sexta-feira, janeiro 23, 2026

Fachin defende Toffoli em busca de solução interna para crise do Master no STF

 

Fachin defende Toffoli em busca de solução interna para crise do Master no STF

Presidente da corte afirmou que colega vem 'atuando na regular supervisão' da investigação

Por Luísa Martins/Folhapress

22/01/2026 às 22:00

Atualizado em 23/01/2026 às 01:02

Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

Imagem de Fachin defende Toffoli em busca de solução interna para crise do Master no STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, saiu em defesa do ministro Dias Toffoli na crise do Banco Master e afirmou que o colega vem "atuando na regular supervisão judicial" da investigação sobre as fraudes financeiras.

Em nota enviada à imprensa nesta quinta-feira (22), Fachin se manifestou pela primeira vez sobre os desgastes sofridos pelo tribunal e afirmou que as instituições "podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas".

Fachin voltou a Brasília em meio às férias e concluiu uma série de conversas com os magistrados, na tentativa de contornar a crise de imagem enfrentada pela corte e tentar avançar no debate sobre o código de conduta.

Sem citar nominalmente o Master, o presidente do STF disse que "as situações com impactos diretos sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional das instituições competentes".

O ministro disse que o Banco Central tem o dever e a autonomia de assegurar a estabilidade do sistema, a continuidade das operações bancárias, a proteção dos cidadãos e a prevenção de riscos, "sem ingerências indevidas".

Também defendeu as atribuições da PF (Polícia Federal) na apuração de crimes e da PGR (Procuradoria-Geral da República) de "promover a persecução penal e controlar a legalidade das investigações".

Depois, passou a falar do papel do Supremo, afirmando que a corte se pauta pela guarda da Constituição Federal e pelo devido processo legal, respeitando as demais instituições e "atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo ministro relator, Dias Toffoli".

O ministro disse ser "induvidoso" que o STF se submete à lei e que "não se curva" a ameaças ou intimidações. "Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito".

Fachin disse que o Supremo não se deixa influenciar por "pressão política, corporativa ou midiática" e que a defesa da corte significa "evitar que a força bruta substitua o direito".

"A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça", diz o texto, que não faz menção ao código de ética que Fachin deseja implementar.

Fachin disse que "quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço". Segundo ele, "o Supremo fez muito no Brasil em defesa do Estado de direito democrático" e "fará ainda mais".

"Transparência, ética, credibilidade e respeitabilidade fazem bem ao Estado de direito. Este deve ser compromisso de todos nós democratas", conclui o presidente do STF.

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Vorcaro disse à PF que tratou com Ibaneis sobre venda do Master ao BRB e citou encontro em sua casa

 

Vorcaro disse à PF que tratou com Ibaneis sobre venda do Master ao BRB e citou encontro em sua casa

Por Aguirre Talento/Estadão Conteúdo

23/01/2026 às 08:55

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Vorcaro disse à PF que tratou com Ibaneis sobre venda do Master ao BRB e citou encontro em sua casa

Daniel Vorcaro

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que conversou “algumas vezes” com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) e citou também que o governador já esteve pessoalmente em sua casa. O governador é o primeiro político citado por Vorcaro nas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal.

Procurado, Ibaneis disse que não conversou com Vorcaro sobre o assunto e afirmou que esteve apenas uma vez na casa do empresário por ter sido convidado para um almoço. “Estive uma vez a convite para um almoço, quando conheci ele. Entrei mudo e saí calado”, afirmou ao Estadão.

As declarações foram dadas no depoimento prestado no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 30 de dezembro, dentro do inquérito que apura suspeitas de crimes financeiros envolvendo a tentativa de venda do Master para o banco estatal do governo do DF, subordinado a Ibaneis. Essas foram as primeiras citações que surgiram no inquérito a respeito da participação do governador no assunto. Ele não é investigado no inquérito.

Vorcaro não entrou em detalhes sobre as conversas com Ibaneis a respeito da operação financeira.

No depoimento, a delegada da PF Janaína Palazzo perguntou a Vorcaro especificamente se ele já havia tratado com o governador Ibaneis Rocha sobre a proposta de aquisição do Master pelo BRB - feita em março do ano passado e vetada pelo Banco Central em setembro. O banqueiro respondeu positivamente e disse que o assunto foi abordado em encontros institucionais com Ibaneis, com a participação de outras pessoas.

A delegada, porém, perguntou a Vorcaro se o governador já havia comparecido pessoalmente à residência do empresário. Vorcaro confirmou que sim e disse que ele próprio também já esteve na residência do governador.

O empresário não deu detalhes sobre os diálogos desses encontros, e a delegada tampouco se aprofundou sobre esses pontos.

A PF ainda fez uma pergunta genérica a respeito das conexões políticas do empresário em Brasília, mas ele disse que esses seus contatos não tinham relação direta com o objeto do inquérito e não quis falar sobre o assunto.

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também citou em seu depoimento prestado naquele mesmo dia que Ibaneis foi informado sobre o andamento das operações financeiras do banco estatal com o Master. A informação foi revelada pelo UOL e confirmada pelo Estadão.

Ibaneis estimou inicialmente que a venda do Master para o BRB aumentaria a distribuição de dividendos para R$ 1 bilhão por ano para os cofres do Distrito Federal.

Num primeiro momento, tentou efetuar o negócio sem autorização da Câmara Legislativa do DF, mas foi obrigado pela Justiça e conseguir o aval dos deputados distritais. Após a liquidação, começou a estudar aportes no BRB para cobrir prejuízos com a compra de créditos “podres” do banco de Daniel Vorcaro.

O rombo do BRB é estimado em R$ 4 bilhões. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal apontaram indícios de que o Master vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes ao banco estatal.

Como revelou a Coluna do Estadão, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou em conversas recentes que a gestão local dê um socorro financeiro ao BRB, que pode sofrer uma intervenção do BC.

Mudança no discurso

As declarações de Ibaneis e da vice-governadora do DF Celina Leão (PP) mudaram de tom ao longo do ano passado diante dos desdobramentos e complicações do caso. Em março, quando o banco estatal anunciou a oferta de compra de parte do Master por R$ 2 bilhões, o governador disse que tratava-se de um “dia de festa”.

Em abril, ele afirmou que a operação apresentava pouco risco ao BRB, uma vez que, segundo ele, o então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, havia deixado de fora da transação ativos de maior risco. Dias depois, em entrevista ao Estadão em abril, o governador afirmou que era “importantíssimo” que o setor privado estivesse junto na transação, por meio de uma negociação privada dos ativos do Master que não interessassem ao banco estatal.

Após o veto do BC ao negócio, Ibaneis adotou um tom mais cauteloso. “Se for inviável, nós vamos parar e vamos realmente trabalhar outras oportunidades para que o Banco de Brasília possa avançar e continue crescendo”, declarou a jornalistas em evento nos Estados Unidos.

Depois de o BC anunciar a liquidação do Master, em novembro, a vice-governadora disse que o próprio Ibaneis havia determinado a troca do presidente da instituição, após a PF revelar suspeita de fraudes de 12,2 bilhões na venda de carteiras de crédito falsas do Master ao BRB.

“Nós não temos compromisso com erro. Então o próprio governador Ibaneis fez hoje a troca, já indicou um outro nome e aquilo que tiver que ser apurado, será apurado”, disse Celina Leão.

Recuo de Tarcísio após sinalização eleitoral irrita aliados de Bolsonaro


Bolsonaristas classificaram como “estranho” o recuo

Luísa Marzullo
O Globo

O cancelamento da visita que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), faria nesta quinta-feira ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na unidade conhecida como “Papudinha” provocou irritação e desconfiança entre aliados do ex-mandatário. A sensação foi traduzida pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, que afirmou “esperar” que o recuo não tenha motivação eleitoral.

Nos bastidores, parlamentares bolsonaristas classificaram como “estranha” a decisão de recuar em meio ao clima de disputa na direita após o lançamento da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

PRIMEIRA CONVERSA – A visita havia sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seria o primeiro encontro entre Tarcísio e Bolsonaro desde a prisão do ex-presidente. A agenda também marcaria a primeira conversa presencial entre os dois após Bolsonaro indicar Flávio como pré-candidato ao Palácio do Planalto, em dezembro.

A expectativa no entorno do ex-presidente era de um gesto com forte simbolismo político, com potencial de reforçar uma imagem pública de unidade e consolidar o alinhamento do governador ao núcleo bolsonarista.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que “espera” que o cancelamento tenha sido motivado apenas por razões de agenda. “Ele (Tarcísio) deve ter os motivos dele. Na primeira agenda autorizada pelo Alexandre de Moraes, eu também tive que remarcar. Não sei se teve motivo eleitoral. Espero que não. Flávio está consolidado”, afirmou.

DESCONFORTO – Interlocutores ouvidos pelo O Globo afirmam que o desconforto se aprofundou depois que Flávio antecipou publicamente que Bolsonaro diria ao governador que a hipótese presidencial estava descartada e que a reeleição em São Paulo seria prioridade estratégica para o bolsonarismo. No entorno de Tarcísio, a leitura foi de que a visita, antes tratada como demonstração de solidariedade pessoal, passaria a ter peso eleitoral.

Aliados do governador passaram a definir a visita como uma “armadilha” para colocá-lo sob cobrança pública de engajamento na campanha de Flávio, algo que ele não pretende assumir agora.

O incômodo, porém, não foi unânime. Uma ala do bolsonarismo avaliou que o recuo foi uma forma de evitar o enquadramento e manter margem de manobra diante da pressão interna. Esse grupo enxerga em Tarcísio um nome mais competitivo do que Flávio para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

CONSTRANGIMENTO – Nesse núcleo, a defesa mais explícita é de uma chapa presidencial encabeçada pelo governador, com Michelle Bolsonaro como vice. O vereador paulistano Adrilles Jorge (União Brasil-SP) avaliou que o episódio pode ter criado um constrangimento político para o governador num momento em que se discute a possibilidade de ele retomar ambições nacionais.

“O Tarcísio já declarou apoio ostensivo à candidatura de Flávio Bolsonaro. Fez isso de maneira pública. Mas, a partir do momento que ele ouve do Flávio que o Bolsonaro falou que as eleições presidenciais estão descartadas para ele, talvez crie um constrangimento. Tudo caminha para a candidatura, para a convergência em torno da candidatura do Flávio Bolsonaro. É só ter, da parte da família do Bolsonaro, um pouquinho mais de delicadeza, um pouquinho mais de tato em relação ao Tarcísio”, afirmou.

PGR arquiva pedido para afastar Toffoli e o mantém à frente de investigação do Banco Master


Charge do Gilmar Fraga (Zero Hora)

Mariana Muniz
O Globo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar a representação apresentada por parlamentares da oposição que pedia o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria da investigação que apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero. A decisão é do dia 15 de janeiro.

A representação foi protocolada pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC), que alegavam possível impedimento ou suspeição de Toffoli em razão de uma viagem a Lima, no Peru, em novembro de 2025.

CARONA – Os parlamentares argumentaram que o episódio marcado por uma carona tomada por Toffoli no jatinho de um empresário para torcer pelo Palmeiras na final da Copa Libertadores da América contra o Flamengo na companhia de um advogado de um dos executivos do Master investigado na Operação Compliance Zero comprometeria a isenção do ministro para conduzir o caso.

Na decisão pelo arquivamento, Gonet afirma que os fatos narrados já estão em análise no âmbito do STF, com acompanhamento regular da própria Procuradoria-Geral da República. Para o chefe do Ministério Público, não há providência adicional a ser tomada pela PGR neste momento, o que levou ao arquivamento da representação.

“O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”, escreveu Gonet no despacho.

DESCONFORTO – A decisão ocorre em meio a um ambiente de desconforto em relação à condução das investigações envolvendo o Banco Master por Dias Toffoli, o que tem gerado críticas públicas à atuação do ministro e incômodo de alguns de seus pares nos bastidores do STF. Além deste pedido de afastamento que foi arquivado, nesta semana outras iniciativas passaram a pedir o afastamento do magistrado do caso.

O senador de oposição Eduardo Girão (Novo-CE) encaminhou à PGR uma representação em que sustenta que circunstâncias pessoais e decisões controversas adotadas por Toffoli ao longo da investigação levantam dúvidas sobre a imparcialidade do relator, o que, na avaliação do senador, justificaria uma manifestação formal da Procuradoria perante o Supremo. A PGR ainda não respondeu esse pedido.

Os pedidos de afastamento de Toffoli se somam a outras iniciativas parlamentares que buscam questionar decisões do Supremo e da PGR em casos sensíveis, especialmente aqueles que envolvem autoridades com foro privilegiado.

Em Sergipe, só não falta água nos palácios do governo Mitidieri

 Adiberto de Souza


em 23 jan, 2026 8:17

A falta d’água, que tanto atormenta os sergipanos, só não atingiu os espaços nobres da sociedade, a exemplo dos três palácios do governo Mitidieri. Diferente da gente do povo, desprovida de caixa d’água em casa, as instalações que abrigam o Executivo estadual possuem grandes reservatórios. Não fosse isso, nos palácios de Veraneio, Olímpio Campos e de Despacho se bebe unicamente água mineral, servida fartamente aos convivas. Talvez seja por isso que muitos integrantes do governo achem exageradas as críticas sobre a permanente falta d’água registrada no estado. Muitos chegam a afirmar que tudo não passa de intriga da oposição. Não é!  Aliás, outro dia, o próprio governador Fábio Mitidieri (PSD) debochou de um suado repórter quando este reclamou a ele não ter nem como tomar banho e manter o sanitário limpo: “Se faltar água na sua casa eu vou lhe oferecer um banheiro, tá bom?”  zombou o fidalgo. É visível que, diferente do que pensam alguns privilegiados, a população não sabe quando a concessionária Iguá vai resolver a crise hídrica herdada da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). Pior é que os sergipanos ainda não foram beneficiados com os bilhões arrecadados com a “venda” da estatal, pois o ilustre inquilino dos três palácios preferiu aplica-los no mercado financeiro para render juros. Conclui-se, portanto, que enquanto falta água para o povo, sobre insensibilidade no governo Mitidieri. Marminino!

1º sem 2º

Pela primeira vez na política de Sergipe, 50% da chapa majoritárias governista é composta por inimigos figadais. O pré-candidato a senador André Moura (União) chega a ficar arrepiado quando ouve o nome do senador Alessandro Vieira (MDB), um delegado de polícia que não se cansa de lembrar a condenação do “aliado” por desvio de dinheiro público: “ele é candidato a uma vaga no presídio”, propaga o emedebista. E para irritar ainda mais o inimigo-aliado, Moura vive dizendo que ele é o primeiro postulante ao Senado na preferência do governador Fábio Mitidieri (PSD), deixando a entender que Alessandro é um pré-candidato de segunda classe. Essa história não vai acabar bem. Home vôte!

A Torre de volta

A empresa Torre Empreendimentos venceu a concorrência para a coleta do lixo de Aracaju. Afastada, ano passado, pela gestão da prefeita Emília Corrêa (Republicanos), a Torre e a Ramac Empreendimentos se consorciaram e ganharam o pregão para realizar a limpeza urbana da capital sergipana pelos próximos cinco anos. O consórcio apresentou o menor preço: cerca de R$ 1,97 bilhão. Ressalte-se que a coleta do lixo já é feita pela Remac desde junho passado. Ela substituiu a Renova Ambiental, empresa que teve o contrato emergencial rompido pela Prefeitura devido ao péssimo serviço prestado aos aracajuanos. Então, tá!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/em-sergipe-so-nao-falta-agua-nos-palacios-do-governo-mitidieri/

Suspeitos de lavagem de dinheiro são presos após saque de R$ 329 mil

 As investigações da PF/SE apontam que o dinheiro tem relação com um esquema de desvio de recursos públicos federais

Os suspeitos foram presos em flagrante após saque em agência bancária de Carira (Foto: PF/SE)

Um homem e uma mulher foram presos em flagrante por lavagem de dinheiro após realizarem um saque de R$ 329 mil em uma agência bancária. Os suspeitos foram presos na tarde desta quinta-feira, 22, no município de Carira.

De acordo com a Polícia Federal em Sergipe (PF/SE), as investigações iniciaram após denúncias e no momento da abordagem, a equipe localizou o dinheiro sacado na bolsa da suspeita, além de outros valores menores que ela levava.

Após a condução da suspeita à sede da PF/SE, as equipes realizaram análises técnicas e verificaram os elementos colhidos, confirmando a origem ilícita dos valores. Assim, foram fundamentadas as prisões em flagrante.

As investigações apontam que o dinheiro tem relação com um esquema de lavagem de dinheiro, com indícios de desvio de recursos públicos federais. Além do dinheiro em espécie, os policiais apreenderam o veículo utilizado e comprovantes de depósitos fracionados, o que reforça a materialidade do crime.

Ainda conforme a PF/SE, o órgão segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e eventuais conexões com crimes contra a administração pública.

por Carol Mundim
*Com informações da PF/SE

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O QUE ESTÁ POR TRÁS DO SUCESSO METEÓRICO DE VAQUERINHO, A NOVA JOIA DA MÚSICA NORDESTINA

 



                                                    Fotos: Eduardo Serra/Hitlab




O QUE ESTÁ POR TRÁS DO SUCESSO METEÓRICO DE VAQUERINHO, A NOVA JOIA DA MÚSICA NORDESTINA


Encontros com ídolos, estrutura profissional e uma estratégia de longo prazo explicam por que o jovem cantor já é tratado como um projeto de primeira linha para Hitlab Produção Musical



Com apenas 9 anos, o baiano Juan Vitor Vaquerinho se transformou em um dos nomes mais comentados da nova cena musical nordestina. Seus vídeos cantando e tocando sanfona viralizaram nas redes, mas o que vem acontecendo nos bastidores mostra que o fenômeno vai muito além da internet: Vaquerinho já é tratado como um dos projetos mais promissores da música brasileira.


“Eu sempre cantei porque amo música. Agora estou vivendo coisas que eu só via pela televisão. Quero continuar aprendendo, tocando e fazendo as pessoas sentirem o que eu canto”, diz Vaquerinho.


Nos últimos meses, o garoto passou a circular entre nomes que ajudam a dimensionar o tamanho do seu impacto. Em uma das maiores vitrines da TV aberta, foi atração do Domingão do Huck ao lado de Zé Vaqueiro, e teve encontros que repercutiram nas redes com o jogador holandês do Corinthians, Memphis Depay. Também esteve na casa de Ronaldo Fenômeno e foi hóspede de João Gomes, que não só abriu as portas como o presenteou com uma sanfona, instrumento que se tornou símbolo da identidade musical de Vaquerinho.


Por trás dessa ascensão está o trabalho da Hitlab, produtora que vem estruturando a carreira do jovem artista e conectando seu talento a uma estratégia de longo prazo. A empresa, que ajudou a transformar J. Eskine em um dos maiores fenômenos recentes da música brasileira, atua hoje como uma verdadeira plataforma de desenvolvimento para talentos da cena nordestina, unindo identidade cultural, construção de imagem e posicionamento no mercado nacional.


“O Vaquerinho é um talento raro. Ele tem carisma, identidade e uma musicalidade que impressiona desde o primeiro minuto. A Hitlab entra nessa parceria para dar estrutura, estratégia e visão de longo prazo para que ele cresça da forma certa,” detalhou Bruno Duarte, CEO da Hitlab.


A expectativa para os próximos meses é alta. Já nos bastidores, 2026 aparece como um ano-chave, com grandes projetos, colaborações e lançamentos ao lado de alguns dos principais artistas do país, ampliando ainda mais o alcance do garoto. 


“A ideia é consolidar Vaquerinho não apenas como um fenômeno infantil, mas como um artista de verdade, com identidade, repertório e trajetória, sempre respeitando o tempo certo para cada fase de um jovem como ele", projeta o empresário.


Com suporte profissional, planejamento de carreira e investimento, Vaquerinho inicia agora a fase mais importante de sua trajetória, mirando novos lançamentos, palcos maiores e a consolidação de seu nome como o rosto da nova geração da música nordestina.


Pauta enviada pelo jornalista Fábio Almeida

O silêncio que também é direito: Jeremoabo reencontra o sossego

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O silêncio que também é direito: Jeremoabo reencontra o sossego


*Por José Montalvão


Durante muito tempo, as autoridades de Jeremoabo foram incapazes de atender a um dos reclamos mais básicos da sociedade: o direito ao sossego. A perturbação sonora, causada principalmente pelo uso abusivo de paredões de som, transformou a vida da população em um verdadeiro martírio. E, ainda assim, o poder público permaneceu inerte, como se estivesse cego, surdo e mudo diante do sofrimento coletivo.

Basta lembrar que até cultos religiosos foram impedidos de acontecer devido ao barulho ensurdecedor. Nem mesmo as novenas do Padroeiro de Jeremoabo escaparam da algazarra. Um absurdo que fere não apenas o direito ao silêncio, mas também a liberdade de culto e o respeito às tradições religiosas do município.

Crianças, idosos e enfermos viviam enclausurados em suas próprias residências, sem poder descansar, estudar, rezar ou simplesmente ter paz. O que deveria ser lar virou refúgio contra o barulho. A cidade foi tomada por um caos sonoro que ninguém mais sabia a quem recorrer. O povo não tinha mais a quem apelar.

Esse cenário de abandono e omissão começou a mudar com a chegada do prefeito Tista de Deda. Sem alarde, sem propaganda de autopromoção e sem discursos vazios, ele resolveu agir. De forma democrática, civilizada e respeitosa, sem perseguir quem quer que seja, iniciou a coibição do excesso exagerado de som, amparado rigorosamente na lei.

O que se fez não foi proibir a diversão, nem criminalizar quem gosta de som automotivo ou eventos festivos. O que se fez foi estabelecer limites claros, permitindo apenas o uso dentro do que a legislação autoriza. Liberdade, sim; libertinagem, não. Direito ao lazer, sim; violação do direito alheio, não.

Para garantir a efetividade da medida, o prefeito deu poderes à Guarda Municipal, com a cooperação da Polícia Militar, para fiscalizar e coibir abusos. Tudo dentro da legalidade, com orientação, diálogo e respeito ao cidadão. Nada de truculência. Nada de perseguição. Apenas o cumprimento da lei que sempre existiu, mas que antes ninguém tinha coragem ou vontade política de fazer valer.

O resultado foi imediato: a população voltou a respirar aliviada. O povo agradece por ver seus direitos respeitados. O sossego, que parecia um privilégio inalcançável, voltou a ser uma realidade possível. Crianças podem dormir tranquilas, idosos podem descansar, enfermos podem se recuperar, e os fiéis podem rezar sem serem interrompidos por um paredão ligado no último volume.

Jeremoabo não perdeu alegria, não perdeu festa, não perdeu liberdade. Ganhou civilidade. Ganhou respeito. Ganhou qualidade de vida.

A atitude do prefeito Tista de Deda mostra que governar também é saber dizer “basta” quando o direito de muitos está sendo esmagado pelo abuso de poucos. Mostra que é possível conciliar ordem e democracia, autoridade e diálogo, lei e humanidade.

Depois de tanto tempo de omissão, Jeremoabo finalmente começa a viver uma nova realidade: a de uma cidade onde o barulho já não manda mais do que a lei, e onde o sossego volta a ser reconhecido como aquilo que sempre foi — um direito de todos.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025



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