quinta-feira, junho 16, 2022

Confissão e os restos de corpos repercutem e a imprensa estrangeira ataca Bolsonaro


PF encontra restos humanos que podem ser dos corpos de Bruno Pereira e Dom  Phillips - Brasil 247

Trata-se de um caso com forte repercussão internacional

Deu em O Globo

A confissão dos assassinatos e da ocultação dos corpos do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista licenciado da Funai Bruno Pereira, feita por um dos suspeitos do crime, gerou imediata repercussão na mídia internacional, a partir da noite de ontem.

“Polícia do Brasil descobre dois corpos em busca de desaparecidos”, noticiou o site do The Guardian, jornal inglês para o qual Dom costumava colaborar. “O anúncio trouxe um fim triste para a busca de 10 dias que horrorizou a nação e sublinhou os perigos crescentes enfrentados por aqueles que ousam defender o meio ambiente do Brasil e as comunidades indígenas, que estão sofrendo um ataque histórico sob o presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro”, criticou o jornal.

NOS EUA – “O anúncio (da confissão) parece trazer uma conclusão sombria ao desaparecimento do jornalista Dom Phillips e do funcionário do governo Bruno Pereira em uma das regiões mais remotas do país, que paralisou a nação e chamou nova atenção para a criminalidade em andamento que está desmantelando a maior floresta tropical do mundo”, afirmou o americano The Washington Post, na reportagem “Homem confessa assassinato de jornalista e colega, diz polícia”.

A BBC criticou as autoridades responsáveis pelas buscas por não terem reconhecido inicialmente, na coletiva em Manaus que confirmou a descoberta de vestígios de corpos, a importância da participação dos indígenas na procura a Dom e Bruno.

Segundo a rede de comunicações britânIca, houve “muitos elogios aos esforços conjuntos de todas as Forças Armadas — todos dando tapinhas nas costas depois de uma enorme quantidade de críticas por não terem se mobilizado com rapidez suficiente”.

CASO INÉDITO –  El Pais lembrou, ao divulgar a confissão e a localização dos fragmentos de corpos, que “veteranos na Amazônia” não se lembram de outro caso de assassinato de um jornalista dedicado a cobrir o meio ambiente na região, “muito menos estrangeiro”.

Segundo a publicação espanhola, “as mortes violentas de lideranças e ativistas indígenas não são novas, embora não atinjam os números da vizinha Colômbia”. E concuiu:

“É um gotejamento, e muito raramente culpados são punidos”.

CAPÍTULO SOMBRIO – “Os desaparecimentos são um capítulo particularmente sombrio na recente história sangrenta da Amazônia”, reforçou o The New York Times no artigo “Homem confessa ter matado jornalista e ativista e leva polícia aos remanescentes (dos corpos), diz polícia”.

Segundo o jornal americano, “Phillips dedicou grande parte de sua carreira a contar as histórias do conflito que devastou a floresta tropical, enquanto Pereira passou anos tentando proteger as tribos indígenas e o meio ambiente em meio a esse conflito. Agora parece que o trabalho se tornou mortal para eles, sinalizando até onde as pessoas irão explorar ilegalmente a floresta tropical”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Era inevitável que a imprensa estrangeira culpasse o governo brasileiro pelo desaparecimento e morte do repórter e do sertanista. A verdade é que, desde a era do marechal Cândido Rondon, que criou a Funai, os indígenas nunca estiveram tão abandonados quanto agora. E Bolsonaro agrava a situação, ao dar declarações estúpidas, como dizer que Phillips era mal visto na região. Sinceramente, era melhor ter permanecido calado. (C.N.)

O que há por trás da mudança de tom de Fachin, ao citar Bolsonaro diretamente…

Publicado em 16 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Fachin busca salvar Lava Jato abrindo mão dos processos contra Lula -  Opinião - InfoMoney

Fachin estava enfiando militares e Bolsonaro no mesmo saco

Matheus Leitão
Veja

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin, mudou o tom em relação a Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, 13. O magistrado não poupou palavras ao dizer que o presidente da República estava espalhando mais uma fake news sobre a Justiça Eleitoral. Muito menos disfarçou que era para Bolsonaro a quem dirigia as palavras proferidas, como já fez em outras ocasiões.

“Quem questiona [a capacidade da Justiça Eleitoral] demonstra apenas motivação política ou desconhecimento técnico do assunto. Refiro-me agora especificamente a uma entrevista de alta autoridade da República em que menciona não ser possível contagem simultânea de votos. A crítica é indevida. Há um erro de informação”, afirmou o presidente do TSE para depois completar: “Esse é o problema: espalha-se desinformação para atacar a Justiça eleitoral”.

ALGUNS MOTIVOS – A mudança de postura e declaração direta respondendo Bolsonaro tem alguns motivos. Segundo apurou a coluna, o primeiro deles tem a ver com o “cansaço” interno – entre os magistrados que compõem o TSE e os servidores do alto escalão da corte. Tudo, por conta dos contínuos e covardes ataques de Jair Bolsonaro, que tentam minar a mais que comprovada lisura do sistema eleitoral brasileiro.

É preciso lembrar que, em 12 de maio – ou seja, há apenas um mês -, na ocasião em que Fachin afirmou que as eleições são assuntos de civis e de “forças desarmadas”, o ministro negou que a frase fosse um recado a Bolsonaro.

“Não mando e não recebo recados de ninguém”. De lá para cá, o tom de Fachin tem mudado, chegando ao ápice nesta segunda-feira, 13, afirmando, sem ser provocado, que falava diretamente a Bolsonaro.

CRÍTICAS DO PT – É que, durante o fim de semana, colegas de toga do TSE – ou seja, os magistrados que compõem a corte – comentaram entre eles sobre uma manifestação organizada em Brasília por apoiadores do PT, oposição a Bolsonaro, na qual eles, os petistas, criticaram as urnas eletrônicas.

Ou seja, com seu discurso golpista contra a justiça eleitoral, o presidente da República conseguiu contaminar não só os seguidores da extrema-direita brasileira, seus apoiadores fiéis, como também militantes do partido de oposição que tem o líder das pesquisas de intenção de voto, Lula.

Ainda nesta segunda, 13, quando conversava com servidores da corte de todo Brasil, Fachin, inclusive, usou de uma metáfora para explicar o atual momento da História brasileira. O magistrado contou que, quando era pequeno, todos brincavam, ao passar em estradas de terra, sobre como os carros levantavam aquele “poeirão”.

POEIRA LEVANTADA – Na opinião de Fachin, há muita “poeira” levantada nessas questões das urnas eletrônicas e do sistema de contagem de votos, mas lembrou que, depois que a poeira baixa, a estrada continua.

Claramente, ele falava as eleições brasileiras em 2022. Não se pode deixar que a poeira contamine o ambiente.

Toda a balbúrdia causada por Jair Bolsonaro sobre o processo eleitoral vai passar, e o Brasil seguirá o seu rumo, assim como muitas das estradas de terra no país afora que seguem, mesmo após a poeira ser levantada.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente análise de Matheus Leitão, que percebeu a mudança de tom, pois Fachin antes mencionava apenas as Forças Armadas e agora cita diretamente Bolsonaro. Ao que parece, o ainda presidente do TSE enfim percebeu que Bolsonaro é uma coisa e as Forças Armadas são outra coisa, que não podem ser misturadas, sob risco de explosão. (C.N.)

Inflação faz renda média mensal do brasileiro encolher para R$ 1.353, a menor da História

Publicado em 16 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Blog de Geografia: Charge do Jorge Braga: InflaçãoRosana Hessel
Correio Braziliense

O rendimento médio real domiciliar per capita dos brasileiros encolheu 6,9% em 2021 na comparação com 2020, passando de R$ 1.454 para R$ 1.353 mensais, o menor valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (10/6) sobre o rendimento de todas as fontes.

De acordo com o órgão subordinado ao Ministério da Economia, a massa do rendimento mensal real domiciliar per capita encolheu 6,2% na comparação com 2020, chegando a R$ 287,7 bilhões em 2021, o segundo menor valor, desde 2012 (R$ 279,9 bilhões). A inflação elevada foi o principal motivo para o encolhimento da renda dos brasileiros, segundo a entidade.

POR REGIÕES – O Nordeste manteve o menor rendimento médio mensal domiciliar per capita entre as cinco regiões do país, de R$ 843.  No Norte, a renda média mensal foi de R$ 871. As duas regiões registraram as maiores perdas no rendimento, de 9,8% e de 12,5% respectivamente. As regiões Sul e Sudeste se mantiveram com os maiores rendimentos, de R$ 1.656 e de R$ 1.645, respectivamente.

O percentual de pessoas com rendimento na população também encolheu, passando de 61%, em 2020, para 59,8%, em 2021, o mesmo percentual de 2012 e o mais baixo da série. A queda desse indicador foi mais intensa no Norte, segundo o comunicado.

Conforme os dados do IBGE, o rendimento médio mensal real da população residente com rendimento foi o menor da série histórica nos seguintes tipos: todas as fontes de rendas (R$ 2.265), em outras fontes (R$ 1.348), em aposentadoria e pensão (R$ 1.959) e em outros rendimentos (R$ 512).

DESIGUALDADE – A queda do rendimento mensal domiciliar per capita foi maior entre as classes com menor rendimento. Em 2021, o rendimento médio do 1% da população que ganha mais era 38,4 vezes maior que o rendimento médio dos 50% que ganham menos.

A desigualdade cresceu para o conjunto da população e ficou praticamente estável para a população ocupada: o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita aumentou de 0,524 para 0,544, enquanto o Gini do rendimento de todos os trabalhos variou de 0,500 para 0,499.

Apesar do aumento da população ocupada entre 2020 e 2021, a massa do rendimento mensal real de todos os trabalhos recuou 3,1%, passando de R$ 223,6 bilhões para R$ 216,7 bilhões. Nesse período, o percentual de domicílios com alguém recebendo “outros programas sociais”, categoria que inclui o auxílio-emergencial, caiu de 23,7% para 15,4%, enquanto a proporção de domicílios com beneficiários do Bolsa Família aumentou de 7,2% para 8,6%.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Através do IBGE, o próprio governo admite o empobrecimento da população, apesar do Auxílio Brasil de R$ 400 mensais. É muito triste essa constatação. Mas não desanimemos, porque precisamos seguir em frente, na busca de um futuro melhor para as novas gerações. (C.N.)

Corpus Christi 2022: a emoção da visita do Santíssimo ao povo de Jeremoabo

A Piada do ano, o prefeito de Jeremoabo convidando " os primos e as primas", para conhecer a buraqueira e os atoleiros da cidade.

 


 Enquanto isso, olhem a situação de Jeremoabo.



 

.

Nota da redação deste Blog - O prefeito de Jeremoabo tem que apelar muito para São João Batista para que o Mesmo não abra as torneiras até o término dos festejos juninos.

A buraqueira, o lamaçal e o lixo é uma vergonha, aliás é a marca registrada do seu (des)governo.
 Caso chova o lamaçal ira sujar as roupas e sapatos dos primos e das primas, como também de todas as pessoas que sairem de suas casas; a buraqueira poderá causar acidentes  tanto nos veículos quanto até nas pessoas.

Sem comentários!!! - Rir Pra Não Chorar...

.,..


“Seria trágico se não fosse cômico”

“Eu pensei que já tinha visto tudo nesse mundo. Mas sempre alguma coisa pode nos  surpreender.... "

Nota da redação deste Blog - Esse assunto é concernente a desmoralização contra a Câmara de Vereadores de Jeremoabo, onde o prefeito dando uma de " ditador"  a revelia destruiu um Parque de Exposição avaliado em mais de R$ 2.000.000,00 (dois milhões).
O pior de tudo é que os vereadores até o momento não ingressaram com nenhuma Ação na Justiça.

E tudo indica que irão parmanecer na omissão, não sei se por ignorância ou má fé.

Invasão da floresta pelo crime organizado é a verdadeira ameaça à soberania nacional




Vale do Javari, região estratégica para o narcotráfico na Amazônia

Por Pedro do Coutto

Sem dúvida alguma, a jornalista Miriam Leitão, em artigo publicado no O Globo desta terça-feira, focalizou o verdadeiro ponto dramático que marca a invasão do crime organizado na Floresta Amazônica e nas áreas indígenas, incluindo uma facção de assassinos que acrescentam agora à lista de suas vítimas o jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista brasileiro Bruno Pereira.

A comparação que Miriam Leitão faz entre esta dramática ameaça que evolui e as afirmações do general Paulo Sérgio Nogueira, identificando o processo eleitoral a cargo do TSE revela nitidamente a diferença enorme entre uma preocupação real do Exército brasileiro com a hipótese imaginária que se choca com os fatos.

REVELAÇÕES – Miriam Leitão assinalou que em meio à bruma que cerca a morte de Dom Philips e Bruno Pereira vão surgindo revelações que cada vez mais se completam e conduzem à certeza de que o que se passa na Amazônia é uma ofensiva não só pelo desmatamento, que já seria um crime hediondo, mas também pelos crimes de narcotráfico, violação de mulheres, saques a propriedades privadas e sobretudo a propriedade pública, que no caso cabe às Forças Armadas garantir em face da ramificação internacional contida no cada vez maior tráfico de entorpecentes e também o de armas.

As armas nas mãos de assassinos deveriam, como ressaltou a jornalista, preocupar o general Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa. Miriam Leitão, no O Globo de ontem, e André Trigueiro, na GloboNews, na noite de segunda-feira, destacaram firmemente o risco da ocupação de áreas do país pelo crime organizado com os seus tentáculos, ocupando uma área com a intenção de substituir o Estado.

Trigueiro foi quem recebeu primeiro a informação da morte do jornalista inglês e do indigenista brasileiro. Alessandra Sampaio, mulher de Dom Phillips, foi quem na madrugada forneceu a notícia a Trigueiro dizendo ter sido avisada por um alto funcionário da Embaixada do Brasil em Londres.

OBJETOS – No decorrer de segunda-feira, apareceram objetos  dos desaparecidos, mas os seus corpos não apareceram. Uma névoa de mistério ainda não dissipada, oculta os dois assassinatos.

A repercussão nacional e internacional tem sido imensa e vai aumentar ainda mais, seja pelo desaparecimento dos corpos, seja pela sua identificação mais de uma semana depois da ação dos assassinos.

SELIC PODE SUBIR – Reportagem de Clayton Castelani, Folha de S. Paulo de ontem, revelou a existência de expectativa que o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve dos Estados Unidos elevem as taxas da Selic do Brasil e dos juros bancários nos EUA.

No Brasil, os juros, ontem, quando escrevi esse artigo, estavam em 12,75% ao ano, percentual que incide sobre uma dívida interna de R$ 6 trilhões. Como costumo dizer, o aumento de 1% em nosso país, na Selic, significa um comprometimento de mais de R$ 60 bilhões. Mas esse número e seus efeitos não preocupam o ministro Paulo Guedes, da Economia. Tanto assim, que ele nada diz sobre esse processo.

REAJUSTE – O que preocupa o Ministério da Economia é o aumento dos servidores federais da ordem de 5%, representando R $16 bilhões. Alguns comentaristas sustentam que a porcentagem maior da Selic é para combater a inflação. Uma farsa patrocinada pelo silêncio de grandes especialistas na matéria financeira.

O aumento da Selic é para permitir a colocação no mercado dos títulos do tesouro que lastreiam a dívida interna. Compreende-se que os papéis só podem ter aceitação se os juros embutidos neles superarem a inflação do país. Com a inflação de 12% ao ano, a rentabilidade dos grandes bancos, dos fundos de investimentos e dos fundos de pensão das empresas estatais não podem perder para o índice inflacionário. No Brasil só quem pode perder para a inflação são os assalariados.

CRIPTOMOEDAS –  Reportagem do Financial Times, de Londres, publicada na edição de ontem da Folha de S. Paulo, revela que o mercado de bitcoins desabou na segunda-feira numa escala de 20% em apenas um dia, consequência da empresa Celsius, credora de criptomoedas, ter bloqueado o resgate dos depósitos por parte dos detentores dos créditos digitais.

A empresa alegou condições extremas de mercado. O fato serve como exemplo, digo, de propaganda no Brasil oferecendo rentabilidades mais altas a aplicações de capital e estabelecimentos sem maior base financeira. Em muitos casos, os investidores em potencial devem considerar que ao tentarem o resgate vão sofrer um corte enorme no valor investido. E, em muitos casos, o valor investido passa a ser igual a zero.

É muito fácil no Brasil vender-se uma empresa por preço baixo, transferindo-se o passivo alto para alguém inexequível. Os casos se repetem e fica tudo por isso mesmo.

AÇÕES DA ELETROBRAS – Matéria de Letycia Cardoso, O Globo de ontem, revelou que no primeiro pregão da Bovespa, o valor das ações ordinárias da Eletrobras desceu 2,2%, fechando a R$ 40,1. Já as ações preferenciais sem direito a voto, caíram 0,8%, fechando em R$ 38,39. Já em Nova York, os recibos de ações, no caso das ordinárias, recuaram 4,5%.

Para Vicente Koki, analista do setor de energia da Mirae Asset, o resultado reflete um comportamento em grupo, não especificamente contra a Eletrobras, mas que atingiu o mercado de ações em geral.

Também no O Globo, Letycia Cardoso analisa o panorama de Nova York e sustenta que o temor de um juro maior nos Estados Unidos causou a queda do mercado acionário.

NOVAS REGRAS –  No Estado de S. Paulo, edição de segunda-feira, Marlla Sabino, Ludmila Rocha e Luciana Collet, publicaram reportagem muito importante sobre as novas regras de concessão das hidrelétricas brasileiras. Num primeiro lance, vão ser relacionadas 22 hidrelétricas.

O processo é o seguinte: vão ser firmados novos contratos de concessão permitindo que essas usinas possam vender energia a preços de mercado no sempre chamado ambiente de comercialização livre. Nos novos contratos, uma parte sairá do atual regime de cotas que só remunera a operação e no qual não está incluído o risco hidrológico para o regime de produção independente, transferindo esse risco para os consumidores.

Sobre a privatização, o comando atual da Eletrobrás, ainda não substituído pelo novo controle acionário, baixou essas normas tarifárias que causam surpresa justamente porque garantem um prazo de 30 anos para as novas concessões, que na verdade são renovações de concessões vigentes, permitindo a elevação tarifária.

APROVAÇÃO DO NOVO ICMS –  Reportagem de Fernanda Trisotto, Manoel Ventura e Alice Cravo, O Globo, focaliza com destaque o resultado da aprovação do novo ICMS para todos os estados no percentual de 17%. O projeto que terá a sua continuidade prevista por meio de matéria de Emenda Constitucional estabelece compensações para os estados.

Como a aprovação se deu sem resistências, vamos considerar que nos bastidores está acertada uma compensação federal que transforme o corte aparente em um lance tributário lucrativo. Em matéria política, uma nova face do problema das candidaturas estaduais surgiu. No O Globo, Bolsonaro queixa-se que o ex-líder do governo no Senado Fernando Bezerra não está citando o seu nome. É porque o candidato dele ao governo de Pernambuco tem o apoio de Lula da Silva.

Tribuna da Internet

Pescador preso suspeito pelo desaparecimento de Dom Phillips e Bruno Pereira confessou assassinato




Pescador preso suspeito pelo desaparecimento de jornalista britânico Dom Phillips e de indigenista brasileiro Bruno Pereira confessou assassinato na região do Vale do Javari e disse que afundou a embarcação da dupla

PF encontra "remanescentes humanos" em local de buscas no AM

A Polícia Federal (PF) encontrou nesta quarta-feira (15/06) "remanescentes humanos" na região amazônica onde desapareceram o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira. O material será submetido à perícia em Brasília. A informação foi repassada pelo superintendente da PF no Amazonas, Eduardo Alexandre Fontes. 

Os "remanescentes humanos" foram encontrados no local indicado por um dos suspeitos presos pelo desaparecimento da dupla. De acordo com Fontes, na noite de terça-feira, o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como "Pelado", de 41 anos, confessou a autoria do crime e se comprometeu a indicar aos agentes o local onde estariam os corpos. Uma perícia vai indicar as causas da morte.

Nesta quarta-feira, foi feita a reconstituição do crime, com a presença de Amarildo, que indicou, também, onde afundou a embarcação em que estavam Dom Phillips e Bruno Pereira. A lancha será recuperada nesta quinta-feira.

O local onde os corpos foram enterrados fica a cerca de três quilômetros mata à dentro de onde os pertences da dupla foram encontrados no domingo, em um local de dificílimo acesso e sem sinal de telefonia móvel.

Segundo Torres, escavações ainda estão em andamento e a investigação segue em sigilo e mais prisões podem ocorrer em breve. 

Torres também destacou o trabalho conjunto nas buscas com a Marinha, o Exército, a Força Aérea Brasileira (FAB), as polícias Militar e Civil, além de indígenas e populações ribeirinhas. 

De acordo com o superintendente um dos presos negou o crime, mas há provas que comprovam sua participação no homicídio  

A área de buscas se concentrou em cerca de 70 quilômetros de navegação fluvial e os agentes percorreram a região de lancha, moto, helicóptero e a pé. 

Antes da coletiva de imprensa da PF, o ministro da Justiça, Anderson Torres, havia antecipado a informação pelo Twitter.

"Acabo de ser informado pela Polícia Federal que 'remanescentes humanos foram encontrados no local, onde estavam sendo feitas as escavações'. Eles serão submetidos à perícia. 

O desaparecimento

Dom Phillips e Bruno Pereira foram vistos pela última vez no dia 5 de junho, enquanto viajavam pelo Vale do Javari, uma região remota do estado do Amazonas palco de conflitos entre indígenas e invasores de terras. Desde então, membros das forças de segurança e voluntários indígenas passaram a vasculhar a região.

Segundo informações da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), da qual Bruno fazia parte, o indigenista era alvo de ameaças constantes de madeireiros, garimpeiros e pescadores da região.

Amarildo da Costa Oliveira foi preso em 7 de junho por suspeita de envolvimento no desaparecimento. A polícia chegou ao nome de Amarildo ainda no início das investigações. Testemunhas ouvidas pelas autoridades policiais disseram que viram Amarildo ameaçando Bruno Pereira. Uma testemunha também relatou que Amarildo foi visto em uma lancha, navegando logo atrás da embarcação de Bruno e Dom.

Em 14 de junho, a PF informou que prendeu mais um suspeito. Ele foi identificado como Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como "Dos Santos", de 41 anos. Ele é irmão do pescador Amarildo da Costa Oliveira.

De acordo com a agência Pública, o delegado Alex Peres afirmou que "testemunhas" colocaram "os dois no local, supostamente, onde ocorreu o crime". 

Objetos pessoais encontrados

No último domingo, a Polícia Federal divulgou que foram encontrados objetos pessoais pertencentes aos desaparecidos: um cartão de saúde em nome de Bruno Pereira; uma calça, um chinelo e botas pertencentes ao indigenista; botas e uma mochila pertencentes a Dom Phillips contendo roupas.

Segundo o coordenador da equipe dos Bombeiros em Atalaia do Norte (AM), Barbosa Amorim, citado pelo portal G1, os objetos foram achados próximo à casa de Amarildo Costa de Oliveira, que está preso e é o principal suspeito pelo desaparecimento. A mochila estava amarrada a uma árvore em uma área de igapó, região alagada da Floresta Amazônica, de acordo com mergulhadores dos bombeiros. Em abril deste ano, Costa de Oliveira foi denunciado por invasão de terra indígena e pesca ilegal pela Univaja. Pereira foi um dos autores da denúncia.

Phillips e Pereira

Jornalista veterano e colaborador do The Guardian, Phillips tinha 57 anos e vivia no Brasil há 15 anos. Ao longo da sua carreira, ele também escreveu para vários outros veículos internacionais, incluindo Financial Times, New York Times e Washington Post, além de ter produzido reportagens para o serviço em inglês da Deutsche Welle (DW).

Antes de desaparecer, Phillips trabalhava num livro sobre preservação da Amazônia, com apoio da Fundação Alicia Patterson, que lhe concedeu uma bolsa de um ano para reportagens ambientais, que durou até janeiro. Phillips deixa uma viúva, Alessandra, que nos últimos dias divulgou diversos apelos para que as autoridades se empenhassem mais pela busca dos desaparecidos.

'Dom Phillips vivia no Brasil há 15 anos e colaborou para diversos veículos internacionais, inclusive a Deutsche Welle (DW)'

Bruno Araújo Pereira era considerado por organizações ambientais e indígenas um dos funcionários mais experientes da Fundação Nacional do Índio (Funai) que atuava na região do Vale do Javari. Em 2018, ele se tornou o coordenador-geral de Índios Isolados e de Recém Contatados da Funai, mas acabou exonerado do cargo em outubro de 2019, após pressão de setores ruralistas.

No domingo, a esposa de Phillips, Alessandra Sampaio, disse à TV Globo que já não tinha esperanças de que seu marido, Dom Phillips fosse encontrado vivo. "Eu não tenho muita esperança não, para ser sincera. Mas fica aquela pontinha de uma história fantasiosa, fantástica, que talvez, quem sabe... E essa demora realmente acaba com as esperanças, porque é muito difícil", disse

Repercussão internacional

O desaparecimento teve grande repercussão internacional.

O editor de meio ambiente do jornal The Guardian, Jonathan Watts, foi um dos primeiros a lançar o alerta sobre o desaparecimento em uma mensagem no Twitter, solicitando ajuda das autoridades brasileiras. "Dom Phillips, um fenomenal jornalista, colaborador regular do Guardian e um grande amigo, está desaparecido no Vale do Javari na Amazônia depois de ameaças de morte ao indigenista e companheiro de viagem Bruno Pereira, que também está desaparecido. Ligando para as autoridades brasileiras para lançar imediatamente uma operação de busca", escreveu Watts na ocasião.

Nos dias seguintes ao desaparecimento, jornalistas e ativistas reclamaram que as autoridades brasileiras não pareciam estar demonstrando empenho em solucionar o caso. Na semana passada, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou oficialmente do governo a adoção de providências imediatas para localizar a dupla. A Justiça Federal também determinou reforço nas buscas. Atos foram organizados para cobrar a localização da dupla.

A líder indígena brasileira Sônia Guajajara chegou a pedir a ajuda do ex-secretário de Estado dos Estados Unidos e atual enviado especial do governo americano para o Clima John Kerry. Publicações internacionais também destacaram durante a cobertura do desaparecimento que o governo de Jair Bolsonaro desmontou mecanismos de proteção ambiental e indígena nos últimos anos, favorecendo e até incentivando a ação de invasores na Amazônia.

Já Bolsonaro mostrou pouco interesse público pelo caso. Na semana passada, o presidente chegou a afirmar que Phillips e Pereira estavam em "uma aventura que não é recomendável que se faça", uma fala que provocou críticas de jornalistas e ativistas. Nesta quarta-feira, Bolsonaro disse que Phillips era "malvisto" na região por escrever reportagens sobre garimpeiros. 

Deutsche Welle

Em destaque

EDITORIAL: A Lei da Dosimetria e o Teatro do Absurdo no Congresso Nacional

Abra esse Link : . https://www.instagram.com/reel/DYIWh2shBmp/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ== EDITORIAL: A Lei da Dos...

Mais visitadas