quarta-feira, abril 01, 2026

Viana retorna ao PSD, mira a reeleição e embaralha o jogo

 

A confirmação de Alckmin e a estratégia do PSB de atrair nomes de peso para a eleição Caixa de entrada

 

PORTAS ABERTAS

A confirmação de Alckmin e a estratégia do PSB de atrair nomes de peso para a eleição | Na última reunião ministerial antes da pré-campanha, realizada nesta terça-feira, 31, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu o principal pleito do PSB na aliança nacional com o PT, que era manter o vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa que vai disputar a reeleição ao Planalto. A confirmação da dobradinha nas urnas reafirma o alinhamento da sigla socialista à coalizão governista e aumenta o poder de atração de nomes de peso para disputar as eleições de 2026. Nesta “janela” partidária, o PSB abriu as portas para políticos com bom potencial de votos que queiram concorrer em outubro do lado do governo, mas não estejam confortáveis em suas legendas nem queiram se filiar ao PT. Essa estratégia foi bem-sucedida, pelo menos em parte, e permitiu a filiação de personagens de destaque, como a ministra Simone Tebet (Planejamento) e o senador Rodrigo Pacheco, de saída do PSD. No Distrito Federal, o ex-governador Cristovam Buarque deixou o Cidadania para se candidatar a deputado federal pelo PSB. LEIA+

ALTA DE PREÇOS

Cálculo da CNI: o impacto inflacionário da redução da jornada de trabalho | A CNI (Confederação Nacional da Indústria) calculou que o aumento do custo do trabalho, em caso de aprovação do fim da escala 6×1 sem redução salarial, implicará aumento generalizado dos preços da economia. Em média, o custo para os consumidores subirá 6,2%. Nas contas da entidade, as compras em supermercados tendem a ficar 5,7% mais caras, os preços de alimentação fora do domicílio podem subir cerca de 6,2%; os custos de roupas e calçados podem registrar alta de 6,6%. Já os serviços pessoais, como manicure e cabeleireiro, e serviços domiciliares, como pintura residencial, podem sofrer reajustes de aproximadamente 6,5%. E a conta de internet encarecerá 7,2%. LEIA+

APÓS SURPRESA COM PESQUISA

Como o PT pretende impedir nova derrota de Haddad para Tarcísio | A pesquisa Atlas desta semana surpreendeu e animou o PT em São Paulo ao mostrar Fernando Haddad com 42,6% das intenções de voto — patamar inédito para o partido na largada no estado —, ainda que Tarcísio de Freitas mantenha o favoritismo, com 49,1% e vantagem em todos os cenários. LEIA+

ESCÂNDALO DO INSS

Planalto quer usar ‘caso Lulinha’ como ativo de campanha | Mesmo com a base governista comemorando o sepultamento da CPMI do INSS, persiste no Palácio do Planalto um esforço para sair da defensiva e transformar o caso Lulinha em ativo eleitoral. A estratégia é sustentar a narrativa de que Lula não “passa a mão na cabeça do filho”, em contraste com Jair Bolsonaro no episódio das rachadinhas envolvendo Flávio Bolsonaro. LEIA+

APÓS RENÚNCIAS

Convocações na CPI tensionam planos eleitorais de Ibaneis e Castro | Na ressaca que se seguiu à renúncia aos cargos, os ex-governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, passaram a sentir na pele a realidade imposta pelo fim do foro privilegiado. Ambos foram convocados pela CPI do Crime Organizado e, caso não recorram ao STF, terão de comparecer, obrigatoriamente, nas oitivas do Senado, o que tende a tensionar os políticos que projetam disputar as eleições de outubro. Os requerimentos miram na investigação sobre o caso Master e as suspeitas de irregularidades em operações financeiras. LEIA+

Caso você ainda não tenha lido:


"O Judiciário brasileiro entre a..." by Pedro Heitor Barros Geraldo

 

O Judiciário brasileiro entre a autonomia e a independência
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Author Photo Pedro Heitor Barros Geraldo
2023, Jota.info
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ABSTRACT
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a inconstitucionalidade do inciso VIII do art. 144 do Código de Processo Civil numa Ação direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.953 proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

STF chama Lavareda para se tratar, mas não existe analista que dê jeito…


Cientista político que trabalhou com Temer e FHC é citado em relatório do  Coaf - Época

Lavareda tentou atender, mas nem Freud poderia explicar

Eliane Cantanhêde
Estadão

Atingido em cheio pelo escândalo Master, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu consultar um psicanalista, ops!, o analista político e do humor popular Antonio Lavareda, que passou uma receita paliativa: os ministros precisam falar menos e a instituição tem de dialogar mais com a sociedade, especialmente com o centro, ou “os independentes”.

Segundo a coluna apurou, Lavareda defendeu que é perda de tempo tentar separar o STF, de um lado, de erros de ministros, do outro, para lulistas incondicionais, acuados e sem reação em casos assim desde mensalão e Lava Jato, ou para bolsonaristas, que são “antissistema” (logo, antiJudiciário) e usam a crise, eleitoralmente, contra Lula e o governo.

“INDEPENDENTES” – O foco da defensiva do STF tem de ser os “independentes”, não dogmáticos, que preservam alguma racionalidade e flutuam menos ao condenar ou aplaudir o que quer que seja. Mas, para isso, e para melhorar o “diálogo”, o STF precisa corresponder às expectativas, com pautas de grande apelo e aprovando mudanças de atitudes e regras, por exemplo, com um código de conduta a ser levado a sério.

Os últimos movimentos do STF resvalam nisso, como a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, defendida além da bolha bolsonarista, e a intervenção que Flávio Dino tentou fazer, e o plenário amenizou, contra os “penduricalhos” que fazem a festa e a fortuna de juízes e procuradores e se estende aos demais poderes, driblando o teto constitucional

O resultado, porém, foi decepcionante, cortando uma parte, mantendo outra e até recriando o velho “quinquênio” (extras por tempo de serviço).

APENAS REMENDO – A sociedade apoia o fim de mamatas, mas não é boba. Sabe o que é “fim” e o que é remendo para inglês ver. Se era para apagar o incêndio do Master no STF, virou gota d’água.

A reunião com Lavareda foi na presidência do STF, com Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Christiano Zanin.

Tão curioso como a presença de Moraes é a ausência de Dino, que mais dialoga com a sociedade, ao combater emendas, supersalários e penduricalhos e não ouviu Lavareda dizer que o estrago das ligações de ministros com Daniel Vorcaro, do Master, foi de bom tamanho, mas a imagem do Supremo já foi pior.

DIZ O RIVAL – Pode não ser o pior momento, mas, pela pesquisa do AtlasIntel, instituto rival do Ipespe de Antonio Lavareda, 47% consideram que o STF está “totalmente envolvido” com o Master, 60% não confiam e só 34% confiam na instituição.

Entre os atuais dez atuais ministros, apenas um, André Mendonça, novo relator do caso Master, consegue ter aprovação superior à desaprovação: 43% a 36%.

Está feia a coisa e não há remédio, propaganda, psicanalista e mandinga que deem jeito. A ferida está aberta.

Aproximação de ACM Neto com Ronaldo Caiado acirra disputa com Flávio Bolsonaro


ACM Neto diz que tem relação histórica com Caiado

Luísa Marzullo
O Globo

Pré-candidato ao governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) sinalizou nesta terça-feira que vai apoiar a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), mas afirmou que ainda vai ouvir o União Brasil. Ele atribuiu essa inclinação à relação de longa data entre os dois.

— Tenho uma relação histórica com Caiado, de mais de 25 anos de amizade, o que nos aproxima, o que torna muito difícil não estar com ele. A pré-candidatura dele até foi lançada em Salvador — disse ao GLOBO, ressaltando que vai respeitar o posicionamento de seus aliados assim como dos demais partidos da aliança.

APOIO – A sinalização ocorre após Caiado afirmar que pretende apoiar ACM Neto na disputa pelo governo da Bahia. Na segunda-feira, ao lançar sua candidatura à Presidência, o governador de Goiás declarou que estará com o ex-prefeito no estado.

No União Brasil, não há definição sobre o apoio presidencial. De um lado, há um grupo que defende o alinhamento com Caiado. De outro, aliados que trabalham pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Há ainda uma terceira ala que prefere deixar os diretórios regionais livres para decidir. Caiado deixou o União Brasil neste ano rumo ao PSD com o objetivo de se cacifar na corrida pelo Planalto.

No grupo de ACM, também há dispersão. Parte dos aliados, como o ex-ministro João Roma, já sinalizou que estará com Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, interlocutores vislumbram um cenário de palanque duplo, em que ambos os candidatos passem pelo estado, em eventos da chapa. No entanto, ainda não há definição de como será este arranjo na prática.


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