quarta-feira, outubro 18, 2023

Protegendo sua Privacidade: O fornecimento de CPF em compras e a legislação Brasileira

 Publicado por Luiza Fernandes

ontem

Resumo do artigo

Nos últimos anos, a prática comum nos estabelecimentos comerciais brasileiros de solicitar o CPF dos clientes para descontos ou promoções especiais levanta preocupações sobre privacidade e segurança de dados. Este artigo aborda essas preocupações, destaca a legislação relevante e enfatiza a necessidade de transparência por parte das empresas.

Nos últimos anos, tem se tornado comum em estabelecimentos comerciais brasileiros a prática de solicitar o CPF dos consumidores como requisito para obtenção de descontos ou promoções especiais. Entretanto, o que muitos consumidores não sabem é que essa prática suscita preocupações relacionadas à privacidade e à segurança dos dados pessoais. Neste artigo, exploraremos essa questão e a legislação pertinente, destacando a importância da transparência por parte das empresas.

A Controvérsia do Fornecimento de CPF

Os consumidores brasileiros frequentemente se deparam com situações em que são coagidos a fornecer seu CPF ao fazer compras, sob a justificativa de obter vantagens ou descontos especiais. No entanto, o problema principal reside na falta de esclarecimento sobre como esses dados serão usados. Muitas vezes, os estabelecimentos não apresentam uma finalidade específica para a coleta do CPF, o que levanta preocupações legítimas sobre a privacidade e a segurança dos dados pessoais.

Legislação de Proteção do Consumidor e dos Dados

Código de Defesa do Consumidor assegura aos brasileiros o direito de não fornecer seus dados pessoais, como o CPF, em compras. Além disso, a Lei Geral de Proteçâo de Dados ( LGPD), que entrou em vigor em setembro de 2020, reforçou a importância do consentimento do consumidor para o tratamento de seus dados pessoais.

LGPD exige que a empresa, no momento da coleta de dados, informe claramente o propósito pelo qual os dados serão usados. Essa transparência é fundamental para evitar o uso indevido de dados pessoais coletados em massa. Além disso, a LGPD estabelece o princípio da coleta mínima, o que significa que apenas os dados estritamente necessários devem ser tratados.

Práticas Abusivas e Regulamentações Estaduais

Algumas empresas, particularmente no setor farmacêutico, solicitam o CPF dos clientes sem uma finalidade específica, ou seja, não vinculada a um programa de fidelidade. Essa prática é considerada abusiva. No Estado de São Paulo, a Lei nº 17.301, de 01 de dezembro de 2012, proibiu farmácias e drogarias de exigirem o CPF do consumidor no ato da compra sem informar claramente sobre a concessão de descontos.

A Drogaria Araújo e a Condenação

Recentemente, a Drogaria Araújo se tornou alvo de atenção após o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) impor uma multa significativa de R$ 7.930.801,72 à empresa. A Drogaria Araújo foi condenada por condicionar descontos ao fornecimento do CPF no ato da compra, sem fornecer informações adequadas sobre a abertura de cadastro.

De acordo com o MPMG, a condenação ocorreu após investigação dos fatos e a recusa da empresa em ajustar a conduta. Segundo a decisão, essa prática viola o direito do consumidor à informação clara sobre o serviço ofertado e sobre os riscos à segurança de dados, principalmente por colher informações pessoais sem informação prévia.

Protegendo sua Privacidade

Os consumidores têm o direito de proteger sua privacidade e seus dados pessoais. Portanto, é fundamental estar ciente dos seus direitos e questionar a coleta de dados pessoais, como o CPF, quando a finalidade não está claramente estabelecida. Caso a empresa não forneça informações adequadas sobre como os dados serão usados, o consumidor deve estar ciente de que isso pode ser uma prática abusiva e, em alguns casos, ilegal.

A proteção de dados pessoais é um direito fundamental, e as empresas têm a obrigação de garantir a transparência no tratamento dessas informações. Os consumidores podem tomar medidas para proteger sua privacidade, como exigir explicações claras antes de fornecer seus dados e, quando necessário, reportar práticas abusivas às autoridades competentes.

Em última análise, é crucial que os consumidores estejam cientes de seus direitos e exijam transparência das empresas ao lidar com seus dados pessoais. A proteção da privacidade e dos dados pessoais é uma preocupação crescente em um mundo cada vez mais digital, e é responsabilidade de todos garantir que nossos direitos sejam respeitados e nossos dados estejam seguros.

Conclusão

O fornecimento de CPF em compras é uma prática que suscita preocupações legítimas relacionadas à privacidade e à segurança dos dados pessoais. A legislação brasileira, incluindo o Código de Defesa do Consumidor e a LGPD, protege os direitos dos consumidores e exige transparência na coleta de dados. É fundamental que os consumidores estejam cientes de seus direitos e exijam explicações claras das empresas antes de fornecer seus dados pessoais. A proteção da privacidade e dos dados pessoais é uma responsabilidade compartilhada entre os consumidores e as empresas, e é essencial para garantir a segurança e a privacidade de todos.

Espero que esse artigo forneça informações úteis sobre a questão do fornecimento de CPF em compras e sua relação com a legislação brasileira, incluindo a recente condenação da Drogaria Araújo. A proteção da privacidade e dos dados pessoais é uma preocupação crescente, e todos nós desempenhamos um papel importante na defesa de nossos direitos.

Fonte:

Código de Defesa do Consumidor - Lei nº 8.078 de 11 de setembro de 1990

Lei Geral de Proteçâo de Dados - Lei nº 13.709 de 14 de agosto de 2018

Lei do Cadastro Positivo - Lei nº 12.414 de 09 de junho de 2011

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Após indiciado pela CPI, general Heleno diz confiar no “bom senso” do Judiciário

Publicado em 18 de outubro de 2023 por Tribuna da Internet

Em quatro anos, Heleno destruiu a imagem de uma vida

Bianka Vieira
Folha

O general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), diz acreditar no “bom senso” do poder Judiciário, após ser indiciado no relatório final da CPI do 8 de janeiro.

Lido nesta terça-feira (17), o documento elaborado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA) acusa o militar de praticar os crimes de associação criminosa, abolição violenta do Estado democrático de Direito e golpe de Estado no âmbito dos ataques promovidos contra as sedes Três Poderes.

MANDOU MENSAGEM – Procurado pela coluna, Heleno afirmou, em um primeiro momento, que não gostaria de comentar o relatório da CPI por meio de ligação telefônica. Em seguida, encaminhou uma mensagem.

“Nada a comentar”, escreveu o general. “Acredito no bom senso e profissionalismo de muitos membros do nosso Poder Judiciário”, finalizou.

Sob o governo de Jair Bolsonaro (PL), o Judiciário, especialmente na figura do STF (Supremo Tribunal Federal), foi constantemente atacado. Nos atos golpistas ocorridos em Brasília, em janeiro deste ano, a sede da mais alta corte do país foi uma das mais depredadas.

NOVA POSTURA – Desde que passou a ser investigado pelo 8 de janeiro, o general Augusto Heleno tem suavizado suas críticas.

Em depoimento à CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em junho deste ano, o general afirmou que falou “de maneira jocosa” quando sugeriu que precisava de “dois Lexotans [ansiolítico] na veia por dia” para evitar que Bolsonaro tomasse “uma atitude mais drástica” contra o STF.

No relatório apresentado nesta terça, a relatora da CPI, Eliziane Gama, afirma que Heleno foi uma figura de “imenso relevo” no governo Bolsonaro e um dos que mais influenciavam o então presidente da República com ideias golpistas.

DIZ A RELATORA – “Não há como escusar Augusto Heleno por sua responsabilidade direta nos atos do dia 8 de janeiro”, diz a senadora.

“Isso se dá, entre outras razões, pelo fato de que Augusto Heleno esteve presente em diversas reuniões, encontros e circunstâncias que evidenciaram o intuito golpista do então presidente”, afirmou em seu relatório à CPMI.

A parlamentar ainda acusa o general de ter tido acesso a minutas golpistas sem que tivesse se insurgido contra ações que buscavam viabilizar “a intentona autoritária de Jair Messias Bolsonaro”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O general Heleno era um dos oficiais mais respeitados. Quatro anos depois, sua imagem está deteriorada. E tudo indica que já não se fazem mais militares como antigamente. (C.N.)

PT cai em armadilha da extrema-direita no debate sobre guerra na Faixa de Gaza


REAÇÃO - Gleisi: presidente do PT diz que nunca se encontrou com o Hamas

Gleis: “Israel não tem moral para discutir direitos humanos”

José Casado
Veja

Em nota pública, nesta terça-feira (17/10), a direção do Partido dos Trabalhadores afirmou que Israel “realiza, neste exato momento, um genocídio contra a população de Gaza, por meio de um conjunto de crimes de guerra. Referia-se ao bombardeio de um hospital que matou centenas.

Em meio à massa de desinformação, já seria temerário atribuir-se a qualquer lado a culpa por esse ato de barbárie. Sem evidências sobre a origem do ataque selvagem e a 10.300 quilômetros de distância do local, é, no mínimo, imprudência.

EMBATE ESTRIDENTE – A direção do PT, aparentemente, resolveu cair na armadilha de um embate estridente com facções da extrema-direita sobre a guerra de Israel, que hoje é contra o Hamas, amanhã talvez seja contra o Hezbollah, e depois…

Incendiar o debate público sobre o conflito pode ser útil aos interessados na radicalização da política doméstica. Com certeza, é insensato à segurança de um país com grandes comunidades formadas a partir da imigração do Oriente Médio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Não tem mais jeito. O PT já se lascou todo ao tomar partido numa guerra que não tem nenhum sentido. Um dia depois de divulgar uma resolução sobre a situação na Palestina, na qual condena o Estado de Israel por “realizar um genocídio contra a população de Gaza, por meio de um conjunto de crimes de guerra”, a Embaixada de Israel publicou uma nota oficial criticando a posição do partido. A presidente do PT replicou dizendo que Israel “não tem autoridade moral para falar em direitos humanos”. Na verdade, Israel é um paradoxo extremo. Tem o povo mais instruído e capaz, mas é dominado por uma maioria retrógrada e intolerante. – (C.N.)


Israelenses e palestinos sofrem um processo de “desumanização” em caráter permanente


Imagem de um terrorista do Hamas levando um refém

Hélio Schwartsman
Folha

Dizer que israelenses e palestinos não se dão bem é um eufemismo. Seria mais correto afirmar que um lado considera o outro menos do que humano —perto de 40% menos, para os que gostam de precisão.

Sabe-se pelo menos desde a 2ª Guerra que a desumanização é um importante ingrediente psicológico de perseguições, conflitos e genocídios, mas foi só a partir da virada do milênio que cientistas começaram a investigar o fenômeno de forma mais sistemática. Um pesquisador prolífico na área é Nour Kteily, da Northwestern University (EUA).

PESQUISA LOCAL – Kteily e o neurocientista Emile Bruneau, morto precocemente em 2020, se debruçaram sobre as desavenças entre israelenses e palestinos.

Na sequência da guerra de Gaza de 2014, eles perguntaram a cada lado como via o outro. Já estava bem estabelecido que os grupos econômica e politicamente mais favorecidos tendiam a desumanizar os mais fracos, mas não havia muitos dados a respeito de como a parte desfavorecida via o lado dominante.

E o que eles descobriram é que os mais fracos não têm dificuldade para desumanizar os adversários. As taxas médias foram bem semelhantes. Os israelenses tiraram 39,8 pontos dos palestinos numa escala de “humanidade” que ia até 100; já os palestinos subtraíram 37,03 pontos dos israelenses.

IDEOLOGIA E DOMÍNIO – Várias características, como ideologia política e dominância, afetam os resultados, mas o fator mais relevante, como sabemos por causa de um outro trabalho de Kteily, é como cada lado percebe a desumanização que o outro lhe atribui.

Ele pediu a americanos que avaliassem a humanidade de muçulmanos. O desconto médio foi de dez pontos, mas o número explodia quando os sujeitos de pesquisa liam antes uma reportagem falsa sobre como os muçulmanos consideram os americanos subumanos. É a chamada desumanização recíproca.

É um achado lúgubre. Ele transforma o terrorismo numa arma quase infalível para acirrar ânimos e sabotar qualquer iniciativa de paz.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente artigo de Hélio Schwartsman, que nos faz raciocinar sobre até que ponto a paixão religiosa e ideológica consegue transformar seres humanos em bestas feras, digamos assim. Essa guerra eterna no Oriente Médio é uma vergonha para a Humanidade. Se a ONU existisse e funcionasse, toda a região deveria estar sob rigoroso controle internacional, mas lá só há um pequeno contingente de boinas azuis. (C.N.)


Investigações do Exército indicam como militares roubaram 21 metralhadoras

Publicado em 18 de outubro de 2023 por Tribuna da Internet

Investigações do Exército apontam que um ou mais militares participaram de ação que levou ao desaparecimento de 21 armas de quartel.

Foram roubadas 21 dessas metralhadoras de grande porte

Monica Gugliano
Estadão

As investigações do Exército até agora já sinalizam para a hipótese de que foi um militar ou um grupo de militares de dentro do quartel que arquitetou o roubo de 21 metralhadoras. Por isso, a Força manteve o aquartelamento e não deixa a maior parte da tropa ninguém sair enquanto todas as investigações e possibilidades não foram esclarecidas. Oficiais disseram à coluna que a decisão de impedir a saída dos aproximadamente 480 militares – que estão incomunicáveis, sem celular e sem poder receber qualquer visita – foi tomada também para evitar qualquer tentativa de destruição de provas.

A cúpula acredita que está próximo o esclarecimento de como aconteceu o roubo e já liberou parte do militares que estavam aquartelados.

METRALHADORA PESADA – Não é a primeira vez que armas são furtadas de instalações militares. O que deixou os oficiais que falaram com a coluna estupefatos foi a quantidade e a dimensão das metralhadoras.

“Ninguém entra em um quartel e sai com uma .50 embaixo do braço”, comentou um desses oficiais. De acordo com a descrição das Forças Armadas, a .50 pesa 38,1 quilos, sem contar outros 20 quilos do tripé que acomoda o armamento no solo. Tem 1,75 metro de comprimento e pode atingir um alvo a mais de um quilômetro de distância. As dimensões fazem com que a arma não seja portátil.

O roubo aconteceu no Arsenal de Guerra de São Paulo que fica em Barueri, uma unidade que faz toda a manutenção de equipamentos militares, projetos de engenharia e reposição de peças.

EM REPAROS – As armas estavam lá para manutenção e são 13 metralhadoras de calibre .50 (antiaéreas) e oito de calibre 7,62. As armas, segundo a Força, estavam “inservíveis”— ou seja, sem utilidade no momento — e em fase de reparos.

Ao saber do desaparecimento o comandante do Exército, Tomás Paiva, determinou que fossem acionados todos os mecanismos possíveis para descobrir os autores do crime. Neste caso, o próprio Exército atua como Polícia Judiciária Militar, autorizada pelo juiz militar, e conduz o inquérito. Tão logo sejam descobertos os autores do roubo, o Exército prepara uma operação para recuperar o armamento. “Tudo será encontrado e recuperado”, afirmou esse oficial.

A Força terá que dar uma resposta no menor tempo possível, principalmente, num momento em que o Ministério da Justiça tem reforçado ações no combate ao crime organizado na Bahia e sobretudo no Rio de Janeiro.

MAIOR FISCALIZAÇÃO – A operação está sendo conduzida pelo secretário executivo da Pasta, Ricardo Capelli, e vai concentrar os esforços da Polícia Federal e da força Nacional na fiscalização de rodovias, portos e aeroportos justamente para coibir o tráfico de armas.

No Exército é dado como certo que as metralhadoras podem parar nas mãos de integrantes do narcotráfico e milicianos. Muitos militares vivem em comunidades e não é impossível que algum deles tenha sido ameaçado por membros do crime organizado e instado a praticar o roubo.

Mas o principal receio é com as características das armas, capazes de derrubar um helicóptero. No Rio, há uma semana em uma incursão da polícia nas comunidades da Maré, Vila Cruzeiro e Cidade de Deus dois helicópteros foram atingidos por disparos vindos das quadrilhas dos criminosos que disputam o domínio da região.

CASO DOS MÉDICOS – A ação tinha como objetivo prender membros do Comando Vermelho (CV) em resposta a execução de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca.

Os médicos, que participavam de um Congresso em um hotel de luxo em frente à praia, haviam atravessado à rua quando três indivíduos desceram de um carro e dispararam mais de 30 tiros contra eles. Três morreram na hora, na calçada. Um quarto médico que estava com eles, sobreviveu. Ao que tudo indica até agora, morreram por engano. Um deles seria parecido com um miliciano.

Os executores equivocados foram encontrados e mortos horas depois. Eles teriam sido julgados pela própria organização criminosa que fez uma reunião por videoconferência de dentro de uma penitenciária entre presos e comparsas que estavam do lado de fora.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como já dissemos, não há mais militares intocáveis. Eles se contaminaram de tal forma no convívio com os políticos que hoje vendem as próprias armas do quartel. É o fim da picada. Um sinal do Apocalipse!


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