sábado, junho 03, 2023

Congresso aprova estrutura ministerial e Lula vetará esvaziamento do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas

Publicado em 3 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Pedro do Coutto

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira a Medida Provisória do presidente Lula da Silva criando a nova estrutura ministerial na Esplanada de Brasília. A matéria teve mais de 300 votos a favor. Na quinta-feira, o Senado aprovou por 51 votos a 19 a matéria, confirmando a iniciativa presidencial. A MP foi aprovada com as emendas do deputado Isnaldo Bulhões que esvaziam os Ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas. Mas o presidente Lula da Silva vetará os dispositivos, além de outros pontos que deseje substituir, restabelecendo a sua proposta inicial.

O veto é uma ação natural, pois o presidente da República não pode sancionar uma lei com o corte das atribuições de dois ministérios de grande repercussão, inclusive internacional. Reportagem de Camila Turtelli, O Globo desta sexta-feira, focaliza o assunto. Acrescento que, portanto, não houve derrota do presidente Lula em nenhum momento no Congresso, considerando-se que a aprovação foi obtida com a troca de cargos na Administração federal e a liberação de verbas parlamentares. Se houve derrota, foi da política  e da ética brasileira pelo parlamento nacional.

PIB AVANÇA – O IBGE revelou na quinta-feira – está na Folha de S. Paulo e no O Globo, edições de ontem – o resultado da economia brasileira no primeiro trimestre de 2023. A economia cresceu 1,9%, mas o consumo avançou apenas 0,2%. Portanto, verifica-se uma desproporção entre o crescimento econômico e o consumo nacional. A explicação está no fato de o aumento ter sido alcançado pelo agronegócio, incluindo a exportação de grãos. Na Folha de S.Paulo, a reportagem é de Leonardo Vieceli, Eduardo Cucolo e Stéfani Rigamonte. No O Globo, assinam Carolina Nalin, Cássia Almeida, Alice Cravo e João Sorima Neto.

O resultado, sob o ângulo do governo, foi positivo, refletindo-se na obtenção de divisas e na arrecadação de tributos. O crescimento de 1,9%, é importante frisar, refere-se à comparação do período de janeiro, fevereiro e março deste ano, com o de outubro, novembro e dezembro de 2022. Com isso, passou a ser otimista o cálculo sobre o PIB até o final deste ano.

A previsão do IBGE é de um crescimento de 2,9%, o que, se alcançado, será bastante positivo. A divisão do Produto Interno Bruto, que ultrapassa atualmente R$ 6,5 trilhões, pelo número de habitantes do país é o que se traduz na renda per capita: a divisão do PIB pela população brasileira.

BOLSA FAMÍLIA – João Gabriel, Thaisa Oliveira e Julia Chaib, Folha de S. Paulo, informam que, na quinta-feira, o Senado aprovou a MP do novo Bolsa Família, incluindo as mulheres lactantes e garantindo a continuidade do Auxílio Gás.

Com isso, o novo Bolsa Família, se elevará de R$ 600 para R$ 714, além de R$ 150 por cada filho com menos de seis anos de idade das famílias carentes. O texto aprovado inclui também os inscritos do benefício de prestação continuada do INSS.

PLANO DE PAZ – Numa entrevista a Patrícia Campos Mello, Folha de S.Paulo, o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelenski, afirmou que o presidente Lula dá a impressão de querer ser original ao propor um plano de paz para a guerra da Ucrânia contra a Rússia. Ele se reuniu em Kiev, na  quinta-feira, com jornalistas sul-americanos que apresentaram as suas perguntas.

A repórter Patrícia Campos Mello estava na entrevista e formulou diversas questões. A entrevista durou 1h40 e foi antecedida por ações especiais de segurança. Os jornalistas não puderam entrar na sala com os seus celulares, pois isso permitiria que a Rússia pudesse interceptar e dirigir mísseis para a localização em que se encontrava o presidente.

PROPOSTAS – Ao longo da entrevista, Zelenski afirmou que quer se reunir de fato com Lula para ouvir as suas propostas para acabar com a guerra iniciada pela Rússia. Porém, criticou o que chamou de falta de vontade e de tempo de Lula para se reunir com ele em Hiroshima na reunião do G7.

De acordo com Zelenski, o desencontro que ocorreu não foi culpa dele ou da representação da Ucrânia. Criticou também o presidente brasileiro pela falta de apoio para a criação de um tribunal especial internacional capaz de julgar os crimes de agressão na guerra e acentuou que Lula quer ser original em suas propostas de acordo. Ressaltou que continua querendo encontrar-se com o presidente brasileiro, o que poderá ocorrer tão logo Lula tenha tempo.


Enquanto o prefeito " Pai Deri" bota o povo para dançar o conluio supostamente vai dilapidando o patrimônio e... os cofres públicos

 Enquanto o prefeito bota o povo para dançar, o conluio supostamente dilapida o patrimônio público e o erário público na surdina.



O que foi a política do pão e circo?

A política do pão e circo foi um método de governo na Roma Antiga, que consistia na distribuição de pão e trigo, além da implementação de espetáculos públicos.

Com o império romano em expansão, problemas com saneamento, saúde e atendimento às necessidades do povo se tornaram maiores. Porém, também era notável que as chances de rebelião eram bem menores quando o povo tinha acesso a comida e entretenimento.

Essa política foi implementada pela primeira vez por Otávio Augusto, o primeiro imperador romano, que governou de 27 a.C. até 14 d.C. E ela foi bem efetiva na época para conter uma revolta popular e viabilizar a contínua expansão do império.

O alimento em questão consistia em pão e cereais como o trigo, que eram distribuídos para a população da cidade ou vendidos a preço bem baixo. Já o entretenimento podia vir na forma de música, circos, teatros ou arenas para lutas. (https://dicas.vestibulares.com.br/







sexta-feira, junho 02, 2023

Lula e o governo ainda precisam aprender a conviver com um Congresso conservador

Publicado em 2 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

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Ilustração do Caio Gomez (Correio Braziliense)

Thays Martins
Correio Braziliense

É bom o governo se conformar com as mudanças na medida provisória da reestruturação da Esplanada. O tempo e a ausência de uma maioria para retomar o texto original não ajudam. As medidas vencem na próxima quinta-feira e, portanto, não tem mais o que fazer.

Os líderes avisam que o jeito é aprender a conviver com um Congresso mais conservador e “cheio de manhas”, conforme avaliam alguns ministros. Caso contrário, avisam os líderes, as derrotas virão.

TAMANHO DA DIREITA – Em tempo: a votação do arcabouço fiscal deu ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o tamanho da direita mais radical no Congresso: são cerca de 100 deputados, que ficaram contra a proposta. Logo, ele tem, hoje, no centro, entre 260 e 250 deputados. A esquerda já havia sido mapeada na votação do decreto do saneamento — 120 parlamentares. Assim, não dá para passar nada sem o aval do comandante da Câmara.

Se a vida do governo será difícil nas próximas votações no plenário da Câmara, tudo promete ser mais fácil na CPMI do 8 de janeiro. A escolha da senadora Eliziane Gama (PSD-MA) para a relatoria foi um ponto a favor do Planalto. A maioria é do governo e de Arthur Lira.

E a largada do presidente da CPMI, Arthur Maia (União Brasil-BA), foi bem recebida pelo governo. Aliado do presidente Lira, ele marcou uma reunião semanal do colegiado. Sinal de que a investigação andará devagar no Plenário e será acelerada, de verdade, nos bastidores.

TUDO TEM LIMITES – Arthur Maia não pretende colocar fogo no parquinho. Nem da esquerda, nem da direita.

Se a direita quiser começar com a convocação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, principal alvo dos bolsonaristas, não conseguirá.

Da mesma forma que a esquerda não terá respaldo para colocar o ex-presidente Jair Bolsonaro sentado no banco dos convocados para depor — conhecido também como “banco dos réus”.

RAINHA DO RANKING – Passada a semana mais agitada do Parlamento neste início de legislatura, com a instalação de CPIs, o governo não tem dúvidas de que a mais trabalhosa será a do Movimento dos Sem-Terra (MST).

E o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto deu mais um recado ao governo e ao mercado. Prestes a receber novos diretores no BC, o economista disse a aliados que, ali, não tem governo nem oposição. Vale a regra do jogo, ou seja, a lei. Aliás, repetiu isso, em entrevista à Globonews, logo depois da aprovação do arcabouço fiscal na Câmara.

Por fim, os petistas fazem apostas sobre quando Marina Silva deixará o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. Mas todos os movimentos dela indicam que a saída não está no radar.

Após emparedar Lula, Lira será julgado pelo STF - PIB terá alguma freada no ano - Senado aprova MP que reestrutura ministérios e muito mais.....

 

Após emparedar Lula, Lira será julgado pelo STF e vê aliados na mira da PF

Após emparedar Lula sob a ameaça da Câmara dos Deputados baixar o caos sobre seu governo, um dos presidentes do Poder Legislativo, Arthur Lira (PL-AL), é alvo direto do Poder Judiciário e indireto do Poder Executivo. A coincidência passa um recado. Dificilmente a ação da PF foi uma retaliação, uma vez que Lula precisa e … Ler maisApós emparedar Lula, Lira será julgado pelo STF e vê aliados na mira da PF

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Câmara aprova MP que reestrutura os ministérios do governo Lula

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No Brasil e no mundo, a reação ao combate à corrupção tem formas criativas e variadas

Publicado em 2 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Corrupção nos noticiários e a volta do Papai Noel nas charges dos jornais  de sexta-feira - Região - Correio de Gravataí

Charge do Tacho (Jornal NH)

Marcus André Melo
Folha

Os acontecimentos no Brasil lembram-me da sina de Andrew Feinstein, protagonista da luta contra a corrupção na África do Sul, e do Arms Deal Scandal. O caso envolveu o ANC, o partido que governa a África do Sul na era pós apartheid.

Jovem estrela do partido e membro do Parlamento, Feinstein integrava a Comissão de Contas Públicas, a qual cabia a nomeação do titular e a supervisão do Auditor General, o órgão de cúpula de controle externo.

INVESTIGAÇÕES – A presidência da comissão cabia, como no Reino Unido, aos partidos da oposição; no caso, ao Inkhata Freedom Party, partido da província de Kwazulu Natal. O professor de finanças públicas, Gavin Woods, da Universidade de Stellenbosch, nativo e criado na província, como me explicou em entrevista, assumiu o posto.

Feinstein relatou que um belo dia recebeu no seu escaninho uma peça de auditoria sobre uma das licitações para a compra de caças e submarinos (valor US$ 5 bilhões) e que apontava irregularidades. Feinstein e o eminente professor — cujo ar de gravidade era acentuado pela perna amputada e braço com severas limitações — deflagraram investigações, constatando desvio de US$ 90 milhões para o ANC.

O tsunami político instalado culminou no recall pelo ANC do presidente Thabo Mbeki (o presidente é eleito pelo Parlamento, onde o ANC tem tido cerca de 70% das cadeiras).

PIOROU PARA MELHORAR – Um mandachuva do partido, Jacob Zuma, o substituiu. Mas a situação teve que piorar muito para melhorar. Zuma soçobrou em outro escândalo de US$ 6 bilhões (o “Gupta Family”). O partido também destituiu Feinstein da comissão e o excluiu das listas eleitorais da ANC.

Tive a oportunidade de entrevistá-lo no aeroporto de Joanesburgo, quando retornava à Inglaterra, para onde havia se autoexilado. “

Todas as portas estão fechadas para mim na África do Sul”, disse. Na ocasião, o caso contrastava com o julgamento do mensalão, recém-concluído. O desfecho de escândalos na Argentina, onde eu também pesquisava naquele momento, reforçava meu relativo otimismo com o Brasil.

ALGO PROMISSOR – Na Argentina, Menem havia extinguido o Tribunal de Contas, que o ameaçava, substituindo-o pelo modelo de Auditor Geral. A nomeação pela oposição (no caso a UCR) do Auditor Geral parecia, em tese, algo promissor. Foi um fiasco.

Leandro Despouy, nomeado pela UCR para o cargo, durante o governo de Cristina Kirchner, me confidenciou: “Nós requisitamos informações dos órgãos federais, e eles nos ignoram. Não dá em nada”.

Meu otimismo baseava-se na constatação de que não havia nada semelhante aos controles hegemônicos da ANC e do peronismo no nosso sistema multipartidário. Mas os inimigos do combate à corrupção aqui no Brasil exercem controle por outras vias.

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