domingo, abril 21, 2024

Troca de Moraes por André Mendonça vai mudar correlação de forças no TSE e deve favorecer bolsonarismo

 Foto: Antonio Augusto/Arquivo/Ascom/TSE

André Mendonça21 de abril de 2024 | 11:36

Troca de Moraes por André Mendonça vai mudar correlação de forças no TSE e deve favorecer bolsonarismo

BRASIL

A iminente conclusão do mandato do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 3 de junho desencadeará uma reconfiguração das dinâmicas no plenário, potencialmente influenciando julgamentos significativos, embora mantendo o enfoque na luta contra a desinformação. Com a saída do magistrado, Cármen Lúcia assumirá a presidência do colegiado, e a vaga disponível será ocupada pelo ministro André Mendonça, associado a uma perspectiva divergente da de Moraes na Corte. A reportagem é do jornal “O Globo”.

Na prática, está em jogo a maioria que tem sido alcançada em julgamentos de grande importância, atualmente com um placar de 4 a 3, sempre alinhado com Moraes e, portanto, tendendo a apoiar sanções ou punições a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores do tribunal, há a percepção de que esse placar pode se alterar com a chegada de Mendonça, já que quatro ministros considerados mais “conservadores” e menos alinhados a Moraes passariam a integrar o plenário — Nunes Marques, Raul Araújo e Isabel Gallotti. Do outro lado, permaneceriam Cármen Lúcia, André Ramos Tavares e Floriano de Azevedo Marques. Mendonça foi indicado por Bolsonaro ao STF.

Um dos casos principais que o TSE deverá enfrentar após a saída de Moraes é o pedido de cassação do senador Sergio Moro (União-PR), que foi absolvido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. Além disso, ainda estão em tramitação na Corte ações contra Bolsonaro.

Na visão de membros do tribunal eleitoral, a substituição de Moraes por Mendonça torna a composição mais favorável a Moro. Isso porque a atual presidente do TSE tende a tomar decisões mais contundentes em processos de perda de mandato, enquanto Mendonça adota uma postura mais comedida em julgamentos de cassação que chegam ao Supremo.

Um exemplo disso foi a ação em 2022 que determinou a perda de mandato do deputado estadual Fernando Francischini. Mendonça votou contra a cassação, junto com Nunes Marques, mas ambos foram derrotados, e o parlamentar bolsonarista acabou cassado por ter feito uma transmissão divulgando notícias falsas sobre o sistema eletrônico de votação em 2018.

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Da tranquilidade à justiça: combatendo a poluição sonora em Jeremoabo e além"

JUSTIÇA POTIGUAR CONDENA EMPRESA DE ENERGIA EÓLICA A INDENIZAR AGRICULTOR POR POLUIÇÃO SONORA

 Em decisão inédita, a Justiça do Rio Grande do Norte condena empresa de energia eólica a indenizar agricultor por poluição sonora causada pelos aerogeradores. O juiz Marcos Vinícius Pereira Júnior, da 1ª Vara de Currais Novos, condenou uma empresa de energia eólica a indenizar um morador da zona rural da Serra de Santana na quantia de R$ 50 mil pelos danos morais sofridos em razão da poluição sonora decorrente do excesso de som produzido por aerogerador instalado próximo a sua residência. A decisão foi anunciada hoje pelo Tribunal de Justiça daquele estado.

https://marcozero.org/justica-potiguar-condena-empresa-de-energia-eolica-a-indenizar-agricultor-por-poluicao-sonora/

Nota da redação deste Blog - A questão da poluição sonora, seja ela causada por aerogeradores em áreas rurais ou por paredões de som em áreas urbanas, é um problema sério que afeta diretamente a qualidade de vida das comunidades locais. No caso específico mencionado, a decisão da Justiça do Rio Grande do Norte de condenar a empresa de energia eólica por poluição sonora é significativa, pois estabelece um precedente importante para a proteção do bem-estar das pessoas que vivem próximas a esses empreendimentos.

.A legislação que trata do controle da poluição sonora, como a citada pelo magistrado, é fundamental para garantir que os níveis de ruído estejam dentro de limites aceitáveis e não causem danos à saúde e ao conforto das pessoas. Essa legislação não só estabelece parâmetros claros para o controle do ruído, mas também reforça a responsabilidade das empresas e indivíduos em respeitar o direito ao sossego e à tranquilidade das comunidades.

A analogia com a situação em Jeremoabo, onde os moradores estão sofrendo com o barulho excessivo dos paredões de som, é pertinente. Assim como no caso dos aerogeradores, a poluição sonora causada pelos paredões de som pode impactar negativamente a vida das pessoas, interferindo na sua capacidade de descansar, trabalhar e desfrutar do ambiente ao seu redor.

É importante que os moradores afetados tomem medidas para proteger seus direitos e buscar soluções para o problema. Ingressar com ações na justiça, como mencionado, pode ser uma forma eficaz de buscar reparação e garantir que as autoridades e os responsáveis tomem medidas para reduzir o impacto do ruído.

Além disso, é fundamental promover a conscientização sobre a importância do respeito ao direito ao sossego e à tranquilidade, tanto por parte dos responsáveis pelos paredões de som quanto por parte das autoridades locais. Medidas de fiscalização e conscientização podem ajudar a prevenir a ocorrência de poluição sonora e garantir um ambiente mais saudável e harmonioso para todos.

Em Jeremoabo como os prejudicados só reclamam em redes sociais, nunca irão resolver nada.

JUSTIÇA POTIGUAR CONDENA EMPRESA DE ENERGIA EÓLICA A INDENIZAR AGRICULTOR POR POLUIÇÃO SONORA

 

                                   Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo

INÁCIO FRANÇA

Em decisão inédita, a Justiça do Rio Grande do Norte condena empresa de energia eólica a indenizar agricultor por poluição sonora causada pelos aerogeradores. O juiz Marcos Vinícius Pereira Júnior, da 1ª Vara de Currais Novos, condenou uma empresa de energia eólica a indenizar um morador da zona rural da Serra de Santana na quantia de R$ 50 mil pelos danos morais sofridos em razão da poluição sonora decorrente do excesso de som produzido por aerogerador instalado próximo a sua residência. A decisão foi anunciada hoje pelo Tribunal de Justiça daquele estado.

O advogado do agricultor argumentou que, em razão da construção e funcionamento de conjunto de torres eólicas acerca de 200 metros de distância de sua residência, seu imóvel residencial passou a apresentar trincas, fissuras e rachões, bem como que o barulho constante provocado pela rotação do aerogerador tem provocado danos morais diretos à sua pessoa.

Perícia técnica realizada comprovou que os sons provenientes das máquinas do parque eólico gerenciado pela empresa geram incômodos na vizinhança. Desta maneira, o juiz entendeu que está presente o dever de indenizar, uma vez evidenciada a conduta ilícita da empresa. “Destaco que os ruídos sonoros produzidos pelo funcionamento das torres de energia eólica captados na residência do autor são superiores ao permitido pela NBR 10.151 e pela Lei Estadual nº 6.621/94, gerando incômodo sonoro contínuo ao autor e sua família, especialmente no período de repouso noturno”, aponta a sentença.

O magistrado destacou ainda a legislação que trata sobre o controle da poluição sonora em todo o Estado do Rio Grande do Norte, estabelecendo limites aos níveis sonoros: “É vedado perturbar a tranquilidade e o bem-estar da comunidade norte-rio-grandense com ruídos, vibrações, sons excessivos ou incômodos de qualquer natureza emitidos por qualquer forma em que contrariem os níveis máximos fixados nesta lei.”

Marcus Vinícius Pereira Júnior registrou ainda que realizou inspeção judicial no local, onde pode constatar os danos. Ele destaca que a Serra de Santana é conhecida por proporcionar aos seus moradores a “tranquilidade do clima serrano, o silêncio e paz necessárias para uma vida feliz”, o que foi impactado para o autor da ação a partir da instalação de torres eólicas em desacordo com a lei.

Em relação aos danos estruturais do imóvel, a perícia técnica constatou que os danos observados no imóvel são resultados da deterioração natural da edificação, agravados pela ausência de projeto estrutural do imóvel. “Em resposta aos quesitos das partes, o perito destacou que apesar do funcionamento e processo de frenagem dos aerogeradores provocarem vibrações, não é possível reproduzir sua intensidade a fim de averiguar os impactos supostamente provocados quando da instalação da torre geradora de energia eólica, não sendo possível, consequentemente, estabelecer o nexo causal entre os danos do imóvel e as torres eólicas”, observou o magistrado, que decidiu pela improcedência do pedido de indenização por danos materiais.

AUTOR
Foto Inácio França
Inácio França

Jornalista e escritor. É o diretor de Conteúdo da MZ.

Quando tudo está fora do seu lugar

 Por Coisas da Política

GILBERTO MENEZES CÔRTES - gilberto.cortes@jb.com.br

publicado em 21/04/2024 às 07:01

Alterado em 21/04/2024 às 08:31




Sempre tive a convicção, que se cristaliza, quando vejo as situações disfuncionais na vida política brasileira, de que a causa do problema está no descasamento entre a Constituição de 1988, elaborada na Constituinte (1986-88) para um figurino de regime parlamentarista. Por excesso de cautela do presidente da Assembleia Nacional Constituinte, deputado Ulysses Guimarães (PMDB), a definição ficou para um plebiscito, marcado para cinco anos depois, escolher o modelo político-administrativo.

Se em 1988 o desenho do país já mudara muito (com a geada do café em São Paulo e Paraná, em 1975, houve brusca mudança com a erradicação das lavouras, que levou ao fim do colonato e às crises no abastecimento de alimentos) - o Censo de 1980 já mostra o predomínio da população urbana sobre a rural -, o espírito da Constituição, depois de 21 anos de ditadura, foi mais de um acerto de contas com o passado. Como faltou olhar bem o presente e pressentir o futuro (cinco anos depois o parlamentarismo, como em 1963, foi novamente negado em plebiscito).

Tivesse Tancredo Neves sobrevivido e governado, o primeiro dos três primeiros-ministros da República, talvez, tivesse dado outro destino ao país. O fato é que a Constituição, aprovada com o desenho parlamentarista em 5 de outubro de 1988, tinha o cenário político dominado por seis ou sete agremiações políticas fortes (PMDB, PFL, PP, PSDB, PDT e PT) e grupos menores (a esquerda e à direita, incluindo os ambientalistas). O país já era urbano e ainda majoritariamente católico. Mas a cabeça da população, que migrou para as periferias das cidades, ainda era rural, cheia de crendices.

Foi um caminho fértil para a pregação ostensiva das novas igrejas pentecostais, muitas das quais oriundas da tradicional Assembleia de Deus. A grande novidade era usar a televisão nas pregações, em vez do rádio, como fez Alziro Zarur, nos anos 60. A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) é fundada em 1977, em meio à transição demográfica, por Edir Macedo e Romildo Ribeiro Soares, que depois cria a Igreja Internacional da Graça de Deus.

Todas vêm disputar a influência nas periferias onde atuavam as Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica, que deram suporte à criação do PT. A condenação do Papa João Paulo II à Teoria da Libertação deixou a área das CEBs à mercê dos pastores, missionários e bispos. Mais do que templos de oração, os locais se transformaram em poderosos currais eleitorais e centros de propagação de ideias conservadoras que caíram no gosto dos ex-lavradores (uma comparação com o avanço da música sertaneja não é extemporânea).

Brasil tem 29 partidos políticos
O resultado é que, sem a aprovação de cláusulas de barreira que vinculem a representação na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal a um quociente mínimo do eleitorado, há uma miríade de 29 (ou 30, se do nada não surgiu mais um) partidos políticos. Nos regimes presidencialistas, há quatro um cinco partidos fortes. Nos Estados Unidos, embora existam outros, predominam Republicanos e Democratas. Na Europa, o parlamentarismo permite a existência de reinos na Grã Bretanha (com dois fortes partidos), na Espanha, Bélgica, Grécia, Holanda, Suécia, Dinamarca, assim como no Japão. Em todos, restrições à presença no Parlamento reforçam as coligações partidárias, o que facilita a governança.

No parlamentarismo as crises políticas são resolvidas com novas composições no parlamento (como numa montagem de Lego, ajustam-se peças do centro mais à direita ou mais à esquerda). No presidencialismo brasileiro, as crises parecem permanentes, pois o presidente da República, eleito do Poder Executivo, jamais consegue formar maioria com a colcha de retalhos partidária.

Fernando Henrique Cardoso (PSDB) fez poderosa coligação com o PFL e parte do PMDB, para enfrentar a oposição do PT durante os oito anos de mandato, mas havia muito menos partidos em cena. O PT governou oito anos com Lula (2003-2010) fazendo coligações com os partidos de esquerda e alguns do centro (PTB, PMDB e Republicanos, o partido da IURD). Dilma tentou ser mais independente do PMDB, mas bateu de frente com os conservadores liderados pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tinha (e ainda tem) forte ligação com as igrejas evangélicas conservadoras e o “baixo clero”. Dilma caiu no impeachment de 2016, sendo sucedida pelo vice Michel Temer (PMDB), que fora por duas vezes presidente da Câmara.

Salvo Severino Cavalcanti (PP-PE), representante do “baixo clero”, que durou pouco no cargo, acusado de corrupção para receber propina para renovar a concessão do restaurante da Casa, os presidentes da Câmara dos Deputados passaram a ter forte poder em função do desenho parlamentarista da Constituição de 1988. Foi a “Constituição Cidadã” que criou a figura da Medida Provisória (em lugar dos decretos-leis da ditadura), mas com prazo definido para a Câmara e/ou Senado aprovarem a MP). O mecanismo colocou um poder enorme nas mãos dos presidentes da Câmara. Foi assim com Bolsonaro, inicialmente com um Rodrigo Maia (PMDB-RJ) mais independente e representante do “alto clero”, depois com um aguerrido representante do “baixo clero” Arthur Lira (PP-AL).

Ao criar o Orçamento Secreto e avançar no poder dos deputados (o Senado fez quase o mesmo) sobre as verbas do Orçamento Geral da União, Lira virou ídolo dos deputados eleitos nos rincões e periferias urbanas com o apoio dos grandes puxadores de votos que são os pastores, bispos e missionários. Sua reeleição à presidência da Mesa da Câmara, em 1º de fevereiro de 2023, mostrou o ápice de seu poder, já no governo Lula III, sob um Congresso mais conservador e com mais influência evangélica do que com Bolsonaro. Evidente que Arthur Lira tentou emparedar o governo, como fez com Bolsonaro (onde o PP integrava a base do governo eleito em 2018). Água e azeite não se misturam. Na falta de base partidária sólida (inviável na miríade atual), cada votação de Projeto de Lei, de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ou MP, é quase o parto da montanha. O “obstetra” Lira cobra caro pelos serviços.

Grandes e pequenos negócios
Que a política de coalizão virou um tremendo toma lá-dá cá, desde que Roberto Cardoso Alves (PTB-SP), um dos articuladores do “Centrão” na Constituinte, cunhou a expressão “É dando que se recebe”, numa clara demonstração de que os alinhamentos políticos precisam ser recompensados por cargos ou verbas, ou seja, por mais poder, um governo de centro-esquerda precisa contemplar cargos para apadrinhados de políticos da direita ou do bloco conservador. Isso não seria ruim se os acordos de coalizão fossem permanentes e os partidos fechassem questão nas cotações. Mas as negociações podem ser de “porteira fechada”, como foi a presidência e as vice-presidências e diretorias da Caixa Econômica Federal com o “centrão”, mas na porteira para dentro as cercas estão abertas para cada um agir como queira em cada votação.

Numa semana difícil para o governo, com várias votações importantes na Câmara, Arthur Lira se antecipou à rasteira que levou na votação sobre a autorização para o Supremo Tribunal Federal prosseguir com o processo contra o deputado Chiquinho Brazão (eleito pelo União-RJ), que ficou sem partido após a acusação da Polícia Federal de ter conspirado para a execução da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) e do motorista Anderson Gomes. Lira operou para o Plenário da Câmara não ter quorum mínimo (157 votos), pela ausência de votação mesmo pelo celular, mas o ministro de Relações Institucionais (responsável pela Articulação Política no Congresso), Alexandre Padilha, atuou para atrair mais votos. O resultado, que contrariou Lira, foi que 277 deputados autorizaram o prosseguimento do processo.

Lira soltou os cachorros sobre Padilha, chamando-o de “incompetente” e nomeando-o “inimigo”. Mas havia um fator extra a irritar o presidente da Câmara, cujo poder tem dias contados para se reduzir, à medida que se aproxima a eleição da nova Mesa da Câmara, em fevereiro de 2025. Se Lira não eleger o sucessor, voltará à planície no planalto central, com baixo poder de fogo. Uma prova da perda de poder foi que o ministério do Desenvolvimento Agrário demitiu no começo do mês um primo do presidente da Câmara, Cesar Lira, da Superintendência do Incra em Alagoas. Embora soubesse das reações dos movimentos pró-assentamentos agrários sobre a permanência do primo, que ocupava o cargo desde o governo Bolsonaro, com quem era afinado, Lira ficou possesso por não ter sido avisado antes. Em vez de uma ”demissão a pedidos”, a saída de Wilson Cesar de Lira foi publicada no Diário Oficial da União. Para consertar a mágoa, Lira indicará o substituto. Mas as cicatrizes ficaram.

Em capa desta semana (um pouco ousada para meu gosto), a revista “Isto é” bate duro em Arthur Lira. O tema é Deus, Pátria e Família, ao abordar “Os Sabotadores”, que inclui o movimento do comício de Bolsonaro e simpatizantes do golpe de 8 de janeiro de 2023 neste domingo, na Avenida Atlântica, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A revista desanca o presidente da Câmara:

“Quem é Arthur Lira? Deputadozinho medíocre. Em 2022, conquistou 219.452 votos, apenas 13,26% dos votos válidos dos alagoanos. Eleito presidente da Câmara pela bancada de corruptos evangélicos e milicianos. LULA: 60,3 milhões de votos de todo o Brasil. O país não pode ser refém de Lira!”, encerra a contundente capa da revista.

No palanque, só com PIX de R$ 5 mil
A exemplo do comício de Bolsonaro na Paulista em fevereiro de 2024. O público foi relativamente baixo comparado às manifestações de 2021 e 2022. No Rio, a comparação é com o comício do Bicentenário da Independência em 7 de setembro de 2022, que Bolsonaro privatizou na sua campanha pela reeleição. Desta vez, embora tenha sido um dos organizadores, o evento não terá o apoio financeiro do pastor Silas Malafaia (Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que bancou o Trio Elétrico nas manifestações anteriores). O pastor está negociando, com os demais colegas de seitas, isenções fiscais da Receita Federal. Assim, não convém criar fissuras que possam levar a investigações mais profundas do Fisco em contas da seita e milionários negócios paralelos.

O evento deve contar com a presença de quatro governadores, os nove senadores eleitos pelo PL e deputados federais dos mais distantes rincões do país. Mas só subirão ao palanque do Trio Elétrico para posar de “papagaio de pirata” do inelegível ou do pastor aqueles que fizeram PIX de R$ 5 mil cada. O palanque comporta 60 pessoas, de modo que há limitações físicas e financeiras. Quem não pagou o ingresso VIP ficará num Trio Elétrico auxiliar.

O evento servirá para um segundo lançamento da candidatura à Prefeitura do Rio de Janeiro, do ex-diretor da Abin, delegado Alexandre Ramagem. Eleito em 2022 como deputado federal pelo PL, com apenas 59.170 votos, o delegado Ramagem ficou na 10ª posição entre os 11 deputados federais do Rio de Janeiro eleitos pelo PL, segundo o levantamento do MapVoto, da Kantor Consultoria, de meu amigo Cláudio Magalhães.

O primeiro lançamento, além de esvaziado, pegou muito mal: foi na quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel, escola de samba que tem como patrono o bicheiro Rogério Andrade, cujas ligações com os milicianos e PMs das zonas eleitorais de Bangu, Campo Grande, Jacarepaguá e Santa Cruz, tinham sido escancaradas uma semana antes por uma das ações da força-tarefa da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A Polícia Civil e a Polícia Militar estão mancomunadas com o crime organizado e as milícias da Zona Oeste (onde vivem 3 milhões de cariocas). Rogério Andrade, liberado esta semana do uso de tornozeleira eletrônica pelo ministro Kássio Marques, nomeado por Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal, não foi ao evento de Padre Miguel. Quem sabe, se não tiver saído do paíss, marque presença na Avenida Atlântica…

Desta vez, estarão presentes o puxador de votos para deputado federal pelo PL, o general Eduardo Pazuello, maior responsável, depois do presidente Jair Bolsonaro, pelo morticínio de mais de 700 mil brasileiros - pelo negacionismo diante da Covid, e representantes da direita e da exploração de garimpos e da derrubada de florestas em estados como Roraima, Rondônia, Amazonas, os dois Mato Grosso, Goiás e estados sulistas. As bancadas do agronegócio, da bala e do avanço do atraso do conservadorismo estarão de mãos datas. Uma de suas últimas alianças, com ostensivo apoio dos pastores (que iludiam os fiéis na cura pela fé na religião), a pregação contra as vacinas ainda afeta o país, às voltas contra o evasivo mosquito da dengue, contra o qual não há isolamento nem vacinas ainda eficazes.

Inquérito é com o MP, não com a PM
O caso do delegado Rivaldo Barbosa, que comandava a Delegacia de Homicídios até a véspera do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, quando foi promovido a Secretário de Polícia Civil, mostra que o mais correto para o andamento dos inquéritos criminais é quando os mesmos ficam sob a liderança do Ministério Publico. Promotores e procuradores podem requisitar a polícia civil ou a militar a colher provas.

Qualquer inquérito tem de ser conduzido por bacharel em Direito, razão pela qual o próprio Rivaldo Barbosa, que tinha feito carreira na Aeronáutica, fez faculdade de direito para se habilitar em concurso para delegado, que exige diploma de advogado. Delegado da Polícia Federal tem igual exigência. Quem acompanha as séries policiais americanas ou europeias, logo percebe que a atuação independente e competente do MP torna mais eficaz a apuração do crime e do castigo. A celeridade das penas (muitas vezes resolvidas na delegacia, com arbitragem do MP) é fundamental para afastar a impunidade.

Dito isto, é completamente equivocada a ideia do governo de Tarcisio de Freitas (Republicanos-SP) de conferir poder de elaboração de inquéritos à Polícia Militar. A função era exclusiva da Polícia Civil, cuja representação de delegados protestou. Do ponto de vista da cidadania, a questão é mais séria. A PM, tropa de choque das ações policiais, muitas vezes comete crimes e arbitrariedades. O governador já disse que “não está nem aí” para as entidades de direitos civis e até o Tribunal Penal Internacional. Após as filmagens de PMs esbofeteando uma mulher e um cadeirante, voltou atrás. Mas o sinal para a livre atuação, com a posição contrária ao uso de câmeras nos uniformes, já tinha funcionado como um “liberou geral”. Com o poder de investigar e registrar ou arquivar seus próprios crimes, quem controlará a PM?

Muito barulho por nada
Em 7 de março, na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, a proposta de distribuição de 50% do lucro retido de R$ 43,6 bilhões foi torpedeada pelos representantes do governo Lula, liderados pelo presidente do Conselho de Administração, Pietro Mendes, secretário de óleo e gás do Ministério das Minas e Energia. O governo defendia o uso da reserva de lucro para investimentos. Integrante do CA, e contrário à medida, pois a governança da Petrobras impedia outro uso do dinheiro, o presidente da companhia, Jean Paul Prates, se absteve de votar, não sem antes advertir para o risco de queda das cotações pela frustração dos acionistas-investidores.

Não deu outra. As ações despencaram no dia 11 de março, com perda de R$ 55 bilhões no valor da companhia. O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, fez muita pressão (e intrigas) pela queda de Jean Paul Partes, quadro qualificado para dirigir a estatal. Vale dizer que a não distribuição dos dividendos era um tiro no pé das finanças do governo, pois a União, representada pelo Tesouro Nacional e o BNDES, não teria direito aos dividendos (assim como os demais investidores), mas o dinheiro dormiria no caixa da Petrobras, que não podia aplicá-lo em novos projetos.

Perdeu-se mais de um mês. Representante do Ministério da Fazenda vai integrar o CA, o que dá mais racionalidade e menos fofoca às reuniões do Conselho de Administração. Na 6ª feira, 19 de abril (Dia do Índio) fumou-se o cachimbo da Paz no CA da Petrobras, e foi aprovada a distribuição de 50% dos R$ 43,6 bilhões, o que engorda o caixa do Tesouro em mais de R$ 6 bilhões. Com 100%, seriam quase R$ 13 bilhões. As ações, no embalo da alta recente do preço do barril de petróleo, já estão em patamar superior a março. Ou seja, fez-se uma tempestade em copo d`água que só trouxe prejuízos à União. Investidores espertos aproveitaram a baixa artificial para comprar e lucrar.

Economia espera pela Câmara
Na semana que passou, houve enfraquecimento generalizado das moedas emergentes, com a meia trava no processo de baixa dos juros nos Estados Unidos. Houve rearrumação geral nos contratos em ações, moedas, títulos e commodities nos mercados futuros, diante do novo desenho dos juros mais elevados (vão tardar a cair). Como não podia deixar de ser, o real se desvalorizou mais que pares, porque o ambiente externo adverso somou-se às maiores incertezas fiscais, após mudança na orientação fiscal do governo sobre a meta de resultado primário para o próximo ano. O real se desvalorizou em 2,5%, de segunda a quinta-feira, atingindo R$ 5,25, contra R$ 5,12 na sexta-feira (12).

A situação doméstica foi aguçada pela redução da meta fiscal de 2025 pelo governo. Na segunda-feira (15), o governo enviou ao Congresso o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2025, alterando a meta fiscal de superávit primário para 2025 para 0,0% do PIB (de +0,50%). O PLDO estabelece as metas e prioridades do governo federal para o próximo ano e serve como base para o orçamento de 2025, que será divulgado no final deste ano, detalhando todas as despesas da administração federal. O governo também revisou a trajetória fiscal de médio prazo, prevendo um pequeno superávit de 0,25% do PIB em 2026, em comparação com +1,0% anteriormente. O PLDO ainda deve ser discutido e votado pelo Congresso.

A rigor, a nova trajetória esperada pelo governo foi o reconhecimento de uma situação de fato. O Itaú já anunciara dia 12 suas novas projeções: um déficit primário de 0,9% do PIB em 2025, pior do que o resultado esperado para 2024 (um déficit de 0,6%). Mas o banco adverte na ”Semana em Revista”: “Sem medidas compensatórias e com menos ímpeto na agenda de receitas, é um sinal negativo para o futuro, apesar de melhores números de receita no curto prazo”. Portanto, a solução está na retomada da agenda de aprovação de medidas de reforço da arrecadação. Só que o Congresso está atuando no modo “operação de pautas bombas”, como fez Eduardo Cunha com Dilma em 2016. Em vez de aprovar reforço na arrecadação e reformas (o governo deve a regulamentação das medidas tributárias da reforma), os deputados querem mais é criar despesas para ampliar seus cacifes nas eleições municipais. Lira precisa se definir em qual lado do abismo quer ficar.

Extrema pobreza atinge menor nível já registrado, mas ainda há muito para se fazer

Publicado em 21 de abril de 2024 por Tribuna da Internet

16,9 milhões de pessoas ainda vivem na miséria

Pedro do Coutto

O governo divulgou, edição de O Globo de ontem, que o avanço generalizado nos rendimentos médios dos brasileiros em 2023, que foi mais forte entre os mais pobres, levou a miséria ao menor nível da história, apontam cálculos do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social).

Ano passado, 8,3% da população, ou 16,9 milhões de pessoas, estavam abaixo da linha de extrema pobreza. Em 2022, 9,6% da população estava na condição de extrema pobreza, o equivalente a 19,5 milhões de brasileiros, segundo cálculos feitos a partir de dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgados nesta sexta-feira, pelo IBGE.

DESIGUALDADE – É necessário, porém, destacar que a desigualdade entre as faixas de renda continua. A extrema pobreza refere-se aos que passam fome, e na minha opinião acho que a queda desta não se mantém na realidade, pois dizer que o Bolsa Família alavancou faixas de pobreza para um patamar melhor é uma afirmação que gera dúvidas.

Mas, aceitando a informação publicada, verifica-se que ela é completada por um avanço da distribuição de benefícios governamentais. Não está assim transferindo renda, mas sendo abastecida por recursos financeiros da União. Dessa forma, identifica-se que não houve avanço entre uma transferência de renda do capital para o trabalho, pois no caso trata-se da transferência de recursos públicos para socorrer quem tem fome.

ATENDIMENTOS – A iniciativa é positiva, pois estamos diante de um quadro em que milhões de pessoas estão na faixa de extrema pobreza, o que implica em outros atendimentos essenciais que ainda não são vistos efetivamente. Para reduzir os problemas, seria necessário um acesso muito maior ao sistema de empregos. Verificar um número tão alto de pessoas nessa situação afeta profundamente o sentimento humanístico. Não há motivo ainda para comemorarmos de fato, embora tenhamos tido um avanço.

O problema maior, entretanto, é a dívida social. A população encontra-se mergulhada numa série de outras faces que aguardam soluções, como as questões do saneamento, do abastecimento de água, do atendimento médico, da educação, da segurança, entre outros. É preciso ver através dos números a realidade diária dessa imensa parcela da sociedade brasileira que merece uma vida digna e com acesso aos serviços públicos.

O salário médio, por exemplo, é muito baixo. Esse dado é muito importante, mais até do que a renda per capita, pois essa inclui todos os rendimentos divididos pela população. O problema, no fundo, é a distribuição de renda. Um tema que se repete, mas que agora ganha aspectos essencialmente relevantes.  O problema é um desafio para o governo e para todo o país.


DIREITO DE RECLAMAR E MELHORAR A SI – EU AVISEI...

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DIREITO DE RECLAMAR E MELHORAR A SI – EU AVISEI...

Jeremoabo/BA, em 21/04/2024 – José Mário Varjão


Não reclame do que está errado se você não contribui para melhorar;

Dê exemplo de melhoria social e reclame daquilo que estiver errado;

Não reclame do seu político se você o inclui no rouba, mas faz;

Dê exemplo de honradez não elegendo corruptos ou pessoa de má índole;

Não reclame de ruas sujas se você joga lixo na rua em qualquer lugar;

Dê exemplo de cidadania, jogando lixo no lixo e no horário determinado;

Não reclame da falta de remédio se você está pedindo um saco de cimento;

Dê exemplo de bons princípios somente pedindo o previsto em lei;

Não reclame de corrupção se você se beneficia da prática de atos ilícitos;

Dê exemplo de melhoria social não contribuindo para corromper o agente público;

Não reclame de quem você o elegeu se o seu voto foi vendido;

Dê exemplo de hombridade, excluindo aqueles que dão preço ao seu voto;

Não reclame ter sido enganado se trocou seu voto por consequências;

Dê exemplo de cidadão bom caráter, não venda o seu voto;

Não reclame do político eleito se você vota em um por não gostar do outro;

Dê exemplo a sua sociedade, vote em quem tem melhores propósitos para gestão;

Não reclame do político que tem se você apoia o que não conhece;

Dê exemplo de conhecimento, analise quem realmente é o candidato antes de votar;

Não reclame do político desonesto se você só vota por interesse pessoal;

Dê exemplo a sua família, vote pela proposta de gestão e não pelo prévio benefício;

Não reclame da saúde pública ruim se você votou em troca de dinheiro;

Dê exemplo exigindo seus direitos, não trocando seu voto por qualquer migalha;

Não reclame da educação ofertada se você preferiu antes uma garrafa de cachaça;

Dê exemplo em casa para seus filhos, não troque seu direito por desgraça futura;

Não reclame da Assistência Social se você já recebeu sua parte ao vender o voto;

Dê exemplo em razão da sua necessidade, jamais em razão do voto dado;

Não reclame que o seu prefeito é ausente se você vendeu o direito de reclamar;

Dê exemplo, eleitor que pede demais é pior do que um mau vizinho, termina ignorado;

Não reclame que falta transporte público se você pede gasolina para ira a festas;

Dê exemplo ao buscar atender suas necessidades, jamais atendimento as suas vaidades;

Não reclame da segurança pública se você apoia o uso e venda de drogas;

Dê exemplo, faça sua parte, pois não é a polícia que não presta, é você que se omite;

Nota da redação deste Blog -  Quem é mais corrupto: quem compra ou quem vende o voto?

Determinar quem é mais corrupto, o comprador ou o vendedor de votos, é uma questão complexa que exige analisar diferentes fatores e perspectivas.

Argumentos contra a compra de votos:

  • Violação do princípio democrático: A compra de votos fere a essência da democracia, que se baseia na livre escolha dos representantes pelo povo. Ao vender seu voto, o eleitor abre mão de seu poder de influenciar o futuro do país e o direciona para o mais rico ou poderoso, distorcendo o processo eleitoral.
  • Desigualdade de poder: A compra de votos tende a beneficiar candidatos com mais recursos financeiros, perpetuando a desigualdade de poder e diminuindo as chances de candidatos menos favorecidos, mesmo que mais qualificados.
  • Danos à qualidade da representação: Quando eleitos por meio da compra de votos, os representantes tendem a priorizar os interesses daqueles que os compraram, em detrimento do bem-estar da população como um todo. Isso leva a políticas públicas ineficazes e à má gestão dos recursos públicos, a exemplo de Jeremoabo.
  • Crime eleitoral: Tanto a compra quanto a venda de votos são crimes previstos no Código Eleitoral, com sanções que incluem reclusão e pagamento de multa.

Argumentos contra a venda de votos:

  • Vulnerabilidade social: Em muitos casos, a venda de votos é vista como uma forma de o eleitor obter renda ou suprir necessidades básicas, evidenciando a pobreza e a falta de oportunidades. Essa situação torna o eleitor mais suscetível à compra de seu voto, explorando sua condição de vulnerabilidade.
  • Desinformação e falta de conscientização: Nem sempre o eleitor tem pleno conhecimento das consequencias da venda de seu voto e do impacto negativo que essa prática gera na democracia. Campanhas de educação política e conscientização sobre a importância do voto consciente são essenciais para combater a venda de votos.
  • Falta de acesso a opções: Em algumas realidades, os eleitores podem sentir que não possuem candidatos que representem seus interesses, o que os leva a vender seu voto como forma de obter algum tipo de benefício, mesmo que mínimo.

Análise contextualizada:

É importante considerar que a compra e venda de votos se manifestam de diferentes formas e em diferentes contextos. Em algumas situações, a compra pode ser vista como um ato de coerção ou intimidação, enquanto em outras, pode ser uma transação consensual entre o comprador e o vendedor. Da mesma forma, a venda de votos pode ser motivada pela necessidade extrema ou pela falta de alternativas, ou pode ser uma estratégia deliberada para obter vantagens pessoais.

Conclusão:

Ao invés de buscar determinar quem é mais corrupto, comprador ou vendedor, o foco deve ser direcionado para o combate à própria prática da compra e venda de votos. Essa luta exige medidas como:

  • Aprimoramento da legislação: Punições mais rigorosas para os compradores e vendedores de votos, além de medidas que dificultem a prática, como a rastreabilidade do dinheiro utilizado na compra de votos.
  • Educação política: Campanhas de conscientização sobre a importância do voto consciente e os perigos da compra e venda de votos, disseminadas através de escolas, mídias e canais comunitários.
  • Combate à pobreza e à desigualdade: Implementação de políticas públicas que reduzam a pobreza e a desigualdade social, diminuindo a vulnerabilidade dos eleitores à compra de votos.
  • Fortalecimento das instituições democráticas: Promoção da transparência e da accountability no processo eleitoral, com o objetivo de garantir eleições livres e justas.

Somente com um esforço conjunto e multifacetado, poderemos erradicar a compra e venda de votos e construir uma democracia mais justa e representativa.

Lembre-se:

  • Seu voto é um direito e uma responsabilidade. Não o venda!
  • Exija candidatos honestos e comprometidos com o bem-estar da população.
  • Denuncie qualquer prática de compra ou venda de votos.
  • Junte-se à luta por uma democracia mais justa e transparente!

Nova vacina contra a covid-19 chega à população em 15 dias

 

Nova vacina contra a covid-19 chega à população em 15 dias

Por Redação

Nova vacina contra a covid-19 chega à população em 15 dias
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

O Ministério da Saúde confirmou a compra de 12,5 milhões de doses de vacina contra a covid-19 da farmacêutica Moderna. Os imunizantes devem chegar à população nos próximos 15 dias. O contrato foi fechado na sexta-feira (19).


A pasta informou que iniciou o processo de aquisição emergencial em dezembro de 2023, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a versão mais atualizada do imunizante. As informações são da Agência Brasil.


Em nota, o ministério diz que essa é a primeira vez que empresas farmacêuticas disputam o fornecimento de vacinas contra a covid-19 no Brasil. Todas as aquisições anteriores foram feitas em um ambiente sem concorrência. A medida, segundo o governo, possibilitou uma economia de R$ 100 milhões.

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