quarta-feira, abril 01, 2026

Caiado ataca a polarização, mas a anistia abre o risco de agravar a crise institucional


Pedro do Coutto

Ao se lançar como pré-candidato à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tentou ocupar um espaço cada vez mais raro no cenário político brasileiro: o de quem promete romper a lógica binária que domina o debate público desde 2018. Em seu discurso, apresentou-se como alternativa à disputa entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, afirmando que é preciso “encerrar a polarização” entre lulismo e bolsonarismo.

A proposta, à primeira vista, dialoga com um sentimento real de fadiga do eleitorado. Pesquisas recentes de institutos como Quaest e Datafolha têm apontado que uma parcela significativa dos brasileiros demonstra cansaço com o confronto permanente e deseja uma agenda mais pragmática. No entanto, o próprio Caiado parece tropeçar na sua principal promessa ao anunciar que, caso eleito, pretende decretar anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

PARADOXO – A contradição é evidente. Ao mesmo tempo em que critica a radicalização política, o pré-candidato adota uma bandeira que está no centro das tensões institucionais do país. A anistia, além de juridicamente controversa, colide diretamente com decisões já consolidadas do Supremo Tribunal Federal, que vem julgando e condenando envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.

Mais do que um gesto político, trata-se de um tema sensível para o Estado de Direito — e, portanto, pouco compatível com a ideia de pacificação. Na prática, a proposta tende a reacender, e não a dissipar, os conflitos. Isso porque qualquer tentativa de anular ou relativizar decisões judiciais definitivas inevitavelmente será interpretada como afronta institucional. A história recente do Brasil mostra que o embate entre Executivo e Judiciário tem alto potencial de instabilidade, algo que o próprio Caiado diz querer evitar.

APROXIMAÇÃO – Há, ainda, um componente estratégico nessa equação. Ao defender a anistia, Caiado parece buscar aproximação com parcelas do eleitorado conservador que orbitam o campo bolsonarista. É um movimento compreensível do ponto de vista eleitoral, mas arriscado do ponto de vista narrativo: ao tentar dialogar com esse público, ele pode acabar reforçando exatamente a polarização que afirma combater. Em outras palavras, ao estender a mão a um dos polos, enfraquece sua pretensão de equidistância.

Além disso, o debate sobre anistia não é apenas jurídico ou político — é também simbólico. Ele toca diretamente na percepção de justiça, responsabilidade e memória institucional. Países que enfrentaram rupturas democráticas costumam tratar esse tipo de questão com extremo cuidado, justamente para evitar a banalização de episódios que colocaram em risco a ordem constitucional. No caso brasileiro, ainda recente, a discussão ganha contornos ainda mais delicados.

ARTICULAÇÃO – Outro ponto que merece atenção é a viabilidade prática da proposta. A concessão de anistia ampla, nos moldes sugeridos, dependeria de articulação com o Congresso Nacional e enfrentaria forte resistência não apenas no Judiciário, mas também em setores relevantes da sociedade civil. Não se trata, portanto, de uma medida simples ou unilateral, como pode parecer no discurso de campanha.

No fundo, o movimento de Caiado expõe uma dificuldade recorrente na política brasileira contemporânea: a de construir uma alternativa fora da polarização sem, ao mesmo tempo, ser capturado por ela. O espaço existe, mas é estreito e exige coerência rigorosa entre discurso e prática.

Ao iniciar sua caminhada presidencial com essa proposta, o governador de Goiás sinaliza ambição e disposição de confronto — mas também revela um risco: o de que sua candidatura, em vez de inaugurar um novo caminho, acabe apenas reorganizando as tensões já existentes. Porque, no Brasil de hoje, romper a polarização não é apenas uma promessa. É, sobretudo, uma prova de consistência.

Lula mira controle do Senado, critica poder dos parlamentares e amplia alianças



PT difama Andréia Sadi e GloboNews devido ao PowerPoint do caso Master

Publicado em 1 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

GloboNews admite erro em arte que ligou Lula ao caso Banco Master e Andréia  Sadi pede

Petistas procuram desconhecer suas ligações com Vorcaro

Mario Sabino
Metrópoles

Petistas usam as redes sociais e os seus blogs sujos para atacar a jornalista Andréia Sadi, que apresenta um programa diário na GloboNews. O motivo foi a exibição de um PowerPoint que mostrava as conexões de Daniel Vorcaro, do Banco Master, com personalidades impolutas da vida nacional.

Como no PowerPoint apareciam destacados Lula, Guido Mantega, Gabriel Galípolo e a estrela do PT, sem que nele figurassem figuras da direita, os petistas ficaram tiriricas. Disseram que a GloboNews fez associações indevidas para colocar o governo e o partido no centro do escândalo, ao passo que a emissora teria omitido cinicamente Jair Bolsonaro, Roberto Campos Neto, Flávio Bolsonaro, e por aí vai.

RADICALISMO – Reclamar é legítimo; o que não é aceitável — ou não deveria ser — é partir para a difamação, a calúnia, a intimidação, os métodos habituais dessa gente que adora liberdade de expressão e de imprensa.

Não adiantou Andréia Sadi pedir desculpas no ar, nem a GloboNews demitir a editora supostamente responsável pelo PowerPoint (na minha opinião, uma providência injusta na sua drasticidade): a jornalista continua a ser xingada e ameaçada. Ela e a emissora foram puxadas para ao meio da batalha entre petismo e bolsonarismo sobre a paternidade de mais essa sem-vergonhice bilionária.

Conheço bem o amor petista, e ele dura para sempre, a menos que você passe vergonhosamente para o lado do partido.

PERSEGUIÇÃO – Sou objeto desse amor desde os meus tempos de Veja, quando fui apontado como se fosse a origem de todas as reportagens da revista sobre o mensalão e outras roubalheiras perpetradas durante os dois primeiros mandatos de Lula.

Em geral, os jornalistas ficam com receio de que essas campanhas difamatórias e caluniadoras lhes causem um desgaste de imagem irreparável; os mais assustados temem pela sua própria integridade física.

É compreensível, mas dou um conselho que ninguém pediu: se você acertou, tome os ataques como homenagem e siga adiante sem dar bola para essa gente. Lembre-se de que, quando todo mundo é corcunda, a bela postura torna-se o defeito (d’après Balzac).

SEM HUMILHAR-SE – No caso de você ter errado, peça desculpas, mas sem humilhar-se ou fazer concessões a partir daí, e vá em frente. Não se renda. Até porque, em se tratando de políticos, os fatos lá adiante podem provar que você estava em boa parte certo, não completamente errado.

Uma última observação em relação ao PowerPoint da GloboNews: os petistas o compararam com o PowerPoint de Deltan Dallagnol, exibido na oferecimento da denúncia contra Lula, no âmbito da Lava Jato. O PowerPoint de Deltan estava completamente certo, apesar de toda a demonização de que foi alvo. Além disso, é a mais bela obra de arte brasileira, como escrevi anos atrás. Vale bem mais do que os R$ 100 mil que Deltan teve de pagar a Lula de indenização.

A sua tosquice ilustra melhor o nosso caráter nacional do que a do Abaporu, de Tarsila do Amaral, “o quadro mais feio do mundo”, na definição de Millôr Fernandes. O feio é bonito

Fantasma do golpismo volta assustar e expõe fragilidade da direita brasileira



EDITORIAL: A Turma do "Quanto Pior, Melhor" e o Tiro no Próprio Pé – Jeremoabo Não Aceita Mais o Retrocesso

 


EDITORIAL: A Turma do "Quanto Pior, Melhor" e o Tiro no Próprio Pé – Jeremoabo Não Aceita Mais o Retrocesso


Por José Montalvão

Desde que o prefeito Tista de Deda assumiu as rédeas de Jeremoabo, uma certa "turma do recalque" perdeu o sono. Acostumados com os ciclos viciosos da improbidade e do descaso, esses saudosistas do atraso não se conformam com a nova realidade: uma gestão que escolheu uma equipe técnica, competente e, acima de tudo, distante das velhas práticas que afundaram o nosso município por anos.

O episódio da distribuição do peixe nesta Semana Santa foi a prova cabal dessa divisão. Enquanto uns torciam pelo caos, outros trabalhavam pela solução.


1. O Tiro no Pé da Oposição "Vagalume"

A tentativa de "melar" a entrega do pescado foi, na verdade, um tiro no próprio pé de quem apostou no fracasso. Sim, houve uma falha técnica da empresa fornecedora, mas o que os críticos não esperavam era a agilidade da resposta.

  • Resposta em Menos de 24 Horas: Em tempo recorde, a equipe técnica do prefeito Tista entrou em ação, identificou o erro do fornecedor e sanou o problema.

  • Cara de Vagalume: Aqueles "sem noção" que correram para as redes sociais para fazer festa com o erro alheio ficaram apenas com a cara para cima, vendo o brilho da competência ofuscar a própria maldade.


2. Gestão Técnica vs. Ciclo Vicioso

O que mais incomoda essa ala recalcada é que Tista de Deda montou um time que não faz propaganda enganosa nem busca promoção pessoal às custas da necessidade alheia.

  • Iniciativa e Competência: A solução não veio com barulho, veio com trabalho.

  • Peixe de Qualidade: Quem realmente importa — o povo humilde de Jeremoabo — está recebendo um peixe de excelente qualidade, próprio para a ceia sagrada, e está satisfeito. O resultado prático calou a boca de quem queria ver o povo desamparado.


3. O Progresso Incomoda quem Vive do Atraso

Jeremoabo está sendo reconstruída. Tirar o município da inadimplência, reformar o hospital, pavimentar povoados e agora garantir a dignidade na mesa do pobre são ações que ferem o orgulho de quem governava para poucos.

Os saudosistas do atraso ainda não entenderam que o tempo do "amadorismo" acabou. Hoje, Jeremoabo é gerida com seriedade. Se a empresa erra, a prefeitura pune e resolve. Se a oposição grita, o governo responde com obras e benefícios.


Conclusão: O Povo em Primeiro Lugar

Quem ganhou com tudo isso foi o povo. O transtorno serviu apenas para mostrar a têmpera de um gestor que não se curva a dificuldades e de uma equipe que sabe o que faz. Que a Semana Santa seja de paz para quem trabalha e de reflexão para quem ainda insiste em torcer contra o próprio povo.

O progresso é um caminho sem volta. Jeremoabo segue em frente, e quem gosta do atraso, que fique para trás com suas críticas vazias.


Blog de Dede Montalvão: Acompanhando de perto o renascimento da nossa terra.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

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