sábado, setembro 17, 2022

Lula precisa dizer aos eleitores se realmente entendeu as mudanças dos últimos 20 anos

Publicado em 17 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Possível impugnação à candidatura de Lula coloca 53 milhões de votos em  disputa - Jornal O Globo

Sem programa, Lula age com se ainda estivéssemos em 2002

William Waack
Estadão

Lula mantém nos debates e entrevistas uma referência central para dizer como governaria em 2023: o que ele pegou em 2003. Ocorre que o Brasil e o mundo mudaram muito e, para pior, do ponto de vista de um presidente da República. Vamos a algumas mudanças decisivas (a lista não é exaustiva).

A questão fiscal se agravou e virou um sério dilema representado pela quebra de um consenso social, que foi o de criar no Brasil um estado de bem-estar sem a capacidade de financiar crescentes gastos sociais. Lula estaria obrigado a combinar política monetária contracionista (para evitar inflação) com uma política fiscal expansionista (para fazer transferência de renda). Ainda não disse como.

OUTRAS DÚVIDAS – No já ruim sistema de governo, o Legislativo avançou sobre o Executivo de maneira inédita e usurpou instrumentos de poder real. Emendas impositivas e do relator mudaram a característica da relação entre Planalto e Congresso, talvez de forma definitiva.

O presidente, reconhece Lula, se tornou refém do Legislativo. Para governar, teria de alterar essa relação, mas não disse como.

O STF se tornou protagonista político. O próprio Lula é bom exemplo: foi e saiu da cadeia por decisões do STF. O ativismo judicial não é novidade, mas se acentuou com enorme velocidade nos últimos anos. Lula sempre disse que sabia lidar com a política, mas não com o Judiciário, que estaria obrigado a enfrentar. Não disse como.

BASE ALIADA – Partidos se enfraqueceram e pouco cumprem do que se imaginou que fosse seu papel constitucional. São ridiculamente mais de 30, numa maçaroca ideológica agravada pelo fato de que o sistema eleitoral não ajuda a reduzir a distância entre representantes e representados.

Ambos os fatores têm peso no fracionamento do Legislativo e complicam a formação de maiorias sólidas. Além de muito conversar, Lula precisa dizer como alteraria o quadro.

Violência política não é novidade no Brasil. Mas Lula assumiria enfrentando uma oposição nutrida, aguerrida, motivada, mobilizada e liderada por um clã que provavelmente terá problemas na Justiça.

BRASIL E O MUNDO – Lula fala em pacificar o País, ao mesmo tempo que participa ativamente de festival de pauladas cuja escalada é preocupante. Não disse como conseguiria essa pacificação.

Por último (neste texto) vivia-se há 20 anos o período dos “dividendos da paz” com o fim da Guerra Fria e o boom das commodities. A China é hoje uma superpotência desafiando a ordem que os EUA chefiaram, e a guerra da Ucrânia é a expressão de nova e perigosa guerra fria.

Lula precisaria dizer quais são os interesses do Brasil, que nunca foram idênticos aos do PT, nesse quadro internacional de enorme tensão.

sexta-feira, setembro 16, 2022

“Adversários não são inimigos”, diz Alexandre de Moraes, lamentando a violência política

Publicado em 16 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

 (crédito: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

Moraes lamentou as ofensas á jornalista Vera Magalhães

Raphael Felice e Victor Correia
Correio Braziliense

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, lamentou a escalada da violência política. Em discurso na abertura da sessão de julgamentos, o ministro afirmou que “estamos vendo alguns acontecimentos, lamentáveis mesmo, de violência, seja violência física, como ocorreu entre eleitores, seja de violência verbal”.

E acrescentou: “Tivemos a oportunidade de ver recentemente um deputado estadual agredir uma jornalista, o que está fora dos padrões da civilidade”, acrescentou.

VERA MAGALHÃES – Moraes fez referência à jornalista Vera Magalhães, hostilizada pelo deputado bolsonarista Douglas Garcia (Republicanos), após debate com candidatos ao governo de São Paulo, na terça-feira. No dia seguinte, o magistrado determinou que a Procuradoria-Geral Eleitoral do estado investigue o caso.

“Adversários não são inimigos. Adversários devem se respeitar e jogar a regra do jogo, que, no caso eleitoral, é a legislação eleitoral e a Constituição. É um momento importante para que consigamos chegar ao dia 2 de outubro com serenidade e tranquilidade”, destacou o ministro.

O TSE acompanha os casos de violência e tomou medidas para tentar coibir os ataques neste período de campanha. Uma delas foi a criação, em 1º de setembro, de um Núcleo de Inteligência específico para o tema, em parceria com o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG). O grupo atuou, por exemplo, na monitoração dos atos do 7 de Setembro.

ADEUS ÀS ARMAS – Além disso, na semana passada, a Corte baixou uma resolução impedindo que cidadãos que não estejam a serviço da Justiça Eleitoral, mesmo os que integram as forças de segurança, portem armas de fogo a menos de 100 metros das seções eleitorais.

Membros do TSE também realizam uma série de reuniões com partidos, ONGs e outras organizações abordando o tema. Os 10 partidos que compõem a chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediram à Corte, nesta semana, mais medidas para prevenir a violência.

No documento, a Coligação Brasil da Esperança defende que os ataques têm “ultrapassado características de gênero e incorrido sobre os mais singelos atos, como declarar posicionamento político, autoproclamar apoiador de determinado candidato ou simplesmente expressar/manifestar opinião política”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A coligação de Lula, é claro, culpa o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores pelo aumento da hostilidade. Na verdade, o presidente é uma espécie de Judas fora de época e está sempre sendo malhado, devido ao festival de asneiras que ele espalha, ao exercitar seu lado humorista. (C.N.)

Supremo força a barra para condenar Magno Malta, que tem direito à primeira instância

Publicado em 16 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Moraes vota para tornar ex-senador Magno Malta réu no STF

Malta disse que Barroso batia em mulher, mas era mentira

Fernanda Vivas e Márcio Falcão
TV Globo — Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (16) para tornar réu por calúnia o ex-senador Magno Malta em uma acusação apresentada pela defesa do ministro Luís Roberto Barroso. Em junho, Malta afirmou falsamente que o ministro Barroso “batia em mulher” e era alvo de processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por conta de crimes previstos na Lei Maria da Penha.

A declaração foi feita em um evento público ligado a movimentos conservadores. Alexandre de Moraes é relator de uma queixa-crime, que é uma acusação formal apresentada à Justiça, quando há delitos contra a honra.

PLENÁRIO VIRTUAL – A calúnia consiste em atribuir falsamente a alguém a prática de um crime. O caso é analisado no plenário virtual do STF, com previsão de conclusão até o próximo dia 23.

Os ministros julgam se vão aceitar a acusação, transformando Magno Malta em réu. O voto de Moraes é nesse sentido – o que obriga o político a responder judicialmente pelas declarações. O ministro Edson Fachin acompanhou o relator. O placar até o momento é de 2 a 0 pela aceitação da queixa-crime.

Em seu voto, Alexandre de Moraes afirmou que a liberdade de expressão não pode ser interpretada como liberdade de agressão, nem como aval para destruição da democracia, das instituições, e da dignidade e honra alheias.

DISSE MORAES – O ministro também afirmou que a liberdade de expressão não é “liberdade de propagação de discursos mentirosos, agressivos, de ódio e preconceituosos”.

“A Constituição Federal consagra o binômio ‘LIBERDADE e RESPONSABILIDADE’; não permitindo de maneira irresponsável a efetivação de abuso no exercício de um direito constitucionalmente consagrado; não permitindo a utilização da ‘liberdade de expressão’ como escudo protetivo para a prática de discursos de ódio, antidemocráticos, ameaças, agressões, infrações penais e toda a sorte de atividades ilícitas”, declarou Moraes.

Ao afirmar que o Supremo é o órgão competente para analisar o caso, o ministro apontou que há conexões entre a conduta de Magno Malta e as investigações realizadas na âmbito dos inquéritos das fake news e da organização de milícias digitais, ambos sobre sua relatoria.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Assim como está ocorrendo com o ex-deputado Roberto Jefferson, o Supremo também extrapola suas atribuições ao processar o ex-senador Magno Malta. Nenhum dos dois possui foro privilegiado, por isso têm de ser julgados pela primeira instância, conforme recomenda a Procuradoria-Geral da República, na forma da lei. É por essas e outras que surgem denúncias que o Brasil está sob uma ditadura do Judiciário, pois isso não deixa de ser verdade. E o que o Supremo ganha com isso? Nada, rigorosamente nada. 
(C.N.)

Bolsonaro fala da pandemia | Janja dá recado a Michelle | Ator da Globo preso Caixa de entrada

 

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Surge no horizonte político a imagem da derrota de Bolsonaro nas urnas de outubro


Charge do Adnael (facebook.com/adnaeldaaz)

Pedro do Coutto

A quarta-feira desta semana transformou-se em um dia extremamente negativo para a campanha do presidente Jair Bolsonaro à reeleição, a começar por suas próprias declarações, objeto de reportagem de Matheus Teixeira, Folha de São Paulo de anteontem, quando revelou pela primeira vez a sua disposição de passar a faixa a quem vencer as eleições dependendo da “vontade de Deus”. Admitiu esse ato caso perca o pleito deste ano em “eleições limpas”.

“Se essa for a vontade de Deus, eu continuo. Se não for, a gente passa aí a faixa, e vou me recolher. Com a minha idade, eu não tenho mais nada a fazer aqui na Terra se acabar essa minha passagem pela política aqui em 31 de dezembro do corrente ano”, afirmou.

CONCESSÕES – Também na quarta-feira, o editorial de O Globo, desenvolveu uma análise prospectiva sobre a disposição de Lula da Silva, pois frisou o autor do texto: “O novo presidente terá que fazer concessões para assegurar maioria parlamentar”. O tom do artigo ficou claro e parte praticamente de uma certeza de que Lula retornará ao Palácio do Planalto.

Numa repetição, digo, das palavras de Vargas no final da campanha de 1950: “O povo assumirá comigo as escadas do Palácio do Catete”. Os fatos se acumulam e ainda por cima, com enorme repercussão na GloboNews e na TV Globo à noite, explodiu o episódio inconcebível da agressão do deputado estadual paulista Douglas Garcia à jornalista Vera Magalhães que participava de um debate entre os candidatos ao governo de São Paulo na TV Cultura.

Douglas Garcia, que já ameaçava a jornalista pelo celular, ofendeu-a fortemente à curta distância, repetindo as afirmações também feitas à profissional de Imprensa por Bolsonaro em outra ocasião na TV Bandeirantes. O bolsonarismo mobilizou-se para condenar a atitude do deputado do PL no sentido de evitar um reflexo maior e mais negativo nas urnas para o presidente da República e o seu partido, sobretudo junto ao eleitorado feminino que identifica em Bolsonaro uma hostilidade e uma agressividade fora do comum.

ANÁLISE – Vera Magalhães é colunista do O Globo e da Rádio CBN, além de apresentadora da TV Cultura. Ainda na noite de quarta-feira, no programa “Em Pauta”, a jornalista Eliane Cantanhêde fez uma análise contundente do comportamento do presidente da República e de bolsonaristas em relação aos fatos que ocorrem, tanto na disputa eleitoral de agora quanto registrada em episódios do passado recente.

No O Globo, a matéria sobre a agressão a Vera Magalhães, bastante ampla, é de Daniel Gullino, Fernanda Alves, Sérgio Roxo, Kathlen Barbosa, Lucas Mathias e Alice Cravo. Na Folha de S. Paulo, de Bruno Soraggi, Carolina Linhares e Carlos Petrocilo.

O deputado Eduardo Bolsonaro através do Twitter mudou o seu tom habitual e condenou a atitude de Douglas Garcia, que além de Bolsonaro prejudicou também a candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo.  O episódio, acrescento, foi um desastre, tanto para o presidente da República quanto para os bolsonaristas de modo geral. Lula, Simone Tebet e Ciro Gomes condenaram a estúpida agressão de Douglas Garcia à jornalista Vera Magalhães.

REAÇÃO – Na Folha de S. Paulo, reportagem de Renato Machado e Daniele Brand focaliza a reação de entidades de Imprensa do país repudiando a agressão de Douglas Garcia, e as mensagens de apoio a Vera Magalhães dirigidas por Lula, Ciro, Simone Tebet e Rodrigo Pacheco, solidarizando-se e defendendo a jornalista.

Para Fábio Zanini, também na FSP, o episódio dividiu a direita entre o grupo radical e o não fanatizado. Renata Galf, na mesma edição, revela que equipes de pesquisadores do Datafolha de hostilidade quando realizam o seu trabalho. Hoje deve ser divulgada nova pesquisa.

ENERGIA ELÉTRICA –  Medida Provisória do presidente Jair Bolsonaro no final de agosto – revela Manoel Ventura, O Globo de ontem – cria um custo extra de R$ 4,5 bilhões por ano nas contas de energia elétrica, incluindo domicílios, indústrias, comércio e serviços em geral. A matéria encontra-se no Senado à espera de votação e a proposta foi elaborada pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

É estranho o que acontece no reino da energia elétrica, principalmente, digo, depois da privatização que iria aumentar a eficiência do sistema e reduzir as tarifas cobradas pela produção e fornecimento de eletricidade. Essa iniciativa soma-se à outra já colocada em prática através da qual Furnas teve que emitir debêntures e assumir uma dívida de R$ 189 milhões pela Santo Antônio Energia para saldar dívidas da construção da usina do mesmo nome com a Odebrecht e a Andrade Gutierrez.

Neste caso, a surpresa que registrei há algum tempo e que agora coloco, parte do fato de que Furnas possui 39% da Santo Antônio Energia e a Odebrecht e Andrade Gutierrez são sócias do empreendimento, ambas praticamente meio a meio com a posse de 35% das ações. Assim, não se entende por qual motivo Furnas teve que pagar dívidas da empresa da qual Odebrecht e Andrade Gutierrez também são sócias. Ser sócio nos lucros é muito bom, mas no prejuízo a empresa estatal paga. Um lance de dados espetacular.

Entrevista com o vereador Jairo do Sertão - Junior de Santinha Jeremoabo...

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Recebi essa entrevista do vereador Jairo do Sertão e quase nada tenho a comentar, isso porque no meu entender só não muda de opinião a pessoa que não tem opinião ou capacidade, nem abertura para entender, ou aceitar os argumentos alheios. 
Agora como político quem irá julgar se está certo ou errado é o eleitor.
Apenas acredito que o vereador foi infeliz quando declinou que o grupo de Tista mudou para ACM-NETO prevendo a sua vitória, e que há mais de 16(dessesseis)anos é beneficiado com cargos e tem medo de perder esses cargos.
No meu entender essa informação não procede porque NÃO HÁ ALMOÇOS GRÁTIS. Tista está assessor parlamentar do Senador Otto Alencar, já Anabel além  dos votos, tem nível universitário, devido a sua capacitação angariou a confiança do governador, e sempre recebeu elógios tanto do governador quanto dos secretários e do meio poltíco.
Concluindo Anabel juntou o útil ao agradavel. a meritocracia ao seu forte cacife que é o quantitativo dos votos.

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