento do STF sobre a exigência de perícia individual para comprovar o prejuízo das usinas quando os critérios de indenização tiverem sido definidos em sentença transitada em julgado –ou seja, sem possibilidade de recurso.

O julgamento voltou à tona depois de ter sido revelado que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, se reuniu com Gilmar Mendes no dia 11 de abril de 2024 para pedir que ele votasse a favor na causa e beneficiasse empresas do ex-banqueiro.

Gilmar e André Mendonça votaram contra, mas ficaram vencidos por Kassio, Dias Toffoli e Edson Fachin.

Na segunda-feira (21), o portal Metrópoles também mostrou que o Master tinha um contrato que previa honorários de até R$ 427 milhões com o escritório da advogada Camilla Ramos em caso de êxito em 12 processos relacionados a precatórios do setor sucroalcooleiro.

As ações poderiam render cerca de R$ 8,5 bilhões ao Master. Camilla é apontada ao lado do marido, o juiz federal Newton Ramos, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), como integrante da chamada "Turma do KN", em uma possível referência ao ministro do Supremo.

Politica Livre

Kassio enfrenta pressão no STF, e grupo pró-Moraes quer mantê-lo fora de julgamentos sobre Vorcaro

 

Kassio enfrenta pressão no STF, e grupo pró-Moraes quer mantê-lo fora de julgamentos sobre Vorcaro

Por Ana Pompeu/Folhapress

23/09/2026 às 06:55

Foto: Luiz Roberto/Arquivo/TSE

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Kassio Marques

Integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) ampliaram nos últimos dias a pressão contra o ministro Kassio Nunes Marques após os vazamentos mais recentes do caso Banco Master atingirem principalmente o magistrado e seus familiares.

Aliados de Alexandre de Moraes têm defendido que o colega fique de fora dos julgamentos relacionados ao escândalo. Kassio avalia rever após as eleições sua decisão de se afastar da análise do relatório que incluiu as mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.

Nos bastidores, esses ministros consideram que Kassio deveria ficar fora da discussão em definitivo após ter se declarado impedido na sessão convocada pelo presidente, Edson Fachin, na última terça-feira (15) para a discussão do caso Moraes.

A suspeita de elos com Vorcaro, portanto, reforçaria a necessidade de suspeição. A posição é aventada como uma forma de reduzir questionamentos sobre a imparcialidade do tribunal diante das conexões que vieram à tona e dar tratamento equivalente a todos os ministros mencionados no material dos processos.

Como mostrou a Folha, Kassio tem avaliado rever sua decisão de se afastar do caso. Com isso, ele considera a possibilidade de votar nos processos relacionados à investigação do Master, especialmente após as eleições. O ministro tem dito a pessoas próximas que seu afastamento se deu naquele momento específico e em decorrência do posto de presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Magistrados da ala mais ligada a Moraes, no entanto, afirmam ser difícil inclusive juridicamente recuar da declaração de impedimento, que tem um caráter mais objetivo. A suspeição pode ser dada por motivo de foro íntimo, mas, no primeiro caso, a parcialidade do juiz estaria mais clara na legislação.

Esse grupo do tribunal tem dito a interlocutores que os novos elementos sobre uma atuação de Vorcaro para conseguir vitórias em ações envolvendo o setor sucroalcooleiro contaminam a participação de Kassio de forma mais ampla. Até então, as notícias que o ligavam ao Master giravam entorno de seu filho, Kevin Marques, em uma subcontratação do banco.

O setor sucroalcooleiro é relevante para a investigação porque o Master teria adquirido créditos judiciais relacionados a essas disputas. Os vazamentos recentes de material constante no HD enviado pela Polícia Federal a gabinetes de ministros incluem citações ao nome do ministro no contexto de uma atuação para destravar precatórios de Vorcaro.

Na segunda (21), o portal Metrópoles mostrou que o Master tinha um contrato que previa honorários de até R$ 427 milhões com o escritório da advogada Camilla Ramos em caso de êxito em 12 processos da área. Ela é apontada ao lado do marido, o juiz federal Newton Ramos, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), como parte da chamada "Turma do KN", de acordo com a publicação, no que seria uma alusão a Kassio Nunes.

Mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro e publicadas pelo portal mostram ainda tratativas de pessoas ligadas a Vorcaro com Newton envolvendo hospedagens e acesso a eventos. Em uma das conversas, uma solicitação de diária no hotel Fasano é atribuída pelo juiz federal ao ministro.

Kassio nega ter pedido qualquer coisa a Vorcaro, trocado mensagens com ele ou autorizado terceiros a falar em seu nome.

Na divisão atual do tribunal, Moraes é apoiado pelos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Nesta terça (22), Gilmar fez um pedido para levar ao plenário o julgamento bilionário que envolve o setor e opôs o decano a ministros que ocupam uma ala oposta, como o próprio Kassio. Nos bastidores, assessores da corte afirmam não saber se o ministro vai se manifestar no tema.

A proposta do decano será debatida em plenário virtual da Segunda Turma –onde os magistrados apenas depositam seus votos. A análise começa na próxima sexta (25) e vai até 2 de outubro. Na ocasião, o colegiado vai decidir apenas se acolhe o envio do processo ao plenário completo da corte.

O tema das indenizações às usinas voltou à tona depois de ter sido revelado que Vorcaro se reuniu com Gilmar em 11 de abril de 2024 para pedir ao ministro para votar a favor na causa. Mas Gilmar e André Mendonça votaram contra. Kassio, Dias Toffoli e Fachin se manifestaram em outra direção: pelo reconhecimento do débito.

Sobre o julgamento, Kassio afirmou que o processo não era uma ação do Master, mas discutia uma tese aplicável a diferentes empresas. Disse ainda que inicialmente constava como impedido por ter decidido o caso quando era vice-presidente do TRF-1, mas posteriormente entendeu que tecnicamente não havia impedimento e pediu a retificação antes de votar.

As ações discutem indenizações decorrentes do controle de preços realizado pelo antigo IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool), e o banco aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos. As ações poderiam render cerca de R$ 8,5 bilhões ao Master.

No TRF-1, Newton Ramos deu ao menos dois votos favoráveis ao Master em um processo envolvendo a Usina Cansanção de Sinimbu, em Jequiá da Praia, Alagoas, segundo mostrou o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a PF, o banco buscava adquirir direitos creditórios de usinas em recuperação judicial para inflar artificialmente a liquidez do banco, e, então, atuou no processo em conjunto com a usina.

O contrato de até R$ 427 milhões com a esposa do juiz foi firmado cerca de seis meses após os votos, dados em janeiro e junho de 2024, na 11ª Turma do TRF-1.

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