quinta-feira, fevereiro 23, 2023

TJ-BA registra 100% de juízes em atividade presencial após determinação do CNJ

 

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Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

Todos os magistrados do  Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) já retornaram ao trabalho presencial, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça. Entre os servidores, a porcentagem de retorno chega a 93,62%.


No último dia 2 de fevereiro, o TJ-BA publicou o ato normativo que ratifica a determinação de exercício presencial das atividades nos órgãos judiciais de 1ª e 2ª instâncias e nos órgãos de apoio técnico administrativo. A medida estabelece as providências necessárias ao comprimento da resolução 481/22 do CNJ, que passou a vigorar em 27 de janeiro. A partir dessa resolução, o teletrabalho ficou limitado a 30% do quadro de servidores.


O CNJ tem monitorado o retorno de todos os tribunais e divulga em um painel, atualizado em tempo real essas informações. De acordo com a publicação, existem casos especiais que deverão ser analisados na volta ao trabalho presencial, como em casos de saúde, reforma de fóruns, proteção de juízes em situação de risco.


Nota da redação deste Blog - Ainda bem que estamos diante de uma boa notícia concernente a justiça da Bahia, vamos torcer que agora após o carnaval os processos andem, isso porque: " 


" A morosidade processual viola, sem sombra de dúvida, direito fundamental da pessoa, que consiste na tutela jurisdicional sem dilações indevidas. Conflita, por isso mesmo, com o modelo democrático de magistratura. Quanto mais se adia a solução de um conflito, mais a Justiça se distancia do modelo ideal. Uma questão de credibilidade.

Rui Barbosa[14], enfatizando que “a justiça atrasada não é justiça, senão injustiça, qualificada manifesta. Porque a dilação ilegal nas mãos do julgador contraria o direito escrito das partes, as lesando no patrimônio, na hora e na liberdade”.

Por esse ângulo a demora, a “omissão”, seria uma forma de descaso para com o cidadão, visto que o Estado e o detentor do poder de decidir, é aquele que possui a tutela jurisdicional a competência para mediar e julgar conflitos, uma vez que por pela demora do poder judiciário, uma pessoa é totalmente prejudicada temos nitidamente a violação de um direito básico das pessoas que necessitam e procuram o judiciário. (https://ferrazbar.jusbrasil.com.br/)

Oposição sergipana anda meio sem rumo

 em 23 fev, 2023 7:38

Adiberto de Souza


Sem lideranças fortes para conduzi-la, a oposição anda meio perdida em Sergipe. Caso não se rearticule agora em 2023, corre um sério risco de levar outra surra na disputa pela Prefeitura de Aracaju. Desde 2006, quando o saudoso Marcelo Déda (PT) conquistou o governo estadual, a oposição não mais se aprumou, perdendo eleições uma trás da outra. Tirando a vitória solitária do também saudoso João Alves Filho (DEM) para a Prefeitura da capital, em 2012, o grupo oposicionista só tem colecionado derrotas, a ponto de alguns de seus integrantes, cansados de apanhar, terem pulado para o vitorioso barco da situação nas eleições passadas. A continuar sem um comando definido, a oposição caminha para uma nova derrota não apenas em Aracaju, mas em boa parte dos municípios sergipanos. Nem precisa dizer que os vitoriosos governistas não se cansam de festejar a incompetência adversária. Home vôte!

Sob nova direção

Promete ser muito concorrida a posse de dom José Genivaldo Garcia como bispo da Diocese de Estância. Marcada para o próximo sábado, a solenidade deve ser prestigiada pelos paroquianos da região Sul de Sergipe, além de lideranças políticas. O religioso é o segundo bispo sergipano a comandar aquela Diocese. O primeiro foi dom Marco Eugênio. Dom José Genivaldo Garcia vai pastorear os fiéis de Estância, Arauá, Boquim, Cristinápolis, Indiaroba, Itabaianinha, Lagarto, Pedrinhas, Poço Verde, Riachão do Dantas, Salgado, Santa Luzia do Itanhy, Simão Dias, Tobias Barreto, Tomar do Geru e Umbaúba. Aff Maria!

Ascensão festejada

O prefeito em exercício de Aracaju, Ricardo Vasconcelos (Rede), festejou a sua vitoriosa trajetória política. O distinto lembrou que, após se eleger vereador em 2020, e ter sido escolhido para presidir a Câmara Municipal no final do ano passado, assumiu a Prefeitura da capital. Ricardo substituiu o titular Edvaldo Nogueira (PDT), que está de férias até o próximo dia 1º. O gestor interino de Aracaju conclui dizendo que “para completar essas conquistas, conseguimos antecipar o salário dos servidores da Câmara”, que curtiram o Carnaval com os caraminguás no bolso. Ah, bom!

Divisão do bolo

Boa notícia para quem está disputando uma sinecura no governo federal: passado o Carnaval, o Palácio do Planalto deve começar a distribuição nos estados de cargos do segundo escalão. Segundo o jornal O Globo, o presidente Lula (PT) aguardou a organização das bancadas, após as posses no Congresso, para que os cargos fossem distribuídos aos apadrinhados dos políticos. A expectativa é que também ocorra a distribuição de postos secundários nas coordenadorias regionais da Codevasf e do Dnocs. Pelo que dizem as más línguas, muita gente ficará a ver navios, pois existem cargos de menos para apaniguados demais. Danôsse!

Após a folia, a fé

O prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana (MDB), brincou pra valer no Carnaval da cidade. Ele prestigiou particularmente os bloquinhos da Saúde e da Assistência Social. Passada a folia, o emedebista se prepara para outra grande festa na quarta cidade mais antiga do Brasil: a Romaria do Senhor dos Passos, agendada para o período de 3 a 5 de março próximo. Realizado pela Arquidiocese de Aracaju, o evento é uma tradição há cerca de 200 anos e costuma reunir mais de 70 mil fiéis. Prestigie!

Vítima de golpe

O senador Alessandro Vieira (PSDB) foi às redes sociais alertar a população que criminosos estão usando um número de telefone falso para tentar passar golpes em nome dele: “Peço que fiquem atentos e não forneçam informações pessoais ou financeiras para ninguém que esteja se passando por mim ou por minha equipe”, frisou. O tucano também solicita que, caso receba alguma mensagem suspeita, a pessoa deve entrar em contato com ele ou com a sua equipe de assessores. Cruz, credo!

Furadores de fila

Alguém sabe no que deram as apurações sobre os prefeitos sergipanos que furaram as filas da vacina contra a covid-19? Em 2021, os gestores de Itabi, Júnior de Amintas (União), de Moita Bonita, Vagner Costa (PSB), e de Salgado, Givanildo Costa (PT), botaram os braços na seringa primeiro de quem, por direito, deveria ser imunizado contra a doença. O petista foi além ao permitir que a 1ª dama Aldeane Franca também furasse a fila da vacina. À época, o Ministério Público Estadual abriu procedimentos para apurar as descabidas atitudes dos prefeitos, porém não se falou mais no assunto. Por que será? Misericórdia!

Ciclistas esquecidos

Com uma boa cobertura de ciclovias, Aracaju poderia ser um exemplo para o Brasil. Não é porque, além das obras físicas, a cidade não implantou uma política de proteção aos milhares de ciclistas, que arriscam as vidas ao pedalarem no meio de um trânsito violento. Alguém já viu em Aracaju uma campanha educativa sobre o uso da bicicleta? Essa triste realidade vai perdurar enquanto as autoridades de trânsito não atentarem que a violência e o descaso contra o ciclista são uma questão social. Crendeuspai!

A força do dim-dim

O dinheiro em espécie ainda é o principal meio de pagamento para os gastos do dia a dia. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, 71% dos consumidores usam dinheiro vivo para honrar as despesas do cotidiano. Em seguida, aparecem os cartões de débito (24%) e crédito (4%). Entre os que usam dinheiro de papel, 77% dizem preferi-lo por ser mais fácil administrar as finanças. Ao mesmo tempo, 66% afirmam que conseguem mais desconto pagando em dinheiro vivo. Então, tá!

Contra a fome

O ex-deputado estadual Iran Barbosa (Psol) aproveitou o lançamento da Campanha da Fraternidade 2023 para lamentar a volta do Brasil ao Mapa da Fome: “São 33 milhões de pessoas passando fome em nosso país, das quais 1 milhão e 600 mil são sergipanas”, lembrou o professor Iran. Segundo ele, é preciso cobrar a execução imediata de políticas públicas voltadas ao combate à fome e à miséria. Lançada ontem, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Campanha da Fraternidade tem como tema “Fraternidade e fome” e como lema “Dai-lhes vós mesmo de comer!”. Amém!

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quarta-feira, fevereiro 22, 2023

Se for escolhida, Aline Peixoto será a enfermeira mais bem paga do mundo

 Regina Bochicchio Estadão com Dedé Montalvão

Paulo Afonso - Bahia 31/12/1969
Divulgação

A campanha informal do ex-governador e ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), para emplacar a ex-primeira-dama do Estado Aline Peixoto, sua mulher, como conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), acabou se transformando em uma disputa entre as duas principais forças políticas do Estado.

Se for  a escolhida em votação na Assembleia Legislativa, caberá a ex-primeira dama do Estado, um cargo vitalício com salário de R$ 41 mil.

Além disso, as articulações têm recebido críticas da própria cúpula petista baiana. Publicamente, na voz do senador Jaques Wagner (PT), que também já comandou o Executivo estadual.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG DEDÉ MONTALVÃO – Como diria o grande Ataulfo Alves, a desfaçatez dessa gentalha é uma arte. E fazem essas armações nojentas às claras, certos de que se trata de uma reivindicação legítima para quem não tem as menores condições de exercer o cargo de conselheira. Este é o novo PT. (C.N.) 

Observação:

 Clarice Lispector para lembrar a alguns nefelibatas que “o óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar.”

Um caso de justiça tardia

 

É certo que a Justiça abarca um bem difuso, e seu alcance, frequentemente, desafia a intervenção do Poder Judiciário

É certo que a Justiça abarca um bem difuso, e seu alcance, frequentemente, desafia a intervenção do Poder Judiciário

José Carlos de Oliveira especial para o Jornal Opção


É certo que a Justiça abarca um bem difuso, e seu alcance, frequentemente, desafia a intervenção do Poder Judiciário.

E, assim, uma vez investido do poder jurisdicional, senti uma enorme carga de responsabilidade sobre os meus ombros.

Depois de ter exercido a advocacia e as atividades inerentes ao Ministério Público, eis-me na condição de Juiz de Direito na comarca de Mozarlândia, e já nos primeiros dias de exercício da judicatura, fui procurado por uma senhora, que compareceu ao meu gabinete, solicitando agilização do julgamento de um processo em que era parte. Ela disse-me:

-Graças a Deus! Agora temos Juiz.

Naquela oportunidade, o cargo de Juiz estava vago há quase três anos. E assim que assumi a comarca, encontrei muitos processos, já com a instrução concluída, aguardando a sentença. Ante aquele quadro, de imediato, deitei sentenças em vários, visto que, naquela situação, o princípio da identidade física do Juiz era mitigado.

Indaguei-lhe qual era o seu nome, e assim que me revelou, dei-lhe conhecimento que já havia julgado a sua causa dois dias antes, a qual versava sobre reconhecimento de sociedade de fato e partilha de bens (atual união estável), pós mortem. Diante da informação, seus olhos brilharam e, erguendo as mãos aos céus, exclamou:

-Graças a Deus, justiça tarda, mas não falta!

Aquela reação causou-me um tremendo desconforto, haja vista que havia julgado por improcedente o seu pedido.

Respirei fundo e fui sincero, dizendo-lhe que não havia acolhido sua pretensão.


Depois de um breve silêncio, pálida e trêmula, perguntou-me:

-Como pode ter julgado improcedente? Como? Eu vivi com ele por quase 30 anos.

Passei a explicar a ela que não havia provas de aquisição ou aumento do patrimônio, durante a convivência com o de cujus; e que, ao contrário, os autos registravam que, quando do início de sua convivência com o falecido, o saudoso
era proprietário de cerca de 600 alqueires de terras, e quando de sua morte, o patrimônio estava reduzido a 270 alqueires.

Olhando-me firme e com a voz pausada e embargada, mas de modo contundente, asseverou-me:

-Mas, se não fosse eu, ele teria morrido sem deixar um alqueire sequer.

E passou a narrar: “Fui morar com ele, quando contava apenas 15 anos de idade, e ele quase um sexagenário. Dei a ele minha juventude e minha saúde, e hoje estou velha, doente e desamparada.”

Contou-me, ainda, que seu falecido companheiro nunca trabalhou e teria recebido aquelas terras por doação de um “padrinho” (que, em verdade, soube mais tarde que o referido padrinho era, de fato, o seu pai, que, por ser casado, não pode reconhecê-lo como filho, mas aquinhoou-o com aquelas terras). Detalhou, também, que o falecido nunca formou um alqueire de pastagem, sequer. E que o seu prazer eram as pescarias e caçadas, e, para suportar as despesas com tais atividades, reiteradamente vendia uma gleba, e assim comprava canoas, motores, armas e munições. Assinalou, ainda, que nunca construiu um curral. Que possuía algumas vacas, e era ela que tirava, todos os dias, um pouco de leite para fazer alguns queijos e, para realizar a ordenha, amarrava a vaca em um tronco de árvore. Prosseguindo, disse-me que se valia de caronas para ir até a cidade vender ovos, alguns queijos, e laranjas, e, com o dinheiro obtido na comercialização dos produtos é que adquiria os gêneros alimentícios de primeira necessidade e os medicamentos.

Relatou que assim que o falecido companheiro foi alcançado pela velhice, tornou-se uma pessoa muito doente, e por isso cuidava dele dia e noite, até o último dia de sua existência.

Finalizando a narrativa, com os olhos marejados e a voz entrecortada pela emoção, disse-me: “E agora veja o que recebo no final da minha vida”.

Acredito que aquela senhora contava cerca de 45 anos de idade, mas o sofrimento que lhe impôs a rotina de sua vida, durante décadas, fazia com que aparentasse uns 70 anos, face enrugada, mãos encarquilhadas, postura curva…

Aquele depoimento repercutiu em mim como um soco no estômago. Fiquei mal.

Recuperando a fala, orientei-a para exigir de seu advogado a interposição de recurso.

Toda a narrativa daquela mulher foi-me confirmada, a posteriori, por várias pessoas que a conheciam. Inclusive, dias depois, andando pela periferia da cidade, deparei-me com ela, residindo em uma casa humilde, quase uma tapera, no instante em que retirava água de um poço, dotado de carretilha. Testemunhei, assim, o seu sofrimento.

Falando com os meus botões, lamentei muito ter julgado aquela causa, sem antes reproduzir as provas colhidas por outro juiz. Uma vez que, caso eu tivesse presidido a audiência de instrução e julgamento, certamente teria tomado o seu depoimento pessoal e, assim, teria formado outro convencimento sobre toda extensão e profundidade dos fatos.

Confesso que, por inexperiência, deixei de adotar tal providência, não obstante a ausência de previsão naquela época, 1986. A previsão para a reprodução das provas veio apenas em 1993, com o advento da Lei 8.637 a qual acrescentou o
parágrafo único ao art. 132 do CPC/73. Mas poderia, sim, para a formação do meu convencimento, ter adotado tal providência.

O recurso de apelação foi interposto, então fiquei na expectativa de seu provimento, para assim aliviar a minha alma.

O recurso de apelação foi distribuído ao ilustre Desembargador Antônio Nery, na época Juiz em Substituição no Tribunal. Então, resolvi procurá-lo e falar da minha infelicidade naquele julgamento, detalhando a verdadeira realidade dos fatos, não posta de forma adequada nos autos.

Alguns meses depois, sempre na expectativa de um julgamento acertado e justo pelo Tribunal de Justiça, eis que retornam à comarca os autos. Com expectativa e sofreguidão, manuseei os autos, buscando suas últimas folhas, eis que para o meu gáudio divisei o acórdão onde estava escrito: “recurso conhecido e provido, sentença reformada nos termos do voto do relator”. Naquele momento, senti um grande alívio e meu coração descomprimido.

Logo depois, solicitei ao senhor Bernardo, porteiro dos auditórios, que fosse até um estabelecimento comercial e comprasse uma caixa de foguetes e que, em seguida, fosse ao campo de aviação e soltasse aqueles rojões, o que foi feito.

O senhor Bernardo nunca me perguntou o porquê daquela comemoração.

A viúva que estava com fome e sede de Justiça, enfim, foi saciada.

https://www.jornalopcao.com.br/colunas-geral/artigo-de-opiniao/um-caso-de-justica-tardia-358818/

Justiça atrasada não é Justiça, senão injustiça qualificada e manifesta.

 Justiça atrasada não é Justiça, senão injustiça qualificada e manifesta.

Justiça atrasada não é Justiça, senão injustiça qualificada e manifesta.

Ruy Barbosa em Oração aos Moços, 1921.

Não se pode perder “No intenso agora”, documentário de João Moreira Salles

Publicado em 22 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Cartaz do documentário

Um filme que já recebeu muitos prêmios internacionais

José Carlos Werneck

O Canal Curta exibiu neste domingo, dia 19, um documentário de altíssima qualidade de  João Moreira Salles, “No intenso agora”, um filme que se inicia com parte de imagens que sua mãe, Eliza Gonçalves, fez durante visita à China em 1966, no início da Revolução Cultural, passa por registros das turbulências do movimento estudantil de Maio de 1968, em Paris, e aborda também as manifestações daquela época na então Tchecoslováquia e no Brasil.

Com o desafio de lidar com muitas imagens de arquivo e com tantas lembranças geradas pelas imagens feitas pela mãe, além de suas próprias memórias, já que, ao tempo, era criança e estava em Paris em maio de 1968, o cineasta de 54 anos disse que sua intenção foi entender, entre outras coisas, como os participantes de movimentos sociais e políticos lidam com a frustração quando os sonhos revolucionários acabam não se concretizando:

SALA DE EDIÇÃO – Na opinião do cineasta, se um documentário vira algo enciclopédico, ele tende a fracassar. “No intenso agora” não é um filme sobre o Movimento de Maio de 68. Tratei de Paris, principalmente, porque a intensidade daquilo foi imensa e durou pouco, que é uma coisa que me interessa”, disse João Moreira Salles.

Segundo ele. trata-se de um filme reflexivo, mas de “sala de edição”. “Quando vi as cenas extraordinárias do enterro do estudante tcheco Jan Palach, morto durante os protestos contra o fim da Primavera de Praga (em 1969), lembrei-me do caso do Edson Luiz (estudante brasileiro, morto em 1968 pelo regime militar) e também os mortos franceses, aí que quis comparar”.

“No intenso agora” mostra que aqueles estudantes cheios de vida não tomaram o poder. Na realidade, eles nem tentaram, o que não quer dizer que foram derrotados. Tendo sido tão felizes, poucos escaparam da melancolia de ter vivido seu mais intenso agora ainda jovens.

VIVENDO EM PARIS – A história se desenrola enquanto, ele e sua família vivem em Paris. Como em “Santiago”, de 2007, João Moreira Salles investiga a si mesmo. Desta vez, por meio de mãe. Anos antes de maio explodir, Eliza Salles embarcava em sua experiência revolucionária, estética e vital na China de Mao Tse Tung , antes de mergulhar em profunda tristeza.

João, na narração como leitura em voz alta, não contém o alumbramento de reencontrar a mãe, ensaísta como ele próprio, em imagens, sínteses e anotações. Afinal, ninguém escapa da história nem de construir mitos sobre si mesmo.

É um magnífico documentário, que deve ser visto ou revisto por todos que se interessam por História. Realmente, imperdível.

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