sexta-feira, março 20, 2026

Tim Maia definia a demagogia como a pior das mentiras, chamando-a de "mentira mentirosa" ou "mentira da mentira", por considerá-la uma forma enganosa e hipócrita de manipulação

 

Tim Maia definia a demagogia como a pior das mentiras, chamando-a de "mentira mentirosa" ou "mentira da mentira", por considerá-la uma forma enganosa e hipócrita de manipulação.


Hipocrisia? Não. Isso é cinismo gélido, sem disfarce.


Imagine, por um segundo, um presidente iraniano — daqueles que o Ocidente ama odiar — convocando friamente um embaixador americano. Ele abre uma pasta, mostra nomes: Joe Biden, Nancy Pelosi, generais do Pentágono, chefes da CIA. Com voz calma, declara: “Vamos eliminá-los. Um por um. Não é ameaça: é plano.” 


Em poucas horas, o mundo entraria em colapso controlado de fúria. Sessões de emergência no Conselho de Segurança da ONU. Manchetes histéricas 24 horas por dia: “Ameaça existencial ao Ocidente!”. Sanções devastadoras, bloqueio de ativos, ameaça de guerra preventiva. Tudo embrulhado no discurso sagrado da “lei internacional”, da “ordem global”, da “defesa da democracia”.


Agora olhe para o Brasil. Olhe bem.


Aqui, listas de alvos circulam abertamente em grupos bolsonaristas radicais há anos — e seguem circulando em 2025-2026. Nomes de ministros do STF (Alexandre de Moraes, Carmen Lúcia, outros), jornalistas incômodos, influenciadores de esquerda, cidadãos comuns que ousaram criticar. Ameaças explícitas: morte, estupro, linchamento digital e físico.


Perfis como Luciana (@lucianaisac) incentivam, com prints e prints, perseguição coordenada a pessoas após inclusão delas em “listas de alvos” criadas por militantes fanáticos. Deputado federal ameaça abertamente no plenário: “Alexandre de Moraes, o seu fim está próximo, nós vamos acabar com a sua vida”. Grupos de extermínio são desmantelados pela PF: tabelas de preços para eliminar ministros, drones, táticas de guerra, militares envolvidos.


E o que acontece?


Silêncio cúmplice da mesma plateia que gritaria “terrorismo islâmico!” se viesse do Irã. Relativização: “É só bravata de internet”, “Todo mundo ameaça”, “É reação ao lawfare”. Ou pior: aplauso velado, memes celebrando.


Enquanto isso, o saque continua:


- Desvios bilionários de verbas da saúde em plena pandemia.

- Dinheiro das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul evaporando em mãos de secretários e aliados.

- Governadores e parlamentares mantendo ICMS altíssimo em meio à crise energética e inflação.

- Refinarias e distribuidores de combustíveis lucrando fortunas com preços abusivos enquanto a população queima no posto.

- “Bolsolão”, “Bolsomaster”, emendas parlamentares virando propina organizada.


Regras? Existem, sim. Mas só para os adversários. Impunidade? Reservada exclusivamente aos aliados. Moral? É tribal: o que é crime no outro lado vira “perseguição” quando acontece no nosso. Não é hipocrisia — porque hipocrisia ainda carrega vergonha, um resto de consciência. Isso é algo pior: um colapso moral calculado, frio como aço.


As regras são armas seletivas. A decência é moeda de troca. A verdade é o que convém no momento. E a população? Que se exploda. Bolsonaristas radicais apostam no caos porque acreditam que, das cinzas, eles governarão. Destruir o país para reinar sobre os escombros.


Como dizia Cecília Meireles, com uma tristeza que dói mais hoje do que nunca:

“Hoje eu queria ler uns livros que não falam de gente, mas só de bichos, de plantas, de pedras: um livro que me levasse por essas solidões da Natureza, sem vozes humanas, sem discursos, boatos, mentiras, calúnias, falsidades, elogios, celebrações... hoje eu queria apenas ver uma flor abrir-se, desmanchar-se (...).”


Porque as vozes humanas, no Brasil de agora, só ecoam ódio calculado, mentiras organizadas e cinismo sem pudor.

E nós, que ainda queremos um país decente, assistimos — anestesiados, exaustos — enquanto o abismo avança, passo a passo, lista a lista, desvio a desvio. Chega de anestesia.

Ou confrontamos isso, ou nos acostumamos ao inferno que estamos construindo.

Jornalista Luis Celso

Fim da aposentadoria compulsória avança no STF, mas trava no Senado

 18 de março de 2026 - 18:59

Por: Beatriz Matos


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Portinho teme mais concentração de poder no STF | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado


discussão sobre o fim da aposentadoria compulsória como punição para magistrados ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (18), na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ).

A PEC 3/2024, apresentada por Flávio Dino quando ainda exercia mandato de senador, começou a ser analisada, mas teve a votação adiada após pedido de vista do senador Sergio Moro (União-PR). O tema voltou à pauta dois dias depois de o agora ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido, em caso concreto, que a aposentadoria compulsória deixou de subsistir como sanção disciplinar para juízes após a reforma da Previdência de 2019.

Origem

Pelo texto da PEC, a Constituição passaria a vedar o uso da aposentadoria como punição disciplinar para magistrados, membros do Ministério Público e militares. No caso dos juízes, a proposta prevê que, diante de faltas graves, a sanção seja a perda do cargo, demissão ou equivalente. Na justificativa, Dino sustenta que a aposentadoria é benefício previdenciário e não pode ser convertida em pena, sob pena de desvio de finalidade. O texto também parte da premissa de que não há vitaliciedade capaz de se sobrepor ao princípio da moralidade administrativa.

Hoje, o modelo ainda permite que, em infrações disciplinares graves que não configurem crime, magistrados sejam aposentados compulsoriamente com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. Na prática, deixam a função, mas continuam recebendo dos cofres públicos. Foi justamente esse mecanismo que Dino atacou no Supremo e que agora o Senado tenta enfrentar por meio de alteração constitucional.

Choque

A sessão da CCJ deixou clara que, embora haja convergência em torno da crítica ao modelo atual, não há consenso sobre o caminho. O senador Esperidião Amin (PP-SC) reagiu à coincidência entre a tramitação da PEC e a decisão recente do STF. “Repudio decisões monocráticas como esta”, afirmou, ao defender que o Senado não seja pautado por decisões individuais da Corte. Na mesma linha, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) disse que a decisão de Dino, embora tenha gerado boa repercussão inicial, pode acabar concentrando ainda mais poder no Supremo.

Do outro lado, a relatora Eliziane Gama (PSD-MA) rebateu a tese de que o Senado devesse esperar o STF. Segundo ela, a proposta já havia sido pautada antes da decisão do ministro e o Congresso precisa cumprir seu papel. “Nós temos que fazer a nossa função, é legislar”, disse. Já o senador Eduardo Braga (MDB-PA) reforçou a cobrança e afirmou que manter aposentadoria como punição é, na prática, “um prêmio”.

Impasse

O senador Sergio Moro pediu vista e apresentou emenda para restringir o fim da aposentadoria compulsória aos casos de faltas graves ligadas a crimes, como corrupção, violência e favorecimento ao crime organizado. A ideia, segundo ele, é evitar que processos disciplinares sejam desvirtuados e atinjam a independência da magistratura. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), por sua vez, criticou a inclusão dos militares no mesmo texto, dizendo que a PEC “mistura alhos com bugalhos”.

A pressão sobre o texto também veio de fora do Congresso. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) se posicionou contra alterações que, na avaliação da entidade, avançam sobre a garantia constitucional da vitaliciedade, considerada um instrumento de proteção contra interferências indevidas no exercício das funções. Diante das divergências e da necessidade de aprofundar o debate, a CCJ aprovou a realização de uma audiência pública no dia 1º de abril. A expectativa é que a proposta volte à pauta no dia 8, quando os senadores terão de decidir se consolidam, por via legislativa, o entendimento que começou a ser desenhado no Supremo ou se redefinem os limites dessa mudança no próprio Congresso.

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O que era eleição tranquila para Moro no Paraná se complica

 

Por: Tales Faria

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Sem eleições tranquilas para Moro | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil


O senador e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, marcou com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sua filiação ao partido no Paraná para o próximo dia 23.

Na expectativa de uma eleição tranquila para governador, ele conta nas pesquisas de intenções de voto com a simpatia de cerca de 40% dos eleitores do estado, juntando antipetistas e bolsonaristas.

Tudo acertado para um passeio em outubro, de mãos dadas com o candidato do PL a presidente da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), justamente no estado mais bolsonarista do Brasil. Mas eis que começaram a aparecer pedras no meio do caminho dessa nova aliança entre lavajatistas e bolsonaristas.

O muito bem avaliado governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), resolveu lançar-se candidato a presidente. É o favorito entre os três pré-candidatos do partido de Gilberto Kassab. O PSD governa o maior número de municípios no país, 887.

O presidente Lula também voltou seus olhos para o estado e lançou sua ministra-chefe da Casa Civil, a deputada Gleisi Hoffmann (P), que foi senadora pelo Paraná, como candidata ao Senado. Ainda convenceu o cacique político no estado, Roberto Requião, a fazer de Requião Filho o candidato a governador pelo PDT em aliança com o PT.

E agora, para aumentar o cerco a Sérgio Moro, o ex-governador Rafael Greca filiou-se ao MDB. Vai também concorrer a governador. Já tem garantido em sua chapa como candidato ao Senado o ex-senador e ex-governador Álvaro Dias (MDB).

Resultado da brincadeira: o que era uma eleição tranquila para Sergio Moro se transformou em uma disputa com muito provável segundo turno, pelo excesso de nomes, entre os adversários, com razoável força eleitoral.

Moro não costuma dar muita sorte nas suas aproximações com o bolsonarismo. Elas sempre ocorreram por motivações, digamos interesseiras.

A primeira vez que o então juiz cruzou com Jair Bolsonaro foi em um aeroporto. O ex-presidente ainda era um candidato a presidente sem muitas chances. Bolsonaro correu atrás de Moro. Nunca esqueceu que o mítico chefe da Lava Jato evitou cumprimentá-lo.

Mas o candidato cresceu nas pesquisas e acabou convidando Sérgio Moro, num lance de marketing em plena na campanha eleitoral, para, caso fosse eleito, ser seu ministro da Justiça. Prometeu indicá-lo depois para o Supremo Tribunal Federal (STF), mas a promessa nunca foi cumprida. Pelo contrário. No governo os dois brigaram e Bolsonaro demitiu Sérgio Moro do Ministério da Justiça.

Agora, novamente o lavajatismo e o bolsonarismo voltam a se juntar. Ainda não é um casamento no país inteiro, mas um noivado no Paraná, em chapa com o deputado Filipe Barros (PL) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) como candidatos ao Senado.

Será curioso ver como Moro, no PL, explicará que o maior doador de seu novo partido na eleição passada foi o dono do Banco Master, o sucessor da Lava Jato no ranking de escândalos políticos do Brasil.

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Genésio Araujo JR lembra sobre a delação de Vorcaro e que o Brasil não é para...

 

Juízes intensificam pressão no Senado contra PEC que extingue aposentadoria compulsória como punição

 

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Representantes da magistratura brasileira intensificaram, ao longo desta semana, uma ofensiva política no Senado Federal para barrar ou adiar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a aposentadoria compulsória como punição disciplinar. A matéria, originalmente prevista para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), enfrenta resistência crescente após articulação de associações de juízes e a apresentação de pedido de vista pelo senador Sérgio Moro (União-PR), que interrompeu a análise do texto.

A proposta foi apresentada em 2024 pelo então senador Flávio Dino, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e estabelece que a demissão — com perda do cargo — passe a ser a penalidade máxima em processos administrativos contra agentes públicos, incluindo magistrados e membros do Ministério Público. O parecer da relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), é favorável à aprovação.

O debate ganhou novo impulso após decisão monocrática de Dino no STF, que, em um caso específico, considerou inadequada a aplicação da aposentadoria compulsória, sob o argumento de que a medida não atende ao interesse público. A decisão influenciou o ambiente político no Senado e contribuiu para o adiamento da votação.

O que muda com a PEC

A proposta em análise promove uma alteração estrutural no regime disciplinar da administração pública. Atualmente, a aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais é aplicada como sanção a magistrados em casos de faltas graves.

Com a PEC, esse modelo seria substituído por um sistema mais rigoroso:

  • Extinção da aposentadoria como punição disciplinar
  • Demissão como penalidade máxima em processos administrativos
  • Necessidade de procedimentos adicionais para efeitos previdenciários

A relatora Eliziane Gama sustenta que o modelo atual fere o princípio da moralidade administrativa, ao gerar percepção pública de impunidade. Segundo ela, a aposentadoria compulsória é frequentemente interpretada como um “prêmio” ao infrator, e não como sanção.

Resistência da magistratura e debate previdenciário

A principal reação contrária à proposta parte de entidades representativas da magistratura, como a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). O presidente da entidade, Caio Marinho, defende cautela na substituição automática da penalidade.

Segundo a Ajufe, a perda do cargo já é prevista no ordenamento jurídico, mas exige uma ação judicial específica após a conclusão do processo administrativo. A entidade alerta para possíveis consequências constitucionais caso a mudança seja feita sem ajustes no sistema previdenciário.

Entre os pontos levantados:

  • Magistrados contribuem por décadas para o regime próprio de previdência
  • A perda do cargo sem garantia de direitos previdenciários pode ser interpretada como confisco de contribuições
  • Risco de judicialização com base em direitos adquiridos e vedação constitucional ao confisco

A preocupação central reside na possibilidade de que a nova regra desconsidere contribuições acumuladas ao longo da carreira, gerando insegurança jurídica.

Interferência do STF e impacto político

A decisão monocrática de Flávio Dino no STF passou a integrar o debate legislativo como elemento adicional de pressão. Parlamentares passaram a defender que o Senado aguarde uma posição colegiada da Corte antes de avançar na tramitação da PEC.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que a votação deve ocorrer apenas após manifestação do plenário do Supremo, evitando decisões legislativas sob influência de entendimento ainda não consolidado.

Já o senador Sérgio Moro, ao apresentar pedido de vista, indicou a necessidade de ajustes no texto, especialmente para:

  • Delimitar com precisão quais condutas ensejam perda do cargo
  • Evitar uso político de processos disciplinares
  • Garantir proteção à independência funcional de juízes e promotores

Moro argumenta que faltas graves, como corrupção, crimes violentos ou envolvimento com organizações criminosas, devem resultar em demissão, mas ressalta o risco de instrumentalização indevida do mecanismo disciplinar.

Contexto institucional e histórico da medida

A aposentadoria compulsória como sanção disciplinar é um instrumento tradicional no ordenamento jurídico brasileiro, consolidado ao longo de décadas como forma de afastamento de magistrados sem ruptura imediata com o regime previdenciário.

Críticos do modelo afirmam que ele contribui para a percepção de corporativismo e impunidade, sobretudo em casos de corrupção ou desvios graves. Por outro lado, defensores sustentam que a medida preserva garantias institucionais essenciais, como a independência do Judiciário e a segurança jurídica.

A proposta de alteração constitucional, portanto, insere-se em um debate mais amplo sobre:

  • Responsabilização de agentes públicos
  • Limites da autonomia do Judiciário
  • Equilíbrio entre punição e garantias institucionais

https://jornalgrandebahia.com.br/

Nota da redação deste Blog:

EDITORIAL: A Piada do Ano – O Pedido de Vista que Tenta Salvar o "Prêmio" para o Infrator


Por José Montalvão  

Começo este artigo com o que podemos chamar de a "piada do ano" no cenário político de Brasília: o senador Sérgio Moro — que construiu sua carreira com o discurso de combate à corrupção e rigor na aplicação da lei — apresentou um pedido de vista para interromper e adiar a tramitação da PEC que extingue a aposentadoria compulsória como punição para juízes e promotores.

É um movimento que, por si só, dispensa comentários, mas que escancara como o corporativismo pode falar mais alto do que a ética pública quando o calo aperta para a própria classe.


O que está em jogo: Punir ou Premiar?

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), relatada pela senadora Eliziane Gama, ataca uma ferida aberta na moralidade brasileira. Hoje, quando um magistrado comete uma falta grave, ele é "castigado" com a aposentadoria compulsória. Na prática, ele vai para casa e continua recebendo do Estado.

O que a PEC propõe mudar:

  • Fim do privilégio: Extingue a aposentadoria como sanção disciplinar.

  • Demissão Real: Estabelece a demissão como penalidade máxima em processos administrativos, equiparando o juiz ao servidor comum.

  • Moralidade Administrativa: Acaba com a percepção pública de impunidade, onde o crime é recompensado com férias remuneradas.


Os Argumentos de Moro: Cuidado ou Proteção de Casta?

Ao pedir vista, o senador Sérgio Moro alegou a necessidade de "ajustes" no texto para evitar o uso político de processos disciplinares e garantir a "independência funcional". Ele argumenta que faltas como corrupção devem sim gerar demissão, mas teme que o mecanismo seja "instrumentalizado".

Ora, convenhamos: a Constituição Federal é clara ao dizer que todos são iguais perante a lei. Por que, então, criar tantas demandas e entraves quando se trata de punir quem deveria ser o exemplo da retidão?

  • Juiz Probo não teme a PEC: Um magistrado imparcial, ético e que segue a lei jamais será atingido por um sistema disciplinar rigoroso.

  • Independência não é Imunidade: A independência do Judiciário serve para proteger o juiz de pressões externas ao julgar, não para protegê-lo de ser demitido caso venda sentenças ou cometa crimes.


Justiça sem Clientelismo

A relatora Eliziane Gama foi precisa: a aposentadoria compulsória é interpretada pelo povo como um "prêmio" ao infrator. Manter esse modelo é reforçar o sentimento de que no Brasil existem cidadãos de primeira e segunda classe.

O pedido de vista de Moro apenas adia o inevitável, mas também revela de que lado cada parlamentar está. Se queremos moralizar a coisa pública, não podemos aceitar o clientelismo que reforça a impunidade sob o pretexto de "segurança jurídica".

Conclusão: Que Cumpra-se a Constituição

Não precisamos de mais demandas, nem de "vistas" intermináveis que servem apenas para empurrar o problema para debaixo do tapete. Precisamos que a Constituição seja cumprida em sua essência: Igualdade. Se o gari, o professor e o policial perdem o cargo por faltas graves, o juiz e o promotor também devem perder.

O Brasil está de olho. O tempo do "prêmio para o erro" precisa acabar, doa a quem doer.


Blog do Montalvão: Onde o privilégio é questionado e a justiça é exigida.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

Atenção, começou.

 

Arte: Marcelo Chello

Se ontem era uma possibilidade, hoje a delação do Dani Vorcaro andou até de helicóptero. O ex-banqueiro chegou à sede da superintendência da Polícia Federal, por determinação do supremo André Mendonça, onde vai passar os próximos meses delatando a República. O Ciro Nogueira que lute, porque está com toda a pinta de que ele será o primeiro da fila, BRASEW. E a fila parece que é longa!

A delação da Odebrecht ficou conhecida como a delação do fim do mundo. A do Daniel Vorcaro agora é chamada de delação do Apocalipse. Mas já tem gente achando que Vorcaro precisa fazer nos mesmos moldes da Odebrecht, ou seja, fazendo uma delação conjunta com todos os executivos que fazem parte do esquema. O que deveria incluir a Reag, a gestora de recursos que administrava o dinheiro, incluindo dinheiro do PCC. A propósito, me contaram que tem muito dinheiro de esquema de lavagem e pagamento de propinas que ficou perdido nos fundos da Reag depois da liquidação. Ninguém pode bater na porta pra reclamar devolução.

Conversando hoje com ex-delatores, ou seja, quem entende do rolê, a delação de Vorcaro deve levar meses, e não dias, já que envolve muita gente. Enquanto estiver falando, ele ficará preso na PF. É meio consenso também entre os ex-delatores que rolou uma pressão básica do tipo: vai sobrar para pai, mãe, sobrinho, papagaio. Outro detalhe importante que me chamou a atenção: o advogado que está negociando a colaboração de Vorcaro é o mesmo que estruturou o acordo de Leo Pinheiro, ex-dono da OAS. E vocês lembram quem o Leo Pinheiro apontou na pré-delação? Não se lembram? Dias Toffoli. Sim, ele próprio. Rolou até uma informação de que Leo teria passado 1 milhão para o irmão do Toffoli. Nunca deu em nada. Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, o que esses ex-delatores dizem é que esse advogado já se “queimou” uma vez com um ministro Supremo, logo é a pessoa para ajudar o cliente a delatar seja quem for, até o Dias Toffoli se preciso for.

Análise nada aleatória. Durante a Lava Jato o dinheiro rolava mesmo era entre políticos, especialmente os do Congresso Nacional. O povo achava que bastava pagar os políticos para saírem ilesos de qualquer problema. Mas aí veio o Judiciário. E agora as dúvidas sobre as relações de Dias Toffoli com o Tayayá e a da esposa do Xandão (que fez aquele contratinho básico de 129 milhões de reais com o Master). Ninguém tem muita dúvida de que o acordo precisa passar pelo Judiciário. E sobra até para o Kassio Nunes, que tem um filho que recebeu um dinheiro de uma empresa que recebeu um dinheiro do Master e da JBS (vai vendo, BRASEW).

Abre parênteses. Vocês já se deram conta de que o rombo do Master é maior do que o rombo do escândalo da Petrobras? Fecha parênteses.

E essa do Carlos Viana?

O supremo Dino mostrou hoje que também anda cruzando dados. Mandou que o senador Carlos Viana (Podemos), que preside a CPI do INSS, se explique por que cargas d’água andou passando uns 3 milhões em dinheiro público de emendas à igreja da Lagoinha. Essa é a igreja envolvida no escândalo do Master. Darling, não seja perdido, Master é o banco do Daniel Vorcaro.

Só que Viana deu o troco: horas depois, o presidente da CPI falou que mandou um ofício para o Supremo dando 48 horas para que a galera de lá mande informações sobre um número de telefone vinculado ao tribunal que teria mantido contato com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O Ciro que Lute

Ciro Nogueira, amigo do Tigrinho, já foi ministro chefe da Casa Civil de Bolsonaro, já foi amigo do Lula, é senador pelo Piauí (mas com cenário bem desafiador para se reeleger), já foi candidato a vice numa chapa de Tarcísio que acabou nunca existindo, é um dos donos do PP junto com Arthur Lira. Esse homem, com esse currículo, agora está preocupado com a forte amizade com Daniel Vorcaro. Ciro parece mais enrolado que bolo de rolo. Quem não lembra que foi ele que tentou emplacar no Congresso aquela mudança da lei para aumentar o seguro do Fundo Garantidor de Crédito de 250 mil para 1 milhão.

Para os Perdidos. O banco Master usava o FGC como propaganda para que as pessoas comuns botassem dinheiro em CDBs do seu banco. O FGC é uma espécie de seguro. Se o banco quebra, o FGC paga. Que foi exatamente o que aconteceu no caso Master.

E o Haddad se lançou

Haddad, nosso Fernandinho Cabelo, não é mais ministro da Fazenda. Agora é oficialmente candidato ao governo de São Paulo. E claro que o Master vai estar na eleição. Vorcaro nunca conseguiu marcar um encontro com Haddad. Vorcaro organizou doação para campanha de Tarcísio. O doador oficial foi Fabiano Zettel, o cunhado que também está preso e organizava o rolê dos fundos, inclusive o que ficou sócio do Tayayá do Toffoli. Dário agora é o novo ministro da Fazenda. Uma hora a gente descobre quem ele é.

Oi, Tayayá

Por falar em Toffoli, o supremo Gilmar Mendes segue fazendo seu papel na trama. Hoje mandou suspender a quebra do sigilo do fundo Arleen, justamente o fundo que comprou uma fatia da Maridt, a empresa do Toffoli, no Tayayá. A quebra do sigilo tinha sido determinada pela CPI do Crime Organizado.

Segurando o petróleo

Lula hoje foi lá e segurou uma greve de caminhoneiros na caneta. Ele lançou uma Medida Provisória que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, com multas pesadas para empresas que descumprirem a tabela de preços mínimos. O governo também mandou sete distribuidoras explicarem por que aumentaram o preço do combustível sem justificativa. Sem justificativa porque a Petrobras está segurando o repasse, mesmo com aumento do petróleo por conta da guerra do Trump.

Xandão na pressão

Xandão está com uma batata quente na mão. E não tem nada a ver com o Vorcaro. Tem a ver com nosso ex-mito, que anda com problemas de saúde. Nosso supremo xerife geral da República agora pediu novas análises de médicos para saber como anda de fato a saúde de Bolsonaro. Andam dizendo que Xandão já anda bem propenso a mandar Bolsonaro para a prisão domiciliar, porque, né? Se acontece alguma coisa com esse homem na prisão… Xandão fica em maus lençóis.

Acho que vou ali lavar uns lençóis, BRASEW.

Deputado rebate ACM Neto, defende governador Jerônimo e cita obras do governo na região de Itabuna

 

O deputado estadual Marcelino Galo (PT) reagiu nesta quinta-feira (19/03/2026) às declarações feitas por ACM Neto em Itabuna e classificou como “vazio” o discurso do ex-prefeito de Salvador contra o governador Jerônimo Rodrigues. Segundo o parlamentar, o pré-candidato voltou a fazer críticas à atual gestão estadual sem apontar, de forma objetiva, quais promessas teriam deixado de ser cumpridas. Na avaliação de Galo, a ofensiva política se apoia em acusações genéricas e sem lastro em exemplos concretos, enquanto o governo estadual, segundo ele, acumula entregas e investimentos na região sul da Bahia.

O posicionamento do deputado foi apresentado como uma resposta direta ao tom adotado por ACM Neto durante agenda realizada na cidade. Ao rebater o adversário político, Marcelino Galo sustentou que a crítica feita ao governador carece de objetividade e não se sustenta diante de obras e ações já executadas pelo Estado em Itabuna e municípios vizinhos. O parlamentar afirmou ainda que a população tende a julgar a atuação dos agentes públicos a partir de resultados práticos, e não apenas de declarações de palanque.

A manifestação amplia o embate político em torno da gestão estadual e reforça a disputa de narrativas entre aliados do governador e setores da oposição. De um lado, o grupo governista procura vincular a administração de Jerônimo Rodrigues à expansão de obras de infraestrutura, saúde, educação e mobilidade. De outro, ACM Neto mantém o discurso crítico em relação ao governo baiano, em uma dinâmica que antecipa o ambiente de polarização política no estado.

Marcelino Galo acusa oposição de repetir críticas sem apresentar fundamentos

Ao comentar as declarações de ACM Neto, Marcelino Galo afirmou que o ex-prefeito repete uma estratégia retórica já conhecida no debate político baiano: a formulação de críticas amplas, acompanhadas de adjetivações, mas sem a indicação precisa de falhas administrativas, obras paralisadas ou promessas descumpridas. Para o deputado, esse tipo de discurso não resiste à verificação objetiva dos fatos.

Segundo Galo, a crítica de que o governador não estaria cumprindo compromissos assumidos exigiria, para ser consistente, a apresentação de exemplos verificáveis. O deputado argumentou que, sem esse detalhamento, o discurso oposicionista perde densidade e se converte em mera peça de disputa política. Nesse sentido, ele resumiu a fala do adversário como “só blábláblá”, expressão utilizada para reforçar a ideia de que faltariam conteúdo e evidências às acusações.

A reação do parlamentar também procura deslocar o foco do debate da retórica para a materialidade das entregas públicas. Ao enfatizar que a população avalia resultados, Galo busca sustentar que a comparação entre governo e oposição deve ser feita com base em intervenções efetivamente implantadas, na presença do Estado nos municípios e na capacidade administrativa de transformar promessas em políticas públicas.

Obras e investimentos são usados como resposta política em Itabuna e no sul da Bahia

Para sustentar sua crítica ao discurso de ACM Neto, Marcelino Galo citou uma série de obras e investimentos atribuídos ao governo estadual em Itabuna e na região sul da Bahia. Entre os exemplos mencionados está a construção da BA-649, ligação estratégica entre Itabuna e Ilhéus, apresentada como uma intervenção relevante para a mobilidade regional e para o escoamento de atividades econômicas.

O deputado também destacou a duplicação do acesso à cidade, obra que se insere no conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura urbana e rodoviária. Na área da saúde, ele mencionou a ampliação do Hospital de Base e a implantação das policlínicas regionais, medidas que, segundo sua argumentação, ampliam a capacidade de atendimento e fortalecem a rede pública na região.

Ao reunir essas intervenções em sua fala, o parlamentar procurou demonstrar que o governo estadual dispõe de uma agenda de entregas concretas, em oposição ao que classificou como um discurso crítico sem base factual. A ênfase nas obras de infraestrutura e saúde também serve para reforçar áreas tradicionalmente sensíveis à percepção pública, sobretudo em cidades-polo como Itabuna.

Saúde, abastecimento e urbanização entram no centro da defesa do governo

No campo da saúde, Marcelino Galo citou ainda a chegada de um centro de hemodiálise pelo SUS no Hospital São Lucas, apontando a medida como um avanço no atendimento especializado e na descentralização dos serviços. A referência reforça a tentativa de demonstrar presença concreta do poder público em uma área de alta demanda social.

Na área de infraestrutura urbana e abastecimento, o deputado mencionou o projeto Mais Água, com a implantação de dois novos reservatórios, além da pavimentação de mais de 60 quilômetros de vias urbanas. Esses pontos foram apresentados como exemplos de intervenções com impacto direto no cotidiano da população, especialmente em serviços essenciais e mobilidade local.

Ao citar essas ações, o parlamentar amplia o escopo de sua resposta e procura mostrar que a defesa do governo não se limita a obras de grande visibilidade regional, mas alcança também iniciativas de efeito mais imediato na vida urbana. Trata-se de uma estratégia argumentativa destinada a associar a gestão estadual à noção de presença administrativa contínua e capilaridade territorial.

Educação e moradia reforçam discurso de entregas concretas

A defesa feita por Marcelino Galo também incluiu referências à área educacional. Segundo o deputado, o governo estadual entregou o Colégio de Tempo Integral Adeum Sauer e o CIEBTEC, equipamentos que, em sua leitura, reforçam a política de ampliação da infraestrutura educacional e da formação técnica no interior baiano.

Além disso, o parlamentar mencionou a entrega de novas moradias para famílias atingidas pelas enchentes, associando a atuação do Estado a uma resposta social voltada à reconstrução de vidas e à mitigação dos efeitos de eventos climáticos severos. Ao inserir esse tema no debate, Galo procura ampliar o contraste entre gestão administrativa e crítica eleitoral, vinculando o governo a medidas de proteção social.

A combinação entre obras de educação, saúde, infraestrutura e habitação compõe a espinha dorsal da argumentação do deputado. O objetivo é consolidar a imagem de um governo apoiado em ações concretas e, ao mesmo tempo, fragilizar a narrativa do adversário ao afirmar que a crítica feita por ACM Neto não acompanharia a realidade das entregas apontadas.

Banco Master entra no embate político e amplia pressão sobre ACM Neto

Além de rebater o conteúdo das críticas ao governador, Marcelino Galo introduziu no debate um elemento de desgaste político para ACM Neto. Segundo o deputado, cartazes espalhados por Itabuna teriam questionado o ex-prefeito a respeito de R$ 3,6 milhões que, de acordo com sua fala, teriam sido pagos pelo Banco Master. A menção foi usada para afirmar que, antes de atacar o governo estadual, o opositor deveria prestar esclarecimentos sobre esse episódio.

Nesse ponto, a fala do parlamentar deixa de se concentrar apenas na defesa administrativa do governo e passa a operar também no campo da pressão política e reputacional sobre o adversário. Ao trazer o tema à tona, Galo tenta inverter a lógica do ataque, deslocando o foco das cobranças dirigidas ao governador para questionamentos dirigidos ao próprio ACM Neto.

A referência ao caso sugere uma estratégia de confronto mais ampla, em que a disputa não se resume à avaliação de políticas públicas, mas incorpora também elementos de credibilidade política e cobrança por explicações públicas. Em termos eleitorais, esse tipo de argumento tende a ser mobilizado para reduzir a efetividade da crítica oposicionista e impor ao adversário o ônus da defensiva.

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PF prepara relatório sobre menções a políticos em arquivos de Daniel Vorcaro e avalia abertura de inquérito no STF

 



Polícia Federal (PF) conclui nesta quinta-feira (19/03/2026) a elaboração de um relatório preliminar com base em mensagens e arquivos extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que podem implicar figuras políticas com foro privilegiado. O documento será encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso envolvendo o Banco Master, e poderá embasar a eventual abertura de novo inquérito na Corte.

As análises iniciais apontam menções ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a outros agentes políticos, em contextos que sugerem possível atuação institucional em benefício do banco. Investigadores avaliam se há elementos suficientes para caracterizar eventual prática de crime no exercício do mandato, condição necessária para a tramitação do caso no STF.

Mensagens indicam articulação política e interesse em medidas legislativas

Entre os conteúdos analisados, destacam-se mensagens em que Daniel Vorcaro comemora a apresentação de uma emenda constitucional proposta por Ciro Nogueira, em agosto de 2024. A iniciativa previa a elevação do teto de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão em aplicações financeiras, como CDBs.

Nos diálogos, o banqueiro registra reação imediata do mercado à proposta e celebra o impacto da medida. A emenda, contudo, não avançou no Congresso, sendo rejeitada por falta de apoio político.

Em outra frente, durante tratativas para a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), surgiram indícios de articulação política paralela. O deputado Cláudio Cajado (PP-BA) teria atuado para acelerar a tramitação de um projeto que permitiria ao Congresso destituir dirigentes do Banco Central, em meio a sinais de resistência da autarquia à operação.

A iniciativa não prosperou após reação negativa do mercado financeiro, que interpretou a proposta como tentativa de interferência institucional.

Relações pessoais e rede de influência sob análise

Mensagens pessoais também revelam a proximidade entre Vorcaro e figuras políticas. Em uma delas, o banqueiro descreve Ciro Nogueira como “um dos meus grandes amigos de vida”. O senador, por sua vez, afirmou manter relações com empresários em caráter institucional, negando qualquer favorecimento indevido.

A Polícia Federal tem adotado critério restritivo na análise do material, descartando conteúdos de natureza privada que não apresentem indícios de irregularidade. O foco da investigação permanece em elementos que possam indicar tráfico de influência, favorecimento indevido ou uso da função pública para benefício privado.

Negociação com o BRB e suspeitas sobre atuação institucional

Outro eixo da investigação envolve a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, operação estimada em cerca de R$ 2 bilhões, que acabou rejeitada pelo Banco Central. Posteriormente, a autoridade monetária decretou a liquidação da instituição, diante de indícios de fraudes e incapacidade de honrar compromissos financeiros.

Mensagens entre Vorcaro e o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, mencionam contato com o dirigente partidário Antônio Rueda, presidente do União Brasil. O diálogo sugere tentativa de interlocução política durante as negociações.

Em resposta, Costa afirmou que as conversas ocorreram no âmbito de suas funções institucionais. Rueda, por sua vez, confirmou ter prestado serviços jurídicos ao Banco Master, classificando a atuação como técnica, regular e compatível com a legislação.

Pagamentos a ACM Neto entram no radar da investigação

A relação entre o Banco Master e o meio político também inclui o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam que ele recebeu R$ 3,6 milhões entre março de 2023 e maio de 2024, provenientes do banco e da gestora Reag.

O ex-prefeito confirmou os valores, afirmando que os pagamentos decorreram de serviços de consultoria regularmente prestados, sem irregularidades.

Requisitos para manutenção do caso no STF

Para que o caso permaneça sob competência do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal precisa demonstrar a existência de indícios concretos de envolvimento de autoridades com foro privilegiado em práticas ilícitas relacionadas ao Banco Master.

Caso tais elementos não sejam comprovados, a investigação poderá ser remetida à primeira instância da Justiça Federal.

*Com informações do jornal O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Poder360, Metrópoles, CNN, Revista Veja e Agências Brasil, Reuters, RFI, Sputnik e BBC Brasil.

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