quarta-feira, maio 14, 2025

Bolsonaro vê ‘game over’ se condenado no STF e diz que não chamaria Moraes de canalha mais uma vez

 Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)14 de maio de 2025 | 15:35

Bolsonaro vê ‘game over’ se condenado no STF e diz que não chamaria Moraes de canalha mais uma vez

brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira (14) que, se for condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sob a acusação de integrar a trama golpista de 2022, é “game over”, por não ter mais para onde recorrer.

Bolsonaro, que tem um histórico de ataques e críticas à corte, disse ainda que não fica feliz em desgastar o Supremo. E adotou um tom ameno ao se referir ao STF, em diferentes momentos da entrevista ao UOL.

O ex-presidente chegou a dizer que se arrepende de ter chamado o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de “canalha” em 2021, o que classificou como desabafo.

“Não tem para onde recorrer mais ali. Se eu for condenado, pronto, acabou, é ‘game over’. Vamos ver como vai ser, se vai ter reação da população”, disse. “Estou com 70 anos. Pode até achar que estou com uma cara de bom, mas a carcaça tem 70 anos. Não aguento disputar uma eleição daqui a oito, dez anos. Não dá mais”, completou.

“Não fico feliz em desgastar o Supremo. Se fazem pesquisa sobre a popularidade do Supremo, está abaixo do Legislativo, quem diria. Não entendo por que essa perseguição brutal em cima de mim”, completou.

Em outro momento, ele disse o que faria diferente, caso voltasse ao governo: deixaria militares restritos ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional), no Palácio do Planalto, e teria relações com o STF.

“Hoje a gente voltaria muito melhor. Até a relação com o STF, tem que ter relacionamento, ponto final. Por mais que tenhamos arestas com alguns”, disse.

Questionado se se arrepende de ter chamado Moraes de canalha durante evento de 7 de setembro de 2021, Bolsonaro disse: “Não falaria de novo aquilo [canalha]. Mas ele realmente… Se não me engano, foi logo após o Ramagem. Foi desabafo, [mas] não falaria mais”.

Bolsonaro manteve durante a entrevista o discurso de não anunciar nenhum tipo de sucessor para as eleições de 2026. Quando questionado sobre o prazo para que governadores se desincompatibilizassem do cargo para disputar a eleição, em abril, disse que ainda falta muito.

Foi elogioso a Tarcísio de Freitas (Republicanos), chefe do Executivo em São Paulo, mas não o apontou como sucessor.

O ex-presidente também minimizou encontro que teve com o general Mario Fernandes no Palácio da Alvorada no fim do seu governo. Fernandes está preso sob a acusação de ter planejado o assassinato de Lula (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e de Moraes, em plano que ficou conhecido como Punhal Verde e Amarelo.

Bolsonaro disse que no final de 2022 muitos iam vê-lo para prestar solidariedade, ver como ele estava de saúde, e que a Polícia Federal precisa ouvir depoimento do general para questionar sobre o plano —que poderia ser um “roteiro de novela, filme, algo qualquer”, minimizou o ex-presidente.

Sobre o seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, que fez delação premiada, evitou dizer se ele mentiu às autoridades, mas afirmou que foi torturado e alvo de “pau de arara do século 21”. O termo foi utilizado para cunhar uma forma de tortura da ditadura militar.

O ex-presidente é defensor deste período da história e já chegou a chamar o coronel Brilhante Ustra, notório torturador do regime, de herói nacional.

“Pode fazer delação nessa circunstância? Não, até Lava Jato falou que [é] pau de arara do século 21. Isso foi feito com Cid. Delação subentende o quê? Espontaneidade, verdade e prova. Deixou de existir na delação do Cid. Ele foi torturado, não vou falar que ele mentiu”, afirmou.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo em abril, Bolsonaro foi questionado se uma eventual prisão significaria o fim da sua carreira política e disse: “É o fim da minha vida. Eu já estou com 70 anos”. Bolsonaro é acusado de cinco crimes, cujas penas somadas superam 40 anos.

No final de março, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu, por unanimidade, a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) e tornou réus Bolsonaro e outros sete acusados de integrar o núcleo central da trama golpista de 2022.

A decisão do Supremo abre caminho para julgar o mérito da denúncia contra o ex-presidente até o fim do ano, em esforço para agilizar o julgamento e evitar que o caso seja contaminado pelas eleições presidenciais de 2026.

O recebimento da denúncia também impacta a situação política de Bolsonaro, declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2023. Com o avanço no Supremo do processo que pode levá-lo à prisão, aliados do ex-presidente se dividem sobre a antecipação da escolha de um candidato para a corrida eleitoral do próximo ano.

A entrevista agora ao UOL se dá em meio a um imbróglio entre a Câmara dos Deputados e o STF. Na véspera, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu à decisão do Supremo de derrubar a manobra da casa a favor do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), e que beneficiaria outros réus, como Bolsonaro.

Motta anunciou uma ação para levar o caso ao plenário da corte. Em rede social, afirmou que ingressou com uma ADPF “para que prevaleça a votação pela suspensão da ação penal contra o deputado Delegado Ramagem”.

Em paralelo, integrantes da cúpula da Câmara dos Deputados dizem que a Casa deve avançar com a PEC (proposta de emenda à Constituição) que limita decisões monocráticas de ministros do STF em uma resposta política à corte.

A PEC foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa em outubro do ano passado. Ela fazia parte de pacote que mirava a atuação do STF, diante da insatisfação de parlamentares com a decisão da corte em suspender a execução de emendas parlamentares.

Oriunda do Senado, a proposta restringe o poder de os magistrados do tribunal derrubarem por decisão monocrática (individual) leis aprovadas pelo Congresso.

Marianna Holanda/Folhapress

Bolsonaro admite possibilidade de corrupção no INSS em seu governo e defende investigação

 Foto: Pedro França/Agência Senado/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)14 de maio de 2025 | 16:05

Bolsonaro admite possibilidade de corrupção no INSS em seu governo e defende investigação

brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu a possibilidade de ter havido corrupção no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) durante o seu governo, e defendeu que haja investigação sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

A declaração foi feita durante defesa da instalação de CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), formada por deputados federais e senadores, sobre o tema no Congresso. A oposição, nesta semana, protocolou pedido de abertura da comissão.

“Nós da direita assinamos [a CPMI]. PT, PSOL, PDT, ninguém assinou a CPMI. Vamos investigar. Não tem como falar corrupção zero. Pode até buscar, como zero absoluto, [mas] não tem como chegar lá. Agora explodiu [o número de casos] no governo Lula”, afirmou, em entrevista ao UOL.

Questionado se considera que pode ter ocorrido irregularidade antes, ele disse ser “possível”. “E vai investigar. Se por ventura alguém do meu governo fez algo de errado, pague, ponto final”, disse.

A investigação da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União) sobre fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS aponta ter havido desvio de dinheiro por meio da adesões de aposentados sem consentimento e falsificação de assinaturas.

As apurações começaram em 2019, mas as irregularidades começaram ainda durante o governo de Michel Temer (MDB).

Entre 2019 e 2024, a soma dos valores descontados de benefícios do INSS chega a R$ 6,3 bilhões, mas ainda será apurado qual porcentagem é ilegal, segundo a Polícia Federal.

Os descontos de associações sobem desde 2019, mas o aumento atípico após 2022 —com movimentações no Congresso que impediram regras mais duras para esses débitos— chamou a atenção.

Segundo a auditoria, sindicatos e associações cadastravam indevidamente aposentados e pensionistas e passavam a aplicar descontos em seus benefícios diretamente da folha de pagamentos.

Muitas vezes, o desconto indevido não era percebido, pois os beneficiários não tinham acesso ao Meu INSS para consultar o extrato mensal de pagamentos. Além disso, os descontos apareciam no extrato em meio a outros abatimentos, como o de empréstimos consignados e do Imposto de Renda, por exemplo, para quem está acima do limite de isenção.

O requerimento para a abertura da CPMI foi apresentado com a assinatura de 36 senadores e 223 deputados federais —número superior ao mínimo exigido de 27 e 171, respectivamente. Apesar disso, a instalação da comissão ainda depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Parlamentares de oposição afirmam que vão procurar Alcolumbre nos próximos dias para tratar do tema. O requerimento precisa ser lido em sessão do Congresso Nacional —prevista, até o momento, para dia 27 deste mês.

Um dos argumentos de parlamentares críticos à instalação da comissão é de que já há investigação da PF sobre o caso, e se o Congresso se envolver, pode acabar atrapalhando as apurações.

Além disso, dizem que se as irregularidades começaram no governo Temer, podem envolver integrantes do governo até da oposição e que isso não seria do interesse deles. Algo que agora Bolsonaro diz não importar.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu sinais nos bastidores de que não gostaria de entrar no assunto e alegou haver uma lista de CPIs na Casa com o número mínimo de assinaturas —o regimento interno prevê o funcionamento simultâneo de até cinco CPIs; a do INSS seria a 13ª da fila.

Marianna Holanda/Folhapress

Gafe sobre TikTok com Jinping mostra que “Janja, calada, seria uma poetisa”


REPÓRTER DA GLOBO QUIS POLEMIZAR SOBRE JANJA EM PEQUIM E LULA RESPONDEU NA  HORA | Cortes 247Nelson de Sá
Folha

Uma fala inoportuna da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, causou constrangimento durante encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder chinês, Xi Jinping.

Janja teria comentado com Xi sobre efeitos nocivos do TikTok, plataforma chinesa de vídeos curtos, que impactariam sobretudo crianças e mulheres no Brasil. Ainda não está claro a quais efeitos ela se referia.

LULA SE EXPLICA – Em entrevista coletiva no fim de sua viagem a Pequim, Lula negou ter havido desconforto. “Eu perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança para a gente discutir a questão digital – sobretudo o TikTok”, disse Lula. “E aí a Janja pediu a palavra para explicar o que está acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e as crianças.”

A Folha confirmou com duas pessoas, uma da comitiva brasileira em Pequim e outra junto à parte chinesa, que a intervenção de Janja gerou incômodo entre os chineses.

“Se o ministro estivesse incomodado, ele deveria ter me procurado e pedido para sair [da reunião]”, afirmou Lula sobre o suposto climão. O presidente não deixou claro a qual autoridade se referia.

VAZAMENTO ESTRANHO – Segundo Lula, além das autoridades chinesas, só estavam presentes no encontro seus ministros, além do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e do deputado Elmar Nascimento (União-BA). O presidente disse ainda achar estranho que a conversa tenha sido vazada. “Alguém teve a pachorra de contar uma conversa que aconteceu em um jantar e que era muito pessoal e confidencial”, afirmou Lula.

Segundo o presidente, a resposta de Xi foi a de que o Brasil tem o direito de fazer a regulamentação das redes. “Não é possível a gente continuar com as redes sociais cometendo os absurdos que cometem, e a gente não ter a capacidade de fazer uma regulamentação.”

De acordo com o presidente brasileiro, Xi se comprometeu a enviar uma pessoa para discutir a regulamentação das redes no Brasil. Pequim não se manifestou sobre o conteúdo da conversa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Janja é uma alpinista social, que gosta de aparecer e se exibir, não tem senso crítico, se comporta de forma vulgar e importuna. Lula da Silva, o socialista refinado, piorou muito depois que se casou com ela, que não entende o comportamento da primeira-dama, apesar de ser apenas a terceira, e de terceira classe(C.N.)

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Vídeo mostra juiz furtando peça sacra em Tiradentes; TJ-RJ decidiu por aposentadoria compulsória.

TJ/RJ aposenta juiz acusado de furtar peça sacra em Tiradentes

A decisão foi aprovada por 16 dos 21 desembargadores que compõem o colegiado.

Abra o Link e leia a matéria completa

https://www.migalhas.com.br/quentes/430282/tj-rj-aposenta-juiz-acusado-de-furtar-peca-sacra-em-tiradentes 

Nota da redaçao deste Blog -  Corrupção e Impunidade: A Epidemia que Contamina Até o Judiciário

A coisa está avacalhadora. Não tem outro nome. A corrupção deixou de ser apenas uma mazela dos políticos de sempre e agora tomou o Judiciário de assalto. Sim, até aqueles que deveriam ser os guardiões da Justiça se tornaram cúmplices – ou pior, protagonistas – de escândalos vergonhosos. O que antes chocava agora virou rotina. Tornou-se uma praga, uma epidemia que ameaça corroer de vez o que restava de confiança nas instituições.

O caso mais recente é revoltante. Um juiz, isso mesmo, um magistrado, foi flagrado furtando uma peça sacra em Tiradentes, Minas Gerais. Um gesto mesquinho, criminoso e indigno. E qual foi a punição exemplar que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aplicou? Demissão? Processo criminal? Prisão? Nada disso. A solução encontrada foi "aposentadoria compulsória". Um prêmio disfarçado de castigo. Um empurrão confortável para fora da toga, com o bolso cheio do dinheiro público.

É esse o incentivo que move a engrenagem da impunidade. Enquanto o cidadão comum, o "enjoado da fila do SUS", paga caro por um erro ou deslize, o juiz corrupto se aposenta com salário integral, benefício vitalício e nenhuma vergonha na cara. A balança da Justiça está quebrada, e os pesos não são os mesmos para todos.

No Brasil, parece que o único risco real para quem comete crime de colarinho branco é cair em desgraça com o grupo político errado. Do contrário, é só esperar a aposentadoria premiada ou um cargo de confiança no próximo governo. E assim seguimos, entre escândalos abafados, investigações engavetadas e sentenças que não chegam.

É disso para pior. Quando a justiça perde a vergonha, o crime perde o medo. A corrupção deixa de ser exceção e vira norma. E a maior banalidade de todas passa a ser essa farsa de "punição" para quem, em qualquer outro canto do mundo civilizado, estaria atrás das grades.

Enquanto isso, o povo assiste, descrente e indignado. Mas será que vamos continuar só assistindo?

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