sábado, maio 09, 2026

Moraes suspende a Lei da Dosimetria e provoca mais uma crise com o Congresso


Ciro Nogueira acha que perdeu a honra (que jamais teve) e está correndo atrás

Publicado em 9 de maio de 2026 por Tribuna da Internet

09/05/2026 - Cláudio de Oliveira | Folha

Charge do Cláudio de Oliveira (Folha)

Vicente Limongi Netto

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, está aflito. Perdeu a honra. Um sentimento sensível que ajuda a pulsar o coração. Ciro pede ajuda das pessoas caridosas. A honra do senador é sensível. Costuma ser agressiva com desconhecidos. Mas com boa lábia ela cede e aceita tudo de bom que as maravilhas do mundo oferecem.
Ciro precisa muito da bendita honra para entregar ao advogado Antonio Carlos Castro, o Kakay. Outro homem bom. Sempre ajudando as pessoas abonadas. Kakay é sabido. Costuma transformar meliantes engomados em anjos prontos para serem canonizados pelo Vaticano.
CORRENDO ATRÁS – O senador montou um poderoso esquema entre amigos do peito para correr atrás da preciosa honra. Pediu ajuda ao senador Davi Alcolumbre, que também costuma perder e esquecer a honra em ministérios e poderosos palácios.
Com o habitual sorriso falso de hiena,  Alcolumbre prometeu fazer de tudo para acabar com a depressão do colega Ciro Nogueira. Vai acionar o FBI,  a Polinter, a Policia Rodoviária Federal e o Mossad (Polícia Secreta de Israel).
Amigos chegados do Piauí, terra de Ciro, sugerem que procure a honra nos guichês dos achados e perdidos. Outra boa opção é recorrer à exigente e respeitada Anvisa, onde poderá obter remédios caros e aprovados pela saúde publica com bastante dosagens de honra.
CAMISA DA SELEÇÃO – Em Teresina, o rico senador mandou afixar em vias públicas:  “Quem achar minha honra ganhará camisa da seleção brasileira autografada pelo amigão Daniel Vorcaro”.
Boas e desinteressadas amizades valem mais do que cartões de crédito, hotéis caros e viagens internacionais.

EDITORIAL: Maquiavel no Planalto e a Política do "Pirão Primeiro"



Por José Montalvão


Muitas vezes lemos O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, como uma obra de ficção ou um relato de um passado distante. Mas, ao observar a movimentação política em Brasília, a conclusão é amarga: a obra nunca foi tão atual. O problema é que preferimos enganar a nós mesmos a respeito da natureza dos nossos políticos, ignorando a máxima da "farinha pouca, meu pirão primeiro" que domina os corredores do poder.

O Teatro das Traições e a Realidade das Manchetes

Na semana passada, o Brasil parecia assistir ao fim de uma aliança. As manchetes estampavam o que muitos chamaram de "traição" de Davi Alcolumbre, que teria articulado a derrota da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O clima era de guerra: aliados do governo falavam "cobras e lagartos", e a promessa era de que o Presidente Lula cancelaria todas as nomeações indicadas pelo senador.

Para quem acredita em fidelidade partidária ou em ideais, o cenário era de ruptura. Mas, para quem observa o jogo sob a lente maquiavélica, era apenas o início de uma nova negociação.

A Decepção da "Trégua" e o Preço do Apoio

Hoje, quem esperava firmeza do Governo Federal acordou diante de um balde de água fria. A manchete do portal UOL não deixa dúvidas: "Alcolumbre emplaca diretor da Codevasf em meio a trégua com governo".

Após ser apontado como o algoz de uma das principais indicações do presidente, o senador foi "presenteado" com o controle de uma das principais diretorias da Codevasf, estatal estratégica ligada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O que era traição, virou "reaproximação". O que era retaliação, virou "gesto de boa vontade".

Que País é Este?

Fica a sensação de um pesadelo após uma noite mal dormida. Enquanto o eleitor aqui na ponta briga, defende bandeiras e se desgasta, o topo da pirâmide política brilha no exterior e, internamente, divide o "pirão" conforme a conveniência do momento.

A política do toma lá, dá cá mostra que, no Brasil, o conceito de moralidade eleitoral é frequentemente relativizado em nome da governabilidade — ou da simples sobrevivência política. Se o presidente parece mais interessado em brilhar lá fora do que em apaziguar os ânimos de quem realmente vota, as consequências ficam para o povo, que se pergunta: em que país, afinal, estamos vivendo?

A lição que fica é dura: na política das cúpulas, não existem traições permanentes, apenas interesses que ainda não foram precificados.


Blog de Dede Montalvão: Analisando o jogo do poder com os pés no chão e os olhos na verdade.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025

Moraes suspende dosimetria aprovada no Congresso até STF julgar lei que pode reduzir pena de Bolsonaro

 

Moraes suspende dosimetria aprovada no Congresso até STF julgar lei que pode reduzir pena de Bolsonaro

Decisão consta em execuções penais de ao menos dez casos relativos aos ataques golpistas de 8 de janeiro

Por Ana Pompeu/Folhapress

09/05/2026 às 15:00

Atualizado em 09/05/2026 às 15:30

Foto: Luiz Silveira/STF

Imagem de Moraes suspende dosimetria aprovada no Congresso até STF julgar lei que pode reduzir pena de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou neste sábado (9) que aguardará a decisão da corte sobre a lei que reduz a dosimetria de condenações de atos golpistas para aplicar a nova legislação.

A afirmação foi feita nas execuções penais de ao menos dez casos relacionados aos ataques golpistas de 8 de janeiro até o momento. As decisões foram tomadas em decorrência da promulgação, feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Alcolumbre promulgou o projeto na última sexta-feira (8), após o presidente Lula (PT) deixar vencer o prazo para promulgação com a derrubada de seu veto integral. Conforme prevê a Constituição Federal, a responsabilidade de promulgar, nestes casos, passa para o presidente da Casa.

O texto reprsentou uma derrota do governo no Congresso Nacional.

A promulgação da dosimetria deve resultar em mais judicialização no STF com ações tanto para derrubar a decisão do Congresso quanto para reduzir as penas. Os advogados dos réus já começaram a preparar os pedidos, mas temem que o congestionamento atrase a análise.

Politica Livre

Flávio tenta ligar Lula ao caso Master após operação contra Ciro Nogueira


 

Câmara corre para votar fim da escala 6×1 em meio à pressão das centrais sindicais

Publicado em 9 de maio de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Bira Dantas (Arquivo do Google)

Gabriela Echenique
Folha

A comissão especial que discute o fim da escala 6×1 fechou o cronograma da turnê que está sendo feita nos estados e prevê mais cinco viagens: São Paulo, Rio Grande do Sul, Maranhão, Minas Gerais e Amazonas.

A primeira ocorreu na última quinta-feira (7), na Paraíba, num aceno ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A próxima será em São Paulo, no dia 14 de maio. A previsão é que a reunião seja realizada no Sindicato dos Metalúrgicos da capital, às 10h.

MAIS PRESSÃO – As centrais sindicais querem aproveitar a próxima audiência para fazer ainda mais pressão em defesa da redução da jornada de trabalho e prometem lotar o espaço, que tem capacidade para cerca de 600 pessoas. No dia 15, os deputados desembarcam no Rio Grande do Sul. No dia seguinte (16), estarão no Maranhão. Na última semana de trabalho, a comissão ainda prevê audiências em Minas Gerais (21) e no Amazonas (22).

A previsão do relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), é apresentar o texto final da comissão no dia 20. Se a promessa for cumprida, as duas últimas reuniões nos estados serão feitas já com o texto fechado.

O presidente da Câmara pediu celeridade e a comissão fechou o cronograma com previsão de votação do relatório no dia 26. A ideia é que o projeto vá ao plenário na mesma semana, mas alguns deputados acreditam que o tempo é curto e a votação fica para junho.

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