Ministério da Saúde pede incorporação de canetas emagrecedoras ao SUS
Por Mônica Bergamo e Jullia Gouveia, Folhapress
24/09/2026 às 17:16
Foto: Divulgação/EMS
Ozivy, da EMS, é a primeira caneta contendo semaglutida sintética com registro da Anvisa
O Ministério da Saúde pediu nesta quinta (24) a incorporação de canetas emagrecedoras (GLP-1) no SUS (Sistema Único de Saúde). O ministro Alexandre Padilha enviou ofício à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) para que a oferta desses medicamentos para o tratamento de pacientes com obesidade seja avaliada.
A avaliação da Conitec é o primeiro passo para a oferta do medicamento na rede pública. Após o parecer, o processo passa por consulta pública antes da decisão final do Ministério da Saúde.
A proposta prevê a avaliação de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos que não têm mais proteção de patente. Ao todo, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 em 2026. Entre elas estão versões produzidas nacionalmente e medicamentos genéricos.
Segundo a pasta, a prevalência da obesidade no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024. O pedido considera também a redução dos preços dos medicamentos, que, segundo o ministério, caíram 70% em menos de um ano com a ampliação da concorrência no mercado brasileiro.
O ministério afirma que o pedido também considera a primeira diretriz da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo, publicada no fim de 2025. O documento recomenda políticas para ampliar o acesso às terapias e preparar os sistemas de saúde para sua utilização.
A pasta também conduz estudos sobre o uso dos medicamentos em pacientes do SUS com obesidade por meio do GHC (Grupo Hospitalar Conceição), em Porto Alegre (RS). Uma eventual incorporação deverá definir critérios clínicos para o acesso ao tratamento.
Na semana anterior, o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, defendeu que as canetas emagrecedoras deveriam ser oferecidas gratuitamente pelo SUS.
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