terça-feira, maio 13, 2025

Corrupção, crime e câmbio são problema para investir no Brasil, diz integrante do governo Trump

 Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo

Donald Trump13 de maio de 2025 | 06:51

Corrupção, crime e câmbio são problema para investir no Brasil, diz integrante do governo Trump

economia

O enviado especial para América Latina do governo Donald Trump, Mauricio Claver-Carone, afirmou nesta segunda-feira (12) que o Brasil tem três problemas para atrair investimentos dos Estados Unidos: câmbio, corrupção e crime.

A declaração foi dada durante jantar do grupo Esfera, que reuniu autoridades brasileiras em Nova York. Carone está de saída do cargo do governo para se dedicar à atividade privada, mas falou como representante da gestão Trump.

“Mas só para deixar claro, o que o Brasil precisa fazer para receber mais investimentos dos EUA? O Brasil enfrenta três problemas. E eu vou dizê-los nesta ordem. E se você perguntar a qualquer investidor aqui em Nova York —e quando criei meu fundo, literalmente conversei com todos os principais fundos de investimento— perguntei: ‘O que vocês estão fazendo com isso?’ E eles disseram: ‘Nada, exceto Brasil. Fomos ao Brasil e depois saímos.’ Por quê? Eu os chamo dos três C’s. Mas é o primeiro que é realmente o mais difícil: câmbio”, afirmou.

O segundo ponto crítico é o crime, sobretudo o organizado. O investidor destacou que há disposição da atual administração americana para colaborar com o governo brasileiro no combate a facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.

“Estamos trabalhando muito de perto com o governo atual para enfrentar esse problema”, disse.

Por fim, o terceiro “C” citado é a corrupção. Apesar dos avanços institucionais desde a Operação Lava Jato, o tema ainda pesa na percepção internacional sobre o Brasil. “Mesmo com as melhorias, a reputação construída ao longo dos anos ainda afeta a confiança dos investidores”, afirmou.

Ele também criticou a baixa visibilidade econômica do Brasil no exterior.

“Vocês são a segunda maior economia do Hemisfério Ocidental, mas pergunte a qualquer um em Nova York quem está atrás dos EUA. Vão dizer Canadá ou México. Ninguém responde Brasil”, afirmou, destacando que isso mostra um problema de imagem e comunicação.

Julia Chaib/Folhapress

Motta aguarda posição jurídica da Câmara para definir resposta ao STF no caso Ramagem

 Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados/Arquivo

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)12 de maio de 2025 | 19:16

Motta aguarda posição jurídica da Câmara para definir resposta ao STF no caso Ramagem

brasil

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), espera a conclusão de um estudo da consultoria jurídica da Casa para reagir à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou uma manobra dos parlamentares a favor do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Motta tem dito em conversas reservadas querer agir com responsabilidade para evitar um atrito entre os Poderes, mas ressalta que foram mais de 315 votos a favor da medida que paralisa uma ação penal contra o parlamentar. Por isso, ele busca dar uma resposta aos pares.

O presidente da Câmara deve definir até esta terça-feira (13), quando acaba o julgamento sobre o caso no Supremo, sobre qual será seu posicionamento. Ele está nesta semana nos Estados Unidos e participará, em Nova York, de um fórum de discussões com empresários organizado pelo Lide e de outro preparado pelo Esfera Brasil.

Motta tem sido cobrado, sobretudo pela oposição, a defender a posição do Parlamento no caso.

A Câmara aprovou na semana passada um projeto para suspender a ação penal contra Ramagem na investigação sobre a trama golpista de 2022, abrindo também brecha para tentar atingir todo o processo relativo ao caso e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Foram 315 deputados a favor e 143 contra, numa derrota para o governo Lula (PT), que não conseguiu brecar a matéria. A Primeira Turma do Supremo, porém, derrubou no final de semana os efeitos do projeto, por 5 a 0, a decisão da Câmara.

Os deputados alegam que paralisar a ação é uma prerrogativa deles já que Ramagem é deputado. Os ministros do STF, por sua vez, entendem que esse entendimento só deve ser aplicado quando se trata de crimes cometidos após a diplomação dos parlamentares.

No caso de Ramagem, acusado de ter atuado para impedir a posse de Lula, o crime teria ocorrido antes de ele tomar posse como deputado.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, votou contra a paralisação de toda a ação penal contra o deputado e foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia, em julgamento no plenário virtual da corte.

Deputados bolsonaristas reclamaram da decisão do Supremo. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), foi às redes sociais para cobrar uma resposta de Motta.

“Acaba de ser formada a maioria na Primeira Turma do STF para derrubar parte da sustação aprovada por 315 deputados em plenário. Um ministro está se sobrepondo à vontade de toda a Câmara. Com a palavra, o presidente Hugo Motta. Vai defender a soberania do Parlamento ou assistir calado?”, questionou no X.

Já o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), comemorou o resultado da corte. “STF forma maioria e derruba ‘trem da anistia’. Bolsonaro e seus generais terão que responder por seus crimes. A Câmara não pode trancar a totalidade da ação penal. É ilegal e inconstitucional”, disse.

Julia Chaib/Folhapress

Generais refutam anistia e se afastam de discussão sobre 8 de Janeiro

 Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O comandante do Exército, general Tomás Paiva13 de maio de 2025 | 06:33

Generais refutam anistia e se afastam de discussão sobre 8 de Janeiro

brasil

A cúpula das Forças Armadas decidiu se manter distante das discussões sobre a proposta no Congresso por anistia aos acusados pelos ataques do 8 de Janeiro e pela tentativa de golpe de Estado.

O perdão aos envolvidos pode servir como estímulo à quebra da disciplina e um prêmio aos militares que atacaram os chefes militares, segundo a avaliação de sete oficiais-generais e dois integrantes do Ministério da Defesa ouvidos pela Folha.

A ordem nas Forças é esperar pelos desdobramentos no STF (Supremo Tribunal Federal) e no Congresso Nacional para, só depois, avançar com as medidas internas cabíveis contra os militares condenados.

A avaliação na caserna é que um julgamento com direito ao contraditório e à ampla defesa deverá resultar na condenação de alguns oficiais e na absolvição de outros.

A principal preocupação está com o resultado do processo contra militares acusados de participar de reuniões com o tenente-coronel Mauro Cid em que, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), teriam sido discutidas ações para pressionar os chefes do Exército contrários ao golpe de Estado.

Quatro acusados eram auxiliares de generais do Alto Comando e possuíam boa relação com os chefes. Acredita-se, no Exército, que eles possam ser absolvidos no fim do processo.

Uma anistia ampla e irrestrita, porém, poderia privilegiar o general da reserva Mario Fernandes, acusado de planejar o assassinato de autoridades. O militar enviou mensagens de cunho golpista para o ex-chefe do Exército Freire Gomes no fim de 2022 —uma punição contra Mario só foi evitada pelo receio do comandante sobre a reação que Jair Bolsonaro (PL) poderia ter.

O perdão se estenderia também ao ex-ministro e general da reserva Walter Braga Netto, que orientou ataques contra os comandantes militares; ao tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, suspeito de monitorar o ministro Alexandre de Moraes em ação militar clandestina; e ao coronel José Placídio dos Santos, condenado por incitar a insubordinação do Exército.

A posição discreta e contrária à anistia não afasta a percepção entre oficiais-generais de que as penas impostas pelo Supremo contra os envolvidos nos ataques do 8 de Janeiro são excessivamente altas.

Como a Folha mostrou, a cúpula do Congresso negocia com o STF a apresentação de uma proposta para alterar a Lei de Defesa do Estado democrático de Direito e reduzir as penas das pessoas que participaram da quebradeira na praça dos Três Poderes.

Os comandantes Tomás Paiva (Exército) e Marcos Olsen (Marinha) se encontraram com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nos primeiros meses deste ano.

Os encontros foram considerados visitas de cortesia dos presidentes do Congresso aos chefes militares após tomarem posse nos cargos máximos do Senado e da Câmara.

A conversa do general Tomás com Hugo Motta no QG do Exército foi formal e sem pauta específica. O chefe do Exército ressaltou que havia no Congresso projetos de interesse da Força, em especial uma PEC no Senado sobre previsibilidade orçamentária.

A falta de recursos também foi assunto no encontro do almirante Olsen com Davi Alcolumbre. O senador amapaense visitou a Marinha após a ONU (Organização das Nações Unidas) reconhecer a ampliação do território marítimo brasileiro na Margem Equatorial.

Próxima ao Amapá, a região é rica em Petróleo. A decisão da ONU permite que o Brasil tenha soberania na exploração de recursos naturais na região.

O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, diz que as Forças ficaram constrangidas com o avanço das investigações. Para ele, o mal-estar cresceu à medida em que foram divulgadas novas informações sobre militares envolvidos em conspirações golpistas.

“O que a Justiça decidir, o que o Legislativo decidir, nós respeitamos. Evidentemente, o militar lamenta muito quando vê um colega indiciado. O primeiro sentimento é de constrangimento, e o segundo é de indignação, porque eles comprometeram a imagem de uma instituição que eles sabem que tem que ser preservada”, disse Mucio durante almoço promovido pelo grupo Lide na segunda-feira (5).

A PGR denunciou 24 militares por participação na trama golpista —sete são oficiais-generais do Exército e da Marinha.

Estão entre os denunciados os ex-comandantes da Marinha, Almir Garnier, e do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, além de generais quatro estrelas do topo do Exército, como Augusto Heleno, Braga Netto e Estevam Theophilo.

Apesar do envolvimento de militares de altas patentes, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o Exército foi “vítima” da trama golpista.

“É de ser observado que o próprio Exército foi vítima da conspirata. A sua participação no golpe foi objeto de constante procura e provocação por parte dos denunciados. Os oficiais generais que resistiram às instâncias dos sediciosos sofreram sistemática e insidiosa campanha pública de ataques pessoais, que foram dirigidos até mesmo a familiares”, diz Gonet na denúncia.

Militares de diversas patentes também foram acusados pela Procuradoria por participar do ataque às sedes dos Poderes em 8 de janeiro de 2023. Um deles foi o suboficial da reserva Marco Antônio Braga Caldas, da Marinha, condenado a 14 anos de prisão.

Cézar Feitoza/FolhapressPoliticaLivre

Venda de sentenças no STJ tem esquema muito sofisticado, revela a PF ao Supremo


Cristiano Zanin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

Zanin vai decidir se dará mais prazo para a PF investigar

Rafael Moraes Moura e Malu Gaspar
O Globo

A Polícia Federal pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, para prorrogar por mais 60 dias as investigações de corrupção nos bastidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para a PF, o esquema de venda de sentenças judiciais tem se revelado “consideravelmente mais sofisticado e complexo” do que imaginavam os próprios investigadores.

Antes, a PF via o caso como “atos isolados de compartilhamento de minutas de decisões” envolvendo advogados, lobistas, operadores financeiros, empresários do agronegócio e agentes do Poder Judiciário.

ALTA GRAVIDADE – “Os trabalhos investigativos de análise financeira, ainda em andamento, revelaram indícios de fatos com potencial de alterar a profundidade das hipóteses criminais e, por consequência, com probabilidade de chancelar a competência do Supremo Tribunal Federal para a supervisão do Inquérito Policial”, informou a PF ao STF, ao pedir a prorrogação da apuração por mais 60 dias.

As investigações miram uma rede de lobistas, desembargadores do Mato Grosso e ex-servidores de quatro gabinetes do STJ. O caso tramita sob sigilo no Supremo, sob a relatoria de Zanin, porque há menções a pelo menos um ministro da Corte superior: Paulo Moura Ribeiro.

Os outros gabinetes sob investigação são os dos ministros Isabel Gallotti, Og Fernandes e Nancy Andrighi, o que já provocou constrangimentos e pânico entre integrantes do STJ.

PRORROGAÇÃO – Em março deste ano, Zanin já havia atendido a um pedido da PF para esticar a investigação por mais 45 dias. À época, a corporação pediu o esticamento do prazo de investigação para concluir o trabalho de análise do material recolhido nas operações de busca e apreensão, além dos relatórios de inteligência financeira que apontaram movimentações bancárias suspeitas de uma série de alvos da investigação.

Conforme informou o blog, os investigadores já descobriram que o motorista João Batista Silva recebeu entre 2019 e 2023 um total de R$ 2,625 milhões de uma empresa de propriedade do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, pivô do escândalo que abalou o STJ.

As cifras na conta do motorista chamam a atenção não só pelos valores depositados ao longo de cinco anos, mas também pelo fato de Batista ter sido beneficiário do auxílio emergencial federal criado na época da pandemia do coronavírus para ajudar pessoas de baixa renda.

CASAL PRESO – Andreson e a mulher dele, a advogada Mirian Ribeiro Rodrigues, estão no centro da investigação. Ele está preso na penitenciária federal de Brasília; ela, em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica.

Uma das hipóteses cogitadas pela Polícia Federal é a de que Andreson promovia lavagem de dinheiro por meio de transferências para “contas de passagem” de pessoas físicas e jurídicas interpostas, além de saques e entrega de dinheiro em espécie.

Agora, o delegado de polícia federal Marco Bontempo sustenta que, “diante da gravidade dos fatos criminosos já postos e os que estão com potencial de serem postos”, a Polícia Federal também solicita a prorrogação das medidas cautelares impostas por Zanin contra os investigados.

PLENÁRIO VIRTUAL – No caso de Andreson, o plenário virtual do Supremo derruba nesta segunda-feira o recurso da defesa do lobista para que ele deixe a penitenciária federal e vá para a prisão domiciliar. Até a publicação deste texto, três dos cinco ministros da Primeira Turma do STF já haviam votado contra o recurso.

“Há nos autos consideráveis elementos apontando no sentido de que Andreson de Oliveira Gonçalves tinha função decisiva de comando e ingerência no contexto de suposto esquema de venda de decisões judiciais e de informações processuais privilegiadas, que envolveria, em tese, intermediadores, advogados e servidores públicos”, escreveu Zanin em seu voto. “Sua atuação é demonstrada de forma veemente nos autos, revelando-se bastante indiciária sua função central no suposto comércio de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É a lama, é a lama, diria Tom Jobim, torcendo para que essas investigações cheguem até o final protegendo, para limpar a Justiça com a quantidade necessária de alvejantes, que deve alcançar algumas toneladas. (C.N.)

Decisão de Tarcísio mostra que ele pode tentar o Planalto nas eleições de 2026


58,9% dos paulistanos aprovam o governo de Tarcísio de Freitas

Sem Bolsonaro na disputa, Tarcísio pode ser o favorito

Gustavo Zucchi
Metrópoles

Caciques do Centrão ficaram com a pulga atrás da orelha após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aumentar o salário mínimo no estado para R$ 1,8 mil – um aumento de 40% em três anos.

Na visão de lideranças do bloco, um aumento dessa magnitude indica que o governador tem planos maiores do que disputar a reeleição em São Paulo em 2026 e que não descarta concorrer à

PRINCIPAL BANDEIRA – Aliados do governador brincam, nos bastidores, que, caso Tarcísio queira, já tem no aumento do salário mínimo sua principal propaganda para enfrentar Lula na disputa pelo Palácio do Planalto no próximo ano.

Tarcísio é visto, nos bastidores, como a principal alternativa na direita a Jair Bolsonaro, que está inelegível até 2030. O governador, porém, nega intenção de concorrer ao Planalto e diz ser candidato à reeleição.

Aliados próximos admitem que dificilmente Bolsonaro conseguirá reverter a inelegibilidade no TSE – e que ainda deve ser condenado e preso no chamado inquérito do golpe antes das eleições.

SERIA FAVORITO – Com isso, Tarcísio seria o favorito do Centrão para a disputa presidencial. Nos bastidores, inclusive, aliados de Bolsonaro reclamam que o governador poderia ajudar mais nas conversas com o STF em prol do ex-presidente.

O aumento do salário mínimo em São Paulo foi anunciado por Tarcísio no final de abril e representa acréscimo de 10% em relação ao valor anterior. Em São Paulo, o montante é 18,84% maior do que o mínimo nacional.

Além de São Paulo, os estados do Paraná, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina têm seus próprios valores para o salário mínimo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O tempo é aliado de Tarcísio, porque em outubro Lula completa 80 anos, que é um baque na vida de qualquer. Hoje, Lula é o político mais velho do mundo, ocupando presidência de país democrático. Na eleição de 2026, ele estará completando 81 anos, a mesma idade que obrigou o americano Joe Biden a jogar a toalha(C.N.)


viso aos navegantes: em política, trair e coçar e só começar

em 12 maio, 2025 7:59

Adiberto de Souza 

Os pré-candidatos às eleições de 2026 devem saber que todo e qualquer entendimento político feito agora pode sofrer mudanças. As conversas de momento visam estreitar as relações e apalavrar a compra dos currais eleitorais. Como sabem que estão sujeitos à traição, os políticos evitam fechar acordos faltando quase dois anos para o pleito. Quem fez isso no passado foi traído. O caso mais emblemático ocorrido em Sergipe foi do advogado Daniel Tourinho. Em 1989, ele desembarcou em Sergipe disposto a se eleger deputado federal. Tinha o apoio do então presidenciável Fernando Collor de Mello, além de muito dinheiro na bagagem para comprar votos. Logo recebeu a adesão de dezenas de lideranças políticas e vivia cantando vitória. Porém, quando as urnas foram abertas o fidalgo teve menos de 15 mil votos, não ficando nem na suplência. Encabulado, Tourinho botou a viola no saco e voltou para o Rio de Janeiro. Em 2018, o então candidato a senador André Moura (União) reuniu em Aracaju cerca de 60 prefeitos e dezenas de lideranças que lhe juraram apoio. Tal qual Tourinho, o distinto também foi traído e perdeu uma eleição tida como certa. Portanto, quem acreditar em promessas de cabos eleitorais corre o risco de morrer na praia, pois trair e coçar e só começar, principalmente na política. Misericórdia!

Pais da criança

O acordo firmado entre a Petrobras e a Unigel para a reabertura da Fafen de Laranjeiras será muito usado pelos políticos sergipanos. Os distintos vão querer ser os pais da criança, garantindo que a petrolífera ouviu os seus apelos para a retomada da produção na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados. Não acreditem neles. A unidade deverá voltar a produzir em outubro porque interessa comercialmente à Petrobras e não porque a direção da estatal atendeu aos apelos dos políticos. Aliás, estes cidadãos adoram aparecer como engenheiros de obras prontas. Creindeuspai!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/aviso-aos-navegantes-em-politica-trair-e-cocar-e-so-comecar/

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Publicado em 10 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Ouvidoria do Senado é comandada por Ciro Nogueira Ra...

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