segunda-feira, junho 09, 2025

Exército apoiou os acampamentos golpistas após derrota de Bolsonaro


O então presidente Jair Bolsonaro e o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército

Freire Gomes apoiava o golpe, se houvesse fraude eleitoral

Bernardo Mello Franco
O Globo

Em interrogatório no Supremo Tribunal Federal, Mauro Cid afirmou que os acampamentos de bolsonaristas que pediam golpe em frente aos quartéis “sempre tiveram apoio tácito do Exército”.

O tenente-coronel acrescentou que os acampamentos passaram a ter um “apoio mais formal” a partir de 11 de novembro de 2022. Naquela data, os três comandantes militares divulgaram nota oficial em defesa da “liberdade de reunião”.

RELAÇÃO AMBÍGUA – A fala de Cid expõe a relação ambígua do general Freire Gomes e da antiga cúpula do Exército com a trama golpista.

Excluído da denúncia da Procuradoria-Geral da República, o ex-comandante Freire Gomes tem buscado se apresentar como um oficial legalista, que sempre teria resistido a ideias de ruptura.

Mas o depoimento de Cid lembra que o então comandante permitiu, por ação ou omissão, que os acampamentos se multiplicasem pelo Brasil após a derrota de Jair Bolsonaro. O maior deles, em frente ao Quartel-General em Brasília, foi o ponto de partida para os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

TROCA DE COMANDO – Embora hoje seja mal visto pelos bolsonaristas mais radicais, Freire Gomes se recusou a esperar a posse do presidente Lula para participar da cerimônia de troca de comando do Exército.

No mês passado, ao ser ouvido pelo Supremo Tribunal Federal como testemunha, o general negou que tenha ameaçado prender Bolsonaro caso o plano golpista fosse levado adiante.

“A mídia até reportou aí que eu teria dado voz de prisão ao presidente. Não aconteceu isso de forma alguma”, afirmou.

Voz da Razão Prevalece: Prefeito Tista de Deda e Vereadores Buscam a Verdade Histórica da Emancipação de Jeremoabo

 

                                  Foto Divulgação

Voz da Razão Prevalece: Prefeito Tista de Deda e Vereadores Buscam a Verdade Histórica da Emancipação de Jeremoabo

A controvérsia em torno da data de emancipação política de Jeremoabo, que gerou tanta apreensão e debate, parece caminhar agora para uma solução pautada pela razão, responsabilidade e bom senso. O prefeito Tista de Deda, demonstrando sua liderança e compromisso com o município, reuniu-se com os vereadores em um encontro que primou pela civilidade e transparência.

Dessa reunião frutífera, emergiu a decisão crucial: em vez de precipitar uma alteração histórica sem embasamento sólido, a comitiva de Jeremoabo irá se deslocar até a Assembleia Legislativa em Salvador. O objetivo é claro: buscar a verdade e a certeza histórica junto às fontes oficiais e aos órgãos competentes, para só então, e com total segurança, tomar uma decisão que seja digna da história de Jeremoabo e de seu povo.

Essa atitude do prefeito Tista de Deda é um exemplo do que significa ser um líder e um bom administrador. Em um momento de polarização e de risco de desunião, ele agiu como um pacificador, promovendo o diálogo e a busca por um consenso fundamentado. Sua postura reflete responsabilidade e competência, afastando a insensatez e priorizando a democracia na condução de um tema tão sensível para a identidade do município.

A decisão de consultar a Assembleia Legislativa da Bahia, órgão responsável pela legislação estadual e guardião de registros históricos, é um passo fundamental para garantir que qualquer eventual alteração da data de emancipação seja feita com a devida pesquisa, validação e de forma republicana e transparente. Isso demonstra um respeito genuíno pela história de Jeremoabo e pela inteligência de sua população.

Que este movimento sirva de lição e de modelo para outras discussões. A reconstrução de Jeremoabo, em todos os seus aspectos, exige essa mesma postura: diálogo, pesquisa, responsabilidade e o compromisso inabalável com o bem comum. A voz da razão, desta vez, falou mais alto, e Jeremoabo celebra essa vitória da sensatez.

A Emancipação Política de Jeremoabo: Entre a Polêmica e a Revelação Histórica

 


A Emancipação Política de Jeremoabo: Entre a Polêmica e a Revelação Histórica

A recente discussão em torno da data de emancipação política de Jeremoabo tem gerado um debate fervoroso, expondo tanto pontos delicados quanto aspectos extremamente positivos. A paixão com que a comunidade tem se engajado nessa questão reflete a importância da história local para a identidade de seus cidadãos.


O Ponto Negativo: O Risco da Alteração Arbitrária

A principal preocupação que emergiu desse imbróglio é a possibilidade de uma alteração da data de emancipação de forma açodada e sem o devido respaldo legal, documental ou histórico. A história de um município não é um elemento maleável, que possa ser moldado ao sabor de interesses momentâneos. Modificar uma data tão significativa sem uma base sólida de pesquisa e comprovação é um desserviço à memória de Jeremoabo e um desrespeito aos seus antepassados.

Qualquer mudança nesse sentido, se não for embasada em farto material histórico e discussões amplas com a comunidade e especialistas, corre o risco de ser percebida como uma decisão "a toque de caixa", desprovida de legitimidade. A credibilidade das instituições e a confiança da população na preservação de sua história seriam seriamente abaladas. É fundamental que os vereadores e demais envolvidos no processo ajam com a máxima cautela e responsabilidade, priorizando a verdade histórica acima de tudo.


O Ponto Positivo: A Magnificência da História Revelada

Por outro lado, o grande trunfo dessa controvérsia foi a grandiosidade da história de Jeremoabo que extrapolou fronteiras. O debate, mesmo que acalorado, serviu como um catalisador para que a rica trajetória do município fosse revisitada, pesquisada e divulgada. Inúmeros leitores, tanto de Jeremoabo quanto de outras cidades e estados, foram surpreendidos e cativados pelas nuances e fatos marcantes da formação da cidade.

Essa discussão gerou um interesse sem precedentes pela pesquisa histórica local, revelando detalhes e personagens que talvez estivessem esquecidos ou fossem desconhecidos para a grande maioria. A visibilidade que a história de Jeremoabo ganhou é inegável, e isso é um ganho inestimável para a preservação da memória e para o orgulho dos jeremoabenses. A história da cidade, com suas particularidades e sua contribuição para a região, foi apresentada como uma verdadeira novidade, despertando a curiosidade e o apreço de um público muito mais amplo.


O Caminho a Seguir: Diálogo e Respeito à Memória

A polêmica em torno da emancipação de Jeremoabo, portanto, é um espelho de como a história de um lugar pode ser ao mesmo tempo motivo de orgulho e de discórdia. É crucial que, a partir de agora, o foco se volte para um diálogo transparente e respeitoso, pautado pela busca da verdade histórica. Que essa efervescência de informações e opiniões sirva para fortalecer os laços da comunidade com seu passado, garantindo que qualquer decisão futura seja tomada com base em evidências e no consenso, preservando a rica tapeçaria da história de Jeremoabo para as futuras gerações.

Qual a sua opinião sobre a importância da pesquisa histórica para a identidade de um município?



Embaixador diz não haver ação para prender Zambelli na Itália

 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP)09 de junho de 2025 | 17:30

Embaixador diz não haver ação para prender Zambelli na Itália

brasil

Não existe uma operação de busca em andamento na Itália para prender a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), foragida no país europeu desde a última quinta-feira (5). Ela deixou o Brasil para escapar do cumprimento da pena de dez anos de prisão, determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o embaixador Renato Mosca, à frente da representação diplomática brasileira na Itália, o mandado de prisão, expedido pela Interpol a pedido do Brasil, prevê a detenção em lugares públicos.

“Mesmo que haja o conhecimento de que ela estaria em determinado local, dentro de uma casa, não há mandado de busca. A polícia [italiana] não pode entrar dentro de uma casa para retirá-la e prendê-la. Ela terá de ser presa no momento em que estiver em local público”, disse ele à reportagem nesta segunda (9). “Isso dificulta a situação, mas não há outro caminho”.

Mosca afirma que não há informações sobre o paradeiro da deputada, algo que cabe exclusivamente à polícia italiana. A entrada dela no país, pelo aeroporto Fiumicino, em Roma, no dia 5, aconteceu cerca de quatro horas antes da difusão do pedido de prisão da Interpol. “O alerta de detenção ainda não havia chegado à Itália no momento da entrada da parlamentar, o que permitiu a desimpedida circulação dela.”

A deputada pode ser presa se, como disse à CNN Brasil, se apresentar aos órgãos italianos para registrar a sua presença no país. “Vou declarar os meus dados para pegar os documentos. Estou aqui de boa-fé. Estou aqui por conta de uma perseguição política”, disse Zambelli.

A interlocução do Brasil com a Itália acontece em duas frentes. Um adido da Polícia Federal fica em contato com as forças policiais italianas, enquanto o embaixador mantém conversas com os ministérios das Relações Exteriores e do Interior. Mosca afirmou que o tema da extradição da congressista, cujo processo só pode começar depois que ela for detida, ainda não fez parte das conversas.

No entanto, o histórico recente de casos do tipo, inclusive de cidadãos com dupla nacionalidade, derruba a crença da deputada de que, na Itália, ela seria “intocável” por ter a cidadania italiana. Segundo Mosca, os acordos bilaterais entre os dois países em temas judiciais têm sido eficazes, incluindo o de extradição, em vigor desde os anos 1990.

“Temos 14 processos de extradição em tramitação na Itália desde 2024, quatro são indivíduos de dupla nacionalidade. Neste ano já tivemos a extradição de um ítalo-brasileiro”, afirma. “A cidadania italiana não torna intocáveis as pessoas em dívida com a Justiça”.

Diferentemente do Brasil, que não permite a extradição de seus cidadãos que tenham cometidos crimes, a Constituição italiana, em seu artigo 26, prevê que a extradição de um cidadão poderá ser permitida “quando expressamente prevista em convenções internacionais”.

É um processo que costuma durar meses e que passa por aval político, além de jurídico. Além de possuir a cidadania italiana, Zambelli afirmou que, na Europa, pretende buscar lideranças de ultradireita, incluindo a primeira-ministra Giorgia Meloni.

O embaixador avalia que, apesar do campo ideológico em comum entre Zambelli e integrantes do governo Meloni, esse não deverá ser um critério para a decisão final da Itália. “Não vejo afinidade entre um governo dedicado ao combate ao crime e uma pessoa condenada com amplo direito de defesa por crimes tipificados. Crimes cibernéticos, de invasão de sistemas, têm máxima relevância na Itália”.

Além de, segundo ele, superado o caso do terrorista Cesare Battisti, que foi beneficiado por uma decisão do presidente Lula e passou anos no Brasil como fugitivo da Justiça italiana –sua extradição saiu em 2018, no governo Michel Temer–, a relação bilateral entre os países tem sido pautada pela colaboração. Ele cita os casos dos mafiosos Rocco Morabito e Vincenzo Pasquino, ambos presos no Brasil e extraditados para a Itália em 2022 e 2024.

“Há uma série de elementos que contribuem para que esse caso da deputada tenha um desfecho favorável. Não ao Brasil ou à Itália, mas à Justiça”, diz Mosca

A VERDADE SOBRE A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE JEREMOABO: RESPEITO À HISTÓRIA, À LEI E À VERDADE DOS FATOS

A VERDADE SOBRE A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE JEREMOABO: RESPEITO À HISTÓRIA, À LEI E À VERDADE DOS FATOS

Não estou aqui para disputar com ninguém. Não estou me baseando em achismos, paixões ou conveniências políticas. Minha missão como formador de opinião é apenas esclarecer o que é correto, amparado em provas, documentos históricos, legislações e fatos incontestáveis.

O que trago aos leitores não é uma narrativa fabricada ou moldada ao gosto de grupos ou vaidades. É a verdade histórica respaldada em fontes primárias: cartas do Barão de Jeremoabo, trabalhos de conclusão de curso (TCCs), revistas e jornais da época, atos legislativos, e principalmente, a própria Constituição Federal, que determina com clareza como se dá o processo de elevação de uma localidade à condição de cidade.

A verdade é simples e cristalina: foi em 6 de julho de 1925 que Jeremoabo foi oficialmente elevada à categoria de cidade, fruto de um projeto apresentado pelo Senador Antônio Pessoa, filho ilustre desta terra. Em 1775, o que houve foi uma elevação à condição de freguesia ou outro status eclesiástico-administrativo, comum na época colonial, mas de maneira alguma isso configurava uma emancipação política ou elevação à categoria de cidade, como alguns agora, por ignorância ou má-fé, tentam fazer crer.

É obrigação legal da Câmara de Vereadores de Jeremoabo manter em seus arquivos a ata da reunião de emancipação, assim como toda a documentação pertinente. É papel do Poder Legislativo municipal agir com seriedade e responsabilidade ao legislar sobre qualquer matéria, principalmente quando envolve a história oficial da cidade.

Aprovar leis sem respaldo legal ou documental, apenas para atender ao orgulho ferido ou à vaidade de quem quer que seja, é rasgar a Constituição e reescrever a história à base de fantasia. E isso não pode ser aceito por quem respeita esta terra, seus filhos, e sua trajetória.

Não estou aqui para ser dono da verdade, tampouco para me vestir de salvador da pátria. Estou aqui para colocar à disposição da sociedade o que apurei com base nos meus estudos e nas fontes que estão disponíveis a todos os que queiram, de fato, buscar a verdade.

Respeitar a história de Jeremoabo é respeitar o seu povo. Mudar datas e fatos para agradar um ou outro grupo é um desrespeito à memória coletiva e um desserviço à educação das futuras gerações.

Quem tiver documentação, provas concretas e leis que sustentem outra tese, que as apresente. O debate se faz com argumentos, e não com sentimentalismo ou vaidades pessoais.

Aos que desejam ouvir com atenção, aqui está o meu posicionamento, firme e baseado em fatos. Aos que apoiam a mudança ou a contestam, que o façam com responsabilidade e base legal, e não com achismos ou interesses escusos.

Jeremoabo merece a verdade. E a verdade não se negocia.


Nota da Redação Deste BlogQuero aqui parabenizar publicamente o cidadão Lindomar pela coragem e firmeza com que exerceu seu direito legítimo de cidadania, ao se posicionar de forma clara e objetiva sobre a verdadeira data da emancipação política de Jeremoabo.

Mesmo não sendo historiador, tampouco jurista, Lindomar demonstrou que o conhecimento não é monopólio de ninguém e que o bom senso, aliado à busca pela verdade, é suficiente para esclarecer o que muitos tentam obscurecer.

Com sua linguagem simples e direta, própria do cidadão comum, ele se fez ouvir com respeito, baseando-se em matérias publicadas no Google, vídeos de professores, e, sobretudo, na própria história de Jeremoabo, citando datas e leis incontestes, com responsabilidade e coragem.

Enquanto muitos se escondem atrás de títulos ou interesses pessoais, Lindomar fez o que poucos têm feito: defender a verdade com humildade e firmeza, mostrando que, quando se trata da história de nossa terra, não basta ter voz, é preciso ter compromisso com os fatos.

Que o exemplo de Lindomar sirva de inspiração para outros cidadãos jeremoabenses que, mesmo sem cargos ou títulos, têm plena capacidade de contribuir para o resgate da memória e da verdade histórica de nosso povo.

Parabéns, Lindomar! Seu gesto não passou despercebido.


Lula tipo “pato manco”, a inexistente coalizão e a disputa eleitoral em 2026


Lula e o pato manco Biden na alegria de pobre do G20 no RioMarcus André Melo
Folha

Rigorosamente falando há pouquíssimos elementos que moldam a atual conjuntura que já não estivessem presentes antes mesmo da investidura formal do atual governo. Trata-se de um governo hiperminoritário, no qual o partido do presidente detém 13% das cadeiras e cujo núcleo duro congressual não chega a 25% delas.

Os problemas fiscais foram gestados antes mesmo da própria investidura presidencial com a aprovação de expansão do gasto de R$ 150 bilhões. Essa insólita e anômala inversão — expandir gasto no início do mandato — é padrão universal e já sugeria um governo vulnerável. No derradeiro ano de governo obtém-se assim uma combinação de vulnerabilidades fiscais e políticas.

PATO MANCO – O traço principal da disputa presidencial que se inicia é o fato de que o Lula é percebido como pato manco. O termo está associado a regras institucionais que vedam a postulação à reeleição de um governante.

Tecnicamente Lula não é pato manco já que pode concorrer à reeleição. Mas muitos atores relevantes enxergam possibilidades efetivas de que não seja reeleito, quaisquer que sejam as razões para isso. O mais importante aqui são seus efeitos sobre os incentivos. Esses efeitos são semelhantes para o pato manco clássico e o “pato manco de facto”.

Em uma situação em que o presidente é minoritário e, portanto, tem que contar com uma coalizão de partidos, o poder gravitacional do presidente reduz-se significativamente na medida em que suas chances de vitória são declinantes ou nulas. Por isso, o que importa efetivamente é a tendência de popularidade e avaliação de governo. Além, obviamente, da arquitetura da escolha: quem são os adversários que em última instância irão para o segundo turno.

FROUXA COALIZÃO – Parlamentares possuem informação privilegiada sobre a questão. No caso de Lula 3, a fragmentação da frouxa e inédita coalizão de 18 partidos (eram 8 e 9, sob Lula 1 e 2) vem desde a investidura. Mas se intensificou.

Os partidos aguardam estrategicamente até o ponto em que a defecção é inevitável, para depois desembarcar do governo. O custo do apoio aumenta. Para garantir alguma governabilidade ainda em 2025 e no ano eleitoral o governo poderá compartilhar mais o governo, o que terá como consequência a diluição de sua identidade. Seria uma derrota auto-inflingida.

Para além do cafezinho frio da crônica política há sinais mais tangíveis e relevantes de desembarque da base. O mais saliente deles no atual contexto é a inédita recusa de pasta ministerial por parte de um líder partidário.0

POUCAS FOTOS – Mas o fato de que na posse do presidente do PSB nesta semana apenas 4 dos 15 parlamentares do partido da base postaram fotos com o presidente nas suas redes não passa despercebido.

O mais curioso do ponto de vista comparativo é o fato inusitado de que rivais potenciais são da própria coalizão, cujos partidos ocupam ministérios. O governo nunca foi efetivamente de coalizão no sentido forte da expressão. Não há acordos programáticos, como por exemplo na Alemanha, mas sobre a distribuição dos spoils of office, como mostrei aqui. Funciona como uma estrutura de travas mútuas cruzadas.

Como sugere a literatura sobre patos mancos e governos minoritários, o resultado só não é calamitoso se os custos da inação política (gridlock) forem menores do que os riscos de medidas por parte do Executivo.


09/06 | 🔴Cobertura do julgamento de Bolsonaro e outros sete réus no STF

Show na TV! PT transmite ao vivo interrogatório de Bolsonaro, Cid etc.

Publicado em 9 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

STF avalia transmissão ao vivo de depoimentos sobre tentativa de golpe

Bolsonaro vai depor depois de ouvir acusações de Cid

Brenda Silva
da CNN

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a ouvir nesta segunda-feira (9) os acusados do chamado “núcleo 1”, grupo considerado crucial para o desenvolvimento da suposta trama golpista. O Partido dos Trabalhadores (PT) já anunciou que vai transmitir o interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete réus na ação que apura um suposto plano de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Além do ex-presidente, faz parte deste grupo o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, que foi delator no processo e causou a incriminação do grupo, em troca do arquivamento da denúncia contra ele, seu pai e sua esposa.

AO VIVO – “A sessão será transmitida ao vivo pela TvPT. Prepare a pipoca e acompanhe tudo em nossas redes!”, traz uma publicação da conta oficial do PT no X.

Em março deste ano, a legenda também transmitiu o julgamento do STF que tornou Bolsonaro réu no caso. Na época, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), solicitou uma televisão no gabinete da liderança da legenda para que parlamentares pudessem acompanhar as sessões.

A ideia era que os deputados se reunissem para assistir o julgamento e usassem as redes sociais para repercutir o momento.

QUEM VAI DEPOR? – Além de Bolsonaro e Mauro Cid, serão interrogados a partir desta segunda-feira (9): Alexandre Ramagem (deputado e ex-chefe da Abin); Almir Garnier (ex-comandante da Marinha); Anderson Torres (ex-ministro da Justiça); Augusto Heleno (ex-ministro-chefe do GSI); Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa); e Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022).

Os depoimentos começarão a partir das 14h por Cid, que fechou acordo de delação premiada. Em seguida, os réus seguirão sequência por ordem alfabética.

Os depoimentos serão prestados na sala de sessões da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Braga Netto é o único que não participará presencialmente do interrogatório. Ele falará por videoconferência em razão de estar preso.

EM SILÊNCIO – Os réus poderão ficar em silêncio caso a resposta de alguma pergunta possa lhe autoincriminar. O direito ao silêncio é assegurado pela Constituição Federal.

O núcleo 1 responde pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A única diferença é o caso de Ramagem, após ter crimes sustados pela Câmara dos Deputados, a Primeira Turma entendeu que ele deve responder apenas pelo que aconteceu antes da diplomação, suspendendo os crimes por dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Será mais uma fake news do PT? Em 14 de maio, o ministro Moraes proibiu a imprensa de gravar e exibir cenas das audiências. E a gente fica naquela dúvida de Machado de Assis: mudou Moraes, mudou o PT ou foi o Natal que mudou? Mas quem mudou mesmo foi Moraes, que  sonha em ver Bolsonaro e os outros réus totalmente desmoralizados  (C.N.)

“Cala a boca!” A luta dos democratas a favor da censura chega a ser comovente

Publicado em 9 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Tribuna da Internet | Musk faz papel ridículo ao denunciar a ocorrência de  censura aqui no Brasil

Charge do Rice (Arquivo Google)

Mario Sabino
Metrópoles

A democracia brasileira avança firme sobre a liberdade de expressão e de imprensa, sem destemor da infâmia. A luta é sem tréguas, seja à sombra dos gabinetes ou à luz fria dos tribunais.

CALA A BOCA NÃO MORREU 1. Uma jornalista do jornal Zero Hora foi condenada a pagar R$ 600 mil reais de indenização por danos morais a uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A jornalista publicou que a magistrada recebeu R$ 662 mil em abril de 2023.

O crime: chamar de “salário” o que é “a soma de subsídios e verbas indenizatórias”, embora os termos não façam a menor diferença para o bolso de quem saiu a bolada, o pagador de impostos. A juíza que condenou a jornalista também não gostou da “linguagem sarcástica e direcionada” usada na reportagem.

CALA A BOCA NÃO MORREU 2. O jornalista Luiz Vassallo, da sucursal paulista do Metrópoles, é alvo de um inquérito aberto pela Polícia Civil de São Paulo após ter publicado uma reportagem sobre a fortuna de um delegado conhecido como Fábio Caipira, que é ex-diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais.

Luiz Vassallo, que revelou o roubo bilionário de aposentados e pensionistas do INSS por associações vigaristas, mostrou que, depois de ser citado por um delator do PCC, o delegado blindou cerca de R$ 10 milhões de patrimônio por meio de uma empresa de sociedade anônima.

A polícia civil, que deveria se debruçar sobre a denúncia, investiga o jornalista por “crime contra a honra” do delegado milionário.

CALA A BOCA NÃO MORREU 3. Dois jornalistas da defunta revista Istoé podem ter de pagar R$ 150 mil de indenização ao decano do STF porque publicaram, em 2017, a história da venda de uma universidade da família do ministro ao governo de Mato Grosso do Sul.

Os jornalistas tiveram acesso a uma investigação do Ministério Público que dizia ter havido na transação de R$ 7,7 milhões “práticas de ilícitos morais administrativos”.

Processados pelo ministro do STF, os jornalistas ganharam nas duas primeiras instâncias. Quando o caso chegou ao STJ, em 2021, o ministro relator rejeitou o recurso em decisão monocrática, mas mudou o seu entendimento.

O ministro relator do STJ alega, agora, que a reportagem está “permeada de ironias e insinuações” e que é “nítido o intuito de associá-lo (o ministro), de forma pejorativa, à imagem de alguém que se distancia da ética e que visa apenas a resguardar benefícios pessoais e favorecer pessoas próximas”.

CALA A BOCA NÃO MORREU 4. Por causa das suas piadas sobre minorias, o humorista Léo Lins foi condenado por uma juíza paulista a 8 anos e 3 meses de prisão, além do pagamento de multa de R$ 1,4 milhão e de R$ 300 mil de indenização por danos morais coletivos.

Na sua decisão, a juíza afirmou que “o humor não pode servir como passe-livre para a prática de crimes”. Como já dito nesta coluna, o crime de Léo Lins foi contar piadas, só isso, mas nos tornamos um país que não entende piadas e, pior, não entende o que é uma piada.

Ao noticiar o caso, hoje, o jornal americano The Washington Post, disse que “a decisão contra o comediante Léo Lins por piadas contadas em 2022 está se configurando como a próxima frente na crescente luta do Brasil contra a liberdade de expressão”.

CALA A BOCA NÃO MORREU 5. No julgamento sobre a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, retomado na semana passada, o STF caminha a passos largos e previsíveis para revogar a atual legislação e responsabilizar as plataformas pelo conteúdo que veiculam, a pretexto de combater “fake news”, “desinformação” e “discurso de ódio”.

Elas serão obrigadas, assim, a retirar conteúdos do ar mesmo sem receber ordem judicial para tanto.

Teremos, assim, a terceirização da censura no Brasil, inclusive a da censura prévia, que já está em vigor no país com a retirada das redes sociais de perfis de oposicionistas ao atual governo a mando do STF.

Para evitar problemas para si próprias, as plataformas se adiantarão aos pedidos de remoção feitos por terceiros.

CALA A BOCA NÃO MORREU 6. Graças a uma indiscrição providencial, soubemos que Lula e a sua consorte solicitaram ao ditador chinês Xi Jinping que envie um emissário ao país para ajudar na “regulamentação” do TikTok, acusado pelo casal presidencial de favorecer o avanço da direita no Brasil.

Fôssemos um país de verdade, o presidente da República teria de responder por esse atentado contra a soberania brasileira.

CALA A BOCA NÃO MORREU 7. O jornalista André Shalders trouxe informações ilustrativas sobre a Rede Minerva, uma rede “anti-fake news”, articulada pela Secom do governo Lula, que monitora as redes sociais.

De acordo com o jornalista, a rede tem orçamento de R$ 54 milhões e bancou, em março, uma viagem a Cuba de um dos seus “pesquisadores”, que é coordenador também da Rede Nacional de Combate à Desinformação.

Em Cuba, ditadura amiga do PT onde a liberdade de expressão e de imprensa inexistem, o “pesquisador” participou de um colóquio oficial.

Na sua palestra aos companheiros cubanos, ele disse que “em teoria, existem duas formas de neutralizar a polarização e o discurso de ódio nas redes sociais: regulação econômica e moderação do conteúdo das plataformas digitais, com o objetivo de construir soberanias digitais e populares; e políticas públicas em grande escala, para a Alfabetização Midiática e Informacional Crítica”. Existe uma terceira forma, acrescento: campos de reeducação.

CALA A BOCA NÃO MORREU 8. Depois de fracassar na sua tentativa de aprovar na Câmara aquele projeto de censura às redes sociais, o PL das Fake News, o governo Lula prepara um projeto de “regulamentação” que prevê, entre outras coisas, a designação de uma autoridade para bloquear redes sociais, sem necessidade de ordem judicial, no caso de não obediência a ordens governamentais para a retirada de conteúdos. Sugiro chamar essa autoridade censora de “comissário do povo”.

A luta da democracia brasileira contra a liberdade de expressão e de imprensa é ainda mais comovente porque conta com o apoio de artistas, intelectuais e jornalistas.

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