quarta-feira, fevereiro 25, 2026

PF cumpre em Salvador mandados em operação que investiga desvio em emendas parlamentares

PF cumpre em Salvador mandados em operação que investiga desvio em emendas parlamentares

Por Redação

25/02/2026 às 08:04

Foto: Divulgação/Arquivo

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Vassalos e cumpriu mandados de busca em um condomínio de luxo no bairro do Horto Florestal

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Vassalos e cumpriu mandados de busca em um condomínio de luxo no bairro do Horto Florestal, em Salvador. A ação mira pessoas ligadas à empresa Liga Engenharia, suspeita de ter recebido cerca de R$ 74 milhões em emendas parlamentares entre 2019 e 2024.

Os recursos teriam sido repassados por meio do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, com envio atribuído ao senador Fernando Bezerra Coelho, segundo apuração da Controladoria-Geral da União.

A operação investiga crimes como fraude em licitações, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ao todo, foram expedidos 42 mandados de busca e apreensão pelo Supremo Tribunal Federal em cinco estados e no Distrito Federal.

Politica Livre 

AtlasIntel: Lula lidera em todos os cenários testados para a disputa presidencial

 

AtlasIntel: Lula lidera em todos os cenários testados para a disputa presidencial

Por Redação

25/02/2026 às 06:35

Atualizado em 25/02/2026 às 07:08

Foto: Paulo Pinto/Arquivo/Agência Brasil

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O presidente Lula

Pesquisa da AtlasIntel registrada no Tribunal Superior Eleitoral (BR-07600/2026) e divulgada pelo jornal A Tarde aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto ao Palácio do Planalto em cinco cenários testados. No primeiro, Lula aparece com 45,0%, à frente de Flávio Bolsonaro (37,9%), Ronaldo Caiado (4,9%), Romeu Zema (3,9%), Renan Santos (2,9%) e Aldo Rebelo (1,1%).

No segundo cenário, com Ratinho Júnior no lugar de Caiado, Lula tem 45,1% e Flávio 39,5%, enquanto Zema marca 3,9%, Ratinho 3,8%, Renan 3,2% e Aldo 1,1%. No terceiro, Lula soma 45,3% e Flávio 39,1%; Zema cresce para 5,7%, Renan vai a 3,7%, Eduardo Leite aparece com 1,6% e Aldo tem 1,2%.

No quarto cenário, com Tarcísio de Freitas no lugar de Flávio, Lula registra 43,3% contra 36,2% de Tarcísio; Zema tem 8,5%, Caiado 5,1%, Renan 2,5% e Aldo 0,9%. Já no quinto, com Lula, Flávio e Tarcísio na mesma disputa, o presidente amplia a vantagem e chega a 47,1%, seguido por Flávio (33,1%) e Tarcísio (7,4%); Caiado marca 4,1%, Renan 3,3%, Zema 1,5% e Aldo 1,4%.

A pesquisa também testou um cenário sem Lula, com Fernando Haddad como candidato governista. Nesse caso, Haddad lidera com 39,1%, seguido por Flávio, com 37,1%. O levantamento ouviu 4.986 pessoas entre 19 e 24 de fevereiro, tem margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

Politica Livre

Revista The Economist diz que STF está envolvido em 'enorme escândalo'

 

Revista The Economist diz que STF está envolvido em 'enorme escândalo'

Por Carolina Faria/Folhapress

25/02/2026 às 06:52

Foto: Antonio Augusto/Arquivo/STF

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Dias Toffoli

A revista britânica The Economist afirmou que o STF (Supremo Tribunal Federal) está envolvido em um "enorme escândalo", em texto que relata as suspeitas e questionamentos que têm se acumulado nos últimos meses envolvendo ministros da corte e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O texto diz, por exemplo, que alguns dos juízes "mais poderosos do mundo mantêm uma relação excessivamente próxima com a elite empresarial e política".

Ganham destaque na publicação os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A revista afirma, por exemplo, que investigações sobre o banqueiro levantaram dúvidas sobre a conduta de integrantes do Supremo.

O texto afirma que isso é importante porque candidatos de direita podem ampliar a presença no Senado nas próximas eleições e que parte deles tem como bandeira a abertura de processos de impeachment contra ministros da corte.

Ao falar de Dias Toffoli, que conduziu a relatoria do caso no tribunal até pouco tempo e se afastou após pressão, a revista cita, por exemplo, que Vorcaro teria investido em um resort da família do ministro, assim como as alegações feitas pela Polícia Federal em relatório entregue ao Supremo. Acrescenta que o ministro nega irregularidades.

Em relação a Moraes, a revista diz que, após surgirem informações sobre um contrato de advocacia envolvendo a esposa do magistrado e o Banco Master, ele determinou uma investigação sobre suspeita de vazamento de dados fiscais.

Como revelado no ano passado, o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, firmou um contrato com o Master, prevendo o pagamento de R$ 3,6 milhões por mês, durante três anos. Na última semana, Moraes tomou diferentes medidas relacionadas à apuração quanto ao vazamento de dados sigilosos de ministros da corte e seus familiares.

Indo além dos episódios ligados ao caso do Banco Master, a publicação afirma que a interação entre empresas e o tribunal é comum e cita o ministro Gilmar Mendes, o mais longevo do STF, acrescentando que ele organiza anualmente em Lisboa um encontro com políticos, magistrados e empresários — alguns deles com processos em andamento no tribunal.

Também chega a afirmar que o nepotismo é disseminado, citando levantamentos indicando processos em que parentes de ministros atuam como advogados nos tribunais superiores.

A revista cita ainda a iniciativa do presidente do STF, Edson Fachin, que tem defendido a criação de um código de ética para os ministros da corte, e que Toffoli e Moraes reagiram, por sua vez, afirmando que a medida seria desnecessária.

A isso, a publicação afirma que independentemente do que pensem os ministros, os inimigos deles no Congresso "estão de olho".

Politica Livre

Relatório interno sobre Correios revela “ciclo vicioso de prejuízos” e risco financeiro cresce


Charge do Zé Dassilva (Arquivo do Google)

Vinícius Cassela
G1

Um documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (Diefi) da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) aponta que a estatal entrou em um “ciclo vicioso de prejuízos” nos últimos anos.

O documento, obtido com exclusividade pelo G1, afirma que o agravamento da performance operacional foi o fator principal para a empresa registrar recorrentes prejuízos nos últimos trimestres.

CICLO VICIOSO – “Formou-se, assim, um ciclo vicioso de perda de clientes e receitas, decorrente da baixa qualidade operacional, que reduziu progressivamente a geração de caixa necessária para regularizar as obrigações dos Correios”, afirmou a diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo.

“As negociações com grandes clientes — responsáveis por mais de 50% da receita de vendas — tornaram-se cada vez mais sensíveis, comprometendo acordos e frustrando expectativas de resultado”, completou a diretora.

Segundo o documento, a estatal deixou de pagar a fornecedores, empregados e em tributos R$ 3,7 bilhões até setembro de 2025. Outro trecho aponta que o elemento mais crítico para a sustentabilidade da empresa é a insuficiência de caixa.  “Não se trata apenas de um problema financeiro momentâneo. É um sinal de que o modelo atual opera entre no limite entre obrigação legal, pressão competitiva e capacidade real de geração de valor”, apontou o documento.

ENTRADAS DE CAIXA – A incapacidade de recuperar as receitas fez com que a empresa tivesse uma redução de R$ 3,23 bilhões nas entradas de caixa entre janeiro e setembro de 2025. O valor representa uma redução de 17,6% em relação ao mesmo período de 2024.

“As entradas de caixa nos nove primeiros meses de 2025 totalizaram R$ 16,94 bilhões, frente aos R$ 18,37 bilhões registrados no mesmo período de 2024. As saídas, por sua vez, atingiram R$ 16,68 bilhões, contra R$ 20,65 bilhões observados no mesmo período do ano anterior”, apontou o relatório.

A empresa foi atrás de empréstimos e contrataram R$ 13,8 bilhões em 2025 para tentar melhorar a situação, mas a maior parte dos recursos, no entanto, entrou no caixa apenas em 30 de dezembro.

PROJEÇÃO – O mesmo documento traz uma projeção de prejuízo menor do que a que vinha apresentando até o 3º trimestre do ano passado. A nova expectativa dos Correios é fechar o ano com um resultado negativo de R$ 5,8 bilhões, um pouco menor do que o acumulado até setembro, de R$ 6 bilhões.

Para 2026, a diretoria estima que o rombo será maior que o do ano passado e deve atingir R$ 9,1 bilhões. “Executando o pagamento de todas as obrigações (despesas correntes) incluídas no Programa vigente de Dispêndios Globais, havia a projeção de déficit na ordem de R$ 7,9 bilhões em dezembro de 2025, posteriormente reajustada para R$ 5,8 bilhões; e déficit de R$ 9,1 bilhões em dezembro de 2026”, arremata o documento.

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