sexta-feira, outubro 14, 2022

Equipe de Bolsonaro acha que Lula pode ter menos 3%, devido à maior abstenção

Publicado em 14 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Charge O TEMPO 11-11-2021 | O TEMPOMarcelo Godoy
Estadão

Nas apostas da campanha de Jair Bolsonaro (PL) para uma vitória nas urnas no segundo turno tem destaque um possível aumento do índice de abstenção em Estados onde a eleição já foi decidida, principalmente no Nordeste – base eleitoral mais fiel do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Numa votação que se projeta acirrada, o número de eleitores que não comparecem às urnas se tornou preocupação latente da campanha petista.

Com a surpresa de ter de enfrentar um segundo turno mais renhido do que o esperado, o combate à abstenção esteve presente nas manifestações de quase todos os governadores presentes na quarta-feira na reunião em que declararam apoio a Lula, em São Paulo.

ESTRATÉGIA – No caso de Bolsonaro, um dos principais esforços da campanha está concentrado em aumentar a presença de votantes nos 12 Estados em que o presidente venceu e, ao mesmo tempo, confiar na desmobilização da máquina de candidatos às Assembleias Legislativas, Congresso e governos estaduais nas “áreas vermelhas”, com eleitores mais pobres, o que ajudaria a desestimular o comparecimento.

Um estudo estatístico desenvolvido por Örjan Olsén, diretor da Analítica Consultoria, verificou qual seria o possível impacto da abstenção no total de votos dos dois candidatos no segundo turno.

No modelo mais favorável a Bolsonaro, o peso do não comparecimento, isoladamente, poderia significar uma diferença de 0,5% dos votos válidos em favor do presidente – o que só definiria uma eleição em um cenário de acirramento da disputa, com a vitória sendo definida por uma margem pequena de votos, menor ainda do que aquela registrada entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), em 2014. Naquele ano, a petista obteve 51,64% dos votos e o tucano, 48,36%. Em um caso assim, a abstenção pode ser decisiva.

NOVOS CÁLCULOS – Um dos coordenadores da campanha de reeleição de Bolsonaro, Fábio Faria, ministro das Comunicações, disse ao Estadão que a campanha tem a expectativa de uma abstenção maior no segundo turno justamente nos Estados do Nordeste.

“O voto útil foi 100% para o Lula. Na nossa conta o Lula vai ter, só de abstenção, menos 3,6% – diferença da abstenção do Bolsonaro para Lula”, afirmou.

O não comparecimento dos eleitores nas unidades da Federação em que a disputa para governador já se definiu no primeiro turno impõe também um desafio aos bolsonaristas. O Rio, onde o governador Claudio Castro (PL) se elegeu no primeiro turno, por exemplo, deu a vitória a Bolsonaro no 1º turno.

TIRA E BOTA – Na opinião do cientista político Antonio Lavareda, a abstenção compulsória, aquela que leva o eleitor mais pobre a deixar de votar por falta de dinheiro ou por necessidade de trabalhar no dia da eleição, prejudica mais o candidato petista. Do ponto de vista da campanha de Lula, esse deveria ser o principal foco no segundo turno: levar o eleitor que faltou ao primeiro turno a votar agora.

“Acredito que é possível ampliar a votação em todas as regiões do Brasil, diminuindo até os votos brancos e nulos”, afirmou o senador eleito pelo Piauí, Wellington Dias (PT), um dos coordenadores da campanha do ex-presidente. “Sou do Nordeste, e vamos trabalhar lá para o crescimento.”

O governador eleito do Amapá, Clésio Luis, do Solidariedade, foi ainda mais direto. “Nos Estados em que a eleição já terminou (caso do Amapá) temos uma tarefa que é não deixar que a abstenção seja alta. Na medida em que os cargos locais já foram preenchidos temos uma tarefa de fazer o povo entender que nós somos todos Brasil”, afirmou.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Caramba, os caras fazem os cálculos mais absurdos para tirar e repor votos! Como diria Ataulfo Alves, a criatividade dessa gente é uma arte.. (C.N.)

Até no Brasil a ética protestante fortalece o movimento orquestrado pela extrema-direita

Publicado em 14 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Papa: "Somente a paz é santa, não a guerra" - Notícias - Franciscanos Notícias - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Líderes cristãos não querem guerra, mas os políticos insistem

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

Em 1997, Fareed Zakaria, apresentador da emissora CNN e especialista em política doméstica e externa, escreveu no periódico Foreign Affairs que alguns países tinham cada vez menos apreço pelo “Estado de Direito, respeito a minorias, liberdade de imprensa”, o que chamou de “iliberalismo”.

Essa tendência passou a ser um eixo da política mundial com o fortalecimento da direita europeia, a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e sua aliança com líderes mundiais, como Vladimir Putin, na Rússia, e Recep Erdogan, na Turquia, que transformaram as respectivas democracias em ditaduras eleitorais.

Na Polônia e na Hungria, líderes populistas fazem a mesma coisa. No Brasil, Bolsonaro se tornou um dos polos desse eixo, sobretudo depois da derrota de Trump para o presidente democrata Joe Biden.

DIZ O VELHO DA HAVAN – Num vídeo recente, que virou meme nas redes sociais, o empresário Luciano Hang, o “Velho da Havan”, aliado de primeira hora de Bolsonaro, faz a apologia do empreendedorismo e critica duramente a regulamentação da economia pelo Estado, atribuindo à esquerda a responsabilidade pelo atraso econômico do país, ao passo que a direita teria feito de Santa Catarina o paraíso brasileiro para se investir, trabalhar e empreender.

E onde entra a “ética protestante”? A expressão foi cunhada há mais 100 anos pelo sociólogo alemão Max Weber, impressionado com a competição entre as igrejas protestantes dos EUA.

Hoje, em Springfield, no Missouri, há uma igreja para cada mil habitantes. São 122 igrejas batistas, 36 capelas metodistas, 25 Igrejas de Cristo e 15 Igrejas de Deus, que competem ferrenhamente entre si, usando métodos comerciais e de marketing, que são a inspiração para as denominações pentecostais aqui no Brasil.

GUERRA RELIGIOSA – A valorização do trabalho duro, do empreendedorismo e do sucesso individual é um “americanismo” que veio para ficar, tão poderoso na sua projeção global que nem mesmo a China comunista escapa de sua expansão: estima-se que número de protestantes chineses possa chegar a 110 milhões.

No Brasil, onde se multiplicam as denominações pentecostais, o avanço evangélico junto à população de baixa renda está alicerçado na fé em Deus, na defesa da família, na pauta conservadora dos costumes, no esforço individual e no empreendedorismo.

A adesão ao projeto iliberal, como o de Bolsonaro, tem a ver com a absolutização do sucesso individual como via de mobilidade social. Entretanto, num país tão desigual como o nosso, por si só não erradicará a pobreza. Por isso, não sensibiliza a maioria dos eleitores de mais baixa renda.


Não se pode trabalhar no campo da imaginação, do “ouvi dizer”, diz promotora sobre Damares

Publicado em 14 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Órgão do MPF dá três dias para governo explicar falas de Damares sobre  supostos abusos de crianças | Jovem Pan

Prazo para esclarecer o caso Damares termina neste domingo

Bela Megale
O Globo

A promotora Patrícia Carvalho, do Ministério Público Estadual do Pará, foi uma das signatárias do ofício encaminhado ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos solicitando provas de relatos de crimes sexuais contra crianças denunciados por Damares Alves. Em entrevista à coluna, a promotora afirma que o Ministério Público trabalha com provas e não “no campo da imaginação, ‘do ouvi dizer’”.

Após relatar que tinha imagens sobre o que dizia, a ex-ministra e senadora eleita afirmou que suas declarações, feitas em culto religioso no sábado passado, são relatos que ouviu “nas ruas”.

O Ministério Público do Estado do Pará enviou um oficio ao Ministério da Mulher no qual solicita a documentação sobre as denúncias. Já houve resposta?
Ainda não. O prazo de cinco dias termina domingo e estamos aguardando. Nos causa estranheza a situação. É claro que temos conhecimento da situação de abusos que ocorrem na região da Ilha do Marajó. Diariamente lidamos com essa situação, mas essas condições que foram colocadas pela ex-ministra de tráfico de crianças ou extração de dentes para a prática sexual nunca tivemos conhecimento, nunca chegou ao MP, nem à Polícia Civil e, muito menos, ao conselho tutelar.

O que o MP do Pará fez após tomar conhecimento da fala de Damares?
O MP entrou em contato com todos os promotores da região, somos 16 promotores e cada um atua em um município. Pedimos para que verificassem se chegou alguma denúncia formal dessas situações relatadas pela ex-ministra. Todos foram unânimes em informar que nunca chegou ao MP e nem à rede de proteção relatos nesse sentido. Por isso, fizemos imediatamente esse pedido ao Ministério da Mulher para que a gente possa adotar as providências cabíveis, pois as falas da ex-ministra abordam questões muito graves.

A ex-ministra Damares disse em entrevista nesta quinta-feira que sua denúncia foi feita com base em relatos que ouviu “nas ruas”…
O MP, assim como a Polícia Civil, trabalha com provas. A gente não pode trabalhar no campo da imaginação, do “ouvi dizer”. Precisamos de provas para deflagar uma ação, fazer uma investigação. Formalmente, ao MP nada disso chegou. Fica difícil de a gente emitir qualquer opinião por ouvir dizer.

Qual a situação sobre abusos na Ilha do Marajó que chegou ao MP?
Atuo no Marajó desde 2017 e percorri grande parte da região. Há muitos relatos de abusos sexuais, principalmente intrafamiliares. Mas o que a ex-ministra falou no culto, a gente não ouve dizer. Aquelas denúncias que a ex-ministra falou, eu e meus colegas nunca ouvimos dizer e não chegou nada formalmente. A gente sabe dos problemas e mazelas no Marajó. Os números de abusos são elevados, a Polícia Civil e o MP têm implementado ações de prevenção, combate e empoderamento do público infanto-juvenil para enfrentar a situação, que é muito grave no Marajó.

O MP pretende acionar Damares na Justiça por calúnia se ela não apresentar provas do que disse?
Não estou dizendo que ela fala a verdade ou mente. O que o MP pediu são as provas que a ex-ministra alegou ter e esses casos documentados para que a gente adote as providências cabíveis. Essa é nossa função. Como ela falou sobre crimes como tráfico internacional de crianças, essa atribuição de acioná-la na Justiça por calúnia seria do Ministério Público Federal, e não estadual.

PF prende suspeitos de desvio de verbas do orçamento secreto no Maranhão

 Sexta, 14 de Outubro de 2022 - 10:17

por Redação

PF prende suspeitos de desvio de verbas do orçamento secreto no Maranhão
Foto: Reprodução/PF

Uma operação deflagrada pela Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (14), duas pessoas acusadas de envolvimento no suposto esquema de desvio de verbas do orçamento secreto. Equipes cumprem mandados no Piauí e no Maranhão. 

 

Intitulada de "Operação Quebra Ossos", a operação foi iniciada pela Polícia Federal do Maranhão e apura denúncia de fraudes para aumentar de forma irregular repasses do Fundo Municipal de Saúde a municípios. 

 

Segundo informações da TV Clube, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em Caxias, Igarapé Grande, Lago dos Rodrigues, Lago do Junco e Timon, todas no Maranhão. Além de Parnaíba e Teresina, no Piauí.

 

De acordo com a PF, os dois presos são suspeitos de inserir dados falsos no SUS para desviar dinheiro público. Uma apuração da Controladoria Geral da União (CGU) indica que um dos presos não tinha vínculo formal com a cidade de Igarapé Grande, no Maranhão, principal alvo de desvios, mas tinha o aval da Secretaria de Saúde para fazer lançamentos de dados de procedimentos em seus sistemas.

 

O órgão apontou ainda que ele também foi o responsável pelo cadastro de solicitações no Sistema de Indicação Orçamentária (SINDORC) da Câmara dos Deputados, tratadas como potenciais destinações de emendas parlamentares, na ordem de R$ 69 milhões.

 

A decisão que deflagrou a operação pediu, além dos mandados, a indisponibilidade e sequestro de bens dos investigados, assim como também foi determinado o afastamento de servidores de suas funções públicas, suspensão do direito de participar em licitações e suspensão de pagamentos. O nome dos presos e dos investigados não foram divulgados. 

Bahia Notícias

Ao levar comitiva política a Aparecida do Norte, Bolsonaro perdeu o rumo e votos nas urnas

Publicado em 14 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Bolsonaro ultrapassou os limites entre a fé e a política

Pedro do Coutto

O presidente Jair Bolsonaro ao formar e levar uma comitiva de ministros e políticos às comemorações de Nossa Senhora de Aparecida, perdeu o rumo das coisas, ultrapassou os limites entre a fé e a política e perdeu votos entre os católicos. O arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, dirigiu fortes críticas indiretas e diretas ao comportamento do presidente da República.

Reportagem de Guilherme Caetano e Melissa Duarte, O Globo, focaliza nitidamente o episódio, inclusive citando a reação de bolsonaristas ao bispo Orlando Brandes durante o seu sermão, quando se referiu à necessidade de se enfrentar “os dragões da mentira, da fome e do ódio”.

PREGAÇÃO – Na Folha de S. Paulo, os acontecimentos foram focalizados num trabalho conjunto também publicado nesta quinta-feira pelos repórteres Carlos Petrocilo , Fábio Pescarini , Joelmir Tavares , Leonardo Augusto , Bruna Fantti , Nicola Pamplona e Renato Machado. As reportagens estão acompanhadas de fotos, focalizando a comitiva do presidente Bolsonaro e a pregação de Dom Orlando Brandes.

Dom Orlando Brandes sustentou que é preciso ter uma identidade religiosa: “Ou somos católicos ou somos evangélicos”. A reportagem acentua que Bolsonaro afirma ser católico, mas em 2016 foi batizado nas águas do Rio Jordão, em Israel, pelo pastor evangélico Everaldo, que paralelamente era o presidente do PSG, partido ao qual estava então filiado.

ANALOGIA –  Dom Orlando Brandes deixou claro o seu objetivo quando fez uma analogia bíblica sobre o uso da Igreja Católica com segundas intenções Na comitiva de Bolsonaro à Aparecida estavam o candidato do PL ao governo de São Paulo, Tarcisio de Freitas, o ministro Marcelo Queiroga e o senador eleito Marcos Pontes, além do seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro.

O Globo publicou foto de Jair Bolsonaro, Tarcisio Freitas e Marcelo Queiroga em feitio de oração, e de Dom Orlando Brandes durante o sermão que proferiu, que provocou a reação contrária de bolsonaristas, agravando a tensão que envolvia o episódio.

EMBATES – O ocorrido incluiu também jornalistas da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo, que cobriam o evento. Como se constata, pela primeira vez nas comemorações pela santa padroeira do Brasil, verificaram-se embates ideológicos e eleitorais.

O Globo publicou pesquisa do Ipec, divulgada esta semana, revelando que entre os católicos, Lula tem a preferência de 60% contra 34% de Bolsonaro. Entre os evangélicos protestantes, Bolsonaro tem o apoio de 63% contra 31% de Lula.

Por falar em pesquisa, na noite de ontem estava prevista a divulgação de novo levantamento do Datafolha sobre o panorama eleitoral geral. Escrevo esse artigo na tarde de quinta-feira, portanto só poderei comentar a nova pesquisa do Datafolha na coluna de amanhã, sábado.

Moraes barra inquéritos sobre institutos de pesquisa e revolta o presidente Bolsonaro

Publicado em 14 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Alexandre vê 'usurpação de competência' e suspende investigações do Cade e  da PF sobre institutos de pesquisa

Moraes acha que Cade e PF tentaram agradar a Bolsonaro

Deu no Yahoo

Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), derrubou na noite desta quinta-feira (13) a abertura de inquéritos para investigar os institutos de pesquisa. Os pedidos de investigação haviam sido feitos pela Polícia Federal (PF) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar institutos de pesquisa, sob o argumento de que as entidades erraram de maneira semelhante o resultado final da votação no 1º turno, do dia 2 de outubro, para presidente da República.

No entanto, segundo o magistrado, os órgãos não têm competência legal para executar os procedimentos, porque cabe à Justiça Eleitoral a fiscalização das entidades de pesquisa.

SEM BASE? – Ainda de acordo com Moraes, os pedidos foram baseados, “unicamente, em presunções relacionadas à desconformidade dos resultados das urnas” e que não apresentam “indicativos mínimos” de “práticas de procedimentos ilícitos”.

Na decisão, o presidente do TSE afirmou que os envolvidos podem impugnar, e a Justiça “agir com o exercício de poder de polícia para garantir a legitimidade do pleito”.

Para Moraes, os pedidos para abertura das investigações “parecem demonstrar a intenção de satisfazer a vontade eleitoral manifestada pelo chefe do Executivo e candidato à reeleição”. Ainda de acordo com ele, as medidas poderiam caracterizar “desvio de finalidade e abuso de poder por parte de seus subscritores”.

PEDIDO DO CADE – A determinação de abertura de inquérito, no Cade, partiu do presidente do órgão, Alexandre Cordeiro Macedo, com o objetivo de investigar os institutos de pesquisa, Ipespe, Ipec e Datafolha. Para ele, a diferença entre os levantamentos de intenção de voto divulgados antes da eleição e o resultado do pleito seria um indício de que os erros foram intencionais.

“Diante da improvável coincidência, especialmente em relação os erros cometidos em um mesmo sentido e idênticos quanto à diferença entre os candidatos, e, ainda, frente a ausência de qualquer racionalidade (pelo menos por hora) que explique o fenômeno, pode-se concluir que há indícios de suposta conduta coordenada ou colusiva e também de efeitos unilaterais por parte dos institutos Ipec, Datafolha e Ipespe, devendo a Superintendência-Geral do Cade instaurar inquérito administrativo para apurar os fatos narrados”, escreveu o presidente do Cade..

Também nesta quinta, a Polícia Federal tinha instaurado um inquérito policial para apurar a atuação dos institutos de pesquisa. A abertura de investigação foi uma solicitação do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Anderson Torres, a quem a PF está subordinada.

O ministro recebeu, da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, um ofício que citou a divergência entre os resultados das urnas no 1º turno e as pesquisas divulgadas às vésperas da votação.

No documento, a campanha afirmou que um artigo da legislação eleitoral tipifica como crime a “divulgação de pesquisa fraudulenta” e solicitou a adoção de providências pela PF.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 O ministro Moraes pode até estar correto ao alegar a incompetência do Cade e do Ministério da Justiça para pedir abertura de inquérito, sob alegação de que se trata de questão ligada à Justiça Eleitoral. Mas ultrapassou os limites da margem judiciária de erro, porque “politizou” os pedidos de investigação, dizendo que “parecem demonstrar a intenção de satisfazer a vontade eleitoral manifestada pelo chefe do Executivo e candidato à reeleição”. Na Justiça, não existe “parece que” – ou é ou não é. Assim, ficou “parecendo” que Moraes também tomou partido na questão, revoltando o presidente Jair Bolsonaro, que está “por aqui” com o ministro, como diria “Seu Peru” (Orlando Drummond) na Escolinha do Professor Raimundo(C.N.)

Disputa pelo voto evangélico já deixou de ser guerra santa e virou guerra suja

Publicado em 14 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Ipec: no DF, Damares tem 43% dos votos válidos, Flávia, 32% - Notícias - R7  Eleições 2022

Damares apelou ao “atribuir” crimes sexuais às esquerdas

Juliano Spyer
Folha

Igrejas partiram para a guerra. Elas têm acesso direto a milhares de fiéis, poder de coordenação para atuar ao mesmo tempo em larga escala e com capilaridade, e capacidade para “entrar na cabeça” das pessoas. E como não temos dados censitários recentes, é possível que o número de evangélicos esteja subestimado e que, por isso, a rejeição a Bolsonaro seja menor do que os institutos projetam. Estamos navegando no escuro.

Mas fiéis, em geral, já decidiram em quem votar. Aumentar a pressão sobre esses eleitores produz reações como a da evangélica maranhense que viralizou na semana passada dizendo: “Se vocês não gostam da esquerda, não recebam o dízimo da esquerda…”

VOTOS SECRETOS – Dois pastores assembleianos comentaram, sobre essa ofensiva: “Tá bom, eu voto no Bolsonaro, mas minha mãe vota no Lula. E aí, eu vou excluir minha mãe da igreja? E outra coisa: como é que vão saber quem votou em quem?”.

Bolsonaro nunca havia sido efetivamente combatido com argumentos religiosos até ser associado à maçonaria. A acusação pegou a campanha e os apoiadores do presidente desprevenidos. “Algumas pessoas que tinham convicção de votar em Bolsonaro estão migrando para o Lula,” me contou um pastor assembleiano, eleitor de Bolsonaro, que pediu para não ser identificado.

O sociólogo da USP Renan William dos Santos explicou o motivo: “Nessa frente de batalha, dizer que Bolsonaro é genocida tem uma fração do efeito de acusá-lo de satanista, mesmo que isso não tenha nenhum fundamento”.

AMPARO ESPIRITUAL – “As pessoas buscam na igreja um amparo espiritual, emocional e redes afetivas,” explica a antropóloga Christina Vital da Cunha, da UERJ, “e como as campanhas, principalmente a de Bolsonaro, continuam promovendo o antagonismo, vige nesse ambiente um sentimento de cansaço”.

Mérito para o deputado André Janones, que atua de maneira independente à campanha petista e sabe dialogar com pentecostais. Mas, em geral, está difícil mobilizar evangélicos para debater a eleição.

Nas igrejas históricas, preferidas por fiéis de classe média e alta, o debate político saiu dos púlpitos, mas continua intenso pelo WhatsApp. “A campanha bolsonarista está escancarada nas falas diretas ou em grupos. Defensores de Lula são constrangidos quando se manifestam nesses ambientes privados,” conta o historiador e teólogo batista André Reinke.

FORA DA POLÍTICA – Por conta disso, Reinke percebe que um grupo novo de fiéis está se fortalecendo nas igrejas. “Eles criticam o argumento de que, para ser cristão, a pessoa deve votar nesse ou naquele candidato,” diz.

Influenciadores evangélicos como o pastor Marcos Botelho, da igreja Presbiteriana, se posicionaram nessa linha. Em um vídeo recente, ele alertou:

“Se você está sendo assediado na sua igreja, sofrendo bullying, sendo ridicularizado, dizendo que você não vai para o céu porque você não está alinhado com X ou Y, essa igreja deixou de ser uma luz, um sal, uma sinalização do reino de Deus e passou a ser um braço político… Isso é anátema. Isso é blasfêmia contra Deus, que falou que só ele pode ser o centro da adoração, o único que salva”.

IGREJAS DA PERIFERIAS – Mas front dessa guerra serão as igrejas das periferias. O grupo “outros pentecostais” aparece em expansão acelerada na projeção que a economista Fernanda de Negri, do Ipea, fez do crescimento de evangélicos no Brasil.

A antropóloga Jacqueline Teixeira, da UnB, explica que evangélicos têm grupos de WhatsApp separados para homens e mulheres e que as notícias associando Bolsonaro à maçonaria e a canibalismo não circulam com força nos grupos de mulheres. “O que mobiliza os grupos femininos continua a ser o tema da família. E o pânico em relação à violência contra as crianças tem muita força nesses grupos.”

Um vídeo recente sobrepõe uma fala do ex-presidente Lula sobre o aborto à imagem por ultrassom de um feto sendo abortado. Em outro, a ex-ministra Damares Alves associa votar na esquerda a ser conivente com o tráfico de seres humanos e o estupro de bebês. A maior rejeição a Bolsonaro está entre mulheres evangélicas. Não é por acaso que o jogo está bruto nesse território.

Em destaque

Moraes é criticado por defesa do 8/1 e Moro e elogiado por petistas após suspender dosimetria

  Moraes é criticado por defesa do 8/1 e Moro e elogiado por petistas após suspender dosimetria Advogado de 'Débora do Batom' e de o...

Mais visitadas