quinta-feira, junho 05, 2025

Emendas parlamentares: uma questão de dever, não de favor


Emendas parlamentares: uma questão de dever, não de favor


O radialista Júnior de Santinha acertou em cheio ao aplaudir a ação do deputado que, cumprindo promessas de campanha, destinou emendas parlamentares para o município. O que parece ser um ato de generosidade ou um grande feito, na verdade, deveria ser algo corriqueiro e esperado de qualquer representante eleito. É a famosa "lei do retorno" em sua forma mais literal.

Durante a campanha eleitoral, muitos candidatos se desdobram em promessas de benefícios para as cidades que representam. Ao serem eleitos, essas promessas se traduzem, em grande parte, na destinação de emendas parlamentares. Essas emendas não são um presente do parlamentar, mas sim uma fatia do orçamento público, composta pelos impostos pagos por cada cidadão. Ou seja, é o dinheiro do contribuinte retornando para o município em forma de melhorias e investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança.

É lamentável que, em um cenário onde a gratidão e o compromisso com o eleitor deveriam ser a norma, a atitude de um deputado que cumpre sua palavra se torne algo digno de aplausos e destaque. A verdade é que muitos outros parlamentares falham em honrar essa obrigação, desviando-se do propósito original das emendas e deixando de beneficiar as comunidades que os elegeram.

O que deveria ser um dever inquestionável do parlamentar, a destinação de recursos para o desenvolvimento de seu município, transforma-se em um ato excepcional. Isso reflete uma falha sistêmica na política, onde a responsabilidade se confunde com o favor. O aplauso a essa ação, embora compreensível pela escassez de exemplos semelhantes, serve como um lembrete amargo de que estamos longe de um cenário ideal, onde o cumprimento do dever é a regra, e não a exceção.

quarta-feira, junho 04, 2025

A Relíquia Pisoteada: O Grito Silencioso da História de Jeremoabo



Abra esse Link que documenta parte da verdadeira história de Jeremoabo

https://museubaraodejeremoabo.com.br/barao-de-jeremoabo.php 


É com pesar e indignação que testemunhamos a lamentável situação de um dos marcos mais preciosos da história de Jeremoabo: as ruínas da Fazenda Caritá, berço de Cícero Dantas Martins, o Barão de Jeremoabo, nascido em 28 de agosto de 1838. O que hoje se vê em vídeos e fotos é um triste retrato do descaso, uma relíquia cultural e histórica em fase terminal, esmagada sob o peso da inação e da falta de prioridade.

Enquanto a Câmara de Vereadores de Jeremoabo, empossada em 2025, parece mais interessada em reescrever o passado através da alteração de datas, a verdadeira história do município agoniza. É paradoxal e profundamente preocupante que, em vez de se dedicarem à recuperação do que é genuinamente valioso, os representantes eleitos se percam em discussões que, longe de engrandecer, apenas avacalham a rica trajetória de Jeremoabo.

As ruínas da Fazenda Caritá não são apenas um amontoado de pedras; são o testamento material de um legado, o local onde um dos personagens mais importantes da região deu seus primeiros passos. Recuperar esse patrimônio seria iniciar a reescrita da história de Jeremoabo pelo caminho certo, honrando suas raízes e oferecendo às futuras gerações um elo tangível com o passado.

Felizmente, a esperança reside nos jovens alunos que, ao conhecerem o que ainda resta dessa grandiosa relíquia, se tornarão testemunhas para as gerações futuras. Eles carregarão a memória de que, diante do que de mais precioso existiu como parte da identidade de Jeremoabo, a Câmara de Vereadores de 2025 foi incapaz de agir. O orgulho e a autopromoção, infelizmente, suplantaram o sério e o precioso, transformando a discussão sobre a mudança de uma simples data em um triste desvio de foco.

É tempo de a Câmara de Vereadores de Jeremoabo reavaliar suas prioridades. A verdadeira grandiosidade não está em manipular datas, mas em proteger e valorizar o que já existe. A história de Jeremoabo clama por respeito e recuperação. Será que os representantes eleitos estarão à altura desse desafio, ou as ruínas da Fazenda Caritá continuarão a ser o símbolo de uma história pisoteada?



Jeremoabo: Prioridades Invertidas e a Soberania Ignorada


Jeremoabo: Prioridades Invertidas e a Soberania Ignorada

A recente entrevista do presidente da Câmara de Vereadores de Jeremoabo, Neguinho de Lié, sobre a proposta de alteração da data de emancipação política do município, levanta uma série de questionamentos cruéis que precisam ser dirigidos ao mesmo. Em primeiro lugar, é imperativo indagar ao nobre vereador: quais as fontes históricas, quais os historiadores renomados e quais os livros que embasaram seu "convencimento" para tal mudança? A história de um povo não pode ser reescrita por meras conveniências ou por opiniões desprovidas de rigor acadêmico. Jeremoabo merece respeito à sua trajetória.

Em segundo lugar, se a intenção é verdadeiramente democrática, e não um mero ato autoritário, a sugestão mais justa e correta seria a realização de um plebiscito. A vontade do povo jeremoabense é soberana e, em matéria tão fundamental como a identidade histórica do município, a decisão final deve pertencer aos cidadãos, e não a um grupo seleto de parlamentares. Mudar uma data tão significativa sem consultar aqueles a quem a história pertence é um flagrante desrespeito à democracia participativa.

Mas, para não nos alongarmos em discussões que parecem tangenciar o supérfluo, a pergunta mais incisiva e pertinente ao presidente da Câmara é: quais os benefícios concretos que essa alteração de data trará para Jeremoabo? Quais as prioridades urgentes que serão magicamente resolvidas com essa mudança? O próprio vereador, em inúmeras ocasiões, referiu-se às deficiências crônicas na saúde, à precariedade da educação, à perene falta d'água, à insegurança que assola a cidade, à ausência de emprego e, em suma, à falta de dignidade que aflige a população. Por quatro longos anos, ecoou a máxima de que "água mole em pedra dura tanto bate até que fura". Será que, por um acaso, furou tudo?

É desconcertante que o presidente da Câmara, que antes parecia tão imbuído da missão de resolver os problemas fundamentais do município, agora pareça ter abandonado essas pautas para se dedicar a uma discussão que beira o "sexo dos anjos". Será que o maior e mais importante problema existente em Jeremoabo, neste momento, é discutir uma mudança de data? É inconcebível que, diante de um cenário tão carente em áreas vitais, a energia e o tempo da Casa Legislativa sejam direcionados para um debate que, na prática, não trará nenhuma melhoria concreta à vida dos cidadãos.

A população de Jeremoabo espera de seus representantes uma atuação focada nas reais necessidades do município, e não em discussões que desviam o foco dos problemas urgentes. O que se espera é que os vereadores utilizem seus mandatos para, de fato, cobrar melhorias na saúde, na educação, no saneamento, na segurança e na geração de empregos. A história não pode ser um mero palco para caprichos políticos, enquanto as necessidades básicas do povo permanecem negligenciadas. A verdadeira prioridade é a dignidade do povo jeremoabense, e não a reescrita de sua história por conveniência.

Trump conversa com Putin e diz que russo revidará ataque; EUA temem risco nuclear no conflito

 Foto: Reprodução/Instagram

O presidente dos EUA, Donald Trump04 de junho de 2025 | 18:00

Trump conversa com Putin e diz que russo revidará ataque; EUA temem risco nuclear no conflito

mundo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou nesta quarta (4) com Vladimir Putin. Eles discutiram a escalada na guerra da Ucrânia, e o americano disse que o líder russo afirmou estar decidido a retaliar o mega-ataque de Kiev a suas bases de bombardeiros no domingo (1º).

O telefonema, o quarto entre eles desde que o republicano voltou à Casa Branca, girou em torno da crise. Segundo Trump, ambos também discutiram o Irã, que está em difícil negociação com os EUA sobre seu programa nuclear, e concordaram em que Teerã não deve ter acesso à bomba atômica.

“Foi uma boa conversa, mas não uma conversa que levará à paz imediata. O presidente Putin disse, de forma bastante forte, que ele terá de responder aos recentes ataques a aeródromos”, afirmou o americano.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, criticou Trump sem citá-lo. “Se o mundo reage fracamente às ameaças de Putin, ele considera tal atitude como permissão tácita —para novas atrocidades, novos ataques, novos assassinatos”, disse ele, que também rejeitou as demandas russas para a paz.

Antes da ligação, os Estados Unidos haviam criticado o ataque ucraniano, sinalizando ver risco de escalada até nuclear por parte de Moscou.

A desaprovação foi expressa pelo enviado americano para a Ucrânia, Keith Kellogg, e confirmada de forma prática pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que se recusou participar da rotineira reunião de 57 países que dão apoio militar a Kiev —é a primeira vez que um americano não estará presente.

Na noite de terça (3), Kellogg, que foi rebaixado do posto de negociador principal da guerra por ser visto por Moscou como muito próximo de Volodimir Zelenski, disse: “Estou te falando, os níveis de risco estão indo para o alto. Digo, com o que ocorreu no fim de semana”, afirmou à Fox News.

“As pessoas têm de entender no contexto de segurança nacional. Quando você ataca parte do sistema de sobrevivência nacional de seu oponente, que é sua tríade nuclear, isso significa que seu nível de risco sobe porque você não sabe o que o outro lado vai fazer. Você não tem certeza”, disse.

Tríade nuclear é o jargão para os três meios que grandes potências empregam suas armas atômicas: lançadas por aviões, submarinos ou do solo. No caso, Kellogg se referia aos bombardeiros Tu-95 atacados por Kiev, ao lado de modelos que não são mais usados para essa missão por Moscou, os Tu-22.

Um número incerto deles foi destruído no domingo. Kiev falou em 41, depois disse que destruídos foram 13, número que bate com a estimativa de 12 ouvida pela reportagem a Otan. A agência Reuters disse que os americanos contaram 10, a partir de imagens de satélite —ainda assim um grande estrago, quase 10% da frota de bombardeiros.

A fala calculada de Kellogg revive o temor que permeou as ações dos EUA sob Joe Biden, que apoiava radicalmente a Ucrânia, ao contrário de Trump, que buscou aproximar-se de Vladimir Putin e reabriu as difíceis negociações entre Kiev e Moscou.

Ao longo da guerra, Biden evitava movimentos que provocassem o Kremlin, que desde o início do conflito em 24 de fevereiro de 2022 sacou a carta nuclear contra quem se opusesse a sua invasão. Isso foi sendo flexibilizado, culminando na autorização para ataques limitados com mísseis ocidentais dentro da Rússia, no fim de 2024.

Ato contínuo, na manhã desta quarta (4) Hegseth confirmou que não participaria da reunião dos apoiadores de Kiev em Colônia, na Alemanha.

Segundo disse à reportagem uma pessoa próxima do Kremlin nesta quarta, a leitura do movimento americano é de acomodação. Esse observador não crê em retaliação nuclear, e diz os russos esperavam uma posição de distanciamento dos EUA do humilhante ataque às suas bases.

A situação ficou ainda mais tensa na terça, com o ataque com explosivos de Kiev à simbólica ponte da Crimeia e os rumores de ação contra uma base naval russa na península. Na Ucrânia, o dia foi de expectativa, com alerta de ataques balísticos com o novo míssil Orechnik, desenhado para guerras nucleares, que acabaram não ocorrendo.

Nesta quarta, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a ação na ponte não deixou danos significativos. Ele reiterou que as negociações, que tiveram uma rodada na segunda (2) com troca oficial de termos de lado a lado, serão complexas.

Zelenski disse que as demandas russas para cessar-fogo e paz, que incluem cessão territorial, neutralidade e até eleições na Ucrânia, são “um ultimato inaceitável”.

Putin, por sua vez, afirmou em uma teleconferência sobre a guerra com autoridades que “o atual regime em Kiev não precisa de paz”. “Como podemos negociar com aqueles que contam com o terror?”, disse, referindo-se a um ataque no fim de semana contra pontes ferroviárias na Rússia que matou sete pessoas.

O negociador-chefe russo, Vladimir Medinski, relatou ao chefe na reunião os detalhes do encontro de segunda em Istambul. Confirmou que está tudo pronto para mais uma troca de prisioneiros nos dias 7 a 9.

O ataque do domingo teve impacto psicológico e potencialmente sobre algumas capacidades militares russas, mas não altera o modo com que a guerra é lutada por Putin: por atrito de infantaria e artilharia.

Com efeito, suas forças avançaram um pouco mais na região norte da Ucrânia, e já têm a capital regional de Sumi a cerca de 20 km de suas baterias e drones.

COMPROMETIMENTO DE TRUMP DEPENDE DE GASTO, DIZ OTAN

Após anunciar que a Ucrânia seria novamente convidada para a reunião de cúpula do clube, no fim deste mês, o secretário-geral da aliança, o holandês Mark Rutte, afirmou que o comprometimento dos EUA com a Otan depende de seus outros 31 membros aumentarem seus gastos militares.

Na véspera, ele havia dito que seria necessário quintuplicar a capacidade de defesa aérea dos países do bloco.

É um discurso conhecido. A expectativa é de que a Otan estabeleça metas irrealistas de dispêndio na sua cúpula para responder à demanda de Trump, que vê os EUA excessivamente envolvidos na defesa da Europa. Rutte já sugeriu colocar a meta de gasto em 5% do PIB com defesa.

Hoje, o alvo é 2%, vistos como insuficientes. É um movimento em curso há uma década: quando Putin anexou a Crimeia em 2014, só 3 dos então 28 membros do time cumpriam os 2%, número que passou a 23 de 32 em 2024.

No ano passado, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Londres), a Rússia elevou em mais de 40% sua despesa militar, ultrapassando todo o gasto da Europa em termos reais. Os EUA seguem sozinhos como maior potência no setor, responsáveis por 39,4% de tudo o que o mundo emprega em defesa, ante 22,1% de seus parceiros de Otan.

Rutte não disse se Zelenski irá participar da cúpula em Haia, na Holanda, como já fez anteriormente. Sua preocupação com os EUA foi temperada nesta semana pelo anúncio de que Trump quer continuar com um general americano no posto do comandante-geral das forças da Otan, historicamente uma prerrogativa de Washington.

Igor Gielow/Folhapress

inquérito contra Eduardo Bolsonaro eleva pressão contra Moraes nos EUA

Publicado em 4 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Julgamento da denúncia da PGR contra Jair Bolsonaro e outros sete acusados de tentativa de golpe

Moraes abriu processo e caiu na armadilha dos EUA

Johanns Eller
O Globo

O governo Donald Trump já prepara uma nova frente da ofensiva contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em reação à abertura de um inquérito contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Corte.

Após anunciar restrições na concessão de vistos a autoridades descritas pela diplomacia americana como “cúmplices” da censura a americanos e admitir a possibilidade de sanções contra o magistrado, a Casa Branca agora cogita evocar uma lei dos anos 70 para impor restrições a Moraes.

Segundo fontes familiarizadas com a articulação entre aliados de Jair Bolsonaro e integrantes do governo dos EUA, a administração Trump agora pretende acionar a International Emergency Economic Powers Act (Ieepa, na sigla em inglês), legislação implementada pelo governo Jimmy Carter em 1977 que prevê restrições financeiras contra indivíduos ou entidades estrangeiras que ameacem a economia americana.

USO RECENTE – No passado, a lei foi usada pela gestão Barack Obama (2009-2017) para adotar sanções contra hackers estrangeiros que deflagraram ataques cibernéticos contra os EUA, bem como representantes do regime de Nicolás Maduro na Venezuela, e por George W. Bush (2001-2009) para congelar ativos de indivíduos ligados a organizações terroristas. Segundo o próprio Congresso americano, o texto é parte fundamental do mecanismo de sanções econômicas dos EUA pós-guerra.

Entre os argumentos que embasariam a medida está o de que decisões do ministro trouxeram impactos econômicos para a rede social X e a companhia de satélites StarLink, empresas sediadas nos EUA e pertencentes ao bilionário Elon Musk, que foi assessor sênior de Trump na Casa Branca até a semana passada e chefiou o Departamento de Eficiência Governamental.

A princípio, a medida viria antes da chamada “pena de morte financeira” – as sanções da lei Magnitsky, criada no governo Obama para punir autoridades estrangeiras violadoras de direitos humanos.

DETERMINAÇÕES – A lei proíbe que empresas americanas realizem qualquer transação ou negociação com os sancionados – o que deverá prejudicar o acesso do ministro a cartões de crédito, bancos e a qualquer serviço prestado por companhias com sede nos EUA ou mesmo de instituições estrangeiras que usam companhias intermediárias situadas em solo americano.

Essa sanção é semelhante à Ieepa, que na prática impede que qualquer empresa americana faça transações com quem integra a lista de sancionados e derruba por tabela os vistos dos arrolados. A Lei Magnitsky vai além e permite, por exemplo, o bloqueio e a desapropriação de ativos e propriedades em nome dos alvos.

Essa etapa da Lei Magnitsky, que já foi discutida na Casa Branca, deverá ficar para mais adiante, segundo aliados de Eduardo.

TRUMP ASSINA – Enquanto a Ieepa depende de uma ordem executiva assinada por Trump, a Magnitsky depende de trâmites burocráticos complexos dentro do Departamento de Estado dos EUA – inclusive pela dimensão das restrições, que devem se estender à esposa de Moraes, que é advogada, e outros ministros do STF.

Na conta de bolsonaristas, as restrições a vistos de autoridades estrangeiras anunciadas pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, na última quarta-feira (28) representam o pontapé oficial das medidas a serem tomadas contra o magistrado.

As punições seriam direcionadas aos “cúmplices” de censuras contra a liberdade de expressão de cidadãos americanos e empresas sediadas nos EUA – o que, para aliados de Bolsonaro e de Trump, se aplicam às decisões de Moraes e do Supremo contra o X e outra empresa do bilionário Elon Musk, a StarLink.

SEM DIVULGAÇÃO – Ainda que o Departamento de Estado por ora tenha mantido a posição de não divulgar o nome dos portadores de vistos suspensos sob o novo regramento, a própria gestão Trump fez questão de incensar a percepção de que se trata, de fato, de uma medida direcionada contra Moraes.

Na quinta passada, o perfil oficial da divisão do Departamento de Estado para o Ocidente repercutiu de forma inusual o anúncio de Rubio sobre a restrição dos vistos. No lugar do inglês, a página se posicionou em português ao comentar a medida:

“Que fique claro: nenhum inimigo da liberdade de expressão dos americanos será perdoado”, diz o comentário do perfil. No mesmo dia, o senador republicano Mike Lee, do estado de Utah, agradeceu Rubio e citou nominalmente o ministro do STF. “Esse é um bom primeiro passo em relação a Alexandre de Moraes. A Lei Magnitsky Global deve ser a próxima”, disparou ao defender sanções contra o magistrado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Embora Moraes e outros ministros tentem levar na brincadeira as sanções americanas, o assunto é sério e também estão sob ameaça os ministros que votaram a favor das decisões estapafúrdicas de Moraes, ao pretender que suas ordens fossem cumpridas nos Estados Unidos. (C.N.)


Moraes esnoba os EUA e avisa que o Judiciário brasileiro sabe se defender…

Publicado em 4 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Moraes ironiza saída do TSE: 'Para a tristeza de muitas pessoas'

Moraes foi chamado de “guerreiro” por Cármen Lúica

Ana Pompeu
Folha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça-feira (3) que a Justiça eleitoral tem a defesa da democracia como princípio inflexível. Disse também que o Judiciário brasileiro saberá se defender de agressões de inimigos nacionais e internacionais.

“É um princípio inflexível do Poder Judiciário, é um princípio inflexível da Justiça Eleitoral defender o Estado Democrático de Direito, pouco importa quais são ou quais serão as agressões, pouco importa quais são ou quais serão os inimigos da democracia, os inimigos do Estado e direito, sejam inimigos nacionais, sejam inimigos internacionais”, disse.

RETRATO NA PAREDE – A declaração foi dada em cerimônia no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para o descerramento do retrato do ministro na galeria dos presidentes da corte, em Brasília. “O país soberano como o Brasil sempre saberá defender sua democracia”, afirmou Moraes.

Os ministros do Supremo Gilmar Mendes, André Mendonça, Flávio Dino, Luis Roberto Barroso, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam a solenidade.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, o senador Rodrigo Pacheco, o ex-presidente Michel Temer (MDB), ministros de tribunais superiores, os ministros José Mucio Monteiro (Defesa), Jorge Messias (AGU), o comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Paiva, também estiveram presentes.

“GUERREIRO” – A presidente do TSE, Cármen Lúcia, também discursou, chamou o colega de guerreiro e disse que o Brasil teve sorte de ter Moraes como presidente durante as eleições de 2022, quando foram evitadas as graves ameaças à democracia no país.

“O Brasil teve a sorte de ter um juiz operante, eficiente, trabalhador, ciente da sua responsabilidade e corajoso para enfrentar com todas as suas forças, tudo que fosse necessário para garantir que aquelas eleições acontecessem como aconteceram”, afirmou Cármen Lúcia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Agora, com os Estados Unidos morrendo de medo, só falta Moraes desafiar a China e a Rússia, decidir anexar as Guianas, Uruguai e Argentina, e decretar que  Copa do Mundo é nossa. (C.N.)


PF apreende bens de investigados por descontos indevidos do INSS em Sergipe

 Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Sede da PF em Brasília04 de junho de 2025 | 10:09

PF apreende bens de investigados por descontos indevidos do INSS em Sergipe

brasil

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quarta-feira (4), dois mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Os mandados judiciais foram autorizados pela 3ª Vara Federal de Sergipe e cumpridos nas cidades de Indiaroba e Umbaúba.

De acordo com a PF, as ordens judiciais têm como objetivo a arrecadação de bens de valor vinculados aos investigados no esquema de descontos indevidos aplicados sobre benefícios do INSS, buscando a recomposição do erário público e a redução dos prejuízos causados pelos autores.

Ainda segundo o órgão, a ação é um desdobramento da operação deflagrada em abril deste ano, que identificou irregularidades relacionadas à cobrança de mensalidades associativas sem autorização válida dos beneficiários.

Na ocasião, foram cumpridos seis mandados de prisão temporária no estado. De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, elas foram expedidas contra dirigentes e integrantes de entidades de classe, como associações e sindicatos, que formalizaram Acordos de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS.

Folhapress

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