quarta-feira, setembro 14, 2022

Rosa Weber reforça democracia, voto, independência do Supremo e liberdade de imprensa

 Publicado em 14 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Pedro do Coutto

Em um excepcional discurso marcado pela firmeza e objetividade, a ministra Rosa Weber assumiu na tarde de segunda-feira a Presidência do Supremo Tribunal Federal e, ao terminar, foi aplaudida de pé por todos os que estavam presentes na solenidade, na qual esteve ausente o presidente Jair Bolsonaro. Poucos ministros de seu governo compareceram.

O discurso vai se incorporar à história da Corte Suprema na medida em que ela destacou com clareza absoluta os tempos difíceis em que o país está vivendo quando o próprio STF é alvejado por críticas injustas e incompatíveis com a própria Constituição brasileira.

ÚLTIMA PALAVRA – Rosa Weber destacou: “E a instituição incumbida da última palavra é, sem dúvida, este Supremo Tribunal Federal, como a mais de um século defendeu Rui Barbosa em célebre debate parlamentar com o senador Pinheiro Machado – senador do meu estado – em 29 de dezembro de 1914, no Senado da República, a propósito de decisão desta Suprema Corte, que reputara atos inconstitucionais do Marechal Hermes da Fonseca, com lapidar voto de Pedro Lessa”.

Rosa Weber foi bastante enfática quanto ao papel da Justiça Eleitoral e, portanto, assumiu uma posição de defesa do regime democrático contra esforços de setores do próprio governo em dificultar e até mesmo, digo, tentar inviabilizar o processo do voto popular que juntamente com a liberdade de imprensa são as grandes bases da democracia. O discurso da ministra alcançou grande destaque nas edições desta terça-feira de O Globo e da Folha de S. Paulo.

No O Globo, a reportagem sobre a posse de Rosa Weber na Presidência do STF é de Mariana Muniz e André Souza. Na Folha de S. Paulo escreveram José Marques e Marcelo Rocha. A GloboNews transmitiu a solenidade na íntegra e comentou os pontos mais sensíveis do pronunciamento, destacando a importância da defesa que Rosa Weber fez do Estado de Direito, do regime democrático, do respeito ao voto popular e da liberdade do jornalismo.

REENCONTRO – Constitui um fato político importante o apoio que a ex-senadora Marina Silva formalizou à candidatura de Lula da Silva num reencontro emocionado com o ex-presidente da República. A formalização do apoio ocorreu num momento bastante positivo para o ex-presidente, pois coincidiu com a divulgação da pesquisa do Ipec que apontou Lula como provável vencedor do primeiro turno com base nos números que o levantamento revelou.

Marina Silva era ministra do Meio Ambiente no primeiro governo Lula e deixou o cargo em razão de um forte atrito com a ministra Dilma Roussef, então titular de Minas e Energia. O choque envolveu a construção da Usina de Santo Antônio, de Furnas, em Rondônia. E o tempo, com o passar dos anos, confirmou que Marina Silva tinha razão.

Ela assumiu a defesa da ecologia contra o desmatamento realizado para a construção da usina e também em relação à falta de objetivo econômico com o investimento. Este ano, no primeiro semestre, Furnas, que detém (ou detinha) 39% das ações da Santo Antônio Energia, teve que arcar com um desembolso extra de R$ 189 milhões para cobrir dívidas da empresa.

DEBÊNTURES – Surpreendentemente entre as dívidas acumuladas figuravam custos de obra de construção realizadas pela Odebrecht e pela Andrade Gutierrez. Ocorre que tanto a Odebrecht quanto a Andrade Gutierrez são sócios do empreendimento, mas transferiram o valor das dívidas para Furnas isoladamente. Furnas emitiu debêntures para fazer face à surpreendente cobrança.

No sentido da importância do apoio nas eleições, a meu ver ressalta-se uma projeção teórica na matemática. Se fosse possível alguém dar um toque num automóvel que passa a 100 km/hora, esse toque acrescentaria de dois a três quilômetros à velocidade desenvolvida. Entretanto, o mesmo toque a um carro parado teria uma consequência nula. Isso quer dizer, que para uma candidatura com ampla maioria de intenções de votos, um apoio acrescenta muito mais do que fosse ele dirigido a um candidato menos votado.

PESQUISA DO IPEC –  Pesquisa do Ipec divulgada na noite de segunda-feira, revelou que Lula cresceu dois pontos em relação à última pesquisa na última semana, enquanto Bolsonaro desceu um ponto. Assim, Lula alcançou 46% das intenções de voto contra 31% do atual presidente da República.

Ciro Gomes aparece em terceiro com 7%, seguido por Simone Tebet com 4%. Os que pretendem anular o voto em branco, no momento, seriam de apenas 4%. Não souberam ou não quiseram responder outros 4%. Comparada a votação de Lula com o total de votos válidos, ele teria 51 pontos, o que assegura a sua vitória em 2 de outubro.

Mas, num eventual segundo turno, Lula venceria com 53% contra 36 pontos. Um dado chama a atenção no levantamento do Ipec; o Instituto de Carlos Augusto Montenegro, antigo Ibope. É que entre os eleitores e eleitoras que recebem o Auxílio Brasil, Lula tem o apoio de 56% contra 26% de Bolsonaro.

CRESCIMENTO – Entre esses segmentos, Lula cresceu de 50% para 56%, Bolsonaro recuou de 27% para 26%. Eu havia previsto em artigos anteriores que o Auxílio Brasil não mudaria as intenções de voto, inclusive vale lembrar um ponto que focalizei, com base em pesquisa do Datafolha, que é o de que estão ocorrendo falhas na distribuição do Auxilio Brasil, e também no vale-caminhoneiro e no vale-taxistas. Mas essa é outra questão.

O fato é que o que predomina na definição do voto é a classe social à qual os eleitores e eleitoras pertencem. Estranhei inclusive cálculos sobre a tendência eleitoral dos que recebem de dois a cinco salários mínimos. Quanto aos que ganham até dois salários mínimos não houve problema.

Mas relativamente à faixa acima de dois salários mínimos, de análise por segmento, foi alterado, passando-se a ser considerado não de dois a cinco pisos, mas de dois a dez salários mínimos. Aí não se inclui apenas a pobreza, já que o rendimento é por família, mas também uma fração da classe média, onde Bolsonaro está à frente de Lula.

SERVIDORES PÚBLICOS –  Reportagem de Leonardo Vieceli, Folha de S. Paulo, com base na Pesquisa Nacional por Domicílios do IBGE, revela que com o congelamento salarial imposto pelo governo Bolsonaro desde 2019, a renda dos funcionários públicos federais caiu de R$ 4.468 por mês para R$ 4.086. Uma queda de pelo menos 8,5%.

A mesma política traçada pelo ministro Paulo Guedes fez a renda média dos trabalhadores e trabalhadoras do setor privado no mesmo período recuar de R$ 2,4 mil para R$ 2,3 mil. A meu ver, o IBGE optou por um declínio mais suave.

ALTA DOS PREÇOS – Não sei qual a metodologia adotada, mas há de conter um fator anestésico, pois os preços, sobretudo de alimentação, sobem todos os dias, e fizeram surgir no horizonte social tanto a figura da fome quanto a da insegurança alimentar. Nesse caso envolvendo os que têm dúvida se suas famílias poderão comer no dia seguinte.

Acrescente-se que a renda média, tanto a aplicada aos servidores públicos, quanto aos trabalhadores particulares, é calculada por família e não por pessoa.

ACORDO – O Tribunal Superior Eleitoral – excelente reportagem de César Feitosa e Matheus Vargas, Folha de S. Paulo de ontem – negou que tenha feito acordo com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, para realização de apuração paralela de 385 urnas, neste caso com a presença do Exército.

Na edição de segunda-feira, a apuração paralela em 385 cidades foi a manchete principal da Folha de S. Paulo. César Feitosa e Matheus Vargas acentuaram ontem que o Ministério da Defesa apesar da negativa do TSE mantém o projeto de apuração paralela.

CONFUSÃO – Lendo as duas matérias, principalmente a desta terça-feira, verifico que há pontos desfocados. O Ministério da Defesa, a mim parece, confunde a entrega de dados, facultada a todos os interessados, com a totalização parcial de votos.

Dá a impressão que caberá ao general Paulo Sérgio Nogueira esclarecer esse ponto confuso, que aliás é essencial na questão, uma vez que, pela lei, acompanhar a computação dos votos é uma coisa, e realizar uma apuração paralela é outra muito diferente.

Inclusive porque apurar eleições não é tarefa do setor militar, e poderá dar margem à base para uma grande confusão na medida em que tal apuração paralela sob o ângulo do Exército dê a entender que se trata de uma operação que parte da dúvida e da legitimidade dos votos computados. E algo sobre a dúvida cabe ao TSE e não de apurações fora da Justiça Eleitoral em 385 cidades.

A arte de governar e a pobreza do obedece.

                                                Foto Divulgação - Facebook

Por: José M´rio Varjão



 

Rosa Weber divulga pauta de julgamentos da Corte para setembro




Recém-empossada, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, divulgou nesta terça-feira, 13, a pauta de julgamentos da Corte para setembro.

Na primeira sessão com Rosa na presidência, na próxima quarta-feira, 14, os ministros devem julgar ação contra suposta omissão da União em repassar recursos de cerca de R$ 1,5 bilhão para o Fundo Amazônia e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima). Também avaliam se a indenização por desapropriação por necessidade pública deve ser paga em dinheiro ou entrar na fila dos precatórios.

Na próxima quinta-feira, 15, o tribunal julga alterações na lei que permitem a oferta de serviços interestaduais de ônibus sem licitação, apenas por autorização. As alterações beneficiam empresas como Buser e Flixbus, mas são criticadas pela Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiro (Anatrip).

No mesmo dia, o plenário julga ação contra o dispositivo do Estatuto da Juventude que garante gratuidade nos ônibus interestaduais a jovens de baixa renda.

No dia 21 de setembro, a Corte analisa embargos de declaração opostos nas ações que tratam da proibição, da exploração, da produção e da comercialização do amianto no Brasil.

Estadão / Dinheiro Rural

Confira o programa de governo do candidato à Presidência Ciro Gomes




O programa de governo do candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, foi dividido em 12 propostas principais, com ênfase em aspectos econômicos e educacionais. Também se destacam temas ligados ao combate à corrupção, a políticas para as mulheres e a projetos para a cultura.

Ciro propõe criar um programa de transferência de renda, batizado de Eduardo Suplicy, com o objetivo de garantir R$ 1 mil, em média, para famílias mais pobres. Segundo ele, o programa exigirá um investimento de aproximadamente R$ 379 bilhões, obtidos com a unificação do Auxílio Brasil, da Aposentadoria Rural e do Benefício de Prestação Continuidade (BPC), além de uma reforma tributária que prevê a cobrança de um imposto de 50 centavos a cada R$ 100 das fortunas acima de R$ 20 milhões.

O programa também visa a criar um Plano Emergencial de Pleno Emprego, para gerar 5 milhões de vagas nos dois primeiros anos de governo. A ideia, segundo Ciro, é retomar todas as obras já licitadas que foram paralisadas ou não iniciadas, especialmente as relacionadas à habitação, saneamento, transporte público e mobilidade urbana.

O candidato também promete aumentar o salário-mínimo sempre acima da inflação. Quanto à política de preços dos combustíveis, ele pretende reduzir o custo da gasolina e do diesel, para aliviar o gasto das famílias e ajudar a conter a inflação e, ao mesmo tempo, reduzir pela metade o preço do gás de cozinha para famílias com renda mensal de até três salários-mínimos.

Outra vertente importante do programa de governo do PDT é o combate à corrupção e à violência. Ciro explica que está elaborando, ao lado de especialistas, um plano de combate à corrupção e outro de segurança pública. Segundo ele, a corrupção é um problema causado não apenas por defeitos morais, mas por profundas falhas políticas e institucionais.

Educação, cultura e saúde

Um dos pontos mais detalhados nas propostas de governo de Ciro é o que trata da educação. A meta é transformá-la numa das dez melhores do mundo, num prazo de 15 anos. Entre as ações já delineadas estão: implantar métodos pedagógicos que valorizem o pensamento crítico e analítico dos alunos; investir na formação, capacitação e remuneração dos professores e diretores; e manter sob permanente avaliação o desempenho das escolas e de seus corpos diretivo, docente e discente.

O programa destaca também a implantação do ensino em tempo integral e o uso da informática em todos os níveis; garantir apoio material à criança pobre para assegurar sua permanência na escola; e viabilizar remuneração mensal para alunos do ensino médio mediante avaliação de frequência e rendimento escolar, além de implantar as chamadas Escolas Federais em Tempo Integral nos bairros mais pobres e populosos das grandes cidades.

Na área cultural, as propostas buscam reestruturar o setor e trabalhar a cultura como centro de afirmação da identidade nacional, democratizando o acesso às suas mais diversas manifestações e incentivando o surgimento de uma vigorosa indústria do ramo.

Entre os objetivos estão: criar um marco regulatório para consolidar em um único instrumento legal toda a regulação do setor; ampliar o acesso à cultura e ao lazer, criando novos espaços ou valorizando os já existentes, especialmente na periferia das nossas cidades; valorizar as manifestações regionais e estimular o florescimento e a sustentação de formas artísticas mais alternativas e vanguardistas; e democratizar a produção, com estímulos a cooperativas e agentes sintonizados com a espontaneidade que as novas mídias trouxeram às manifestações culturais.

Na área da saúde, as propostas são enfrentar o preço dos medicamentos e insumos hospitalares, criando o Complexo Industrial da Saúde, que passaria a produzir a maior parte dos medicamentos hoje importados, além de componentes químicos de medicamentos com a patente vencida. Também está previsto no plano redistribuir algumas atribuições hoje concentradas exclusivamente em médicos para outros profissionais da área, como enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos e fisioterapeutas, o que agilizaria o atendimento, baseado no exemplo do sistema público inglês, que inspirou o SUS. Além disso, criar uma carreira de Estado para a saúde, como já há no Judiciário e no Ministério Público.

Agência Brasil / Dinheiro Rural

Conheça o programa de governo do candidato à reeleição Jair Bolsonaro




O programa de governo do candidato pelo PL à reeleição, Jair Bolsonaro, é intitulado Pelo Bem do Brasil e propõe criar condições para o país se tornar "uma potência econômica que beneficie sua população”. O documento destaca também a promoção da liberdade em diversos âmbitos.

Entre as propostas para a geração de emprego e renda estão o incentivo à liberdade de negociação; a redução de burocracias e da carga tributária; a formalização de trabalhadores; e a desregulação de normas para incentivar o empreendedorismo. O documento propõe ainda prosseguir com a modernização e a digitalização do Estado, além de defender a ampliação dos usos da tecnologia 5G em áreas como educação, telessaúde, indústrias e agropecuária.

No documento, Bolsonaro se compromete com a manutenção do valor de R$ 600 para o Auxílio Brasil a partir de janeiro de 2023. De acordo com o texto, o programa social deve fomentar a inclusão produtiva das famílias e dar atenção especial ao desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Para o crescimento da economia, as propostas incluem ampliar mecanismos de financiamento; aproveitar as potencialidades regionais e locais; e desenvolver o turismo. Outros destaques são a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), viabilizar a privatização de empresas públicas e manter o equilíbrio fiscal. A chapa quer ainda trabalhar pela agregação de valor da agropecuária e da mineração e aumentar a produção nacional de fertilizantes.

Na saúde, o plano é fortalecer a atenção primária, com um trabalho interdisciplinar de promoção à saúde, além de melhorar a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), com articulação entre os setores público e privado. A proposta é expandir a assistência social, no combate a todas as formas de violência e abandono de mulheres, crianças e adolescentes, pessoas idosas e com deficiência e vulneráveis.

Na educação, os objetivos incluem melhorar a posição brasileira nos diversos rankings internacionais e desenvolver a educação em áreas como inteligência artificial e segurança cibernética, agregando valor à economia e melhorando a empregabilidade dos jovens. O novo mandato de Bolsonaro prevê também investimentos para recuperar o ensino de estudantes afetados pela pandemia e o compromisso com a aprovação do Plano Nacional do Desporto e com a implantação do Sistema Nacional de Cultura.

O documento cita ainda a ampliação do saneamento básico e da distribuição de água potável à população. Outra proposta do candidato é investir em alternativas de energia sustentável, renovável e limpa, para promover a proteção do meio ambiente, e trabalhar em medidas estruturais quando o assunto são combustíveis fósseis, para reduzir o preço do gás de cozinha.

Outros objetivos destacados no documento são ampliar o combate a queimadas e ao desmatamento ilegal; promover o turismo em terras indígenas; e incentivar atividades produtivas sustentáveis. Na área de infraestrutura e logística, os pontos citados são promover o uso de diversos modais e trabalhar nas concessões e parcerias público-privadas enquanto, na segurança pública, o plano é investir nos órgãos de segurança e nas Forças Armadas, melhorando planos de carreira e remuneração, além da retaguarda jurídica e da capacitação.

Agência Brasil / Dinheiro Rural

Veja o programa de governo do candidato à Presidência Lula




Diretrizes para o Programa de Reconstrução e Transformação do Brasil é o título do programa de governo do candidato à Presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva. O documento  traz como primeiro compromisso a “restauração das condições de vida da imensa maioria da população brasileira”. Para isso, ele propõe politicas que atendam famílias atingidas pela crise econômica e pela fome.

O texto destaca ainda pontos sobre como retomar e ampliar o programa de transferência de renda Bolsa Família, além de propor revogar parte da legislação trabalhista atual para trazer mais proteção social aos trabalhadores, especialmente os que têm menos garantias, como autônomos e os que têm relações mediadas por aplicativos.

O programa de governo apresenta ainda políticas específicas para diversos grupos, incluindo pessoas com deficiência, população LGBTQIA+, indígenas, quilombolas e população negra. Além de ações afirmativas para os grupos, são propostas mudanças em relação à segurança pública, como o combate à violência policial e a redução do encarceramento.

As propostas também enfatizam a necessidade de fortalecimento do papel do Estado na economia. O programa se coloca contra a privatização de instituições como Correios e Eletrobras e defende que os bancos públicos tenha seu papel ampliado. A Petrobras, de acordo com o texto, deve ser orientada no sentido de garantir a segurança energética e investir em fontes renováveis.

O plano de governo traz ainda a necessidade de reforçar instrumentos de combate à corrupção e a transparência do governo, como o cumprimento estrito da Lei de Acesso à Informação.

Agência Brasil / Dinheiro Rural

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Justiça Eleitoral recebe 10,8 mil denúncias de propaganda irregular

As denúncias foram enviadas pelo aplicativo Pardal, ferramenta digital criada em 2014 e que permite que o cidadão registre reclamações contras as campanhas. Após o recebimento, as queixas são enviadas ao Ministério Público Eleitoral (MPE). 

O maior número de denúncias foi registrado em Pernambuco (1,5 mil), seguido por São Paulo (1,3
 mil), Minas Gerais (1,1 mil) e Rio Grande do Sul (1 mil). 

Agência Brasil / Dinheiro Rural

Elena Landau: Guedes furou teto de gastos e os investimentos não vieram




A economista Elena Landau, responsável pelo programa econômico da candidata à Presidência Simone Tebet (MDB) disse nesta terça, 13, que o ministro Paulo Guedes furou o teto de gastos em nome de fazer investimentos e os investimentos não vieram.

"Paulo Guedes furou o teto de gastos e os investimentos não saíram", disse durante o Debate com Economistas dos Candidatos à Presidência organizado pelos jornais O Globo e Valor Econômico.

Ainda de acordo com Elena Landau, a próxima gestão terá que olhar para o Orçamento de 2023 assim que começar o governo de transição. Para ela, a peça orçamentária como está hoje é regressiva e não permite receita discricionária para o governo fazer investimentos. Para isso, segundo a economista, um eventual governo de Simone Tebet vai recriar o Ministério do Planejamento para planejar e controlar receitas e gastos.

"É muito difícil saber o que será o fiscal no ano que vem. Não vamos tirar investimentos do teto. Vamos é criar condições para que o Banco Central faça seu trabalho sem atrapalhar seu trabalho. Vamos deixar o BC independente para fazer suas políticas", disse.

De acordo com ela, se vencer, o governo de Simone Tebet vai manter o superávit primário para diminuir o déficit nominal.

Estadão / Dinheiro Rural

Sem desculpas para o péssimo resultado do Brasil no IDH




As sérias falhas do governo Bolsonaro no enfrentamento da pandemia são a principal explicação para a queda do IDH

Quando foi divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil referente a 2019, a Casa Civil de Jair Bolsonaro, então chefiada por Onyx Lorenzoni, apressou-se em atribuir aos “governos petistas” do passado o número, que é calculado a partir dos indicadores de saúde, escolaridade e renda da população.

Quatro anos depois é impossível usar a mesma desculpa para explicar o péssimo resultado do IDH que, em 2021, caiu pelo segundo ano consecutivo e ficou em 0,754, o menor patamar desde 2015. Com esse desempenho, o Brasil ficou em 87º lugar entre 191 países do mundo todo acompanhados pelo Pnud, e em 16º na América Latina, bloco liderado pelo Chile, atrás da Argentina, Cuba, México e Peru.

É verdade que o IDH caiu nos últimos dois anos no mundo todo, mas menos do que no Brasil. A pandemia do novo coronavírus teve efeito fulminante nos indicadores globais de saúde, sendo a expectativa de vida um dos pilares do IDH. A expectativa de vida do brasileiro ao nascer caiu de 75,3 anos no primeiro ano do governo Bolsonaro para 72,8 anos em 2021, ou seja, diminuiu em 2,5 anos e voltou ao menor nível em 12 anos. Na média global, a expectativa de vida foi reduzida menos, em 1,6 ano.

As falhas do governo Bolsonaro no enfrentamento da pandemia são a principal explicação para a queda do IDH brasileiro. O governo resistiu à compra de vacinas e só agiu após pressão da sociedade e dos governadores. O próprio presidente pôs em dúvida a seriedade da pandemia ao compará-la a uma “gripezinha”, e a eficiência das vacinas, embora agora alardeie na campanha eleitoral quantos imunizantes adquiriu. Criticou e ainda o faz em campanha as medidas de isolamento social. O governo federal foi omisso e negligente, deixando para Estados e municípios a organização da vacinação e do tratamento dos infectados, falhando nos casos em que precisou intervir, como na crise em Manaus.

O país contabiliza quase 700 mil mortos em consequência da covid-19, o segundo maior número oficial de mortos na pandemia, depois dos Estados Unidos que, ainda assim, ficou em 21º lugar no IDH de 2021, com o índice de 0,92. Com a rede hospitalar concentrada em atender os atingidos pela covid-19, outras doenças foram negligenciadas, contribuindo para elevar o número de mortos. Todo o calendário vacinal está agora em risco.

Outro indicador que compõe o cálculo do IDH é a renda da população que, em termos nominais, ficou estável, segundo o Pnud, embora 8,3% abaixo do pico da série histórica, atingido em 2013. A evolução do PIB per capita ilustra melhor o problema. Em 2021, o PIB teve crescimento de 4,6%, compensando a queda de 3,9% do primeiro ano da pandemia. Mas o PIB per capita aumentou 3,9% no ano passado, percentual insuficiente para anular a perda de 4,6% de 2020.

O Pnud também enfoca a questão do ponto de vista da distribuição de renda. Nesse caso, o IDH brasileiro despenca 20 posições, caindo nada menos do que 23,6%, de 0,754 para 0,576. Na questão de gênero, os números são piores. A expectativa de vida das mulheres é 6,4 anos menor do que dos homens; e a renda média anual cai pela metade, sendo US$ 7 mil menor.

O terceiro pilar do IDH é a educação, área entregue a ministros igualmente omissos e voltados para questões desimportantes como o homeschooling. O Pnud trabalha com a expectativa de que o brasileiro terá 8,1 anos de estudo, mas as informações estão defasadas.

Indicação de como o governo põe a educação em plano secundário é o tratamento da área dentro do Orçamento do próximo ano. A ONG Todos pela Educação alertou que o projeto orçamentário retira quase R$ 1 bilhão dos recursos destinados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que cobre despesas de diversas unidades orçamentárias do Ministério da Educação (MEC), incluindo a administração direta da pasta e instituições de ensino federais, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o programa de pós-graduação Capes e o FNDE. O Ministério da Educação foi o mais contemplado com despesas discricionárias, que podem ser cortadas e manejadas. A pasta tem previstos aproximadamente R$ 20,6 bilhões em despesas discricionárias do total de R$ 98,9 bilhões previstos pelo Executivo para o ano que vem. Isso mostra a escassa disposição do governo de melhorar os indicadores de desenvolvimento humano do país.

Valor Econômico

Proliferação de armas em poder de amadores torna Brasil mais inseguro - Editorial




Facilitar acesso aos CACs equivale a facilitar acesso aos criminosos, revela reportagem do Globo

Dentre todas as medidas do governo Jair Bolsonaro para facilitar posse e porte de armas, uma das mais preocupantes é o incentivo à categoria dos colecionadores, atiradores e colecionadores, identificados pela sigla CAC. Os registros de CACs no Exército cresceram de 117 mil em 2018 para 674 mil em junho passado. Amadores adquiriram o direito de comprar até 60 armas (inclusive as de maior calibre e letalidade) e 180 mil cartuchos de munição por ano (antes o limite era de 16 armas e 40 mil cartuchos). Pela estimativa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o arsenal em poder dos CACs cresceu de 350 mil armas para mais de 1 milhão.

Ao contrário do que sustentam os ideólogos do bolsonarismo, essa multiplicação de armas pelo país tem contribuído para gerar mais insegurança nas ruas. O principal motivo é que armas compradas pelos CACs legalmente têm ido parar em mãos de criminosos com frequência assustadora. Vários exemplos citados em reportagem do GLOBO ilustram como a facilitação das armas significa, na prática, facilitação do crime, em particular da modalidade apelidada “novo cangaço”, que aterroriza cidades do interior.

Os casos se repetem por todo o país. Uma onda de assaltos em Araçatuba, interior de São Paulo, contou com “apoio” de um CAC que mantinha armas e até munição de uso proibido. Um fuzil cotado a R$ 50 mil no mercado ilegal foi comprado legalmente por R$ 14 mil por um CAC, que o repassou aos responsáveis pelo roubo a uma transportadora gaúcha. Em Pernambuco, um colecionador foi preso negociando uma bazuca com criminosos. Em Natal, um atirador amador foi detido quando vendia um fuzil a um dos maiores traficantes do Nordeste.

Outra brecha aberta pelas regras frouxas adotadas para CACs tem permitido o drible numa das conquistas do Estatuto do Desarmamento: a proibição ao porte de armas. Outra reportagem do GLOBO revela as artimanhas usadas para justificar o porte brandindo o registro que dá direito a transporte até estandes de treinamento (outra novidade deste governo). Foram criados clubes de tiro de alcance nacional e outros com funcionamento 24 horas, de modo a justificar a circulação de armas e munição em qualquer momento e local. Surgiram até aplicativos que permitem agendar aulas em tempo real para driblar a fiscalização imprevista.

As consequências da permissividade têm sido trágicas, como revela o caso de um empresário de São Paulo que atirou num criminoso que já havia sido detido e rendido pela polícia. Casos assim demonstram como a proliferação das armas em poder de amadores, tão incentivada por Bolsonaro, significa um risco maior para a população que deseja apenas viver em paz.

Na semana passada, uma liminar do Supremo suspendeu três decretos que facilitam acesso a armas e munições, cujo julgamento está paralisado por um pedido de vista do ministro Nunes Marques que dura mais de um ano. Passou da hora de ele devolvê-los para que o plenário da Corte enfim se pronuncie sobre a legalidade das medidas.

O Globo

As criaturas que não envelhecem e ajudam a revelar segredos do cérebro

 




O organismo dos axolotes é tido como 'modelo' pelos pesquisadores para uma série de estudos biológicos

Por Ashley Maynard*

O axolote (Ambystoma mexicanum) é uma salamandra aquática originária do México, conhecida pela sua capacidade de regenerar sua medula espinhal, seu coração e seus membros.

Estes anfíbios também produzem novos neurônios facilmente ao longo de suas vidas.

Em 1964, pesquisadores constataram que axolotes adultos podem regenerar partes do cérebro, mesmo se um grande pedaço dele for completamente removido. Mas um estudo concluiu que a regeneração cerebral do axolote tem capacidade limitada de reconstrução da estrutura do tecido original.

Qual será o grau de perfeição que o axolote pode atingir ao regenerar seu cérebro depois de lesionado?

Como pesquisadora, estudo a regeneração no nível celular. Eu e meus colegas do Laboratório Treutlein do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, e do Laboratório Tanaka do Instituto de Patologia Molecular de Viena, na Áustria, imaginamos se os axolotes seriam capazes de regenerar todos os tipos de células existentes no cérebro — incluindo as conexões entre as diferentes regiões do cérebro.

Recentemente, publicamos um estudo criando um mapa das células que compõem uma parte do cérebro do axolote, esclarecendo sua forma de regeneração e a evolução cerebral em diferentes espécies.

Por que estudar as células?

Tipos diferentes de células possuem funções distintas. Elas podem especializar-se em certas funções, pois cada uma delas expressa genes diferentes.

Compreender quais tipos de células existem no cérebro e o que elas fazem ajuda a esclarecer o quadro geral de funcionamento do cérebro. E também permite que os pesquisadores façam comparações ao longo da evolução para tentar descobrir as tendências biológicas entre as diferentes espécies.

Uma forma de entender quais células expressam quais genes é o uso de um método conhecido como sequenciamento de RNA de célula única (scRNA-seq, na sigla em inglês).

Esta ferramenta permite que os pesquisadores contem a quantidade de genes ativos no interior de cada célula de uma amostra específica. Ela mostra um retrato das atividades realizadas por cada célula no momento da sua coleta.

'Desvendar o mistério da regeneração do axolote pode trazer melhorias para o tratamento médico de lesões graves'

Este método é fundamental para compreender os tipos de células existentes no cérebro dos animais. Os cientistas vêm usando scRNA-seq em peixes, répteis, camundongos e até em seres humanos.

Mas estava faltando uma peça importante do quebra-cabeça da evolução do cérebro: os anfíbios.

Mapeamento do cérebro do axolote

Nossa equipe decidiu concentrar-se no telencéfalo do axolote.

Nos seres humanos, o telencéfalo é a maior porção do cérebro. Ele contém uma região conhecida como neocórtex, que desempenha papel fundamental no comportamento e na cognição dos animais.

Ao longo da evolução recente, o neocórtex aumentou imensamente de tamanho em comparação com outras regiões do cérebro. E, de forma similar, os tipos de células que compõem o telencéfalo passaram por grande diversificação e crescimento da sua complexidade ao longo do tempo, tornando essa região uma área de estudo fascinante.

Nós usamos scRNA-seq para identificar os diferentes tipos de células que compõem o telencéfalo do axolote, incluindo diferentes tipos de neurônios e células de progenitores, ou células que podem dividir-se ou transformar-se em outros tipos celulares.

Nós identificamos quais genes estão ativos quando as células progenitoras tornam-se neurônios e concluímos que muitas delas passam por um tipo intermediário de célula denominado neuroblastos (cuja existência em axolotes até então era desconhecida), antes de se tornarem neurônios maduros.

Em seguida, nós incluímos a regeneração do axolote no teste, removendo uma seção do seu telencéfalo. Utilizando um método específico de scRNA-seq, conseguimos capturar e sequenciar todas as células novas em diferentes estágios de regeneração, de uma a 12 semanas após a lesão.

Por fim, concluímos que todos os tipos celulares removidos haviam sido totalmente restaurados.

Observamos também que a regeneração do cérebro acontece em três fases principais. A primeira fase começa com um rápido aumento da quantidade de células progenitoras, em que uma pequena fração dessas células ativa um processo de cura de feridas.

Na segunda fase, as células progenitoras começam a diferenciar-se em neuroblastos. E, por fim, na terceira fase, os neuroblastos diferenciam-se nos mesmos tipos de neurônios que foram perdidos originalmente.

Surpreendentemente, também observamos que as conexões neuronais interrompidas entre a área removida e outras regiões do cérebro haviam sido refeitas. Essa reconexão indica que a área regenerada também recuperou sua função original.

Cérebros de anfíbios e de seres humanos

Acrescentar os anfíbios ao quebra-cabeça evolutivo permite que os pesquisadores descubram como o cérebro e seus tipos celulares se alteraram ao longo do tempo, bem como os mecanismos por trás da regeneração.

Ao comparar nossos dados sobre o axolote com outras espécies, descobrimos que as células do seu telencéfalo exibem forte similaridade com o hipocampo dos mamíferos — a região do cérebro envolvida na formação da memória — e com o córtex olfativo — a região do cérebro envolvida no sentido do olfato.

Em um tipo de célula do axolote, nós chegamos a encontrar similaridades com o neocórtex, a região do cérebro conhecida pela percepção, pensamento e raciocínio espacial em seres humanos.

Estas similaridades indicam que essas regiões do cérebro podem ter sido conservadas ou permanecido comparáveis ao longo da evolução — e que o neocórtex dos mamíferos pode ter um tipo de célula ancestral do telencéfalo de anfíbios.

O nosso estudo ajuda a esclarecer o processo de regeneração cerebral, incluindo quais os genes envolvidos e como as células acabam por transformar-se em neurônios, mas ainda não sabemos quais sinais externos dão início ao processo. E também não sabemos se os processos identificados ainda são acessíveis aos animais que evoluíram posteriormente, como os camundongos e os seres humanos.

Mas não somos os únicos tentando resolver o quebra-cabeça da evolução do cérebro.

O Laboratório Tosches, da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, explorou a diversidade dos tipos celulares em outra espécie de salamandra, a Pleurodeles waltl. Já o Laboratório Fei, da Academia de Ciências Médicas de Guangdong, na China, e seus colaboradores da empresa chinesa de ciências biológicas BGI pesquisaram a disposição espacial dos tipos de células no prosencéfalo do axolote.

Identificar todos os tipos de células no cérebro do axolote também ajuda a abrir o caminho para pesquisas inovadoras no campo da medicina regenerativa.

Os cérebros de camundongos e seres humanos perderam grande parte da sua capacidade de reparo ou regeneração. As intervenções médicas atuais sobre danos cerebrais graves concentram-se em terapias com células-tronco e medicamentos para reforçar ou acelerar reparos.

Examinar os genes e tipos de células que permitem que os axolotes realizem sua regeneração quase perfeita pode ser a chave para melhorar o tratamento de lesões graves e revelar o potencial de regeneração em seres humanos.

*Ashley Maynard é candidata ao título de PhD em biologia do desenvolvimento quantitativo no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça.

BBC Brasil

Deltan provoca Lula com PowerPoint: 'E se reclamar eu faço outro'

 

SEP



Confira acima o “novo” powerpoint de Dallagnol

O PowerPoint original ligava o petista a esquemas de corrupção não comprovados

O agora político usou o famoso 'PowerPoint', que ligava o petista a esquemas de corrupção, em uma jogada de marketing para a campanha

O ex-procurador da Lava-Jato e candidato a deputado federal pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Podemos), ironizou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à presidência, pelas redes sociais, nesta terça-feira (13/9).

O agora político usou o famoso “powerpoint”, que ligava o petista a esquemas de corrupção, em uma jogada de marketing para a campanha. 

No Twitter, Deltran citou a piada de Lula, que ironiza o powerpoint, para promover a “Lava-Jato no Congresso Nacional”, seu slogan de campanha.

“‘Não entendi, faz um powerpoint’. Bom, pediram tanto que aí está, o mais novo e atualizado powerpoint. E se reclamar eu faço outro. Se você quer levar a Lava-Jato pro Congresso Nacional, ajude a deixar esse powerpoint famoso também e vamos juntos de 1919 no dia 2 de outubro!”, escreveu o deputado.

Estado de Minas

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