sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Empresa dos irmãos de Toffoli recebia “mesadas” de escritórios de advocacia

 


Toffoli arquiva ação contra Alckmin envolvendo Odebrecht - 21/10/2024 -  Poder - Folha

Marca registrada de Toffoli era sua total irresponsabilidade

Mario Sabino
Metrópoles

O caso do Banco Master é de uma gravidade absoluta. Tanto é que, assim como o escândalo Epstein, nos Estados Unidos, há muita gente poderosa querendo abafá-lo, porque implicada até o último CDB com Daniel Vorcaro, o banqueiro das luzes (no cabelo).

A PF, no entanto, não quer largar esse osso duro de roer, pelo bem geral da nação, e aspectos importantes da investigação transpiraram por meio do jornalista Lauro Jardim, em O Globo.

“Alguns ministros do STF já foram alertados que o correr das investigações do caso Master vai respingar com força na Corte”, lê-se na coluna do meu ex-colega de revista. Respingar com força pode ser traduzido como enlamear.

HISTÓRIA NEBULOSA – O resort Tayayá, que no papel pertencia aos irmãos de Dias Toffoli, permanece no foco da Polícia Federal. O primo do ministro, Mario Umberto Degani, fundador do resort, seria “a chave para se abrir muitas portas dessa história nebulosa”, diz o jornalista.

Não faltam nuvens e, para o leitor do Metrópoles entender o tamanho da encrenca que se avizinha, organizo, aqui, a sequência do que Lauro Jardim publicou.

Depois de ter uma parte vendida ao cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, curioso misto de pastor e fisiculturista, o Tayayá foi repassado a um advogado da J&F, o conglomerado dos irmãos Batista que teve uma multa judicial de R$ 10,3 bilhões cancelada por Dias Toffoli.

EMPRESA FAMILIAR – No meio dos rolos de venda e compra do resort, estava uma empresa chamada Maridt, que oficialmente pertence aos irmãos de Dias Toffoli.

“A Maridt vendeu em 2025 sua parte no resort Tayayá. Possuía um terço do negócio. Tinha como sócio o pastor Fabiano Zettel. Há uma série de dúvidas que investigações sobre a Maridt podem esclarecer”, escreve Lauro Jardim.

As dúvidas estão longe de ser singelas: a empresa dos Toffoli prestaria consultorias? Teria contratos com escritórios de advocacia dos quais recebia pagamentos mensais?

LAVAGEM DE DINHEIRO – De acordo com o jornalista, “há suspeitas de que a resposta é sim para ambas a perguntas. A quem exatamente a Maridt transferia diretamente o dinheiro que recebia por esses trabalhos é o que se vai querer saber”.

Outra notícia aponta para uma fonte de pesadelos em Brasília: os cinco celulares de Vorcaro, um deles com “segurança pesada”.

Segundo Lauro Jardim, em um desses celulares “há ao menos uma mensagem do pastor Fabiano Zettel, seu braço direito para transações heterodoxas, pedindo que alguns pagamentos fossem liberados, pois estava sendo cobrado insistentemente por uma autoridade da República”. Que autoridade seria essa?

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Salvador recebe o “Impacto de Carnaval” com o Bloco Sal da Terra 2026








Programação liderada pela Igreja Batista Missionária da Independência completa 25 anos e acontece de sexta-feira (13) até terça-feira (17).


Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, Salvador será palco do projeto “Impacto de Carnaval – Sal da Terra 2026”.


A iniciativa é liderada pela Igreja Batista Missionária da Independência (IBM), com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo da Bahia (Sufotur).


O objetivo do projeto é promover a representatividade da identidade evangélica no Circuito Batatinha (Pelourinho), levando música, arte e uma mensagem de fé durante o período do Carnaval.



📍 Programação


A programação tem início na sexta-feira (13), a partir das 20h30, com show da Banda Sal da Terra (samba-reggae).

No sábado (14), a atração é o cantor Marcos Semeadores.

No domingo (15), quem se apresenta é a banda Primícias Roots.

Na segunda-feira (16), o palco recebe MC Bruninho.

E na terça-feira (17), o encerramento fica por conta de Tirza Almeida.


Além dos shows noturnos, acontece diariamente o desfile do Bloco Sal da Terra no Pelourinho, sempre a partir das 15h, com saída da Rua das Laranjeiras e chegada à Praça da Sé.


A partir das 17h30, o público poderá conferir uma programação cultural com:

* Teatro infantil e adulto

* Roda de capoeira

* Performances e danças

* Apresentações musicais


25 anos de Impacto de Carnaval


Em 2026, o projeto celebra 25 anos de história. Para o presidente do bloco, Pastor Ubirajara Gomes, a data é motivo de gratidão:


“Há 25 edições compartilhamos o Evangelho com o público do Pelourinho, promovendo uma alegria que vai muito além do Carnaval. Ela dura o ano inteiro e só se encontra em Jesus.”


📌 Serviço


O que: Bloco Sal da Terra – Impacto de Carnaval

Onde: Circuito Batatinha – Pelourinho (Praça da Sé)

Quando: 13 a 17 de fevereiro (sexta a terça-feira)

Entrada: Gratuita


🔎 Para outras informações:

📲 @blocosaldaterra

🌐 www.saldaterra.art.br


Pauta enviada pelo Jornalista Fábio Almeida

Bolsa Família chega a 18,84 milhões de beneficiários do país a partir desta quinta (12)

 TRANSFERÊNCIA DE RENDA

Bolsa Família chega a 18,84 milhões de beneficiários do país a partir desta quinta (12)
Investimento do Governo do Brasil para atender 5.570 municípios é de R$ 13 bilhões. Valor médio de repasse no país é de R$ 690,01

 

Programa do Governo Federal chega a todos os municípios brasileiros - Foto: Lyon Santos / MDS

 

Os beneficiários do Bolsa Família recebem o segundo repasse de 2026 a partir desta quinta-feira, 12 de fevereiro. Serão 18,84 milhões de famílias atendidas nos 5.570 municípios do país, com valor médio de benefício de R$ 690,01. O investimento do Governo do Brasil no programa de transferência de renda é de R$ 13 bilhões neste mês. O cronograma de pagamentos leva em conta o fim do Número de Identificação Social (NIS) e segue até o dia 27 (veja calendário).
 

Calendário de pagamento do Bolsa Família/Fevereiro de 2026

 

Dentro das ações de enfrentamento a desastres previstas no programa de transferência de renda para situações como secas, enchentes, inundações e eventos climáticos extremos, 171 municípios recebem o pagamento de maneira unificada, no primeiro dia do calendário. Entre eles, 122 cidades do Rio Grande do Norte, 14 da Bahia, 12 no Paraná, além de 11 em Sergipe, seis em Roraima, três no Amazonas, duas no Piauí e uma em Santa Catarina.
 

PRIMEIRA INFÂNCIA — No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 8,3 milhões de crianças de zero a seis anos recebem neste mês o Benefício Primeira Infância. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento é de R$ 1,2 bilhão.
 

COMPLEMENTARES — O Bolsa Família também prevê outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 13,8 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 654,4 mil gestantes e 339,5 mil nutrizes. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 699,8 milhões.
 

ESPECÍFICOS — Neste mês, o Bolsa Família alcança, em seu grupo prioritário e específico, 258,4 mil famílias com pessoas em situação de rua, 247,6 mil com pessoas indígenas, 291,2 mil com quilombolas, 3,6 mil com crianças em situação de trabalho infantil, 56,5 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 401,7 mil com catadores de material reciclável.
 

PERFIL — Como costuma ocorrer no Bolsa Família, 84,38% dos responsáveis familiares são mulheres: 15,8 milhões. As pessoas de cor preta/parda representam a predominância entre os beneficiários e somam 36,1 milhões (73,29%).
 

PROTEÇÃO — Outra criação da nova versão do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite aos beneficiários permanecerem no programa por até um ano, mesmo depois de conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda. Nesse caso, a família recebe 50% do valor. Esse parâmetro atinge, em janeiro, 2,51 milhões de famílias.
 

REGIÕES — No recorte por regiões, o Nordeste reúne o maior número de contemplados em fevereiro. São 8,79 milhões de beneficiários, a partir de um investimento de R$ 6 bilhões. Na sequência aparece a região Sudeste (5,33 milhões de famílias e R$ 3,68 bilhões em repasses), seguida por Norte (2,43 milhões de famílias e R$ 1,75 bilhão), Sul (1,27 milhão de beneficiários e R$ 864,1 milhões) e Centro-Oeste (991,6 mil famílias e R$ 690,5 milhões).
 

ESTADOS — Na divisão por unidades federativas, o maior número de contemplados em fevereiro está na Bahia. São 2,3 milhões de famílias beneficiárias no estado, a partir de um aporte de R$ 1,57 bilhão. São Paulo aparece na sequência, com 2,2 milhões de contemplados. Em outros seis estados há mais de um milhão de integrantes do programa: Pernambuco (1,47 milhão), Minas Gerais (1,42 milhão), Rio de Janeiro (1,4 milhão), Ceará (1,34 milhão), Pará (1,26 milhão) e Maranhão (1,15 milhão).
 

VALOR MÉDIO NOS ESTADOS — Roraima é o estado com maior valor médio de repasse aos beneficiários em fevereiro: R$ 743,97. Amapá (R$ 734,64), Amazonas (R$ 723,35), Pará (R$ 719,83), Acre (R$ 719,36) e Maranhão (R$ 709,89) completam a lista das seis maiores médias.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

 

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Nota da Redação Deste Blog -  Enquanto uns condenam, outros sentem na pele: o olhar social do presidente Lula


Por José Montalvão

Em meio às críticas que partem, em sua maioria, dos setores mais privilegiados da sociedade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma linha política que sempre marcou sua trajetória: o olhar voltado para os mais pobres. Enquanto parte da elite econômica aponta erros, questiona medidas fiscais e critica programas sociais, milhões de brasileiros enxergam no governo uma oportunidade concreta de sair da miséria, da fome e da exclusão histórica.

O debate é antigo no Brasil: qual deve ser o papel do Estado? Para uns, o governo deve ser mínimo, interferindo o menos possível na economia. Para outros, especialmente em um país com desigualdades profundas como o nosso, o Estado precisa ser indutor de justiça social, garantindo o básico para quem nunca teve quase nada.

É nesse contexto que se inserem programas como o Bolsa Família, que voltou fortalecido, com critérios mais rígidos e foco na saúde e educação das crianças. Para muitas famílias do Nordeste e do interior do país, inclusive em cidades como Jeremoabo, o benefício representa não luxo, mas comida na mesa. É o feijão, o arroz, o leite das crianças.

O vale-gás, popularmente chamado de “gás gratuito”, é outro exemplo. Pode parecer pequeno para quem tem renda confortável, mas para quem vive com orçamento apertado, o valor de um botijão pesa no bolso. Garantir esse auxílio é assegurar que a família possa cozinhar dignamente.

A Farmácia Popular ampliada permite que milhões tenham acesso a medicamentos gratuitos ou com grande desconto. Para o idoso hipertenso, o diabético, a mãe que precisa de remédio contínuo para o filho, isso significa saúde e dignidade. É política pública que salva vidas de forma silenciosa.

No semiárido, programas de cisternas continuam sendo fundamentais. Água é vida, é autonomia para o pequeno agricultor, é segurança hídrica para quem vive em regiões castigadas pela seca. Da mesma forma, o Luz para Todos (e suas atualizações) levou energia a áreas antes esquecidas, promovendo inclusão produtiva e melhor qualidade de vida.

Já o Minha Casa, Minha Vida representa mais do que paredes e telhado. Representa estabilidade, endereço fixo, segurança para criar os filhos. Para quem já viveu de favor ou em moradia precária, conquistar a casa própria é um marco que muda gerações.

Os críticos afirmam que programas sociais geram dependência. Os defensores respondem que não há como falar em meritocracia quando milhões largam da linha de partida em condições desiguais. Combater a fome e a extrema pobreza não é esmola: é pré-condição para que o cidadão possa estudar, trabalhar e empreender.

É evidente que políticas públicas precisam de responsabilidade fiscal, transparência e eficiência. O debate democrático é saudável e necessário. Mas também é preciso reconhecer que, em um país que voltou ao mapa da fome há poucos anos, colocar o combate à miséria no centro das prioridades não é ideologia — é urgência.

Enquanto os ricos condenam, muitos dos mais pobres agradecem. A história julgará os acertos e erros de cada governo. Mas uma coisa é fato: para quem estava à margem, invisível aos olhos do poder, qualquer política que leve comida, remédio, casa e dignidade não é discurso — é transformação concreta na vida real.

Defesa apresenta 170 páginas de exames e pede progressão humanitária para Bolsonaro

 



Toffoli é citado no celular de Vorcaro e a PF pede a suspeição do ministro


Fachin sinaliza que pode atuar em relação a Toffoli “quando for necessário“  #charge #cartum #caricatura #editorialcartoon #politicalcartoon

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Manoela Alcântara
Metrópoles

O documento com o material obtido a partir da extração dos aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi entregue ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, que tem a atribuição de analisar esse tipo de ação.

Segundo apurou a coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, no meio das conversas encontradas no aparelho de Vorcaro há menções ao nome do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF.

EM SIGILO – Ao receber o documento, na última segunda-feira (9/2), Fachin determinou que Toffoli se manifestasse nos autos do processo, que tramita em sigilo.

A relatoria de Toffoli no caso passou a ser questionada após divulgação de que o resort Tayayá, vinculado ao magistrado, manteve relações com fundos ligados ao Master.

O entendimento entre alguns integrantes da Corte é o de que a arguição de suspeição deveria ser de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), que é a responsável por analisar os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero.

TOFFOLI SE DEFENDE – Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”.

“Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, declarou.

Interlocutores ouvidos pela coluna afirmaram que Toffoli está tranquilo e declarou que não há nada no processo que o relacione a Vorcaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O final da matéria do portal Metrópoles é tipo Piada do Ano, ao dizer que Toffoli está tranquilo. Na verdade, o ministro está à beira de um ataque de nervos, porque a Polícia Federal jamais exigiria sua suspeição se não houvesse provas concretas no celular que confirmassem as ligações entre Vorcaro e Toffoli. E o resto é folclore, como dizia nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)


PF pede suspeição de Toffoli no caso Master após encontrar menções a ministro em celular de Vorcaro

 

PF pede suspeição de Toffoli no caso Master após encontrar menções a ministro em celular de Vorcaro

Toffoli diz a pessoas próximas estar tranquilo e que diálogo não teria sido entre ele e o investigado

Por Luísa Martins/Folhapress

11/02/2026 às 20:45

Atualizado em 12/02/2026 às 00:11

Foto: Antonio Augusto/STF

Imagem de PF pede suspeição de Toffoli no caso Master após encontrar menções a ministro em celular de Vorcaro

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal

A Polícia Federal pediu ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator das investigações sobre o Banco Master. Fachin já intimou Toffoli a se manifestar sobre o requerimento.

A solicitação da PF tem como base conversas apreendidas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, que mencionam Toffoli. A informação sobre os achados da polícia foram reveladas pelo portal UOL.

A auxiliares, o ministro segue afirmando não ver razão para se afastar do caso.

Um pedido semelhante já havia sido feito pela PF à PGR (Procuradoria-Geral da República), mas o procurador-geral, Paulo Gonet, não deu andamento porque já havia negado o afestamento de Toffoli em requerimento semelhante feito por parlamentares de oposição.

Gonet afirmou na ocasião que o caso da instituição financeira "já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República". Sendo assim, prossegue ele, "não há qualquer providência a ser adotada no momento".

No Supremo, ministros avaliam que a arguição de suspeição é uma prerrogativa exclusiva da PGR —sendo assim, a PF não teria legitimidade para entrar com esse tipo de processo. Ainda assim, Fachin cumpriu o rito de notificar Toffoli a responder.

Na ocasião da negativa da PGR, o ministro Gilmar Mendes classificou como madura a decisão de Gonet e prestou solidariedade a Toffoli.

"A rigor, ele atendeu a todas as considerações da PF e da Procuradoria-Geral [da República]. Não há razão para qualquer questionamento sobre sua conduta", disse Gilmar ao jornal Folha de São Paulo.

Em uma rede social, o decano do STF afirmou que "em um Estado de Direito, a preservação do devido processo legal e a observância das garantias institucionais constituem condições essenciais para a estabilidade democrática e para a confiança da sociedade nas instituições".

Toffoli está sob pressão interna devido à sua postura na supervisão do inquérito do Master. As críticas começaram com o severo regime de sigilo imposto ao caso, seguido pela viagem de jatinho com um dos advogados da causa e por negócios como o do resort Tayayá, que associam seus familiares a um fundo de investimentos ligado ao Master.

Além disso, a conduta do ministro à frente do caso tem sido questionada publicamente pela PF e interpretada como incomum por integrantes do BC (Banco Central), da PGR (Procuradoria-Geral da República) e do próprio Supremo, que já admite internamente viver uma crise de imagem.

Para contornar a situação, integrantes da corte passaram a defender o envio da investigação à primeira instância como uma "saída honrosa" para Toffoli. Ele, no entanto, resiste a deixar a condução das apurações.

Toffoli sinalizou que essas variáveis não estão em jogo e argumentou que a sua imparcialidade não está comprometida. O ministro também tem afirmado que, na primeira instância, as informações estariam mais sujeitas a vazamentos, o que deve ser evitado a todo custo em uma investigação dessa natureza.

Ao mesmo tempo, Toffoli indica a auxiliares que só com novos avanços das apurações será possível definir com clareza se o caso fica no Supremo, se volta à primeira instância ou se o caminho é um meio-termo —um desmembramento da investigação, em que o ministro fica responsável por autoridades com foro e a Justiça Federal, pelos demais investigados.

O Código de Processo Penal prevê que um juiz está impedido de atuar nas ações em que seu cônjuge ou parente tenha participado; em que ele próprio tenha atuado no passado (como advogado ou juiz de instância inferior); ou em que ele ou seus familiares forem "diretamente interessados".

Já a suspeição tem caráter subjetivo e diz respeito a situações, por exemplo, em que o ministro é amigo íntimo das partes ou dos advogados, recebe presentes de pessoas interessadas na causa ou aconselha as partes. Se houver motivo de foro íntimo, ele não é obrigado a detalhá-lo.

Se Toffoli se declarasse suspeito ou impedido, todas as decisões assinadas até aqui seriam automaticamente anuladas, e a investigação voltaria à estaca zero. Os depoimentos já colhidos, a acareação entre banqueiros e os mandados de busca cumpridos na semana passada não teriam mais validade.

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