domingo, março 08, 2026

A pior imprensa é a imprensa desonesta


A pior imprensa é a imprensa desonesta

Por José Montalvão

Em uma sociedade democrática, a imprensa exerce um papel fundamental: informar a população com responsabilidade, equilíbrio e compromisso com a verdade. Quando cumpre essa missão, torna-se um dos pilares da democracia. No entanto, quando se afasta desses princípios e passa a agir com interesses ocultos, sensacionalismo e manipulação, deixa de servir ao público e passa a servir a agendas particulares. É nesse momento que surge aquilo que muitos chamam de “imprensa lixo”.

Infelizmente, tornou-se comum observar um método recorrente em certos setores da grande mídia. Quando desejam macular a imagem de uma autoridade ou de uma pessoa de relevância pública, lançam uma manchete escandalosa, carregada de insinuações e julgamentos antecipados. A notícia é divulgada de forma ampla, espalha-se rapidamente pelas redes sociais e provoca uma avalanche de comentários, críticas e condenações precipitadas.

O problema é que, muitas vezes, dias depois surge uma “correção” discreta, informando que houve um equívoco, um erro de interpretação ou a ausência de provas suficientes. Porém, nesse momento, o dano já foi causado. A reputação da pessoa já foi arranhada, a dúvida já foi plantada na opinião pública e a narrativa negativa já ganhou vida própria.

Esse tipo de prática levanta questionamentos sobre o papel de parte da imprensa no debate público atual. No caso recente envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, alguns veículos têm buscado criar grande repercussão a partir de contatos do magistrado com empresários e figuras influentes do sistema financeiro. Entre os nomes citados está o banqueiro Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master.

Contudo, é importante lembrar que o relacionamento institucional entre autoridades públicas e representantes do setor econômico não é algo incomum. Há décadas, ministros do Supremo Tribunal Federal, bem como integrantes do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior do Trabalho, participam de seminários, fóruns jurídicos e conferências internacionais — frequentemente realizados em cidades como Nova York e Londres.

Esses encontros reúnem juristas, empresários, acadêmicos e autoridades públicas para debater temas ligados à economia, ao direito e à governança global. Em muitos casos, as despesas de viagem, hospedagem e participação são custeadas por instituições organizadoras, fundações ou patrocinadores privados, algo que ocorre também em outros países e em diversas áreas profissionais.

O problema surge quando fatos que, isoladamente, não configuram irregularidade são apresentados de maneira fragmentada ou sensacionalista, criando uma narrativa de suspeita antes mesmo de qualquer investigação ou comprovação de ilícito. Esse tipo de abordagem compromete a credibilidade da própria imprensa e enfraquece o debate público.

A crítica à imprensa não significa defender censura ou limitar a liberdade de expressão. Pelo contrário: a liberdade de imprensa é um valor essencial da democracia. Mas essa liberdade deve caminhar lado a lado com responsabilidade, ética e compromisso com a verdade.

Uma imprensa verdadeiramente livre não é aquela que acusa sem provas, nem aquela que manipula informações para criar escândalos passageiros. A imprensa que fortalece a democracia é aquela que investiga com rigor, informa com equilíbrio e corrige erros com a mesma visibilidade com que divulgou a acusação.

Por isso, muitos brasileiros têm repetido uma frase que resume bem essa preocupação:
a pior imprensa não é a que critica, mas a que manipula — a imprensa desonesta.

Quando a informação se transforma em arma política ou instrumento de destruição de reputações, quem perde não é apenas o alvo da manchete, mas toda a sociedade, que passa a conviver com a desinformação e com a desconfiança nas instituições.

Uma democracia forte precisa de imprensa livre.
Mas, acima de tudo, precisa de imprensa responsável.
José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

sábado, março 07, 2026

Mendonça manda apurar vazamento, que PF e CPMI negam ter realizado


Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: Vazamentos  sigilosos

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Fernanda Fonseca
CNN Brasil

Após decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a abertura de investigação sobre o vazamento de dados no caso do banqueiro Daniel Vorcaro, a PF (Polícia Federal) e a CPMI do INSS negaram o compartilhamento das informações.

A determinação foi feita na sexta-feira (6), após pedido da defesa de Vorcaro, que alegou divulgação indevida de informações sigilosas relacionadas à investigação do Banco Master.

CULPA DA CPMI? – Os advogados sustentam que os vazamentos teriam ocorrido após o envio de dados à Comissão Parlamentar.

“A partir das alegações apresentadas pela defesa do investigado […], deflui-se que, logo após o acesso aos dados obtidos pela CPMI do INSS, diversas informações de seus aparelhos celulares teriam sido ‘vazadas para a imprensa’, as quais estariam sendo ‘indevidamente dispersadas para veículos midiáticos’”, disse o ministro.

Ao decidir pela abertura do inquérito, Mendonça afirmou que a quebra de sigilo não torna automaticamente públicas as informações obtidas em investigações. Segundo o ministro, autoridades que recebem dados de acesso restrito têm responsabilidade de preservar o caráter sigiloso do material. “A quebra do sigilo de dados relativos à pessoa investigada não autoriza o seu desvelamento”, escreveu o ministro na decisão.

HÁ 15 DIAS – O compartilhamento dos dados sigilosos de Vorcaro com a CPMI do INSS foi autorizado há 15 dias pelo ministro André Mendonça. A determinação de 20 de fevereiro reviu decisão do antigo relator do caso Master no Supremo, ministro Dias Toffoli, que havia impedido o acesso às informações.

Na ocasião, Mendonça também estabeleceu regras para o tratamento dos dados obtidos na investigação. O ministro determinou que as informações extraídas de dispositivos eletrônicos apreendidos fossem compartilhadas apenas entre autoridades diretamente envolvidas no caso e ressaltou a necessidade de preservação do sigilo.

Segundo o ministro, o compartilhamento deve respeitar os princípios da finalidade da investigação, permitindo o acesso apenas a agentes públicos que tenham necessidade concreta das informações.

CPMI NEGA – A CPMI do INSS nega que o eventual vazamento de informações tenha partido da comissão. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que recebeu com “serenidade e respeito institucional” a decisão do ministro do STF que determinou a apuração do caso.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar ressaltou que o Congresso Nacional possui prerrogativas constitucionais próprias para conduzir investigações e defendeu a preservação do equilíbrio entre os Poderes.

“A CPMI do INSS atua dentro da Constituição e do Regimento do Parlamento. O Supremo Tribunal Federal tem um papel fundamental na República, assim como o Congresso também tem o seu. O que precisamos preservar é exatamente isso: o equilíbrio entre os Poderes”, escreveu.

PF TAMBÉM NEGA – A Polícia Federal também rebateu possíveis irregularidades. Em nota divulgada nesta sexta-feira (6), a Polícia Federal afirmou que atua em suas investigações seguindo “rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações”.

A corporação também disse que os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero estão sob custódia da PF desde novembro de 2025 e que, posteriormente, passaram a estar em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Segundo a instituição, as defesas dos investigados tiveram acesso à integralidade das informações e dados também foram encaminhados à CPMI do INSS por determinação do relator do caso no STF.

A PF acrescentou ainda que não edita ou seleciona conversas extraídas de equipamentos apreendidos, já que a manipulação de dados violaria o direito ao contraditório e à ampla defesa. Por fim, informou que a própria equipe da investigação encaminhou ao relator representação pedindo a abertura de apuração sobre eventual divulgação indevida de informações sigilosas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O vazamento de informações é ilegal, mas pode ser patriótico. Sem o vazamento, como se saberia que o ministro Moraes é um ministro desprezível e enriquecido ilicitamente. Indigno de permanecer na Suprema Corte. (C.N.)


Na Papudinha, Bolsonaro tenta comandar a eleição e diz temer ataque a Flávio



Vantagem de Lula encolhe e Flávio Bolsonaro encosta no segundo turno, aponta Datafolha

Publicado em 7 de março de 2026 por Tribuna da Internet


Leite e Ratinho Jr. pressionam PSD por uma decisão rápida da candidatura

Publicado em 7 de março de 2026 por Tribuna da Internet

Governador compete com Eduardo Leite e Caiado 

Bruno Ribeiro
Folha

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), um dos três pré-candidatos à Presidência de seu partido, afirmou nesta semana, após um almoço com representantes do setor financeiro, que a sigla pode antecipar o prazo para a escolha do nome que irá concorrer neste ano como alternativa a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

“Eu acho que tem um ambiente para [definir] até o final de março, ou até antes”, afirmou. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, vem dizendo que o partido anunciará a decisão até 15 de abril.

CONCORRENTES –  Ratinho Jr. disputa a indicação do partido contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o de Goiás, Ronaldo Caiado. Os três vão participar de um evento conjunto do PSD em São Paulo nesta sexta-feira (6).

“A parte boa é que nós temos mantido um relacionamento com o presidente Kassab, mais os governadores, mais alguns atores importantes dentro do partido, e todo mundo está bem consciente de que quem for ali o escolhido, todo mundo vai caminhar junto”, disse Ratinho Jr., na saída de um almoço promovido pela ABBC (Associação Brasileira de Bancos) em um restaurante na avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste de São Paulo.

Ratinho Jr. disse que o partido ainda não abriu conversas sobre a composição do restante da chapa, mas não descartou que o vice pudesse ser um dos dois candidatos que não recebessem a indicação. “Pode ser [uma chapa pura], mas a gente nunca discutiu isso, confesso que não pensamos nisso nas reuniões, mas eu acho que é extremamente possível, até porque todos ali têm densidade eleitoral”, afirmou o governador.

DESINCOMPATIBILIZAÇÃO – Pela legislação eleitoral, um eventual governador que queira disputar a Presidência tem até 4 de abril para deixar o cargo. No PSD, há expectativa de que os pré-candidatos preteridos tentem uma vaga no Senado.

Ratinho Jr. disse que, por ora, não avalia essa opção. “A princípio não. Eu prefiro ajudar quem for o candidato, estar em uma coordenação na região Sul do país, no Sudeste, e depois ver o que fazer, voltar para a iniciativa privada.”

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