quinta-feira, maio 15, 2025

Carla Zambelli critica condenação pelo STF e diz que não sobreviveria na cadeia

Foto: Vinicius Loures /Câmara dos Deputados/Arquivo
A deputada federal Carla Zambelli, condenada a dez anos de prisão pelo STF15 de maio de 2025 | 14:42

Carla Zambelli critica condenação pelo STF e diz que não sobreviveria na cadeia

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A deputada Carla Zambelli (PL-SP) criticou o STF (Supremo Tribunal Federal) por sua condenação a dez anos de prisão em pronunciamento à imprensa e disse que não sobreviveria na cadeia.

Ela afirmou ainda que não há provas para condená-la e cobrou palavra final da Câmara dos Deputados a seu favor.

A parlamentar foi considerada culpada pela Primeira Turma do STF culpada por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e falsidade ideológica. A corte também decidiu que ela deve perder o mandato.

Ainda cabe recurso no STF, e as penas só deverão ser aplicadas após o trânsito em julgado do processo (quando não são possíveis mais recursos). A deputada nega as acusações e diz ser vítima de perseguição política.

“Se acontecer de ter a prisão, vou me apresentar para a prisão. Mas não me vejo capaz de ser cuidada da maneira como eu devo ser cuidada”, afirmou a deputada, que disse sofrer de diversos problemas de saúde, entre os quais depressão. “Eu não sobreviveria na cadeia”.

Um assessor da deputada chegou com uma caixa com uma série de medicamentos e entregou em suas mãos para que tomasse diante das câmeras.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, já havia votado na sexta-feira passada pela condenação, sendo acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Nesta quarta (14), Luiz Fux também votou, formando o placar de 5 a 0.

A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) diz que Zambelli planejou e comandou a invasão aos sistemas institucionais do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com o auxílio do hacker Walter Delgatti Neto, também condenado pela Primeira Turma. O objetivo seria emitir alvarás de soltura falsos e provocar confusão no Judiciário.

“Seria muita burrice e não colocaria mandado em risco por uma brincadeira sem graça”, disse a parlamentar ao negar a acusação nesta quinta.

Ela disse ainda que Delgatti muda a sua versão dos fatos a cada depoimento prestado e defendeu Jair Bolsonaro (PL), dizendo que o ex-presidente não tem qualquer ligação com o caso da invasão ao sistema do CNJ.

“A própria Policia Federal nomeia ele [Delgatti] como um mitômano. A gente percebe que tem versão que eu daria um emprego para ele, tem versão que é o [ex-]presidente que daria emprego, tem versão que ele receberia dinheiro. O advogado diz agora que ele fez isso por vaidade” disse ela.

“Jair Messias Bolsonaro não tem nenhuma relação com esse caso, até porque eu não tenho nenhuma relação com esse caso.”

Zambelli, que já disse à Folha ter se sentido abandonada pelo ex-presidente, voltou a mencionar o tema nesta quinta. “Não me sinto abandonada, porque não esperava ser acolhida. Na minha situação não esperava ser acolhida”, afirmou.

Ela também disse que a família Bolsonaro já a procurou, mas que não falou com o ex-presidente desde a condenação.

A denúncia

De acordo com a Procuradoria, Delgatti conseguiu invadir o sistema do CNJ por meio de credenciais de outros funcionários do órgão e, em 4 de janeiro de 2023, incluiu três alvarás de soltura falsos.

O hacker ainda inseriu no Banco Nacional de Mandados de Prisão um mandado de detenção preventiva falso contra Alexandre de Moraes por “organização criminosa”.

As invasões ocorreram no contexto da disputa eleitoral entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no fim de 2022.

Em depoimento à PF, Delgatti confessou que invadiu o sistema do CNJ e incluiu o falso mandado de prisão contra Moraes.

O caso foi investigado pela Polícia Federal em 2023, quando se tornou público que o hacker Delgatti tinha se aliado a Bolsonaro para planejar ações contra as urnas eletrônicas.

A principal interlocutora de Delgatti no bolsonarismo era Carla Zambelli. Dados de transações financeiras entregues à PF pelo hacker mostram que pessoas próximas à deputada repassaram R$ 13,5 mil a ele —o que, para a PGR, sinaliza possível pagamento para os serviços contra o CNJ.

Em março, o STF já havia formado maioria para condenar Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto e à perda de mandato por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. O julgamento foi suspenso devido a um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques.

O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) também decidiu em janeiro cassar o mandato de Zambelli, por desinformação eleitoral no contexto da eleição de 2022. Mas os efeitos da decisão só passariam a ser válidos após o esgotamento dos recursos.

Nesta semana, em meio à disputa entre o STF e a Câmara dos Deputados sobre o processo contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) na trama golpista, parlamentares passaram a discutir uma retaliação ao Judiciário por meio do caso Zambelli.

Gustavo Zeitel, Folhapress 

Policial acusado por trama golpista falou em cortar cabeça de Moraes e matar meio mundo

 Foto: Antônio Augusto/STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes é citado em áudios de policial federal acusado de planejar um golpe de Estado contra Lula15 de maio de 2025 | 16:00

Policial acusado por trama golpista falou em cortar cabeça de Moraes e matar meio mundo

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O policial federal Wladimir Soares disse em áudio que fazia parte de uma equipe de operações especiais para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Presidência da República em ação que iria “matar meio mundo de gente”.

A gravação foi encontrada pela Polícia Federal entre os arquivos do celular de Wladimir apreendido pelos investigadores desde novembro. O policial está preso sob acusação de participar da trama golpista de 2022 para impedir a posse de Lula (PT) na Presidência.

Em um dos áudios, Waldimir conta ao advogado Luciano Diniz que um grupo armado do qual fazia parte estava pronto para dar um golpe de Estado assim que o então presidente Bolsonaro assinasse um decreto intervindo contra o resultado das eleições presidenciais.

“Eu estive lá também, né, Lu, eu posso falar para você aqui no privado, morre aqui, eu fiz, eu ia, nós fazíamos parte, fazemos, né, de uma equipe de operações especiais que estava pronta para defender o presidente armado, sabe, e com poder de fogo elevado para empurrar quem viesse à frente”, diz o policial.

Wladimir afirma na gravação que a ação foi abortada porque Bolsonaro foi “traído dentro do Exército”. “Os generais foram lá e deram a última forma, disseram que não iam mais apoiar ele, ou seja, foram na realidade o PT pagou para eles, comprou esses generais”.

“A gente ia com muita vontade, a gente ia empurrar meio mundo de gente, pô, matar meio mundo de gente, tava nem aí já, cara”, diz Wladimir.

O policial também defendeu que a cabeça do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), fosse “cortada” e chamou Bolsonaro de frouxo por não ter enfrentado o tribunal até o fim.

“O Alexandre de Moraes realmente tinha que ter tido a cabeça cortada quando ele impediu o presidente de colocar um diretor da Polícia Federal, né, o Ramagem. Tinha que ter cortado a cabeça dele, era ali, você tá entendendo? Mas não fez, foi frouxo, entende, cara? E tentou fazer tudo direitinho, quatro linhas, não sei o que e só se ferrou.”

A gravação do policial federal intercala notícias falsas com conspirações relacionadas à terceira gestão de Lula (PT) na Presidência da República. Ele diz que Moraes tinha um acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para derrubar o petista do Palácio do Planalto.

Wladimir ainda diz que Bolsonaro deixou o país e viajou aos Estados Unidos às vésperas da posse de Lula porque Moraes emitiria um mandado de prisão contra o ex-presidente.

Para a Polícia Federal, as novas provas obtidas contra Wladimir Soares reforçam que o policial foi “arregimentado e integrou a organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado e abolir violentamente o Estado Democrático de Direito em 2022”.

“O indiciado admitiu em mensagem de áudio que integrava uma equipe de operações especiais, que estava pronta para defender o então presidente Jair Bolsonaro, com um poder de fogo elevado para, em suas próprias palavras, ‘empurrar quem viesse à frente’”, diz a PF no relatório enviado ao Supremo.

Wladimir foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por participação na trama golpista. Ele foi incluído no núcleo composto por militares que, segundo a acusação, iniciaram ações para assassinar o ministro Alexandre de Moraes.

A Primeira Turma do STF decide na próxima terça-feira (20) se recebe ou rejeita a denúncia contra Wladimir e os militares acusados pela trama golpista. A tendência é que os ministros acolham a acusação, transformando os denunciados em réus.

Cézar Feitoza, Folhapress

Ministro da Previdência bate boca com Moro por denúncia de fraude no INSS em 2020

 Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Arquivo

O ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT)15 de maio de 2025 | 17:40

Ministro da Previdência bate boca com Moro por denúncia de fraude no INSS em 2020

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O ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT), e o senador Sergio Moro (União Brasil-AP), ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL), bateram boca nesta quinta-feira (15) durante audiência na Comissão de Fiscalização do Senado por conta de uma denúncia de fraude no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2020.

“Um servidor, em 2020, denunciou à Polícia Federal que havia descontos indevidos, que havia fraude. Essas denúncias foram feitas em 2020, senador. Parece que Vossa Excelência era o ministro da Justiça nessa época. Vossa Excelência fez alguma coisa para coibir essas fraudes?”, questionou Wolney.

“Os fatos nunca foram informados a mim como foram informados a Vossa Excelência expressamente na reunião lá em 2023. Se alguém se omitiu aqui foi Vossa Excelência nessa apuração”, retrucou Moro.

Reportagem da TV Globo afirma que um funcionário da direção central do INSS procurou a Polícia Federal em setembro de 2020 depois de ter recebido ameaças de morte. A investigação da PF sobre as denúncias de irregularidades foi encerrada em 2024 sem nenhum indiciamento.

Momentos após o embate com Wolney, Moro disse que já tinha deixado o Ministério da Justiça em setembro de 2020 —o ministro deixou o cargo em abril daquele ano e acusou Bolsonaro de tentar intervir na Polícia Federal.

Durante a sessão, senadores de oposição cobraram o apoio de governistas para a abertura de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre o INSS.

O ministro disse que é “pessoalmente” a favor da comissão, mas teme que isso atrapalhe as investigações ou atrase o ressarcimento das vítimas.

“Eu também, pessoalmente, sou a favor da CPMI, porque acho que a sociedade merece essa resposta por parte do Parlamento. Porém, não devo me imiscuir numa questão que é de atribuição… [do Congresso]. Eu disse que eu tenho medo de que, instalada uma CPMI, ela possa vir a ser palco político, de que ela possa atrasar o ressarcimento, de que ela possa atrapalhar as investigações”, afirmou.

O líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), afirmou que vai assinar o requerimento. Já o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), reagiu à provocação do bolsonarista Eduardo Girão (Novo-CE) e disse que o vento vai “mudar de lado e vai ficar claro quem montou esse trambique”.

“Esta Casa não tem a estrutura que a Polícia Federal e os órgãos de controle têm para fazer a pesquisa […] e vamos fazer palco em cima do que a Federal [levantou]. Eu não assinei [a CPMI], mas talvez eu assine, porque esse vento vai mudar de lado e vai ficar claro quem montou esse trambique aí”, disse Wagner.

Thaísa Oliveira/Folhapress

Moraes será relator da ação para levar caso Ramagem ao plenário do Supremo Tribunal Federal

 Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)15 de maio de 2025 | 18:00

Moraes será relator da ação para levar caso Ramagem ao plenário do Supremo Tribunal Federal

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi escolhido o relator da ação apresentada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), contra a decisão que suspendeu só parte do processo contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) pela trama golpista.

O novo relator foi sorteado nesta quinta-feira (15) por prevenção, ou seja, por relatar os processos que tratam de tema semelhando, no caso, o da tentativa de golpe de Estado.

A ação aberta por Motta deve ser rejeitada e o assunto já está pacificado no Supremo, segundo três ministros e três auxiliares ouvidos pela reportagem.

O presidente da Câmara, de acordo com esses ministros, precisava dar um recado para dentro do Legislativo de que está disposto a defender as prerrogativas dos parlamentares, independentemente da coloração partidária.

Três dias depois de a Primeira Turma do tribunal formar unanimidade pela derrubada de uma manobra da Câmara dos Deputados a favor do parlamentar, o presidente da Casa reagiu e anunciou a ação para levar o caso ao plenário.

O STF barrou na última semana resolução aprovada pelos parlamentares que suspenderia a ação penal sobre a trama golpista e que poderia beneficiar outros réus além de Ramagem, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em rede social, na terça-feira (13), Motta afirmou que ingressou com uma ação “para que prevaleça a votação pela suspensão da ação penal contra o deputado Delegado Ramagem”.

“Por meio de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), a ser julgada pelo plenário do STF, esperamos que os votos dos 315 deputados sejam respeitados. A harmonia entre Poderes só ocorre quando todos usam o mesmo diapasão e estão na mesma sintonia”, disse.

Motta pede, na ação, que o plenário do STF analise o caso e decida pela “integral suspensão, exclusivamente em relação ao deputado federal acusado, da tramitação da Ação Penal n. 2.668/2025 e da prescrição até o término de seu mandato”.

Para o presidente da Câmara, a decisão da Turma é uma ofensa aos preceitos fundamentais previstos na Constituição. Isso porque o Supremo teria invadido a competência da Casa e comprometido a harmonia entre os Poderes ao restringir a suspensão do processo contra Ramagem somente pelos crimes de dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

Motta defende na ação que cabe à Câmara “definir a extensão a ser dada no caso concreto”. Por essa tese, o Supremo não poderia limitar a atuação da Casa mesmo com os impedimentos previstos na Constituição.

“A imunidade parlamentar tutela o próprio Parlamento como instituição essencial e imprescindível ao Estado democrático de Direito diante de eventuais arbitrariedades dos demais Poderes, de modo que não caberia a esses impor ao Parlamento sua última palavra quando está em questão a própria proteção das Casas Legislativas diante das demais instituições estatais”, diz.

Ministros do Supremo, no entanto, avaliam que Hugo Motta fez um gesto interno à Casa ao entrar com a ação.

Outra avaliação é de que a decisão pela nova ação à corte pode ser entendida como um teste sobre o possível espaço no Supremo para esse tipo de questionamento como forma de observar se haveria um caminho de interferência nos casos dos demais réus.

Ramagem foi tornado réu com outros seis envolvidos, incluído no chamado núcleo central da trama para impedir a posse de Lula (PT). No mesmo grupo está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante a sessão do plenário de quarta (14), o ministro Flávio Dino afirmou que a decisão da Primeira Turma não afronta a separação entre os Poderes.

Segundo o magistrado, se o tribunal fosse impedido de analisar medidas de outros Poderes, haveria uma “dissolução” da República, tendo em vista a competência do Supremo para o controle jurisdicional dos atos públicos.

TikTok envia carta de diálogo para Brasil após críticas de Lula e Janja em jantar com Xi Jinping

 Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

O líder da China, Xi Jinping, recebe o presidente Lula (PT) no país15 de maio de 2025 | 19:10

TikTok envia carta de diálogo para Brasil após críticas de Lula e Janja em jantar com Xi Jinping

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O TikTok enviou uma carta ao governo brasileiro dizendo que tomou conhecimento da conversa de Lula e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, com o líder chinês Xi Jinping e que está à disposição para dialogar sobre sua atuação no país.

Na conversa e depois em uma entrevista, o presidente brasileiro defendeu com veemência a regulamentação das plataformas no país, incluindo o TikTok.

A mensagem da rede foi enviada por email para o Itamaraty. O chanceler Mauro Vieira já comunicou o presidente sobre a iniciativa da empresa.

O alerta à sede do TikTok na China foi dado pela filial brasileira da empresa, que acompanhou as repercussões das falas de Lula e Janja no Brasil.

A rede social esteve no centro da celeuma causada pelo vazamento do diálogo em que o casal presidencial questionou suas práticas no Brasil.

Relatos publicados pelo site G1 afirmando que Janja provocou “um climão” e constrangimento ao abordar o assunto no jantar oferecido por Xi Jinping a Lula provocou uma crise no governo. O presidente considerou o vazamento inadmissível e desleal, e reclamou com seus próprios ministros do que considerou um ataque à primeira-dama.

Em uma entrevista antes de embarcar da China para o Brasil, Lula afirmou aos jornalistas que não houve climão algum na conversa. E disse que a iniciativa de puxar o assunto foi dele.

“Perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança dele para a gente discutir a questão digital, e sobretudo o TikTok”, disse.

A primeira-dama então, segundo o petista, teria pedido a palavra “para explicar o que está acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e contra as crianças”.

Janta relatou ao líder chinês o caso de uma menina de oito anos morreu no Distrito Federal após participar do chamado desafio do desodorante, que vem circulando na rede social TikTok. Sarah Raíssa Pereira inalou o gás de um desodorante aerossol durante a realização do desafio e teve uma parada cardiorrespiratória.

Xi Jinping, segundo Lula, “disse uma coisa que era o óbvio, [que] o Brasil tem o direito de fazer a regulamentação”.

“Ainda bem que estava o [deputado federal] Elmar [Nascimento] e o [presidente do Senado] Davi [Alcolumbre] [no jantar] porque nós temos que regulamentar [a atuação das plataformas]. Não é possível a gente continuar, sabe, com as redes digitais cometendo os absurdos que cometem e a gente não ter a capacidade de fazer uma regulamentação”.

Mônica Bergamo/Folhapress

TV Globo esqueceu de comemorar crimes e fraudes que Roberto Marinho cometeu


TV Globo 60 anos

Celebração dos 60 anos da Globo foi mesmo sensacional

Carlos Newton

No dia 26 de abril passado, a TV Globo do Rio comemorou em grande estilo seus 60 anos de existência.

Mas prefere esquecer outro importante aniversário de 60 anos, que vai transcorrer dia 27 de maio, quando em 1965 o então presidente ditatorial Castelo Branco aprovou a portaria 163 do Conselho de Telecomunicações (Contel), que ilegalmente passou ao controle de Roberto Marinho a concessão do canal 5 de São Paulo, que fora outorgada à empresa Rádio Televisão Paulista S/A.

Na verdade, não faltaram ilegalidades na vitoriosa carreira do consagrado jornalista carioca, filho de Irineu Marinho, que assumiu a direção de O Globo com a morte do pai e criou o um dos maiores conglomerados de comunicação da América Latina.

CRIMES COMPROVADOS – A série de crimes e fraudes que Roberto Marinho cometeu foi inteiramente comprovada na Justiça, mas o empresário carioca jamais sofreu condenação, devido a sua participação direta no golpe que derrubou o presidente João Goulart, assim como sua atuação depois, durante o regime militar.

Sua dedicação aos governantes ditatoriais chegou a tal ponto que há alguns anos seus três filhos – Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto – fizeram uma confissão de culpa numa edição especial de O Globo, em que reconheceram os erros cometidos pelo pai ao apoiar a ditadura.

Essa dedicação total aos militares teve um preço que Marinho cobrou, ao construir uma fortuna colossal, que levou seus três filhos a constarem entre os “empresários” mais ricos do mundo.

VERDADEIRO DONO – Sem a TV Paulista, que usurpou logo no início do regime militar, Marinho não teria a mesma facilidade para erguer seu império. O verdadeiro dono era o então deputado Ortiz Monteiro, do PTB de São Paulo, que não teve como enfrentar Marinho e muito o temia.

Somente após a morte de Ortiz Monteiro é que seus herdeiros entraram na Justiça contra Roberto Marinho e a TV Globo. O processo reconheceu as ilegalidades e fraudes cometidas, mas a Justiça foi favorável a Marinho pois os magistrados também sempre temeram enfrentá-lo.

No entanto, até hoje o processo administrativo não terminou no Ministério das Comunicações, porque foram encontradas novas provas dos crimes, que podem até propiciar a reabertura da ação judicial.

EMPRESA QUE SUMIU – Em decorrência desse processo administrativo, diversos órgãos do governo federal devem analisar proximamente documentos obtidos na Junta Comercial do Rio de Janeiro e que, em 3 de fevereiro de 2022, geraram a seguinte manchete na Tribuna da Internet:

“Acredite, se quiser! Empresa com capital de R$ 10 mil rendeu à Globo US$ 2,8 bilhões em 5 anos”. Hoje, seria uma fortuna superior a R$ 15 bilhões.

Era a empresa GME Marketing Esportivo Ltda., então, dirigida por mais do que competentes ex-funcionários do chamado Grupo Globo. A GME, que negociava contratos com a CBF, e Fifa e patrocinadores da Copa do Mundo, estrategicamente desapareceu do mapa. Mas não conseguiram apagar suas digitais.

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P.S.
 – Aguardem novas informações aqui na Tribuna da Internet. Até porque certas notícias sobre a Organização Globo só saem aqui mesmo… (C.N.)

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