terça-feira, novembro 08, 2022

Alckmin nomeia coordenadores técnicos de transição

 Terça, 08 de Novembro de 2022 - 16:37

por Nicole Angel, de Brasília

Alckmin nomeia coordenadores técnicos de transição
Foto: Reprodução Youtube

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou, na tarde desta terça-feira (8), os coordenadores técnicos que farão parte do gabinete de transição do governo Lula. Na ocasião, três portarias foram assinadas para marcar o início formal dos trabalhos de transição.

 

Entre os documentos assinados está o que nomeia três coordenadores para a transição, que são Aloizio Mercadante, coordenador do grupo técnico do gabinete de transição, Floriano Pezaro, coordenador-executivo do gabinete de transição, e Gleisi Hoffmann, coordenadora da articulação política do gabinete de transição.

 

Além dos coordenadores, Alckmin também anunciou os integrantes de dois grupos técnicos de destaque. O primeiro é o de economia, que será composto por André Lara Resende, Guilherme Mello, Nelson Barbosa e Persio Arida. Já o segundo é o de assistência social, que terá Simone Tebet, Márcia Lopes, Tereza Campello e André Quintão. O deputado federal baiano Antônio Brito (PSD) também deve integrar um dos grupos (relembre aqui).

 

Alckmin, que será coordenador-geral da equipe de transição, disse que os outros nomes que irão compor os outros grupos de trabalhos, que, segundo ele, serão 31 ao todo, serão divulgados amanhã e ao longo da semana, a medida que os nomes chegarem ao conhecimento deles.

 

LULA EM BRASÍLIA

Além dos nomes, Alckmin também informou sobre a agenda do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que irá desembarcar na capital federal ainda na noite dessa terça. Essa será a primeira viagem do petista a capital após vitória no segundo turno.

 

A agenda de Lula em Brasília será intensa e começará nessa quarta-feira (9). De acordo com a assessoria do petista, ele irá visitar os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.

Bahia Notícias

No pior estilo nazista, o bolsonarismo espalha mensagens para boicotar comerciantes petistas

Publicado em 8 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Bolsonaristas divulgam listas de boicote a comércios em Porto Feliz (SP).  — Foto: Arquivo

Mensagens divulgam boicote a comerciantes petistas

Duarte Bertolini

Em boa hora, o portal do UOL publicou nesta terça-feira uma pequena amostra de como os bolsonaristas tratam a democracia.  A prática, denuncia em Casca, está disseminada em vários municípios Gravatai, Sapiranga, Teutônia, inclusive na capital Porto Alegre.

Em outra cidade, Ijui, a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) foi incluída na lista de boicotes e já está enfrentando problemas para manter suas atividades devido à redução de doações.

O fanatismo absoluto está consolidando a cegueira e o primitivismo. Se você teve dúvidas sobre votar ou não para tirar estes psicopatas do poder, as ações destes dias mostram o absoluto acerto da medida.

Espero que não tenhamos uma nova edição da terrível Noite dos Cristais.

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NO SUL, TÁTICAS POLÍTICAS SEMELHANTES AO NAZISMO

Herculano Barreto Filho    Do UOL

Um grupo de eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL) adotou táticas semelhantes às usadas pelo regime nazista para perseguir comerciantes petistas em uma pequena cidade do Rio Grande do Sul com apenas 9.000 habitantes.

Em Casca (RS), bolsonaristas espalharam mensagens nas redes sociais e em grupos de WhatsApp pedindo que comerciantes locais colocassem adesivos com a estrela vermelha do PT na frente de seus estabelecimentos. A prática é parecida com o nazismo alemão, que obrigou comerciantes judeus a colocar a estrela de Davi em suas lojas na década de 1930.

Uma lista que circula em rede sociais pedia o boicote a 20 comércios identificados como sendo de petistas. No segundo turno, 72,3% dos eleitores (4.557) de Casca votaram em Bolsonaro, contra 27,7% (1.748) de Lula.

MP CONFIRMA – Em nota, o Ministério Público a Promotoria diz ter recebido a informação de listas de boicote, situação que tem ocorrido em diversas cidades do país. “Estariam circulando em redes sociais com nomes de comerciantes e pessoas que teriam votado no Lula”, diz, em um dos trechos do texto. No texto não há menção sobre o pedido de incluir a estrela vermelha.

Por que o episódio se assemelha à tática nazista? No regime nazista na Alemanha, no começo da década de 1930, foram elaboradas listas para boicote de comércios de propriedade de judeus. Os nazistas grafitaram vitrines dessas lojas e espalhavam avisos pelas cidades, pedindo para que a população não comprasse produtos nesses estabelecimentos.

Na cidade de Casca, mensagens atribuídas a bolsonaristas foram direcionadas aos próprios eleitores do PT, com uma ameaça em tom irônico: “Atenção petistas, coloquem esse adesivo na porta do seu negócio [mensagem acima da imagem da estrela símbolo do PT]. Mostre que você tem orgulho de quem elegeu.”

PORTAS FECHADAS – Mais de 120 lojas fecharam as portas nesta segunda-feira após ameaças enviadas via WhatsApp. A advogada Janaíra Ramos, 54, denunciou casos de assédio eleitoral ao Ministério Público, que também incluem agressões a petistas após o resultado das eleições, na noite de 30 de outubro.

O escritório da defensora amanheceu nesta terça-feira com o interfone depredado. Às 20h53 de ontem, as câmeras do circuito interno registraram as imagens de um homem danificando o portão do estabelecimento. No vídeo, um indivíduo que aparenta usar um soco inglês, arma branca de ferro com orifícios para encaixar os dedos, desfere quatro golpes no interfone e sai do local caminhando.

A advogada coletou as imagens em uma mídia para registrar ocorrência do caso na Polícia Civil pelo crime de dano.

RETALIAÇÃO – “Bolsonarismo aqui virou uma seita.” Em entrevista ao UOL Notícias, ela vê o episódio como uma retaliação às denúncias contra os ataques bolsonaristas após o segundo turno das eleições presidenciais, no dia 30 de outubro.

“As pessoas perderam a racionalidade, e as coisas aqui estão fugindo do controle. Estamos tomando as medidas cabíveis para que as agressões parem.”

Ela atribui esses atos de violência ao que vê como uma “minoria extremista”, que não aceita o resultado das urnas. “O bolsonarismo aqui virou uma seita. É um grupo minoritário, que está colocando em risco a própria convivência das pessoas em uma cidade pacata por causa de uma incitação ao ódio criminosa”, diz.

PERSEGUIÇÕES – “Primeiro, eles [bolsonaristas] fazem listas para perseguir pessoas e comerciantes. Depois, organizam uma greve no comércio. Agora, começam a depredar o patrimônio. São recados para intimidar as pessoas? Os líderes desses movimentos precisam ser identificados e responsabilizados”, diz a advogada Janaíra Ramos.

Outros ataques denunciados em Casca. Um petista que comemorava a vitória de Lula nas urnas teve o carro depredado por bolsonaristas. De acordo com a denúncia, uma mulher parou em frente ao veículo, identificado com bandeiras do PT, e começou a chamá-lo de “bandido e ladrão.” Em seguida, outros apoiadores de Bolsonaro atiraram garrafas na direção do veículo, que ficou danificado. O ataque só foi interrompido porque havia policiais militares nas imediações.

Em outro episódio, uma mulher sofreu ferimentos ao ter uma bandeira do PT arrancada da sua mão. Em seguida, relatou, os agressores atearam fogo no material. “Nenhum petista pôde comemorar a vitória de Lula em Casca”, relatou a advogada Janaíra Ramos.

Flávio Bolsonaro usa Ciro Nogueira para neutralizar o irmão “incendiário” junto ao pai

Publicado em 8 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Além de não ajudar, nos prejudicou muito", diz Ciro Nogueira sobre Itamaraty

Ciro Nogueira atua como conciliador junto a Jair Bolsonaro

Bela Megale
O Globo

Defensor de que Bolsonaro siga uma postura mais “amena” após a derrota, o senador Flávio Bolsonaro tem usado o ministro Ciro Nogueira, da Casa Civil, para capitanear esse movimento dentro do governo e também em conversas junto ao pai.

O filho 01 de Bolsonaro preferiu agir nos bastidores para não entrar em confronto direto com o irmão Eduardo Bolsonaro, que defende que o presidente incorpore uma conduta mais agressiva, com críticas abertas ao Judiciário, questionamento sobre resultado das eleições e estímulo de protestos e paralisações de apoiadores.

BAIXANDO A BOLA – Em meio a esse embate, Flávio escalou Nogueira para fazer articulações e investidas junto a Bolsonaro para desencorajar confrontos, especialmente com o Judiciário.

A dobradinha do ministro da Casa Civil e do senador, por exemplo, foi decisiva para destravar o pronunciamento de Bolsonaro após a derrota, assim como o início da transição.

Flávio também vem sendo procurado por interlocutores de outros partidos que buscam amenizar o clima de tensão desde a derrota do pai, mas, até o momento, preferiu evitar conversas para não entrar em rota de colisão com o irmão.

OPINIÕES DIVERGENTES – Como informou a coluna, desde que Bolsonaro foi derrotado por Lula, houve uma divisão entre os filhos do presidente sobre quando e como ele deveria se posicionar.

Flávio e Nogueira defendiam que ele falasse logo e que fizesse um discurso amplo, valorizando seus 58 milhões de eleitores e seu legado. Mas Eduardo estimulava o silêncio do presidente e via com bons olhos os distúrbios ilegais realizados por apoiadores nas estradas. No final, venceu a turma com mais bom senso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Os filhos de Bolsonaro têm futuro garantido na política. Em nome do pai, os filhos podem ir renovando tranquilamente seus mandatos parlamentares. Assim, a família tem futuro garantido, mas a Presidência da República passou a ser para os Bolsonaro um sonho que dificilmente se concretizará novamente. Posso estar errado, mas..(C.N.)

Hoje na sessão da Câmara o vereador Chaves informou que aguardem a qualquer momento o prefeito ser preso, já o vereador Eriks denunciou rachadinha e fantasmas

 Isso mesmo, hoje da tribuna da Câmara de Vereadores de Jeremoabo, o edil Antônio Chaves além de denunciar as falcatruas do prefeito e seu conluio, alertou que a qualquer momento o prefeiro poderá ser preso; acrescento o prefeito só não, se for será juntamente com mais três ou quatro pessoas.

Será quwe estamos diante de uma quadrilha?

Para completar o suposto roubo, o vereador Eriks Varjão denunciou rachadinha com o pagamento dos veículos escolar locados, denuniciou, ônibus fatasmas e o mais grave, ônibus escolar do municipio transportando alunos e sendo pagos como se fosse de uma empresa contratada pela prefeitura.

O pior é que segundo o vereador Eriks, essa empresa também é fantasma, isso porque o nome do proprietário é um onde o CNPJ está no nome de outra pessoa.

O pior é que tudo isso é  pago com recursos federal, com certeza os ratos já estão na ratoeira, quem está apurando é o MPF e a Polícia Federal.

Os vereadores esdtão citando apenas o nome do prefeito. e a secretária de educação e outros irão conseguir ludribiar a Polícia Federal?

Se fosse apenas rachadinha a coisa iria pegar, pior que tem coisas mais graves do que rachadinha.


Economia e desencanto com política podem levar Lula a sofrer rejeição alta logo de início

Publicado em 8 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Rejeição a Lula é menor que a de Bolsonaro, Doria, Moro, Ciro e Mandetta

Lula precisará mostrar resultados logo de cara, se não….

João Sorima Neto
O Globo

Um cenário de desencanto da população com a classe política e com as instituições brasileiras e de revolta com serviços públicos ruins pode levar o presidente eleito Lula da Silva ao mesmo caminho que seus pares de esquerda recém-eleitos na América Latina: perda de popularidade de forma muito rápida. A avaliação é de Christopher Garman, diretor-executivo para Américas do Eurasia Group.

“A lua de mel com os governos eleitos na América Latina tem sido mais curta que o normal. A popularidade de Gabriel Borić, que desde março governa o Chile, caiu de 50% desde a posse para 30% agora. A de Gustavo Petro, da Colômbia, que tomou posse em agosto, caiu de mais de 50% para próximo de 40% em três meses” – disse Garman.

BASE BOLSONARISTA – O especialista em política da Eurasia afirmou ainda que além desses fatores, no Brasil há uma base ‘bolsonarista’ que se sente roubada com o resultado das eleições. Ele lembra também que, embora a economia mostre sinais de recuperação, o que quase reelegeu o atual presidente jair Bolsonaro, a renda real dos brasileiros não cresceu. E, com a elevação da taxa de juros, a economia brasileira não deve decolar no próximo ano.

Garman estima que a taxa de popularidade de Lula, ao tomar posse, deve ficar entre 50% e 60%, mas em três ou quatro meses tende a cair para próximo de 40%. Por isso, para ele, a prioridade zero neste momento é a indicação de uma equipe econômica robusta e como esse time enxerga os gastos prioritários para o próximo ano.

“A situação é desconfortável. Será necessário a aprovação de um Proposta de Emenda Constitucional (PEC) antes de janeiro para garantir os R$ 600 do Auxílio Brasil, além de acomodar recursos para aumento do salário mínimo, investimentos e outros programas sociais”, explica o especialista da Eurásia.

AVESSO AO RISCO – Se Lula enxergar que a situação é difícil, diz Garman, o presidente deverá ficar ‘avesso ao risco’ e evitar decisões que gerem desconforto. Lula já demonstrou em outros momentos-chave do país, em governos anteriores, que tende a evitar riscos em situações complicadas.

Garman acredita que Lula será sensível às reações do mercado financeiro e vai querer ‘ancorar as expectativas’.

Para Garman, as novas regras do teto de gastos só devem sair depois do Carnaval, já que a proposta terá que ser elaborada pelos nomes técnicos da pasta da economia, que ainda nem foram nomeados. Será um processo que terá a participação do Congresso e vai provocar mudanças também, dependendo das reações da sociedade e do mercado, que tem a expectativa que a trajetória de crescimento da dívida pública, no longo prazo, seja equacionada.

REFORMA TRIBUTÁRIA – Para ele, no segundo semestre, o governo poderá encaminhar uma reforma tributária, que deve ser o marco mais relevante para a economia brasileira. A sinalização que vem sendo dada pelo PT é que o objetivo é buscar uma reforma que simplifique o sistema tributário brasileiro, com a unificação de impostos federais em um único imposto o (IVA).

Também deverá ser discutida a taxação de dividendos e de juros sobre capital próprio, imposto sobre herança e sobre fortunas.

“Esse vai ser o debate mais espinhoso no Congresso, que tem um perfil mais conservador. Acredito que o Congresso não será contrário ao aumento de gastos, mas será contrário ao aumento de carga tributária, que já é elevada no brasil e deve provocar reações” – analisa Garman.

REFORMA ADMINISTRATIVA – O especialista avalia que uma reforma administrativa tende a ser mais modesta, reduzindo os ganhos de quem entra no serviço público e colocando um teto para os ganhos dos funcionários públicos com renda mais elevada. Garman não acredita que será colocado em prática o fim da estabilidade.

Garman avalia que a questão ambiental será um dos principais focos desse governo, já que tende a ser um ‘chamariz’ para o Brasil e sua inserção internacional. O perfil mais protecionista em acordos comerciais de um governo liderado pelo PT pode afetar a atração de investimentos para o país.

Há dois acordos importantes na pauta: o do Mercosul com a União Europeia e a entrada do brasil na Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que traz um ambiente de negócios mais amigável ao Brasil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A entrada do Brasil na OCDE é uma miragem criada pelo ministro Paulo Guedes. A organização está monitorando o retrocesso nas leis contra corrupção no Brasil. Enquanto não acabar a impunidade hoje garantida pelo três Poderes, o Brasil não entra na OCDE. (C.N.)


Tudo certo para o MDB apoiar Lula, só falta “consultar” o partido e entrar na transição


Baleia Rossi e Gleisi Hoffmann em entrevista após reunião para definir transição

Depois do acerto, Rossi e Gleisi deram entrevista coletiva

Fernanda Trisotto e Natália Portinari
Folha

O presidente do MDB, Baleia Rossi, afirmou que irá consultar lideranças do partido para saber se a sigla integrará o governo de transição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, uma definição deverá ocorrer até esta quarta-feira.

— Começamos um diálogo sobre a questão da transição e a possível participação do MDB para que possa colaborar principalmente com assuntos que sejam relevantes e desafiadores no próximo governo — afirmou Baleia, após reunião com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

CONVITE FORMAL – Gleisi esteve na Câmara nesta terça-feira para convidar formalmente o MDB a participar do governo de transição indicando um nome para compor o conselho político.

— Vim aqui fazer um convite formal para que o MDB integre conosco o processo de transição. Nós achamos muito importante ter os partidos formalmente nesse processo — afirmou Gleisi.

Segundo a deputada, já há definição de nomes de nove partidos que apoiaram o partido no primeiro ou segundo turno, incluindo o PDT. Agora a expectativa é pela indicação do MDB. Durante o segundo turno, o MDB optou por ficar neutro na disputa presidencial. A medida foi adotada para liberar os filiados a fazerem campanha para Lula ou Jair Bolsonaro.

NOME CERTO – Um dos nomes certos para o Ministério é o de Simone Tebet, que acabou a corrida no terceiro lugar, decidiu apoiar o petista e foi peça importante para consolidar a vitória de Lula no segundo turno. Tebet emplacou temas para serem tratados na campanha de Lula, em que teve participação ativa, e está cotada para assumir um ministério no novo governo.

Além da discussão sobre a participação do MDB, que elegeu 42 deputados e terá a quinta maior bancada na Câmara, Gleisi disse que conversou com Baleia sobre as manifestações antidemocráticas que estão ocorrendo pelo país após a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas. Ela cobrou vigilância das autoridades para dar uma resposta clara aos protestos que classificou de golpistas.

— Tivemos uma eleição que teve um vitorioso. O perdedor tem direito de espernear e fazer oposição, mas não tem direito de chamar para um golpe, de querer fazer é a desestabilização do país — afirmou.

DIANTE DOS QUARTÉIS – Para a deputada, não pode ser considerado normal a quantidade de pessoas em frente a quartéis elevando o tom e pedindo intervenção militar, bem como os pontos de bloqueio em estradas, que foram sendo desmobilizados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ao longo da semana.

— As instituições têm que olhar de maneira firme para isso, não deixar esse movimento se alastrar e a gente ter uma resposta política à altura — afirmou, dizendo que conversará sobre o tema com outras lideranças políticas.

Questionado sobre qual será a participação do MDB durante as tratativas para avanço da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Transição, Baleia Rossi disse que ainda quer ter acesso ao texto e definições sobre como a medida tramitará, o que depende de Lula.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Com a maior facilidade, Lula caminha para ter maioria na Câmara e no Senado. Para tanto, terá de pagar caro, mas é investimento com retorno certo. (C.N.)

Eleições de Câmara e Senado nos EUA são fundamentais para os destinos do mundo

Publicado em 8 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Why Donald Trump loves Vladimir Putin.

Trump e Putin são figuras nefastas para a paz mundial

Roberto Nascimento

A maior nação democrática do globo terrestre, os Estados Unidos da América, corre sério perigo de enfrentar graves turbulências políticas, caso o governo democrata de Joe Biden perca a maioria na Câmara dos Representantes nas eleições desta terça-feira, dia 8.

O Partido Republicano já tem a maioria no Senado. Se conquistar a maioria na Câmara e confirmá-la também no Senado, transformará o presidente Joe Biden em refém do Congresso, nestes dois anos que faltam para as novas eleições presidenciais. Nada passará no Capitólio sem o aval do ogro golpista, Donald Trump.

EXTREMA-DIREITA – Não há dúvida de que o invasor do Capitólio conseguiu captar as demandas devidas e indevidas dos americanos da extrema-direita branca, com base na incentivação dos extremismos contra os imigrantes, a partir de fake news e em promessas que não conseguiu cumprir no seu desastrado primeiro mandato, como a construção do muro na fronteira do México.

Grande parte dos americanos apoia também políticos que são contra as evoluçõess sociais e a inclusão de negros, hispânicos e asiáticos no mercado de trabalho da América, incrementando inclusive o ódio contra os refugiados da África e da América Central.

Não à toa, Trump tentou construir um novo “Muro de Berlim” em toda a extensão da fronteira com o México e ainda pretendia que o governo mexicano bancasse a obra.

POLÍTICA EXTERNA – Essas turbulências na política interna dos Estados Unidos acabam influindo também na política externa, exatamente quando a sorte está lançada e o planeta Terra entrou em transe – alô, Glauber Rocha.

Se o Partido Republicano conseguir a maioria na Câmara e no Senado, teremos novamente dois extremistas em postos-chaves na condução dos destinos do mundo – ogro russo Vladimir Putin, atual invasor de países, e o ogro americano Donald Trump, o invasor do Capitólio.

O mundo precisa de paz para superar o retrocesso ocorrido com a pandemia. Se depender de líderes negativos como Putin e Trump, porém, a tendência é de que o mundo caminhe para trás.

PF apontou risco ‘médio’ de ‘conflitos políticos’ e ‘baixo’ de bloqueios de vias




Ao enviar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, informações sobre o efetivo da Polícia Rodoviária Federal empregado no segundo turno das eleições e nos dias subsequentes, o diretor-geral Silvinei Vasques citou a avaliação feita pela Polícia Federal sobre 'riscos potenciais à ordem e segurança' durante o pleito. Ao analisar 18 variáveis, no âmbito nacional, a corporação listou 'médio risco' de casos de boca de urna, compra de voto, 'conflitos políticos' e aglomerações nos locais de votação. Já ocorrências de transporte irregular de eleitores e bloqueio de vias públicas - pontos que colocaram a PRF sob holofotes na semana passada - foram citadas como 'baixo risco'.

De acordo com Silvinei, as variáveis avaliadas que têm 'vinculação direta com atribuições' da PRF no âmbito das rodovias federais são o transporte irregular de eleitores, manifestações pacíficas, manifestações violentas, bloqueios de vias públicas, passeatas e carretas. Todas essas foram citadas como 'baixo risco'.

Além da lista dos 'riscos' no âmbito nacional, a PRF apresentou ao Supremo as matrizes elaboradas pela Secretaria de Operações Integradas da Polícia Federal com base em informações dos Estados. Todas apresentam os mesmos 18 itens, mas na listas correspondentes a algumas regiões são listadas variáveis adicionais.

Na da região nordeste é citado como 'alto risco' itens como 'servidores da segurança pública envolvidos em atos político partidários' e 'ameaça de intimidação, coação a candidatos e/ou seus apoiadores'. Já na lista da região centro-oeste são indicadas, também como 'alto risco' pontos como manifestações na Praça dos Três Poderes e no TSE. A matriz da região norte cita ação decorrente de garimpos ilegais. Nas disposições sobre as regiões sul e sudeste não é citada nenhuma variável adicional.

As informações constam de ofício no qual Silvinei Vasques informou ao STF que houve 'redução de efetivo operacional' na chamada Operação Rescaldo - que mirou bloqueios realizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em todo País, inconformados com a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas -, mas sustenta que nos Estados em que foram registrados atos considerados antidemocráticos a equipe foi ampliada e direcionada para os 'locais de manifestação'.

A atuação da PRF ao longo do segundo turno e nos dias subsequentes, em especial a do diretor-geral da corporação, está na mira do Ministério Público Federal. O órgão pediu à Polícia Federal que abra uma apuração sobre a conduta de Vasques apontando indícios de prevaricação, violência política e omissão na desmobilização dos protestos que bloquearam estradas federais após a derrota de Bolsonaro.

A investigação ainda vai se debruçar sobre as abordagens feitas pela PRF no último domingo, 30, dentro do horário de votação - denunciadas nas redes sociais. Mesmo depois de o TSE proibir operações relacionadas ao transporte público de eleitores, a corporação fez ao menos 560 operações, com foco no Nordeste.

A Procuradoria quer averiguar se as abordagens afetaram o "livre exercício do direito de voto". Enquanto isso, a PRF sustenta que as operações tinham o objetivo de combater o transporte irregular de eleitores, com base no Código de Trânsito.

Estadão / Dinheiro Rural

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