segunda-feira, fevereiro 23, 2026

A oposição brasileira parece cada vez mais incomodada com o protagonismo internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

                                        Foto  Divulgação

Por José Montalvão


A oposição brasileira parece cada vez mais incomodada com o protagonismo internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto setores adversários tentam reduzir o debate político a disputas ideológicas internas, Lula intensifica sua agenda externa e amplia parcerias estratégicas que podem gerar impactos concretos na economia nacional.

Após uma visita considerada produtiva à Indonésia, onde reforçou laços comerciais e diplomáticos com uma das maiores economias do Sudeste Asiático, o presidente seguiu para a Coreia do Sul, país referência mundial em tecnologia e inovação. O foco da agenda é claro: atrair investimentos e firmar acordos nas áreas de semicondutores, fármacos, inteligência artificial e transição energética.

Não se trata apenas de diplomacia protocolar. A indústria de semicondutores, por exemplo, é estratégica para o século XXI. Chips estão presentes em praticamente tudo: celulares, automóveis, equipamentos hospitalares, sistemas de defesa e infraestrutura digital. Ao buscar cooperação com a Coreia do Sul — potência global nesse setor — o Brasil tenta reduzir sua dependência externa e abrir espaço para desenvolvimento tecnológico interno.

Na área de fármacos, o fortalecimento de parcerias pode significar mais autonomia produtiva, geração de empregos qualificados e avanço científico. Já em inteligência artificial, o intercâmbio tecnológico é fundamental para que o Brasil não fique à margem da nova revolução digital. E, na transição energética, o país já é protagonista global graças à sua matriz relativamente limpa — podendo ampliar ainda mais esse papel com cooperação internacional.

O incômodo da oposição decorre, em parte, do contraste: enquanto o governo investe em relações multilaterais e diversificação de parceiros comerciais, os críticos tentam manter a narrativa de isolamento ou ineficiência. No entanto, os números do comércio exterior e o interesse crescente de investidores estrangeiros indicam que o Brasil voltou ao radar estratégico de grandes economias.

A política externa ativa não é uma agenda partidária; é uma estratégia de Estado. O Brasil é grande demais para se fechar em disputas internas enquanto o mundo se reorganiza em blocos econômicos e cadeias produtivas mais integradas. Estabelecer pontes com Ásia, Europa, África e América Latina é ampliar mercados para o agronegócio, para a indústria e para os serviços brasileiros.

Lula demonstra que o papel de um presidente não se limita às fronteiras nacionais. Governar também é negociar, articular e posicionar o país em setores-chave do futuro. Enquanto isso, a oposição se vê diante de um desafio: criticar viagens produtivas que trazem acordos e investimentos pode soar como resistência ao próprio desenvolvimento nacional.

No cenário internacional, o Brasil volta a falar de igual para igual. E isso, inevitavelmente, altera o jogo político interno.

Nota da Redação Deste BlogComo observação final, vale destacar que o exemplo de articulação política não se restringe ao cenário nacional.

Assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma agenda internacional ativa em busca de investimentos e parcerias estratégicas, em Jeremoabo também se percebe um movimento semelhante no âmbito municipal. O prefeito Tista de Deda tem marcado presença constante em Brasília, articulando recursos, firmando parcerias e buscando investimentos para o município.

A lógica é a mesma: quem governa precisa sair da zona de conforto, dialogar, negociar e bater às portas certas para garantir benefícios concretos para a população. Seja no plano internacional ou municipal, desenvolvimento não acontece por acaso — é fruto de articulação, presença e compromisso contínuo com o povo.

BlogDedeMontalvao: Onde a verdade não tem mordaça.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

 

domingo, fevereiro 22, 2026

Fachin arquiva investigação da PF sobre suspeição de Toffoli no caso Master

 

Fachin arquiva investigação da PF sobre suspeição de Toffoli no caso Master

Por Com informações do SBT News

22/02/2026 às 17:15

Foto: Antonio Augusto / STF

Imagem de Fachin arquiva investigação da PF sobre suspeição de Toffoli no caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, arquivou neste sábado (21) ação que tratava da conduta do ministro Dias Toffoli no caso Master. Com isso, apesar de não ser mais relator da investigação sobre fraudes do banco, Toffoli não foi considerado suspeito e poderá inicialmente participar de julgamentos envolvendo o Master.

Toffoli integra a 2º turma do STF, mesmo grupo do qual faz parte o novo relator do caso Master, ministro André Mendonça.

Tecnicamente chamado de arguição de suspeição, o processo contra Toffoli teve início após a Polícia Federal entregar para Fachin relatório sobre a relação do ministro com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Em 10 de fevereiro, o diretor geral da PF, Andrei Rodrigues, se reuniu com Fachin para apresentar relatório de 200 páginas com conversas extraídas do celular de Vorcaro, citações a Toffoli e até informações sobre pagamentos.

Apesar do sigilo, é possível verificar no acompanhamento processual que Fachin deu encaminhamento ao pedido no mesmo dia. A ação foi autuada, portanto recebeu um número, e como presidente da corte, o próprio Fachin foi registrado como relator.

A decisão de arquivar processo agora vem após acordo feito entre todos integrantes da corte, inclusive Toffoli. No dia 12 deste mês, em reuniões reservadas no STF, os ministros decidiram anular pedido formal de suspeição, mas dar uma saída honrosa a Dias Toffoli do caso. O ministro acabou anunciando que deixaria a relatoria do Master, diante da pressão pública e desgaste para a corte.

Outros pedidos de suspeição de Toffoli, no caso Master, ainda tramitam na Procuradoria Geral da República, com perspectiva de arquivamento. Ao mesmo tempo, no Senado, políticos entraram com pedidos de impeachment de Toffoli, que ainda não foram analisados.

Politica Livre

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“300 prefeitos não representam nada”? A fala de ACM Neto e o peso real das lideranças municipais

 

Prefeitos não “representam nada”? Um erro político que pode custar caro


Por José Montalvão

A declaração de ACM Neto ainda repercute no cenário baiano. Ao comentar o fato de que o governador Jerônimo Rodrigues conta com o apoio de mais de 300 prefeitos, o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, afirmou que “quem vence eleição é o povo” e que apoio institucional “não representa nada”.

A frase, embora tente reforçar o protagonismo do eleitor, acabou soando como desprezo aos prefeitos — lideranças que, goste-se ou não, são peças fundamentais no tabuleiro político do interior.

A força real dos prefeitos

É evidente que eleição se ganha no voto popular. Mas ignorar o peso político de um prefeito é desconhecer — ou minimizar — a realidade das cidades do interior da Bahia. Em muitos municípios, o prefeito é a principal referência política, administrativa e social.

É ele quem está mais próximo da população, quem acompanha as demandas da saúde, da educação, da infraestrutura. É ele quem busca recursos junto ao governo estadual e federal. É ele quem articula convênios, obras, investimentos. Na hora da necessidade, é o prefeito que o cidadão procura.

No interior, a maioria dos eleitores acompanha a orientação das lideranças locais. Isso não é imposição, é confiança construída no dia a dia. O apoio de um prefeito não transfere votos automaticamente, mas influencia, organiza palanques, mobiliza militância e estrutura campanhas. Dizer que isso “não representa nada” é, no mínimo, politicamente imprudente.

O exemplo de Jeremoabo

Tomemos como exemplo Jeremoabo. É inegável que quem consegue aglomerar maior volume de votos e transferir capital político em favor de seus candidatos são as principais lideranças locais. O atual prefeito Tista de Deda e o ex-prefeito Deri do Paloma, cada um com seu grupo de simpatizantes, têm influência real sobre parcelas significativas do eleitorado.

Negar esse fato é querer tapar o sol com a peneira.

Em cidades médias e pequenas, a política não se faz apenas com discursos em rádio ou redes sociais. Ela se constrói na feira, na praça, na visita às comunidades rurais, no acompanhamento das obras e no atendimento às demandas imediatas da população. Prefeitos são protagonistas nesse processo.

O risco do isolamento

Nos bastidores, comentários dão conta de que prefeitos que marcharam com ACM Neto em 2022 se sentiram distantes após o pleito. A nova declaração reacendeu tensões e reforçou a percepção de que há um distanciamento entre o ex-prefeito e lideranças municipais.

Em uma eleição estadual, especialmente na Bahia — um estado com forte presença de municípios do interior — construir alianças sólidas com prefeitos não é detalhe, é estratégia. Desconsiderar esse fator pode ampliar o isolamento político e dificultar a formação de uma base ampla para 2026.

Política é soma, não subtração

A política é feita de diálogo, respeito e articulação. Prefeitos não são meros figurantes no processo eleitoral. São líderes legitimados pelo voto popular em seus municípios.

É claro que quem decide a eleição é o povo. Mas o povo também se orienta por lideranças que conhece e em quem confia. Ignorar essa engrenagem é cometer um erro de cálculo.

Ao minimizar o papel dos prefeitos, ACM Neto pode ter “pisado na bola”. Em política, palavras têm peso — e, no interior da Bahia, esse peso pode ecoar nas urnas.


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