sexta-feira, junho 13, 2025

A derrota de Haddad e os limites da articulação fiscal do governo

Publicado em 13 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Governo precisa repensar seu diálogo com o Congresso

Pedro do Coutto

A recente rejeição, pelo Congresso Nacional, da Medida Provisória que previa a taxação de investimentos — com início pelo IOF — representa mais do que uma simples negativa legislativa. Trata-se de um revés significativo para o governo Lula, que vê ruir uma das principais apostas de sua equipe econômica para ampliar a arrecadação em um cenário de exigências fiscais cada vez mais agudas. O anúncio, feito com ênfase pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, escancarou o clima de insatisfação generalizada entre os parlamentares, sobretudo diante da falta de consenso em torno da proposta.

Essa movimentação parlamentar expõe com clareza a fragilidade da articulação política do Executivo, particularmente do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, autor do projeto rejeitado. A medida, ao mirar diretamente os investimentos financeiros de empresas e empresários, encontrou forte resistência nos setores representados por poderosos grupos de influência no Congresso, como a Federação Brasileira de Bancos, a Confederação Nacional da Indústria e a Confederação Nacional do Comércio.

FRENTES – O episódio representa, portanto, uma derrota política em duas frentes: a da equipe econômica, que não soube calibrar a proposta em termos técnicos e políticos; e a do Palácio do Planalto, que falhou na construção de uma maioria estável em torno de sua pauta fiscal. A tentativa de onerar o capital financeiro sem diálogo prévio com os principais interessados demonstrou uma leitura equivocada do cenário parlamentar e das forças que nele atuam.

É preciso reconhecer que, em questões tributárias, a sensibilidade política deve caminhar lado a lado com o conteúdo técnico. Faltou ao governo — e, por extensão, à Fazenda — a capacidade de ouvir, negociar e modular o projeto para que ele se tornasse palatável às bancadas empresariais, que detêm significativa influência nas duas casas legislativas. Ignorar essa realidade equivale a desprezar os fundamentos do presidencialismo de coalizão brasileiro.

Ainda mais grave, a condução do processo revelou um descompasso entre o discurso de justiça fiscal e a prática legislativa. Embora a intenção de aumentar a arrecadação para reduzir o déficit público seja legítima, é necessário encontrar caminhos viáveis e sustentáveis. A arrecadação não pode se sustentar exclusivamente sobre tributos que penalizam setores econômicos sem a devida ponderação sobre os efeitos colaterais no investimento e na geração de emprego.

ESTRATÉGIA – O governo precisa, urgentemente, repensar sua estratégia de diálogo com o Congresso. A rejeição da medida não significa apenas o enterro de uma proposta fiscal; ela representa o sintoma de uma desconexão mais profunda entre o Executivo e o Legislativo. Para avançar, será preciso abrir espaço para soluções conjuntas, nas quais Executivo e Parlamento compartilhem responsabilidades e méritos.

Além disso, é fundamental superar a falsa dicotomia entre capital e trabalho quando se fala em produtividade. A força de trabalho é, e sempre foi, elemento central na construção do Produto Interno Bruto. Portanto, uma política fiscal que almeje equilíbrio de contas precisa considerar, com igual peso, os estímulos à produção, ao emprego e ao investimento, sem privilegiar de forma desproporcional um único setor da economia.

O episódio também lança luz sobre o desafio da reforma tributária, que segue em compasso de espera. Sem uma arquitetura mais ampla, que corrija distorções históricas e torne o sistema mais progressivo, medidas pontuais como a taxação do IOF tendem a ser engolidas pelo sistema político. É hora de abandonar soluções improvisadas e investir em propostas estruturantes, construídas com base no diálogo interinstitucional.

ALINHAMENTO –  Por fim, a derrota de Haddad, embora dolorosa, deve ser vista como uma oportunidade de aprendizagem para o governo. A política fiscal não se faz apenas com números e decretos, mas com sensibilidade, escuta ativa e capacidade de articulação. Sem isso, qualquer tentativa de ajuste será sempre incompleta — e, pior, insustentável.

Resta saber se o Planalto compreenderá a mensagem enviada pelo Parlamento ou se continuará insistindo em uma fórmula que já se mostrou ineficaz. O tempo, como sempre na política, cobra seu preço — e raramente oferece uma segunda chance nas mesmas condições.


Prefeita de Aracaju enfrenta uma maré de sapos dos diabos

Ainda vivendo no que se pode chamar de lua de mel com os eleitores, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), tem visto a gestão ser desgastada por uma série de fatos negativos.

 Ainda vivendo no que se pode chamar de lua de mel com os eleitores, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), tem visto a gestão ser desgastada por uma série de fatos negativos. Quando não é a irregular coleta de lixo atormentando a população, é a reação de vereadores governistas, contrariados por não terem suas reivindicações atendidas pelos secretários municipais. Não fosse isso, o dispendioso aluguel de um carro blindado para conduzir Emília pela cidade gerou grande repercussão negativa, sem falar que ela teve que exonerar o porta-voz da Prefeitura após este atacar verbalmente a deputada federal Yandra Moura (UB). Achou pouco? Pois a Câmara Municipal decidiu instalar a CPI do Natal Iluminado para apurar um contrato de R$ 10 milhões, dos quais R$ 5 milhões foram pagos pela atual gestão. Apesar do esforço, a prefeita não consegue produzir notícias positivas que ponham um fim a essa terrível maré de sapos. Fosse Emília Corrêa uma ateia, logo iam dizer que era castigo de Deus, porém a distinta é evangélica, casada com um pastor e frequentadora da igreja. Portanto, este inferno estral deve ser, em boa parte, por culpa de alguns auxiliares dela que, em vez de cardumes de peixes, só conseguem atrair os indesejáveis batráquios para a rede da Prefeitura. Home, vôte!

Boca porca

E o ministro Márcio Macêdo partiu pra cima do governador mineiro Romeu Zema (Novo) com quatro pedras nas mãos. Em discurso durante visita do presidente Lula (PT) à Minas Gerais, Macêdo disse que Zema é mentiroso e ingrato. Achando pouco, sugeriu que o governador deveria lavar a boca com água sanitária para falar do petista. Por fim, o ministro aconselhou o adversário “a se recolher a sua insignificância, pois o povo de Minas sabe o que o governo do presidente Lula está fazendo e o que nós estamos fazendo”. Até agora, Romeu Zema deu calado por resposta. Creindeuspai!

Grana a caminho

O governo de Sergipe começa a pagar a folha salarial deste mês no próximo dia 26. Nesta data terão os salários depositados os aposentados e pensionistas, sendo que no dia seguinte será a vez dos servidores das secretarias, empresas, autarquias e fundações. Ao todo, 75 mil pessoas receberão as respectivas remunerações. O pagamento da folha salarial injetará cerca de R$ 510 milhões na economia sergipana, ajudando a aumentar a circulação de recursos dentro do estado. É vero!

CPIs em Aracaju

A Câmara Municipal de Aracaju acaba de instaurar duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI). A primeira vai investigar a aplicação de R$ 135 milhões oriundos de multas de trânsito cobradas pela gestão passada. Já a segunda tratará sobre possíveis irregularidades em um contrato no valor de R$ 10 milhões para a iluminação natalina da cidade em 2024, valor três vezes maior do que o gasto feito em 2023. Metade desse dinheiro foi paga pela administração da prefeita Emília Corrêa (PL). As duas comissões terão 120 dias para concluir as investigações.  Aff Maria!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/prefeita-de-aracaju-enfrenta-uma-mare-de-sapos-dos-diabos/


Arrepare, agora é “danação”! Vereadores aprovam 2 CPIs em Aracaju

 em 13 jun, 2025 3:44

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
   “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

E o “abestado” deste blog depois do artigo de ontem, 12, “Vereadores vão aproveitar fogueira junina p/ queimar CPI das Multas?”, questionando os vereadores de Aracaju pelo silêncio sepulcral para a instalação da CPI das Multas cujo requerimento foi de 4 de fevereiro, agora tem que pedir “arrego” depois que os vereadores “amarraram os bigodes” e “derrepentemente” instalaram, não apenas a CPI das Multas, mas também a CPI do Natal Iluminado que investigará a gestão anterior e a atual que pagou uma parcela.

É esperar que todos cumpram seu papéis para que foram eleitos em defesa dos interesses da população e sem “babação” para o ex-prefeito ou a prefeita atual.  Não podem criar CPIs para depois “bater fofo” e “dar chabu”. Relembrando: a CPI da Multa será para investigar cerca de R$ 138 milhões arrecadados de multa nas duas últimas gestões (2017/24). Já a CPI do Natal Iluminado o contrato de R$ 10 milhões para a decoração do Natal, cuja a segunda parte foi paga pela atual gestão.

O blog acredita que nenhum vereador, nenhum mesmo, seja controlado por forças externas. Ou seja, nenhum tem “cabresto” para não tomar decisões próprias. Pelo contrário, pelas conversas de ontem todos “estão com a macaca”, prontos para o trabalho.

Após a aprovação o blog foi informado que teve gente que “cuspiu fogo”, porque as duas CPIs prometem muito porque “debaixo da farinha tem carne” e, agora, as suspeitas serão desvendadas.

Agora é ficar “de butuca”, espiando os bastidores e repassando para os leitores todo o “furdunço” que certamente surgirá a partir de agora. E lembrando sempre: “quando você ia com os cajus, eu já voltava com as castanhas assadas.”

Procedimento Ontem, 12, o presidente da Câmara de Vereadores de Aracaju, o vereador Ricardo Vasconcelos, instaurou 02 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI). Com a instalação da CPI, os partidos políticos têm 15 dias para enviar nomes ao presidente da Casa, que irá escolher os 05 membros que irão compor cada comissão. As comissões terão duração de 120 dias.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/arrepare-agora-e-danacao-vereadores-aprovam-2-cpis-em-aracaju/

Polícia desmonta sistema de câmeras do tráfico de drogas em Aracaju

  Ação também apreendeu adolescente nesta quinta-feira, 12

Uma operação da 3ª Delegacia Metropolitana (3ª DM), com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), desmontou um sistema de câmeras de monitoramento utilizado pelo tráfico de drogas para monitorar e intimidar moradores no Morro da Reação, no bairro 18 do Forte, em Aracaju. Na ação policial, que ocorreu nesta quinta-feira, 12, um adolescente foi apreendido.

De acordo com as investigações, o tráfico havia instalado uma central de vigilância com 12 câmeras espalhadas pelo morro. Os equipamentos eram usados para observar a entrada e saída de moradores, intimidar a população local e dificultar a atuação policial. Todos os dispositivos foram apreendidos e inutilizados pela Polícia Civil.

Durante a operação, um adolescente que era utilizado pelos traficantes para monitorar a movimentação de moradores por meio de um celular e também atuava na venda e entrega de drogas na região foi apreendido. O jovem foi localizado em uma das áreas controladas pelo grupo criminoso.

As investigações continuam para identificar e capturar outros envolvidos com o esquema criminoso.

A Polícia Civil solicita que informações e denúncias sobre crimes e suspeitos de ações criminosas sejam repassadas às autoridades por meio do Disque-Denúncia (181). O sigilo é garantido.

Fonte: SSP/SE

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BR-235: vereador de Frei Paulo e mais duas vítimas morrem em acidente



Entre as vítimas fatais está o vereador Vanaldo Pereira (PL). (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Três pessoas morreram em um grave acidente após uma colisão frontal entre um carro e uma caminhonete na manhã desta sexta-feira, 13, na BR-235, em Frei Paulo. Entre as vítimas está o vereador Vanaldo Pereira (PL).

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local para prestar socorro e dar início aos trabalhos de resgate. O Instituto Médico Legal (IML) e a perícia também foram acionados para apurar as circunstâncias do acidente.

Em razão da gravidade da colisão, uma das faixas da BR-235 foi interditada, causando lentidão no trânsito da região. As autoridades ainda não divulgaram informações detalhadas sobre as causas do acidente.

Nas redes sociais, o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, publicou uma nota de pesar lamentando a morte de seu colega de partido. “Acabei de receber, com muita tristeza, a notícia da tragédia que tirou a vida do meu grande amigo Vanaldo Pereira, vereador de Frei Paulo, e, segundo informações, de mais duas pessoas. Que Deus o acolha com misericórdia e conforte o coração de todos os familiares, amigos e do povo de Frei Paulo neste momento tão doloroso. Muito triste”, escreveu o prefeito.

por Marina de Sena e João Paulo Schneider

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quinta-feira, junho 12, 2025

Deputado italiano ligado ao PT pressiona o governo a extraditar Carla Zambelli


Motta recua e diz que palavra final sobre mandato de Carla Zambelli será do  plenário - Estadão

PT já arrumou um deputado italiano para perseguir Zambelli

Maria Magnabosco
Estadão

O deputado italiano Angelo Bonelli, do Partido Europa Verde, voltou a pressionar o governo da Itália, nesta quarta-feira, 11, pedindo uma manifestação sobre o paradeiro da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Em maio, a parlamentar foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão, além da perda do cargo na Câmara dos Deputados, pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em 4 de junho, Bonelli já havia apresentado um ofício formal de interpelação parlamentar pedindo com urgência a extradição e revogação da cidadania de Zambelli. A deputada deixou o Brasil 20 dias após ter sido condenada pelo STF, e anunciou que iria para a Itália, onde possui cidadania.

NA INTERPOL – O ministro Alexandre de Moraes a decretou a prisão preventiva da deputada e pediu a inclusão dela na lista de difusão vermelha da Interpol para a extradição. O nome já consta no rol de foragidos internacionais e, a partir de agora, ela pode ser presa fora do Brasil.

A nova interpelação parlamentar foi encaminhada por Angelo Bonelli ao ministro das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional, ao ministro do Interior e ao ministro da Justiça da Itália.

O ofício faz um histórico do caso de Carla Zambelli, citando o envolvimento da deputada em “supostos crimes de coação no curso do processo e obstrução à Justiça”, fazendo referência ao ataque hacker que Zambelli participou em 2023, quando foi emitido um mandado falso de prisão contra Moraes.

QUESTIONAMENTO – No documento, o italiano questiona “que medidas urgentes os ministros interrogados pretendem adotar, no âmbito de suas competências, para cumprir as disposições da Lei n.º 144 de 1991 sobre extradições, especificamente no caso Zambelli?”.

O italiano cita ainda o envolvimento de Zambelli com o Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos. O parlamentar questiona o governo italiano se a família Bolsonaro teria solicitado, assim como Zambelli, a dupla cidadania italiana.

Bonelli descreveu também no ofício o episódio de ataque aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023: “O plano seria ainda mais amplo, incluindo o bloqueio da transição democrática com apoio do Exército, e até mesmo o encarceramento ou assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do juiz Alexandre de Moraes. O golpe só não se concretizou devido à recusa de apoio por parte da maioria dos comandantes militares”, diz o ofício.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Chega a ser comovente o interesse do parlamentar italiano sobre os acontecimentos do Brasil. A Itália e a Europa com tantos problemas e esse signor Bonelli a se dedicar de corpo e alma ao Brasil… Será que já esteve por aqui e provou o molhou da baiana, como dizia o compositor Assis Valente? De toda forma, o excesso de interesse é muito estranho… (C.N.)


No relato de Cid, impressiona a desinibição com que agiam os conspiradores

 


Bolsonaro participou da edição do decreto golpista, confirma Mauro Cid |  Radioagência Nacional

Desta vez, Mauro Cid depôs perante sete dos acusados por ele

Dora Kramer
Folha

A expressão do título é emprestada do discurso de posse do então ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, em maio de 2006, auge do mensalão. “Uma rotina de desfaçatez” é o que ele dizia assolar o Brasil e contra a qual chamava o país a reagir.

Pelo visto no interrogatório do tenente-coronel Mauro Cid no Supremo, não apenas não houve a necessária correção de rumos como o que se passou no governo de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, notadamente no período pós eleição presidencial, foi uma adesão total à prática do desaforo institucional, da corrupção de valores, da roubalheira de princípios.

FALTA DE CERIMÔNIA – Na condição de ajudante de ordens do então presidente, o militar relatou a existência de um ambiente em que autoridades do governo davam-se ao desfrute de completa falta de cerimônia na abordagem de tratativas para a ruptura democrática.

A intenção por trás das declarações certamente era a de amenizar o efeito da delação tida como fio condutor, eixo da denúncia contra o núcleo de poder que conspirou para anular o resultado das eleições com prisão de autoridades, criação de uma junta de próceres golpistas para instituição de nova ordem e decretação de medidas de exceção.

Na tentativa de reduzir a gravidade das ações, Mauro Cid traçou paralelo ao que Marco Aurélio Mello chamou naquele discurso de realidade de “faz de conta”, em que agentes públicos negavam os fatos para escapar de suas responsabilidades.

CONVERSAS DE BAR – Lá, a referência era ao roubo de dinheiro justificado sob a rubrica da prática comum do caixa dois. Aqui, tivemos a subtração de preceitos da legalidade, travestida de “conversas de bar”, na versão do delator.

A informalidade desenhada por ele, no entanto, no lugar de amenizar só agrava a evidência de que havia naquele governo autorização para se urdirem violações legais no uso distorcido da Constituição.

A mesma que agora enquadra os conspiradores à inescapável formalidade do Estado de Direito.


Supremo já tem maioria para instituir a censura prévia nas redes sociais


Mandato para ministros do STF une partidos governistas e de oposição

STF tenta alcançar o que nenhum tribunal conseguiu até agora

Rayssa Motta
Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quarta-feira, 11, para responsabilizar provedores e redes sociais por publicações de usuários. Seis ministros já defenderam ampliar as obrigações das big techs na moderação de conteúdo.

O tribunal ainda vai definir os critérios para a responsabilização das empresas. Os ministros apresentaram propostas diferentes e o plenário precisa equilibrá-las em uma tese.

VOTAÇÃO SUSPENSA – A votação seguiu nesta quinta-feira, 12, com os votos de Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Depois isso, a votação será suspensa, sem data para ser retomada.

O julgamento gira em torno do artigo 19 do Marco Civil da Internet, que proíbe a responsabilização das plataformas por conteúdos publicados pelos usuários, exceto se houver descumprimento de decisões judiciais para remover publicações.

A maioria considerou que a regra é insuficiente para proteger os usuários e defendeu ampliar a obrigação das plataformas de fiscalizarem os conteúdos que circulam na internet.

O QUE FALTA? – O tribunal precisa definir agora em que casos as empresas de tecnologia podem ser punidas por publicações, mesmo quando não houver ordem judicial para tirá-las do ar, o que implicará uma moderação de conteúdo mais rigorosa.

Outro ponto em aberto é sobre a criação de um órgão para fiscalizar o cumprimento dos critérios que vierem a ser definidos pelo STF ou a delegação dessa tarefa a uma entidade já existente.

Internamente, o julgamento é considerado o mais importante da história recente do Supremo. Os ministros aguardavam uma regulamentação das redes pelo Congresso, mas perderam a esperança desde o fracasso do PL das Fake News. O tribunal decidiu esperar as eleições passarem para se debruçar sobre o tema.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Até o momento, votaram os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, André Mendonça, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Nenhum deles realmente sabe o que fazer, porque agora as redes sociais não foram reguladas em países democráticos, apenas em nações totalitárias, com uso de censura. Gilmar Mendes chegou a tirar uma onda, dizendo que o Brasil iria ensinar ao mundo como proceder. Palavras, palavras, o vento leva, mas sempre fica o ridículo que move as pretensões humanas. (C.N.)


Incluir Bolsonaro nas pesquisas é fazer o jogo dele (e o de Lula)


Campanha de Bolsonaro declara guerra jurídica contra Lula e PT | Metrópoles

Bolsonaro e Lula repetem o mesmo joguinho de sempre

Mario Sabino
Metrópoles

Por que o nome de Jair Bolsonaro ainda consta das pesquisas eleitorais para 2026? Como ele está inelegível, e assim deve continuar até 2030, não faz sentido que os institutos continuem a testar o seu nome como eventual candidato. É impura ficção.

Mesmo com todo o grau de volubilidade jurídica dos tribunais superiores, é impossível que a inelegibilidade de Jair Bolsonaro seja revertida no ano que vem, haja vista a pressa do STF em enfiar o ex-presidente na prisão ainda neste segundo semestre.

NOVAS PESQUISAS – Se os institutos querem testar a popularidade de Jair Bolsonaro, deveriam fazer pesquisas que se limitassem a esse aspecto, não o incluindo no rol de eventuais candidatos presidenciais.

O primeiro problema de colocar Jair Bolsonaro como candidato é que os nomes dos concorrentes viáveis acabam não sendo testados como deveriam.

Há sempre o fantasma da candidatura fictícia a assombrar a escolha dos eleitores pesquisados e a contaminar as análises dos comentaristas de política.

NADA MUDOU – O segundo problema é bem maior. A inclusão de Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais é um serviço apenas ao seu plano de se lançar candidato de dentro da prisão, assim como Lula fez em 2018 — e o petista também contou com os institutos de pesquisa para se manter como candidato fictício até o último momento.

À diferença do petista, contudo, o plano de Jair Bolsonaro é familiar. Quando a sua candidatura for impugnada, ele cederá o lugar ao vice da chapa marota, que será alguém do seu clã, Michelle Bolsonaro ou Eduardo Bolsonaro. Em qualquer dos casos, e à semelhança de Lula e do seu Fernando Haddad, teremos um poste concorrendo ao Palácio do Planalto. Um poste que poderá anistiá-lo.

O plano já sabota a candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas. O governador paulista vem dizendo que não sairá para presidente da República se Jair Bolsonaro levar o seu plano adiante. Tarcísio de Freitas não quer ser visto como “traidor” pelos bolsonaristas, de cujos votos precisaria para ser eleito.

CENÁRIO PERFEITO – A desistência do governador paulista é ótima para Lula porque, embora identificado com o bolsonarismo, o governador paulista escapa ao joguinho esquemático da polarização eleitoral, que é o cenário perfeito para o petista tentar a reeleição.

Lula quer mesmo é um Bolsonaro para chamar de seu concorrente — Eduardo, de preferência.

Jair Bolsonaro só pensa em si, da mesma forma que o petista, e os institutos de pesquisa não deveriam ser cúmplices dele. Ou deles.


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