quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Kassab, dono do PSD, avança sobre espólio tucano e esvazia o PSDB em São Paulo



Senadores pedem que Polícia Federal libere dados sigilosos sobre o Master

 

Entrevista: 'Policial federal candidato terá que ser exonerado', diz  diretor-geral da corporação Andrei Rodrigues

Andrei Rodrigues prometeu liberar o que for possível

Kevin Lima
Metrópoles

Um grupo de parlamentares da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado se reuniu, nesta quarta-feira (11/2), com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir a apuração de fraudes financeiras no Banco Master.

Os senadores que participaram da agenda integram um grupo de trabalho, criado pelo presidente do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), para acompanhar as investigações do caso.

ACESSO A DADOS – No encontro, os parlamentares pediram acesso a dados de operações da PF que envolvem a instituição financeira de Daniel Vorcaro ou com ela tenham conexão.

Renan disse que o grupo fará um pedido oficial de informações sobre os casos, inclusive de dados sigilosos. Segundo ele, Rodrigues vai liberar o que for “possível”.

“Fizemos uma proveitosa reunião. Nosso objetivo como representantes é fortalecer a investigação da Polícia Federal para que, em nenhuma hipótese, haja blindagem”, afirmou o senador.

CRIMES EM SÉRIE – O Banco Master é alvo de inquéritos na Polícia Federal por crimes sucessivos contra o Sistema Financeiro Nacional. Uma das linhas de investigação trata da movimentação de cerca de R$ 12 bilhões com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) irregulares.

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro chegou a ser preso em uma das ações da PF. No mesmo dia da prisão, o Banco Central decidiu colocar o Master sob administração especial e decretar a liquidação extrajudicial da instituição.

A autoridade monetária argumentou que a medida foi motivada pela grave crise de liquidez e pelo comprometimento da sua situação econômico-financeira da instituição. À época, o BC também afirmou que o Master violou normas que regem a atividade das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

FAZENDO PRESSÃO – Participaram da agenda desta quarta-feira: Renan Calheiros, Izalci Lucas, Margareth Buzetti (PP-MT), Esperidião Amin (PP-SC), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Leila Barros (PDT-DF), Damares Alves (Republicanos-DF) e Fernando Farias (MDB-AL).

Na última semana, membros da CAE também se reuniram com os presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo.

Além da agenda com o diretor da Polícia Federal, o grupo deve se reunir ainda nesta quarta com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

TODOS OS ÓRGÃOS – “Decidimos visitar todos os órgãos. Exatamente para mostrar e solicitar que nos encaminhem informações do caso Master. Queremos saber se eles estão fazendo as investigações. Vamos solicitar informações”, disse o senador Izalci Lucas.

Segundo o senador, o colegiado tem “competência” para receber e analisar esses documentos. Ao longo dos trabalhos, o grupo da CAE deve convidar e convocar autoridades a depor sobre o Banco Master.

A expectativa é de que, na conclusão, o colegiado apresente um relatório com sugestões para melhorar a fiscalização de instituições financeiras. “Do ponto de vista do Senado, nosso papel é fazer o aprimoramento da legislação, da fiscalização, compreender o papel da Comissão de Valores Mobiliários”, afirmou Renan Calheiros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É importante que o Senado, como um todo, assuma sua responsabilidade na apuração dos crimes de responsabilidade nos três Poderes. Assim, a Comissão de Assuntos Econômicos vem fortalecer  a CPI do Crime Organizado, que está entrando de cabeça na investigação dos crimes financeiros com ligações a ministros do Supremo, o que é a grande novidade na esculhambação que o Brasil virou. (C.N.)


Piada do Ano! Associações de juízes e do MP exigem liberação dos “penduricalhos”


Flávio Dino decidiu enfrentar os privilégios da Justiça

João Pedro Bitencourt
Estadão

As dez maiores entidades que representam juízes, membros do Ministério Público, tribunais de contas e defensores públicos acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e recorreram da liminar do ministro Flávio Dino que determinou a suspensão dos “penduricalhos” pagos a agentes públicos nos três Poderes.

Na petição, as associações afirmam que diversas dessas verbas têm base em resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), sustentam que devem ser consideradas legais enquanto o Congresso não legislar sobre o tema e pedem que a decisão seja revista.

PEDIDO FORMAL – O movimento foi formalizado por meio de um pedido para participar da ação como amicus curiae (amigo da Corte).CO documento foi assinado nesta terça-feira, 10, por entidades como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), entre outras.

Nesta quarta-feira, 11, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) também pediu a Dino que reconsidere a decisão.

Na semana passada, o ministro, que já foi presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), concedeu liminar determinando que, em até 60 dias, todos os órgãos dos três Poderes reavaliassem a justificativa dos benefícios pagos a servidores e membros de Poder. A decisão também estabeleceu que esses “penduricalhos” deveriam ser suspensos após esse prazo. A medida alcança União, Estados e municípios.

ALCANCE EXCESSIVO – Na petição, as associações sustentam que a liminar foi excessiva em alcance e fundamento e que teria ignorado a regra de transição prevista na própria emenda constitucional que trata dos limites remuneratórios.

O ponto central do argumento é que a emenda diz que, enquanto a lei nacional não for alterada, não serão computadas para o teto os benefícios previstos na legislação. Para as entidades, isso significa que essas gratificações devem ser preservadas, sem Imposto de Renda, até que o Congresso legisle.

As associações também defendem as Resoluções do CNJ e do CNMP que criaram os benefícios. Argumentam que essas normas não são “penduricalhos”, mas instrumentos de gestão para lidar com problemas estruturais do Judiciário e do Ministério Público, como déficit de pessoal, sobrecarga de processos e dificuldade de fixação de magistrados em regiões remotas.

CRISE DE PESSOAL – Para as entidades, derrubar esses incentivos antes de uma nova lei federal poderia agravar a crise de pessoal no Judiciário e no Ministério Público.

Além do mérito, as associações questionam a própria via processual utilizada por Dino. Sustentam que o pedido original afetava apenas procuradores municipais da Praia Grande, para tratar de uma controvérsia específica e que o ministro redefiniu os efeitos do processo para impor uma ordem de alcance nacional.

Segundo elas, uma medida com esse grau de generalidade seria mais adequada em uma Arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) ou em iniciativa própria da Procuradoria-Geral da República, e não em uma reclamação individual.

REVISÃO DA LIMINAR – Nos embargos de declaração, as associações pedem que Flávio Dino revise a liminar para afastar a suspensão automática de verbas, sustentam que resoluções do CNJ e do CNMP devem continuar valendo até que o Congresso legisle e solicitam esclarecimentos sobre o alcance e os efeitos da decisão para a magistratura, o Ministério Público e os tribunais de contas.

A liminar de Dino ainda será submetida a referendo do Plenário do STF. Como mostrou o Estadão, a Corte planeja confirmar a decisão de suspender penduricalhos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É uma sinistra Piada do Ano. Os tribunais de Justiça também estão recorrendo contra Flávio Dino. É uma situação repugnante, que nos faz lembrar o que dizia Tom Jobim: “É a lama, é a lama, é a lama…”. (C.N.)

“Operação Abafa” do caso Master tem vida curta e acaba depois do Carnaval

Os segredos da Suíte Master. Charge de João Spacca para a newsletter desta segunda-feira (9). #meio #charge #bancomaster #vorcaro

Charge do Spacca (Arquivo Google)

Carlos Newton

O governo Lula e importantes figuras do Supremo e do próprio Legislativo, como o senador Davi Alcolumbre (União/AP), presidente do Congresso, organizaram uma “Operação Abafa”, para impedir que a CPI do Crime Organizado venha a investigar o escândalo do Banco Master e suas ligações com os três Poderes.

Alcolumbre faz o pode, expondo-se ao máximo ao sentar em cima do pedido de formação de uma CPI específica para  o caso Master, mas não tem como evitar o andamento dos trabalhos da CPI do Crime Organizado, que já colocou na alça de mira os dois irmãos e o primo do ministro Dias Toffoli, que eram donos de um terço do resort Tayayá, na divisa do Paraná com São Paulo.

MURALHA – A dificuldade maior de Alcolumbre é que a CPI do Crime Organizada está sendo conduzida por três senadores com total independência político-partidária. A comissão é presidida por Fabiano Contarato (PT-ES), delegado de Polícia aposentado; tem como vice-presidente o general da reserva Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e o relator é Alessandro Vieira (MDB-SE), delegado de Polícia licenciado.

Depois do Carnaval, será realizada a mais importante sessão da CPI, que vai decidir a convocação dos primeiros depoentes do caso Master: os irmãos José Eugênio e José Carlos Toffoli, que foram proprietários do resort Tayayá, e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Como sabe, os irmãos de Toffoli venderam suas participações no resort ao pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. O piedoso missionário Zettel é alvo da Polícia Federal nas investigações sobre o Master, chegou a ser preso em dezembro e está usando tornozeleira eletrônica. Já a esposa de Moraes será ouvida sobre o contrato de R$ 129,6 milhões com o Master.

ALCOLUMBRE SE VIRA – No desespero para evitar que a CPI do Master seja formada e também para impedir o andamento da CPI do Crime Organizado, o presidente Davi Alcolumbre liberou o comparecimento dos senadores desde a volta do recesso, a pretexto de que as Comissões se reunissem no formato semipresencial. Por isso, o senador Fabiano Contarato nem tentou convocar a sessão da CPI, que somente vai apreciar os requerimentos após o Carnaval.

O relator Alessandro Vieira quer ouvir também Mario Umberto Degani, conhecido como Beto Degani, primo do ministro Dias Toffoli, que é proprietário de um outro empreendimento de luxo vizinho ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).

Para evitar surpresas (que não serão evitadas), a direção do PT colocou na CPI o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o líder do partido no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE). Mas o presidente da comissão, Fabiano Contarato, e o senador Randolfe Rodrigues não são petistas-raiz e se comportam como parlamentares independentes.

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P.S.
 – É ilusão pensar que Alcolumbre consegue manter a situação está sob controle para Toffoli e Moraes poderem brincar a Carnaval sossegados. Quando vier a quarta-feira de cinzas, os dois ministros terão de cair na real, porque o resto do ano será marcado por cacetadas diárias na cacunda deles. Portanto, comprem bastante pipocas. (C.N.)

TJSE suspende votação da Lista Tríplice do Quinto Constitucional

 A participação do Des. Roberto Porto na votação será analisada; magistrado é concunhado de um dos advogados integrantes da Lista Sêxtupla

A votação  para a formação da Lista Tríplice ficará suspensa até o desfecho do referido incidente (Foto: ASN)

A votação para formação da Lista Tríplice para vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional foi suspensa após a instauração de Incidente de Impedimento. A suspensão ocorreu durante sessão administrativa realizada nesta quarta-feira, 11.

Segundo o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), a instauração do impedimento foi decidida para analisar a participação do Des. Roberto Porto na votação, já que o magistrado é concunhado de um dos advogados integrantes da Lista Sêxtupla encaminhada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE).

A questão de ordem foi apresentada pela presidente do TJSE, Desa. Iolanda Guimarães, e o Incidente de Impedimento foi decidido pelo colegiado, por maioria. Com a decisão do Pleno, o incidente será autuado, designado relator, terá a sua tramitação e será levado a julgamento pelo colegiado. 

Ainda conforme o TJSE, diante da decisão, a votação  para a formação da Lista Tríplice ficará suspensa até o desfecho do referido incidente.

por Carol Mundim

*Com informções do TJSE

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Andrezistas querem muito mais do que apenas o voto de Mitidieri


Adiberto de Souza

 em 11 fev, 2026 7:48

O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), precisa convencer os prefeitos e lideranças de seu partido a votarem no pré-candidato a senador André Moura (União). Após ele ter afirmando que pessoalmente vota e apoia o mandachuva do União Brasil, andrezistas se apressaram em lembrar que “isso é muito pouco” e ressaltam que boa parte do PSD já aderiu a outros pretendentes ao Senado. Aliás, o próprio governador visitou esta semana o senador e candidato à reeleição Rogério Carvalho (PT) e fez questão de ser fotografado ao lado dele. Os aliados de Moura entenderam a troca de afagos entre os dois outrora adversários como uma sinalização de apoio do gestor sergipano ao petista, visando contar com o presidente Lula (PT) no palanque governista. Na verdade, a falta de unidade dentro do PSD em torno da pré-candidatura de André pode provocar o estouro da boiada na canoa da situação, com sérias consequências para o projeto de reeleição do gestor estadual. Isso ocorrerá se parte dos andrezistas insatisfeitos pular para o barco da oposição, que pode ter como candidato ao governo o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), o mesmo que teve quase o dobro dos votos de Mitidieri no primeiro torno das eleições de 2022. Creindeuspai!

Apoio de deputados

Dirigentes sindicais que integram o Fórum Permanente dos Servidores Públicos Estaduais estiveram, ontem, na Assembleia Legislativa para mobilizar os deputados em torno de uma Política Permanente de Revisão Salarial Constitucional. Esta reivindicação, já feita por eles ao governo estadual, inclui a definição de 1º de janeiro como data-base e a criação de uma Mesa Permanente de Negociação. Segundo o presidente do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco), José Antônio, a proposta do Fórum visa instituir uma regra constitucional objetiva para o cálculo do percentual mínimo de revisão anual. Ah, bom!

Emendas em debate

O Tribunal de Contas de Sergipe realiza, hoje, o encontro técnico “Emendas Parlamentares – Diretrizes para a atuação dos controladores municipais”. O evento ocorre após as mudanças normativas decorrentes de decisão do Supremo Tribunal Federal. Pela determinação do STF, estados, Distrito Federal e municípios devem adotar o mesmo padrão de transparência e rastreabilidade já exigido para as emendas parlamentares federais. Segundo o TCE, o encontro de hoje visa orientar os controladores internos quanto às mudanças trazidas pela decisão do Supremo, fortalecendo a atuação preventiva, o controle e a transparência na aplicação dos recursos públicos.​ Então, tá!

Cadê a água?

Os moradores do povoado Cardoso, município de São Cristóvão, estão tiriricas de raiva com a concessionária Iguá Sergipe por causa da péssima qualidade da água distribuída na localidade. Segundo a deputada estadual Linda Brasil (Psol), a falta de acesso à água de qualidade tem afetado diretamente a dignidade das famílias daquele povoado. Os consumidores do “Cardoso” garantem que a água é barrenta e salobra, além de causar problemas à saúde, principalmente das crianças. Com a palavra os responsáveis pela concessão dos serviços de água e esgoto antes prestados pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). Misericórdia!

De braços dados

Do senador e candidato à reeleição Rogério Carvalho (PT) após se reunir em Brasília com o governador Fábio Mitidieri (PSD): “Foi um encontro marcado pela disposição mútua de contribuir com o desenvolvimento de Sergipe, sobretudo naquilo que impacta diretamente a vida de quem mais precisa”. E o petista prosseguiu: “Nosso foco é fortalecer o desenvolvimento do estado, impulsionar a geração de empregos e garantir mais qualidade de vida para o povo sergipano. Seguimos trabalhando com responsabilidade e compromisso para que Sergipe avance cada vez mais”, discursou. Te cuida, André!

Operação Cajueiro

A Câmara Municipal de Aracaju aprovou o Projeto de Lei instituindo o Dia Municipal para Rememorar a Resistência contra a Ditadura Militar, ocorrida entre 1964 e 1985. A data escolhida pela autora do projeto, vereadora Sônia Meire (Psol), foi 20 de fevereiro, quando é lembrado o início da fatídica Operação Cajueiro. Ocorrido em 1976, este triste episódio é considerado um dos mais violentos da ditadura militar em Sergipe. A criminosa iniciativa visava eliminar o Partido Comunista Brasileiro, tendo prendido e torturado 25 sergipanos nas dependências do quartel do Exército, em Aracaju. Home vôte!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/andrezistas-querem-muito-mais-do-que-apenas-o-voto-de-mitidieri/

Jeremoabo abre o Carnaval com alegria, inclusão e respeito

 


Jeremoabo abre o Carnaval com alegria, inclusão e respeito

Por José Montalvão

Inicio esta quinta-feira com minha amiga Dava trazendo uma notícia que merece destaque e aplauso: em Jeremoabo, o prefeito Tista de Deda irá prestigiar as idosas e os idosos do município, abrindo nesta data, 12/02, o Carnaval comandado pelas “Poderosas”, que prometem um verdadeiro arrastão pelas ruas da cidade.

Mais do que uma festa, o evento simboliza inclusão, valorização e reconhecimento. Em um tempo em que muitas vezes os idosos são deixados à margem das grandes celebrações, Jeremoabo dá um exemplo positivo ao colocar justamente essa parcela da população no centro da abertura carnavalesca. É um gesto que vai além da folia: é um ato de respeito.

O arrastão será aberto à participação geral, sem distinção de idade. A determinação é clara: alegria, paz e confraternização. Crianças, jovens, adultos e idosos poderão compartilhar o mesmo espaço, no mesmo ritmo, celebrando a cultura popular que é uma das maiores marcas do povo nordestino.

O Carnaval, quando bem organizado, é muito mais do que música e dança. Ele movimenta a economia, fortalece o comércio local, valoriza artistas da terra e reforça o sentimento de pertencimento da comunidade. Ao iniciar a festa com os idosos, a gestão municipal também envia uma mensagem simbólica: experiência e juventude podem e devem caminhar juntas.

As “Poderosas”, que comandarão o arrastão, representam essa energia contagiante que mistura tradição e entusiasmo. A expectativa é de que as ruas se encham de cores, sorrisos e muita animação, mostrando que Jeremoabo sabe celebrar com responsabilidade e espírito coletivo.

Que este seja um Carnaval marcado não apenas pelo som dos tambores, mas pelo respeito, pela união e pela certeza de que a cidade é de todos. Alegria compartilhada é alegria multiplicada — e, pelo que tudo indica, Jeremoabo dará o pontapé inicial na folia com o pé direito.

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Processo para calar jornalista ? Caso envolve a vereadora MG e o marido após publicação política

 

Processo para calar jornalista ? Caso envolve a vereadora MG e o marido após publicação política

Alef Cavalcante
Divulgação

 O jornalista Alef Cavalcante afirma ter sido alvo de intimidação após publicar informações de interesse público relacionadas ao cenário político local.

Segundo o relato, após a divulgação de uma matéria citando especulações feitas pela própria bancada política da vereadora Márcia Goretti — além de questionamentos sobre aditivos contratuais envolvendo empresa ligada ao marido da parlamentar e a gestão anterior — houve reação imediata.

De acordo com o jornalista, o marido da vereadora ingressou com uma ação por difamação e injúria, alegando que teria sido atingido pelas publicações.

Alef afirma, no entanto, que não fez acusações diretas nem apresentou afirmações categóricas, apenas noticiou fatos políticos debatidos publicamente e levantou hipóteses, sem confirmação definitiva.

O caso levanta debate sobre dois pontos fundamentais:

Liberdade de imprensa — o direito de noticiar e questionar atos de interesse público

Direito à honra — a possibilidade de recorrer à Justiça quando alguém se sente ofendido

Até o momento, não há decisão judicial sobre o mérito da ação. A discussão reacende um tema recorrente na política brasileira: até onde vai o direito de informar e onde começa a censura?

A reportagem segue aberta para manifestação das partes citadas

Politica Livre

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