sábado, dezembro 14, 2024

No Congresso, o legado de Lira e Pacheco é apenas a escuridão

Publicado em 14 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

dois homens conversam contra luz; em segundo plano, vê se guardas com vestimenta ornamentada segurando bandeiras

Falsos líderes empobrecem o Congresso cada vez mais

Maria Vitória Ramos e Bruno Morassutti
Folha

Enquanto a farra das emendas dominou —merecidamente— as manchetes neste mandato, um conjunto de outros retrocessos na transparência mancham a gestão de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco à frente do Congresso Nacional. Faltando menos de dois meses para o fim de seus mandatos, o que fica é um legado de escuridão institucional.

Embora a sociedade cobre com frequência o Executivo —que, mesmo longe da perfeição, está anos-luz à frente dos outros poderes em termos de prestação de contas—, o Legislativo e o Judiciário permanecem como caixas-pretas. Os exemplos que seguem mostram o tamanho do abismo.

LOBBY ABERTO – Num país sem regulamentação ou qualquer informação sobre o lobby, as agendas oficiais são hoje a única janela para fiscalizarmos os conflitos de interesse que corroem os corredores do poder.

Enquanto o Executivo conta com um sistema de monitoramento dos encontros de 10 mil autoridades, como explicamos nesta coluna, o Legislativo não dá nenhuma informação sobre os encontros dos parlamentares com agentes externos. Sem qualquer justificativa legal para defender o indefensável, a presidência da Câmara se limita a alegar que a informação é “inexistente”.

No Executivo, também podemos pedir acesso a atas e vídeos de reuniões com lobistas e materiais entregues por eles, já o Legislativo nada oferece. Como pode a sociedade ser privada de saber o que seus representantes discutem e quem e quais insumos influenciam suas decisões?

NO SIGILO – Para piorar, os pareceres e estudos técnicos que embasam mudanças legislativas passaram a ser classificados como sigilosos. Esse retrocesso joga a sociedade no escuro, privando-nos de entender as justificativas e impactos de leis que moldam nossas vidas.

Foi graças a documentos desse tipo que revelamos, por exemplo, que foi o próprio Ministério da Saúde que pediu o aumento de impostos sobre tanques de oxigênio durante a pandemia de Covid-19.

Outro exemplo gritante: enquanto a Fiquem Sabendo conseguiu, pela primeira vez desde 2003, abrir os gastos do cartão corporativo de todos os ex-presidentes, Lira continua a barrar o acesso a informações sobre gestões passadas da Câmara. Isso acontece mesmo com decisão do Supremo Tribunal Federal estabelecendo que esses dados são de interesse público e não podem ser negados.

VIRAR A PÁGINA – Com a iminente renovação das presidências, há uma oportunidade de virar essa página. Em novembro, as entidades do Pacto pela Democracia lançaram a agenda “Câmara Aberta”, um conjunto de diretrizes para aprimorar o regimento da Casa.

Entre as propostas, estão o fortalecimento das comissões e do colégio de líderes, regras mais claras para a tramitação de medidas provisórias e emendas constitucionais e critérios transparentes para o acesso da sociedade civil.

A opacidade não prejudica apenas a sociedade; enfraquece os próprios parlamentares, partidos e a instituição do Congresso. Resta saber se os próximos presidentes das casas legislativas terão coragem de romper com o legado de Lira e Pacheco e construir uma trajetória da qual possam se orgulhar —ou se perpetuarão um ciclo de escuridão que compromete a democracia brasileira.

Bomba! Bomba! PF prende Braga Netto na investigação do golpista

Publicado em 14 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Walter Braga Netto: notícias sobre o militar da reserva | Folha

General Braga Netto seria o grande líder do golpe de Estado

Cézar Feitoza
Folha

A Polícia Federal prendeu na manhã deste sábado (14) o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) e também candidato a vice na chapa derrotada de 2022.

Ele estava em sua casa no Rio de Janeiro e ficará detido em dependência militar ligada ao Comando Militar do Leste. Endereços ligados ao general também são alvo de buscas e apreensões.

ORDEM DE MORAES – A Polícia Federal ainda faz buscas contra o coronel da reserva Flávio Peregrino, principal auxiliar de Braga Netto desde o governo Bolsonaro. Ele foi alvo de uma cautelar diversa de prisão.

A operação deste sábado foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Todos os alvos são suspeitos de obstrução de Justiça.

A PF afirma que são cumpridos ainda “dois mandados de busca e apreensão e uma cautelar diversa da prisão contra indivíduos que estariam atrapalhando a livre produção de provas durante a instrução processual penal”.

AÇÕES ILÍCITAS – As medidas judiciais teriam como objetivo, segundo a PF, “evitar a reiteração das ações ilícitas”.

A operação está relacionada ao inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado. A defesa do general da reserva ainda não se manifestou sobre a prisão deste sábado.

Braga Netto foi ministro da Casa Civil e da Defesa na gestão Bolsonaro. Só deixou o governo para se filiar ao PL e compor, como vice, a chapa presidencial na campanha pela reeleição.

DESDE O INÍCIO – O general fazia parte do círculo mais íntimo de Bolsonaro. Foi ele quem levou o ex-presidente para reunião com o ex-comandante do Exército Villas Boas, no fim de 2022, para buscar conselhos.

De acordo com as investigações, o militar da reserva do Exército teria participado do “Núcleo Responsável por Incitar Militares a Aderirem ao Golpe de Estado” e do “Núcleo de Oficiais de Alta Patente com Influência e Apoio a Outros Núcleos”.

A descrição desses grupos, os nomes dos integrantes, incluindo o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, e a forma de atuar de cada um estão descritos em decisão do Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que retirou o sigilo da apuração.

GOLPE DE ESTADO – De acordo com a decisão de Moraes, com base em informações da PF, o grupo teria agido para desacreditar o processo eleitoral, planejar e executar o golpe de Estado e abolir o Estado democrático de Direito “com a finalidade de manutenção e permanência de seu grupo no poder”.

A PF indiciou Bolsonaro e outras pessoas pela trama golpista para evitar a posse de Lula. A lista inclui os ex-ministros Augusto Heleno (GSI), Anderson Torres (Justiça) e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Defesa), além de Braga Netto e Cid.

A PF diz que o plano para matar em 2022 o então presidente eleito, Lula (PT), o vice, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi discutido na casa do general da reserva em Brasília.

SEM COMENTÁRIOS – “Ainda não tivemos pleno acesso às investigações, o que impossibilita a defesa de fazer qualquer manifestação”, disse o advogado Luis Henrique Prata assim que as revelações da PF vieram à tona.

Nos últimos dias, a defesa de Bolsonaro passou a trabalhar com a tese do “golpe do golpe”, segundo a qual militares de alta patente usariam a trama golpista no fim de 2022 para derrubar o então presidente e assumir o poder —e não para mantê-lo no cargo.

A estratégia para livrar Bolsonaro do enredo golpista implica os generais da reserva Augusto Heleno e Walter Braga Netto como os principais beneficiados por uma eventual ruptura institucional.

QUEBRA DE CONFIANÇA – Aliados dos dois militares afirmaram à Folha, sob reserva, que a divulgação dessa linha de defesa causou quebra de confiança. O movimento é visto como um oportunismo do ex-presidente na tentativa de se livrar das acusações de que conhecia os planos golpistas.

A base para essa tese é um documento elaborado pelo general da reserva Mario Fernandes, um dos principais suspeitos de arquitetar a trama golpista revelada pela PF.

Esse texto previa a criação de um Gabinete Institucional de Gestão de Crise, comandado por militares, logo após o golpe de Estado, no final de 2022, e a rutura democrática não foi concretizada por “circunstâncias alheias à sua vontade”, disse a PF no relatório final da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.

E BOLSONARO? – Declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até 2030 por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral, Bolsonaro teve seu papel detalhado pela PF nas conclusões do inquérito.

Segundo a PF, “os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca” que Bolsonaro “planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um golpe de Estado e da abolição do Estado democrático de Direito”.

As reações de militares sobre a linha de defesa se intensificaram após Paulo Amador da Cunha Bueno, um dos advogados de Bolsonaro, dizer em entrevista à GloboNews que o ex-presidente não se beneficiaria com um eventual golpe.

PLANO PUNHAL – “Quem seria o grande beneficiado? Segundo o plano do general Mario Fernandes, seria uma junta que seria criada após a ação do ‘Plano Punhal Verde e Amarelo’ e, nessa junta, não estava incluído o presidente Bolsonaro”, disse Bueno.

O advogado voltou a dizer que Bolsonaro não tinha conhecimento do plano identificado pela PF que definia estratégias para matar Lula, Alckmin e Moraes.

“Não tem o nome dele [Bolsonaro] lá, ele não seria beneficiado disso. Não é uma elucubração da minha parte. Isso está textualizado ali. Quem iria assumir o governo em dando certo esse plano terrível, que nem na Venezuela chegaria a acontecer, não seria o Bolsonaro, seria aquele grupo”, reforçou o advogado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Agora, “acabou chorare”, como dizia Bebel Gilberto quando criança, no México, misturando português e espanhol. Será que Moraes vai prender também Augusto Heleno? (C.N.)


Prefeito, prefeito eleito e 12 vereadores de cidade do RJ são alvos de operação da PF

 

Prefeito de Duque de Caxias, Netinho Reis, e o seu sobrinho, o prefeito eleito da cidade, Wilson Reis
Foto: Reprodução

Uma operação da Polícia Federal (PF), realizada nesta sexta-feira (13), em diversas cidades da região da baixada fluminense, no Rio de Janeiro, foi deflagrada para cumprir mandados de busca e apreensão contra diversos alvos, entre eles, o prefeito da cidade de Duque de Caxias, bem como prefeito eleito da cidade e 12 vereadores, entre eles, Fernanda da Costa, a filha de Fernandinho Beira-Mar.

 

A operação foi deflagrada com o intuito de investigar uma suspeita de compra de votos e lavagem de dinheiro nas eleições deste ano na cidade fluminense. Ao todo, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão no município, em São João de Meriti, em Nova Iguaçu e na capital do estado.

 

As informações da PF apontam que o grupo movimento milhões de reais, ilegalmente, para financiar as campanhas de candidatos do grupo a cargos políticos, com o intuito de manter a hegemonia do grupo na região. Na casa do prefeito eleito, Netinho Reis (MDB), foram encontrados, escondidos dentro de um freezer, dois aparelhos celulares.

 

As investigações começaram no mês de outubro, quando, em Duque de Caxias, um homem foi preso, com cerca de R$ 1,9 milhão em espécie, suspeito de compra de votos. Há indícios de que empresas contratadas pelo poder público eram utilizadas para favorecer agente políticos em campanha.

Agerba instaura processo administrativo contra concessionária por inadimplência de 4 anos no Terminal de Paulo Afonso

 

Agerba instaura processo administrativo contra concessionária por inadimplência  de 4 anos no Terminal de Paulo Afonso
Foto: Google Street View

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) instaurou um Processo Administrativo de Reparação de Danos contra a empresa Aguiar Administradora Ltda., concessionária responsável pelo Terminal Rodoviário de Paulo Afonso, por inadimplência no pagamento de valores de outorga referentes ao período de 2020 a 2024. A medida foi publicada nesta quinta-feira (12).

 

A decisão foi fundamentada no Contrato de Concessão nº 03/2009 e nos elementos constantes do Processo SEI nº 081.2193.2023.0005576-66. O procedimento será conduzido pelos servidores Soraia Souza de Freitas e Jadson Monteiro dos Santos, com prazo de 60 dias para a conclusão dos trabalhos.

 

A publicação também revoga a uma medida anterior, do dia 27 de novembro. Segundo o diretor-executivo da Agerba, Carlos Henrique de Azevedo Martins, a medida visa garantir a reparação de danos e assegurar o cumprimento das obrigações contratuais pela concessionária.

 

A Aguiar Administradora terá oportunidade de se manifestar no curso do processo. 

Ministério escolhe Xique-Xique, Barra e outras 8 cidades baianas para sediar processo de interiorização do estado

 

Ministério escolhe Xique-Xique, Barra e outras 8 cidades baianas para sediar processo de interiorização do estado
Foto: Kel Dourado / CBHSF

Dez cidades baianas foram escolhidas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para iniciar um processo de “interiorização nacional” na Bahia. As dez cidades farão parte do Programa Cidades Intermediadoras, divulgado oficialmente na última quarta-feira (4). Ao total foram escolhidas 280 cidades nos 26 estados brasileiros, que foram escolhidas para impulsionar suas regiões imediatas. 

 

Na Bahia, as cidades de Xique-Xique e Barra são duas das dez cidades escolhidas para impulsionar as regiões do Velho Chico e Irecê, delimitadas a partir dos territórios de identidade baiana. Os outros oito municípios selecionados foram: Brotas de Macaúbas, Buritirama, Gentio do Ouro, Ibotirama, Ipupiara, Morpará, Muquém de São Francisco e Oliveira dos Brejinhos. 

 

Para falar sobre o Programa, que deve iniciar seus projetos a partir de janeiro de 2025, o BN conversou com o diretor do Departamento de Política de Desenvolvimento Regional e Ordenamento Territorial (DPDR), João Mendes. Ele detalha o que provocou a criação do programa, que se baseia integralmente nas metas da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR).

 

“Esse modelo que hoje existe no país, ele está muito concentrado nas capitais, então quando nós propusemos a interiorização, com o Programa das Cidades Intermediadoras, a intenção era exatamente desconcentrar esse modelo que hoje existe, extremamente concentrado de desenvolvimento nas maiores cidades, que se de um lado deu certo, até um dado momento, já mostrou que não tem futuro, porque a gente tem assim um estrangulamento, uma pressão excessiva sobre os serviços”, disse. 

 

João Mendes da Rocha Neto durante palestra no Rio Grande do Sul. Foto: Leonardo Moraes/SPGG

 

“Se a gente perpetuar esse quadro, esse cenário, a gente vai acentuar as desigualdades não só inter-regionais, mas intra-regionais”, completa. Com relação a escolha dos municípios que integram o programa, Mendes detalha que os critérios utilizados para a escolha de todas as cidades são os índices de dinamismo, ou seja, vínculos comerciais, estrutura urbanística e de mobilidade, e o nível de renda. 

 

“Esse primeiro recorte das cidades intermediadoras, segue o recorte sub-regional da Política Nacional de Desenvolvimento Regional [PNDR], que é a região imediata, o nosso menor recorte é a região imediata. Isso é um recorte dado pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] e que nós adotamos na nossa política. E esse recorte, também, nós, nas definições territoriais, temos uma tipologia que classifica essas regiões imediatas em regiões de baixa renda, regiões estagnadas, regiões dinâmicas, ou regiões de alta renda.”

 

João Mendes explica que os municípios prioritários do programa são os de baixa renda, ou regiões estagnadas. A partir da definição dessas cidades é que são apontados os eixos de desenvolvimento que se encaixam nas necessidades do município. “A política, ela é uma política transversal que olha desde inovação, educação, desenvolvimento produtivo, serviços públicos, infraestrutura urbana. A ideia de colocar os eixos que estão na política também na resolução é exatamente para que a gente possa alcançar de fato as necessidades, as maiores necessidades identificadas em cada uma dessas regiões imediatas espalhadas pelo Brasil”, explica. 

 

Imagem aérea do Município de Barra, às margens do Rio São Francisco. Foto: Reprodução / CBHSF

 

O CENÁRIO DA BAHIA 

Ao falar sobre os municípios baianos, Mendes explica que os municípios da região intermediária escolhida estavam “espremidas” entre outras regiões mais desenvolvidas da Bahia, a esquerda, o oeste baiano impulsionado pelo agronegócio; o norte baiano diretamente voltado para Paulo Afonso e Juazeiro; e a leste, a Chapada Diamantina, conhecida pelo impulso econômico do mineração e turismo. 

 

Ele detalha: “Pelo que eu vi, acho que Xique-Xique e Barra, o que especialmente chamou a atenção do ministério nessa região, é uma região considerada de baixa renda.” “Aqui no Ministério nós trabalhamos no país todo e temos de certa forma uma visão mais ampla. Os dados e a classificação dela [a região] dentro da PNDR confirmam o nosso entendimento de que ela é uma região um pouco esquecida das políticas públicas. É uma região que está meio segregada do restante do território da Bahia em função da represa de Sobradinho”, afirma. 

 

O diretor do DPDR conta ainda que em termos de desenvolvimento econômico, urbanístico e destaque cultural, outras regiões chamam mais atenção na Bahia. Os municípios da Região Intermediária de Xique-Xique e Barra estão localizados nos territórios de identidade do Velho Chico e Irecê. Veja o mapa produzido pelo Bahia Notícias: 

 

 

“Eles basicamente interagem [socioeconomicamente] entre si e quando a gente olha também os dados econômicos de renda per capita e PIB, são municípios que crescem muito pouco e, portanto, onde a renda per capita também cresce muito pouco é bem menos do que a média do restante da Bahia”, explica. “Então isso mostra claramente pra gente que é uma região que não acompanha o processo de desenvolvimento e não acompanha a tendência. E esse Abismo vai aumentando então, por isso que a gente escolheu para ter uma ação induzida e concentrada do Governo Federal para tentar colocá-la de novo no eixo”, aponta. 

 

“A ideia é que a gente possa também discutir com os municípios projetos que sejam aquilo que a gente chama de plurianual, que vão às vezes levar quatro, cinco anos para serem construídos, mas que são importantes para a região”, delimita Mendes, que também é geógrafo de formação. 

 

Ele exemplifica que o apoio do Governo Federal pode ajudar a retomar o crescimento do local: “É uma cidade [Xique-Xique] que já teve importância no passado e ela foi perdendo a importância, mas tem gente lá, esses cidadãos são brasileiros, como eu, como você, e eles parecem que são brasileiros de segunda categoria”, ressalta.

 

START NO PROGRAMA 

MDRFoto: Adalberto Marques / Ascom - MIDR

 

Apesar de ter sido divulgado ainda este ano, as primeiras iniciativas do Programa devem ser realizadas a partir de janeiro de 2025, após a posse dos prefeitos eleitos em outubro. João Mendes sinaliza que para iniciar as tratativas com os municípios é necessário que já haja uma organização do secretariado municipal. Entre janeiro e fevereiro do próximo ano, será feito um processo de negociação, tanto com os líderes municipais quanto com a sociedade civil. 

 

O diretor explica ainda que outros 24 ministérios estarão engajadas nesse programa, unindo forças e emendas orçamentárias para tentar suprir as necessidades apontadas pelos municípios escolhidos. Para aderir ao Programa, os municípios não vão precisar firmar um acordo formal com o Ministério da Integração, mas um compromisso de conhecimento das ações. 

 

“A gente tem a intenção de financiar com recursos da União, mas demandamos um compromisso deles, notadamente, ligado a melhoria da gestão das prefeituras. Então o desenvolvimento de capacidades nas prefeituras, isso praticamente vai ser uma exigência que nós vamos fazer. Eles não vão precisar entrar com recurso, eles vão precisar entrar com boa vontade e orientação para os seus secretários e seus servidores”, diz. 

 

Com relação ao aporte financeiro para gerenciamento das ações do Programa nos municípios, João Mendes afirma: “Quando ele [o Programa] foi instituído, agora no fim do ano, o orçamento dos Ministérios já estava pronto. Todo mundo já tinha as coisas mais ou menos desenhadas, mas mesmo sem o intermediador, alguns Ministérios disseram, ‘Não a gente tem muitas iniciativas e a gente está consolidando isso aqui internamente’.”

 

“A ideia também é que nessa escuta com os prefeitos a gente possa qualificar aquilo que vai chegar pra gente e levar aos ministérios responsáveis, para ver se eles podem ainda fazer ajustes no orçamento de 2025, ou, se não puder, pelo menos já colocar para o orçamento de 2026”, completa.  

 

O especialista sinaliza ainda que o programa não deve se limitar apenas aos municípios já definidos. Sendo um programa de longo prazo, os 280 municípios definidos em todo o país constituem a primeira fase do projeto, que deve possuir uma “segunda entrada” por volta de maio ou junho do ano que vem. “Tudo isso é para que ele seja um programa de vida longa, até porque o enfrentamento das desigualdades a gente não vence em um governo”, completa.

Vendas exclusivas para a Mega da Virada começam na quarta-feira, 18

 

(Foto: Agência Brasil)

A partir da quarta-feira, 18, todas as apostas na modalidade da Mega-Sena passarão a ser exclusivas para a Mega da Virada. O prêmio está estimado em R$ 600 milhões e não acumula. Se não houver ganhadores na faixa principal, com acerto de 6 números, o prêmio será dividido entre os acertadores da 2ª faixa (com o acerto de 5 números) e assim por diante.

Caso apenas um apostador ganhe todo o prêmio e aplique o valor na Poupança da CAIXA, receberá aproximadamente R$ 3,4 milhões no primeiro mês de rendimento.

As apostas para a Mega da Virada podem ser feitas até as 18h (horário de Brasília) do dia 31 de dezembro nas lotéricas de todo o país, pelo portal Loterias CAIXA, pelo app Loterias CAIXA, disponível para usuários das plataformas Android e iOS e pelo Internet Banking CAIXA (IBC). O valor de uma aposta simples da Mega, com seis números, é de R$ 5,00.

Veja sua sorte

Desde sua 1ª edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 121 apostas que tentaram a sorte e acertaram as seis dezenas milionárias. Os números que mais saíram foram: 10 (5 vezes); 05 – 33 (4 vezes); 03 – 20 – 34 – 36 – 58 – 41 – 56 (3 vezes) e 02 – 04 – 11 – 12 – 17 – 18 – 22 – 32 -35 – 37 – 38 – 40 – 42 – 46 – 51 – 53 (2 vezes).

O quadro abaixo traz a probabilidade de acerto em relação à quantidade de números jogados e o valor da aposta:

(Imagem: Caixa/divulgação)

 

​Repasses Sociais

Ao fazer suas apostas, os brasileiros também contribuem com áreas essenciais ao desenvolvimento do país, como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social.

Do valor arrecadado pelas Loterias da CAIXA, quase metade é destinado a repasses sociais, conforme determinado pela legislação vigente.

Fonte: CAIXA

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