sábado, novembro 26, 2022

Mercado reagiu mal à fala de Haddad, que não se compromete com controle de gastos

Publicado em 26 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Cotado para comandar Fazenda, Haddad diz a banqueiros que reforma  tributária será prioridade no início do governo

Haddad acompanha a linha de derrubar o teto de gastos

Ana Flor
GloboNews

O mercado financeiro reagiu mal à fala do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, cotado para o Ministério da Fazenda do governo eleito, em evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nesta sexta-feira (25).

Os investidores consideram que faltaram “sinais claros de controle de gastos”, segundo fontes da área financeira ouvidas pelo blog logo depois do almoço da Febraban.

BOLSA E DÓLAR – A Bovespa registrou variação negativa de 2,55%, enquanto o dólar fechou em alta e voltou a superar os R$ 5,40.

“O mercado está louco para se animar com Lula, mas o futuro governo se recusa a dar sinais claros de que vai controlar o crescimento da dívida no final do governo”, disse uma fonte com conhecimento de contas públicas.

Dois outros economistas citaram a percepção captada pelo mercado de que o ex-prefeito é “dogmático” na sua visão econômica e “arrogante”.

FALTOU PRESENÇA – “É preciso passar a impressão de que poderá influenciar o PT e o próprio Lula da necessidade de equilibrar as contas”, afirmou outro economista presente ao evento.

É como se a bagagem econômica de Haddad atrapalhasse, já que teria mais autonomia em defender ideias próprias muitas vezes lidas como avessas ao equilíbrio das contas públicas.

No discurso, Haddad falou de reformas necessárias, como a tributária, de reorganizar o Orçamento para dar prioridade a gastos que a sociedade escolheu ao eleger Lula e reforçou a necessidade de o Executivo conversar com todos os poderes, além dos outros entes da Federação, de forma harmônica.

SOBRE O CONGRESSO – Até para o Congresso Haddad sinalizou, afirmando que o destino dos recursos do Orçamento precisa ser discutido amplamente com o parlamento.

Mesmo assim, agentes do mercado miraram apenas para os aspectos fiscais do discurso.

Na quinta (24), o blog mostrou que Haddad é visto como principal cotado para ocupar a Fazenda no governo Lula – e o evento na Febraban era visto como um teste com agentes financeiros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que sonha em permanecer no cargo, mas a lei permite sua demissão, embora a mídia divulgue o contrário, porque ele tem “mandato”. Campos Neto diz que o mercado está pessimista e prevê aumento dos juros. Há um impasse, mas logo se verá quem tem mais força, o governo ou o mercado. (C.N.)

Afronta a patrimônio moral justifica condenação de vereadores no TJ-SP

 29 de setembro de 2020, 12h32

Por 


Mesmo que não resulte em prejuízo para o patrimônio público, determinado ato ainda assim pode constituir improbidade, ao ferir o patrimônio moral da instituição, que abrange as ideias da honestidade, boa-fé, lealdade e imparcialidade.

Prefeitura de CatanduvaMunicípio de Catanduva, no interior de SP

Com base nesse entendimento, a 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de dois vereadores, dois ex-parlamentares da Câmara Municipal de Catanduva e uma ex-assessora por atos de improbidade administrativa.

Os vereadores foram acusados de nomear assessores sob a condição de que devolvessem parte do salário, um esquema conhecido como “rachadinha”. Os servidores também teriam que prestar serviços particulares aos parlamentares, caso contrário, seriam demitidos. Segundo o relator, desembargador Marcelo Semer, a prova elencada nos autos não deixa dúvidas de que os réus cometeram o ilícito.

“É evidente que houve a exigência por parte dos réus de repasse de parte dos vencimentos de seus assessores (enriquecimento ilícito), revelando, por isso, a afronta aos princípios administrativos (artigo 37, caput, da CF) de observância obrigatória a agentes públicos e políticos”, afirmou.

Semer ressaltou que as penalidades aplicadas aos réus em primeira instância foram “fixadas em observância à proporcionalidade e razoabilidade quanto às condutas praticadas” e “não merecem, portanto, qualquer reparo”. A decisão foi por unanimidade.

Os réus foram condenados à perda dos valores recebidos ilicitamente, com o devido ressarcimento a cada um dos assessores, suspensão dos direitos políticos por dez anos, perda da função pública, pagamento de multa civil equivalente a três vezes o valor apropriado de cada vítima, além de proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de dez anos. 

Processo 1001340-32.2015.8.26.0132

https://www.conjur.com.br/2020-set-29/afronta-patrimonio-moral-justifica-condenacao-improbidade

Nota da redação deste Nlog - Por analogia, as trambicagens praticadas pelos vereadores da situação de Jeremoabo é tão grave ou talvez pior do que o acontecido  na  Câmara Municipal de Catanduva . A difrença é que os vereadorse de  Catanduva praticavam a RACHADINHA com  servidores contratados ou comissionados, já os vereadorse de Jeremoabo praticam a RACHADINHA ATRAVÉS DE VEÌCULOS ALUGADOS PARA PREFEITURA, caracterizando rachadinhas com laranjas.

Segundo o Ministro do STF XANDÃO, a justiça é cega mas não é tola; como a justiça federal está demonstrando ao prefeito de Jeremoabo não ser tola, cabe aos vereadorse da situação  "colocar as barbas de molho", porque não estão livres de serem denunciados e ter que prestar contas perante a justiça.


Precisamos terminar com as castas que se enquistam no poder público distribuindo benesses e privilégios para os seus comparsas. Quem rouba milhões, mata milhões, não se defendem direitos humanos e sociais deixando impune a corrupção, sem tocar nos tentáculos das máfias do poder. Que o Evangelho do poder-serviço nos leve a construir um Brasil republicano, centrado na justiça, na integridade e no bem comum”.  (Bispos brasileiros contra a corrupção)

Saúde mostra estrago de Bolsonaro




Presidente transformou a pasta mais importante de um governo num parque de diversões negacionista

Por Vera Magalhães (foto)

O relatório do Tribunal de Contas da União entregue ao governo de transição com o estrago provocado pelos quatro anos de Jair Bolsonaro na Saúde é uma mostra do que deverá ser radiografado em quase todas as áreas da administração: ideologia demais, gestão de menos.

Bolsonaro transformou a pasta mais importante de um governo num parque de diversões negacionista. Trocou um ministro que entendia do assunto, Luiz Mandetta, no início de uma pandemia, porque ele lhe fazia sombra ao dar entrevistas diárias e porque não endossava seu boicote ao distanciamento social e às demais medidas protetivas.

Loteou a pasta entre militares e olavistas, com os resultados conhecidos. Tanto vilipendiou as vacinas, sem nenhum ganho político evidente, só por seguir uma cartilha da extrema direita internacional de destruição da ciência, que o Plano Nacional de Imunizações, um orgulho nacional, está em petição de miséria.

Não foi à toa o chilique do presidente quando questionado no primeiro debate do pool de veículos de imprensa, no primeiro turno, a respeito da baixíssima cobertura vacinal para todas as doenças, inclusive algumas já erradicadas, e da relação que isso guarda com os ataques sem fundamento às vacinas contra a Covid-19. Bolsonaro sabia a bagunça que deixava enquanto só se preocupava com a reeleição a qualquer preço (e bota preço nisso; alô, defensores do teto de gastos feito letra morta em nome de votos!).

O governo Lula terá de trabalhar sobre escombros para reerguer o PNI, reorganizar o SUS e restabelecer a cooperação com estados e municípios, transformados em inimigos pela gestão atual. Terá de fazê-lo sem que a pandemia tenha terminado e diante da evidência de que novas ondas e novas variantes do coronavírus estarão à espreita por um bom tempo, o que demandará uma política permanente e um protocolo seguro para vacinação periódica e campanhas de conscientização.

Tudo diferente do que o governo continua fazendo, não tendo aprendido absolutamente nada com 700 mil brasileiros mortos. A simples fotografia da reunião da transição, com o time atual sem máscara e o que chega mascarado, é um símbolo gráfico e imediato da mudança de mentalidade que haverá na pasta a partir de janeiro.

Mas a que preço? Se em todos os ministérios excesso de fanatismo ideológico custa, na Saúde esse preço se conta em cadáveres. Graças a Augusto Aras e seu gabinete, os crimes cometidos na gestão da emergência sanitária seguem sem investigação. Em qualquer país, em qualquer momento da História, uma administração que se recusasse a comprar vacinas no primeiro momento diante de um vírus descontrolado e letal, que demorasse a socorrer cidades com oxigênio e que investisse contra medidas baratas, simples e eficazes como o uso de máscara só para fazer guerrilha política seria julgada de imediato.

O trabalho feito na Saúde — o time atual e o novo frente a frente, com os órgãos de controle fornecendo material técnico para a prospecção de dados — deveria ser exemplo para todos os grupos da transição.

Não há tempo a perder com correção de representatividade agora, quando a missão é apenas subsidiar quem assumirá com o maior número de informações possível, inclusive sobre os dispositivos-bombas a ser revogados de imediato após a posse.

A discussão acurada precisará ser ampla e eficaz, sob pena de ser constantemente emparedada pela extrema direita não democrática, tem de ser feita em paralelo, por Lula e Geraldo Alckmin.

Dos grupos técnicos se espera acuidade na mineração. Pois há muitas minas terrestres no caminho e muito pouca transparência onde quer que se cave.

O Globo

Alckmin enfrenta má vontade e boicote de Gleisi e Mercadante na Transição




O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (entre Mercadante e Gleise), durante entrevista coletiva após reunião com o relator-geral do Orçamento 2023
Por Cláudio Humberto

Trocando cotoveladas para garantir lugar sob os holofotes do governo paralelo do PT, Gleisi Hoffmann e Aloizio Mercadante só dão trégua na disputa que travam pelo poder, à sombra de Lula, para se unirem contra Geraldo Alckmin. Eles se revezam em iniciativas e reuniões, até agora inúteis, O ex-tucano continua sem merecer perdão dos petistas contra os quais lutou por décadas, ao lado de Mário Covas, FHC e José Serra.

Nem te ligo

Nem mesmo o fato de que sua adesão pode ter garantido a vitória de Lula por mínima margem garante a Alckmin o reconhecimento devido.

Sangue de barata

Apesar do boicote, o jeito sangue de barata de Alckmin parece lembrar aos inimigos internos que, ao contrário deles, ele é eleito e indemissível.

Ciúmes de você

Cada encontro político Alckmin gera outros, ora organizado por Gleisi, ora por Mercadante. E o pior é que nenhuma das reuniões é relevante.

Desgraça pouca

Alckmin ainda carrega consigo a “mancha” de ter sido o único a tratar de alguma coisa com o presidente Jair Bolsonaro, e a portas fechadas.

Brasil pagará caro por irresponsabilidade fiscal

A vitória de Lula e as seguidas demonstrações da irresponsabilidade fiscal do governo paralelo do PT começam a apresentar consequências mais graves no mercado financeiro, como a redução de 20% nas vendas do Tesouro Direto. Isso significa que os investidores pessoa física perdem a confiança nos títulos do governo e os juros, que já estão altos, terão de subir ainda mais para valer a pena o risco e conseguir bancar a PEC fura-teto, seja a tunga de R$70 bilhões ou de R$200 bilhões.

Só uma mostra

O bom desempenho no 1º semestre fez o valor investido no Tesouro Direto chegar a R$101,2 bilhões. A turma do PT exige o dobro disso.

Juro x risco

A conta é simples. Para emprestar dinheiro ao governo, além de rejeitar arroubos autoritários, o investidor é atraído pela responsabilidade fiscal.

Pode sair caro

Apesar da taxa básica de juros estar em 13,75% e ser utilizada em cerca de 70% dos títulos, ela não foi suficiente para atrair investidores.

O mineiro Magalhães Pinto sempre sonhou com a Presidência da República, por isso até apoiou o golpe de 1964 imaginando que seria a “solução civil” dos golpistas. Certo dia, o general Arthur da Costa e Silva o convidou para subir a rampa do Palácio do Planalto. Ele subia orgulhoso quando o general, ao seu lado, perguntou com malícia: “E então, Magalhães, está gostando?” Magalhães percebeu a ironia e devolveu: “Muito, senhor presidente, muito. Mas preferia fazê-lo todos os dias...”

Chapa fervendo

O pedido para abertura de CPI, apresentado pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), para investigar abuso de autoridade de ministros do STF e TSE, levou um dia para ter apoio dos 171 deputados necessários.

Tempos estranhos

O deputado Paulo Martins (PL-PR) considera precedente perigoso punir o PL por buscar a Justiça. Para ele, antes o problema era a insegurança jurídica. Agora, “já não se sabe se é seguro buscar o Judiciário”.

Musk manda bem

Depois de achar um estoque de camisas com a frase “#staywoke” no Twitter (algo como “continue lacrando”), Elon Musk “lacrou” mandando fazer camiseta com a frase “#stay@work” ou “continue no emprego”.

Amnésia de ocasião

Quem ouve Gleisi Hoffmann, acha que ela bateu a cabeça e perdeu a memória. Para ela, a imprensa é “danosa” ao criticar a PEC fura-teto. “Mídia nunca foi assim com os descalabros financeiros desse governo”.

Frase do dia

O Congresso tem que se levantar

Senador Carlos Portinho (PL-RJ) ao parabenizar pedido de CPI para investigar STF e TSE

Difícil explicar

Deputada, Bia Kicis diz que a ação do PL era da ministra Cármen Lúcia, que passou a Moraes por ser uma “questão administrativa”. “A questão administrativa gerou acusação de litigância de má-fé, bloqueio antecipado de verbas e inclusão no inquérito do fim do mundo”, explica.

Ação e reação

A incerteza dos rumos da economia e o risco de medidas populistas do futuro governo levaram à queda da demanda de crédito por empresas. Segundo a Serasa Experian, a redução foi de 16,4% só em outubro.

Água e vinho

Antes das eleições, a Petrobras bateu cerca de R$600 bilhões em valor de mercado. Bem mais que os R$22 bilhões enquanto era saqueada, nos governos do PT, cuja vitória no dia 30 levou a estatal perder muito valor.

Craque do rádio

A narração dos gols de Brasil 2x0 Sérvia, por Ulisses Costa, da Rádio Bandeirantes, foi histórica. Ele é a síntese do que há de melhor e mais empolgante entre os brilhantes narradores esportivos de ontem e hoje.

Pensando bem...

...o rei francês Luis XIV cunhou a célebre frase “o Estado sou eu”, mas quase 400 anos depois, tem brasileiro que pensa como ele.

Diário do Poder

Mais ausente que 'pato manco': a reclusão de Bolsonaro após derrota para Lula




Bolsonaro no Palácio do Alvorada, em 1° de Novembro: em fala curta, não reconheceu vitória de Lula

Por Mariana Schreiber, em Brasília

Em quatro semanas após fracassar em sua tentativa de reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) pouco apareceu em público ou em suas redes sociais.

De 31 de outubro, dia seguinte à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), até a manhã desta sexta-feira (25/11), o presidente havia feito apenas dois pronunciamentos, que somaram menos de cinco minutos, e ido três vezes ao Palácio do Planalto, que é o seu local oficial de trabalho.

No sábado (26/11), deve sair de Brasília pela primeira vez. Há expectativa de que participe da cerimônia de formação dos aspirantes da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ).

A postura mais reclusa contrasta com o estilo nada discreto de governar que marcou seu mandato.

Nos últimos quatro anos, o Brasil acompanhou diariamente declarações e aparições, seja na porta do Palácio do Alvorada, sua residência oficial, em motociatas pelo país ou em lives nas redes sociais.

No entanto, até mesmo a tradicional transmissão ao vivo que fazia toda quinta-feira de noite foi interrompida em novembro.

Alguns críticos têm desconfiado do silêncio. Acusam Bolsonaro de tentar costurar nos bastidores uma espécie de conspiração para tentar anular a eleição.

Essas críticas ganharam fôlego quando Bolsonaro apresentou na terça-feira (22/11), junto com seu partido, o PL, um pedido para invalidar 59% dos votos do segundo turno.

A reação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, foi dura. O presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, aplicou uma multa de R$ 22,9 milhões ao PL e aos outros dois partidos que integraram a coligação que apoiou a tentativa de reeleição, Republicanos e PP.

Na avaliação de Moraes, não foram apresentados indícios suficientes de irregularidades que justifiquem o pedido para anular os votos.

'Pato manco'

Pato manco é a tradução para lame duck, expressão usada nos Estados Unidos para se referir ao presidente em final de mandato — ou seja, um mandatário que ainda está no cargo, mas com seu poder e prestígio esvaziados.

Por causa desse esvaziamento de força política, é natural que o o governo de um presidente em final de mandato perca ritmo, explica a cientista política Beatriz Rey, pesquisadora visitante da Universidade Johns Hopkins, em Washington.

Ela considera, porém, que a ociosidade de Bolsonaro nas últimas semanas é anormal e ainda pior que o comportamento do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também não reconheceu a derrota em 2020 para o atual presidente americano, Joe Biden.

Na sua avaliação, a ausência de Bolsonaro está relacionado a um inconformismo com a derrota e a dificuldade em reconhecer publicamente a vitória de Lula.

Até o momento, o presidente não parabenizou o adversário pela eleição, postura que é praxe em regimes democráticos.

"O que essa reclusão mostra é que realmente ele não é digno do cargo que ocupa. Porque ocupar a Presidência da República significa respeitar a instituição da Presidência da República. Essa reclusão dele é um desrespeito, na minha visão", afirma Rey.

Para além do cenário político adverso, Bolsonaro foi diagnosticado com erisipela, uma infecção bacteriana nas pernas, logo após a eleição, segundo relatos da imprensa brasileira.

O diagnóstico não foi confirmado oficialmente pelo Palácio do Planalto, mas, de acordo com seu vice, o general Hamilton Mourão, a doença o impedia de vestir calças e seria o motivo de o presidente ter passado quase 20 dias sem sair do Palácio do Alvorada, sua residência.

No dia 16 de novembro, por exemplo, Mourão assumiu a tarefa de receber cartas credenciais de embaixadores estrangeiros no Brasil, protocolo que costuma ser realizado pelo presidente.

Dois dias depois, o general Braga Netto, que concorreu neste eleição a vice na chapa de Bolsonaro, disse a apoiadores que o presidente estaria bem, recebendo visitas no Alvorada.

Seja pelo abatimento pós-derrota ou por questões de saúde, o fato é que Bolsonaro teve, em média, menos de duas horas de compromissos oficiais por dia útil desde 31 de outubro. É o que mostra levantamento a partir de sua agenda pública.

E todos esses compromissos foram reuniões fechadas com integrantes do governo ou aliados políticos, quase sempre no Alvorada.

O presidente esteve apenas três vezes no Palácio do Planalto, primeiro em uma reunião com Paulo Guedes em 31 de outubro. Depois, no dia 3 de novembro, quando se encontrou brevemente com o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, fora da agenda oficial. E voltou só no dia 23, quando sua agenda registrou apenas um encontro com seu ex-ministro e agora senador eleito, Rogério Marinho.

Fora isso, fez duas aparições públicas no dia primeiro de novembro. Primeiro, para um pronunciamento de cerca de dois minutos, em que não mencionou diretamente Lula nem reconheceu a derrota. E, depois, em um encontro com ministros do Supremo Tribunal Federal na sede da Corte.

No curto pronunciamento, Bolsonaro legitimou protestos que bloqueavam estradas pelo país ao dizer que aqueles movimentos populares eram "fruto de indignação e sentimento de injustiça, de como se deu o processo eleitoral".

Esses atos, porém, têm viés antidemocrático, pois os manifestantes costumam pedir intervenção militar contra o resultado das eleições.

Por outro lado, Bolsonaro repudiou em sua fala práticas como "invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir".

No dia seguinte, 2 de novembro, fez outro rápido pronunciamento nas redes sociais, com teor semelhante.

Disse que entendia os manifestantes, que também estava triste, afirmou que os protestos eram legítimos, mas pediu a liberação das estradas para não afetar a economia e o direito de ir e vir da população. Mais uma vez, não reconheceu a vitória de Lula nem repudiou a contestação do resultado eleitoral.

Nesse período de reclusão, o presidente faltou, inclusive, a dois grandes encontros internacionais: a Cúpula do Clima realizada pela ONU no Egito, da qual Lula participou com destaque. E também deixou de ir à Indonésia para a Cúpula do G20, reunião das maiores economias do mundo.

Não é de hoje, porém, que Bolsonaro é criticado por ter uma agenda pouco carregada de compromissos oficiais.

Um levantamento liderado por Dalson Figueiredo, professor de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco, divulgado em abril, mostrou que, desde sua posse até fevereiro deste ano, o presidente havia trabalhado, em média 4,8 horas por dia útil, considerando os compromissos públicos divulgados em sua agenda.

Isso não incluía lives nas redes sociais nem compromissos de campanha, que não havia começado naquela época.

No passado, live até do hospital

Bolsonaro não reduziu apenas os compromissos públicos. Se em outras ocasiões em que teve questões de saúde, o presidente fez transmissões ao vivo de dentro do hospital, dessa vez sua presença nas redes sociais, vista como um trunfo político, também despencou.

O presidente interrompeu, por exemplo, o hábito de realizar uma live todas as quintas-feiras à noite, momento em que comentava medidas do governo e temas da semana, além de atacar adversários.

Crítico do papel da imprensa, ele usava essa transmissão como um canal direto de comunicação com seus apoiadores, sem precisar responder perguntas de jornalistas sobre temas incômodos.

Até a manhã de 25 de outubro, foram apenas três mensagens compartilhadas no feed do Twitter, duas no do Instagram e quatro no do Facebook, redes que o presidente costumava atualizar quase todos os dias.

Desde a derrota, Bolsonaro tem priorizado outros canais, como o Tik Tok, em que vem compartilhando basicamente vídeos com imagens suas em fundo musical.

Apesar de não haver qualquer fala do presidente, apoiadores tentam desvendar nas imagens possíveis mensagens subliminares. Em um desses vídeos, por exemplo, em que Bolsonaro aparece abraçado com pessoas fantasiadas de Power Rangers, personagens de um programa infantil, uma pessoa sugere que isso representaria o apoio dos "super-heróis das Forças Armadas".

Já no Telegram, desde 7 de novembro ele tem feito atualizações diárias, com mensagens focadas em divulgar feitos do seu governo. O mesmo na sua conta no Linkedin, rede voltada para o mercado de trabalho. Lá, atualizações frequentes também destacam ações da sua gestão.

Sua presença mais forte no Linkedin até provocou piadas de que estaria procurando um novo emprego. Seu futuro, porém, já estaria acertado com a direção do PL, seu partido.

Segundo notícias da imprensa brasileira, Bolsonaro terá um cargo remunerado na sigla, que bancará com recursos do fundo partidário também o aluguel de uma casa e de um escritório para ele em Brasília. O valor do salário não foi divulgado.

Sua renda deve ser complementada com duas aposentadorias que Bolsonaro tem direito a acumular e somam R$ 42 mil.

Uma ele já recebe, de quase R$ 12 mil, como capitão reformado do Exército. A outra, de cerca de R$ 30 mil, Bolsonaro tem direito pelos quase trinta anos que atuou como deputado federal. Ele já disse que pretende solicitar essa aposentadoria quando deixar a Presidência.

Tentativa de anular urnas

A reclusão, para alguns aliados, seria "estratégica", para organizar a oposição ao futuro governo Lula, ao mesmo tempo que tenta reverter a derrota, repetindo os argumentos de que as urnas eletrônicas não seriam seguras - apesar de a lisura das eleições ter sido confirmada por entidades como o Tribunal de Contas da União, a Ordem dos Advogados do Brasil e observadores internacionais, como a Organização dos Estados Americanos.

Na última semana, o PL, partido de Bolsonaro, ingressou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a invalidação de 59% dos votos do segundo turno das eleições.

O principal problema detectado pela consultoria contratada pelo partido foi o fato de que as urnas de modelos anteriores a 2020 não gerariam arquivos de log que permitam saber, pelo nome do arquivo, a qual urna ele se refere.

"Arquivo log" é um arquivo de texto que contém uma espécie de "biografia" da urna. Ele informa, por exemplo, dados sobre quantas vezes ela foi ligada, desligada e em que momento os programas foram inseridos. Esse arquivo é considerado importante porque qualquer tentativa de acesso irregular à urna ficaria registrada nele.

Segundo a petição do PL, as urnas fabricadas antes de 2020 não estariam gerando arquivos log com um nome individualizado e, por isso, não seria possível relacionar um arquivo log específico a uma determinada urna.

No entanto, especialistas em segurança eleitoral ouvidos pela BBC News Brasil, dizem que o relatório do PL é falho. Segundo eles, bastaria abrir os arquivos de log para encontrar outras informações precisas que também permitem identificar a qual urna ele pertence. Além disso, afirmam que a questão apontada no relatório não significa que houve qualquer adulteração ou erro de contagem de votos.

"É como se, em vez de cada urna diferente dizer seu nome no arquivo de log, todas elas dissessem o nome 'Enzo'. Porém, elas ainda assim dizem seu RG e CPF, que permitem a sua identificação", explica Marcos Simplício, professor de Engenharia de Computação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Ele é pesquisador nas áreas de cybersegurança e criptografia, e vice-coordenador do convênio USP-TSE que analisa a segurança do sistema de votação brasileiro.

Esses especialistas também criticaram o PL por ter focado seu pedido apenas na votação do segundo turno, sendo que as mesmas urnas foram usadas no primeiro turno das eleições, quando 99 deputados federais do próprio partido foram eleitos, formando a futura maior bancada da Câmara.

'Em decisão desta quarta-feira (23/11), Moraes afirmou que coligação de Bolsonaro demonstrou 'má-fé [...] em seu esdrúxulo e ilícito pedido'

O ministro Alexandre de Moraes, inclusive, reagiu ao pedido do PL dizendo que a ação só teria validade se abrangesse também o primeiro turno. O partido, porém, manteve a solicitação apenas para o segundo turno.

Com isso, o presidente do TSE multou o PL e os outros dois partidos da coligação que apoiou a reeleição de Bolsonaro — o PP e o Republicanos — em R$ 22,9 milhões e suspendeu o fundo partidário das três legendas.

A justificativa é que teria havido litigância de má-fé no pedido do PL, ou seja, a Justiça teria sido acionada de forma irresponsável pelo partido.

É bastante improvável que o pedido do PL invalide o resultado das eleições de 30 de outubro, então talvez você esteja se perguntando qual é o cálculo do partido ao questionar as urnas.

Apesar do fracasso na tentativa de reverter o resultado eleitoral, a ação do PL pode servir de combustível para manter os apoiadores mais fiéis de Bolsonaro engajados.

Para críticos do presidente, essa seria a principal finalidade da iniciativa: manteria uma base de apoio mobilizada, seja para liderar a oposição a Lula, seja manter seu poder de barganha político, algo que pode ser útil tanto em em possíveis batalhas futuras na Justiça.

Atualmente, há quatro inquéritos autorizados pelo STF em que o presidente é investigado por suspeitas de diferentes crimes. Bolsonaro também enfrenta as acusações de crimes feitas pela CPI da Covid, que estão em apuração pela PGR.

No entanto, a partir do momento em que deixar a Presidência da República, Bolsonaro passa a responder por todas essas suspeitas na Justiça Comum. Ou seja, a Polícia Federal pode continuar as investigações sem autorização do Supremo, as apurações que estão sendo feitas pela PGR passam para a competência de instâncias inferiores do Ministério Público e os processos no TSE passam para o TRE da região onde houve a suspeita.

Se o Ministério Público decidir fazer uma denúncia contra Bolsonaro, ele será julgado por um juiz de primeira instância.

BBC Brasil

A "nova direita" e a "morte do liberalismo"




A morte de Olavo de Carvalho permite duas análises políticas. A primeira é medir a influência do autor no bolsonarismo e seus seguidores. Haverá especialistas mais habilitados do que eu para essa tarefa.

Por João Pereira Coutinho (foto)

A segunda, mais interessante, é afirmar que Olavo não passa de um detalhe. Ele interessa como sintoma, e não como causa, da divisão que hoje existe dentro da direita.

Essa divisão não é nova. Ela faz parte da própria história do pensamento conservador desde a Revolução Francesa. Será que o liberalismo político, com sua ênfase na autonomia dos indivíduos e na limitação do poder, pode ser acomodado pelas sociedades tradicionais do Ocidente? Conservadores liberais responderam de uma forma; conservadores reacionários responderam de outra.

Os primeiros, depois de uma crítica vigorosa aos excessos "racionalistas" da revolução, pretenderam conservar uma tradição que já era liberal. Isso é visível em autores de língua inglesa, como Edmund Burke, para quem a Revolução Francesa era uma ameaça às conquistas de uma outra revolução — a Revolução Inglesa de 1688, tida por "Gloriosa" precisamente porque depôs um rei tirânico (James 2º) e estabeleceu a supremacia do Parlamento.

Os segundos marcharam igualmente contra os princípios da Revolução Francesa. Mas não o fizeram em nome de um patrimônio liberal, que aliás não existia. Quando Joseph de Maistre, um contemporâneo de Burke, exortava os franceses à contrarrevolução, o objetivo era claro: restaurar o absolutismo régio.

Essa divisão genética nunca abandonou as diferentes direitas, que ora acomodavam a modernidade política, ora a recusavam como uma ameaça existencial aos valores tradicionalistas.

Como lembra Edmund Fawcett na sua recente história do conservadorismo ("Conservatism: The Fight for a Tradition"), essas oscilações dependeram sempre de contextos históricos particulares: em épocas de estabilidade, como antes de 1914 ou depois de 1945, a direita liberal teve a sua ascendência e foi instrumental na construção da democracia.

Em épocas de instabilidade, como sucedeu entre as duas guerras mundiais, a "direita recalcitrante", expressão de Fawcett, procurou reverter os ganhos do liberalismo pela defesa de posições reacionárias e autoritárias que, em vários países da Europa, terminaram no desastre conhecido.

Vivemos novamente em crise. Porque vivemos na sombra de várias crises –políticas, econômicas, financeiras – desde a virada do milênio. Sem surpresa, a "nova direita", que é mais velha do que se imagina, volta a questionar o "consenso liberal" e as suas supostas perversões — individualismo, materialismo, globalismo, livre circulação etc.

São incontáveis os livros da "nova direita" que decretam a morte do liberalismo –ou, mais simpaticamente, a necessidade de vivermos numa era pós-liberal.

O raciocínio, tal como apresentado numa importantíssima carta aberta publicada pela revista First Things, é acabar com o "consenso morto" que prevaleceu na segunda metade do século 20 entre o conservadorismo e o liberalismo.

Quando o inimigo era comum –a União Soviética–, esse consenso fazia sentido. Hoje? Não faz. É preciso regressar às "verdades permanentes" —família, religião, comunidade, nação etc— que o liberalismo ameaça e destrói.

Os temas da "nova direita" tornaram-se bastante audíveis nos Estados Unidos. E também no Brasil, onde Olavo de Carvalho foi um dos seus principais divulgadores. Essas mensagens só tiveram sucesso porque havia uma crise política, econômica e social.

É um caminho ruinoso e sem futuro. Porque a "nova direita" comete um erro de base: a modernidade política não é uma opção; é um fato histórico. Ela é o resultado de um fenômeno irreversível – a experiência da individualidade – que emergiu no mundo pós-medieval com as suas demandas próprias.

Entre elas, está a vontade de vivermos as nossas vidas e de deixarmos os outros viverem as vidas deles, sem que exista um poder central que determine uma única moralidade pública. Em política, a nação não está acima de tudo nem Deus está acima de todos.

Isso não significa que as tradições sejam descartáveis. Pelo contrário: elas existem no contexto do pluralismo intrínseco das sociedades, para que possamos livremente escolhê-las. Como lembrava Michael Oakeshott, a relação que temos com as tradições não é a mesma atitude reverencial que os povos primitivos têm com os seus totens sagrados.

Uma tradição é como uma língua: ela pode ser aprendida e usada. Mas em nenhum momento o conhecimento de uma língua determina o que devemos dizer ou pensar.

O jogo mudou. Razão pela qual, ainda segundo Oakeshott, a discussão central da história moderna não é entre esquerda e direita ou conservadores e progressistas.

É entre indivíduos e anti-indivíduos; é entre aqueles que aceitam o desafio da individualidade e aqueles que o recusam, procurando abrigo nas "tribos" da nação, da raça, do gênero ou de qualquer outra identidade coletiva.

Olavo de Carvalho foi esse abrigo. Mas, na hora da morte, é importante lembrar que há mais vida para lá da caverna.

Folha de São Paulo

Barroso pede respeito à eleição e diz que 'não adianta apelar a quartéis e extraterrestes'


por João Pedro Pitombo | Folhapress

Imagem sobre Barroso pede respeito à eleição e diz que 'não adianta apelar a quartéis e extraterrestes'
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso afirmou nesta sexta-feira (25) que o resultado das eleições de outubro representa a vontade da maioria do eleitorado e deve ser respeitado.
 

Em uma palestra para estudantes na sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, em Salvador, ele rebateu críticas ao STF, afirmou que a corte não tem lado e destacou que questionamentos ao resultado das eleições são antidemocráticos.
 

"Eles têm repetido que Supremo é o povo. E é isso mesmo. Soberania popular significa a supremacia da vontade do povo, que se manifesta nas eleições. [...] O resultado tem que ser respeitado. Não adianta apelar para quartéis e não adianta apelar para seres extraterrestres. Isso é antidemocrático", afirmou.
 

Desde a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 20 de outubro, manifestantes bolsonaristas ergueram acampamentos na entrada de quartéis em várias cidades do país em atos antidemocráticos e defendem abertamente um golpe de estado.
 

Em um ato em Porto Alegre, manifestantes usaram lanternas de celulares apontadas para cima para o para formar uma mensagem com um pedido de socorro. O caso ganhou repercussão nas redes sociais com piadas de que o pedido seria para extraterrestres.
 

O resultado das eleições também está sendo questionado pelo PL, partido de Bolsonaro, que pediu a anulação dos votos de parte das urnas usadas no segundo turno. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou o pedido e aplicou uma multa de quase R$ 23 milhões ao partido.
 

Sem fazer referência direta ao pedido do PL, Barroso afirmou que questionar o resultado das urnas é uma atitude antidemocrática que "precisa sem empurrada para a margem da história".
 

Na palestra, o ministro comentou o episódio no qual retrucou um manifestante em Nova York e disse "perdeu, mané. Não amola". Ele afirmou que perdeu a paciência após passar três dias sendo atacado por manifestantes bolsonaristas, aos quais classificou como selvagens.
 

"Só perdi a paciência depois de três dias. [Era] uma horda de selvagens andavam atrás de mim me xingando de todos os nomes", disse o ministro, lembrado que naquele mesmo dia o telefone celular de sua filha foi invadido e ela foi alvo de ameaças.
 

Na sequência, ele afirmou que tem consideração pelos 58 milhões de eleitores que votaram em Bolsonaro, mas disse que os "humanos têm o direito de perder a paciência em algum momento da vida".
 

Barroso citou o caso do "perdeu, mané" ao falar de uma série de informações falsas envolvendo seu nome que circulam nas redes sociais. Disse que essa afirmação era verdadeira, sendo fortemente aplaudido pelo público em Salvador.
 

O ministro disse ainda que é preciso combater "falsa crença" de que o Supremo tem um lado na política brasileira. Destacou que, ao longo dos últimos anos, a corte tomou decisões que desagradaram a todos os presidentes.
 

Também disse que nada justifica ou legitima ataques com agressividade de xingamentos à corte e aos seus ministros. E que quem age desta maneira tem "baixa civilidade".
 

"A civilidade e a integridade vêm antes da ideologia. Nós não podemos naturalizar a barbárie ou à selvageria."
 

A ida de Barroso a Salvador envolveu forte esquema de segurança. Nos últimos dias, nas redes sociais, bolsonaristas insuflaram protestos contra o ministro, o que acabou não se concretizando.

Bahia Notícias

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