sábado, junho 14, 2025

Entenda as próximas fases da ação no STF no julgamento do golpe após interrogatórios

 Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Interrogatórios terminaram na última terça-feira14 de junho de 2025 | 12:46

Entenda as próximas fases da ação no STF no julgamento do golpe após interrogatórios

brasil

Os interrogatórios do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus por golpe de Estado ao Supremo Tribunal Federal (STF) terminaram nesta terça-feira, 10. Ao encerrar a sessão, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, já intimou as partes para eventuais requerimentos e diligências complementares.

Ao final da sessão, Moraes também revogou a medida cautelar que impôs em 26 de janeiro de 2024 de proibição dos réus manterem contato entre si.

Os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, que ocorreram entre 19 de maio e 2 de junho, e os interrogatórios dos oito réus fazem parte da fase de instrução processual.

Nessa fase, as defesas ainda podem solicitar novos pedidos ao relator, como apresentar novas evidências e requerer perícias ou outras ações sobre fatos que a Polícia Federal (PF) já investigou. Qualquer solicitação será analisada por Moraes, que pode acatar ou recusar o pedido.

O ministro também poderá convocar acareações, procedimento judicial de confronto de pessoas que deram versões diferentes sobre os mesmos fatos, para esclarecer as divergências, e .

Embora não tenha prazo estabelecido para essa fase terminar, o relator poderá entender que os pedidos estão sendo feitos apenas para atrasar o julgamento e negá-los.

Ouvidos os réus e encerrada a fase de instrução, o processo segue para a fase de alegações finais, em que a Procuradoria-Geral da República (PGR), que é a acusação, e a defesa dos réus apresentam seus últimos argumentos.

Ao fim das alegações de todas as partes envolvidas, o julgamento final poderá ser marcado pelo presidente da Primeira Turma do Supremo, o ministro Cristiano Zanin. Nessa sessão, ou nessas sessões, o relatório final de Moraes sobre o caso será lido, e o magistrado, enquanto relator, apresentará seu voto. Os outros ministros votam em seguida, pela absolvição ou condenação dos oito réus para cada crime imputado.

Se os votos para condenar Bolsonaro e os demais forem a maioria, os ministros farão a dosimetria penal, que é o cálculo da pena da sentença, considerando-se os atenuantes e agravantes previstos na lei.

Karina Ferreira / Estadão Conteúdo

Entenda as próximas fases da ação no STF no julgamento do golpe após interrogatórios

 Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Interrogatórios terminaram na última terça-feira14 de junho de 2025 | 12:46

Entenda as próximas fases da ação no STF no julgamento do golpe após interrogatórios

brasil

Os interrogatórios do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus por golpe de Estado ao Supremo Tribunal Federal (STF) terminaram nesta terça-feira, 10. Ao encerrar a sessão, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, já intimou as partes para eventuais requerimentos e diligências complementares.

Ao final da sessão, Moraes também revogou a medida cautelar que impôs em 26 de janeiro de 2024 de proibição dos réus manterem contato entre si.

Os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, que ocorreram entre 19 de maio e 2 de junho, e os interrogatórios dos oito réus fazem parte da fase de instrução processual.

Nessa fase, as defesas ainda podem solicitar novos pedidos ao relator, como apresentar novas evidências e requerer perícias ou outras ações sobre fatos que a Polícia Federal (PF) já investigou. Qualquer solicitação será analisada por Moraes, que pode acatar ou recusar o pedido.

O ministro também poderá convocar acareações, procedimento judicial de confronto de pessoas que deram versões diferentes sobre os mesmos fatos, para esclarecer as divergências, e .

Embora não tenha prazo estabelecido para essa fase terminar, o relator poderá entender que os pedidos estão sendo feitos apenas para atrasar o julgamento e negá-los.

Ouvidos os réus e encerrada a fase de instrução, o processo segue para a fase de alegações finais, em que a Procuradoria-Geral da República (PGR), que é a acusação, e a defesa dos réus apresentam seus últimos argumentos.

Ao fim das alegações de todas as partes envolvidas, o julgamento final poderá ser marcado pelo presidente da Primeira Turma do Supremo, o ministro Cristiano Zanin. Nessa sessão, ou nessas sessões, o relatório final de Moraes sobre o caso será lido, e o magistrado, enquanto relator, apresentará seu voto. Os outros ministros votam em seguida, pela absolvição ou condenação dos oito réus para cada crime imputado.

Se os votos para condenar Bolsonaro e os demais forem a maioria, os ministros farão a dosimetria penal, que é o cálculo da pena da sentença, considerando-se os atenuantes e agravantes previstos na lei.

Karina Ferreira / Estadão Conteúdo

Na Justiça, há a caça chinesa ao rato e a caça brasileira ao gato


13/06/2025 - Jaguar | Folha

Charge do Jaguar (O Dia)

Mario Sabino
Metrópoles

Depois de Lula e Janja pedirem ao ditador Xi Jinping que enviasse um emissário ao Brasil para ajudar a “regulamentar” as redes sociais, em especial o TikTok, temos o modelo chinês servido à mesa pelo STF. Esta semana, no julgamento que jogou no lixo o artigo 19 do Marco Civil da Internet, o decano do tribunal disse:

“Nós todos somos admiradores do regime chinês, né, do Xi Jinping, né, que diz assim: ‘O importante… A cor do gato não importa, o importante é que ele cace o rato.’”

FRASE DE DENG – O decano foi corrigido imediatamente pelo presidente do STF: a frase é de Deng Xiaoping, ditador chinês que sucedeu Mao Tsé-Tung.

Uma metáfora para dizer que não importava o modo de produção da economia, desde que ele promovesse desenvolvimento e bem-estar. Deng Xiao Ping justificava, assim, as reformas capitalistas na China comunista.

No caso do decano, o gato a que Gilmar se referia é a instância que vigiará oficialmente as plataformas digitais no Brasil. Os semideuses do STF ainda não decidiram qual será o órgão de censura da nova democracia brasileira.

ENTREGAR AO PT – Há ministros que defendem que seja a Procuradoria-Geral da República. Meto o meu bedelho para dizer que sou partidário da criação de uma secretaria especializada a ser entregue ao PT, e de maneira permanente. Fica mais parecido com o modelo chinês, que tanto admiramos.

De qualquer forma, não importa mesmo a cor do gato, o essencial é que ele cace o rato politicamente incômodo. Esse é o rato que preocupa, não tanto o rato predador sexual ou o rato estelionatário, que estão aí apenas para dar pretexto.

Do Palco ao Esquecimento: A Lição de Humildade na Política


Hoje faz exatamente um ano que o ex-prefeito de Jeremoabo era tratado como uma celebridade. Era ovacionado por muitos, bajulado por correligionários e aliados de ocasião, dançava animadamente no palco ao lado de artistas e bandas, e desfilava em cima dos trios elétricos como um verdadeiro rei popular. Naquele tempo, era o “martelo”: ditava regras, decidia destinos, promovia e exonerava, aplaudido em praça pública como se o poder fosse eterno.

Mas o tempo, que é implacável, tratou de inverter os papéis. Hoje, aquele que outrora era martelo, virou “bigorna”. Já não há palco, nem festa. As palmas sumiram, os amigos rarearam, e o prestígio se transformou em indiferença – quando não em cobrança ou escárnio. Aquela euforia passageira cedeu lugar à solidão política e ao peso das consequências de suas próprias decisões.

Essa mudança drástica é, por si só, uma aula pública sobre a fragilidade do poder, a efemeridade do sucesso e a importância da humildade na vida pública. A política, como a vida, é cíclica. Hoje no topo, amanhã na planície. A escada da ascensão é longa, mas a queda costuma ser rápida – e dolorosa.

Essa trajetória nos oferece algumas lições indispensáveis para qualquer gestor ou aspirante a cargo público:

1. O poder é transitório

Ninguém é eterno em cargo algum. A cadeira do executivo tem data de validade, e o prestígio popular não resiste a desmandos, prepotência ou má gestão. Saber disso é o primeiro passo para cultivar a humildade.

2. A responsabilidade de hoje define o futuro

Os atos cometidos no exercício do poder reverberam muito além do fim do mandato. O desrespeito à população, o autoritarismo, os desvios e a perseguição política voltam como sombra inevitável. Quem planta vento, colhe tempestade.

3. A humildade é escudo e guia

O gestor que governa com os pés no chão, ouvindo mais do que falando, respeitando mais do que se impondo, terá mais chances de ser lembrado com dignidade, mesmo após deixar o cargo.

4. Valorize a jornada, não só os holofotes

Os trios, os palanques, os palcos e os discursos empolgados duram pouco. A verdadeira glória está no legado construído com ética, trabalho e compromisso com o bem comum.

Este ex-prefeito, que já foi símbolo de poder incontestável, hoje nos mostra o que a política não perdoa: a soberba. Que seu exemplo sirva como alerta para os atuais e futuros líderes de Jeremoabo e de qualquer outro lugar.

A verdadeira grandeza de um gestor não está nos aplausos que recebe quando governa, mas no respeito que permanece quando ele já não manda mais.


O grande ‘perdedor’ dos interrogatórios, segundo os advogados, foi Braga Netto

Publicado em 14 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Braga Netto se diz democrata e nega participação em plano de golpe |  Metrópoles

Braga Netto se enrolou ao ser interrogado por Moraes

Rafael Moraes Moura
O Globo

Ex-ministro da Defesa e da Casa Civil do governo Bolsonaro, o general Walter Braga Netto foi o “grande perdedor” nos dois dias de interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF), avaliam reservadamente advogados ouvidos pela equipe do blog que atuam no caso da trama golpista.

Na opinião de quatro advogados de diferentes réus do caso, Braga Netto não apenas complicou a sua situação como cometeu um erro estratégico ao dizer que não reconhecia as mensagens de celular usadas contra ele na acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento numa intentona golpista para impedir a posse de Lula. Ao ser questionado, ele preferiu dizer que se tratavam de prints expostos de forma desconexa.

ERRO DE ESTRATÉGICA – “Ficou difícil para o Braga Netto. Entendo que aquilo que é inquestionável, não se pode negar. Senão todo resto perde credibilidade. O que não é possível negar, você justifica – ainda que seja difícil. Caso contrário, até a verdade que você disser fica comprometida”, diz um dos defensores.

“Braga Netto saiu muito comprometido”, concorda outro advogado, com bom trânsito no meio político e jurídico.

Um dos maiores deslizes do general, na avaliação desses defensores, envolveu a resposta a uma pergunta do ministro Alexandre de Moraes sobre mensagens em que ele orienta ataques a colegas militares que se opuseram a uma articulação golpista para manter Bolsonaro no poder.

PERGUNTOU MORAES– “E a apreensão de mensagens, onde uma mensagem do senhor, a mensagem é muito clara, diz: ‘Para sentar o pau nele, preservar o almirante Garnier (ex-comandante da Marinha, réu na trama golpista), mas também criticar o brigadeiro Baptista Júnior (ex-comandante da Aeronáutica no governo Bolsonaro, que se opôs à ofensiva para impedir a posse de Lula). O senhor se recorda?”, questionou Moraes.

O relator fazia referência a uma troca de mensagens de 15 de dezembro de 2022, quando manifestantes golpistas permaneciam acampados na frente de quartéis para contestar a derrota de Bolsonaro.

À época, Braga Netto pediu ao major reformado do Exército, Ailton Barros, para endurecer as críticas a Baptista.

FORA DO CONTEXTO – Em resposta ao relator, Braga Netto alegou que as “mensagens no inquérito estão fora de contexto, descontextualizadas”.

“Eu não me lembro de ter enviado essa mensagem, eu não me lembro de ter feito essa mensagem. Eu posso confirmar para o senhor, com certeza, eu jamais ordenei ou coordenei ataques a nenhum dos chefes militares”, respondeu o general.

 As provas obtidas pela Polícia Federal dizem o contrário. “Senta o pau no Batista Júnior (sic). Povo sofrendo, arbitrariedades sendo feita (sic) e ele fechado nas mordomias. negociando favores. Traidor da pátria. Daí para frente. Inferniza a vida dele e da família”, escreveu Braga Netto.

Em depoimento prestado no mês passado na condição fd ‘11de testemunha, Baptista Junior disse ao ministro Alexandre de Moraes que ele e sua família sofreram ataques de Braga Netto pelo fato de não ter aderido à minuta golpista discutida nos bastidores do governo Bolsonaro para impedir a posse de Lula. Para Baptista Junior, os ataques eram uma “tentativa infrutífera” de desviá-lo do caminho certo”.

ATAQUES A PAIVA – Conforme revelou a coluna, Braga Netto também orientou Barros a disseminar uma mensagem repleta de ataques ao atual comandante do Exército, Tomás Paiva – o que, para a investigação da PF, consistiu em uma tentativa deliberada de “atingir a reputação” do general.

Na mensagem Braga Netto diz ainda que parecia até que Tomás Paiva é “PT desde pequenininho”.

Diante de Moraes, o general mudou seu ponto de vista sobre Tomás Paiva. “Eu nunca escrevi essa mensagem. Eu conheço o Tomás, eu sei que o Tomás não tem nada de PT, nada disso. As mensagens estão desconexas.”

PAPEL RELEVANTE – Na denúncia apresentada em fevereiro deste ano, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma categoricamente que os diálogos “não deixam dúvida sobre o papel relevante de Braga Netto na coordenação das ações de pressão aos comandantes, apoiado por Ailton Gonçalves Moraes Barros, que incitava militares e difundia os ataques virtuais idealizados pelo grupo”.

Em outro ponto de vulnerabilidade de sua defesa, o general refutou a acusação levantada pelo delator Mauro Cid de que recebeu dele uma caixa de vinho com dinheiro que seria destinado a um major acusado de integrar grupo envolvido num plano para “neutralizar” Moraes. Braga Netto alegou que achava se tratar de gastos de campanha.

UM EQUÍVOCO – “O que tem de real aí, presidente, há um equívoco nesse ponto. O Cid veio atrás de mim e perguntou se o PL podia arrumar algum dinheiro. Era muito comum, outros políticos, através ou do presidente Valdemar, ou do presidente Bolsonaro, pediram para pagar contas de campanhas atrasadas. Na minha cabeça, tem alguma coisa a ver com campanha. Eu viro pra ele e falo: ‘procura o tesoureiro, que é o Azevedo’. Eu deixei com o Azevedo, porque eu não sabia o que era”, afirmou.

Em meio ao constrangimento com o depoimento do general e a avaliação de que ele poderia se enrolar ainda mais com as respostas, as defesas dos demais réus não quiseram fazer perguntas.

Israel ataca o Irã: será o início de uma guerra regional com reflexos globais?


Bombardeios mataram chefes militares e cientistas

Pedro do Coutto

O recente ataque de Israel ao Irã, anunciado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como uma ação preventiva contra bases nucleares, inaugura um novo e perigoso capítulo na já instável geopolítica do Oriente Médio. A ofensiva, inesperada e sem precedentes recentes em sua magnitude, reacende o temor de um conflito regional de grandes proporções com efeitos globais. Com a justificativa de conter o avanço do programa nuclear iraniano, Israel arrisca não apenas uma escalada bélica na região, mas também a abertura de múltiplas frentes de confronto que podem envolver potências globais diretamente ou por meio de seus aliados estratégicos.

O Irã, profundamente atingido no ataque que vitimou altos oficiais militares, já sinalizou que haverá retaliação. Em um ambiente marcado por orgulho nacional e rivalidades ideológicas, a devolução da agressão se torna quase inevitável, mesmo diante da pressão internacional por contenção. O problema, porém, está na imprevisibilidade do contra-ataque iraniano. Ele poderá vir diretamente, através de mísseis ou drones, ou por meio de seus aliados regionais, como o Hezbollah no Líbano e grupos milicianos no Iraque e na Síria. A multiplicidade de possíveis frentes transforma o conflito em um quebra-cabeça geopolítico extremamente complexo.

PRESSÃO – As consequências desse ataque não se limitam aos dois protagonistas diretos. Países como os Estados Unidos, a Rússia e a China, cada um com interesses estratégicos e alianças regionais, serão pressionados a se posicionar. Os EUA, tradicional aliado de Israel, tentam evitar um envolvimento direto enquanto sustentam politicamente Tel Aviv. A Rússia, por sua vez, já criticou duramente a ação israelense, e pode usar o episódio como mais um elemento para reforçar sua retórica antiocidental, especialmente após os desdobramentos da guerra na Ucrânia. A China, investidora pesada em infraestrutura no Irã e mediadora recente entre Teerã e Riad, terá seu papel de mediadora global posto à prova.

O ataque também agrava drasticamente a situação humanitária e política na Faixa de Gaza, onde os conflitos já haviam atingido níveis alarmantes de violência e destruição. A ação israelense alimenta a retórica das facções palestinas mais radicais, que veem no Irã um aliado estratégico contra o Estado judeu. A combinação de bombardeios em Gaza e ataques no Irã coloca ainda mais lenha na fogueira de uma guerra assimétrica, onde civis continuam sendo as maiores vítimas e as perspectivas de paz se tornam cada vez mais distantes.

Netanyahu, em meio a pressões internas por sua condução da guerra em Gaza e escândalos de corrupção, pode ter buscado neste ataque uma reafirmação de poder e de sua política de “segurança total”. No entanto, ao fazer isso, arrisca levar o país a um conflito de larga escala com consequências imprevisíveis. A história nos mostra que líderes acuados tendem a adotar estratégias arriscadas, e o Oriente Médio já pagou caro diversas vezes por decisões unilaterais tomadas sob pressão doméstica.

POLARIZAÇÃO –  O ataque pode ainda redefinir alianças e polarizações no mundo islâmico. A Arábia Saudita, que vinha se aproximando discretamente de Israel sob a mediação dos Estados Unidos, pode recuar em sua aproximação se o conflito escalar. Países como Turquia, Paquistão e os Emirados Árabes Unidos observam com atenção os desdobramentos. A possível radicalização de setores islâmicos em todo o mundo, inclusive na Europa, acende alertas sobre riscos de terrorismo em retaliação ao que será visto por muitos como uma agressão ocidental ao mundo muçulmano.

O impacto econômico da ação israelense também merece destaque. Mercados globais já reagem com volatilidade diante da ameaça de interrupção do fluxo de petróleo e gás da região. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, pode ser bloqueado pelo Irã em caso de intensificação do conflito, o que elevaria drasticamente os preços dos combustíveis e causaria instabilidade econômica, sobretudo em países emergentes. O conflito, portanto, transcende fronteiras e atinge diretamente a vida de bilhões de pessoas em escala global.

No campo diplomático, as Nações Unidas enfrentam mais uma prova de sua fragilidade. O Conselho de Segurança se reúne em caráter emergencial, mas como já se viu em crises anteriores, vetos e impasses políticos tendem a paralisar qualquer resposta prática. A União Europeia, por sua vez, tenta se posicionar como força moderadora, mas seus próprios desafios internos, como o avanço da extrema-direita e a crise migratória, dificultam sua eficácia como mediadora de conflitos fora do continente.

TENSÃO – É importante lembrar que o mundo vive um momento de tensão sistêmica, em que a ordem internacional baseada em regras está cada vez mais fragilizada. O ataque de Israel ao Irã não é um evento isolado, mas sim um sintoma de uma nova era de confrontos híbridos, onde o uso da força se alia à desinformação, ao ciberataque e à manipulação de narrativas. Em um mundo polarizado, cada evento é rapidamente absorvido por uma batalha ideológica maior, em que fatos são relativizados e interesses nacionalistas ganham prioridade sobre o direito internacional.

O risco mais assustador é o de uma guerra prolongada, envolvendo múltiplos atores estatais e não estatais, com potencial de destruição em massa. Quando se fala em “bases nucleares” como alvo de ataques, o mundo se aproxima perigosamente de um limiar ético e estratégico que não pode ser ultrapassado sem consequências catastróficas. A humanidade já presenciou os horrores de duas guerras mundiais. Repetir os erros do passado seria não apenas trágico, mas suicida. É hora de a diplomacia global ser reativada com urgência.

Título: A diferença está nas atitudes: Tista de Deda e o respeito ao bem público


 A diferença está nas atitudes: Tista de Deda e o respeito ao bem público

Num cenário político em que a confusão entre o público e o privado ainda é prática comum, especialmente em pequenas cidades do interior, a postura do atual prefeito de Jeremoabo, Tista de Deda, vem chamando atenção não apenas pela seriedade administrativa, mas também pelos símbolos que suas escolhas representam.

Diferente do ex-prefeito Deri do Paloma, que utilizou as cores do seu partido, o Progressistas (PP), para pintar prédios públicos, praças e outros espaços municipais — numa clara tentativa de personalizar a gestão e atrelar obras públicas à sua imagem política —, Tista de Deda demonstra mais uma vez que governa para o povo e não para um partido.

As cores do PSD, legenda à qual está filiado, são azul, verde, laranja e branco. Ainda assim, não se vê em Jeremoabo um só prédio público pintado com essa paleta de cores como marca de governo. Não há imposição de identidade partidária na paisagem urbana. O que se vê são ações voltadas à manutenção, recuperação e funcionalidade dos espaços públicos, respeitando sua neutralidade e o princípio republicano que rege a administração pública.

Essa escolha vai muito além da estética: é um posicionamento político e ético. Ao evitar pintar escolas, postos de saúde, praças e demais repartições com as cores do partido, o prefeito demonstra respeito à coisa pública e rejeita o uso simbólico da máquina administrativa para promoção pessoal ou eleitoral. Essa atitude fortalece a confiança da população e sinaliza que o foco da gestão está no bem-estar coletivo, e não na construção de um legado personalista.

É importante lembrar que o uso de cores partidárias em bens públicos pode configurar, inclusive, desvio de finalidade e improbidade administrativa, algo que frequentemente é ignorado por gestores apegados ao marketing político. Tista de Deda, nesse aspecto, mostra maturidade e responsabilidade, afastando-se da velha política e promovendo uma gestão que busca eficiência, transparência e equilíbrio institucional.

Jeremoabo, que durante anos viu o patrimônio público ser transformado em vitrines de vaidade, agora respira um novo tempo: o tempo da sobriedade, da responsabilidade administrativa e do respeito aos símbolos que pertencem ao povo — e não a partidos.

Se o ex-prefeito preferiu pintar muros com as cores do PP, o atual está reconstruindo pontes com a população, recuperando a confiança dos cidadãos e colocando Jeremoabo de volta no caminho da decência pública. E isso não se pinta: se vive e se sente.

Membro do CNJ, João Paulo Schoucair ressalta papel fiscalizador do órgão

 Foto: Política Livre

13 de junho de 2025 | 19:15

Membro do CNJ, João Paulo Schoucair ressalta papel fiscalizador do órgão

exclusivas

Em entrevista exclusiva a este Política Livre, nesta sexta-feira (13), o promotor de Justiça e membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), João Paulo Schoucair, falou sobre os 20 anos de atuação do órgão e do seu papel na fiscalização do Poder Judiciário brasileiro.

“O CNJ comemorou nesta semana seus 20 anos de criação. É um organismo fundamental, com a responsabilidade de fiscalizar o Judiciário, seja na parte financeira, administrativa ou na verificação da legitimidade da conduta dos magistrados”, afirmou Schoucair, durante a solenidade de posse da nova Diretoria e dos Conselhos Fiscal e Consultivo da Associação do Ministério Público do Estado da Bahia (AMPEB).

Schoucair ressaltou a importância do compromisso do CNJ com a transparência e a integridade da magistratura brasileira. “Qualquer investigação contra magistrado, desembargador ou ministro precisa, antes de tudo, passar pelo crivo do Conselho Nacional de Justiça, que tem o dever de apurar a veracidade daquela conduta. É importante lembrar que entre os mais de 18 mil magistrados, a esmagadora maioria é composta por pessoas honestas, homens e mulheres de bem. Aqueles que eventualmente se desviam de suas funções terão direito a um julgamento justo, podendo ser punidos ou absolvidos”, completou.

O promotor também comentou sobre a nova diretoria da AMPEB, ao salientar a continuidade e o fortalecimento do diálogo institucional.

“Como representante do Ministério Público no CNJ, falo em nome de 15 mil promotores. Vemos com muito bons olhos essa transição. O promotor Marcelo Miranda fez um trabalho brilhante à frente da associação. Agora, Lucas Teixeira assume uma instituição já estruturada e tem a responsabilidade de aprimorar ainda mais o que foi construído”, afirmou.

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