terça-feira, setembro 22, 2026

Todo mundo entende por que Gilmar aponta a Máfia como exemplo ao STF

Publicado em 22 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

A declaração atribuída ao ministro Gilmar Mendes repercutiu nas redes sociais e chamou atenção pelo tom das palavras utilizadas. Na fala, Mendes teria afirmado: “Não se pode expor um colega, mesmo que

No afã de defender Moraes, Gilmar está falando asneiras

Affonso Ghizzo Neto
Estadão

Há momentos em que uma declaração pública merece ser analisada não pelo prisma político ou eleitoral, mas pela qualidade do argumento empregado. A frase atribuída ao ministro Gilmar Mendes — “até a máfia tem ética” — oferece justamente esse tipo de reflexão.

Independentemente de quem seja o alvo da manifestação ou das circunstâncias que a motivaram, é perfeitamente legítimo defender que ninguém seja submetido ao vale-tudo, à humilhação ou à exposição indevida. O problema está no recurso utilizado para sustentar essa defesa.

ÉTICA SUPREMA – Invocar a máfia como referência de “ética” é, no mínimo, uma escolha retórica contraditória e potencialmente intimidatória. Organizações criminosas não constituem parâmetro aceitável de comportamento moral ou institucional.

Associá-las a uma suposta noção de ética não torna o argumento mais razoável; ao contrário, desloca a discussão de seu ponto central e introduz uma referência marcada justamente pela violência, pela intimidação e pela transgressão da lei.

Uma crítica consistente não precisa de frases de efeito para adquirir autoridade. Se a questão é defender dignidade, respeito e limites na atuação de instituições e indivíduos, esses próprios princípios deveriam ser suficientes para sustentar a argumentação.

RESPONSABILIDADE – Há, ainda, uma questão de responsabilidade na linguagem utilizada por autoridades públicas. Quanto maior a autoridade de quem fala, maior é o peso de suas palavras — e maior, portanto, a responsabilidade por aquilo que comunica.

Especialmente em momentos de tensão, espera-se que a indignação não substitua a ponderação, muito menos seja expressa por meio de ameaças, agressões verbais ou referências que possam ser interpretadas como intimidação.

É possível condenar uma atitude considerada injusta, abusiva ou desrespeitosa sem recorrer a comparações que, em vez de esclarecer, produzem ruído, desqualificação e mais tensão no debate público.

EXEMPLO EQUIVOCADO – No debate institucional, a autoridade de um ministro do Supremo Tribunal Federal não deveria depender da intensidade da voz ou da contundência de uma frase, mas da solidez dos argumentos apresentados. A autoridade da função pública exige, sobretudo, responsabilidade na palavra.

Talvez essa seja a principal reflexão que o episódio permita fazer: para defender a ética, não é necessário buscar exemplos justamente onde ela não deveria ser procurada — em ambientes historicamente associados à violência, à intimidação e à criminalidade.

Criticar eventuais excessos com excessos raivosos pode produzir uma ironia involuntária: a forma da crítica acaba enfraquecendo o próprio princípio que se pretendia defender. Quando a intenção é defender limites, respeito e dignidade, a linguagem também precisa respeitá-los.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O artigo, publicado na coluna do Fausto Macedo, destrói com elegância a imagem de Gilmar Mendes, que vinha comandando o Supremo com rédea curta, não importa quem fosse o presidente, mas agora está completamente desmoralizado. (C.N.)

https://agendadopoder.com.br/mendonca-rebate-moraes-pede-arquivamento-de-representacao-e-apuracao-contra-colega-no-stf/

 .Ministro contesta acusações sobre atuação nos casos Master e INSS, questiona relatórios da Polícia Federal e pede investigação sobre possíveis crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa

                                   Mendonça ao lado de Moraes na reunião plenária. — Foto: STF



Oministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou na noite de segunda-feira (21) sua resposta à representação feita por Alexandre de Moraes, que o acusa de irregularidades na condução das investigações relacionadas ao Banco Master e ao escândalo de descontos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo informa o Estadão, na manifestação encaminhada ao presidente da Corte, Edson Fachin, Mendonça pediu o arquivamento do procedimento.

A representação havia sido apresentada inicialmente por Moraes no Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News. No início de setembro, Fachin determinou que o pedido contra Mendonça fosse retirado dessa investigação e transferido para um procedimento separado, sob responsabilidade da Presidência do STF.

Na resposta, Mendonça contesta as acusações e sustenta que os relatórios de inteligência da Polícia Federal utilizados no caso não têm valor probatório. O ministro também pede a apuração de possíveis crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa atribuídos a Moraes.

“Nesse cenário, com todas as vênias, não é este ministro (André Mendonça) aquele quem deveria ter sido incluído naquela interminável investigação, que se arrasta por mais de sete anos”, diz o documento protocolado nesta segunda-feira.

Mendonça pede acesso aos autos e investigação sobre relatórios

Além do arquivamento, Mendonça solicitou acesso integral aos autos do Inquérito 4.781 e a abertura de investigação para identificar a origem e a autoria dos relatórios produzidos pela PF que trataram de sua atuação.

O ministro também defende que esses documentos sejam considerados ilícitos e pede que seja proibida a produção de novos relatórios destinados a escrutinar atos de integrantes do Supremo.

A Polícia Federal, por sua vez, contesta a interpretação de que tenha ocorrido monitoramento ilícito. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirmou anteriormente a Fachin que os relatórios têm natureza informativa, não constituem investigação criminal e foram enviados em cumprimento a uma determinação de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News.

Os documentos da PF também registram que o material não possui valor probatório nem se destina a instruir procedimentos ou fundamentar representações. Mendonça, porém, sustenta que foram produzidas análises subjetivas sobre sua atuação e classificou anteriormente o procedimento como “arapongagem institucional”.

Ministro rebate acusações sobre celular de Vorcaro

Um dos principais pontos da resposta envolve os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Mendonça nega que tenha ocorrido vazamento ou violação da cadeia de custódia. Segundo sua manifestação, o HD encaminhado ao gabinete com os dados do aparelho permaneceu com o lacre original da Polícia Federal intacto. A prova principal, argumenta, continuou sob a guarda e o controle da corporação.

Moraes havia pedido a investigação do colega sob alegação de possíveis práticas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Entre os questionamentos estavam supostas interferências de Mendonça na condução dos casos Master e INSS e um alegado direcionamento das apurações.

A disputa ganhou dimensão pública durante a sessão extraordinária do Supremo de 15 de setembro, quando Moraes e Mendonça trocaram acusações sobre a condução das investigações.

Delações e suposto direcionamento de investigações

Mendonça também rejeitou a acusação de interferência nas negociações de acordos de colaboração premiada nas operações Sem Desconto e Compliance Zero.

Na manifestação, sustenta que a acusação se baseia em relatórios opinativos e afirma que a colaboração premiada é um direito de defesa dos investigados. Segundo sua versão, ele não participou das negociações e as investigações seguiram normalmente.

O ministro também nega ter direcionado apurações contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ou contra o próprio Alexandre de Moraes. Mendonça argumenta que as referências aos dois apareceram em relatórios produzidos pela própria Polícia Federal e que suas decisões buscaram organizar a tramitação dos casos.

A controvérsia ocorre em meio à crise instalada no STF após a divulgação de informações sobre contatos entre Moraes e Vorcaro. Um relatório da PF registrou mensagens entre os dois, enquanto Moraes passou a questionar a atuação de Mendonça nas investigações.

Com a resposta protocolada, caberá à Presidência do Supremo conduzir o procedimento relacionado às acusações feitas por Moraes. Fachin já havia retirado o caso do Inquérito das Fake News, aberto em 2019, e defendido que a crise fosse tratada separadamente.

https://agendadopoder.com.br/mendonca-rebate-moraes-pede-arquivamento-de-representacao-e-apuracao-contra-colega-no-stf/

Tiraram o sigilo. Agora ficou mais fácil para quem quiser entender o tamanho dessa história.

 

Lula é visto como favorito para 54% dos brasileiros; Flávio empata entre homens e evangélicos

 

Lula é visto como favorito para 54% dos brasileiros; Flávio empata entre homens e evangélicos

Por Mônica Bergamo/Folhapress

22/09/2026 às 07:07

Foto: Ricardo Stuckert/Arquivo/PR

Imagem de Lula é visto como favorito para 54% dos brasileiros; Flávio empata entre homens e evangélicos

O presidente Lula

A maioria dos brasileiros (54%) diz acreditar que Lula (PT) será reeleito presidente, independentemente de sua intenção de voto no primeiro e no segundo turno das eleições de outubro. É o que mostra recorte exclusivo da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda (21).

O percentual dos que acham que o petista será o vencedor do pleito é maior do que os que disseram que vão votar no petista —Lula tem 40% das intenções de voto no primeiro turno, empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL), que tem 37%.

No caso do filho de Jair Bolsonaro, o índice dos que dizem acreditar na vitória dele é semelhante ao dos que efetivamente escolheram Flávio: 36% ante 37%.

Renan Santos (Missão) foi citado como favorito por 1% dos entrevistados, ante 3% que disseram ter a intenção de elegê-lo.

A pesquisa também mostra uma grande variação na percepção de vitória conforme gênero, religião, renda e região do entrevistado.

Os percentuais mais altos dos que acham que Lula será o vencedor do pleito estão no Nordeste (66% contra 26% de Flávio), entre a população inativa, que inclui estudantes e aposentados (63% a 27%), entre pessoas sem religião (62% a 28%), eleitores com ensino fundamental (62% a 25%) e nas faixas de renda de 1 a 2 salários mínimos (62% a 26%) e até 1 salário mínimo (59% a 27%).

O petista também lidera na expectativa de vitória entre as mulheres (61% contra 28%), entre maiores de 60 anos (58% a 28%), nas regiões metropolitanas (58% a 33%) e nas capitais (57% a 33%).

Já Flávio Bolsonaro consegue empatar a disputa pelo favoritismo no pleito entre os evangélicos (46% a 46%), entre quem recebe mais de 5 salários mínimos (47% a 47%) e entre os homens (46% a 46%).

A pesquisa também aponta empate técnico entre os trabalhadores do mercado formal e os moradores da região Sul do país. Nos dois casos, 46% acham que Lula vai ganhar contra 44% que acreditam que o vencedor será o filho de Jair Bolsonaro (PL).

"Enquanto Lula consolida uma sensação de favoritismo em todo o país, com maior intensidade entre mulheres, no Nordeste e na base da pirâmide, Flávio Bolsonaro demonstra força de engajamento principalmente entre os homens, evangélicos e a classe alta, onde empata essa percepção", diz o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.

"A divisão na expectativa de vitória reforça o ambiente de polarização", acrescenta ele.

Foram entrevistados por telefone 2.006 eleitores com 16 anos ou mais de todo o país entre sexta-feira (18) e domingo (20). A margem de erro do dado principal é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-00485/2026.

 Politica Livre

Vorcaro tinha contrato de R$ 427 mi com 'turma' de Kassio e negociava favores, diz portal

 

Vorcaro tinha contrato de R$ 427 mi com 'turma' de Kassio e negociava favores, diz portal

Por Folhappress

22/09/2026 às 06:43

Foto: Luiz Roberto/Arquivo/TSE

Imagem de Vorcaro tinha contrato de R$ 427 mi com 'turma' de Kassio e negociava favores, diz portal

Kassio Marques

O Banco Master, de Daniel Vorcaro, tinha um contrato que previa honorários de até R$ 427 milhões com o escritório da advogada Camilla Ramos, apontada ao lado do marido, o desembargador Newton Ramos, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), como integrante da chamada "Turma do KN", segundo a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

Mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro e publicadas pelo portal mostram ainda tratativas de pessoas ligadas a Vorcaro com Newton envolvendo hospedagens e acesso a eventos. Em uma das conversas, uma solicitação de diária no hotel Fasano é atribuída pelo desembargador ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Kassio nega ter pedido qualquer coisa a Vorcaro, trocado mensagens com ele ou autorizado terceiros a falar em seu nome.

O contrato foi firmado pelo Master com o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, do qual Camilla faz parte. Segundo o Metrópoles, previa o pagamento de 5% líquidos sobre os valores recebidos pelo banco em caso de êxito em 12 processos relacionados a precatórios.

Elas discutem indenizações decorrentes do controle de preços realizado pelo antigo IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool), e o banco aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos. Kassio, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram pelo reconhecimento do débito naquele julgamento, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça ficaram vencidos.

As ações poderiam render cerca de R$ 8,5 bilhões ao Master. As mensagens divulgadas pelo Metrópoles mostram que assessores de Vorcaro se referiam a Newton e Camilla como a "turma do KN", numa alusão a Kassio Nunes.

Em uma das conversas, um auxiliar do ex-banqueiro informa: "Fasano Itaim essa sexta a sábado para KN".

Em outra troca, uma assessora de Vorcaro reproduz uma mensagem que diz ter recebido de Newton. Nela, o desembargador afirma que Kassio havia lhe pedido ajuda para conseguir uma tarifa no Fasano para uma diária. Após receber a mensagem, Vorcaro autoriza que a hospedagem seja colocada em sua conta, segundo o portal.

Outras conversas publicadas pelo Metrópoles registram pedidos atribuídos a Newton envolvendo reservas no Fasano e nomes para um camarote. Em uma delas, um assessor escreve a Vorcaro que a "turma do KN (Newton)" havia enviado seis nomes para inclusão em uma lista.

Camilla também aparece nas mensagens acompanhando o andamento das causas abrangidas pelo contrato. Em uma conversa, ela comenta favoravelmente com Vorcaro um voto de Kassio em julgamento relacionado à tese discutida nos processos.

Ao portal Kassio afirmou que nunca votou a favor de Vorcaro ou do Banco Master, nunca trocou mensagens com o banqueiro e nem pediu nada a ele.

"O ministro também nunca autorizou ninguém a falar em nome dele. São irresponsáveis quaisquer tentativas de relacionar a atuação do Ministro com os serviços prestados pelo filho ou quaisquer terceiros", diz.

Sobre o julgamento, o ministro afirmou que o processo não era uma ação do Master, mas discutia uma tese aplicável a diferentes empresas. Disse ainda que inicialmente constava como impedido por ter decidido o caso quando era vice-presidente do TRF-1, mas posteriormente entendeu que tecnicamente não havia impedimento e pediu a retificação antes de votar.

Newton Ramos afirmou ao Metrópoles que Camilla atua em causas cíveis para o Banco Master e que o casal mantinha relação pessoal com Vorcaro antes dos fatos hoje investigados.

"Esclareço que sou casado com a advogada Camilla Ramos, que atua em causas cíveis para o Banco Master. Vale destacar que mantínhamos relação pessoal com o ex-banqueiro antes dos fatos ora objeto de investigação. Em razão da participação societária na empresa Prime You, o empresário foi consultado sobre a disponibilidade de imóveis e transportes. Tratou-se de situação privada articulada com a profissional que presta serviços para o referido banco, sem qualquer vínculo com funções públicas. Por fim, nunca julguei qualquer causa de interesse do Banco Master", diz.

Politica Livre

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