quinta-feira, fevereiro 01, 2024

Ramagem é intimado, mas o depoimento só deverá acontecer no final de fevereiro

Publicado em 1 de fevereiro de 2024 por Tribuna da Internet

Acusado de espionagem com a Abin, Ramagem diz que 'a direita está sendo  perseguida' - 25.01.2024, Sputnik Brasil

Ramagem ainda está aguardando a marcação da data

Camila Turtelli
O Globo

Um dos alvos da operação “Vigilância Aproximada” da Polícia Federal, o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) disse já ter sido intimado, mas para prestar depoimento somente no final de fevereiro. Ele não deu mais detalhes sobre a data exata.

Ramagem, sete policiais federais e três servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foram alvos da operação da PF, na semana passada, contra um suposto monitoramento ilegal feito pelo órgão durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Ele nega irregularidades.

DISSE O DEPUTADO — “Eu só fui intimado agora e devo ser ouvido ao final de fevereiro” — resumiu Ramagem.

Como revelou O Globo em março do ano passado, a Abin utilizou um programa secreto chamado FirstMile para monitorar a localização de alvos pré-determinados, por meio dos aparelhos celulares.

Após a reportagem, a Polícia Federal abriu um inquérito e identificou que a ferramenta foi utilizada para monitorar políticos, jornalistas, advogados e adversários de Bolsonaro.

Na decisão que autorizou a operação, o relator Alexandre de Moraes cita a participação de Ramagem como membro titular da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, da qual ele faz parte desde o início do mandato. O colegiado é o único permanente no Congresso com poder para solicitar e ter acesso a documentos sigilosos.

MAIOR INTERESSADA – Em nota divulgada na semana passada, a Abin disse que “é a maior interessada” na apuração dos fatos e que continuará a colaborar com as investigações.

“Há 10 meses a atual gestão da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) vem colaborando com inquéritos da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal sobre eventuais irregularidades cometidas no período de uso de ferramenta de geolocalização, de 2019 a 2021. A ABIN é a maior interessada na apuração rigorosa dos fatos e continuará colaborando com as investigações”, disse o órgão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Essas investigações não têm medo do ridículo. A operação da PF foi segunda-feira (29/01). No dia seguinte (30/01), o vereador Carlos Bolsonaro, que foi alvo da busca e apreensão, deu depoimento, mas sobre outro assunto, e os policiais não tiverem interesse em fazer perguntas sobre a espionagem paralela. O ex-ministro Augusto Heleno, que não é investigado diretamente e não vai dizer rigorosamente nada, já foi intimado para prestar depoimento nesta terça-feira, dia 6. Quanto ao principal investigado, Alexandre Ramagem, ainda nem foi marcada a data em que será ouvido. Desse jeito e com essa velocidade, a investigação da espionagem paralela, anexada ao chamado inquérito do fim do mundo, terminará no Dia de São Nunca. (C.N.)

 

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Vacina da dengue do Butantan tem eficácia de 79,5% após única dose

 Foto: Divulgação

Profissionais do Instituto Butantan, em São Paulo, trabalham no desenvolvimento da vacina contra a dengue31 de janeiro de 2024 | 20:30

Vacina da dengue do Butantan tem eficácia de 79,5% após única dose

BRASIL

A última fase de testes de uma vacina contra a dengue desenvolvida no Brasil mostrou uma eficácia geral de 79,5% na prevenção da doença após uma única dose, de acordo com um novo estudo. Com o resultado positivo, a intenção dos pesquisadores é submeter a vacina à aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no segundo semestre de 2024.

Detalhes sobre o desempenho da nova imunização estão em artigo no periódico The New England Journal of Medicine, uma das principais publicações médicas do mundo. Liderado por Esper Kallás e Fernanda Castro Boulos, do Instituto Butantan, o trabalho contou ainda com a participação de diversas instituições de pesquisa brasileiras e americanas e da empresa farmacêutica Merck. A companhia é uma das financiadoras da pesquisa, ao lado do governo federal e da Fapesp, órgão estadual de fomento à pesquisa em São Paulo.

Por se tratar de um ensaio clínico de fase 3, o mais amplo necessário antes que uma vacina (ou outra intervenção médica) possa ser liberada para a população, o trabalho contou com a participação de mais de 16 mil voluntários, espalhados por 15 cidades brasileiras em todas as regiões do país, entre fevereiro de 2016 e julho de 2019.

Desses participantes, cerca de 10 mil receberam injeções da imunização propriamente dita, designada como Butantan-DV. Os demais, que foram o grupo controle, receberam placebo (uma substância inócua).

A divisão dos grupos e a aplicação foi feita seguindo o padrão randomizado e duplo cego. Ou seja, a decisão de quem receberia vacina ou placebo coube à sorte, e os pesquisadores responsáveis pela análise dos dados não sabiam de antemão quem tinha tomado o quê. Pessoas com idade entre 2 anos e 59 anos podiam participar do teste clínico, e pouco menos de metade delas nunca tinha tido contato com o vírus da dengue, já que não havia anticorpos (moléculas específicas de defesa) contra o invasor em seu sangue.

Esse último dado é particularmente relevante no caso da dengue porque o vírus da doença se divide em quatro subtipos principais, cujas diferenças são reconhecidas pelo organismo. No caso de uma das vacinas disponíveis hoje, por exemplo, recomenda-se que apenas pessoas que já tiveram dengue recebam o imunizante. Nos pacientes que foram vacinados sem nunca ter tido dengue antes, o contato com o vírus real parece aumentar os riscos do aparecimento da forma mais grave da doença.

Levando em conta essa variabilidade viral, a Butantan-DV é uma espécie de coquetel de todos os subtipos da dengue, com vírus vivos, mas atenuados (isto é, incapazes de causar a doença). De acordo com Esper Kallás, a formulação exata é fruto do trabalho de Steve Whitehead, coautor da pesquisa que trabalha no Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA.

“Ele levou mais de uma década para selecionar vírus representantes dos quatro sorotipos que fossem atenuados com mutações genéticas”, explica Kallás. “No caso do sorotipo 2, não conseguiu um vírus com todos os genes.” Isso fez com que ele optasse por criar uma quimera —grosso modo, um vírus modificado para carregar pedaços de outros vírus. No caso, a “carcaça” do subtipo 4 foi geneticamente alterada para ficar com duas proteínas importantes do sorotipo 2.

Nos dois anos após a vacinação, pouco mais de 1,5% das pessoas que receberam o placebo foram diagnosticadas com dengue, enquanto apenas cerca de 0,2% dos que foram efetivamente vacinados tiveram a infecção confirmada. A eficácia geral, estimada em 79,5%, foi mais baixa (de 73,6%) em pessoas que nunca tinham tido dengue antes e consideravelmente mais alta (de 89,2%) em quem já tinha tido a doença alguma vez. A eficácia também foi maior no grupo dos adultos (de 18 anos a 59 anos de idade).

Esse último detalhe provavelmente se deve também à maior probabilidade de contato prévio com a dengue entre os adultos, diz Kallás. “Mas precisamos ainda estudar pessoas acima de 60 anos para conhecer melhor esse comportamento do imunizante. O Instituto Butantan já tem um grupo de trabalho para avaliar a resposta imune a vacinas que seja dependente da idade.”

Eventos adversos considerados sérios que tinham relação plausível com a vacina e ocorreram até 21 dias após a vacinação afetaram apenas 3 pacientes (2 no caso dos que tomaram o placebo). No caso dos eventos adversos menos graves, além da dor da injeção, entre os mais comuns estiveram dor de cabeça (36,4% dos vacinados), vermelhidão no corpo (22,5%) e fraqueza muscular (19,3%).

Todos os casos de pessoas que pegaram dengue após receber a vacina ou o placebo correspondem a infectados com os sorotipos 1 e 2, sem casos dos vírus 3 e 4. “Isso reflete um fenômeno que se passou no país inteiro, com pouquíssimos casos confirmados desses dois sorotipos nos últimos anos”, diz o pesquisador do Butantan. O esperado de qualquer modo, diz ele, é que a vacina também seja capaz de proteger os pacientes dos sorotipos 3 e 4.

Enquanto a vacina ainda não é submetida à avaliação oficial para liberação, Kallás diz que ainda não estão claros os motivos para o aparente aumento expressivo dos casos de dengue no Brasil nos últimos meses.

“A exemplo de anos anteriores, aconselho aguardar a segunda metade de fevereiro para dizer se teremos, de fato, um 2024 ruim para a dengue. Isso não significa que as medidas de controle do vetor não devam ser imediatas”, ressalta. Ele aponta que, para alguns especialistas, o calor anormal a partir da segunda metade do ano passado, associado ao El Niño e também à crise do clima, poderia ter aumentado a população do mosquito transmissor Aedes aegypti e, consequentemente, a incidência da doença.

Reinaldo José Lopes/FolhapressPolíticaLivre

Relatório da CPI do 8 de Janeiro alertou para ‘Abin paralela’ sob Bolsonaro

 Foto: Arquivo Agência Brasil

Sede da Abin em Brasília01 de fevereiro de 2024 | 11:35

Relatório da CPI do 8 de Janeiro alertou para ‘Abin paralela’ sob Bolsonaro

BRASIL

O relatório final da CPI do 8 de Janeiro, de outubro do ano passado, já falava que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) passava por um enfraquecimento proposital e associado à tentativa de criar uma órgão paralelo de inteligência, “comprometido unicamente com os interesses do então presidente da República”.

A apoiadores, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou a criação de uma Abin paralela e afirmou que a agência, Polícia Federal, Exército, Marinha e Aeronáutica sonegavam informações.

No documento, a relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), afirmou que as investigações revelaram que não houve propriamente um “apagão de inteligência”, e sim “o desvirtuamento, o enfraquecimento e o desmantelamento de um sistema de inteligência que, se tivesse sido levado a sério, poderia ter evitado os acontecimentos do dia 8 de janeiro.”

“Verificou-se que o sistema brasileiro de inteligência sofreu, a partir da gestão de Jair Bolsonaro, um contínuo processo de informalização: em lugar de utilizar uma rede confiável de distribuição de informes de inteligência, com destinatários definidos e responsabilizáveis pelo processamento dos dados, as informações passaram a circular em grupos de WhatsApp, que não ofereciam nenhuma garantia quanto à confirmação do recebimento das mensagens, nem envolviam protocolos de tomada de decisão”, escreveu.

Danielle Brant/FolhapressPolíticaLivre

Toffoli julgará pedido de prisão de deputado feito por ex-mulher


Por Redação

Toffoli julgará pedido de prisão de deputado feito por ex-mulher
Foto: Reprodução / Redes sociais

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli será responsável por julgar um pedido de prisão do deputado federal Zé Trovão (PL-SC) com base na Lei Maria da Penha. A medida foi requerida pela ex-mulher do parlamentar, Jéssica Veiga. Ela alega que o parlamentar descumpriu ordem judicial e entrou em contato com ela por meio de aplicativo de celular.

 

De acordo com manifestação do Ministério Público Estadual de Santa Catarina, Jéssica Veiga disse "continuar sendo vítima de violência psicológica e moral (difamação) pelo ex-companheiro". Trovão e ela têm um filho de dois anos fruto do relacionamento.

 

Assim como o deputado, Jéssica Veiga tem atuação política no campo conservador e preside o PL Mulher de Joinville. As informações são do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

O processo tramitava na Justiça de Santa Catarina, mas o MP Estadual solicitou o envio ao STF, após o pedido de prisão, pelo fato de Zé Trovão ter foro privilegiado em decorrência do mandato de deputado federal.

 

“À vista do pedido ora formulado pela Requerente, considera-se que não seria cabível ao Juízo de primeiro grau decretar a prisão preventiva de autoridade detentora de foro privilegiado”, avaliou a 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, em dezembro de 2023.


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